Senhor Do Prazer
25 Capitulo 23
Notas iniciais
Não aguentava mais aquela espera, porque ninguém lhe dizia o que estava acontecendo com Isabella? Ele queria ter ficado com ela, mas aquele doutorzinho de merda não permitiu, quem ele pensava que era? Ele não sabia com quem estava lidando, logo o informaria de uma maneira muito clara para que não ficasse de sorrisinhos com a sua mulher. Edward andava de um lado para o outro a ansiedade estava lhe corroendo e se algo grave estivesse acontecendo? Ele não sobreviveria sem seu doce cisne, quando estava indo novamente pedir informações, uma enfermeira saiu do quarto onde tinham levado Isabella, e lhe fez um sinal com as mãos para que entrasse.
Bella acordou com os mesmos sons de aparelhos e o cheiro desagradável de remédios, estava ciente de que havia desmaiado depois da notícia que Jasper deu aos dois, mas ainda não sabia o motivo, o que podia afirmar é que não sentia medo daquela mulher, a verdade é que enfrentaria ela e todos que tentassem impedi-la de estar perto do seu Mestre, se preciso fosse iria atrás dela e vingaria o que Lisbeth havia feito com seu Edward.
Abriu os olhos lentamente para que a claridade não machucasse seus olhos e procurou por seu amor, não o encontrando. Percebeu que estava deitada na mesma cama que tinha utilizado antes, olhou para os lados e viu o Dr. Louis aproximando-se e sorrindo.
– Onde está Edward? — Essa foi sua primeira pergunta, estava com medo do que seu mestre poderia fazer a respeito de Lisbeth, não queria que ele corresse nenhum risco.
– Pelo que entendi foi atender a uns telefonemas importantes, ele parecia desesperado com seu desmaio, mas o assegurei que não era nada demais, o amigo que estava com ele teve que arrasta-lo deste quarto. — Louis diz com humor, lembrando-se da cara nada feliz de Edward por ter que deixar sua Bella ao lado dele.
– Não sei bem porque desmaiei, talvez seja pelos dias em que estive sob pressão, foram tantas coisas. — Bella passa a mão pelos cabelos ainda sentindo um pouco de vertigem.
– Fizemos alguns exames para termos um diagnóstico concreto. — Louis já tem uma certa suspeita. – Você vem sentindo enjoos, tonturas e náuseas constantemente?
Bella olha para seu mais novo amigo e começa a lembrar de que estava sentindo-se assim há alguns dias, mas julgava ser pelo ambiente do hospital, pois ele sempre lhe causou pavor.
– É normal sentir isso quando não se gosta de hospital. — ela levanta-se da cama arrumando a própria roupa.
– Você pode estar grávida Bella. — Aquela constatação de Louis faz Bella arregalar os olhos de surpresa.
– Não, eu não posso estar grávida. — nega, mas começa a tremer por dentro quando percebe o que acabou de falar, o medo a consome inteira, principalmente pela possibilidade de seu amigo realmente estar certo, o que a deixa de pernas bambas imaginando qual seria a reação de Edward.
– Está menstruando normalmente? — Louis pergunta e Bella se segura na parede lembrando-se de que não havia menstruado há algum tempo, fez as contas mentalmente e sabia que estava grávida, o que a deixou ainda mais aflita e nauseada.
Bella inconscientemente tocou o ventre ainda liso e imaginou como seria o filho que teria, com certeza o bebe mais lindo se fosse parecido com o pai. Não evitou o sorriso ao imaginar um garotinho de cabelos dourados e olhos verdes, e ficou ainda mais emocionada ao imaginar como seria quando ele a chamasse de mãe.
– Levando em conta o seu silencio já sei qual a resposta. — Louis diz e continua. – Bom eu tomei a liberdade de solicitar um teste de gravidez.
– Edward sabe disso? — pergunta, ainda imaginando o rosto de seu bebe, porem ela temia pela reação de Edward, sabia de todos os seus traumas e talvez ele não recebesse essa notícia bem, isso a preocupava demais, pois não podia viver sem ele, mas também não deixaria seu filho.
– Imaginei que seria melhor termos a confirmação antes. — Bella então se vira para o amigo.
– Obrigada por não contar Louis, eu não acho que seria bom para a recuperação dele. — ela agradece ao amigo e vai abraça-lo em despedida. – Obrigada por tudo o que fez.
– Você se tornou uma grande e querida amiga Bella.
Neste instante Edward entra no quarto apressadamente louco para ficar perto de seu cisne, e depara-se com a cena dos dois abraçados, deixando-o enciumado. Bella solta-se do abraço do amigo e abre um grande sorriso para Edward que continua com o semblante frio e raivoso. Não ligando para os ciúmes de Edward Bella vai em sua direção e o beija, não se importava que Louis estivesse presente, tampouco Jasper que estava logo atrás de Edward, tudo o que importava é que nada podia fazê-la mais feliz do que ter um filho dele, tudo o que queria agora era que ele também se sentisse da mesma forma.
– Desculpe interromper, mas a enfermeira disse que podia entrar – em sua voz podia-se notar o gelo e o sarcasmo em cada palavra.
– Ó sim senhor Cullen, Isabella está bem, eu só pedi alguns exames de rotina, mas ela pode ir embora e pegar os resultados outro dia – falou indo em direção à porta piscando para ela antes de sair do quarto, esse médico de merda não devia ter amor a vida para fazer isso na sua frente, Edward cerrou os punhos controlando a vontade de socar a carinha bonita do doutorzinho até que se transformasse em uma massa disforme, voltou-se então para Isabella e disse
– Vejo que está bem então o que o doutorzinho disse que você tem? — pergunta enquanto encara Bella.
– Não foi nada de mais, acho que estive sob muita pressão nestes dias e por isso acabei desmaiando. — Bella mente.
– Ótimo porque quero sair logo deste hospital, está me dando nos nervos estar aqui. — Edward continua frio e Bella tem certeza de que ele estava apenas com ciúmes, no entanto assim que os dois entrassem naquele carro ela mostraria que pertencia somente a ele. — Vamos embora – disse sem esperar por ela, precisava sair logo daquele lugar antes que cometesse alguma loucura, Isabella teve que correr para alcança-lo, em seu rosto havia confusão e um certo ar de felicidade, será que era porque eles estavam juntos? Ou seria por causa do doutorzinho? Edward sabia que estava agindo como um louco ciumento tinha certeza do amor que lhe dedicava sua linda submissa, ela já havia provado isso incontáveis vezes, mas isso não a eximia do castigo por ter permitido que outro homem colocasse as mãos em seu corpo.
Os planos de Bella para seduzi-lo foram por água abaixo quando mesmo depois de se despedirem de Jasper, Edward não soltou o telefone, ela não sabia com quem ele falava já que seu mestre falava em diversas línguas diferentes, parecia estar discutindo em todas elas por isso resolveu apenas recostar-se no banco da limusine e fechar os olhos enquanto imaginava o quanto seria maravilhoso ter um filho com Edward, eles seriam uma família completa agora, e ele o amaria tinha certeza, Bella sorri lembrando-se de como sentiu-se quando ele disse que a amava, nunca havia se sentido tão feliz, assim como com a notícia de que provavelmente estaria grávida.
– Srta. Swan. — Bella assusta-se com Peter chamando-a, sequer percebeu quando dormiu.
– Onde está Edward? — pergunta desnorteada vendo que estavam na garagem da cobertura de Edward, mas não conseguia vê-lo em lugar nenhum, o que a assusta.
– O Sr. Cullen teve que sair com um homem que o aguardava e me pediu para conduzi-la até a cobertura. — Bella sente-se confusa, como assim ele havia saído e sem nada dizer a ela? Nem sequer despediu-se?
– Uau, ele sequer me disse aonde ia, nem despediu-se. — Bella se dá conta de que ele estava enfurecido e tinha certeza de que não era apenas pela fuga de Lisbeth, sabia que tinha a ver com o abraço que havia dado em Louis.
