Notas iniciais
Notas da Renata: Pessoas eis o capítulo tão esperado...peço mais uma vez desculpas pela demora mas a vida da gente e muito corrida...enfim quero agradecer a todas que comentaram e que recomendaram... No tentando gostaríamos que todas as pessoas que leem comentasem afinal não custa nada deixar uma palavrinha para as autoras ne...bjs a todas Notas da Lisa: Bom pessoas lindas eu sei que demoramos muito nesse capítulo mas como todas sabem nós gostamos de postar só o melhor para vcs e isso demora até porque temos uma vida real agitada mas eu agradeço a todas por comentarem fico muito feliz e quem sabe neste capitulo não consigamos chegar aos 2 mil comentários estou contando com vcs e recomendações são bem vindas bjs e amamos vcs

Ao longe escutava um bipe insistente, passos apressados e um cheiro desagradável de remédios, Bella estava desnorteada com os acontecimentos, parecia estar como em um de seus sonhos, ou melhor, um de seus piores pesadelos, ainda não havia recuperado totalmente sua consciência sobre o que havia acontecido, mas sabia que precisava acordar, precisava ver o seu amor, por isso abriu os olhos rapidamente deparando-se com uma Alice assustada, ainda vestida com a roupa da festa, então ela percebeu que estava deitada numa cama de hospital, com a certeza de que seu pior pesadelo havia mesmo acontecido.

– Bella, graças a Deus está bem. — Alice corre para abraça-la.

– Onde ele está Alice? — Bella pergunta com a voz cheia de medo, não aguentaria nenhuma notícia ruim, não suportaria viver sem Edward. Bella começa a derramar lagrimas de desespero quando percebe que sua amiga permanecia em silencio, parecia lhe esconder algo, e fica pior quando Alice abaixa a cabeça e mexe as mãos nervosamente.

– Alice olha pra mim. — exige, mas a amiga continua de cabeça baixa, fazendo Bella pegá-la pelos braços e a balançar para que a olhe nos olhos.

– Me diga onde ele está? Alice por favor, não me diga que ele morreu? Eu não suportaria, Deus isso é tudo culpa minha. — Bella começa a chorar alto, soltando Alice e abraçando o próprio corpo, o pior havia mesmo acontecido e tudo por sua culpa. A dor lhe dilacerava por dentro, seu coração estava destruído, ela não desejava mais viver não sem ele, não sem o seu Edward, o seu cavaleiro. Até mesmo respirar estava difícil, tudo o que desejava era gritar para que toda sua dor fosse embora, e junto com a dor outro sentimento estava tomando seu corpo, o desejo de vingança, ela caçaria aquela mulher e a mataria e quem sabe assim poderia morrer e encontrar Edward.

– Ei Bella. — Alice abraça a amiga e continua. – Ele não morreu. – Com essa notícia Bella rapidamente enxuga as lagrimas e olha nos olhos da amiga vendo que ela estava sendo sincera.

– Então me diga onde ele está porque eu preciso vê-lo agora. — Bella desce da maca calçando suas sandálias de salto.

– Ei Bella espere. — Alice para a amiga deixando-a confusa. – Você ainda não pode vê-lo.

– Como assim não posso vê-lo? — Bella não entende o porquê, mas no fundo sabia que era algo grave.

– Ele está passando por uma cirurgia agora, pelo que soube estão tentando retirar a bala. — Alice continua com a voz triste deixando Bella ainda mais desesperada.

– O que está escondendo Alice? — Bella pergunta num fio de voz. — Ah Bella. Alice corre para abraçar a amiga e decide contar sobre o risco de morte que Edward corria. – Não existe certeza de que ele irá sobreviver a esta cirurgia, pelo que Jasper me contou ele parece ter tido uma parada cardíaca durante a sua vinda ao hospital.

– Eu não posso viver sem ele Alice. — Bella chora alto sentindo seu coração mais uma vez despedaçar. – Eu não vou viver sem ele. — Bella se solta dos braços da amiga e sai pelo hospital procurando pelo grande amor de sua vida, ela o encontraria, não precisava que ninguém lhe mostrasse o caminho seu coração sabia como e onde encontra-lo. Não demorou muito para Bella ver por trás de vidros toda a família Cullen reunida, podia ver Esme debruçada sobre o ombro de Emmet enquanto chorava pelo filho, até mesmo Rosálie parecia nervosa e triste. No entanto antes que pudesse atravessar o corredor Bella é barrada por um enfermeiro.

– O que pensa que está fazendo? Bella pergunta quando o homem lhe segura pelo braço não permitindo sua entrada. — Desculpe senhorita, mas só familiares podem entrar. — Eu sou da família, agora me deixe passar. — Bella tenta soltar-se.

– Qual seu parentesco com o Sr. Cullen? – diz e aperta os olhos duvidando que aquela garota fosse mesmo da família, para ele, ela era apenas mais uma das malucas que ali estiveram. Já Bella pondera sobre a resposta que deveria dar, não sabia mais o que ela e Edward eram, nada tinha ficado claro na noite passada, ela só sabia que o amava e que precisava urgentemente de notícias. — Eu o amo e é só isso que interessa. — Ela dá a melhor resposta possível, tentando convence-lo de que ela não era mais uma fã maluca. — Escute ninguém vai me impedir de entrar lá. — Bella dá um solavanco no homem tentando soltar-se. – E para seu próprio bem é melhor me soltar.

