Notas iniciais
Meninas lindas do meu coração como estão? estamos aqui com o capitulo fresquinho para vcs e esperamos muitos comentários e quem sabe alguma recomendação? esperamos que todas gostem não sei se conseguiremos postar outro cap antes do natal então considerem-se felicitadas bjs a todas e não esqueçam os comentários, um agradecimento especial para Madalena obrigada flor por comentar em todos os capítulos

Ficaram mais algum tempo na mansão de Charlie, pai e filha pareciam querer apagar todo tempo que estiveram separados em apenas uma noite, mas Isabella estava cansada e precisava descansar foram muitas emoções para um só dia, então Edward a levou para casa apesar de Charlie insistir para que eles ficassem.

Chegaram em casa e dirigiram-se diretamente ao quarto, Isabella estava tão cansada que somente retirou as roupas e deitou-se na cama, Edward a pegou em seus braços e a levou ao banheiro, onde a banhou delicadamente, depois a colocou na cama e deitou-se ao seu lado, apesar de seu corpo estar exausto, Isabella não podia parar de pensar em tudo o que aconteceu esta noite, todo o sofrimento que ela e sua mãe passaram poderia ter sido evitado.

– Durma meu anjo você está cansada precisa descansar pelo bem do bebe – Edward a beijou levemente, Bella levantou-se um pouco e encarou seu Mestre

– Ainda não entendo o porquê de tantas mentiras, tudo poderia ter sido evitado, minha mãe poderia estar viva e feliz – disse encostando-se no peito de Edward

– Sua avó fez questão de esconder todos os rastros, no entanto ordenei a Phillip que fizesse mais pesquisas. — diz enquanto responde emails em seu laptop, não queria ter que ir a sua empresa pela manhã, queria passar o dia ao lado do seu cisne e seu filho, então tinha que tentar resolver o máximo de problemas possíveis agora, enquanto Bella descansava.

– Ainda não lhe agradeci tudo o que fez por mim. — se aproxima dele beijando-lhe os lábios. – Eu o amo Edward, obrigada por cuidar tão bem de mim e agora do nosso bebe.

– Faço qualquer coisa por vocês dois, meu cisne. — responde, com os lábios colados aos dela.

– É mesmo? — Bella dá um sorriso malicioso

– Conheço bem essa expressão minha doce Isabella. — Edward sorri sedutoramente a deixando mais quente somente com esse sorriso.

– Então sabe muito bem que não envolve computadores. — Bella coloca o laptop na mesinha e sobe no colo de Edward sentando-se em cima de sua excitação já completamente rígida. – E muito menos roupas. — diz, entre gemidos causados pela excitação.

– Eu quero você rápido e forte. — Bella começa a desabotoar a camisa de Edward beijando cada centímetro da pele descoberta.

– Quero monta-lo e você vai dominar cada movimento meu, porque quero te sentir bem fundo dentro de mim, e quando eu chegar ao meu ápice vou gritar o seu nome, e dizer o quanto te amo, eu desejo isso Edward, porque estou a ponto de explodir. — Edward tomado pelo mesmo desespero de excitação de Bella a toma do jeito que ela havia pedido, para ele era novo ter alguém naquela posição, mas extremamente prazeroso, a dominava, e sentia prazer com cada grito dado por Bella em todas as vezes que ele estocava dentro dela. Isabella era a sua felicidade, o anjo que o curou das marcas profundas do seu passado, e esse anjo estava ameaçado pela presença de Lisbeth, Edward sabia que sua tia não iria desistir de fazê-lo sofrer.

– Ainda me sinto tão quente, mesmo depois de termos feito amor por tantas vezes esta noite. — Bella diz enquanto ainda continua com o corpo conectado ao dele.

Edward não responde apenas a vira colocando-a na cama refazendo todos os movimentos do ato sexual, odiava lembrar que Lisbeth ainda estava solta, e odiava o sentimento de impotência que lhe acometia todas as vezes que pensava na segurança de Isabella e seu filho. Tentando não pensar no pior ele apenas se concentra no corpo e no prazer do seu cisne.

– No que está pensando? — Bella pergunta, permanecendo abraçada ao corpo quente, haviam feito amor por duas vezes consecutivas e em todas elas notou que Edward parecia tenso, e ao mesmo tempo intenso em seus movimentos, de certa forma lhe parecia uma despedida, ela apertou ainda mais os braços em volta dele.

– Em como gostei de vê-la dançar hoje à noite. — responde com a voz rouca, Bella sabia que ele estava mentindo ou talvez omitindo seus reais pensamentos, tinha certeza que devia ser algo relacionado à Lisbeth, mas resolveu deixar pra lá.

– Era algo que eu não fazia há muito tempo, mas dessa vez eu fiz por prazer e não por uma obrigação. — Ela responde, e Edward a olha interrogativamente.

– O que? Dançar para divertir bêbados não estava em meu relatório? — Bella pergunta divertida, queria provoca-lo, e tirar sua mente do assunto Lisbeth.

– Sabe que não gosto de saber que outros homens olharam para o seu corpo, sou possessivo quando o assunto é você Isabella. Então acho melhor você ir dormir antes que eu me torne um neandertal, o que com certeza não a agradaria.

– Gosto do seu lado primitivo desde que seja durante o sexo. — Bella tenta brincar, e nota que estava dando certo, ele parecia estar relaxando. – Mas no momento vou aceitar seu conselho, e ir dormir. Ela o beija mais uma vez desejando-lhe boa noite, então se aconchega nos travesseiros ainda o encarando.

– Boa noite anjo. — Edward acaricia o rosto do seu cisne e pega seu laptop.

– Você não vem dormir?

– Responderei alguns emails para ficar livre para você amanhã.

– Oh isso é maravilhoso. Bella da um sorriso de satisfação. – E Edward nós ficaremos bem. — diz tentando passar confiança.

Ele sabia que estava sonhando, mas não conseguia acordar, era como um filme de terror passando diante dos seus olhos

Bella chegou à livraria com um sorriso demonstrando toda a sua felicidade, tinha passado mais uma noite magnífica nos braços de Edward, parece até que depois da gravidez o sexo tinha ficado ainda melhor, ou talvez ela estivesse ainda mais viciada em Edward.

– Bom dia Bella, chegou algo para você. — Jessica entregou um lindo ramalhete de flores vermelhas. – Aposto que isso vai aumentar ainda mais esse sorriso.

– Obrigada Jessica. — ela aspira o delicioso aroma da flores e sorri já prevendo que seriam de Edward, e ele ainda havia dito que não sabia ser romântico.

Pegou o envelope também vermelho o abrindo e gelando totalmente por dentro quando leu o que estava escrito.

“Alguém deve pagar...Espero que goste de flores vermelhas tanto quanto eu, elas sempre me lembram sangue, você não acha Isabella?”

Edward estava impotente assistindo o horror nos olhos da sua Bella, enquanto lia o maldito bilhete, ela jogou as flores longe e foi se dirigindo a porta quando Lizbeth apareceu na sua frente com uma faca em punho

– Não há ninguém para protegê-la agora Isabella, e muito menos o bastardo que espera. Lisbeth se aproxima esmurrando-lhe a barriga como havia feito com Ângela, enquanto Bella não consegue se livrar dos golpes violentos, e como esperava ela começa a sangrar, sinal de que tudo estava acontecendo novamente, mas desta vez não haveria salvação para ele.