Peter seguiu as ordens de seu patrão não falando nada a Isabella, que permanecia calada perdida em pensamentos. Edward não confiava nela, e isso era uma magoa profunda, será que ele não entendia que o amava? Que ela pertencia e pertenceria para sempre a ele? Que ela era capaz de ter amigos homens e respeitar a relação dos dois?
Pensando em como convencê-lo Bella entra na cobertura sendo recebida por uma Sue sorridente. Por alguns instantes se esquece um pouco dos problemas enquanto come um pedaço de bolo de chocolate ao lado da senhora que já aprendera a gostar.
– Bella tem algo diferente em você, está com um brilho diferente no olhar e parece estar feliz e apreensiva ao mesmo tempo. — Sue nota que Bella parecia querer contar-lhe algo, mas estava assustada e temerosa o bastante para tentar esconder.
– Está tão na cara assim? — Bella pergunta com medo de Edward ter desconfiado de algo e por isso tê-la deixado.
– Você parece nervosa e ansiosa.
– Tive um mal estar nesta manhã e acredito que estou grávida. — ela sente-se bem melhor depois de desabafar com alguém, estava tentando a todo custo achar um meio de contar a Edward, só não sabia como, ele era um enigma.
– Oh Bella, mas isso é maravilhoso, uma criança aqui nessa casa é o que falta. Sue corre para abraça-la. – O Sr. Cullen já sabe? — Sue encara os olhos tristes de Bella.
– Aparentemente não, já que me deixou sozinha no carro. — Bella diz com a voz magoada, sentia-se frágil e abandonada, parece que seu Edward não a amava como ela queria que amasse ou talvez não soubesse ainda como demonstrar, duvidas e mais dúvidas era o que tinha.
– Você tem que contar a ele querida, sei que ele vai adorar a ideia de ser pai assim como aconteceu com Ângela. — Sue deixa escapar um detalhe que não deveria e Bella se engasga com o bolo, como assim Ângela esteve grávida? E o que aconteceu com o bebê?
– Ângela teve um filho de Edward? — Bella já estava a ponto de chorar, pensou que apenas ela pudesse dar essa felicidade a ele.
– A pobrezinha morreu quando estava grávida. — Sue gostava de Ângela, mas amava Bella, ela sim parecia ser a mulher certa para Edward.
– Por Deus eu não sabia disso. — diz ainda triste, por ela e por Ângela que não conseguiu chegar ao final de sua gestação. No entanto aquela noticia lhe deu esperança de que ele aceitasse bem sua nova condição, afinal aceitou seu filho com Ângela.
Sue conta a Bella mais detalhes sobre Ângela, mesmo sabendo que seu patrão não aprovaria, no entanto Bella sabia exatamente como convencê-la a contar tudo, parece que a convivência fazia com que ela ficasse cada vez mais parecida com ele.
Não aguentando mais aquela pressão psicológica ela pede licença a Sue e vai deitar-se no quarto que um dia fora seu, e que acha que ainda será, ainda não haviam falado sobre nada, os dias que ficaram no hospital estavam repletos de exames, visitas e carinhos, não havia tempo para conversar.
Bella toma um banho rápido e veste uma de suas camisolas que estavam em sua mala, liga para Alice dizendo que iria para casa assim que pudesse, mas omite sobre sua possível gravidez. Não pensou muito, pois o sono lhe acometeu rápido.
Desorientada acorda escutando ao longe a voz de Edward, ele parecia conversar com alguém ao telefone dado ao fato que não escutava a voz de uma segunda pessoa. Bella não evitou o sorriso em seus lábios por saber que ele estava por perto mesmo tremendo por dentro ela levanta-se rápido vestindo o robe e indo em direção ao quarto de Edward entregando mais uma vez sua sorte ao destino.
Edward foi tomar banho, não aguentava mais o cheiro de hospital que estava impregnado em seu corpo, estava saindo do banheiro secando seus cabelos com uma toalha menor enquanto enrolava outra na cintura, iria se vestir e então conversaria com Isabella, não podia mais agir como um Neandertal com ela, afinal era a mulher que amava não uma qualquer.
Estava indo ao closet pegar uma roupa quando ouviu a porta do quarto abrir-se e Isabella entrou, por um momento ela o olhou cheia de luxúria, Edward já estava indo em sua direção para apagar o fogo que vislumbrou em seus olhos, quando sua expressão mudou, ela parecia chateada, na verdade ele quase sorriu para sua expressão, sua gata brava estava de volta, ele a provocaria um pouco mais, afinal adorava vê-la com esse jeitinho de gatinha com raiva.
– O que você quer Isabella? Se você não percebeu eu estou ocupado no momento – disse virando-se e indo em direção ao closet, gostaria de poder ficar como estava, mas seu pau traidor não conseguia entender que agora não era uma boa hora, ele iria torturar sua submissa antes de ter seu corpo junto ao seu, mas nada o impedia de provoca-la um pouco mais, vestiu somente uma calça ficando com o peito desnudo, saiu do closet e Isabella estava sentada na ponta da sua cama, seu olhar perdido, quando o viu, sua expressão mostrou todo o desejo que sentia por ele, Edward quase esqueceu seus planos e foi até ela, mas não faria isso ficou ali parado a olhando esperando que ela começasse a falar.
– O que está acontecendo Edward? Quando você estava no hospital estávamos tão bem, e agora me trata com frieza eu fiz alguma coisa que o deixou com raiva? – perguntou com lágrimas nos olhos, outra vez Edward quase esqueceu seus planos de tortura, mas lembrou-se da cena que presenciou no hospital e falou
– Não sei diga você afinal eu estava em coma enquanto a minha mulher fazia amizades com outros homens por aí – disse ele com indiferença
– O que??? — Isabella se levantou da cama em um salto, e foi e direção a Edward com as mãos em punho – Do que você está falando? Eu fiquei naquela merda de hospital por quase um mês, mal comia ou dormia e você está me acusando de estar fazendo amizades? – disse seu rosto vermelho de raiva
– Eu vi como você parecia íntima do doutor Lois, estavam até em um abraço bem intenso, e eu já avisei a você que não divido o que é meu, não quero mais vê-la conversando com aquele doutorzinho de merda – falou se aproximando perigosamente dela, fazendo o que ela recuasse e caísse na cama, Edward sem perder tempo colocou-se em cima dela a prendendo com seu corpo, porém Isabella não estava nada feliz e apesar de seu corpo traidor estar pronto para ter seu Mestre, ela não se deixaria ser tomada pelas vontades carnais, Edward precisava confiar nela, não era porque estava conversando com outro homem que o trairia, ela podia ter amigos do sexo masculino sim! afinal Edward tinha várias “amigas” que estavam sempre por perto.
—Você…seu neandertal. Eu pertenço a você, nunca deixaria outro homem me tocar seu...
Foda, ela era adorável. Mas, eles estavam em seu quarto agora. E ele não estaria fazendo nenhum favor, deixando a sua submissa o desrespeitar.
—Você não tem permissão para falar. — ele rosnou, contente quando ela acatou sua ordem, mostrando a obediência, mesmo estando com raiva dele no momento
Ele a estudou por um longo minuto, observando como aumentava a sua antecipação, como também a sua preocupação. Com o início da estimulação, o seu rosto se avermelhou. Suas mãos se esfregavam em suas coxas, como se tentando se segurar.
—Tire as roupas. —Seu olhar de surpresa foi delicioso.
—Agora, escute...
Se Inclinando, ele ergueu seu queixo, assim ela poderia ver seu desgosto.
— As únicas palavras eu quero ouvir de você é “sim, Senhor”. Está claro? —Ele podia ver que ela estava considerando usar sua palavra segura, e correr. Então um tremor a percorreu, estremecendo seus seios, e enfatizando os cumes duros de seus mamilos, mostrando a ele sua decisão, antes dele ouvi-la falar.
—Sim, Senhor.
—Boa menina. — Ele chegou mais perto, tocando suavemente sua bochecha. Ele a beijou, a deixando sentir seu calor.