– Eu já retirei muitas fãs do Sr. Cullen daqui então é melhor me obedecer moça, retire-se imediatamente ou serei obrigado a chamar os seguranças para que a retirem. O homem ameaça deixando Bella ainda mais furiosa, ninguém a tiraria dali.

– Escute aqui, você não tem ideia do inferno que venho passando desde a noite de ontem, desde o momento que aquela vadia me ameaçou e depois colocou a vida do homem que amo em risco. — Bella se solta bruscamente não sentindo a ardência em seu braço que estava vermelho por causa do aperto dele. — Ninguém me impedirá de entrar você me entendeu? Se eu tiver que passar por cima de você e de qualquer pessoa que chamar eu passarei, então é melhor sair do meu caminho porque sou capaz de qualquer coisa para estar ao lado dele.

– Está me ameaçando senhorita? – Ele pretendia chamar os seguranças, no entanto são interrompidos por Esme que escutou os gritos de Bella.

– Bella. — Esme corre para abraçar Isabella, essa menina que tanto bem fez a Edward e consequentemente a todos eles.

– Porque toda essa discussão? – Esme pergunta

– Este senhor não me deixava passar, peço desculpas pelo barulho, mas eu precisava entrar. — Bella sente-se envergonhada pela discussão.

– Sra. Cullen achei que ela não era da família, que não passava de mais uma fã louca como as que estiveram aqui antes. – disse ele envergonhado

– Bastaria ter perguntado e não tirado conclusões precipitadas, esta moça é namorada de meu filho. — Esme educadamente repreende o segurança.

– Desculpe-me Sra. Cullen e é claro senhorita. — pede desculpas as duas e rapidamente sai da sala temendo por seu emprego.

– Venha comigo querida. — Esme abraça Bella pelos ombros até chegar a sala onde Emmet e Rosálie estão.

– Esme, por favor, me diga que ele está bem. — Bella suplica, e Esme chora ainda mais por não saber se seu filho ficaria mesmo bem.

– Eu não sei Bella, Carl ainda está na sala de cirurgia com ele e nós não temos notícias. — Esme enxuga as lagrimas e acaricia o rosto retorcido de dor. – Essa espera está nos matando.

– Isso tudo é culpa minha. — ela recomeça a chorar. – Eu não devia ter saído com aquela mulher. – disse, soluçando alto

– Você sabia quem ela era Bella? — Emmet pergunta aproximando-se dela.

– Não, eu achei que ela fosse amiga da sua família, ela falou tão intimamente de Edward que achei que ela fosse confiável.

– Não se culpe Bella, Lizbeth consegue enganar a qualquer um, nada foi culpa sua. — Esme sabia de todos os podres da tia de Edward inclusive, sobre ela ter influência em algumas pessoas poderosas e perigosas, o que a fazia temer mesmo sabendo que ela estava por trás das grades.

– Ela é a culpada por meu irmão ser como é hoje. — Emmet diz com a voz magoada, amava seu irmão e odiava o fato de ele ter sofrido tanto nas mãos de Lizbeth.

– Ele me contou algumas coisas de seu passado, o que não consigo entender é porque tanto ódio, o que Edward fez a ela? ele era apenas uma criança. – disse Bella

– Não foi ele querida, Lizbeth era apaixonada pelo pai de Edward mas ele preferiu Elizabeth a ela, Lizbeth era noiva de Anthony, na festa de noivado deles, ele conheceu Elizabeth e foi amor à primeira vista, em seguida ele desmanchou o noivado e casou com Elizabeth, Lizbeth nunca superou e eu acredito que ela transferiu todo o amor que sentia por Anthony para o Edward, juntamente com a raiva que sentia de sua irmã. — Esme explica e Bella lembra do que seu Mestre havia falado antes de levar o tiro, ele havia falado do amor dos pais o que havia enfurecido ainda mais Lizbeth.

– Mas isso é doentio. — Bella então consegue encaixar as peças que faltavam, Lizbeth era apaixonada por Edward, aquele sentimento todo de posse sobre ele só significava que ela o desejava como homem o que deixou Bella ainda mais enfurecida. – Ela terá que pagar por todo mal que fez a ele.

– Ela está presa agora querida. Esme segura as mãos de Bella notando que ela queria vingança.

– Às vezes a prisão não é o suficiente Esme. — Bella estava disposta a fazê-la pagar, agora mais do que nunca tinha motivos suficientes para querer vingança. Antes que Esme fale mais alguma coisa Carlisle aparece na sala ainda vestido em roupas especiais para cirurgias.

– Carl diga que nosso filho está bem. — Esme levanta-se apreensiva juntamente com Bella.

– A cirurgia foi um sucesso mesmo com tudo o que aconteceu. — Esme sorriu com a notícia, mas seu rosto se entristece ao notar que seu marido continuava com o rosto preocupado.