Edward acordou ofegante, tinha sido tão real, parecia mesmo que Lizbeth tinha conseguido pegar Isabella, olhou para o lado e seu cisne continuava ali dormindo tranquilamente, tentou dormir novamente, mas as imagens do pesadelo não saiam da sua cabeça, levantou-se e foi até a sala, serviu-se de uma dose de whisky, sentou-se em frente ao seu piano e tocou algumas notas, porém nem mesmo a melodia calma estava resolvendo, largou o copo e voltou para o quarto, sentou ao lado de Isabella e ficou a observando dormir, apesar de estar preocupado também estava feliz, hoje seria o grande dia, poderiam enfim ver o filho deles, ele estava tão nervoso, queria que tudo estivesse bem, em sua vida foram tão poucas as alegrias que tinha medo que tudo isso não passasse de um sonho, deitou-se e a abraçou sentindo seu perfume de morangos, nada poderia comparar-se a isso, ter seu cisne ao alcance de suas mãos era o mais perto do paraíso que alguma vez pensou alcançar, beijou seu pescoço confirmando que ela estava aqui ao seu lado, quando ia beijar seus lábios e acordá-la da melhor forma que podia imaginar seu telefone tocou, Edward amaldiçoou por entre os dentes, quem seria àquela hora da manhã? Havia proibido a todos de o incomodarem, hoje não iria trabalhar, e seja quem fosse ao telefone teria que ter uma explicação muito boa para perturbá-lo.

Ele levantou-se, não queria acordar Isabella, pelo menos não deste jeito, quando chegou à sala atendeu ao telefone que não parava de tocar a pessoa era persistente ou não tinha amor à vida.

– Seja quem for saiba que está demitido – disse assim que atendeu ao telefone

– Você não pode me demitir irmãozinho, quem mais iria aguentar seu mau humor? – Emmet respondeu sorrindo, sabia que tinha se arriscado ao ligar para Edward logo hoje, mas havia problemas na empresa que só ele poderia resolver

– Fale logo Emmet e se não for um caso de vida ou morte, saiba que sua esposa e a nossa mãe estarão preparando seu enterro.

– Calma irmãozinho, é sobre aquele contrato com o sheik de Dubai, ele está aqui em Seattle, mas ficará somente hoje – explicou Emmet

– Mande algum dos incompetentes que eu pago, eu avisei que hoje não iria trabalhar, quero passar o dia com Isabella – disse raivoso.

– Eu tentei Edward, mas o homem foi enfático que só negociaria o contrato com você – Emmet tentou convencê-lo.

– Mande esse Sheik enfiar o contrato onde o sol não bate, eu não vou sair do lado de Isabella hoje, e essa é minha última palavra – ia desligar quando sentiu seu cisne o abraçando pelas costas, imediatamente relaxou, Emmet continuava falando, mas Edward já não o escutava, toda sua atenção estava na mulher que o abraçava, mas Bella escutou já que seu irmão estava gritando no telefone, então ela pegou o aparelho de sua mão e disse

– Emmet olá é Isabella, você pode marcar com o Sheik à tarde? – perguntou, ela ficou em silencio um momento, ouvindo o que ele estava falando em seguida respondeu – Então está certo ele irá ao seu encontro – desligou e voltou a encarar Edward.

– Não há necessidade de você ficar o dia todo comigo, vamos ao médico você acompanha minha ultrassonografia, almoçamos juntos e então vai resolver seus negócios – o abraçou e beijou-o levemente nos lábios – Agora me leve para tomar café estou morrendo de fome.

Edward a pegou em seus braços fazendo com que Isabella soltasse um pequeno grito de susto, ele a carregou até o quarto a largando na cama subindo em cima dela em seguida.

– Eu também estou faminto e você será o prato principal – Edward grunhiu beijando seu pescoço com fúria, ele precisava sentir sua Isabella, seu corpo quente junto ao seu, estava morrendo de medo de que acontecesse algo ao seu precioso cisne, principalmente depois do pesadelo que o manteve acordado pelo resto da noite, não podia cogitar sua vida sem Isabella, então precisava senti-la o mais perto possível, continuou beijando-a descendo seus lábios por todo o corpo dela, a sentiu completamente entregue, seu corpo ondulava procurando pelo dele, neste momento Edward queria entregar sua alma no ato de amor, não seria dominação, seria um homem totalmente apaixonado dando seu corpo à mulher amada.

Ele deu um beijo em Isabella cheio de paixão, ele queria despi-la, lamber cada centímetro do seu corpo, e colocar sua marca sobre ela. Possuir Isabella estava se tornando necessário, mas não queria apenas fazer amor com ela, ele queria marca-la como sua pra sempre. Com uma posse ousada, Edward consumiu sua boca, chupando o lábio inferior carnudo, exigindo uma resposta.

Deus, ele a queria! Seu pênis estava duro como uma rocha! Com um grunhido, ele levou sua ereção diretamente à vagina de seu cisne, que quase entrou em colapso em seus braços, Isabella gemeu quando sentiu toda a potência do seu Mestre entrando nela. Recusando-se a terminar o beijo Edward mordeu os lábios, lambendo os cantos, fazendo-a se aproximar e pedir mais. Tomando-lhe os pulsos, ele prendeu-os imóveis por cima da sua cabeça.

– Eu preciso amar você Isabella – disse empurrando mais profundamente no corpo dela

– Então me ame, tome tudo de mim – gemeu, forçando seu corpo a mexer-se mais rápido, precisava dele, o queria o mais profundamente possível.

Eles se moviam em sincronia até que toda a paixão explodiu na forma de um delicioso orgasmo.

Ficaram abraçados esperando suas respirações acalmarem-se, Edward sentia-se realizado estar ao lado do seu cisne era a realização de todas as suas esperanças infantis, quando ainda era uma criança inocente seu sonho sempre foi encontrar alguém que o amasse como sua mãe amava seu pai, e depois de tanto sofrimento ele finalmente encontrou, perdido em suas reflexões levou um susto quando ouviu o estomago de Bella roncar, seu pobre anjo estava com fome, porém parecia que ela não tinha forças pra se mover, então cabia a ele alimentá-la, levantou-se vestiu uma calça e foi pedir a Sue que preparasse algo para Isabella comer, neste meio tempo ela nem mesmo se mexeu, realmente estava cansada, Edward voltou com a bandeja e colocou na mesinha ao lado enquanto a acordava, ele sacudiu seus ombros levemente, Bella abriu os olhos sonolentos sorrindo, quando o viu.

– Acorde Bella adormecida – disse Edward lhe dando um suave beijo na testa

– Mas que maravilha de café da manhã, foi o meu Mestre quem preparou isso para mim? – perguntou com a voz manhosa pelo sono.

– Você sabe que eu te amo mais que a minha própria vida, mas cozinhar já é demais – sorriu – Foi Sue quem preparou tudo eu só servi de garçom – falou colocando a bandeja em suas pernas.

– Então eu tenho sorte por ter um garçom tão lindo e gostoso – Bella disse dando um sorrisinho safado

– Não me provoque anjo, você está cansada, já abusamos muito esta noite e eu havia dito que iria pegar mais leve, mas simplesmente não consigo resistir a minha doce submissa.

– Edward eu estou grávida e não doente, portanto pode parar com essas ideias de pegar leve, eu amo a forma como nossos corpos se conectam, não se atreva a mudar ouviu? – sua voz estava com aquele tom, ela parecia uma gatinha brava, Deus! Como amava essa mulher

– Tudo bem meu anjo, mas agora nós não podemos fazer mais nada, sua ultrassonografia está marcada para daqui à uma hora, então tome seu café e eu vou tomar um banho e depois você vai se arrumar — ele lhe fez um carinho e ia tomar seu banho, quando Isabella o puxou e lhe deu num beijo cheio de significados, Edward correspondeu com ardor, mas logo se desvencilhou das mãos quentes, e se afastou, Bella fez um biquinho de contrariedade porém se distraiu quando começou a comer a salada de frutas com creme que Sue havia preparado pra ela, saiu sorrindo e foi para o banho, pensando que esta gravidez estava muito divertida

Tomou banho rapidamente e foi diretamente para o closet sem passar perto de onde estava Isabella, pois sua gatinha estava muito fogosa e ele não conseguia resistir, então era melhor evitar, vestiu-se com dos seus ternos, porque, mesmo não querendo teria que deixar seu cisne e ir resolver o maldito contrato com o Sheik.