Quando ele recuou, viu em seus olhos o prazer que sente uma submissa em ser aprovada por seu mestre. Ele apertou seu ombro, se levantou cruzando seus braços e esperou. Mordendo seus lábios, ela tirou sua camisola, colocando-a em cima do braço do sofá. Seu rubor aumentou, principalmente de embaraço.
—Tome sua posição ali. — ele disse, apontando para o tapete perto da lareira.
Ela se ajoelhou onde foi ordenado. Quando ela olhou para ele por entre suas pálpebras, ele fez uma carranca até que ela abrisse ainda mais suas pernas, abertas o suficiente para pegar vislumbres dos lábios de sua vagina, entre seus pelos púbicos. Bonito, contraste.
—Muito bom, doçura. Fique assim. — Ele puxou sua bolsa de brinquedos para fora do armário. —Confie em mim, nós vamos explorar primeiro. E então existem outras coisas que eu quero fazer com você. — Seus mamilos duros, e o brilho de sua vagina mostraram a sua reação. Desde que seus olhos estavam obedientemente abaixados, ele se permitiu dar um sorriso. Enquanto ele mexia na bolsa, ela continuava na mesma posição. Sua boa e pequena sub.
Braçadeiras comuns para prender seus seios? Não, não o atraia o suficiente para esta noite. Ele as deixou de lado. Braçadeiras de trevo? Não. Muito dolorosas para hoje, afinal Isabella havia passado mal há horas atrás. Se ele usasse o estilo de pinças, ele podia ajustar a intensidade. Depois de um minuto, ele achou um par onde os cristais oscilantes lembravam a cor de chocolate derretido de seus olhos.
—Venha aqui.
Quando ela parou na sua frente, ele sorriu.
—Coloque suas mãos atrás de suas costas, olhos baixos, e pernas ligeiramente separadas.
Ele ficou perto o suficiente para ver a batida rápida da pulsação em seu pescoço.
—Eu gosto de joias em minhas submissas.
Se inclinando, ele levou um mamilo a sua boca, e chupou até deixá-lo duro, e colocou a pinça da braçadeira, ajustando até ver os músculos ao redor seus olhos se apertar com dor. Ele ficou apreensivo; ela não choraria, não é? Ele soltou o anel para soltar a braçadeira ligeiramente. Seus dentes mordiscaram seus lábios.
Então ele a beijou e verificou novamente sua vagina. Muito molhada. Continuou o ajuste da outra braçadeira, este foi acompanhado por um silvar de respiração. Ele deslizou seus dedos em sua vagina novamente, localizando suas dobras, aumentando a estimulação.
Seu corpo tremeu incontrolavelmente enquanto Edward a afagava, correndo seus dedos acima de seu clitóris até que pulsasse. Quando ele empurrou um dedo dentro dela, ela teve que apertar suas mãos para ficar quieta. Com seus olhos baixos, ela só podia ver suas longas pernas e seu antebraço musculoso, a mão a tocando muito intimamente.
A tocando como se ela não tivesse nenhum direito de negá-lo.
Seus mamilos queimavam com as braçadeiras. Uma sensação intensa, que nunca diminuía, parecia fazer tudo em seu corpo ficar mais sensível.
—Se curve e fique de costas, hoje seu Mestre vai toma-la de uma maneira diferente.
Isabella não se mexeu, Edward então deu um tapa em sua bunda deixando a marca de sua mão na pele branca e de curvas arredondadas, com isso ela o olhou espantada
– Você vai me obedecer ou não Isabella? – disse levantado uma sobrancelha
– Edward eu...
Ele não a deixou terminar e tomou sua boca em um beijo frenético, largou seus lábios e se levantou apontando para o chão
—Ali. Fique em posição de escrava.
Ela ia pedir para remover as braçadeiras agora que ele tinha mostrado seu ponto. Sua dura expressão a advertiu contra isto. Na frente da cama, ela se abaixou e se ajoelhou.
Ela olhou fixamente para o tapete, seu corpo tão sensível, que sua pele parecia capaz de sentir ele se aproximando. Seus pés apareceram no pequeno círculo do tapete onde ela se enfocava.
Ele ficou atrás dela e afivelou algemas em seu pulso. Ele foi suave ao ajustá-las em sua pele. Ele as prendeu juntas.
—Doçura, eu não quero que você se mova, fale, ou olhe para cima. Qualquer infração fará você ficar mais tempo aqui. As algemas irão ajudar.
Ajudar? Ele pensava que ela não podia se sentar quieta e manter suas mãos para trás? Ela soltou uma respiração irritada e deu de ombros mentalmente. Se os castigos fossem sempre assim, ela não se importaria de se ajoelhar.
—Quando você ouve uma ordem, a quem você obedece, Isabella? — Suas palavras pareceram entrar nela.
—A você. — ela sussurrou, adicionando um Senhor precipitado— quando sua mandíbula se apertou.
—Você precisa se preocupar ou pensa sobre qualquer coisa quando eu estou no controle?
—Não, Senhor.
—O que sobra para você fazer então, cisne?
Ela travou no pensamento. Se ele tivesse todo o controle, e ela não pensasse, o que restava?
—Só sinta, Isabella. Isto é tudo o que sobra.
Ele caminhou atrás dela e desatou seus pulsos. Depois de expor seus braços, ele a debruçou de volta contra suas pernas, e suas mãos fortes massagearam os seus ombros, até a dor sumir.
Seus olhos se abriram quando ele a ergueu em seus braços. Ela olhou para ele, sua mandíbula era uma linha rígida, seu pescoço, puro músculo, e ela se sentiu frágil, e ao mesmo tempo, segura em seu abraço.
Ele a levou para sua cama e a deitou em seu estômago. Ela girou sua cabeça para o olhar.
Permanecendo perto, ele alisou seu cabelo.
—Terminou o castigo. Você fez bem, Bella. Eu estou contente com você, agora eu vou amar você – disse a deitando na cama.
O castigo que dera em Isabella também fora um castigo para ele, pois se privar de aproveitar o corpo do seu doce cisne era uma tortura, mas tê-la tão submissa e a sua mercê excitava o inferno para fora dele, seu lado mais sombrio tinha vindo à tona quando presenciou aquela cena no hospital e a única maneira de exorcizar o mal que ameaçava toma-lo era submeter alguém, sempre foi assim, mas agora com Bella ele não precisava ir até ao fim no jogo do poder, no momento o que precisava era fazer amor com sua Isabella. A colocou de bruços e seus dedos circularam seu clitóris, deslizando na umidade. Ela choramingou quando o botão se apertou.
—Tão vermelho e inchado.— ele murmurou. —Muito bem – Bella gemeu aproximando mais seu corpo do dele, precisava acabar com a dor no seu corpo sabia que seu Mestre havia adorado submetê-la, afinal era parte de sua natureza e apesar de Isabella agora ter certeza de que ele a amava gostava deste lado da relação deles. Ela agitou a cabeça e o puxou para mais perto precisava dele e precisava agora, Edward parou e se levantou se despiu completamente, e os olhos dela se alargaram quando seu pênis pulou fora, longo e espesso. Ele embrulhou suas mãos ao redor de sua ereção.
—Você não era a única sofrendo, doçura.
Ele se ajoelhou atrás dela e apertou seu tórax contra suas costas. Seu corpo estava pesado e morno. A carícia gentil para cima e para baixo de seu pênis contra suas dobras a fez saltar. Sua mão deslizou por seu estômago, acima de sua vagina, e então seus dedos deslizaram em círculos ao redor do seu clitóris. Ela gemeu enquanto a tensão excruciante aumentava. Seu pênis apertava contra sua abertura, para cima e para baixo, deslizando com sua umidade, provocando sua abertura. Então ele cruelmente comprimiu seu sensível clitóris enquanto empurrava seu espesso pênis nela. Ela gritou enquanto seu clímax a rasgava de uma vez. Seus olhos cegaram, e ela arqueou. Explosão após explosão rasgou seu corpo em pedaços com apavorante prazer.
Seus dedos a apertavam enquanto ele deslizava seu pênis dentro e fora. Ela sentiu um espasmo por todo o seu corpo, enquanto ondas de prazer passavam por ela. Seu coração martelava brutalmente dentro do seu tórax, parecendo muito perto de estourar. De alguma maneira o ar no quarto desapareceu e ela ofegou por ar.