– Carl o que está escondendo? — Esme pergunta enquanto Bella se aproxima ainda mais dele, precisava saber se seu Edward ficaria mesmo bem. — Edward perdeu muito sangue, e sofreu duas paradas cardiorrespiratórias, ele está debilitado e por isso tivemos que induzi-lo ao coma, teremos que aguardar pelo menos 72 horas e então sabermos se ele ficará realmente bem. — A notícia faz com que Esme caísse novamente no sofá chorando por seu filho.

– Carlisle está dizendo que ele ainda corre risco de morte? — Bella pergunta com a voz cheia de dor.

– Infelizmente sim. — Carlisle não segura mais sua emoção e chora, apesar de ser um médico e estar acostumado com a vida e a morte, era seu filho naquela sala, e ele estava com medo de o perder, assim como Emmet e Rosálie.

– Isso não pode acontecer. — Bella não acredita que o pior pudesse ainda ocorrer, ela de repente não suportava estar mais naquela sala, precisava de ar ou novamente iria desmaiar. Saiu da sala sem escutar Esme a chamando. Andou pelos corredores brancos abraçando o próprio corpo, com seu rosto banhado em lagrimas e em sua cabeça repassava momentos que ela viveu ao lado de Edward. Depois de muito andar deparou-se com uma pequena capela, decidida a implorar a Deus pela vida de Edward, Bella senta em um dos bancos do lugar e roga pelo homem que ama. Ela não sabia por quanto tempo ficou ali, só sabia que precisava voltar para Edward, precisava vê-lo, mesmo que de longe, precisava saber se ele ainda respirava. Saiu pelos corredores e esbarrou em Alice que deu graças aos céus por ter encontrado sua amiga, por um instante achou que Bella seria capaz de cometer uma loucura contra sua vida.

Bella chorou mais uma vez no ombro de sua amiga contando a ela sobre o estado de Edward.

– Eu sinto muito Bells. — Alice abraça sua amiga mais forte. Elas então seguem até a sala onde os Cullens permaneciam chorando, e Bella pergunta a Carlisle quando poderia ver Edward.

– Assim que ele estiver acomodado nós poderemos vê-lo, mas somente por alguns minutos. — Carlisle responde a Bella deixando-a mais confortada. Momentos depois, algumas enfermeiras chamam Carlisle deixando todos apreensivos, Carlisle apenas avisa que está tudo bem e que voltaria logo com mais notícias. Pareciam ter se passado horas desde que Carlise entrou e Bella permanecia naquele maldito corredor esperando notícias do seu Mestre, parada ali ela sentia a apreensão aumentar, porque ninguém vinha dar notícias? Carlisle havia dito que Edward estava bem, mas ela precisava vê-lo para confirmar por si mesma. Alice ficou ao seu lado até que Jasper chegou ao hospital ele cumprimentou Isabella com um aceno de cabeça e ele e Alice foram para um outro canto do corredor e começaram conversar, em outras circunstâncias Bella ficaria curiosa para saber sobre o que conversavam mas agora tudo o que queria era ver Edward e saber que ele estava bem. Quando ela ficou sozinha, tocou o colar que seu Mestre havia lhe dado, aquele objeto era o símbolo da relação que mantinha com Edward, e o tocando ela se sentia mais perto dele, ela sempre pensou que por culpa do seu passado não seria capaz de entregar-se totalmente a um homem, porém no momento que conheceu seu cavaleiro todas as suas crenças foram abaladas, Edward sempre lhe dizia que ela era a sua salvação, mas isso não era verdade, ela sabia que ele era a sua redenção, sem Edward simplesmente não existiria Isabella, não era possível imaginar continuar vivendo em um mundo em que ele não estivesse, mesmo se um dia eles se separassem, ela sobreviveria pois saberia que em algum lugar Edward respirava

Bella sente seu coração acelerar-se pela angustia quando vê Carlisle voltando, ele lhe dá um pequeno sorriso e procura por Esme que parece estar eufórica, Isabella respira aliviada e conclui que enfim todos poderão ver Edward. Ela então sai de seu estado de torpor e aproxima-se do casal, Esme já aproxima-se de Bella com um sorriso de felicidade, poderia finalmente ver seu filho.

– Eu vou vê-lo querida e logo depois você poderá ir também. — Esme abraça Bella e em seguida se deixa ser guiada por Carlisle.

– Esperarei ansiosamente. Bella começa a andar de um lado para outro no corredor, não conseguia segurar sua ansiedade, seu nervosismo para saber se ele estaria mesmo bem, não suportava a ideia de ter que esperar 72 horas para saber se ele sobreviveria, odiava ainda mais o fato de que se considerava responsável por tudo o que aconteceu.

– Bella?! — Carlisle a toca no ombro. – Você pode vê-lo agora – diz e só assim ela para de andar de um lado para o outro, agora poderia enfim aquietar seu coração, pelo menos era o que esperava.

Bella olha para a família Cullen que ainda permanece angustiada, Esme mesmo depois de ver o filho não mudou seu semblante triste o que deixou Bella ainda mais angustiada. Não perdendo tempo ela acompanhou Carlisle até o quarto da UTI que Edward estava, antes de entrar ela teve que vestir roupas especiais e limpar-se. Seu coração batia fortemente só pelo fato de estar tão perto dele, e quando enfim tocou a maçaneta daquele quarto parecia que estava voltando à vida.

