Notas iniciais
Notas da Lisa : Olá meninas lindas desta vez demoramos né? mas temos boas explicações para isso, como muitas de vocês sabem a Renata acabou de ter bebê e mesmo aquelas que ainda não são mães sabem que um bebe novinho dá muito trabalho então por isso a demora, mas o importante é que temos o capítulo e ele está ENORME para compensar kkkk então merecemos muitos comentários e quem sabe alguma recomendação? e como estou boazinha vou dizer que o sofrimento logo vai acabar kkkkkkkk bjks a todas

Edward atendeu ao telefone e quando ouviu a voz que falava sentiu toda a alegria se esvair do seu coração só sobrando ódio e nojo.

— O que você quer? – disse, sentindo a bile subir pela sua garganta só de ouvir a voz daquela criatura.

— Isso é jeito de falar com a sua querida tia? – perguntou – Acho que não lhe ensinei boas maneiras. – Ela disse

— Vamos parar com a conversa fiada e me diga logo o que quer e como descobriu meu telefone pessoal – Edward falou, alguém em sua equipe iria pagar por isso, pois ele não admitia erros e Lizbeth ter descoberto seu número era um enorme erro, mas agora ele precisava se concentrar e encontrar a razão para aquela mulher estar se arriscando a ser presa para falar com ele, Edward conhecia Lizbeth o suficiente para saber que ela não faria isso sem uma razão muito forte.

— Me diga logo o que você quer, se é dinheiro diga a quantia e eu entregarei a você, mas suma da minha vida de uma vez por todas – não se importava em pagar contanto que Lizbeth ficasse longe dele e principalmente longe de Isabella, ele não permitiria que acontecesse a mesma coisa que ocorreu com Ângela, mesmo que para isso tivesse que abrir mão de sua fortuna o importante era manter seu cisne seguro.

— Tsc tsc... meu amado sobrinho você realmente acha que eu quero somente dinheiro? – Não! Eu quero matar minha saudade do meu amado Edward e é claro uma quantia de U$$ 100, 000 para me manter, afinal eu tenho gostos caros.

— Porque você simplesmente não pega o dinheiro e some de uma vez por todas — disse Edward.

— Já lhe falei Edward eu sempre vou voltar para você, não adianta tentar fugir eu sempre vou encontra-lo, afinal você é o meu sobrinho amado a única coisa que sobrou da minha querida irmã. Então, venha me encontrar, eu estarei esperando por você Edward, e não se esqueça dos nossos brinquedos quero que você me fôda bem forte como nos velhos tempos – ela riu e completou dizendo. — Ah espero que tenha recebido meu presente, escolhi especialmente para você.

— Não sei de que merda está falando. — Edward rosna raivoso.

— A caixa de lembranças que te mandei, apenas aproveite meu amado sobrinho. Ela ri novamente e Edward olha para a caixa em cima da mesa de seu escritório.

— Ahhh sim, já ia me esquecendo, livre-se da sua atual vagabunda, afinal sua querida tia voltou e não esqueça querido eu não divido o que é meu, portanto se você não se livrar dela eu me livrarei, e eu acho que você não vai ficar feliz com o jeito que farei isso – então ela desligou, deixando Edward com a alma partida, sua doce Bella estava em perigo e a única coisa que poderia salvá-la era afastar-se, quando finalmente pensou ter achado a cura para sua dor, seus demônios voltavam para o atormentar.

Abriu a caixa rapidamente deparando-se com lembranças atormentadoras. Lá estavam fotos tiradas de Ângela depois que foi torturada, eram várias as posições em que a colocaram pareciam que queriam mostrar todo o sofrimento pelo qual ela estava passando, havia sangue por todos os lados, e homens nojentos perto dela rindo depois de estupra-la por diversas vezes, haviam cortes por todo o seu corpo e ela parecia estar drogada demais para falar algo, porem os olhos dela mostravam todo o seu sofrimento. Edward fechou os olhos e as lembranças daquela maldita noite inundaram sua mente, ele tratou de rasgar as fotos, mas a última delas lhe deixou petrificado, era uma foto de Isabella numa das festas em que ele a levou, como sempre estava linda e vestida de vermelho como ele mais gostava, no entanto naquele momento aquela foto só lhe trouxe terror, e o frio em seu estomago intensificou ainda mais com a frase curta escrita atrás da foto.

“Se não a deixar, farei ainda pior do que com a vadia anterior”.

Não!!! Ele não deixaria que nada do que aconteceu com Ângela acontecesse com sua Isabella, a amava demais para deixar que Lizbeth chegasse perto dela, teria mesmo que afastar-se de seu cisne, pelo menos fisicamente, porque arrancá-la de seu coração era impossível, ele a amava e isso era grande demais.

Porque isso tinha que estar acontecendo logo agora? No momento em que ele descobriu que era capaz de amar e de ser amado em troca, quando ele poderia enfim ter uma família para amar pois, aquela que era para ser sua família só lhe trouxe infelicidade e ele se perguntava por que com ele? O que havia feito a Deus para que fosse castigado assim? Nenhum daqueles que deviam tê-lo amado jamais tinham tido piedade. Foi arrojado a um lado, e esquecido como lixo. Até que o necessitassem. Tudo o que queria era uma família. Uma pessoa que o tratasse como se lhe importasse. E a única coisa que tinha conseguido era decepção. Uma bofetada na cara e uma punhalada no coração. Tinha-lhe levado anos para aceitar o simples fato de que ninguém pudesse ou queria amá-lo. O que importa? Realmente? Não tinha uma vida. Nunca a teve. E agora que finalmente tinha encontrado alguém, eles voltavam e exigiam sua alma, logo agora que finalmente admitiu a si mesmo que amava seu Cisne teria que abrir mão da única mulher que já amou, mas não se entregaria sem lutar, ele podia ir para o inferno mas levaria Lizbeth junto e manteria sua Isabella segura Edward ligou para a única pessoa no momento que poderia ajuda-lo, o agente Jasper.

O telefone chamou duas vezes antes de ele atender.

— Agente Halle falando – falou — Aqui é Edward Cullen, eu preciso conversar com você sobre um assunto importante – Ele disse com impaciência.

Jasper que parecia já conhecer o gênio de Edward Cullen não respondeu nada só o deixou falar se este homem havia ligado para pedir sua ajuda era porque realmente uma coisa muito importante havia acontecido. Edward contou sucintamente o que havia ocorrido, e a cada palavra proferida Jasper ficava ainda mais chocado com a crueldade de algumas pessoas, Edward terminou de falar, e Jasper respondeu sem titubear.

— É claro que o ajudarei e já tenho uma ideia de como faremos, você pode encontrar-se comigo mais tarde? – perguntou

— É claro – respondeu e desligou o telefone, agora começaria a parte mais difícil fazer com que Isabella o deixasse, não seria fácil, pois seu lindo cisne iria querer saber o porquê e ele não poderia explicar, então, a única forma era fazê-la o odiar, isso acabaria com ele, mas era o que tinha de fazer.

Mas, só de pensar em ficar longe da sua Bella ele sentia sua alma morrer, Isabella era o seu sonho, sua luz e se afastar dela o matava. Edward sentia seu peito rasgar de dor e para tentar esquecer pegou uma garrafa de whisky e começou a beber tentando encontrar na bebida algum alivio, mas passado alguns minutos e muitos goles de whisky a dor ainda não havia amenizado, ele não aguentando mais jogou a garrafa longe fazendo com que ela se espatifasse na parede e isso lhe trouxe um pouco de tranquilidade, então começou a jogar tudo o que encontrava no chão e nas paredes e foi assim que Bella o encontrou.

Ela o olhou com uma expressão de susto, e foi se aproximando lentamente até estar ao seu lado no chão, Isabella passou seus braços em torno dele o abraçando, Edward fechou os olhos e ficou parado apenas sentindo o doce perfume dela, mas aquilo não podia continuar, ele não devia deixar ela o abraçar teria que afastá-la, mas a tentação de continuar ali sentindo seu abraço era grande demais.

— O que está acontecendo Edward? – perguntou

— Nada está acontecendo Isabella – disse afastando-se dos braços dela e levantando-se. Edward sentiu a ausência de Bella igual a uma dor em sua alma. Havia algo em sua presença que lhe levantava o ânimo e o fazia feliz apenas estando perto dela.

Deve deixá-la ir. – disse uma voz em sua cabeça.

Tinha-lhe comprado um indulto das represálias de Lizbeth. Mas por quanto tempo? Quando mais ficasse com Isabella, maior seria o perigo para ela. Mas o mero pensamento de não vê-la era suficiente para o colocar de joelhos. Por que não podia ter algo para si mesmo?

— Não vales nada puto, não mereces nada exceto desprezo.- a voz de Lizbeth se fez ouvir em sua mente.

Como alguém podia amá-lo? Mas seu cisne parecia querê-lo, parecia que o amava mesmo ele sendo quem era, e mesmo assim teria que deixa-la ir, e era melhor para ambos que fizesse isso o quanto antes.

— Isabella, nós precisamos conversar – disse, preparando-se para deixar partir a única coisa que o fez feliz desde a morte de seus pais, ela o encarou esperando por uma explicação. Não estava entendendo nada, tudo estava tão bem seu Mestre parecia tão feliz e carinhoso e agora ela o encontrava assim, totalmente perturbado, algo acontecera, e ela só esperava que não fosse nada importante.

— Quero que vá embora Isabella – disse de uma vez Ela o olhou por um momento sem entender, depois seus olhos perderam o brilho e abaixou a cabeça como se fosse chorar, mas, em seguida empinou o queixo encarando-o diretamente em seus olhos.

—Todos merecem ser amados Edward — disse e continuou — E eu te amo, Olhe-me nos olhos e me diga realmente que desejas que vá, diga que não me quer ver nunca mais. Tragou enquanto as emoções lhe sacudiam.

Não queria que se fosse. Queria tê-la e mantê-la junto a ele pelo resto de sua vida, mas enquanto Lizbeth estivesse respirando, Isabella corria perigo não poderia arriscar, precisava dar um fim a Lizbeth primeiro e depois iria rastejar atrás de Isabella.

— Eu não quero e não preciso de amor, e principalmente eu não preciso de uma garotinha que eu fodi por um tempo me dizendo o que necessito, entenda Isabella eu tentei ficar mais tempo com você em consideração a ter sido seu primeiro homem, mas já não aguento mais seus sentimentalismos baratos, como lhe disse uma vez, eu gosto de foder duro e forte e não tenho paciência para ensinar o que gosto, então acho melhor nos separarmos agora antes que eu comece a desprezá-la mais. Isabella estava aturdida, ela não se mexia nem mesmo piscava aquilo não podia estar acontecendo, quem era aquele homem que estava a sua frente? Não podia ser o mesmo homem que a amara na noite anterior este ser que estava a sua frente lhe era totalmente desconhecido.

— Não!!! – gritou – Isso não pode ser verdade Edward, me diga o que aconteceu? O que fiz para que você me trate assim? – ela disse jogando-se aos seus pés e abraçando suas pernas, ver Isabella daquela maneira era muito pior que qualquer uma das torturas que Lizbeth lhe impingiu quando criança, mas era necessário precisava que ela o odiasse, então falou a única coisa que faria com que ela não insistisse mais.

— Você não serve para mim Isabella, você nem mesmo respeitou a minha regra mais importante eu lhe disse uma vez para nunca se apaixonar, e o que você fez? Apaixonou-se, e a verdade é que mesmo que você não tivesse feito esta besteira eu a dispensaria porque você Isabella Swan não é mulher suficiente para mim, não se humilhe mais e vá embora sua presença está me incomodando. – disse olhando diretamente nos olhos dela, Isabella não reconhecia aquele olhar, era frio e cheio de desprezo, então mesmo sentindo seu coração partido ao meio ela levantou-se e saiu da sala sem olhar para trás. Edward não aguentou mais e depois de ouvir o suave clique da porta se fechando permitiu-se cair de joelhos e chorou como nunca tinha chorado, sentia que sua alma se é que ele ainda a tivesse estava deixando seu corpo definitivamente ele não era mais nada apenas uma casca oca.

Enquanto andava pelas ruas de Seattle ainda desnorteada pelo que havia acontecido há poucos instantes, Bella não conseguia entender aquelas palavras duras de Edward, tampouco conseguia acreditar que ele realmente a havia deixado sem qualquer motivo plausível, como ele podia ter enjoado dela, se na noite anterior ele havia pedido para que o ensinasse a fazer amor? O que ela havia feito de errado então? Será que ela o havia feito sentir algo que ele não havia gostado? Edward não estava disposto a gostar dela? Ele não queria abrir seu coração? Eram perguntas demais sem nenhuma resposta, ninguém poderia respondê-las a não ser ele, porém Bella não estava disposta a quere-las agora, estava ferida demais para sequer vê-lo.