Ela estava tão quente e molhada, que ele quis somente se enterrar profundamente e gozar. Mas ele tinha ainda mais uma coisa para fazer. Então ele se controlou, movendo seu pênis dentro e fora muito lentamente, dando a ela uma chance de se recuperar. Mas maldição seria melhor que ela se recuperasse rápido. Esta posição era um inferno para o controle de qualquer homem.
Tentando desviar seus pensamentos, ele deslizou sua mão para baixo em seus seios. Deus, eles eram magníficos, tão cheios se derramando por sua mão, e seus mamilos eram tão sensíveis que qualquer puxão nas braçadeiras fazia sua vagina se apertar ao redor do seu pênis.
Gradualmente ele mudou o ângulo do seu pênis para que batesse duramente no seu ponto G. Ele grunhiu quando ela se endureceu. Aparentemente ele bateu num lugar tão sensível quanto seus seios. Ele empurrou suas pernas ainda mais abertas para enfatizar seu controle e viu suas mãos se fecharem em punhos. Punhos. Ele não tinha alcançado a sua total submissão ainda.
Prendendo as correntes das braçadeiras em seus seios, ele a puxava suavemente a cada punhalada. A levando e consequentemente respondendo, a empurrando em direção a sensação de pura submissão enquanto ele dirigia seu corpo para o clímax, isso lembrava a ele, o final das sinfonias de Beethoven, quando todas as partes se reuniam.
Ela lentamente se apertou ao redor dele. Suas coxas, extensamente separadas, tremiam como o gelo em uma tempestade de neve, mas as restrições impediam suas pernas de se fecharem. Ela se derrubou. A empurrando de volta para posição de joelhos, ele deslizou seus braços por baixo de seu estômago para sua vagina, a ancorando no lugar e fazendo pressão sobre seu expandido clitóris ao mesmo tempo.
Seu corpo inteiro tremeu em choque, e ela fez um barulho indescritível. Seus quadris empurraram, inadvertidamente roçando seu inchado clitóris contra a sua mão. Ela choramingou, se rendendo para o prazer. Por causa dele. Só um Dom podia conhecer e apreciar esta sensação de poder. As pernas de Isabella ficaram rígidas, suas costas se arquearam, empurrando sua parte inferior ainda mais alta. Enquanto ele continuava. Sua molhada vagina se apertava nele, mais apertada e mais apertada, e segundos mais tarde ela convulsionou, lamentando o seu clímax com pequenos gritos, que correspondiam com cada ondulante espasmo de sua vagina.
Foda-se, ele amava a sua resposta desenfreada, e ainda mais, que ela precisasse de restrições para chegar lá.
O aperto ordenhando sensações ao redor seu pênis cresceu até que ele não pode aguentar mais. Seu próprio clímax quente em cima e fora dele igual a um vulcão, o fogo vindo do fundo e percorrendo todo o seu corpo.
Quando pode respirar novamente, ele tirou os clipes que seguravam seus pulsos a seus tornozelos e tombou ambos na cama, a puxando contra ele, descansou suas costas contra seu tórax. Ele estava quieto ainda dentro dela. Podia ficar lá para sempre. Embrulhando seus braços ao redor dela, ele enterrou seu rosto em seu cabelo. Deus, ele apreciava ter uma sub suave, estremecendo em seus braços, mas apreciava mais ter Isabella, seu doce cisne, sua salvação a outra metade de sua alma.
– Eu amo você. Ela sussurra com a voz ainda cheia de êxtase, seus olhos pesam assim como seu corpo inteiro fazendo-a cair num sono profundo e sem sonhos.
Isabella acorda desorientada e sozinha na cama de Edward, ainda podia sentir o cheiro dele em seu corpo e nos lençóis que a enrolavam. Virou o corpo dolorido e cansado para o lado percebendo que estava mesmo sozinha. Parece que seu mestre ainda continuava zangado com ela, ele não tinha motivos para isso, Edward não podia ser tão primitivo e achar que sua amizade com qualquer homem fosse uma ameaça ao relacionamento deles.
Levantou-se da cama e vestiu-se rápido o que ocasionou uma leve tontura. Bella estava receosa sobre contar da sua gravidez para Edward, a verdade é que não sabia como, não quando ele a evitava daquela forma. Decidida a confronta-lo saiu à procura de Edward, mas não o encontrou.
– Ele saiu com o Sr. Hale. — Sue diz assustando Bella. – Oh desculpe-me se a assustei filha, por Deus isso pode fazer mal ao bebê. Sue aproxima-se de Bella com o rosto preocupado.
– Está tudo bem Sue. — Bella a tranquiliza. – Ele disse alguma coisa sobre a que horas voltaria?
– Ele avisou que voltaria para o jantar. — Sue responde, e Bella pragueja baixinho tendo certeza de que ele estava jogando com ela, ele havia voltado a ser o arrogante calculista de sempre, mas ela estava disposta a entrar no jogo dele e dizer ao grande arrogante Edward Cullen que agora ele seria pai.
– Ótimo, vou me preparar então. — Bella coloca um sorriso nos lábios e segue para seu quarto, tinha a ideia perfeita para provoca-lo, se Edward queria guerra era isso que iria ter.
Buscou em sua mala um vestido perfeito para a ocasião, esperava que Alice mais uma vez tivesse acertado em prever o futuro, porque ela precisaria de um provocativo vestido vermelho para enlouquecer seu Mestre ciumento e cabeça dura. E como sempre sua amiga não a decepcionou, Bella pegou o curto e colado vestido em suas mãos colocando-o em cima de sua cama, encontrou sapatos pretos que serviriam para seu propósito.
Foi até o banheiro e olhou-se no espelho, seu corpo parecia estar mudando de uma forma boa é claro, Bella sorriu para sua imagem e tocou seu ventre, não era preciso do resultado dos exames, ela tinha certeza de que estava grávida, e apesar de não sentir-se preparada para isso estava feliz, pois carregava o fruto do amor que sentia por Edward e isso era tudo o que lhe importava.
Tomou um demorado banho, perfumou-se inteira com a essência que ele mais apreciava e secou os cabelos deixando-o com cachos nas pontas. Fez uma maquiagem clara, mas caprichou nos lábios vermelhos, vestiu-se, mas não colocou lingerie afinal queria surpreende-lo foi até a sala onde Sue colocava o jantar sobre a mesa. Sue sorriu e a elogiou que agradeceu a velha senhora. Ela sentou-se à mesa e não foi preciso esperar muito para que seu Mestre aparecesse e a encarasse de modo avaliativo e cheio de desejo.
– Isabella, porque está vestida dessa maneira? Que eu saiba não temos nenhum compromisso para esta noite. — Edward fala em tom mais forte e Bella percebe que estava o afetando.
– Estou vestida assim para agrada-lo Mestre. — Ela responde com a cabeça baixa, enquanto Edward fica confuso com a ação de sua Bella, ela queria jogar? E por quê? Não estavam em nenhum fim de semana, ele curioso senta-se mais perto de Bella.
Ele não diz mais nada apenas aprecia a beleza rara de seu cisne enquanto ela come sem olha-lo diretamente nos olhos, ela estava ali totalmente submissa a ele do mesmo modo que esteve durante a tarde em sua cama. Analisou então o provocante vestido que colava em suas curvas, que marcava perfeitamente os seios que lhe pareciam um pouco maiores, as pernas longas e perfeitas a mostra, os saltos e a boca vermelha que sempre o enlouquecia, foi inevitável para ele não ficar excitado, ainda mais quando ela fazia questão de comer vagarosamente e emitir sons enquanto comia, Isabella o estava provocando.
– Isabella, venha até aqui. — Ele ordena.
Bella levanta-se e vai até onde seu mestre permanecia sentado, sem querer ela olha para a evidente ereção dele e estremece de desejo diante dele, se achou que naquele jogo apenas um poderia ser vencedor estava enganada, ela sempre sucumbiria ao amor e ao desejo que sentia por ele.