– Bella eu consegui cinco minutos para você, ele não pode receber visitas por causa de seu quadro clinico. — Carlisle avisa o que deixa Bella de certa forma triste, não queria ter que permanecer apenas cinco minutos ao lado dele, ela queria ficar ali até que Edward abrisse seus olhos, mas sabia que era preciso deixa-lo para que pudesse se recuperar.

– Obrigada Carlisle. — Bella dá um pequeno sorriso de agradecimento a ele.

– E Bella faça o possível para trazê-lo de volta para nós. — Carlisle pede chorando, acreditava que era preciso um milagre para salvá-lo, e é claro do amor que aquela garota sentia por ele.

– Eu farei Carlisle. Bella o abraça e lhe beija carinhosamente na bochecha. — então entra no quarto, e seu coração falha ao ver o homem que ama com o peito enfaixado e ligado a tantos aparelhos, não aguenta ver seu forte e viril mestre daquela forma tão debilitada. Coloca, a mão na boca em uma tentativa de conter seus soluços, não podia chorar ali, precisava mostrar a seu Edward que estava ali para lhe dar forças em sua recuperação.

– Oi meu amor. Bella aproxima-se, mais da cama tocando o rosto que tanto ama. – Sinto tanto a sua falta. Bella beija todo o rosto de Edward ou pelo menos onde dá, já que ele estava ligado a tubos tanto na boca como no nariz. — Me desculpe por ser tão teimosa. Bella beija uma das mãos de Edward tomando todo o cuidado para não machuca-lo. — Por favor, meu amor volte pra mim. Ela acaricia o rosto dele novamente dando um pequeno sorriso. – Eu o amo tanto, está me escutando? Eu sempre vou ama-lo. Bella escuta o bip então aumentar, e os aparelhos começam a fazer barulhos cada vez mais altos, por um momento achou que ele estivesse mesmo voltando pra ela, mas quando viu todas aquelas pessoas vestidas de branco entrando pelo quarto carregando vários aparelhos ela teve certeza de que era algo ruim acontecendo, e mais uma vez seu coração se desesperou por sentir que seu Edward parecia estar lhe deixando.

– Srta você precisa sair imediatamente. — Um dos médicos a pega pelos braços guiando em direção a saída.

– O que está acontecendo? Bella pergunta desesperada, e fica ainda pior quando olha para trás vendo que estavam cortando rapidamente a faixa do peito de Edward enquanto outros preparavam uma máquina.

– Você precisa sair agora. Ele novamente pede.

– Por favor, me diga o que está havendo com ele? Por favor, eu suplico.

– Ele está tendo uma parada cardíaca. — O médico responde deixando Bella desesperada.

– Por favor, salve-o. — Bella suplica e sai da sala forçando suas pernas obedecerem. Após sair daquele quarto onde seu grande amor estava lutando com a morte, Bella desliza pelas paredes até cair em prantos, Edward não poderia morrer, ela não suportaria, mais uma vez se deixou levar pela dor. Esme veio em seguida e ajudou-a levantar-se, depois a levou a um quarto onde ela trocou de roupa, as duas soluçavam desesperadas com a possibilidade de perder Edward.

– Ele não vai morrer não é Esme? — Bella pergunta entre soluços.

– Ele não vai querida, o nosso Edward é forte e tem muita vontade de viver mesmo que as vezes demonstre o contrário. Esme tenta confortá-la e a si mesma.

– Acho que é culpa minha, eu não devia ter pedido que ele voltasse logo pra mim, ele deve ter escutado e se forçado, eu não podia. Bella começa a chorar mais ela sentia como se seu peito estivesse sendo quebrado, a dor era insuportável.

– Ei querida nada disso é culpa sua, vamos voltar para a sala e esperar, Edward vai ficar bem. — Esme tenta levantar a garota enquanto enfermeiras aparecem com uma dose pequena de calmante para Bella que toma sem nem ao menos se dar conta e só assim ela consegue acalmar-se e sentar-se junto com os Cullens e a amiga Alice.

Durante o período que ficou na sala de espera Bella continua num torpor abraçando seu próprio corpo e em oração para que seu Edward não morresse. Quando o Dr. Louis chegou à sala de espera nem mesmo os calmantes seguraram Bella, ela levantou rápido indo de encontro ao médico.

– Nós conseguimos reverter o quadro do Sr. Cullen, ele está estável agora, aguardaremos às 72 horas e depois podemos transferi-lo para um quarto. — O médico avisa e todos suspiram aliviados. Louis fica curioso com a moça na sua frente, ele conhecia a família Cullen há muitos anos e nunca tinha a visto antes, até que Carlisle parece perceber a curiosidade dele e os apresenta.

– Essa é Isabella, ela é namorada do meu filho – Carlise diz, Lois fica espantado, pois não sabia que Edward tinha relacionamentos, ele sabia que Edward Cullen era um Dom no mundo BDSM, mas nunca ouvira falar que ele tinha namorada, essa garota deveria ser importante — pensou.

– Obrigado Dr. Louis. — Carlisle agradece ao médico que aperta a mão de seu chefe e vira as costas para ir embora.

– Dr. Louis. — Bella chama pelo médico que a olha e reconhece mesma mulher que lhe pediu para salvar o Cullen.

– Obrigada por salvá-lo. — Bella diz enquanto abraça o homem e ali acaba de nascer uma grande amizade.