Mas mesmo assim, nada afastava as cenas vividas na noite anterior tudo parecia completamente diferente, ele havia mudado, estava romântico, e por Deus eles haviam feito amor, ele pediu isso a ela ou foi apenas mais um de seus sonhos? As lagrimas banhavam seu rosto quando ela parou em frente a praia que um dia frequentaram numa madrugada fria, o dia em que ele lhe apresentou a magnitude do sol nascendo.

Bella deixou-se desabar naquele lugar e permitiu que suas lagrimas viessem com força total, não conseguia conter a dor em seu peito e muito menos o buraco que havia sido aberto em seu coração.

Lembranças vieram, carinhos, e cenas que ela não conseguiria esquecer, muito menos quando ela disse que o amava e quando viu o rosto dele tornar-se uma máscara ainda mais fria de desprezo, ele parecia odiá-la por ama-lo, não conseguia deixar de perguntar-se o porquê de Edward ter feito tudo àquilo com ela. Porque deixou que mantivesse esperanças de que poderia ama-la? E porque a tratou daquela forma tão carinhosa na noite anterior para depois escorraça-la de sua casa pela manhã, será que ele havia brincado com seus sentimentos?

A noite passada parecia surreal, nada se encaixava só a dor que dilacerava seu peito, a esperança por fim havia acabado, o amor que ela achou que um dia existia tinha terminado e ela agora teria que seguir em frente sem a sua outra metade, nada mais importava, a sua vida parecia não importar, ela tentou fechar os olhos, respirar fundo e por fim acordar daquele pesadelo, mas nada funcionava nada podia aplacar a dor, Edward a feriu da pior forma possível, ele a humilhou, a enganou e tornou-a amargurada, nada mais a faria acreditar em amor, tampouco conseguiria amar outro homem, seu coração mesmo machucado sempre pertenceria a ele.

Ela não sabia por quanto tempo ficou sentada naquela praia chorando, lamentando por tudo e por nada, até o momento em que decidiu levantar-se e seguir em frente assim como ele havia dito. Por mais que o amasse e por mais que estivesse sofrendo não poderia ficar caída ali, precisava dar um rumo a sua vida sem ele, só não sabia como, já que Edward estava em todas as coisas, até mesmo no ar em que respirava podia sentir o cheiro dele.

— Você precisa levantar-se Bella, precisa seguir em frente, ele não a quer mais, você foi apenas uma diversão, apenas mais uma que ele quebrou ao meio. — Ela diz a si mesma não segurando as lagrimas, mas mesmo assim acha forças para levantar-se e voltar para sua casa.

Ela estava fazendo tudo de maneira mecânica, não sabia como havia conseguido tomar um taxi e enfim chegar a livraria, onde Jessica assustada a barrou na porta.

— Bella, pelo amor de Deus o que houve com você? — Jessica pergunta realmente assustada com o estado de Bella.

— Um coração partido Jessica, sonhos quebrados e desilusões. — Bella limpa as lagrimas e tenta sorrir para garota na sua frente, afinal ninguém tinha culpa dela ter sido abandonada, não poderia mais viver num castelo de sonhos, não poderia mais chorar por aquilo que nunca teria, o jeito agora era seguir em frente e procurar novos meios de ser pelo menos um pouco feliz. – Você poderia, por favor, cuidar da livraria hoje? Eu estou precisando de um banho e ficar sozinha. – disse para Jessica

— Claro Bella, mas se precisar de algo, por favor, não hesite em me chamar. — Jessica se oferece, nunca havia visto semblante mais triste em qualquer pessoa que conheceu, Bella estava sofrendo demais e a loira desconfiava que fosse pelo fim do namoro com aquele bilionário arrogante.

— Obrigada Jessica. — Bella sobe para seu apartamento, deparando-se com Spook que lhe rodeia as pernas, não sabia quando, nem como seu gatinho havia chegado até lá, mas agora tinha a certeza que fora expulsa da cobertura e da vida de Edward Cullen, quando viu o número de malas espalhadas por sua sala, aquelas roupas que ele lhe dera para que o agradasse em seus momentos de submissa foram descartadas da casa dele assim como ela. Tudo havia acabado, no entanto ela não queria aquelas malas, não queria mais nada que viesse ou tivesse vindo dele, com certeza livrar-se-ia daquelas assim que possível.

Bella abaixa-se e coloca seu gatinho e único companheiro no colo, deixando-se mais uma vez ser confortada pelo pequeno animal que parecia entender a dor que ela estava sentindo, ela não queria aquelas coisas, queria apenas seu gato e sua vida novamente, a sua vida sem a dor do amor impossível e principalmente de seu coração quebrado.

— Eu ainda o amo tanto, mesmo depois de todas as humilhações pelas quais passei, isso é doentio de minha parte não é Sr. Spook? Amar alguém que apenas me despreza e que me trata como lixo. — Bella se deixa mais uma vez chorar sequer pensando em algo que não fosse a sua dor.

Depois de muito chorar e lamentar-se, Bella resolveu tomar um bom banho quente e um comprimido para conseguir dormir um pouco, sua cabeça doía muito, assim como todo o seu corpo, ela precisava desligar-se de tudo o que estava acontecendo e talvez num sono profundo e sem sonhos conseguisse.

“A noite anterior parecia ter voltado, pois era nos braços dele que estava, eram as mãos dele que lhe massageavam as costas, era a boca dele que lhe beijava tão carinhosamente a nuca, e era o corpo excitado dele que estava excitando o seu. Sentindo a necessidade de olhar para ele, Bella vira-se para contempla-lo, e ao ver o brilho nos olhos verdes de Edward ela tem certeza de que ele também a ama, por isso toma os lábios dele num beijo cheio de amor e desejo, deixando que suas mãos o toquem e que o excitem como ele sempre faz com ela.

— Eu te amo Isabella. Ele diz quebrando o beijo

Bella não responde com palavras, mas procura demonstrar em seu beijo o quanto o ama e o quanto está feliz por ouvir aquelas palavras dele, é inevitável que lágrimas caiam pelo seu rosto, lágrimas de felicidade de estar com Edward, de ele enfim dizer que a amava, era por amor que os dois estavam juntos e nenhum outro motivo.

No entanto os lábios quentes que estavam nos seus vão se tornando frios como gelo, o que faz com que Bella pare de beija-lo para poder ver o que estava acontecendo, o porquê de Edward estar ficando assim.

É quando percebe a aproximação de uma figura desconhecida, mais precisamente uma mulher, a mesma com quem havia sonhado certa vez mas que não sabia de quem se tratava, não conseguia ver o rosto, apenas um vislumbre de feições fortes e amedrontadoras.

— Meu Edward você não pode ama-la, porque é a mim que você deve o seu amor, é a mim que você pode e deve amar sempre, venha comigo meu amor. — A loira dá a mão a Edward que nem sequer vacila, levantando-se da cama e a deixando tão fria quanto seus lábios.

— Edward? — Bella o chama com a voz embargada, não entendia o porquê de Edward estar indo com aquela mulher, não entendia as palavras de amor ditas por ele e agora ele estar a deixando por alguém que ela não podia ver o rosto, mas que estava levando o homem que amava para sempre.

— Vá embora Isabella, eu não a quero aqui, vá embora. — Edward grita ferozmente amedrontando-a de tal forma que a faz encolher-se. – Ela é quem eu desejo e amo. — Dizendo isso Edward beija a mulher desconhecida.

Não suportando esta cena Bella levanta-se da cama enrolando-se no lençol ela corre por corredores escuros e desconhecidos, a dor que sente agora é mil vezes maior do que a sentida a poucos instantes, não contendo seu desespero ela corre mais rápido buscando pela luz, ou alguém que pudesse abraça-la e afirmar que tudo ficaria bem, mas a luz não chega e ela cai em um poço de desilusão e tristeza”.

Do outro lado da cidade, um homem desesperado andava pelo seu apartamento sem conseguir conciliar o sono, só o que lhe restava era beber até desmaiar, mas nem isso estava funcionando, a bebida não fazia efeito só o que poderia o acalmar esta noite estava longe e devia permanecer lá, apesar de sua mente saber disso, seu coração gritava por ela, por sua Isabella.

Naquele dia Edward havia saído e quando voltara, fora direto ao quarto dela, como se esperasse encontra-la mesmo sabendo que Bella já não estaria, ele precisava sentir o perfume que ainda impregnava o ambiente, mas quando chegou tudo o que era dela tinha sido retirado, sobrou apenas uma echarpe a qual ainda conservava seu doce perfume, e neste momento Edward o segurava contra o nariz esperando que o cheiro dela o acalmasse, porém isso não estava ajudando ele precisava ouvir sua voz, então decidiu ligar para ela, sabia que era arriscado, Lizbeth tinha conseguido colocar escutas na sua casa e o agente Halle ainda não havia localizado onde estas estavam então ele não poderia falar com ela mas ouviria sua voz e isso já era o suficiente.

Pegou o telefone discando o número dela, sabia que era tarde mas era um homem em busca de sua salvação, Isabella era sua droga favorita e ele estava em abstinência.

Tocou algumas vezes e enfim ela respondeu, sua voz estava triste ele pode perceber isso, e saber que o causador desta tristeza era ele o dilacerava só o que o confortava era que assim ela estava segura, Bella falou mais uma vez, sua doce voz ecoando em cada centímetro do corpo de Edward e quando ele iria responder ela desligou, suspirou e desligou o telefone, era melhor assim, quase pôs tudo em risco mas não faria mais isso, não colocaria seu lindo cisne branco em perigo somente para o aliviar, afinal depois de ter feito sua Isabella sofrer ele não merecia nenhum tipo de alívio

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Com o rosto banhado em lagrimas, e completamente molhada de suor Bella acorda com o toque estridente do telefone, olhou o relógio de cabeceira e notou que ainda era madrugada, enxugou os olhos, arrumou os cabelos e foi atender ao telefone perguntando-se quem seria aquela hora da madrugada, no entanto estava agradecida pelo toque insistente tê-la despertado do pesadelo.

— Alô. — Bella atende ao telefone, mas ninguém responde.

— Alô? — Ela tenta novamente, mas da mesma forma ela não obtém resposta.

— Consegue me ouvir? Alô. — Ela tenta novamente, sabia que a linha não estava muda, pois podia ouvir a respiração pesada do outro lado da linha, tinha alguém escutando-a, mas que não falava nada, logo ela pensa ser apenas algum engraçadinho tentando fazê-la perder tempo com trotes, por isso Bella baixa o telefone e volta para o quarto procurando por suas cobertas, deixando mais uma vez o choro a acometer. Não queria pensar no significado daquele pesadelo, não queria mais pensar nele ou em qualquer coisa que tivesse a ver com ele.

Ela não sabia quantos dias haviam passado, tampouco as horas que gastou chorando, desde o dia do rompimento Bella nunca mais ouvira falar no nome de Edward, ninguém a havia procurado, exceto Sue que viera por repetidas vezes a sua casa, no entanto Bella tentava não perguntar por ele, não queria ouvir que ele já estava com uma nova submissa enquanto ela estava sofrendo, mas certo dia ela não aguentou de saudades e acabou perguntando por Edward.

— O Sr. Cullen não está melhor que você querida, nunca o vi mais frio e mais sombrio do que nesses dias, ele quase não come, só bebe e toca piano, algo muito ruim está acontecendo Bella, e eu não sei o que fazer, até tentei falar de você, mas ele gritou comigo e saiu de casa. — Sue segura as mãos de Bella nas suas para tentar conforta-la.

— Ele me odeia tanto assim Sue? Eu não entendo o porquê se nesse tempo inteiro eu só fiz ama-lo. — Bella abraça a mulher a sua frente buscando algum tipo de conforto.

— Ele não a odeia filha, ele também sofre como você, mas ele não divide a sua dor, Edward é diferente de qualquer pessoa que já conheci. — Sue explica enquanto Bella chora ainda mais, não queria ter esperanças de que Edward também a amava e que sofria por ela, não tinha como ter depois do que ele havia lhe dito na noite da separação.

— Algo ruim está acontecendo naquela casa Bella e eu tenho a impressão que ele só deseja protegê-la de todo esse mal, muitas coisas aconteceram com aquele menino na infância, e ele ainda vive atormentado com sombras, com seus medos. — Sue explica e Bella limpa o rosto para encarar a mulher a sua frente, quem sabe ela tinha mesmo razão, Edward escondia algo grande dela.