– Porque não me serve apropriadamente enquanto aprecio a sobremesa. — Edward diz e Bella sabe muito bem do que ele fala, por isso ajoelha-se diante dele abrindo-lhe a calça e tomando seu membro na boca. Sentira falta de servi-lo daquele jeito, de provocar aquele louco prazer, de mostrar que era a única que poderia fazê-lo gemer daquela forma, por isso não se inibiu diante dele e sugou o membro do seu mestre com todo o seu desejo, agradá-lo era lhe agradar também, nada dava mais prazer do que ver o prazer estampado no rosto do seu Mestre, causado por ela.
– Chega. — Edward segura os cabelos castanhos e a faz olhar em seus olhos. – Sente-se em cima da mesa. Ele ajuda Bella a levantar-se enquanto ela limpa os lábios que com certeza estariam borrados pelo batom senta-se em cima da mesa e espera por mais ordens dele.
– O que está usando por baixo deste vestido meu cisne? — Ele junta os corpos enfiando sua cabeça no pescoço de Bella inalando o cheiro maravilhoso que vinha dela.
– O Senhor não me pediu nenhum lingerie em especial, por isso não vesti nada. — Ela responde fazendo Edward respirar mais rápido pela excitação, ele então apalpa os seios ainda por cima do vestido e desce a outra mão até o sexo desnudo dela, acariciando lhe o clitóris.
Bella não consegue segurar seus gemidos ao sentir as caricias ousadas de seu mestre e ainda sentir o membro rígido em uma de suas pernas.
– Eu permiti que gemesse Isabella? — Edward aperta mais o dedo em seu sexo e Bella morde os lábios para não gritar de prazer.
– Não Mestre, me perdoe por isso. — Ela diz tentando a todo custo não gemer enquanto falava.
– O que está tentando fazer além de provocar-me e enlouquecer-me Isabella? — Ele pergunta, adorava sua receptiva submissa, mas sentia que havia algo a mais que ela queria contar-lhe, conhecia sua Isabella como a palma de sua mão.
– Eu só desejo mostrar que sou completamente sua, e como odeio quando estamos longe um do outro, eu só quero que confie em mim e não ache que desejo outro homem que não seja você, mesmo com toda a sua arrogância, a sua frieza, e seu jeito de homem das cavernas, eu o amo Edward, e quero que acredite em mim, não julgue mais as minhas atitudes ao abraçar alguém, porque o que sinto pelo Dr. Louis é apenas um carinho familiar, é como se ele fosse algo como um irmão, alguém que conheci e que me ajudou a trazer você novamente para mim. — Bella explica e Edward dá um tempo nas caricias ousadas apenas escutando-a. — É o carinho que sinto pelo embaixador, eu não sei explicar, mas sei que o que sinto por você Edward é único, nada pode ser comparado ao meu amor por você.
– Eu odeio quando outro homem te toca, não controlo meus sentimentos de posse sobre você e acho que nunca vou controlar, a única forma de esquecer é te fodendo forte e duro como sempre faço. — Edward aperta a mandíbula lembrando-se daquele abraço, claro que sabia que sua Isabella o amava e acreditava quando ela dizia que este amor não poderia ser comparado com nada por isso toma a boca dela num beijo cheio de furor e desejo, sua língua age de maneira violenta na boca de Bella que corresponde da mesma forma, e entre beijos e mordidas ele circula sua cintura com as pernas nuas de Bella.
– Me leve até aquela sala de jogos e me fôda com força até que nós dois percamos os sentidos, vamos esquecer o mundo e sermos apenas o dominador e a submissa. — Bella pede e Edward prontamente atende aos desejos dela e aos seus.
Depois de algumas rodadas de puro sexo, Edward a leva para seu quarto deitando-a devagar em sua cama e fazendo amor lento com ela.
– Nós teremos que conversar em algum momento Edward, são tantas as perguntas, tenho tanto a lhe dizer. — Bella diz num sussurro, ainda embaixo do corpo nu de Edward, precisava dizer a ele sobre a gravidez.
– Eu preferiria te foder e depois fazer amor com você pela madrugada inteira. — Ele continua beijando-a e enchendo-a de prazer.
– Nós temos muito tempo para isso, eu preciso saber sobre tudo o que houve enquanto estávamos separados, preciso lhe dizer algumas coisas também. — Bella queria poder contar a ele da possibilidade de estar grávida, não sabia como, mas teria que contar.
– Tudo o que fiz foi por amar você Isabella, eu quis protegê-la do passado terrível que só cabe a mim enfrentar. — Ele para de beija-la para poder olha-la nos olhos.
– Você não tem ideia do quanto me faz feliz quando diz que me ama. Bella dá a ele um sorriso e o puxa para mais um beijo intenso provocando reações no corpo dos dois e é inevitável mais uma vez que façam amor ali na cama de Edward.
– Porque nós nunca conseguimos parar? — Bella pergunta rindo depois de mais uma vez alcançaram o prazer nos braços um do outro.
– Porque é inevitável meu cisne. — Edward deita-se na cama trazendo-a para junto de si. – É assim que quero ficar com você, sempre perto de mim, protegida, por isso fiz escolhas que acabaram machucando a nós dois, os dias em que ficamos afastados um do outro foram um inferno para mim, mas eu não podia me aproximar de você, não podia deixar que Lizbeth lhe machucasse.
– Então prometa que nunca mais vai colocar sua vida em risco novamente. — Bella beija o peito dele e levanta o rosto para encara-lo.
– Eu prometo desde que você também fique a salvo, e que de uma vez obedeça-me.
– Se eu soubesse que aquela vadia era a sua tia eu a teria matado antes que fizesse algum mal a nós dois. — Bella sente o sangue ferver ao lembrar-se da loira psicótica.
– A morte não é castigo suficiente para Lisbeth. — Edward fala sombrio.
– Foi ela a responsável por tudo o que sofreu? — Bella pergunta mesmo sabendo a resposta, no entanto precisava de uma vez que Edward se abrisse com ela.
– Ela me torturou desde que fui morar com ela, mas vou poupar-lhe de tudo Isabella, não quero que sinta nojo de mim, não quando eu já me sinto assim, enojado com tudo o que tive que fazer. — Ele lembra-se das vezes em que teve relações sexuais com a tia enquanto estava drogado demais.
– Eu jamais sentiria nojo de você meu amor. — ela levanta mais o corpo e segura o rosto dele em suas mãos beijando-o. – Eu te amo e sempre vou ama-lo com todo o seu passado. — Edward continua com o maxilar duro por causa das lembranças
– Aquela mulher é uma psicótica que alimenta um amor doente por você.
– Ela não ama ninguém, ela só quer vingança.
– Ela não pode lhe culpar por seu pai não ter se casado com ela. — Bella diz e lembra-se de que Sue havia dito que seu Edward esteve com Jasper. – A propósito tem pistas sobre o paradeiro dela?
– Não. — Ele responde simplesmente e decide encerrar o assunto pelo menos àquela noite não queria falar sobre a vadia que destruiu parte de sua vida. – Não vamos falar sobre isso esta noite, não vamos falar sobre nada, eu quero apenas ter você novamente e dormir um pouco. Ele diz já virando o corpo dela para recebê-lo, e mais uma vez ela perde a chance de contar a ele sobre a gravidez, Bella apenas se entrega a ele sem nenhum pudor.
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A claridade entrava pela janela de vidro do quarto onde ambos dormiam entrelaçados, Bella foi a primeira a despertar pela claridade em seus olhos, ela abriu os olhos lentamente e sorriu quando notou seu corpo sendo abraçado pelo corpo de Edward. Podia sentir a respiração calma em sua nuca assim como o peito forte em suas costas, ela se aconchegou ainda mais ao corpo dele e rezou para que sempre pudesse despertar assim, ao lado daquele homem. Edward já estava acordando com a leve caricia em seu braço, e para ele nada poderia ser melhor que sentir a presença de seu doce cisne em sua cama.
– Droga. — Bella levanta-se num impulso pelo enjoo que lhe acometeu, o que fez Edward assustar-se e acompanha-la até o banheiro onde ela vomitava.