Durante meia hora todos permaneciam calados encolhidos, remoendo suas próprias dores, Alice insistiu por diversas vezes que Bella tomasse pelo menos um café, mas ela negava estar com fome, acreditava que se colocasse algo no estomago colocaria tudo para fora em seguida. Estavam todos aguardando mais notícias de Edward. E nesse tempo de espera, tudo o que Bella conseguia colocar na boca era água, e em uma de suas idas para tomar água Rosálie a acompanhou e lhe surpreendeu ao chamá-la para darem uma volta para que conversassem, Bella não queria sair para muito longe dali, por isso aceitou irem até a recepção que ficava ao lado de onde os Cullens estavam.

– Bella eu quero lhe pedir desculpas por tudo o que fiz a você. — Rosálie surpreende Bella, que percebe que suas desculpas agora eram verdadeiras.

– Pelo que me lembro você já me pediu desculpas. — Bella não deixa de alfinetar, afinal Rosálie nunca perdeu a chance de agir mal com ela.

– Acho que percebeu que não fui sincera, na verdade Edward me forçou e você sabe o quanto ele faz isso bem. — Rosálie prefere ocultar a forma como Edward a forçou.

– Então o que mudou? — Bella fica curiosa, Rosálie nunca pareceu suporta-la. — Eu fui uma cadela com você desde o começo por ciúmes. — Rosálie enfim admite.

– Ciúmes? — Bella já começa a pensar o pior sobre a loira.

– Não dessa forma que está pensando, eu não tenho sentimentos por Edward, eu sempre amei Emmet. – disse, fazendo um gesto com as mãos

– Eu não entendo do que fala então Rosálie. — ela estava cada vez mais confusa com aquela história.

– Eu era amiga de Ângela e sempre torci para que Edward a amasse como ela o amava, eu queria que minha amiga fosse feliz, e logo depois que ela morreu. Rosálie respira fundo como se buscasse forças para continuar a falar. — Eu odiava o fato de Edward não respeita-la e ficar com várias mulheres logo depois que ela morreu, eu não gostava de nenhuma delas, mas odiei ainda mais você pelo simples fato de que aos olhos de Edward você era diferente, o que quero dizer Bella é que ele a ama como nunca amou ninguém, e isso era o que me irritava, o amor que ele não deu a Ângela ele estava dando a você. — Rosálie chega mais perto de Bella que está boquiaberta com tudo aquilo, então a loira tinha apenas ciúmes por sua amiga.

– Eu não sei o que dizer Rosálie. — Bella balança a cabeça negativamente tentando clarear suas ideias.

– Não estou pedindo que seja minha amiga, acho que não mereço isso, pelo menos não agora, mas peço que me desculpe e que enfim possamos nos dar bem, afinal seremos da mesma família. — Rosálie estende uma mão para Bella esperando que ela aceite suas desculpas sinceras.

– Aceito suas desculpas Rosálie, dessa vez posso ver que são verdadeiras. — Bella aceita o aperto de mão da loira. Nesse momento o Dr. Louis aparece junto com Carlisle avisando que Edward estava estável e que todos poderiam enfim irem para suas casas.

– Carlisle eu gostaria de ficar, mesmo que seja em um desses sofás, eu não sairei daqui até que ele acorde. — Bella surpreende a todos com o pedido e Louis tentando ajudar dá uma sugestão. — Carlisle se me permite acho que a Srta. Swan pode ser de fundamental importância para a recuperação do Sr. Cullen. — Louis sorri para Bella que cora como um tomate, aquele homem despertava nela o mesmo sentimento familiar que o embaixador.

– Providenciarei para que fique acomodada Bella. — Carlisle fica feliz por Bella querer estar ao lado de Edward, ele também achava que ela era fundamental para seu filho, mas temia pelo bem estar da futura nora. Esme agradece a Bella por ficar com seu filho e tinha certeza de que Isabella traria novamente Edward para família.

Bella se acomoda no quarto ao lado de onde Edward esta, agradecendo a todos os Cullens que eram os donos daquele hospital, já Alice não havia gostado muito da ideia de deixar sua amiga sozinha ali, não quando Bella estava tão frágil.

– Tem certeza de que ficará bem Bells? — Alice pergunta ao deixa-la no quarto de hospital, que graças a Carlisle conseguiu. Não iria sair daquele hospital, não sem Edward.

– Ficarei bem Alice, fique sossegada. — Bella olha pela janela de vidro tendo a visão de um dos lagos mais bonitos de Seattle, quem dera poder estar vendo isso ao lado de Edward.

– Eu trarei roupas e outras coisas de que vai precisar. — Alice aproxima-se de Bella preocupada, sabia que sua amiga estava abalada com todos os acontecimentos e temia por sua saúde.