Estava arrumando a gravata quando, Bella aproximou-se por trás e o abraçou

– Já disse que você fica muito gostoso de terno? Hummm e esse perfume me deixa completamente louca – falou, beijando seu pescoço

– Você está muito saidinha dona Isabella – virou-se de frente para ela e a beijou, quando o beijo estava saindo de controle afastou-se

– Volte aqui Edward estou com desejo e não se pode deixar uma mulher grávida assim – Isabella falou tentando despi-lo

Afastou-se dela e lhe deu uma tapa no traseiro

– Vá tomar o seu banho ou vamos nos atrasar para ver o nosso bebe – Bella deu um pulo e foi direto para o banho, gritando em seguida.

– Mas não esqueça que está me devendo Edward e eu vou cobrar – ela fechou a porta e ele pode ouvir o barulho do chuveiro, sim! Definitivamente ele iria amar ter Isabella com os hormônios em fúria, terminou de se arrumar, quando estava pegando as chaves do carro ouviu o chuveiro ser desligado, então um farfalhar de tecido e Bella apareceu, com um vestido curto verde, e solto na barriga, ela estava simplesmente linda, nunca se cansaria de ver o seu anjo ou de tê-la ao seu lado, aproximou-se dando-lhe um beijo na testa e pegou sua mão

– Vamos anjo, vamos ver o nosso anjinho – falou sorrindo
Saíram e foram em direção ao Auston Martin estacionado, Bella estranhou por não estarem indo com Peter e perguntou

– Porque não estamos indo com a limusine e onde estão os seguranças?

– Calma meu amor, eu vou dirigir pois tenho que ir para a empresa e depois que almoçarmos peço para o Peter e Frank virem pegar você e a levar para onde quiser. — Ele lhe deu um beijo e abriu à porta do carro, Isabella entrou, mas ainda não estava tranquila se ela ficaria com Frank e consequentemente com a melhor equipe de seguranças, quem protegeria Edward?

– E o senhor pode me dizer quem fará a sua segurança? Aquela louca ainda está solta e você não pode andar por aí desprotegido – Bella estava ficando furiosa, porque Edward não se preocupava com a própria segurança? Ele não entendia que se algo acontecesse a ele, ela não conseguiria sobreviver?

Edward ligou o carro e começou a sair da garagem, entendia a preocupação que ela estava sentindo, era a mesma que a dele, porém eles não poderiam viver com medo, e não deixaria que Lizbeth o dominasse, não novamente, sim! Tinha medo, mas, não deixaria esse temor controlar a sua vida, além disso sabia o modus operandi daquela cadela, ela não viria por ele, não, Lizbeth gostava de atacar os mais fracos, por isso Isabella precisava ser protegida.

– O fato de você não se proteger me deixa irritada. – odiava quando seu mestre entrava no modo super protetor com ela e deixava de lado a própria segurança

– Eu não sou o alvo de Lizbeth Bella, não diretamente, ela quer você para me destruir. — ela gela por dentro ao escutar as palavras de Edward, nunca aceitaria perde-lo, não viveria se ele não vivesse.

– Isso nunca vai acontecer, como te disse antes, ela me pegou desprevenida, mas agora ela é quem deve temer, porque eu não hesitarei em lhe meter uma bala no meio da testa. — Edward olha para seu doce cisne, não conseguia imaginar Isabella com uma arma na mão muito menos atirando em alguém, ela era muito doce para isso.

– Não imagino você empunhando uma arma. — Edward não gosta nada da ideia.

– Você não imagina as coisas que tive que fazer quando vivia no buraco onde cresci, eu me protegia. — ela se lembra da quantidade de vezes em que teve de se defender de bêbados e de outros perigos que sempre a rondavam antes de ter encontrado Alice e sua mãe. – Atirei algumas vezes, serio que você não leu isso em meu relatório?

– Sim eu li Isabella, mas abstraí isso da minha mente, além do mais não terá nenhuma necessidade de defender-se sozinha, eu sempre a protegerei. — Edward lhe segura a mão e a beija.

– Em contra partida eu o protegerei, e repito que não hesitarei em matar Lisbeth se ela se aproximar de você. — Isabella parecia mudada, estava mais confiante será que isso se devia a convivência com ele?

– Ela não se aproximará, estamos protegidos por uma grande equipe de seguranças. — Edward diz enquanto estaciona o carro.

– Eu estou protegida pelos seguranças, acha que não sei que anda sozinho sem nenhuma proteção? — Frank havia lhe confidenciado várias coisas sobre as ordens de Edward.

– Isabella, já falamos sobre isso. — Edward retira o cinto de segurança e a encara enquanto ela faz o mesmo.

– Eu quero que seja protegido. — diz subindo no colo de Edward surpreendo-o.

– Quero que ande cheio de seguranças assim como eu, me prometa isso Edward, porque eu não posso viver sem você. Bella coloca as duas mãos no rosto dele.

– Você não vai ter que viver sem mim anjo. — Ele beija os lábios rosados de Bella que corresponde.

– Me prometa. — pede depois que ele lhe solta os lábios.

– Prometo que ficarei com um segurança e isso já é o suficiente. — Bella sabia que não adiantaria discutir, não quando ela não podia lhe tirar a roupa e exigir que ele lhe prometesse enquanto faziam amor.

– Quanto tempo ainda temos para a consulta? — Ela alisa a gravata cinza desejando tira-la, assim como todo o resto das roupas dele.

– Sei o que deseja Isabella, mas sinto dizer que temos apenas quinze minutos para chegar ao trigésimo andar.

– Oh droga. — ela sai do colo de Edward ajeitando o vestido para sair do carro. – Vai ficar me devendo uma foda Sr. Cullen. – disse rindo cheia de malícia

– Acho que podemos usar o banheiro do restaurante que vamos almoçar para matar o seu desejo, afinal eu não posso deixar uma mulher grávida com vontade. — Ele sorri sedutoramente fazendo-a quase derreter.

– Vou cobrar. — Bella sai do carro e logo é rodeada por vários seguranças.

– Bella eu sei que está preocupada, mas eu tenho tudo sob controle, então fique tranquila, se concentre no nosso bebê ok? – olhou para ela e sorriu, Isabella não resistiu e retribuiu, não conseguia resistir ao seu Mestre, todas as suas preocupações foram esquecidas e somente a felicidade tomava conta dos seus pensamentos

Chegaram ao hospital e foram diretamente a ala reservada aos exames, Edward parecia nervoso, Isabella sabia que ele estava tão ansioso quanto ela, então pegou sua mão a apertando levemente.

– Está nervoso? — pergunta, ela estava gelada e cheia de borboletas no estomago.

– Ansioso. — Edward responde, e Bella dá a ele um sorriso e em seguida um beijo apaixonado.

Assim que entram no consultório ela faz o que a médica pede, trocando seu vestido por uma bata, deita-se na maca e o exame começa, ela foi explicando que o líquido amniótico parecia estar normal, então moveu o aparelho pela barriga de Isabella, de repente a médica parou e parecia estar procurando alguma coisa, a expressão que ela tinha deixou Bella e Edward apreensivos será que tinha algo errado com o filho deles?

– Parece que vocês vão ter uma surpresa – disse ela, Edward e Bella se entreolharam.

– Está tudo bem? – ambos perguntaram

– Sim tudo muito bem, na verdade eu acredito que vocês ficarão muito felizes – os dois continuavam temerosos mas, ao ver a expressão de alegria da médica suspiraram aliviados, Edward porém, não aguentava mais todo esse suspense e perguntou:

– Diga logo o que está acontecendo – Isabella olhou para ele, o repreendendo, então ele acrescentou – Por favor.

– Eu entendo sua ansiedade Senhor Cullen, mas como disse antes é uma boa noticia, vocês não terão um bebe – a médica parou de falar olhando novamente para o monitor – São dois – ela mexeu mais um pouco no visualizador e confirmou – Sim, com certeza serão gêmeos.

Edward deu um pulo da cadeira, onde estava sentado, e andou de um lado para o outro na sala, passando as mãos pelo cabelo, claro sinal de nervosismo, Bella ficou apreensiva, será que seu Mestre não gostou da notícia? Ela estava tão feliz! Seriam duas criaturinhas, parte sua e de Edward, a prova do amor deles, já estava quase chorando, quando Edward se aproximou dela e a beijou, seus olhos estavam cheios de lágrimas mal contidas, ele se ajoelhou.