— Se algo estivesse mesmo acontecendo Sue, ele devia confiar em mim, devia contar-me para que juntos pudéssemos enfrentar. Bella prefere não alimentar falsas esperanças de amor. – No entanto ele parece gostar mais de aparecer com mulheres de todas as espécies em jornais e revistas. — Bella diz com a voz magoada ao lembrar-se das reportagens envolvendo o nome dele e várias mulheres bonitas que o acompanham em diversos eventos.

— Talvez não seja assim que ele pense querida, e quanto a estas reportagens sabe como os sensacionalistas gostam de inventar mentiras. — Sue diz deixando a dúvida implantada na cabeça de Bella. – Ele nunca mais esteve com mulher alguma naquela cobertura depois de você minha menina. — diz deixando Bella pensativa quanto as mulheres com que ele andou saindo, não tinha certeza sobre serem encontros amorosos, pois Edward sempre estava distante das mulheres, a dúvida agora a corroía por dentro, no entanto o melhor era não ter esperanças.

Durante os dias que se passaram Bella procura trabalhar mais na livraria, concentrar-se em bons livros e esquecer Edward, depois da conversa que teve com Sue ela estava confusa com os pensamentos de que ele pudesse estar mesmo com problemas, e ter que enfrenta-los sozinho, no entanto Edward não fazia qualquer questão de contato, ele não a procurou nem mesmo quando ela lhe mandou um cheque com uma das importâncias que ele havia pago pela reforma da livraria, deixou também de ler jornais e revistas evitando assim que visse coisas desagradáveis que a fariam sofrer ainda mais. Portanto ela também não iria procura-lo, deixaria que seu coração continuasse sofrendo até que um dia se acostumasse a viver sempre sangrando.

Certa noite Bella recebe a ligação de Alice avisando que chegaria no dia seguinte, ela logo anima-se com a notícia de que enfim teria sua grande amiga a seu lado em momentos tão difíceis, Alice sempre teve o dom de deixa-la mais feliz diante das tristezas e dificuldades pelas quais enfrentou.

Por isso, no dia seguinte Bella levanta-se com mais força para receber sua amiga dali a poucas horas, tentou encobrir suas olheiras pela falta de sono e pelos pesadelos que tinha todas as noites, maquiou-se levemente e vestiu um de seus jeans acompanhado de seu suéter preferido, e consequentemente o preferido de Edward, só a lembrança dele dizendo que gostava das cores escuras em sua pele fizera seu peito pulsar de dor, quantas saudades estava daquele homem, o que não daria para vê-lo mesmo que de longe, ela era masoquista o bastante para querer apenas senti-lo perto.

Balançando a cabeça negativamente para essas ideias estapafúrdias de inventar desculpas para ir até a casa de Edward quando ele estivesse presente, ou quem sabe segui-lo depois que ele saísse da empresa para poder pelo menos estar com ele, talvez não houvesse riscos de vê-lo com outra mulher, afinal, Sue havia lhe dito que ele não havia levado mulher alguma à cobertura depois dela, mas isso não queria dizer que ele não frequentava o clube de Aro quando estava à procura de uma mulher. Bella decide deixar esses pensamentos loucos para depois e concentrar-se apenas em sua amiga que já devia estar quase chegando.

Mas, quando se deu conta Bella já estava em frente ao prédio de vidros escuros, aquele em que esteve algumas vezes, onde teve maravilhosos momentos ao lado de Edward. Bella sentiu seu coração machucado bater mais forte e doer com a possibilidade de vê-lo ali, lindo e frio como no dia em que se conheceram, e Edward sabia como ninguém demonstrar sua frieza, sabia exatamente como reduzi-la a nada. Da mesma forma como havia a encantado ele tinha a abandonado sem nenhum motivo obvio, a não ser o de que ele já estava enjoado da relação que mantinham, ela já não era mais interessante para ele, tudo era rotina agora.

Bella não sabia exatamente porque estava ali parada na calçada em frente do prédio do homem que ainda amava, e que talvez nunca deixasse de amar, não sabia o porquê de estar olhando as vidraças em busca de algo que não sabia identificar, ou talvez soubesse, ela era masoquista e apaixonada o suficiente para querer apenas vê-lo mesmo que de longe, mesmo que rapidamente gostaria de ver os olhos verdes que a fizeram se apaixonar tão rápido, queria ver os cabelos bronze os quais adorava despentear enquanto estavam juntos na cama, não importava onde se entregava a ele, tudo o que sempre fez foi por amor, e todas as vezes que entregou seu corpo foi um ato de amor e não uma simples fôda como ele sempre dizia, para Bella ele sempre foi mais, e olha só no que deu, estava novamente solitária, estava amando loucamente sem ser correspondida, estava sofrendo sozinha.

Bella limpou a lagrima de dor que correu por seu rosto, tentou segurar o choro outra vez. Seu coração bateu mais rápido quando teve o vislumbre da limusine negra parando em frente ao prédio, ela sabia que aquele era o carro de Edward, aquele fora um dos palcos dos momentos mais íntimos dos dois, e que agora pareciam terem acontecido há séculos, os poucos dias que estavam separados pareciam à eternidade.

Bella recuou mais a sombra a calçada para poder esperar por ele, e enfim vê-lo e alimentar ainda mais seu coração masoquista de paixão, e de dor.

Antes mesmo de ver o homem que ama seu coração acelerou ao detectar a sua presença perto de si, seu corpo inteiro arrepiou-se sem nem ao menos precisar vê-lo, sempre acontecia este tipo de conexão toda vez em que os dois estavam perto, algo surreal e Deus! não entendia porque Edward não podia sentir o mesmo. Notando que as sensações estavam cada vez maiores Bella se preparou para o impacto de vê-lo novamente vestido com certeza em um seus ternos negros, cabelos indomáveis e lindos, rosto de tirar o fôlego e uma pose de arrogância que a deixava maluca, no entanto nada podia tê-la preparado para cena a sua frente. Edward estava exatamente como ela havia imaginado, porem estava com um adereço a mais, uma loira agarrada a seu braço enquanto falava e sorria a ele de forma intima demais, ela aguçou mais sua visão e enfim reconheceu aquela que estava no lugar que um dia fora seu, aquela era Beatrice.

A constatação do fato fez Bella sangrar ainda mais por dentro, e apertar os punhos para segurar toda sua raiva e não esganar o casal a sua frente, não era mentira dos tabloides, ele estava mesmo saindo com outras mulheres, e agora estava com Beatrice.

Como ele podia fazer aquilo com ela? Como podia estar com aquela mulher quando sabia do seu ódio por ela? Quando por diversas vezes negou qualquer envolvimento com ela, como Edward Cullen podia ser tão cínico e tão baixo ao negar que não tinha nada com aquela vadia loira? Ele a enganou todo esse tempo quando afirmou que os dois não tinham nada, ele sempre teve um caso com aquela loira, ele sempre a quis mesmo com tudo o que viveram juntos, mesmo com as promessas falsas, foi maldita vaca loira que ele sempre quis.

Bella baixou a cabeça para que ela não a visse e desse mais um de seus sorrisos vitoriosos, o qual mostraria com certeza que agora ele pertencia a Beatrice, que naquele momento ela era a submissa feliz enquanto Bella era apenas a rejeitada, a idiota que acreditou nas palavras dele, nas enganações, nas falsas promessas de um amor que nunca ia existir.

Não sabia por quanto tempo ficou de cabeça baixa e deixou mais uma vez que lagrimas de dor descessem por seu rosto, porem algo a fazia querer levantar a cabeça e enfrentar tudo de maneira digna, foi ai que seu olhar conectou-se uma vez mais com os olhos verdes de Edward.

Ele a encarava de uma forma estranha, não era nada frio, era quase como de dor, assim como os dela, ele parecia torturado por algo, podia parecer loucura, mas parecia que ele estava querendo ir até ela e toma-la em seus braços como antigamente, e protegê-la de tudo, ele parecia olhar da mesma forma que ela julgou ser de amor, porém não daria mais esperanças a seu coração, não seria mais a mulher que um dia acreditou ser a dama de seu cavaleiro negro, por isso desconectou-se do olhar dele dando-lhe as costas e andando pelas ruas de Seattle até tomar um taxi e ir para o aeroporto buscar Alice.

Há três dias Edward não saia do quarto que foi de Isabella, faziam exatamente 2 meses 3 horas 35 minutos e 15 segundos que estava longe do seu cisne quando a saudade era demais para suportar como estava sendo nos últimos 3 dias ele ficava lá sentado na cama com a camisola branca que ela usou quando lhe mostrou como um homem e uma mulher faziam amor e não apenas sexo, há três dias ele só bebia e acabava desmaiando conseguindo assim dormir por algumas horas, Edward não comia nada e sempre que Sue levava algo para ele era devolvido intocado, aquela situação a preocupava, a Dona Esme já havia vindo falar com o senhor Edward, mas ele não quis recebe-la, a única pessoa com quem seu patrão conversou até agora foi um agente do FBI, ele parecia ser um bom rapaz e depois que saiu do apartamento Edward aceitou comer pelo menos um sanduiche mas logo depois voltou ao ostracismo anterior, Sue não sabia mais o que fazer até que hoje o senhor Cullem recebeu um convite e reagiu, ele gritou por Sue pedindo alguma coisa para comer e mandando que fosse preparado seu smoking e a limusine, ela não entendia o que estava acontecendo mas ao menos seu patrão estava reagindo.

Edward estava no quarto de Isabella quando seu celular tocou, ele não ia atender mas por fim resolveu ver quem ligava afinal havia proibido a todos de ligarem, só queria ficar sozinho, mas esta pessoa era insistente por isso resolveu responder a chamada, e nunca ficou tão feliz por uma decisão, era o agente Halle informando-o que finalmente conseguiram prender o cumplice de sua tia, o homem que havia ajudado em todas as torturas contra ele, o mesmo homem que tinha sequestrado e torturado Angela, estava preso, finalmente o cerco estava se fechando e logo ele teria sua vingança.

Jasper tinha lhe dito que era necessário comparecer a algum evento social para fazer Lizbeth pensar que ele não tinha nada a ver com a prisão de Caius, então o convite do embaixador venho a calhar, o único problema era ter que ir desacompanhado, nestas situações Edward nunca estava sozinho pois se aparecia só, sempre tinha alguma mulher que o perseguia, mas desta vez ele não queria companhia apareceria e ficaria por lá alguns minutos somente o suficiente para ser visto e iria embora não estava com humor para festas.

Edward estava saindo para acertar os últimos detalhes com Jasper antes de ir até a tal festa quando encontra Beatrice no saguão do seu prédio ela parecia estar discutindo com o porteiro sobre subir até o seu apartamento, então ele resolveu intervir antes que Beatrice humilhasse o pobre homem que afinal só estava cumprindo ordens.

— Beatrice o que está fazendo aqui? – perguntou

— Edward meu querido eu vim ver você, mas este cão de guarda não estava deixando eu subir – disse ela se aproximando de Edward para abraça-lo, ele se afastou não aceitando seu abraço mas a segurou pelos ombros e disse

— Ele está só cumprindo ordens Beatrice e você sabe que não aprecio visitas sociais portanto culpe a mim – Beatrice parecia não ter gostado de sua resposta e fez uma cara de desagrado para ele, mas logo sorriu e perguntou

— Agora não importa mais, afinal você já está aqui, eu vim para conversarmos, porque fiquei sabendo do seu rompimento com aquela menina – disse com um sorriso satisfeito

— Não sei de onde você tirou a ideia de que eu gostaria de discutir assuntos particulares com você mas como pode ver eu estou de saída e não tenho tempo para receber visitas não anunciadas, então se me permitir vou acompanha-la até lá fora e coloca-la em um táxi – falou segurando os braços de Beatrice e quase a empurrando para fora, quando chegaram a calçada Beatrice conseguiu se desvencilhar e encarou Edward

— Se você está de saída poderia me levar até o centro afinal sua limusine já está aqui fora o esperando – disse ela fazendo biquinho tentando parecer sexy, mas para Edward nenhuma mulher mais era sexy somente a sua Isabella tinha este poder sobre ele nenhuma outra.