– Anjo? — Edward está assustado demais com seu cisne que esta ajoelhada no chão vomitando sem parar, ele nunca havia visto sua Bella doente o que o fez ir até lá e ajoelhar-se ao seu lado lhe segurando os cabelos num rabo de cavalo. – Ei o que você tem? O que está acontecendo Bella? O que está escondendo de mim? Não está doente está? Precisamos ir ao hospital imediatamente.
– Ei Edward acalme-se, eu estou bem, não estou doente. — Bella pega alguns por lenços para limpar a boca, vai até a pia e enxagua a boca antes de se virar e encarar Edward, não queria que fosse assim, mas era a hora de contar então. – Eu estou grávida. — Ela diz enfim.
– O que disse? — Ele não acredita no que estava ouvindo, era como um dejavu, já havia passado por aquilo com Ângela com a volta de Lisbeth e agora estava passando com sua Bella.
– Edward, eu estou grávida. — Bella repete novamente e Edward levanta-se rápido afastando-se dela e esmurrando a parede do banheiro assustando-a.
– Me diga que isso não é verdade. — Ele pede com a voz fria, ainda virado de costas e para Bella nada poderia ser pior do que aquilo, havia imaginado qualquer outra reação menos aquela, não quando sabia que ele havia aceitado o filho de Ângela e que até iria se casar com ela.
– Sim é verdade. Bella aproxima-se dele lhe tocando o ombro. – Você não está feliz? — Ela ainda pergunta
– Como posso estar feliz com uma notícia dessas? Isso só pode ser brincadeira, que merda Isabella você não estava tomando anticoncepcionais? — Ele esmurra novamente a parede.
– Eu acabei esquecendo-me de tomar a injeção. — Bella então começa a chorar, não suportava o fato de Edward estar rejeitando o fruto do amor dos dois.
– Como pôde fazer isso? — Ele pergunta furioso.
– Acha que fiz de propósito? Que premeditei isso? Eu fiquei tão surpresa como você, mas agora estou feliz e sabe por quê? Porque este bebê que carrego em meu ventre é fruto do meu amor por você.
– Isso não pode ser fruto do amor Bella, isso é uma desgraça. — Ele diz a magoando ainda mais.
– Então o que era o seu filho com Ângela? — Ela grita e chora mais por seus sonhos estarem desmoronando a sua frente.
– São situações diferentes. — Ele responde e continua. – Eu te disse desde o começo que queria evitar uma gravidez e olha o que está fazendo Bella, está estragando o que temos.
– O que há de diferente em mim? Ângela era melhor do que eu? Você disse que não a amava, me diga a verdade Edward porque nenhuma dor pode ser maior do que essa que estou sentindo, não posso acreditar que está renegando o nosso filho, não quando aceitou ao dela. — Bella sente novamente enjoo, mas segura-se para não passar mal novamente, queria de uma vez resolver aquela situação.
– São épocas diferentes, eu não carregava tantas mortes nas costas, eu não era tão sujo quanto sou agora. — Edward segura Bella pelos ombros e diz. – Eu a amo Isabella e só tem uma solução para resolvermos isso. — Bella acredita então que ele aceitaria o bebê, mas o que vem a seguir lhe deixa sem chão.
– Nós vamos ter que dar um fim a esta gravidez.
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Ele não conseguia respirar, nenhuma dor que tivesse sido infligido a ele no passado comparava-se ao que sentia agora, sua Isabella havia o deixado e desta vez não haveria volta, ela preferiu continuar com aquela coisa que crescia dentro dela, Isabella não entendia, aquilo que ela chamava de bebe era uma parte sua e por este motivo não era bom, este ser carregaria com ele seus genes podres, não podia deixar que algo com o mesmo sangue negro que o seu viesse a esse mundo, ainda lembrava com clareza a discussão que tivera com ela.
– Você está me dizendo para fazer um aborto? – falou Bella chorando – Mas é seu filho Edward uma parte sua! – gritou com lágrimas inundando seus olhos.
– Sim é por isso mesmo que você deve tirar essa coisa – ela arregalou os olhos com essas palavras – Por ser uma parte minha isso não deve viver, não posso deixar que meu sangue podre tenha continuidade, entenda meu cisne faço isso para o seu bem – disse se aproximando, mas Bella se afastou e se virou para a grande janela que mostrava a noite de Seattle
– Eu entendo que está assustado, porém o que eu não consigo compreender é você pensar que seu sangue é podre, meu Deus Edward para um homem tão inteligente você pode ser muito obtuso, você é filho de Elizabeth e Anthony Masen, que eram pessoas extraordinárias como você mesmo me disse muitas vezes então porque dizer que seu sangue é podre? – disse se virando para ele
– Isabella se eu tivesse sido criado por meus pais pode ter certeza que neste momento estaria ajoelhado aos seus pés agradecendo por esse filho, mas Lizbeth tirou tudo de bom que eu carregava deles, já foi um milagre eu ser capaz de amá-la como eu amo, mas não posso dizer que serei capaz de amar outra pessoa além de você, eu nem mesmo sei por que razão que você meu doce cisne me ama – Edward falou com lágrimas nos olhos Bella ficou completamente imóvel.
“Eu posso pensar em mil razões, Edward.” – pensou, mas não disse nada, simplesmente se virou indo em direção ao quarto, amava Edward mais do que sua própria vida mas nunca abriria mão do seu bebe, então o que lhe restava era dar um tempo ir embora agora antes que se magoassem mais, arrumou uma bolsa com algumas roupas e foi até onde ele ainda estava — Estou indo para a casa da Alice, se um dia você resolver deixar seus medos infundados de lado me procure – disse saindo e deixando Edward com a dor mais esmagadora que já sentiu em sua vida
Sentindo-se tão oco como uma casa vazia, Edward levantou-se do chão onde estava e foi até o bar servindo-se de uma dose de uísque. Nunca, nem em um milhão de anos acharia que Isabella iria deixá-lo, mas ela se foi, seu doce cisne não entedia que ele não podia e não queria ser responsável pela felicidade de um ser tão indefeso como uma criança, e se algo acontecesse a ele? ou pior ainda a Isabella? seu filho ficaria sozinho como ele mesmo ficou quando criança e perdeu seus pais, ele não podia permitir isso, não queria que um filho seu passasse por tudo o que ele passou, sim ele tinha medo, muito medo, quando Angela engravidou ele ficou feliz pois pensou que estava livre do seu passado, então toda aquela tragédia aconteceu, seu filho não nascido foi morto por causa do seu passado, naquela época pensou que fosse enlouquecer mas conseguiu se recuperar com a ajuda de Carlise e Esme, porém se o mesmo acontecesse com Isabella ele não resistiria e morreria com certeza, e ele não queria correr este risco não com sua submissa.
Edward pegou a garrafa de uísque e bebeu direto da garrafa, não havia cura para sua dor mas a bebida o entorpecia o suficiente para deixar seus pensamentos menos enlouquecedores, Sue tinha vindo até ali só para ser expulsa aos gritos por Edward, ele não queria ninguém vendo sua miséria sabia que estava sendo um covarde mas não queria pensar, não queria sentir só queria esquecer que havia perdido sua Bella.
Estava deitado no chão bebendo a segunda garrafa de uísque quando ouviu passos, sabia que não era Sue pois ela não se atreveria a ir até ali, será que Isabella resolveu voltar? Ele tentou levantar-se mas sua cabeça girou então esperou, quem quer que fosse ele expulsaria, a não ser que fosse seu cisne, tentou levantar outra vez mas não conseguiu, quando ia tentar outra vez viu um par de pernas femininas do lado do seu rosto, ele sabia quem era, Esme, iria despedir Sue por essa insubordinação pois tinha certeza que fora ela quem chamara sua mãe.
– Levante-se daí agora mesmo Edward – disse com um tom de voz muito parecido com o dele quando falava com seus subordinados, ele riria se não estivesse tão acabado
– Vamos filho eu vou lhe dar um banho e você vai tomar um café forte então poderemos conversar – falou e o ajudou a levantar levando-o diretamente para o chuveiro, Edward não protestou estava tão absorto em sua dor que nada lhe importava.