– Obrigado meu anjo, eu nunca pensei que poderia ser mais feliz, mas você trouxe de uma vez só toda a felicidade que pensei ser impossível para alguém como eu – a abraçou apertado deixando que as lágrimas lavassem sua alma, a médica percebendo o momento importante que o casal estava passando, saiu da sala os deixando sozinhos.

Depois da emoção passada Edward fez questão de ligar para os pais e para Emmet para avisar dos bebês, a família Cullen ficou em êxtase pelos pequenos que em breve nasceriam por isso Esme decide dar um jantar em sua casa em comemoração, e Bella liga para Alice que grita de felicidade.

Com as imagens de seus pequenos em mãos, e com varias receitas de vitaminas Bella e Edward vão até o restaurante que ficava no mesmo prédio para almoçarem juntos.

– Eles ainda são tão pequenos, parecem tão frágeis. — Edward comenta assim que Bella termina de fazer seu pedido.

– Sim, não vejo a hora de saber o sexo dos dois, apesar de achar que são dois meninos idênticos a você. — Bella sorri e passa a mão no ventre. – Obrigada por me proporcionar tamanha felicidade Edward, eu nunca pensei que um dia fosse ser mãe, não que eu não quisesse, mas sempre pensei que nunca encontraria o homem perfeito para essa tarefa, até que conheci um homem arrogante e extremamente lindo, então eu pude enfim sonhar em começar uma família com você.

– É você que não tem ideia do quanto esta me proporcionando Isabella, sempre achei que não encontraria essa felicidade, antes de você aparecer na minha vida eu tinha apenas submissas dispostas a foder sem nada cobrar, mas agora sei o que é a verdadeira felicidade, eu tenho uma segunda chance para realmente ter o que não tive, a minha família.

Bella se esquece completamente das pessoas presentes, levanta-se de sua cadeira e senta-se no colo de Edward beijando-lhe enquanto derrama varias lagrimas de emoção, sabia que seu mestre agora havia descoberto o verdadeiro sentido de ser pai, ele teria uma família só sua agora, e os dois esqueceriam o passado atormentador e dariam lugar ao futuro com os filhos que logo chegariam.

– Eu te amo, ou melhor, nós te amamos. — Bella limpa as lagrimas e o beija de leve percebendo que a comida já estava sendo servida ela volta para o seu lugar.

Os dois começam a degustar a refeição servida e começam uma conversa amena sobre o quarto do bebê, Bella queria uma decoração simples, enquanto Edward apenas concordava e lhe oferecia acompanha-la nas compras, Bella riu com o pensamento do poderoso Edward Cullen comprando em lojas de bebes.

– O que? Não é meu dever de pai?

– Você consegue me fazer ainda mais feliz com esses gestos, mas sei exatamente como compensa-lo depois. — Bella coloca uma das mãos na perna de Edward para provoca-lo.

– Isabella. — Ele adverte sua fogosa submissa.

– Não foi você que me prometeu sexo no banheiro? — ela continua acariciá-lo, e quando ia com a mão até o membro de Edward o garçom chega até a mesa perguntando-lhes se desejam sobremesa, fazendo Bella afastar as mãos de Edward.

– Me diga, por favor, que vocês têm bolo de chocolate com morangos e creme? — ela estava com água na boca só de pensar neste doce, enquanto Edward pede apenas um café bem forte para suportar sua reunião com o sheik e aguentar ficar longe de Isabella.

– O que foi? — Bella pergunta enquanto se delicia com o doce, Edward apenas ri com a maneira que ela come, parecia mais uma criança. – Estou gorda não é? È claro que estou, tenho comido tanto. — Ela solta o garfo olhando para seu corpo que parecia estranho.

– Você está perfeita cisne, isso eu posso garantir. — Edward diz, mas Bella continua sem comer o resto do seu bolo. – Você sente vontade de comer porque os nossos filhos precisam, então continue a comer, aos meus olhos você sempre será a mais linda mulher em todo o mundo. – Ele ia falar mais alguma coisa mas o telefone tocou, era o detetive com novidades a respeito da família de Isabella.

– O que aconteceu? — Bella pergunta ao notar o semblante perturbado de Edward.

– Eram notícias sobre sua avó. — diz e Bella fica na expectativa. – Ela esta no hospital do meu pai.

– Então eu vou até lá, preciso confronta-la. — Bella anuncia.

– Isso não é tudo. Edward fala e continua. – Ao que parece o doutorzinho é seu primo. — Aquela notícia fez com que Bella soltasse os talheres.

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Edward deixou Bella com Peter e Frank, dando instruções precisas ao segundo para que ele e seus homens não se afastassem de Isabella, sua vontade era ter ficado com ela, mas tinha que resolver o problema com o sheik, Emmett não parava de ligar, por insistência de Isabella estava acompanhado com um dos homens de Frank, ele não o conhecia, parecia ser competente, entraram no seu carro e George foi dirigindo, Edward não gostava que ninguém dirigisse seu precioso Auston Martin, mas Isabella havia insistido, disse que estava com um mau pressentimento e que seria melhor se um profissional dirigisse no caso de algo acontecer, então ele não teve opção, resolveu se concentrar nos documentos que tinha que ler antes do seu encontro com o sheik, de repente o carro parou bruscamente, um furgão preto estava bloqueando o caminho, Edward ia perguntar o que havia acontecido, quando sentiu a porta ao seu lado ser aberta e um homem mascarado o puxou com violência, tentou lutar mas o outro era muito mais forte e prendeu seus braços não lhe dando opção de fuga.
Foi retirado do carro e pode ver que estava cercado, havia mais quatro homens além do que o tinha retirado do carro, então um deles que parecia ser o líder tirou a máscara e imediatamente Edward o reconheceu, era Caius o amante e cúmplice de Lizbeth

– Ora, ora se não é o pequeno Edward – disse debochado, passou uma mão pelo rosto dele, Edward tentou se esquivar mas, estava impossibilitado e não conseguiu, sentiu a bile subir por sua garganta quando sentiu a mão daquele ser odioso em sua pele, muitos dos traumas que ele ainda levava foram causados por este homem, lembrava-se com clareza da primeira vez em que seu corpo infantil foi violentamente estuprado por este monstro.

– Me largue, por que você não me enfrenta sozinho? – Edward tentava se libertar, não era mais uma criança indefesa, iria lutar até o fim.

– Não querido Edward eu vou lhe manter preso, e nós vamos relembrar os velhos tempos. Caius tocou mais uma vez o rosto de Edward.

– Coloquem ele no carro – disse aos homens que o seguravam, em seguida se virou para o guarda costas de Edward que estava parado perto do furgão e disse. – Muito bom trabalho George, aqui está sua recompensa – colocou a mão no bolso interno do casaco que usava e puxou uma pistola, apontou para o traidor e lhe deu um tiro certeiro no meio da testa, o homem caiu morto, Caius passou por cima do corpo e entrou no carro.

Edward já estava sentado no carro, em sua cabeça um capuz o impedia de ver o que ocorria ao seu redor, até que sentiu mãos femininas o acariciarem, tentou se esquivar mas estava com as mãos amarradas, não deixaria que a puta da Lizbeth o tocasse, nunca mais! Então o capuz que o impedia de ver foi retirado e ele teve uma surpresa quem estava o acariciando não era Lizbeth, mas sim Ashley,

– O que você está fazendo aqui Ashley?

– Meu amor, eu estou aqui para salvá-lo, sua tia Lizbeth me procurou e me disse o quanto você estava sofrendo com a vagabunda da Isabella, ela me disse que a talzinha engravidou só para prendê-lo, que por sua vontade ela se livraria da coisa que carregava na barriga, e que em seguida você planejava larga-la, mas Isabella não aceitou e está o chantageando – seus olhos estavam vidrados como se estivesse drogada, ela não parecia nem um pouco lúcida, Edward tentou argumentar.