— Está bem Beatrice entre logo na droga do carro que eu a deixarei no centro – disse já se afastando para entrar na limusine pelo outro lado não se importou em abrir a porta para Beatrice afinal ela não merecia cavalheirismo da parte dele, contundo quando estava quase abrindo a porta para entrar ouviu um grito vindo dela, ele já estava perdendo a paciência com estes joguinhos mas, sua mãe o educou para ser um cavalheiro então foi ver o que havia acontecido, deu a volta e se aproximou dela

— O que aconteceu agora Beatrice? – perguntou já sem nenhuma paciência

— Ó Edward eu prendi meu salto nesta grade da calçada será que você pode me ajudar? – pediu

Edward ajoelhou-se e a ajudou a retirar o salto da grade, ela poderia ter retirado sozinha e ele já ia dizer isso, mas quando levantou-se ela simplesmente caiu por cima dele e não teve nenhuma opção a não ser segurá-la

Ele virou-se e já ia dizer umas boas verdades para Beatrice quando a viu, sua Isabella estava lá do outro lado da rua tão perto e ao mesmo tempo tão longe seus olhos se conectaram e por um momento pareceu como se só os dois existissem, mas aquilo não podia durar então colocou sua máscara de frieza e abraçou mais a mulher ao seu lado, deu mais uma olhada para Isabella e sentiu que não aguentaria mais ver o sofrimento de seu cisne então entrou na limusine sentindo seu coração partindo-se em milhões de pedaços.

Edward sentia seu peito comprimido quase não conseguia respirar, mas precisava se controlar, aquela ceninha que Beatrice fez não ficaria impune e ele tiraria a limpo aquilo agora

— Pode me explicar que palhaçada foi aquela de fingir ter prendido seu pé? – falou em um tom de voz que não admitia ser contrariado

— Não sei do que você está falando eu prendi meu pé e não conseguia retira-lo pedi sua ajuda foi isso – disse ela fazendo um ar de ofendida

— Beatrice, não teste minha paciência – Edward falou a segurando pelos ombros estava se controlando para não bater nela, ele conhecia Beatrice e sabia que ela deve ter visto Isabella se aproximando e por isso resolveu armar aquela ceninha

— Hummmm – gemeu – Não me aperte assim que eu fico com tesão Edward, sabe eu sempre sonhei em foder com você na sua limusine – falou se esfregando contra o peito dele. Edward lhe deu um safanão e a afastou, pegou o telefone da limusine e falou com Peter

— Pare o carro agora Peter, a senhorita Beatrice vai descer – desligou o telefone e se virou para ela

— Desça do carro – disse com um tom de voz que faria tremer o mais valente guerreiro — Acho que ainda não entendeu mas eu vou te explicar eu não sinto nada por você, você Beatrice não serve nem mesmo para ser uma depósito de porra, eu não tenho tesão por você e nunca vou ter portanto pare com esses joguinhos eu lhe ofereci minha amizade mas se continuar agindo assim nem isso vai ter de mim- disse, já abrindo a porta da limusine e fazendo sinal para que ela saísse.

— Está bem Edward, eu só quis ajuda-lo aquela menina não serve para você, mas como já deixou bem claro você não quer minha ajuda, eu valorizo muito sua amizade e não quero perde-la– disse saindo do carro, mas antes que Edward pudesse fechar a porta ela falou – Você irá na festa do embaixador hoje à noite? Nós poderíamos ir juntos como amigos é claro, afinal já que você terminou com Isabella vai precisar de alguém para acompanha-lo – Beatrice falou como se o que tivesse acontecido a pouco não fosse nada, mas ela tinha razão ele precisava despistar, o agente Halle havia descoberto que Lizbeth não estava sozinha nessa situação, ela tinha amigos que frequentavam os mesmos lugares que ele, então seria ideal que ele chegasse com Beatrice para acabar com qualquer suspeita em relação a Isabella. — Está certo Beatrice nós podemos ir juntos – disse — Que horas você vai me pegar? – perguntou, se aproximando novamente de Edward, ele a afastou e disse: — Isto não é um encontro Beatrice eu não irei busca-la, se quiser me encontre na entrada do salão de festas, agora se você puder descer do carro eu tenho outros assuntos para tratar – falou e abriu a porta para que ela se retirasse, mas antes de sair ela se virou novamente para Edward e disse — Está bem, eu vou sair e deixar você resolver seus assuntos, nos encontramos a noite e pode ter certeza que não irá se arrepender de ir comigo – disse sorrindo e se saiu do carro, Edward conhecia Beatrice o suficiente para saber que ela desistiu muito fácil de tentar algo com ele, mas agora não tinha tempo para os esquemas de sedução dela precisava encontrar-se com Jasper Halle e pôr em prática o seu plano para pegar de vez Lizbeth e depois talvez, conseguir o perdão do seu doce cisne.

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Limpando mais uma vez seu rosto Bella prometeu a si mesma não sofrer mais pela decepção que tinha sido Edward Cullen em sua vida. Resolvida a deixar o passado de lado, a não pensar que Beatrice era a pessoa a quem ele havia escolhido para ocupar seu lugar, e que enfim ela havia vencido a guerra.

As palavras ditas por Sue sobre o provável sofrimento dele já não pareciam mais verdadeiras, ele não estava sofrendo coisa nenhuma, pelo contrário Edward estava mais do que bem, ele agora tinha uma nova mulher, uma nova submissa, e quem sabe a única que verdadeiramente ocuparia espaço em seu coração de gelo. Resolvida a não chorar e borrar sua maquiagem, Bella coloca um sorriso falso no rosto e apenas concentra-se na chegada de sua amiga.

Ela nunca segurara um sorriso tão forçado como aquele que carregava até o portão de embarque, tentaria de todas as formas esconder sua tristeza de Alice, mesmo que ela já soubesse de tudo, mesmo que ela conseguisse decifra-la com apenas um olhar.

— Bella. — Ela escuta seu nome ser chamado por aquela voz tão conhecida e muito amada de sua amiga.

Alice continuava linda e delicada como uma fada, usava roupas mais sofisticadas e parecia bem mais madura, Milão e a faculdade dos sonhos dela realmente lhe fizeram bem.

— Alice. — Bella corre para encontrar sua amiga com um grande abraço e é claro muitas lágrimas, que misturavam-se com as de sua tristeza e a felicidade que Alice estava lhe proporcionando com seu retorno.

— Eu estava com tanta saudade Bells. — Alice aperta sua amiga ainda mais em seus braços. – Me perdoe por deixa-la aqui sozinha, eu prometo nunca mais te deixar sozinha por tanto tempo.

— Você está aqui agora, é só o que importa Alie. — Bella beija o rosto da amiga que também está repleto de lagrimas.

— Não existe nada mais emocionante do que ver duas amigas se reencontrando. — Bella vira-se em direção a voz masculina deparando-se com um lindo homem de cabelos escuros, olhos azuis como o mar, muito bem vestido e com um sorriso nos lábios finos e vermelhos, sem dúvida era um belo homem e muitas mulheres deveriam morrer de amores por ele, mas este homem à sua frente nunca poderia comparar-se a beleza daquele que ama com todas as suas forças, Edward Cullen nunca conseguiria ser substituído em nenhum quesito da sua vida.

— Não é engraçado fazer piada com o reencontro de duas amigas que são como irmãs Sebastian. — Alice responde ao desconhecido que Bella agora sabe chamar-se Sebastian, e pensa que ele pode ser um namorado de Alice já que os dois pareciam muito próximos, mas Alice não havia lhe dito nada quanto a vir acompanhada.

— É sempre engraçado irrita-la baixinha. — Sebastian diz com certo humor. – Agora não vai me apresentar sua amiga, eu ouvi demais sobre ela, mas passei meses sem poder conhecê-la. — Sebastian aproxima-se de Bella deixando-a sem graça.

— Bells este engraçadinho é Sebastian, alguém que conheci na faculdade e que não desgrudou mais do meu pé. — Alice traz ainda mais o amigo para perto dela.

— Sebastian está é Isabella, mas pode chama-la de Bella. — Alice apresenta à amiga, enquanto Sebastian que encantado pela beleza incomum da morena aproxima-se e beija a mão de Bella num gesto de cavalheirismo.

— É tão linda como imaginei. — Ele diz sorrindo e Bella envergonha-se ainda mais por tal elogio, ela sabia que não era verdade, estava horrível com certeza, sabia que havia perdido peso, que no seu rosto só havia tristeza, Bella sabia que o tal Sebastian só queria ser gentil.

— É um prazer conhecê-lo Sebastian. — Bella tenta ser o mais educada possível com o rapaz, afinal ninguém tinha culpa por sua tristeza.

— Sinto que vocês vão ser ótimos amigos. — Alice anima-se.

— Com certeza iremos Alice. — Sebastian responde ainda olhando para Bella notando a tristeza no olhar chocolate da garota, Bella o fazia lembrar-se de si mesmo. – Agora que tal irmos? — Ele pergunta

— Seria ótimo, preciso mostrar a Bella as coisas incríveis que trouxe para ela. — Alice segura abraça a amiga e os três seguem para fora do aeroporto.

Alice segue falando sobre como a vida em Milão é maravilhosa, e que um dia ela levaria a amiga para conhecer a cidade, enquanto Bella tenta concentrar-se na conversa da amiga e esquecer-se do encontro que teve com Edward e Beatrice, ela precisava seguir em frente sem esperanças de que um dia reatassem, de que aquilo tudo fosse apenas uma mentira para protegê-la de algo ruim que ela desconhecia, porem seus sonhos novamente desabaram quando ela o viu com a vadia loira. Lembranças e mais lembranças a acometeram quando uma limusine negra parou em frente aos três, e um chofer saiu recolhendo as malas e guardando-as. Aquela cena era conhecida demais para ela, dolorosa demais.

— Vamos Bells. — Alice a puxa para dentro do carro.

Bella já não escuta mais o que dizem, não sabe mais o que estava fazendo ali, tudo o que conseguia lembrar era de Edward sentado no banco de couro negro, tomando mais um copo de sua bebida favorita enquanto a encarava com desejo, fazendo com que o corpo dela respondesse automaticamente, e inevitavelmente fazendo-a entregar-se sem nenhum pudor, não podia lembrar-se de mais nada que não fossem os beijos, as caricias, os gritos de prazer que ela dava toda vez em que chegava a seu ápice, e o amor que ela sentia por ele.

— Bella está me ouvindo? — Alice lhe sacode o braço para chamar sua atenção, a verdade é que a garota estava preocupada com Bella, ela sabia que sua amiga estava triste com o fim do romance com o magnata frio e arrogante, mas não sabia que ela estava tal mal assim.

— Desculpe Alie, o que disse? — Bella segura-se para não chorar na frente do amigo de Alice, não seria uma completa idiota na frente de desconhecidos.

— A festa que iremos esta noite. — Alice segura forte as mãos da amiga querendo lhe passar forças. – O pai de Sebastian está preparando algo como uma festa de boas-vindas e nós duas fomos convidadas. — Alice tenta passar sua animação para a amiga, porém Bella faz um careta de desaprovação, não queria ter que ir a festas, não estava no clima para diversão.

— Não parece animada Bella, não está querendo se juntar a nós? Eu não sou tão chato quanto pareço não é Alice? — Sebastian pergunta em tom de brincadeira.

— Não é isso, é que estou passando por problemas e não me sinto animada para festas, não é nada pessoal Sebastian. — Bella tenta sorrir.

— Vamos Bella, eu prometo que irei fazer com que se divirta a noite inteira, e olha que sou bom nisso. — Sebastian havia mesmo gostado de Bella, algo nela lembrava sua situação, o sofrimento que via nos olhos dela era tão semelhante quanto ao que ele tentava esconder no próprio olhar.

— Qual é Bells, vai ser divertido. — Alice tenta animar sua amiga.

— Eu tentarei. — Bella não sentia-se mesmo animada para ir a festas, mas sabia que Alice não desistiria, e sinceramente não queria desagradar sua amiga.

Ela tenta concentrar-se na animação de Alice e Sebastian enquanto conversavam sobre assuntos da universidade e pergunta-se sobre a possibilidade de ela também frequentar a faculdade, não seria Milão é claro, afinal em Seattle havia muitas universidades as quais ela poderia matricular-se e cursar o que desejasse gratuitamente, essa era uma saída para esquecer-se de vez de Edward, conhecer pessoas novas, ter amizades, enfim respirar um ar que fosse independente dele, mas isso seria para uma outra hora, planejaria com calma depois, tudo o que importava agora era que Alice havia voltado, e que não estava mais sozinha.