Esme o colocou no chuveiro frio, fazendo com que Edward reclamasse muito, ela achou que aquilo era melhor do que ficar do jeito que ele estava, totalmente estoico, uma única vez ela tinha visto seu filho assim, foi quando ele soube da morte da Angela, Esme sabia que seu filho não amava a moça, mas ele já amava o filho que ela carregava e foi a perda deste filho ainda não nascido que quase o enlouqueceu, é claro que ele sentia pela morte da Angela, mas o que mais doeu em Edward foi não ter tido a oportunidade de ver seu filho nascer, Edward queria alguém para amar e o filho que Angela esperava era esse alguém e quando eles morreram daquela forma horrível uma parte da alma do seu menino morreu também, ela pensou que nunca mais veria seu querido filho feliz, mas então apareceu Isabella, e aquela moça simples e delicada conseguiu o que nenhuma outra mulher tinha conseguido até agora, o amor de Edward, e quando enfim eles poderiam ser felizes, Edward por medo afasta sua última chance de felicidade, mas Esme não deixaria isso acontecer, mesmo se precisasse dar umas palmadas nele, e ela daria, para colocar um pouco de juízo na mente de Edward.
Terminado o banho forçado, sua mente começou a clarear e então lembrou-se do porque estava naquele estado, sua vontade nesta hora foi de pegar uma nova garrafa de uísque, porém sabia que sua mãe não permitiria, ele se perguntava porque não o deixavam chafurdar na sua dor em paz? Mas é claro que Esme sendo Esme nunca deixaria ele sofrer sozinho, ainda lembrava-se da noite em que perdeu Angela e o seu já tão amado bebe, ele tinha considerado se matar e acabar com o sofrimento, tinha carregado a arma e se dirigiu para o escritório que ele mantinha no apartamento estava pensando na melhor forma de fazer isso, quando sua mãe irrompeu pela porta o impedindo de cometer uma loucura, Esme ficou com ele enquanto ele derramava lágrimas de desespero por mais uma vez ter sido o culpado pela morte de pessoas inocentes, Esme o acalmou e explicou que não era sua culpa mas da mente doentia de Lizbeth, Edward finalmente se convenceu que não adiantaria nada se matar pois com isso faria sua família que o amava tanto sofrer e apesar dos pesares Esme, Carlise e Emmett eram as pessoas que sempre ficaram do seu lado.
Esme ajudou Edward a vestir-se como se ele ainda fosse um menino, com todo o carinho, Edward podia não ser seu filho de sangue mas era seu filho de coração, além de ser o fruto amado de sua grande amiga, quase irmã Elisabeth, ainda se lembrava de quando as duas eram meninas e elas fizeram um pacto de que sempre seriam amigas e de sempre cuidariam uma da outra, porém o tempo passou e a vida as separou mas Esme sempre tentava ficar a par do que acontecia na vida de sua querida amiga, quando soube de sua morte quis desde o início ficar com Edward, afinal ele era uma parte da sua amiga e Esme era sua madrinha, mas Lizbeth não permitiu a princípio Esme acreditou que aquela criatura queria mesmo cuidar do seu sobrinho, então afastou-se porém continuou de olho e quando descobriu as maldades as quais submetia o filho de Elizabeth, Esme moveu céus e terra até conseguir ficar com Edward, ela ainda lembrava-se o estado em que o encontrou naquela noite há tanto tempo atrás, não esperava encontra-lo naquele estado, mas a providência divina estava ao seu lado ou talvez a própria Elizabeth deu um jeito de onde ela estivesse de cruzar os caminhos de Edward e Esme e foi a partir daquela noite que ele se tornou seu filho muito amado e apesar de tudo o que passou Edward provou ter uma alma linda mesmo ele não acreditando nisso, a prova de que seu menino não havia sido corrompido pela maldade de Lizbeth era o amor que ele dedicava a Isabella, Esme não sabia o que havia acontecido mas tinha certeza que era com Bella, Edward estava destruído e só Isabella era capaz de deixar seu filho assim. Esme fez Edward sentar-se na poltrona ao lado da cama, deu-lhe um xícara de café bem forte enquanto secava seus cabelos então começou a falar
– Não sei se já lhe contei esta história meu filho, mas eu e Elizabeth fizemos um pacto de que sempre cuidaríamos uma da outra, mas a vida adulta acabou nos separando – disse parando de secar os cabelos de Edward e se colocando em frente a ele o olhando diretamente nos olhos – Quando soube do seu nascimento fui logo até a minha amiga querida, você era o bebe mais lindo do mundo e eu me apaixonei por você naquela época eu ainda não tinha o Emmett e pensava não ser capaz de engravidar, então sua mãe me pediu para que eu fosse sua madrinha, no dia em que o batizei foi um dos dias mais felizes da minha vida e ali naquela igreja diante de Deus eu fiz uma promessa que de que sempre cuidaria daquele menino – falou chorando – Mas eu não pude cumprir minha promessa, e você passou por um inferno antes que eu conseguisse tê-lo na minha vida novamente, e por isso eu peço que me perdoe – disse ajoelhando-se em frente a ele segurando suas mãos – Então meu menino, meu filho, eu lhe peço não deixe seu medo levar o que de melhor te aconteceu em muito tempo, eu sei que você está com medo mas não deixe isso destruir sua felicidade.
Até aquele momento Edward ficou calado somente olhando para aquela mulher que o amava tanto, porém tinha que explicar o porquê não podia ir atrás de Isabella, não era medo por si, mas por seu lindo cisne ele não suportaria que acontecesse com ela o mesmo que ocorreu com Angela. Ele se levantou da cadeira e começou a andar pelo quarto
– Esme eu agradeço por ter vindo aqui tentar me ajudar mas as coisas não são tão fáceis de resolver como pensa – falou passando as mãos pelos cabelos
– O que pode ter acontecido de tão grave que o impeça de ir atrás da Bella? – perguntou, não entendia aquela relutância de seu filho ela sabia que ele amava Isabella e não entendia o que o impedia
– Ela está gravida Esme – disse dando um suspiro
Esme o encarou e disse
– E daí? Ainda não entendo o problema, afinal você a ama e um filho é um presente, uma prova do amor que existe entre vocês – Esme falou.
– Eu amo Isabella como jamais pensei poder amar alguém, mas isso não muda nada, não posso permitir que ela tenha um filho meu, isso só a fará sofrer, você se lembra o que aconteceu com Angela? Tudo por minha culpa e do meu passado e não posso permitir que isso ocorra novamente, Bella não entendeu e preferiu continuar com essa loucura de gravidez – Edward disse com a voz embagada por se lembrar que já não tinha seu cisne ao seu lado
– Meu filho! — disse se aproximando de Edward e o abraçando – Quantas vezes eu preciso repetir que nada do que aconteceu foi sua culpa?! Foi de Lizbeth e você sabe disso, mas está com muito medo, e eu entendo, mas eu sei que você não é um covarde então não deixe que o seu temor de que algo aconteça com Bella o impeça de ser feliz, essa gravidez é uma oportunidade que a vida está lhe dando não a jogue fora – falou aproximando-se dele e o abraçando
– Eu sei disso, sim eu temo por Isabella, e se tudo voltar a acontecer Esme? Eu nunca vou me perdoar se por minha causa algo acontecer a ela? – disse chorando, Esme nunca havia visto seu filho assim tão abatido, se algo acontecesse com Isabella, Esme sabia que perderia seu filho para sempre, não deixaria isso acontecer, ela havia falhado uma vez com Edward, mas não o decepcionaria novamente.