– Por favor Ashley, tudo isso é mentira, Lizbeth mentiu pra você, ela quer usa-la, você me entende?

– Não Edward você que está enganado, Isabella está mentindo, ela só se interessa pelo seu dinheiro, então eu e sua tia vamos salvá-lo e quando Lizbeth conseguir que Isabella desapareça, você poderá ficar comigo e nós seremos felizes, eu posso lhe dar filhos se isso for o que quer, tudo o que você quiser eu posso fazer muito melhor do que aquela sonsa da Isabella – Ele estava cada vez mais espantado, Ashley estava completamente louca, não adiantava nada argumentar com ela, então se calou e esperou, não se entregaria sem lutar, o que o consolava era saber que Isabella e seus filhos estavam seguros
Finalmente chegaram a um galpão abandonado que estava localizado em um lugar ermo, e sem sinal algum, de civilização.

Edward foi empurrado para fora do carro, Ashley desceu logo em seguida enlaçando seu braço no dele, como se eles estivessem entrando em algum evento social, e não no lugar onde ele tinha certeza que iria ser torturado, entraram no galpão e foram cercados por mais homens e Lizbeth estava entre eles, sorrindo com prazer.

– Meu querido sobrinho – se aproximou e tocou seu rosto – Senti tanto a sua falta – Edward tentou se afastar, mas os homens o seguraram firmemente
Ashley continuava estoica ao seu lado, Lizbeth se afastou um pouco e sem que ele tivesse tempo de reagir ela deu um tiro certeiro no peito de Ashley, ela caiu no chão e logo se formou uma poça de sangue em torno do ferimento, sua ex submissa arquejava a procura de ar, Edward tentou se aproximar dela mas foi impedido, então ele viu aquela garota que um dia foi cheia de vida exalar seu último suspiro.

– Sua louca – gritou encarando Lizbeth – Porque você fez isso?

– Para que você se lembre do que acontece com as mulheres que se atrevem a se envolver com o que é meu – ela disse e com a ajuda de Caius o empurrou para dentro de um quarto escuro, fechou a porta de repente, deixando-o preso em seu interior.

Ele lançou-se repetidamente contra a porta, como um animal enlouquecido. Com a força com que a golpeava, assombrava-lhe que não a rompesse. —Não podes escapar daí, Edward. Então pare de lutar e vamos reviver o passado – Lizbeth disse dando uma gargalhada demoníaca no final
Mesmo com essas palavras, ele continuou golpeando contra a porta e deixou escapar um uivo tão feroz que fez com que Lizbeth se arrepiasse. Oh, definitivamente a mataria agora mesmo se pudesse libertar-se.
Através de uma janela que permitia que o visse dentro do quarto, ela entrecerrou os olhos, cruzou os braços sobre o peito e lhe dedicou um olhar sarcástico. —Como disse, sou tua proprietária. Agora se sente aí e passe fome até que esteja preparada para te alimentar. – dizendo isso ela puxou uma espécie de cortina que escureceu tudo ao seu redor então ele ficou sozinho em uma pequena e escura sala. Não havia móveis, nem janelas…
Nem sequer havia luz.
Se sentiu de novo igual a um menino na prisão. Girou, procurando os ratos que estavam acostumados a lhe morder. Escutando o som de suas pequenas patinhas arrastando-se.
—Lizbeth! —gritou. —Me deixe sair! Estou assustado. Essas palavras ficaram presas em sua garganta. Novamente era uma criança, sem poder defender-se, morrendo de fome e frio, longe de qualquer humanidade

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Enquanto estava na limusine acompanhada de Peter e os seguranças Bella sentiu um forte pressentimento de que algo ruim havia acontecido, algo parecia errado, no entanto julgou ser pelo fato de estar indo confrontar o seu passado, aquele que por anos tentou esquecer.

Não demorou muito para chegar até o hospital, Edward havia insistido muito para acompanha-la, o que Bella acreditava ser por ciúmes. Depois de muita conversa e promessas de que não ficaria perto de Louis Bella conseguiu convencê-lo a ir para o seu encontro de negócios, enquanto ela iria ao hospital.

– Frank eu posso ir sozinha daqui. — Bella avisa ao segurança que estava quase que grudado nela.

– Tenho ordens explicitas do Sr. Cullen em acompanha-la para onde for, e garantir que o Doutor Louis não passe dos limites estabelecidos pelo Sr. Cullen. — Frank avisa deixando Isabella irritada, ela estava prestes a argumentar com seu segurança ou melhor ligar para Edward, mas ouviu uma voz conhecida lhe chamar.

– Bella! — Louis chama a atenção dela, ele estava saindo de um dos quartos de seus pacientes.

– Louis. — Bella simplesmente vai abraça-lo, ela agora se lembrava do pequeno garoto loiro que lhe levava bonecas de presente, e que dizia que tudo ficaria bem, que não iria abandona-la e de certa forma nunca a abandonou.

– Senti falta dos nossos cafés noturnos. — Louis também abraça Bella, mas nota que ela chora. – Ei Bella o que houve? Porque chora? Não me diga que brigou com o Cullen? – Frank se aproximou mais ficando entre eles e pede

– Se afaste Sr. Por favor – pediu ele afastando Louis de Isabella, ela porém não deixou que Frank a afastasse de Louis

– Pode deixar Frank eu me entendo com Edward depois – ele ia retrucar mas Isabella fez um sinal para que se calasse, Frank então resolveu se calar e fazer o que ela estava dizendo, se afastou para que os dois pudessem conversar mas, ficou os observando.

– Meu Deus! O que foi isso Bella? Parece que eu faria algum mal a você, não entendi porque tudo isso – disse Louis espantado.

– Não ligue para isso Louis, ele está só cumprindo ordens do paranoico do meu namorado – ela falou se aproximando dele

– Louis olhe nos meus olhos, e tente lembrar-se de onde realmente nos conhecemos. — Bella espera que ele a reconheça.

Já Louis no começo não entende o que ela queria dizer, mas ao olha-la dentro dos olhos chocolates lembra-se de sua infância, e da garotinha vestida em roupas velhas, que vivia com os pés descalços, a mesma menina para quem levava bonecas e roupas, a mesma que estava sempre com sua tia, a quem seu pai ajudava sempre com mantimentos e outras coisas que as duas necessitavam, ele se surpreende e é a vez dele lhe puxar para um abraço, dessa vez de primos.

Eles conversam um pouco mais na cafeteria do hospital, Louis lhe conta que sempre se lembrava daquela menina com a qual brincava quando criança, que sentiu muito a sua falta, depois eles conversam sobre o resto da sua família, na verdade não eram muitos pois Louis só tinha uma meia irmã, filha da sua mãe com seu segundo marido, e sua avó, aliás avó de ambos, ele conta para Isabella que a avó estava com câncer terminal e não tinha muito tempo de vida por isso ele se empenhou tanto em encontrar essa outra neta que a avó tanto falava.

Depois de conversarem mais um pouco Isabella decidiu que já era hora de encontrar-se com a avó, então respirou fundo e pediu que Louis a levasse até ela. Bella entrou sozinha no quarto em que a mulher que havia destruído a vida de sua mãe estava, o mesmo estava pouco iluminado, olhou para as lindas flores que ficavam na mesa e tinha a certeza de que devia ser obra de Louis, ele fazia o tipo de homem romântico e atencioso. A TV estava ligada transmitindo um programa qualquer, Bella olha para a senhora de cabelos brancos deitada naquela cama de hospital, ligada a aparelhos, notou que sua avó estava muito mal, levando em consideração a sua magreza e sua palidez, por um instante sentiu pena daquela que tanto mal fez a sua mãe e consequentemente a ela.

Tomou coragem e se aproximou da senhora que permanecia de olhos fechados, notou a semelhança com sua mãe, o que a fez sorrir enquanto derramava uma lagrima de saudade. Renné lhe fazia tanta falta, sabia que sua mãe ficaria feliz em ver que ela estava feliz, tinha certeza de que ela aprovaria Edward, assim como a noticia de ser avó, Bella passou a mão no ventre de forma carinhosa, seu bebe seria tão amado.