Depois de se despedirem de Sebastian Bella ajuda a Alice com as malas, levando-as até a entrada da livraria onde Alice fica parada admirando o lugar que um dia fora o sustento dela e de sua mãe, o lugar estava irreconhecível, e ela tinha a certeza de que toda a reforma fora feita por Edward Cullen.

— Foi ele quem fez isso? — Alice pergunta ainda olhando para a livraria lotada de estudantes.

— Sim. — Bella responde num fio de voz, lembranças dolorosas a machucavam agora.

— Como ele pode abandona-la Bells? Eu não consigo entender essa história toda, o homem a cobre de coisas, age carinhosamente na noite anterior e depois a deixa sem nenhuma explicação plausível? — Alice realmente não entendia a atitude de Edward, não só pelo que havia feito na livraria, mas pelas várias coisas que Bella lhe contou, eram atitudes de um homem apaixonado.

— Alice nós podemos entrar? Não quero falar disso aqui fora. Ela limpa as lágrimas enquanto sobe as escadas do apartamento junto com Alice que fica boquiaberta ao ver como o pequeno apartamento cheio de moveis velhos havia virado um elegante apartamento.

— Ele enjoou de mim Alice, mas sabe, acho que eu fui à culpada por acreditar que poderia ser amada por um homem como Edward, em acreditar que ele podia mudar por amor. — Bella senta-se no sofá seguida por Alice que lhe segura as mãos.

— Bella não há porque culpar-se por ama-lo e esperar que ele sinta o mesmo, em todas as relações que entramos esperamos pelo amor, esperamos que dure para sempre como nos contos de fada que ouvíamos de minha mãe. — Alice diz a amiga puxando-a para um abraço apertado.

— Eu só não entendo porque dele agir como agiu com você no tempo em que estiveram juntos, todas às vezes em que ele demonstrou afeto a você Bells, ele parecia ser o cara certo, ser o homem o que a faria feliz. — Alice tenta entender toda a história, não esperava uma atitude dessas de Edward mesmo sabendo de todo o histórico dele, ela tinha um pressentimento bom quanto a ele e Bella, não entendia do porquê as coisas terem acabado daquela maneira, no entanto sabia que não se podia acreditar nos homens, eles eram diferentes das mulheres, se desapegavam muito rápido.

— Eu cansei de tentar entendê-lo Alice, ele não me procurou em nenhum momento, mesmo quando eu mandei uma quantia para pagar uma parte do que ele gastou neste apartamento e na livraria, não houve nenhum contato, ele parece ter mesmo me esquecido. — Bella chora mais alto deixando toda a sua agonia sair.

— Talvez não seja isso Bells. — Alice não segura suas próprias lagrimas de tristeza por sua amiga.

— Eu o vi com outra mulher Alice, ele não parecia triste, pelo contrário continua sendo o mesmo arrogante de sempre, e estava desfilando com ela de braços dados como se nada tivesse acontecido. — Bella despeja todo o seu ciúme por Beatrice.

— Ela? Espera você conhece a vadia? — Alice pergunta agora começando a odiar Edward por fazer sua amiga sofrer tanto e já estar acompanhado de outra.

Bella começa a contar sobre Beatrice, e sobre como os viu íntimos esta tarde, Alice sente que algo não se encaixa em toda aquela história, mas o fato é que odeia traições, mesmo que os dois estejam terminados, ele não podia troca-la tão rápido e ainda mais por uma das mulheres que já esteve no passado, Edward Cullen ia ter o que merecia.

— Agora que você vai mesmo nessa festa. — Alice diz e continua. — Nós vamos nos esbaldar na pista de dança e você vai arrumar um cara lindo e legal o bastante para merecê-la de verdade. — Alice levanta-se do sofá arrastando sua amiga até o quarto retirando vários vestidos, ela escolhe um lindo vestido vermelho de um ombro só que deixaria Bella com as costas nuas, era fino e requintado, mas acima de tudo era sexy. – E olha que Sebastian é um ótimo candidato, o fato é que vocês dois merecem pessoas melhores. — Alice lembra-se do drama que seu amigo também passa por causa do amor.

— Sabe que não é assim que funciona Alice. — Bella diz olhando para o lindo vestido que só a fazia lembrar-se de Edward, como podia pensar em outro homem se não conseguia esquecer Edward? quando até mesmo roupas a faziam lembrar-se dele.

— Você não pode deixar o seu mundo acabar por causa dele Bella, você precisa levantar a cabeça e enfrentar sua desilusão, nada de demonstrar tristeza para ele, se Edward está bem você também ficará. — Alice retira da mala uma sandália de tiras douradas e coloca nos braços de Bella. – Agora tome um banho lave esses cabelos para que eu os arrume, coloque um sorriso no rosto e deixe o resto comigo, você ficará maravilhosa.

Bella ainda tenta discutir com a amiga, mas resolve calar-se sabia que Alice tinha razão, ela não podia viver deprimida, não podia trancar-se em sua dor e em sua solidão, ela precisava sair, não para procurar homens, mas para distrair-se e fazer Alice feliz, Bella sabia o quanto sua amiga era apaixonada por festas, por isso tenta sorrir e fazer o que ela manda, ser a Barbie de Alice não doeria tanto, afinal a dor já era sua companheira.

Bella se olhou no espelho por consecutivas vezes, estava mesmo linda tinha que admitir, Alice havia feito um milagre com a maquiagem, olhando a mulher de cabelos mognos a sua frente não podia perceber a tristeza que ela estava sentindo em seu coração, o corpo coberto pelo tecido vermelho que se apegava em sua pele mostrando todas as suas curvas sinuosas, era a mesma mulher que um dia acompanhara seu Mestre em vários eventos, mas agora o brilho em seu olhar havia se apagado, Bella estava errada quando imaginou que a maquiagem encobriria sua tristeza, os seus olhos chocolates não conseguiam disfarçar a falta de emoção, todas as pessoas podiam notar isso.

— Você está perfeita. — Alice elogia a amiga.

— Você também está Alie. — Bella diz a sua amiga vestida num lindo vestido verde, Alice com certeza nasceu para estar no mundo da moda, sabia arrumar-se impecavelmente.

— Bella a maquiagem não tem o poder de levar a tristeza embora, mas pode melhorar nossa autoestima, nos deixar poderosas, você precisa sorrir e quem sabe desligar-se um pouco dele. — Alice tenta anima-la, não aguentava mais ver Bella daquela forma.

— Não é tão fácil Alice, mas prometo tentar. — Bella diz dando seu melhor sorriso a amiga para tranquilizá-la.

— Vai ser divertido, eu prometo. — Alice vai abraça-la quando o telefone da casa toca. – Deve ser o Sebastian, avise-o que estamos prontas, por favor, Bells, eu só preciso retocar um pouco da maquiagem.

Bella acena positivamente e vai atender ao telefone que toca insistentemente, e como em todas as noites ninguém diz nada, apenas uma respiração descompassada é ouvida, Bella também não diz nada, apenas escuta e tenta imaginar quem seria, é quando tem a ideia de que poderia ser Edward, logo ela sente o corpo inteiro tremer. Será mesmo que seria ele tentando contato? Mas porque não fala nada? Ou talvez fosse apenas mais ilusões, ela não devia acreditar nas asneiras que sua mente pensava, no entanto a agonia em seu coração só aumentava com a possibilidade de ser mesmo ele.

— Por favor, fale comigo e me tire dessa agonia. Bella pede num fio de voz. – Diga quem é você? Não me deixe mais imaginar e sonhar com possibilidades, por favor.

— É ele Bells? — Alice pergunta aproximando-se de Bella, que já não escuta mais a respiração do outro lado da linha, ele havia desligado sem nada dizer.

— Não, era apenas engano. — Bella sorri à amiga, agora ainda mais cheia de dúvidas quanto à ligação.

— Ahn tudo bem, então vou ligar para o Sebastian. — Alice disca os números, enquanto Bella pensa nas possibilidades de ser mesmo Edward, no entanto como havia decidido anteriormente não alimentaria falsas esperanças, não quando ele estava com aquela vadia nos braços.

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Depois de mais lembranças assaltarem sua mente durante o caminho para a festa, Bella sai da limusine com a ajuda de Sebastian que já estava na entrada da mansão esperando pelas duas. Não podia negar que ele era mesmo um lindo homem, além de gentil e elegante, Sebastian tinha um bonito sorriso no rosto além de duas covinhas que o deixavam ainda mais bonito.

Educadamente ele as cumprimenta beijando o rosto das duas elogiando-as.

— Vocês estão maravilhosas, serão uma visão e tanto para os presentes. Sebastian sorri e continua. – Por favor, me deem a honra de ser o primeiro a exibi-las pela festa. — Sebastian dá o braço para que as duas o rodeiem e segue para o salão onde os presentes já bebericavam e aproveitavam os petiscos enquanto o jantar não era servido.

Enquanto entram na mansão Bella vai admirando a decoração a sua volta lembrando-se daquele lugar, já esteve naquela casa de estilo clássico, ela teve certeza de que já esteve ali com Edward quando entrou pelo salão. Olhou envolta percebendo que todos os convidados estavam elegantemente vestidos assim como na festa em que frequentou ao lado de Edward, aquela casa pertencia ao embaixador, no entanto não sabia o que Sebastian tinha a ver com o gentil homem que a ajudou.

— Vocês querem beber algo? — Sebastian oferece e as garotas logo aceitam.

— Bella você fica muito bem de vermelho, e você Alice sabe exatamente a minha opinião sobre você. — Sebastian diz e continua. — Os amigos do meu pai não param de olhar para vocês duas desde que entramos no salão.

— Ótimo, afinal preciso mesmo encontrar um homem que me dê valor, assim como Bella. — Alice brinda com os dois e sorri procurando alguém interessante na festa. – Não há nada melhor do que se sentir interessante aos olhos dos homens.

— Sempre Alice. — Sebastian ri com a amiga. – Ah meu pai está descendo, venham quero apresenta-las a ele. — Dizendo isso Sebastian leva as duas de encontro ao homem que está de costas conversando com vários outros homens, Bella acha-o familiar, mas não tem tempo suficiente para pensar de quem se tratava, logo o embaixador vira-se para os três sorrindo ao filho.

— Pai, estas são as garotas de que lhe falei, Alice e Isabella este é o meu pai Charlie. — Sebastian apresenta, enquanto Bella não deixa de sorrir ao bom senhor que lhe trazia sentimentos tão bons, mas por outro lado sente a tristeza mais uma vez lhe abater ao deparar-se com um grande amigo do homem que ama, parece mesmo que seu Karma seria encontrar lembranças de Edward por todas as partes em que fosse.

— Alice é um prazer conhecê-la, e quanto a você Isabella é uma grande surpresa saber que é amiga de meu filho. — Charlie beija as duas garotas, mas abraça Isabella sentindo novamente aquela sensação de algo familiar nela.

— Nós nos conhecemos hoje na verdade embaixador, Sebastian é amigo da minha melhor amiga Alice. — Bella explica e Alice fica sem entender de onde Bella podia conhecer o embaixador, mas lembra-se de que sua amiga frequentava festas ao lado de Edward.

— Vocês já se conheciam pai? — Sebastian pergunta surpreso, vendo que Bella era mesmo intima do pai, ela também não deixa de se surpreender com o fato de Sebastian ser filho de Charlie, os dois não eram nada parecidos, mas isso não queria dizer nada, Sebastian podia ser parecido com a mãe.

— Sim, Isabella namora um grande amigo meu, a propósito onde está o Cullen? — Charlie procura pelo salão, mas não o vê.

— Cullen? Está falando de Edward Cullen? — Sebastian pergunta tendo finalmente a explicação para a tristeza de Bella, o fim de um romance era o responsável pelo olhar triste dela.

— Sim o próprio, ele não veio com você Bella? — Charlie pergunta e fica preocupado quando Bella abaixa a cabeça e nada responde, na verdade ela não sabia o que responder, não aguentaria e choraria se falasse de Edward agora.

Alice vendo que a amiga precisava de um minuto sozinha e que Charlie era de confiança chama Sebastian para que os dois possam dar uma volta pelo salão deixando Bella e Charlie sozinhos para que conversem.

— Bella vocês não estão mais juntos é isso? — Charlie segura o rosto dela fazendo com que o encarasse, Bella apenas balança a cabeça em concordância.

— Ele magoou você? Vou dar uma surra naquele fedelho se ele a magoou. — Charlie fecha os punhos com raiva de Edward, não podia aceitar que ele tenha feito mal a garota a sua frente, não deixaria Bella ser magoada, seu instinto protetor a fez abraça-la forte.