– Está mesmo bem Bella? – pergunta

– Eu só sinto a falta dele Alice, eu só necessito dele. — Bella responde ainda olhando para os pequenos barcos no lago, podia ver duas pessoas em cada barco que julgou serem casais em um passeio romântico, e por Deus como queria estar em qualquer lugar com Edward novamente saudável

– Ele ficará bem Bells. Alice abraça sua amiga que continua a olhar pela janela perdida em pensamentos. Depois que Alice saiu do hospital os Cullens ainda ficaram por um tempo com Bella, tentaram fazer com que a garota comesse algo mas tudo fora em vão, ela não tinha fome, estava apreensiva e nervosa demais. Esme agia de forma maternal com Isabella, tentou de todas as formas acalma-la, e de certa forma conseguiu, Bella encontrava-se mais tranquila quando Alice chegou com suas roupas e produtos de higiene pessoal. Todos fizeram companhia a ela até o anoitecer, e por muita insistência de Bella Esme não ficou também no hospital, ela insistiu que a mãe de Edward precisava ir para casa e descansar, pois ela ficaria ali até o momento em que Edward acordasse e pudesse ir para casa.

O que a fez pensar se ainda voltaria a cobertura de Edward como sua submissa ou talvez como alguém importante na vida do seu Mestre, lembrou-se da conversa que teve com Rosálie, a loira afirmava que Edward a amava o que a deixava imensamente feliz.

Bella resolve tomar um banho e tentar tirar um pouco do stress do seu corpo, olhou-se no espelho e assustou-se com sua imagem, estava com os olhos inchados demais, assim como o rosto vermelho, seus cabelos estavam uma bagunça, assim, como sua vida sem a presença do seu Mestre.

Depois de tomar banho e vestir seu velho jeans e suéter Bella sente-se revigorada, não estava com uma cara feliz mas sentia-se como se um grande peso houvesse saído, a sujeira que Lizbeth deixou em seu corpo depois de toca-la com suas mãos imundas havia saído.

– Srta. Swan. — Bella assusta-se com o Dr. Louis a porta. – Desculpe por assusta-la, mas vim ver como está.

– Estou um pouco melhor, obrigada por perguntar doutor. — Bella sente aquele estranho sentimento com relação ao homem.

– Me chame de Louis. — O médico entra no quarto sorrindo para ela que o lembrava de alguém que ele não conseguia identificar.

– Só se me chamar de Bella. — ela sorri simpática, gostava daquele homem e era estranho.

– Então Bella soube que ainda não comeu nada desde que chegou aqui, por isso vim convida-la para tomar um café, estou em meu horário de intervalo e adoraria que me acompanhasse. — Louis convida torcendo para que Bella aceite ou do contrário teria que tomar medidas drásticas com a garota que tinha a intenção de ajudar e proteger.

– Eu não tenho fome, mas agradeço pelo convite Louis. – diz ela sentando-se na cama

– Bella se não comer serei obrigado a solicitar a Carlisle que lhe mande para casa, não posso me responsabilizar por mais um doente, e tenho certeza de que o Sr. Cullen não gostará nada de saber que você não comeu durante o tempo em que ele estará aqui. – falou a encarando serio

– Tudo bem, eu aceito o café. — Bella aceita ao convite o seguindo pelos corredores até o restaurante do hospital. E ao entrarem no recinto Bella percebe os olhares de muitas enfermeiras e médicas para os dois, parecia que todos pensavam que ela e o médico tinham algo mais do que amizade dado é claro a circunstancias, Louis era um perfeito cavalheiro tratou-a com imensa cordialidade ao puxar a cadeira para que ela sentasse, para logo depois pedir várias coisas do cardápio e lhe sorrir simpaticamente, sendo assim não era para menos que todos pensassem que ele a estava cortejando.

– Então Bella o que você faz, além de greve de fome? — Ele pergunta rindo de sua própria piada, arrancando de Bella um sorriso.

– Minha amiga Alice e eu temos uma livraria. — Bella responde sentindo-se mais animada.

– Então temos uma bibliotecária. Diz ele apontando para ela

– Algo como isso. — Bella dá de ombros agradecendo em seguida ao garçom que lhe serve um café.

– Pedi croissants para você, são os melhores de toda Seattle. — Louis coloca a cesta de croissants perto dela intimando-a com o olhar para que coma. – Não adianta negar, você tem que comer. — Então há quanto tempo trabalha aqui? Bella come e tinha que admitir que era mesmo delicioso.

– Fui transferido recentemente de Forks para cá, na verdade eu solicitei minha transferência, minha avó precisava de um tratamento bem mais sofisticado que só podia ser feito neste hospital. — Louis explica deixando Bella boquiaberta por ele ser de Forks, a mesma cidade em que sua mãe morou. — Sinto muito por sua avó, e espero que ela fique bem. — Bella realmente espera que a avó do homem melhore, pois sabia o quanto era ruim perder alguém.

– Então você é Forks? – ela pergunta

– Sim, você parece meio surpresa, por acaso é de lá também? — Louis pergunta em tom de brincadeira já que a jovem parecia surpresa quando ele falou da pequena cidade onde nasceu e morou.

– Minha mãe é de lá, eu nasci em Port. Angeles. — Bella responde bebericando mais café.

– Uau Port. Angeles, meu pai sempre me levava para lá e eu adorava brincar com uma garotinha que sequer lembro o nome, nós dois éramos parentes.

– Não me diga que é bom em decorar números ao invés de nomes? — Bella pergunta fazendo o homem rir alto atraindo a atenção de mulheres que suspiravam com a beleza dele.