De repente como se sentisse sua presença Monica Dryer abre os olhos azuis como os de Renné e encara sua visitante, a velha senhora avalia a linda mulher de cabelos castanhos que lhe lembra de Charlie, não teve duvidas de que aquela era sua neta, apesar de se parecer mais com o pai àquela morena tinha a mesma essência de sua filha.

– Você é Isabella? — Monica faz um esforço para falar, pois sua voz também já estava sumindo, ela estava definhando naquela cama de hospital.

– Sim. — Bella responde secamente.

– Deus está me dando à chance de explicar tudo a você, de reparar alguns dos meus erros, mesmo eu não merecendo.

– Realmente não merece, mas estou aqui para ouvir o porquê de tudo o que fez com minha mãe.

– Você é tão parecida com ela, não fisicamente. — Monica diz e continua. – Digo você é tão forte e destemida como ela era, você exala força e ao mesmo tempo doçura, é tão linda quanto sua mãe.

– Não estou aqui para que admire a beleza de minha mãe ou a minha, quero ouvir a verdade. — não quer nenhuma ligação com aquela senhora, não quando sabe que ela foi a responsável mesmo que indiretamente pela morte de sua amada mãe.

– Entendo sua raiva Isabella, não fui uma boa mãe e muito menos avó.

– Deixou isso muito claro quando foi ao sepultamente de minha mãe e destilou seu ódio dela em mim, por isso não vim aqui achando que a senhora se arrependeu e quer nos pedir perdão, vim para saber o porquê de tanto ódio, por isso seja direta. – Até mesmo Bella se assusta com o tom que usou para falar, parecia que estava ficando cada vez mais parecida com Edward, estava aprendendo a ser tão arrogante e presunçosa quanto ele.

– Quando Renne ainda era adolescente, eu fiz certo acordo de casa-la com um homem a quem eu devia favores, mas sua mãe sempre foi livre e teimosa demais, ela nunca fazia o que eu queria e é claro tinha o apoio do meu falecido marido que nunca tomou conhecimento de tudo o que ocorreu, ele morreu quando sua mãe tinha 16 anos, foi ai que ela conheceu Charlie, o homem misterioso que chegou a Forks, ninguém conhecia seu passado e por isso todos o temiam afinal é isso que acontece em cidades pequenas. — Monica toma fôlego e continua sua historia. — Ele vivia de forma humilde que não desconfiei que ele poderia ser pertencente a uma família ligada a realeza da Inglaterra.

– Então achando que ele não tinha onde cair morto você os afastou. — Bella não deixa que ela continue, sabia que sua avó era má, mas não pensava que pudesse ser tanto, afinal que tipo de mãe vende sua própria filha filha?

– Eu prometi a Peterson que os afastaria, mas não sabia que sua mãe estava grávida, não imaginava que o romance dos dois fosse tão sério.

– Então a mandou para uma clinica para que realizasse um aborto. — Novamente Bella corta a avó, estava cada vez mais enojada com toda historia.

– E mostrei a Charlie fotos falsas de Renne acompanhada por Peterson, disse a ele que Renne namorava Peterson desde a adolescência e que o houve entre os dois era apenas uma vingança de Renné pois, ela queria que Peterson sentisse ciúmes dela.

– Porque vendeu a sua própria filha Monica? Porque causou tanto mal? — Bella pergunta com as lagrimas correndo por seu rosto, enquanto Monica tenta sentar-se para lhe contar o motivo.

– Antes de Renne nascer eu passei por turbulências em meu casamento, então conheci um homem, ele era apenas um viajante e nós tivemos um caso passageiro, então foi ai que engravidei do pai de Louis, nessa época eu quase enlouqueci, então com medo do que poderia acontecer comigo disse que o filho era do meu marido, ele ficou tão feliz em saber que seria pai, enquanto eu carregava a culpa de ter sido infiel, eu não podia contar a verdade, ele teria me abandonado e ninguém da minha família me aceitaria, não uma adultera. — É a vez de Monica chorar por seus erros.

– Ainda não entendo o fato de ter vendido sua filha. — Bella está cada vez mais confusa.

– Eu tinha um amigo, dono do hotel em que tínhamos nossos encontros, e ele ameaçou contar a verdade ao meu marido, a não ser que eu fizesse o que ele queria, e eu em minha vergonha não tive como recusar fiquei devendo a ele um grande favor, então logo depois Renne nasceu e ele disse que a queria como sua esposa, eu não tive escolha Isabella, não naquela época enquanto eu tinha que proteger os meus filhos, eu não podia deixa-los na miséria.

– Então foi egoísta o suficiente para escolher a sua felicidade ao invés da de sua filha, ia casa-la com um homem que com certeza tinha o dobro da sua idade, a tirou dos braços de quem a amava, arrancou dela a felicidade, então devo lhe dar meus parabéns porque conseguiu o que queria, sua filha se vendia todos os dias para que pudéssemos sobreviver, você deve se orgulhar disso então. — Bella diz acidamente.

– Eu nunca desejei nenhum mal a Renné, eu a amava. — Monica tenta se defender.

– Que jeito mais estranho de demonstrar amor, você acabou com todas as chances que tínhamos de ter uma família, você sequer tem ideia do que passamos? Às vezes, em que ela chegava em casa tão drogada que mal podia tomar banho, as vezes em que eu tive que cuidar dela mesmo não tendo idade suficiente para isso, e as lagrimas que ela derramou por achar que meu pai havia nos abandonado? Enquanto você devia estar em sua casa usufruindo da sua felicidade.

– Eu nunca fui feliz Isabella, sei que fui egoísta e que devia ter feito à coisa certa desde o inicio, eu fui mesquinha e cruel, mas eu tentei achar sua mãe e quem sabe consertar as coisas, no entanto nunca consegui encontra-la e só agora descobri que ela havia mudado de sobrenome.

– Está mentindo novamente Monica, o pai de Louis ia sempre nos visitar, como poderia não saber onde estávamos?

– Ele nunca me contou a respeito das visitas, nem mesmo quando estava em seu leito de morte, e segundo Louis ele havia prometido a Renné que nunca contaria onde ela estava, não queria nenhum contato comigo.

– Então como descobriu da sua morte? Porque foi até lá e nos humilhou? — Bella perguntava num fio de voz, estava emocionada demais com suas lembranças.

– A madre que lhe acolheu conseguiu localizar meu telefone nas coisas de sua mãe e achou por bem me avisar, e quando eu soube da noticia apenas odiei vocês duas, eu tinha perdido a minha filha e você era como o fruto do erro que ela havia cometido por não ter me ouvido e ter se casado com Peterson e quem sabe ter sido feliz, eu desejei que você também tivesse o mesmo futuro que ela, apenas por ódio de não poder ter mais a minha filha, por não ter a chance de explicar a ela os meus motivos como estou lhe explicando agora.

– Felizmente eu nunca fui como ela, mesmo passando por diversas dificuldades eu nunca me prostitui como desejou, a verdade é que encontrei alguém que me ama tanto quanto eu o amo, eu encontrei a minha felicidade Monica. — Bella diz completamente satisfeita, pois era mesmo muito feliz ao lado de Edward e ainda mais agora com seus filhos.

– Aquilo foi apenas da boca para fora Isabella, eu não odiava você, sequer a conhecia, mas estou feliz que tenha encontrado seu caminho, eu só desejo que me perdoe.

– Não acho que possa perdoa-la, não nesse momento, não quando estou diante da pessoa que me privou de ter uma família como muitas vezes desejei. — Isabella diz sinceramente. – Eu finalmente conheci o meu pai, mas isso não faz o passado mudar, porem nós temos o futuro para podermos conviver e sermos felizes.

– Charlie é um bom homem. — Monica limpa suas lagrimas e novamente deita-se na cama, estava cada vez mais cansada, porem conversar com sua neta e lhe contar a verdade havia tirado um peso de suas costas. – Desejo que seja feliz Isabella, que você tenha a família que sempre desejou e que lhe foi tirada por puro egoísmo.