— Por favor, embaixador não faça nada com ele, sequer fale sobre mim, nós resolvemos que era melhor assim, eu juro que ele não me magoou, eu só sou emotiva demais. — Bella intercede por Edward mesmo que ele merecesse a surra que Charlie queria lhe dar.

— Bella? — A voz doce e conhecida de Esme chama por ela fazendo-a virar-se e deparar-se com o rosto carinhoso da mãe de Edward.

— Esme. — Bella enxuga as lagrimas que deixou escapar e vai até a mulher cumprimenta-la.

— Como vai querida? — Esme aperta Bella em um abraço carinhoso e continua. – Você está tão linda filha, mas está tão triste, o que houve entre vocês Bella? — Esme pergunta, mas não obtém resposta, pois Bella não consegue tirar os olhos do casal que entra pelo salão de braços dados.

Porque lá estava o homem que amava vestido em um smoking negro, com os cabelos bem penteados, olhos verdes penetrantes segurando o braço da loira que ela conhecia e odiava, novamente via o casal feliz, Edward e Beatrice, esbanjando beleza e felicidade, enquanto ela estava chorando, sofrendo por ama-lo e não ser correspondida e acima de tudo por ser tão traída como fora.

Novamente os olhos dois se conectam e mais uma vez os dois se perdem em lembranças, aquelas que já não podem mais ser vividas, aquelas que só podem ser lembradas e lamentadas por não poderem mais acontecer, no entanto Edward é o primeiro a quebrar o encanto e fingir que não a conhece, o que magoa ainda mais Bella que não suporta tal rejeição.

— Por favor, me deem licença. — Bella coloca a mão no rosto para que não possa mais ver os dois, para que não possa mais ver o sorriso zombeteiro que Beatrice tem nos lábios, e muito menos a frieza com que Edward a tratou, ela busca refúgio em uma das sacadas que a mansão dispunha.

Só agora olhando os jardins iluminados pela luz da lua, ela se permite chorar, olhando as estrelas e pedindo aos céus para que arranque de uma vez por todas aquele sentimento de dentro do seu coração, Bella se sentir um pouco melhor, não queria pensar nele, não queria vê-lo, não queria mais falar com ele, agora ela tinha plena certeza de que aqueles momentos bons foram apenas um sonho, eles haviam mesmo acabado.

— Não está gostando da festa Bella? — Sebastian pergunta e ela trata de enxugar rapidamente as lagrimas estúpidas que havia deixado cair, Edward não as merecia, ele não merecia mais nada que não fosse o seu desprezo.

— A festa está perfeita. — Bella vira-se para o anfitrião com seu melhor sorriso, o que não o convence.

— Pode ficar ainda melhor se aceitar dançar comigo, já que fugiu para cá quando eu enfim iria pedir para a bela dama me conceder a honra de um momento em meus braços, acho que não pode me negar. — Sebastian se curva ante ela e sorri estendendo a mão para que ela venha até ele e aceite dançar.

Bella olha para o bonito e educado homem a sua frente e não hesita em aceitar a dança, Sebastian lhe parecia agradável, a verdade é que gostaria de estar apaixonada por alguém como ele, seria tão mais fácil escolher alguém sem traumas do passado, algum homem que não tivesse tantas mulheres atrás. Sebastian lhe parecia uma boa pessoa, um bom amigo que sempre estaria com ela nas horas difíceis, e talvez fosse disso que precisava agora, alguém que não conhecia sua história com Edward, alguém que pudesse abraça-la e lhe dar esperanças de que tudo ficaria bem, por isso Bella se deixa levar em uma dança lenta.

Eles começaram a dançar, mas continuaram conversando

— Desculpe por ter saído exatamente no momento em que iria me tirar para dançar, mas eu precisei de um pouco de ar. — Bella explica, enquanto Sebastian a gira para o meio do salão.

— Precisava sair das vistas de Edward Cullen e a loira que o acompanha? — Sebastian gostaria de saber mais sobre a garota, Alice havia lhe dito que Bella esteve numa relação com o homem e não foi surpresa vê-lo acompanhado por aquela loira, afinal Edward nunca demorava em seus relacionamentos, Sebastian sempre o conheceu, Charlie era seu amigo há muitos anos, muito antes de Sebastian ter sido adotado aos 18 anos pelo embaixador, nunca tinha entendido a relação de seu pai, um homem tão mais velho com o Cullen, afinal ele e Edward tinham quase a mesma idade, mas também nunca perguntou

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— Eu não estou entendendo. — Bella retesa nos braços dele ao ouvir aquelas palavras, ela não havia falado de Edward para ele, como ele sabia então?

— Alice me contou. — Sebastian responde acariciando as costas nuas de Bella fazendo-a relaxar queria muito ajudar aquela garota, foi imediato o carinho que sentiu por ela, e gostaria de protegê-la como um irmão mais velho.

— Alice não devia ter falado disso. — Bella não se sente mal com a caricia em suas costas, o que era estranho, ela não estava acostumada a isso, a não ser que elas viessem de seus amigos ou de Edward, mas Sebastian era seu amigo agora.

— Não brigue com ela Bella, — Alice ama você e por isso preocupa-se com sua felicidade. — Ele explica

— Eu estou feliz. — Bella tenta convencer a si mesma, contundo sabe que é em vão.

— Engane-se o quanto quiser, porque felicidade não é o que sente agora, posso ver em seus olhos a tristeza Bella, já pensou na possibilidade de ele não merecer tudo isso? Edward sempre foi um irresponsável quanto a mulheres, e você foi uma vítima como as outras, você merece alguém bem melhor que ele. Sebastian fala tudo isso segurando o queixo dela para que o encare. – Você ainda o ama não é? — Ele pergunta querendo muito ajuda-la.

— Não gostaria de falar sobre isso Sebastian, não esta noite, só, por favor, dance comigo e divirta-me como prometeu. — Bella tira a mão dele de seu queixo.

A música continua e por um momento os dois ficam em silêncio

Sebastian resolveu quebrar o silencio e contar para Isabella um pouco da sua história talvez assim ela começasse a confiar nele e o deixasse ajudá-la

— Como você eu também amo alguém, e ela quebrou meu coração. — Sebastian começa.

— Ela preferiu casar-se com um desconhecido, do que ir comigo para Milão

Algum tempo depois do casamento nós nos reencontramos numa festa, conversarmos e nos beijamos, ela me disse estar arrependida da decisão que tomou assim como a família dela, que percebeu a sua infelicidade, no entanto ela não consegue deixa-lo por causa de ameaças da parte dele, ameaças que atingem a família dela. Sebastian sorri tristemente.

— Por Deus Sebastian, mas ela não pode viver com alguém assim, a família dela sabe disso? — Bella pergunta preocupada.

— A família dela tem medo de envolver-se pois, eles devem dinheiro, muito dinheiro a ele, na verdade foi por causa desta dívida que ela casou-se com esse homem, eu até ofereci minha ajuda, o meu pai ofereceu, mas ela se negou, ela fugiu mais vez me deixando uma simples carta explicando que o melhor seria esquecê-la, pois ela faria o mesmo, ela viveria o casamento dela, amaria o marido e eu me tornaria apenas uma boa lembrança de adolescente. — Sebastian sorri tristemente enquanto Bella o abraça forte buscando conforta-lo como ele havia feito com ela.

— Eu também estou quebrado como você Bella, e como Edward está acompanhado, Viviam também está aqui acompanhada do marido, sorrindo para ele como se nada tivesse acontecido entre nós dois. — Sebastian diz e Bella tem uma ideia para demonstrar a mesma indiferença que Edward e Viviam estão demonstrando para com os dois.

— Sabe o que devíamos fazer? Irmos até aquele salão e dançarmos como dançamos aqui. — Bella está decidida a ajudar seu amigo e ao mesmo tempo será ajudada. — Nós mostraremos aos dois que podemos interessar a outras pessoas, que podemos ser indiferentes a eles mesmo que estejamos completamente quebrados por dentro.

— Será divertido. — Sebastian sorri segurando-a pela mão a levando até o centro do salão pedindo para que a banda que estava tocando na festa, toque uma música que ele decidiu que seria ótima de dançar com Bella, além daquela canção dizer exatamente para aqueles dois que haviam quebrado seus corações o que eles estavam perdendo e que agora era tarde demais, eles se deixam levar pela dança e pela pequena vingança ,Bella não olha para os lado onde Edward está, não queria vê-lo em hipótese alguma afinal um olhar dele poderia acabar com seu plano de indiferença.

— Sorria Bella, porque o show vai começar. — Dizendo isso Sebastian coloca as mãos em suas costas nuas e provocadoramente olha para Edward que não para de encara-los com o olhar mais frio já visto.

— Acho que ele está querendo me matar ou algo assim. — Sebastian ri fazendo Bella rir com ele.

— Bom tem uma morena vestida de negro me fulminando com os olhos, acredito que esta é Vivian. — Bella se deixa ser rodopiada por Sebastian, enquanto ele tem a certeza de que se tratava mesmo da mulher que amava, tendo a constatação Sebastian toma o rosto de Bella não mãos como num gesto de carinho.

— Sim é ela. — Ele beija a testa de Bella e novamente a leva numa dança lenta fixando seu olhar em Edward que parece não segurar-se mais.

— Ótimo, acho que estamos nos saindo muito bem, ele está quase vindo aqui te arrancar dos meus braços. — Sebastian cheira o pescoço de Bella apenas para provocar e tirar ainda mais o controle de Edward.

— Acho que ele não aceita o fato de que eu possa ser capaz de conquistar outro homem, que sou boba e que jamais conseguirei me envolver sem amarras. — Bella lembra-se dos antigos relacionamentos dele serem apenas baseados em sexo, e pensa que talvez um dia consiga se envolver sem seu coração estar envolvido, e como ele apenas ter sexo, porém aquele não era seu perfil.

— Ele está agindo como um homem apaixonado Bella, está louco de ciúmes. — Sebastian diz fazendo o coração de Bella acelerar diante a possibilidade real de ele ser mesmo apaixonado por ela. – Mas sabe o que é mais divertido?

— Não. — Bella engole a seco e olha para Sebastian na expectativa.

— A loira que está com ele também já percebeu isso e não está nada feliz. — Ele diz deixando Bella contente por provocar Beatrice.

— Você acha mesmo que ele é apaixonado por mim? — Ela pergunta, esperando escutar uma resposta positiva e enfim aquietar seu coração, mesmo que significasse quebra-lo ainda mais.

— Bella, é obvio que sim. Sebastian segura o rosto dela com uma das mãos e continua. – Quem não se apaixonaria? Afinal você é linda, doce, uma garota incrível. Sebastian toca os lábios vermelhos de Bella enquanto ela retesa o corpo diante daquilo, não sabia se fazia parte do teatro, porém não estava gostando nada disso, não desejava passar dos limites naquela dança.

— Se eu não estivesse apaixonado por Vivian, com certeza me apaixonaria perdidamente por você, e não haveria Edward Cullen capaz de te tirar de mim. — Ele continua.

— Sebastian. — Bella segura à mão dele para tira-la de seus lábios, mas antes que o fizesse a tal Vivian que fez seu agora amigo Sebastian sofrer tanto chega até os dois.

— Posso falar um minuto com você Sebastian? — pergunta sequer olhando para Bella, Sebastian se vira e encara a mulher que por mais que o tenha feito penar ainda amava com loucura.

— Não vê que estou acompanhado Vivian? — Sebastian é o mais frio possível, apesar de ama-la ainda tinha seu orgulho e não sairia correndo ao primeiro estalar de dedos dela.

— Tenho certeza de que sua acompanhante não se importará, prometo ser rápida. – diz Vivian olhando com raiva para Bella, pois, apesar de ser uma mulher casada nunca esqueceu seu primeiro amor e ainda o amava, e sempre pensou que Sebastian a amava também até esta noite quando o viu chegar com a bela morena ao seu lado que agora apenas sorriu e se afastou.

— Não vá muito longe Bella, eu voltarei logo para continuarmos nossa dança de onde paramos. — Sebastian pisca para sua mais nova amiga, dando-lhe em seguida um beijo de agradecimento nas mãos.

— Não irei. — Bella sorri mais uma vez para o amigo lhe transmitindo coragem para que ele conseguisse seguir em frente com a mulher que ama.

Edward chegou a festa do embaixador um pouco atrasado, mas estava satisfeito, a armadilha para Lizbeth estava armada agora era esperar, e se tudo desse certo ele poderia tentar conseguir o perdão do seu lindo cisne, Beatrice o esperava na porta como haviam combinado, ele se aproximou e ela pegou em seu braço os conduzindo para a entrada, Edward não queria ter vindo e principalmente não queria Beatrice ao seu lado, mas não tinha escolha um dos informantes de Lizbeth se encontrava na festa e ele juntamente com o agente Halle iriam confrontá-lo.