– Sou bom em rostos, é tanto que o seu me parece familiar, talvez nós nos encontramos quando morava em Port. Angeles. — Louis brinca arrancando um sorriso de Bella.

– Então o que aconteceu com a garotinha de Port. Angeles? — Bella beberica mais café e sequer nota que já havia comido três croissants, Louis conseguia diverti-la e encanta-la sem nem ao menos tentar.

– Meu pai não me deixou mais vê-la, e depois de algum tempo eu não insisti mais, já que todas as vezes que falava nela ficava de castigo.

– Então algo sério deve ter acontecido. — Bella de repente se sente mais interessada na tal história, mas não sabe o porquê.

– Eu não sei, algum tempo depois fui mandado a um colégio interno e em seguida veio à faculdade, nesse meio tempo o meu pai faleceu, assim como minha mãe e eu não tive mais notícias da garotinha. — Louis tenta lembrar-se da garota com quem brincava todos os fins de semana, mas não consegue.

– É uma pena. — Bella decide então encerrar o assunto.

– Ah acho que pode me ajudar a encontrar alguém já que Port. Angeles é tão pequeno, você conheceu alguém com o nome de Isabella Dwyer? — Louis torce para que sua mais nova amiga conhecesse a garota por quem sua avó procura arduamente.

– Não tive nenhuma amiga que possuísse o meu nome, mas porque procura esta garota? — Bella pergunta sentindo algo estranho dentro de si

– Minha avó tem uma doença degenerativa e busca por esta garota, não sei bem o porquê, mas ela me suplicou que a achasse.

– Eu sinto muito mesmo por sua avó. — Bella segura uma das mãos do homem que lhe sorri e lhe beija a mão num gesto carinhoso.

– Obrigado Bella. Louis estava cada vez mais encantado com a mulher a sua frente, mas não havia malicia ou segundas intenções, ele não sabia explicar o que acontecia realmente.

– Louis acha que Edward se recuperará rápido? — Bella volta para suas preocupações com o homem que ama.

– O Sr. Cullen me parece bem forte, e tenho certeza de que você o ajudará afinal o ama.

– Sim eu o amo, e acredito que você também o ajudará a voltar para a família dele e para mim. — Bella e Louis terminam seu lanche, e então Bella volta ao quarto provisório e Louis a monitorar Edward e cuidar de sua avó, neste tempo ele não tira a garota de olhos chocolates de sua cabeça, e fica ainda mais tentado a descobrir o porquê.

As 72 horas que se passaram foram ainda mais importantes para Bella e a família Cullen, Edward estava se recuperando rápido o que fazia a todos felizes, e depois de quatro dias na UTI foi transferido para um quarto, mas ainda continuava ligado a aparelhos e com o peito enfaixado. Bella continuava no hospital, continuava tomando seus cafés ao lado de Louis que sempre a fazia sorrir e é claro cuidava do homem que ama tão desesperadamente. Todos os dias Bella lia trechos das obras de Edward e comentava com ele tudo o que sentia ao lê-los, ela acreditava que ele podia ouvi-la, e quem sabe assim ele voltasse mais rápido para ela. Louis não tinha certeza se Edward demoraria anos ou dias para acordar, mas tinha a certeza de que sua amiga Bella passaria a eternidade naquele hospital junto a ele, o homem rezava para que Edward acordasse e enfim pudesse ver um sorriso verdadeiro brotar no rosto da garota que se tornou tão especial para ele.

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Edward estava em um lindo jardim, as flores exalavam um perfume suave, mas não entendia porque estava neste lugar, tinha que voltar, precisava saber que Isabella estava bem.

Começou então a procurar uma saída, viu um portão ao longe e foi em sua direção, quando estava se aproximando, uma mulher apareceu a sua frente, ela estava com um vestido longo branco e sorria para ele, Edward conhecia aquele sorriso, era sua mãe Elizabeth, então estava morto? Ficou feliz por ver sua mãe, mas estava preocupado com Isabella, se não fosse por seu lindo cisne ficaria aqui para sempre, entretanto precisava voltar continuou em direção ao portão, mas sua mãe o segurou

– Espere Edward – falou – Você ainda não pode ir, primeiro eu preciso lhe dizer uma coisa, ainda não chegou sua hora meu filho, mas por muito pouco sua linha da vida não foi cortada, eu sei que seu coração guarda uma grande mágoa, mas para que possa viver plenamente é preciso que consiga enterrar seus demônios, agora vá meu filho e não esqueça que você merece ser amado, ainda viverá muitas alegrias e encherá a mim e seu pai de orgulho por ter se transformado no homem que é hoje – Elizabeth então o abraçou e o empurrou suavemente para o portão aberto, Edward caiu, caiu.....

Edward sentia-se flutuar, não sentia dor, na verdade sentia-se quase feliz, não sabia onde estava, tudo ao seu redor era branco não havia cor somente uma luz cegante que parecia chamá-lo, ele começou a ir em sua direção quando ouviu a voz do seu cisne, ela parecia chorar e implorar para que voltasse.

Ele então ignorou a luz e correu em direção contrária, precisava voltar e encontrar sua doce Isabella, Edward correu e correu sem conseguir achar uma saída, cansado apoiou-se contra uma parede, foi quando sentiu um choque em seu peito que o sacudiu inteiro, e logo depois estava caindo.