– Edward, olhe para mim – disse fazendo com que ele olhasse diretamente para ela – Você não pode deixar que o passado conduza o seu futuro, tem que pensar que a Bella te ama e lutará com você e se o seu passado voltar vocês lutarão juntos
– Mas e se ela morrer? Eu não suportaria, quase enlouqueci quando Angela se foi, mas se acontecesse com Isabella eu morreria junto, pois eu não suporto pensar em continuar vivendo em mundo em que ela não exista, nunca iria me perdoar, mataria Lizbeth com minhas próprias mãos – falou chorando mais, Esme não sabia mais o que falar para convence-lo a se dar uma oportunidade de ser feliz, Edward não conseguia se perdoar, ainda achava que a culpa de tudo o que aconteceu foi dele e era essa certeza que o não deixava ser feliz
– Meu querido menino a vida não é sobre aprender a perdoar aqueles que o feriram ou esquecer seu passado. É sobre aprender a perdoar a si mesmo, por ser humano e cometer erros. Sim, as pessoas nos desapontam todo o tempo, mas a mais dura lição vem quando desapontamos a nós mesmos, é por isso que você continua se culpando, você não se perdoou por tudo o que aconteceu com Angela, acha que não cuidou bem dela, mas você fez o possível meu filho só não era para ser, e pense, você não amava Angela, teria se casado com ela pelo filho que esperava, porém seria infeliz e a faria infeliz, além de que não teria conhecido Isabella, então meu filho não desperdice essa nova chance que a vida está lhe dando vá atrás de Isabella e implore seu perdão.
Edward ficou estático, a esperança percorrendo seu corpo, será que haveria chance de ser feliz com Isabella? puxou o ar com força, e seu filho? pensar que a mulher da sua vida tinha uma parte sua, chegava a ser surreal, um sorriso brotou em seus lábios, ele levantou – se e foi em direção a porta sem dar nenhuma explicação para Esme, mas ela saberia onde estava indo, enquanto pegava seu carro uma imagem começou a se formar, uma menina com lindos cabelos castanhos, um sorriso desdentado e os olhos verdes como os seus, aquela cena tocou seu coração e ele sentiu uma alegria imensa, ao mesmo tempo sentiu-se culpado por ter deixado que seu medo o fizesse rejeitar aquela parte tão importante sua.
Tomado por pensamentos felizes de seu futuro ele não percebeu que já estava em frente ao prédio que Alice morava, respirando fundo Edward saiu do carro e foi correr atrás da sua felicidade, sabia que não seria fácil ele havia magoado muito o seu doce cisne, quando rejeitou o filho deles, o filho deles! ele ainda sentia uma alegria ímpar ao imaginar uma linda garotinha com os cabelos de Isabella e a mesma cor dos seus olhos, uma criança para amar e proteger, alguém que nunca o abandonaria, já amava esta criança com uma intensidade que o deixou estupefato, logo ele que pensava não ser capaz de amar a ninguém, amava duas pessoas com tanta força que seria capaz de tudo pela felicidade destes dois seres, Isabella e seu filho.
– Ei Bells o que houve? — Alice abraça a amiga assim que ela passa pela soleira da porta chorando.
– Eu estou grávida Alice. — Bella responde, enquanto continua abraçada a ela chorando por sua infelicidade por ter tido seu filho renegado por Edward.
– Mas isso é maravilhoso Bella, você já contou ao Edward? — Alice não entendia o porquê dela estar nervosa daquele jeito, ela achou que fosse por medo.
– É por isso que estou aqui, ele não aceitou muito bem, na verdade ele me pediu para fazer um aborto, você acredita nisso Alice? Ele quer que eu mate o nosso filho. — Bella chora mais uma vez e Alice a abraça novamente.
– Mas Bella ele não está só assustado? Isso é novidade para vocês dois, homens são assim, totalmente inseguros quando o assunto é sério, você devia dar um tempo e conversar com ele a respeito disso — Alice traz a amiga para que se sente no sofá.
– Eu não quero mais falar com ele. — diz decidida. – Ele quer que eu mate um ser inocente e isso não tem perdão Alice.
– Bella pense melhor na situação, não hoje, mas pense quando esfriar a cabeça, vocês se amam e um filho só fortalecerá esse amor, faço-o cair em si. — Alice aconselha.
– Ângela esteve grávida antes de morrer e ele aceitou, ele até ficou feliz, a pediu em casamento, e é isso o que ele faz comigo? mesmo dizendo que me ama. — ela diz com o coração machucado, e antes que Alice diga algo, Jasper passa pela porta da cozinha onde esteve calado durante toda a conversa das duas, ele havia escutado tudo e iria passar por cima das ordens de Edward em não mostrar o dossiê onde estava tudo o que Lisbeth fizera a ele e Ângela.
– Bella se me permite, preciso lhe contar, ou melhor, mostrar algo que pode mudar seu julgamento sobre as ações do Cullen. — Jasper sai pela porta indo até seu carro buscando os papeis.
Bella chora a cada linha que lê sobre as torturas que Edward passou nas mãos de Lisbeth, ele foi obrigado a ter relações sexuais quando não passava de um menino, muitos dos homens que estavam listados naquele dossiê eram homens poderosos grandes empresários, pessoas com reputação de serem cidadãos de honra, agora entendia como Lizbeth conseguia ter tanto poder, ela conhecia pessoas poderosas e devia as chantagear, seu ódio por aquela mulher só cresceu, e Bella prometeu a si mesma que um dia a faria pagar.
Ela coloca a mão na boca quando vê as terríveis fotos de Ângela sendo torturada, seu corpo todo machucado e o sangue escorrendo, viu também o vídeo onde Lisbeth dizia que Edward era o responsável pelo que estava acontecendo com ela e com o filho que esperava, não aguentou mais quando viu Ângela sendo esmurrada na barriga até começar a sangrar por entre as pernas, sinal de que estava abortando o bebê.
– Deus! — É a única palavra que sai da boca de Bella, ela imaginava o quanto seu Edward sofreu, e como suas palavras agora faziam sentido, ele carregava aquelas mortes nas costas, mesmo sem ter culpa delas.
– Ele recebeu uma foto sua como próxima vítima se caso você não saísse de sua vida, então Bella dê a ele uma chance de explicar-se melhor. — Jasper retira o cd do aparelho de DVD e guarda todas as provas contra Lisbeth.
– Eu preciso ir até ele. — Bella levanta-se num arroubo, pegando sua bolsa, mas antes resolve agradecer aos amigos. – Obrigada por isso Jasper. — ela o beija no rosto em agradecimento e depois sussurra um obrigado a sua amiga que sorri a encorajando.
Decidida a voltar à cobertura de Edward, Bella segue em direção a porta e quando a abre seu coração quase salta, ali estava o homem que ama com a mesma face triste que ela estava.
Edward aproximou-se da porta do apartamento de Alice e quando ia bater sentiu algo se chocar contra ele e em seguida o perfume que ele amava tomou conta de suas narinas, era sua Isabella, finalmente em seus braços, aspirou aquele doce perfume de seu cisne e a abraçou forte, tomando seus lábios em seguida
Eles ficaram ali se beijando, até ouvirem um limpar de garganta, Edward foi o primeiro a interromper o beijo e olhar quem estava interrompendo seu momento com Isabella, Jasper e Alice estavam ali com sorrisos nos rostos, Edward ia falar algo, mas Jasper o interrompeu
– Eu e Alice estamos de saída, vocês dois precisam conversar e podem fazer isso aqui não é mesmo Alice? – perguntou
– Claro que sim podem ficar aqui o tempo que precisarem – falou dando um a braço rápido em Bella – Vamos Jasper? – Os dois saíram deixando Bella e Edward sozinhos, eles sabiam que precisavam conversar, Isabella entendia o porquê seu Mestre rejeitou o filho deles mas isso não queria dizer que o perdoava pelas palavras cruéis, e Edward tinha tanto a dizer para o seu cisne, mas agora a única coisa que queria era tê-la em seus braços então voltou a beijá-la intensamente e Bella correspondeu pois por mais magoada que estivesse, esse era o homem que amava e que sempre amaria e não conseguia resistir a ele
Lá fora sem que ninguém percebesse uma pessoa na escuridão observava através de um binóculo os beijos apaixonados do casal e a cada carinho trocado por eles, essa pessoa sentia sua raiva crescer mais, e jurou que se Edward não fosse seu não seria de mais ninguém...
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