Entrou no grande hall procurando por Jasper, e se encontrou olhando um par de olhos castanhos que o tem assombrado desde aquele maldito dia em que teve que se afastar dela, sua Isabella, está lá olhando para ele despejando através deles todo o sofrimento pelo qual estava passando, o qual era o mesmo que ele passava, mas não podia deixar-se fraquejar agora, então colocou sua máscara de frieza e Isabella desviou o olhar saindo da sala logo em seguida.

Ela desapareceu através de uma das portas sendo seguida logo depois pelo filho adotivo de Charlie, Sebastian, Edward gostaria de ter ido atrás dos dois, mas foi impedido por sua mãe que chegava e foi cumprimentá-lo.

Quando finalmente conseguiu se desvencilhar de sua mãe, Isabella estava de volta nos braços do maldito Sebastian e a banda começou a tocar uma música que ele tinha ouvido em algum lugar, mas que não havia prestado atenção, agora essa música dizia tudo o que ele estava sentindo em ver seu cisne nos braços de outro homem.

When I Was Your Man

Same bed, but it feels just a little bit bigger now

Our song on the radio, but it don't sound the same

When our friends talk about you

All that it does is just tear me down

Cause my heart breaks a little

When I hear your name

And all just sounds like ooh, ooh, ooh

Quando eu era o seu homem

A mesma cama, mas parece um pouco maior agora

Nossa canção no rádio, mas ela não soa como antes

Quando nossos amigos falam sobre você

Tudo o que isso faz é me arruinar

Porque meu coração se parte um pouco

Quando ouço o seu nome

E tudo soa como uh, uh, uh, uh, uh

Edward tenta desviar seus olhos do casal, mas uma força maior que sua vontade o obriga a continuar assistindo aquela que foi a sua mulher, abraçar outro homem.

Too young, too dumb to realize

That I should've bought you flowers and held your hand

Should've give you all my hours when I had the chance

Take you to every party

Cause all you wanted to do was dance

Now my baby is dancing, but she's dancing

With another man

Jovem demais, tolo demais para perceber

Que eu deveria ter lhe comprado flores e segurado sua mão

Deveria ter te dado as minhas horas quando tive a chance

Ter levado você a todas as festas

Porque tudo o que queria era dançar

Agora minha garota está dançando, mas está dançando

Com outro homem

Eles sorriam um para o outro, Sebastian tocou o rosto da sua Isabella e pareciam que facas atravessaram seu corpo, Edward jamais havia sentido tal dor nem mesmo quando Lizbeth o torturava, aquelas dores eram nada em comparação a esta, sua alma estava se partindo ao meio

My pride, my ego

My needs and my selfish ways

Caused a good strong woman like you

To walk out my life

Now I never, never get to clean up

The mess I made

And it haunts me every time I close my eyes

It all just sounds like ooh, ooh, ooh, ooh, ooh

Meu orgulho, meu ego

Minhas necessidades e meu jeito egoísta

Fizeram uma mulher boa e forte como você

Sair da minha vida

Agora nunca, nunca conseguirei limpar

A bagunça em que me meti

E me assombra sempre que fecho meus olhos

Tudo isso soa como uh, uh, uh, uh, uh

Edward sabia que aquela cena nunca sairia de sua mente e se um dia ele conseguisse ter seu cisne de volta Sebastian iria pagar por ter posto suas mãos em Isabella

Too young, too dumb to realize

That I should've bought you flowers and held your hand

Should've give you all my hours when I had the chance

Take you to every party

Cause all you wanted to do was dance

Now my baby is dancing, but she's dancing

With another man

Jovem demais, tolo demais para perceber

Que eu deveria ter lhe comprado flores e segurado sua mão

Deveria ter te dado as minhas horas quando tive a chance

Ter levado você a todas as festas

Porque tudo o que queria era dançar

Agora minha garota está dançando, mas está dançando

Com outro homem

Although it hurts

I'll be the first to say that I was wrong

Oh, I know I'm probably much too late

To try and apologize for my mistakes

But I just want you to know

I hope he buys you flowers, I hope he holds your hand

Give you all his hours when he has the chance

Take you to every party cause I remember

How much you loved to dance

Do all the things I should've done

When I was your man

Do all the things I should've done

When I was your man

Apesar de doer

Serei o primeiro a dizer que eu estava errado

Oh, sei que provavelmente estou muito atrasado

Para tentar me desculpar pelos meus erros

Mas eu só quero que você saiba

Espero que ele lhe compre flores, que ele segure sua mão

Que lhe dê todas as suas horas quando tiver a chance

Que leve você a todas as festas porque eu me lembro

De quanto você amava dançar

Que faça todas as coisas que eu deveria ter feito

Quando eu era o seu homem

Que faça todas as coisas que eu deveria ter feito

Quando eu era o seu homem

Ele já não aguentava mais estava prestes a interromper o casal quando uma mulher se aproximou de Sebastian, ela falou alguma coisa e ele a seguiu deixando sua Bella sozinha esta era sua chance...

Assim que o casal se afastou ela seguiu para a mesa de bebidas servindo-se de uma taça de champanhe e procurando por Alice. Do outro lado do salão encontrou-a acompanhada de Jasper Halle, o homem que ajudou Edward a salvá-la das garras de Mike.

Os dois estavam sorrindo um para o outro e conversando de uma forma bem intima, Bella decide não atrapalhar a amiga por isso apenas sorri dando seu apoio para que continue a conversa, deu mais uma olhada a sua volta e só encontrou rostos desconhecidos, evitou olhar na direção de Edward e Beatrice e magoar-se ainda mais.

Estava distraída olhando as roupas e as joias que as mulheres ostentavam quando sentiu braços fortes rodearem sua cintura no mesmo instante sabia a quem pertenciam, era Edward não precisava se virar para saber disso, pois seu corpo o reconheceria a quilômetros de distância, virou-se e encarou aquelas duas esmeraldas que a fitavam com um misto de dor e deleite, ela ia falar algo mas Edward colocou dois dedos sobre seus lábios a impedindo-a.

— Por favor Bella não fale nada, o que eu estou fazendo agora é uma loucura mas eu só peço que dance comigo – Ela não sabia o que fazer, por um lado queria exigir explicações para tudo o que aconteceu, mas por outro estava tão feliz por poder senti-lo perto, aspirar seu cheiro embriagante e ficar nos seus braços que apenas assentiu com a cabeça.

Ele a levou para a pista a abraçando como se sua vida dependesse disto, Isabella estava confusa Edward era tão contraditório em um momento ele a desprezava e em outro como agora, a mantinha em seus braços como ela fosse a coisa mais preciosa. A música começou a tocar, Edward a segurou mais forte e disse:

— Eu gostaria de poder lhe dizer o que está acontecendo mas que para a sua segurança eu não posso falar, por favor somente vamos aproveitar este momento – disse segurando seu rosto entre as mãos e a olhando profundamente ele parecia querer dizer algo mas ficou calado e apenas a abraçou e começaram a dançar.

Bella não entendia nada do que estava acontecendo, porque Edward estava ali dançando com ela e parecendo tão apaixonado quando sabia que não era nada disso, afinal o que ele disse ao mandá-la embora a magoou e não seria uma dança que a faria esquecer, mas mesmo assim era sua oportunidade de sentir nem que fosse pela última vez o corpo do homem que amava então deixou-se levar, e quando percebeu eles já não estavam mais no salão mas na biblioteca, Edward a soltou e trancou a porta.

— Edward eu... – Bella foi falar algo, mas ele não permitiu novamente

— Eu precisava falar com você a sós, primeiro eu quero saber porque você permitiu que aquele moleque tocasse em você e segundo o que você está fazendo nesta festa Isabella? pensei que não gostasse deste tipo de evento, então você pode imaginar a minha surpresa quando a vi vestida assim, e acompanhada por aquele pirralho metido a Don Juan – falou retornando ao seu modo Dominador, Isabella amava tanto este homem que mesmo ele exigindo explicações, ela imediatamente ficou excitada, mas não daria o braço a torcer ele não era mais seu Mestre portanto não tinha nada a ver com quem ela se relacionava e se fosse para exigir alguma coisa, seria ela que faria isso, afinal quem estava se esfregando com a loira sebosa da Beatrice era ele, Bella apenas ajudara um amigo e Edward não tinha o direito de impor mais nada.

— Você não tem este direito Edward e eu peço que abra a porta e me deixe sair não temos mais nada para conversar. — Bella diz tentando parecer indiferente a ele. – Eu não tenho mais que ouvir suas repreensões afinal não devo satisfações a você e nem a ninguém, então me deixe em paz. — Ela vira as costas para não demonstrar sua fraqueza causada pelo amor que ainda sentia por Edward.

— Não parecia estar sofrendo enquanto dançava com aquele moleque, e muito pior quando deixou que ele a tocasse, ia deixar que ele a beijasse ali na frente de todos? — Edward diz com todo seu ciúme e rancor.

— O que? — Bella vira-se completamente aturdida com a voz de autoridade dele, parecia que Edward ainda achava que tinha direitos sobre ela.

— Não seja cínica Isabella, ouviu bem o que eu disse. — Edward aproxima-se amedrontando-a.

— Como ousa falar de cinismo comigo? Não sou eu a cínica aqui. — Bella afasta-se de Edward, mas ele não está disposto a aceitar que ela se afaste.

— Não chegue perto de mim, ou eu vou gritar. — Bella diz rodeando a mesa buscando distância.

— Vai gritar pelo idiota do Sebastian, então grita Isabella, e eu mostrarei a ele a quem você pertence, vamos grite! — Edward altera a voz deixando-a assustada, ele nunca havia gritado com ela.

— Não grite comigo, porque você não tem esse direito, eu não sou sua, não mais. — Ela também altera a voz, deixando Edward completamente louco, ele se aproxima rápido dela pegando-lhe pelos braços.

— Diga novamente que não é minha Isabella e eu a farei se arrepender. — Ele a sacode completamente alterado.

— Aquela vadia com quem está é quem lhe pertence agora Edward, eu não sou nada para você esqueceu? Eu sou apenas a garota bobinha que se apaixonou por um fodedor barato, uma idiota que fantasiou uma vida de amor com você, aquela que você enjoou e depois jogou fora como um lixo lembra-se? — Bella começa a esmurra-lo no peito o mais forte que consegue, ela quer machuca-lo como ele tinha a machucado, mesmo sabendo que aquela não era a dor que queria causar-lhe, Bella continua batendo insistentemente e deixando que suas lágrimas de dor saiam. – Me solte, eu odeio você.

Ao ver as lagrimas de Bella e aquelas palavras de ódio de sua boca, queria poder voltar no tempo e não ter falado nada daquilo queria poder ter lhe dito que a amava, gostaria que Bella esquecesse as mentiras que ele havia dito, por isso a beija com todo o amor que sente por ela.

Bella no começo não corresponde ao beijo, não queria mais sofrer quando ele se afastasse novamente.

— Como eu sinto sua falta anjo, por favor, corresponda-me, me deixe beija-la. — Ele diz com a voz sofrida ainda com os lábios pousados nos dela.

Ela olha diretamente nos olhos verdes que tanto ama, vendo exatamente aquele menino perdido, aquele a quem não podia negar nada, muito menos o beijo pelo qual ela também ansiava, era uma idiota por se deixar machucar cedendo a ele, mas seu coração tolo queria aquele beijo, queria aquele homem novamente em sua vida, queria todas as migalhas que ele pudesse lhe dar.

— Porque está fazendo isso comigo? — Bella não consegue segurar sua vontade de toca-lo, por isso coloca uma das mãos sobre a barba rala de Edward, acariciando o rosto dele, o que para Edward fora um sinal verde para tomar mais uma vez os lábios dela num beijo cheio de paixão.

Ela finalmente sente o gosto da língua de Edward na sua, o gosto dos lábios dele junto aos seus, o cheiro maravilhoso que só ele tinha, entrando por suas narinas causando o velho frenesi de emoções, depois dos dias tenebrosos que passou, aquele era seu céu particular e ao mesmo tempo seu inferno.