– Eu já tenho a minha família Monica, não que seja da sua conta, mas estou grávida do homem que amo, eu agora tenho um pai e amigos que amo, sinto a falta da minha mãe todos os dias, mas tento conviver tendo-a apenas em meus pensamentos.

– Então eu serei bisavó. — Monica sorri diante da notícia.

– Não a que meu filho merece. — Bella responde, ainda não aceitava aquela mulher como sua avó, muito menos aceitaria alguém tão ruim perto do seu filho. – Acho que essa conversa terminou, adeus Monica. — Bella vira-se e caminha para a porta.

– Espere Isabella. — ela para com a mão na maçaneta e vira-se novamente para encarar a mulher. – Naquele armário tem um baú de recordações de Renné, acho que ela gostaria que ficasse com você.

O coração de Bella se acelera enquanto ela vai pegar o baú que com certeza lhe traria boas lembranças de sua doce mãe.

– Obrigada por isso Monica. — Bella agradece e novamente segue para a porta, mas dessa vez ela para por si própria e vira-se para a mulher que chorava baixinho. – Espero que um dia possa se perdoar Monica, talvez um dia eu possa perdoa-la também. — então dá um pequeno sorriso e sai do quarto de vez deixando para trás as suas magoas.

Depois de sair do quarto Bella vai tomar um café com Louis, os dois relembram a infância e dão varias risadas juntos, mas não tocam no nome de Monica, Bella antes de entrar no quarto de hospital fora enfática ao dizer que não perdoaria a avó por tantas maldades.

Mesmo depois de terminar sua conversa com Monica. Bella ainda sentia-se cheia de agonia, por isso liga para Edward, mas a chamada é encaminhada para a caixa postal, o que para ela era a confirmação de que ele estava em sua reunião de negócios, mesmo assim opta por deixar um recado.

– Ei te liguei para contar do meu encontro com Monica, e é claro com Louis, só para você saber ele não passou dos limites ok? — ri de seu próprio comentário. – Eu sinto sua falta, que tal você ir me buscar na casa do meu pai? Estou indo ficar com ele, estou com alguns pertences da minha mãe, acho que seria bom para relembrarmos, bem você deve estar em sua reunião com o sheik, mas eu queria dizer o quanto te amo, é isso, estou te esperando ansiosamente, teremos uma noite longa Sr. Cullen. — Ela termina seu recado e pede a Peter que a leve até a casa de Charlie.

Ao chegar na casa do pai, Bella e Charlie sentam-se no grande tapete da sala e como duas crianças abrem a caixa e conversam sobre as fotos, as cartas apaixonadas e os presentes que Charlie havia dado a sua mãe.

Depois de muito conversarem e chorarem de saudades Charlie pede a governanta um lanche para Bella.

– Isso estava delicioso. — diz depois que termina de comer uma torta de chocolate ainda na casa de Charlie. – Obrigada. — Ela agradece à senhora que trabalhava por anos com seu pai.

Bella mostra seu exame de ultrassonografia arrancando mais lagrimas de Charlie, ele então queria saber mais, queria participar ativamente da vida de sua filha.

– Então há quanto tempo descobriram sobre a gravidez? — Charlie pergunta olhando direto para a filha, ele estava de certa forma irritado, seu instinto de pai protetor parece que aflorou ainda mais, mesmo sua filha não sendo mais uma criança ele sentia que precisava protegê-la.

– Assim que Edward saiu do hospital, eu tive um mal estar e daí descobrimos a gravidez.

– Eu daria um soco em Edward se não fossemos tão amigos, e se você não estivesse tão feliz minha querida. — Charlie beija as mãos da filha, estava tão eufórico com a ideia de ser pai e avó que mal havia dormido na noite anterior.

– Estou muito feliz pai, e Edward também está. — Bella diz lembrando-se do modo como Edward ficou no momento em que viram seus pequenos na tela durante o ultrassom.

– E vocês pensam em casamento?

– Está agindo como pai protetor? — Bella pergunta entre risos.

–Estou sendo antiquado não é? Desculpe-me querida. — Charlie diz preocupado, não queria aborrecer sua filha e perde-la novamente.

– É claro que não pai, é que ainda não falamos a respeito disso, mas prometo que você será o primeiro saber quando tomarmos alguma decisão.

– Obrigado Bella, não sabe o quanto está me fazendo feliz. — Charlie a abraça.

– Desculpe interromper Senhor, mas há um casal a procura da Srta. Swan. — Jasper e Alice entram na sala com uma cara nada boa, o que faz Bella levantar-se rapidamente.

– Allie? Jasper? O que aconteceu? — Bella aproxima-se dos dois.

– Bella é melhor nos sentarmos. — Alice não queria dar a noticia a sua amiga grávida, não queria correr o risco de prejudicar a saúde dos bebês, ainda mais ela estando grávida de gêmeos.

– Eu quero que me digam o que está acontecendo. — Bella levanta a voz assustando a todos, ela já sabia que era algo com Edward, e sabia que tinha a ver com aquela cadela da Lizbeth.

– Edward foi sequestrado. — Jasper é quem dá a noticia enquanto Alice lhe recrimina com o olhar.

– Eu sabia que algo estava errado. — Bella diz e vai até Jasper buscar respostas. – Foi aquela vadia não é? È claro que foi, ela entrou em contato? Exigiu alguma coisa? Diga-me de uma vez Jasper e não ouse me esconder nada. — Bella exige com a voz ameaçadora, o que para todos era algo novo, já que Bella era tão doce.

– Quando Edward se negou a ter proteção do FBI, eu instalei um pequeno dispositivo de localização no seu relógio, o que veio a calhar nesta situação, já que nós temos a localização exata de Edward, o que resta saber é se você deseja envolver o FBI nisso, já que se a agencia se envolver Lizbeth vai ser presa e pode escapar outra vez.

– E qual a outra opção que temos Jasper? – perguntou Isabella

– Eu conheço um grupo, eles são muito bem treinados, e trabalham um pouco fora das normas, seria perfeito se o que você quer é eliminar de vez Lizbeth

– O que você está esperando? Fale com esses homens eu quero Edward resgatado o mais rápido possível – disse ela, seus olhos já estavam cheios de lágrimas, não podia nem imaginar perder seu Mestre

– É necessário muito dinheiro para colocar em início a operação, esses homens exigem pelo menos 50% do dinheiro para começar qualquer coisa – disse Jasper andando com nervosismo, se ele tivesse esse dinheiro daria sem pestanejar, ele tinha tentado falar com Emmett para que esse conseguisse o dinheiro mas, ele não tinha autoridade para isso somente com a assinatura de Edward seria possível levantar este montante de dinheiro

Então Charlie se pronunciou, via o desespero da sua filha e faria todo o possível para trazer Edward de volta

– Entre em contato com esses homens Jasper se é isso o que a minha filha quer eu pago o preço que for – mal terminou de falar e Isabella se jogou em seus braços, o abraçou e em seguida se voltou para Jasper e disse

– Eu quero os melhores homens para retira-lo de lá, acertarei as contas com a vadia.

– Filha o que pensa que vai fazer? Charlie não entende o ódio de sua filha, Bella havia transformando-se em alguém que ele não conhecia.

– Acertar as contas com a vadia responsável por toda a infelicidade de Edward.

– Bella tem certeza que isso não vai fazer mal aos bebes? Querida é melhor deixar Jasper resolver tudo isso. — Alice tenta convencer à amiga, mas Bella fica com a expressão ainda mais fechada.

– É na minha família que estou pensando Alice, ninguém tente me impedir porque vou resolver essa situação de uma vez por todas.

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O inferno tinha muitos significados. Cada um tão único como o individuo que o definia. Para Edward Cullen, o inferno era a escuridão em torno dele que ressoava com os seus gritos.

Lizbeth se comprazia em torturá-lo, cada grito que soltava, cada dor que era infligida em seu corpo fazia com que a cadela soltasse urros de prazer, mas apesar do sofrimento que passava Edward estava feliz, seu filho e Isabella estavam a salvo e isso era o que importava, porém isso não diminuía a dor e a degradação daquela situação

Que humilhação! Não havia sentimento pior do que estar à mercê de alguém e não ser capaz de lutar ou mesmo se proteger. Ficar ali sem nenhuma pista sobre quando a próxima rodada de tortura iria começar.

Não ter dignidade

Nenhuma esperança de escapar

– Então já está pronto para me falar o que eu quero ouvir? é simples meu amado Edward, você só precisa dizer que eu sou a única mulher da sua vida e a tortura para

Edward desprezou o que ela disse, e simplesmente continuou calado

– Responda-me puto imundo – Lizbeth o pegou pelos cabelos cobertos de sangue, fazendo com que ele olhasse diretamente para ela

Com a mordaça apertada na sua boca ele não podia falar, não que ele fosse não daria a satisfação a esta puta sádica de ouvi-lo implorar ou gritar

– Foda-se – Edward disse, mas suas palavras eram indistinguíveis. A mordaça o impedia de falar, tudo o que fez foi disparar uma nova onda de dor por todo seu corpo

Lizbeth gritou chamando por Caius, quando ele se aproximou, disse

– Coloque-o naquele colchão e traga a droga- Caius obedeceu, em seguida eles tiraram a mordaça e o obrigaram a tomar uma pílula azul, que ele sabia se tratar de ecstasy, aquela droga deixaria seu corpo sem controle, há muito tempo atrás Lizbeth havia utilizado aquela mesma droga para o ter sob o seu comando, não podia fazer mais nada, era muito tarde, já podia sentir os efeitos iniciais da droga, seu membro endureceu-se, mesmo não querendo nada disso, chegava a hora que mais temia, o abuso de seu corpo por aquela vaca sádica, mas apesar dos efeitos do ecstasy ele lutava para livrar-se das mãos imundas que passeavam por seu corpo, a droga que lhe deram era poderosa, não podia mover-se, porém seu corpo traidor reagia aos toques, sabia que era Lizbeth, sua mente sabia disso mas seu corpo não, pareciam duas entidades independentes.

Não queria as mãos daquele mostro em seu corpo deturpando o sexo que tivera com Isabella que foi a demonstração física do que sentia por ela, sentiu quando os lábios venenosos deslizavam por seu corpo, no momento em que ela abriu suas calças tirando seu pau para fora, ele desligou-se, sua mente não estava mais conectada com o corpo que era abusado tão brutalmente pela pessoa que mais odiava.

Em sua mente ele foi para o paraíso que era e sempre seria ao lado de sua Isabella, o coração lhe esmurrava o peito enquanto colocava a cabeça dela contra o seu peito e a abraçava, se engasgou com uma onda de lágrimas. O perfume de morangos o esquentou. Nunca queria mover-se ou soltá-la.
Devo estar morto. – pensou

Mas, não se importou. Este era o único lugar no qual sempre queria estar. Abraçando-a apertadamente, mas a fantasia não durou, voltou ao pesadelo que estava vivendo quando Lizbeth lhe jogou água fria, ele deveria saber, que ela nunca o deixaria simplesmente morrer em paz, ela mesmo havia dito quando ele não passava de uma criança, Edward estava condenado e a felicidade nunca chegava aos condenados. Queria gritar quando se deu conta que não estava com Isabella, mas sim de volta ao inferno.

Agonia traidora lhe destroçou, quando se deu conta do que aquela louca estava fazendo com o seu corpo, com a última de suas forças lutou para se desvencilhar de Lizbeth, finalmente conseguiu arrastar-se para longe dela, mas isso não a deixou feliz, então ela gritou para Caius
– Pegue esse pequeno puto e o pendure na parede, já que ele não está pronto para me dar prazer com seu corpo, eu tirarei meu prazer de sua dor.

Caius colocou Edward nos ombros, e o carregou até uma parede onde estavam penduradas correntes grossas com grilhões nas pontas, ele o depositou no chão encostado na parede o prendendo e por um momento Edward pensou que o deixariam em paz, mas isso seria esperar demais da piedade de Lizbeth, ela sentia um prazer doentio em vê-lo sangrar e implorar por clemência, seu corpo foi levantado, quando Caius foi até uma alavanca e girou, seus braços ficaram esticados, a dor em seus músculos era quase insuportável, estava preso sem possibilidade de mover-se, Lizbeth então pegou um chicote e começou a açoitá-lo

Deu-lhe uma chicotada nas costas. Edward gemeu quando a dor o percorreu.

—Me pertences! —Gritou.

Apertou as correntes que o mantinham no lugar.

—Não te pertenço, Lizbeth. Já não. Não sou e ne nunca fui como você, eu tenho uma alma, eu consegui fugir da escuridão e nunca mais vou deixar que me leve de volta.

Lizbeth urrou de ódio e voltou a lhe golpear

— Então descobriu que tens sentimentos? Pois isso será a sua ruína, eu vou castiga-lo até que sua pele caia e se isso não adiantar eu vou fazer o mesmo com a sua preciosa Isabella, você é meu e não vou permitir que ninguém o tire de mim novamente. – Lizbeth parou de o golpear e se aproximou dele pegando-o pelos cabelos – Você não compreende Edward que eu sou a única que entende suas necessidades, sou a única que o ama além de qualquer coisa. – Edward riu sarcasticamente – Ama?! Você não sabe o que é o amor, ninguém que ame faz com que o outro sangre por isso, você não ama nada nem ninguém, só existe ódio e amargor, dentro do seu coração, mas eu sei Lizbeth o que é realmente amar, e esse amor me dá forças para resistir. E apesar de estar preso aqui meu coração e meu amor são livres para serem dados a quem eu desejar

Soltou-lhe o cabelo e lhe deu três chicotadas mais, depois passou as unhas dolorosamente por suas costas.

—Não há liberdade para ti, puto. Nunca.

Lizbeth levantou a mão para voltar a lhe golpear quando ouviu-se um estrondo, e Caius que estava ao seu lado caiu morto com um tiro na cabeça, antes que ela pudesse reagir foi cercada por homens mascarados apontando fuzis em sua direção, Lizbeth deixou cair o chicote e levantou as mãos, em seu rosto um sorriso cínico

– Ok! Eu me entrego – disse olhando para os seus captores, mas em seguida voltou-se para Edward que a olhava e falou – Isso ainda não acabou meu querido sobrinho – rindo foi se afastando, mas foi impedida por uma voz doce que Edward não esperava nunca mais ouvir

– Sim Lizbeth, acabou e eu vou garantir que termine essa noite – Isabella disse se aproximando, ela não olhou para o seu Mestre não poderia, pois vê-lo sofrendo a enfraqueceria e tinha contas a acertar com essa cadela, seu andar era letal, podia-se ver o ódio em seus olhos, ela fez um sinal para os homens e estes se afastaram de Lizbeth mas continuaram a apontar as armas em sua direção.

– Jared solte Edward – disse a um dos homens que acompanhavam, ainda sem olhar para Edward, Jared solto-o, Isabella pode ouvir o gemido de dor que seu Mestre deu, e seu coração se partiu, lágrimas vieram aos seus olhos, porém isso teria que esperar depois choraria por tudo o que seu amor passou nas mãos daquela louca, agora não era hora para isso, o acerto de contas começaria, Edward tentou protestar mas estava tão machucado e fraco que não resistiu e desmaiou

– Leve-o! o helicóptero está esperando – ordenou voltando-se em seguida para Lizbeth – Agora somos nós duas, cadela! – falou puxando os cabelos dela com tanta força que arrancou um pequeno chumaço deles, mas a louca não sabia quando parar e não se rendeu, tentou devolver o golpe mas foi presa por Jasper e Jared que estavam logo atrás.

Isabella aproximou-se de Lizbeth e falou no seu ouvido

– Vou ter prazer em me banhar em suas vísceras cadela, e quando eu acabar com você não passará de uma lembrança desagradável.

Notas finais
reviews? recomendações?