Deixou que ele lhe invadisse a boca da mesma forma que sempre fazia quando os dois perdiam o controle, quando eles demonstravam a atração louca que sentiam um pelo outro, e não foi surpresa para Bella quando seu corpo começou a exigir mais dele. Ela o queria ali naquela sala, queria lembrar-se de como é ser tomada por ele, de como é gostoso sentir o corpo dele junto ao seu sem nenhuma roupa enquanto faziam amor, ou pelo menos ela fazia, não suportava mais viver sem Edward em sua vida, estava agindo como uma vadia se esfregando nele em busca de atrito e ainda mais se deixasse que ele tomasse seu corpo com apenas uma meia dúzia de palavras saudosas, no entanto sabia que não podia negar-se ao garoto perdido que entrou naquela sala, nunca podia dizer NÃO ao verdadeiro Edward.

— Eu amo o modo como reage a mim Isabella, nós dois estamos queimando um pelo outro, pode sentir anjo? — Ele sussurra no ouvido dela não suportando mais o desejo e o amor por ela, Edward a beija novamente arrancando gemidos da boca da sua linda Isabella.

— Me diga por que faz isso comigo Edward? — Ela pergunta com a voz sofrida enquanto Edward lhe beija o pescoço daquela forma sedutora que sempre lhe tira o fôlego e a razão.

— Preciso que vá a um evento nesta sexta, lá eu lhe explicarei tudo anjo. — Ele para de beija-la para encarar os olhos chocolates dos quais sentiu tanta falta, estar ali com Isabella era tão certo e tão errado, amava-a, mas estava correndo o risco de colocar seu plano contra Lizbeth em perigo estando ali.

— Me diga o que está acontecendo, o porquê de estar com aquela mulher. — Bella pergunta com as lagrimas banhando seus olhos.

— Eu lhe explicarei tudo minha Bella, agora faça o que eu disse, esteja neste lugar. — Ele entrega o envelope negro a ela e sente seu coração oco mais uma vez se despedaçar, ele tinha que deixa-la mais uma vez. – Eu tenho que ir agora.

— Precisa voltar para ela? — Bella não deixa de perguntar, estava confusa queria explicações precisava delas, principalmente depois do beijo apaixonado que trocaram, e agora ele parecia estar voltando a ser o mesmo homem frio de antes.

— Preciso voltar para a vida infernal que tenho, por favor, Isabella não coloque minhocas na sua cabeça a única mulher que tem algum poder sobre mim é você não esqueça disso, apenas vá até esse lugar, eu estarei esperando por você anjo. — Ele a beijou novamente, porém fora um beijo curto e saiu pela porta sem mais nada dizer.

Bella olha para o envelope em sua mão completamente atônita, ainda podia sentir o gosto dele em sua boca, e tinha certeza de que permaneceria por toda sua vida, não importava o que fizesse Edward estava impregnado em si.

Ela toca os lábios e fecha os olhos apreciando o momento de felicidade que seu corpo estava tendo, não deixa de sorrir, tudo o que conseguia lembrar-se agora era do homem que amava, e do momento que tiveram naquela biblioteca, mesmo sendo tão errado ela não conseguia deixar de ter esperanças.

Animada ela abre o envelope negro vendo que se tratava de um convite para o lançamento do livro que ele dizia ter feito para ela, Bella olha as letras douradas que indicam o lugar onde haveria uma sessão de autógrafos seguido de um baile, Bella não entendia o porquê de ele querer explicar algo a ela numa festa como aquela, no entanto não questionaria nada agora.

Bella voltou ao salão de festas com um sorriso bobo nos lábios, tentou visualizar Edward, mas não o viu, tampouco Beatrice, o que para ela foi ruim, começou a duvidar e pensar que ele estava apenas brincando com ela, e se ele tinha levado Beatrice para a casa dele? mais especificamente para a cama? Odiava o fato de ele sequer estar perto dela, estava odiando não saber se eles ainda tinham algo.

— Bella, onde estava? — Alice se aproxima da amiga, de mãos dadas com Jasper, o que faz Bella sorrir.

— Estava lendo algo na biblioteca. — Bella responde. – Como vai Sr. Halle? — Ela cumprimenta o homem não surpreendendo Alice, que já sabia sobre a amizade dele com Edward.

— Muito bem Srta. Swan. — Jasper cumprimenta Bella, lembrando-se imediatamente das ordens de Edward em mantê-la sempre vigiada. – Creio que a Srta, também esteja bem.

— Sim, obrigada por perguntar. — Bella gostava daquele homem, ele lhe inspirava confiança.

— Bella, eu já estou exausta e Jasper nos ofereceu uma carona, você quer ir com a gente ou prefere que Sebastian a leve? — Alice pergunta com um sorriso bobo nos lábios, e para Bella é o bastante para saber que ela estava encantada com o homem presente.

— Prefiro ir com vocês, o Sebastian parece bem ocupado. — Bella não vê o mais novo amigo pelo salão e tem certeza de que ele está com Vivian.

Não queria atrapalhar Jasper e Alice, mas também não queria atrapalhar Sebastian. Enquanto Alice ia conversando com Jasper, Bella vai pensando em Edward e nos mistérios dele, não podia deixar de preocupar-se com ele afinal algo ruim estava mesmo acontecendo e ela não podia fazer nada para ajuda-lo, não naquele momento.

Bella teve vontade de pedir a Jasper para deixa-la na cobertura onde Edward morava, mas ela tinha medo de encontrar com Beatrice ou pior descobrir que ele estava mentindo para ela, que ele realmente não a queria. O que tinha que fazer era fantasiar, fantasiar que tudo estava bem, que ele a amava como ela o amava.

Chegando a frente do apartamento das duas Bella despede-se de Jasper enquanto Alice continua no carro com ele.

Ao chegar à sua casa coloca Spook nos braços e rodopia com ele pela sala, olha-se no espelho e agora pode ver o brilho de seus olhos retornando, estava mesmo sonhando, brincou com o gato até quando Alice a encontrou dançando pela sala, Bella conta o que houve para Alice e vice-versa, as duas passam assim o resto da noite fantasiando sobre romances.

Um dia se passou enquanto continuavam sonhando com aqueles por quem estavam apaixonadas. Bella não via a hora de chegar sexta feira e poder enfim encontrar-se mais uma vez com Edward, estava com fé que se entenderiam neste dia, colocariam de vez as diferenças de lado e conversariam sobre tudo, e se entenderiam.

No entanto ao ver uma publicação em um jornal seu mundo desabou, lá estava Edward no mesmo dia da festa do embaixador beijando Beatrice em frente à sua casa, tinha ainda pequenas fotos de Beatrice nos braços dele, foi nesse momento que seu coração quebrou novamente, os curativos colocados no dia do baile foram despedaçados assim como suas fantasias.

Como pôde ser tão idiota? Como acreditar num homem que a deixou tão facilmente? Ela era mesmo só uma menina boba, Edward nunca a amaria, ele a havia enganado mais uma vez, só que esta seria a última.

Bella subiu as escadas correndo esbarrando em Alice que se desespera ao ver a amiga com o rosto repleto de lagrimas.

— Bells o que houve com você? — Alice pergunta preocupada.

— Ele me enganou novamente Alie. — Bella mostra o jornal a amiga.

Alice não acredita no que está vendo, mas aquelas fotos eram as provas de que Edward Cullen não valia nada, lamentando pela infelicidade de Bella, Alice a abraça forte.

— Nós duas vamos a este evento de sexta feira e vamos acabar de uma vez com Edward Cullen. — Alice já tem todo um esquema armado em sua cabeça, porém Bella não está disposta a vê-lo nunca mais, ela não iria a este evento, nem mesmo arrastada.

Alice não aguentando mais a tristeza de sua amiga procura por Jasper e com ele consegue a informação de que as fotos envolvendo Edward não eram de fato verdadeiras, segundo o homem Beatrice havia armado toda a cena para enfim fisga-lo, Alice conta toda a história a Bella que prefere não enganar-se mais, mesmo que fossem falsas, ela não via mais futuro numa relação fadada ao fracasso, não podia existir uma relação se não houvesse confiança.

Alice insiste para que ela vá até o evento para pelo menos ter uma explicação, não importava se ela ainda o queria em sua vida, ela merecia pelo menos saber o porquê de tudo o que havia acontecido para que ele agisse de tal modo. Bella cogita a possibilidade de ir e enfim toma sua decisão. Mas primeiro ela gostaria de vê-lo a sós e não cercado de gente em um evento, quem sabe se fosse a cobertura? Talvez ela fosse...

Para Isabella não havia nenhum atrativo em Seattle ou qualquer lugar do mundo, se ele não estivesse por perto, agarrou ainda mais a alça de sua bolsa e apertou as mãos dentro do taxi, estava a minutos de distância da cobertura do seu ainda mestre.

Nunca esteve mais nervosa em toda a sua curta vida, tudo estava indo bem na relação de dominação e submissão dos dois, ela não sabia onde havia perdido, onde havia errado? Ele parecia diferente, não parecia seu mestre, não parecia seu lindo cavaleiro negro, o belo homem de cabelos revoltos e olhos verdes que a despiam quando seus olhares se encontravam o homem que a salvou, que lhe tornou uma nova Isabella Swan.

Ainda podia sentir a excitação quando imaginava seu mestre a chamando de Isabella, apenas ele tinha o poder de lhe chamar assim e a deixar queimando, mas nos momentos de loucura apenas Bella saia dos lábios finos e vermelhos dele, seu mestre tinha um poder inacreditável na voz, tinha o poder de deixa-la completamente submissa as vontades dele.

A noite de hoje fora o grande lançamento de seu livro, a sua mais nova obra que havia sido inspirada na relação dos dois, uma relação que tinha altos e baixos, uma relação que havia começado por um contrato, mas que havia se tornado mais, Isabella não pode evitar e acabara se apaixonando violara a principal regra estabelecida pelo seu mestre, mas quem poderia resistir a ele, tão lindo, carinhoso, sexy e quente como o inferno, por outro lado era dominador, possessivo, frio e talvez sem nenhum sentimento, Edward não era mais o mesmo com ela, não depois de ter lhe dito o que sentia, podia relembrar o modo como ele a olhou, tão friamente, porém agora ela estava indo a cobertura dele para entregar-se e se submeter às suas vontades sem pedir nada em troca, esperava que ele não estivesse tão zangado com ela por não o ter acompanhado a festa de lançamento, que foi a consagração ao talento dele. Apesar de que seu mestre com raiva não seria nada mal, no fundo ela queria ser castigada seja com o chicote de castigos, ou com aquelas belas e fortes mãos em seu traseiro, ela aceitaria qualquer coisa desde que ele a tomasse novamente como sua submissa, desde que ele a olhasse daquela forma possessiva, desde que os dois voltassem a ser o que eram antes dela ter aberto a boca para falar de sentimentos, não importava mais que ele também não a amasse, ela aceitaria qualquer migalha por ele e com ele, porque o amava sem medidas, amava seu mestre, o seu Dom.

Chegou ao prédio que pertencia a Edward passou pela portaria livremente, todos no prédio já a conheciam por isso ela apenas acenou educadamente para todos. Edward era excêntrico o bastante para morar naquele maravilhoso prédio sozinho, que possuía luxos desde o tapete da entrada até a escada de incêndio, Edward era famoso e rico o bastante para ter toda a cobertura somente para ele.

Colocando a chave de acesso à cobertura no painel do grande elevador espera com um frio na barriga, suas pernas já estavam moles, sua cabeça já não pensava mais, nada mais funcionava apenas seus sentidos estavam tentando se preparar para ver novamente Edward Cullen.

Saindo do elevador ajeita os cabelos e agarra-se mais ainda a sua bolsa, já era madrugada e ele já devia estar lá, devia estar agora em seu piano dedilhando algumas notas ou tomando seu whisky na sala de estar sentado em seu sofá de couro negro, enquanto escutava musica clássica para tentar acalmar sua insonia.

Mas antes mesmo que pudesse chegar à porta pôde ver uma loira de olhos azuis, juntamente com uma ruiva de olhos verdes, as duas estavam trajadas em vestidos de gala ambos vermelhos e brilhantes, grandes colares e brincos de grande valor, viu que as duas beijaram Edward e agradeceram pela noite.

Aquele foi um soco em seu estomago e despedaçou seu coração, ela já fora substituída então? Ele não a queria mais? Já havia outras mulheres? Lagrimas caiam por seu rosto, mas naquele instante teve certeza de que Edward Cullen jamais seria seu como ela era somente dele.

— Isabella? Bella olha para o homem que ama, o seu mestre
no universo BDSM que agora a olha sem expressão, parecia surpreso mas ela não conseguia identificar nada mais, a dor era forte demais
.

Notas finais
Reviews????