Onde estava? A dor que sentia era insuportável seu peito parecia estar aberto, o corpo todo doía ele ouvia vozes distantes mas nenhuma era aquela que queria ouvir, sentiu quando alguém lhe aplicou uma injeção e então tudo ficou escuro

A dor do seu peito havia diminuído, porém seu corpo ainda não o obedecia, ele queria mover-se mas por mais que se esforçasse nada acontecia, estava começando a ficar irritado, nunca gostou de se sentir impossibilitado, sua infância tinha lhe ensinado que se deixar ficar à mercê de alguém só lhe traria mais dor, e só não havia sucumbido a tudo o que tinha lhe acontecido porque tornou-se forte e não faria diferente desta vez era muito teimoso para se entregar, conseguiria mover-se ou morreria tentando.

Forcou seu corpo a responder, estava quase conseguindo quando sentiu alguém lhe aplicar outra injeção, mais que PORRA!! Será que não entendiam que não queria dormir, ele tinha que levantar-se e encontrar sua Bella, queria saber onde ela estava, não havia ouvido mais a sua voz, será que ela estava bem? Lizbeth tinha lhe feito algum mal? Edward tentou mais uma vez mas a escuridão o tomou

No momento em que recobrou a consciência voltou para suas tentativas de dominar seu corpo, estava lutando para se mover quando sentiu o suave perfume do seu cisne, ELA ESTAVA AQUI! Por Deus ele precisava se mover, voltou a tentar mas nada aconteceu, porém podia sentir sua Isabella passando a mão por seu rosto, ela se inclinou sob seu peito e ele sentiu as lágrimas que caiam do rosto do seu cisne, sua doce Isabella estava sofrendo e ele não podia fazer nada, nunca sentiu tanta impotência, então ela começou a falar

– Por favor Edward me perdoe, eu juro que nunca mais desobedecerei você – com isso ele sorriu internamente sua Isabella o obedecendo incondicionalmente? Isso ele pagaria para ver, ela continuou a falar – Eu te amo não posso viver sem você por favor meu amor lute e volte para mim, eu preciso sentir seu corpo junto ao meu, eu preciso ouvir sua voz arrogante me dando ordens, eu necessito te abraçar quando você estiver tendo um de seus pesadelos e consolá-lo quando a escuridão do seu passado ameaça-lo, você é luz da minha vida, minha única razão para continuar existindo é saber que você ainda respira volte para mim meu amor – ela terminou de falar deixando um suave beijo em seus lábios então Edward sentiu quando Isabella se foi

Ele precisava voltar não podia deixar seu amor, sua submissa, seu doce cisne sofrer, se esforçou mais e finalmente conseguiu sentir um dedo de sua mão direita se mover, mas o esforço foi tanto que ele simplesmente caiu na escuridão novamente

Mais um dia havia se passado e Edward não mostrava nenhum sinal de que voltaria, Isabella não saía de perto dele só quando o Dr, Lois a obrigava a comer alguma coisa e mesmo assim ela não ficava muito e voltava logo para ficar ao lado do seu amor afinal aquilo era culpa dela. Não deveria ter saído para aquela maldita varanda, Edward havia lhe pedido tanto que não se afastasse do salão e não falasse com estranhos, mas Bella achou que ele estava exagerando, não era uma criança podia falar com quem quisesse, foi o que pensou quando conversou com aquela senhora, Deus! Como poderia ter imaginado que aquela mulher com aparência tão inocente, era o mesmo monstro que tanto machucou seu cavaleiro Não poderia suportar se ele morresse. Sentou-se junto à cama e tomou sua mão entre as suas.

— Edward — o chamou em um sussurro — Edward sou eu, Isabella.

Ele não se moveu, mas ela podia jurar que tinha visto um breve pestanejo.

— Edward, querido, pode me ouvir?

Milagrosamente, o amoroso apelo obteve uma reação: seus dedos se moveram de forma quase imperceptível nas mãos de Isabella.

— Sim, estou certa de que pode me ouvir, meu amor — disse suavemente — Não me deixe, Edward, não me deixe — sussurrou ao ouvido — Não posso sobreviver sem você.

Beijou-o com ternura nos lábios, e de repente um suave gemido escapou vindo de Edward. Isabella lhe acariciou o cabelo, e as lágrimas de alívio começaram a aflorar em seus olhos quando viu que Edward abria os olhos e movia a cabeça.

Isabella foi a toda velocidade até o cabeceira da cama e apertou o botão para chamar à enfermeira. A mulher apareceu rapidamente.

— Está consciente — anunciou Isabella sorrindo.

Então o quarto encheu-se de médicos e enfermeiras todos um pouco chocados com a recuperação de Edward, Isabella ficou ali parada somente sorrindo, finalmente estava respirando normalmente seu Mestre, seu Cavaleiro, seu Amor estava melhorando e isso era tudo o que importava. Todos foram saindo, ficando apenas o Dr. Lois, ele terminava os últimos exames, quando acabou, se voltou para Isabella e disse:

– Parece que eu estava certo Bella, sua presença ajudou na recuperação do paciente – disse ele piscando para ela, e é claro que Isabella ficou mais vermelha que um tomate, ela não conseguia evitar ter essa reação sempre que o doutor Lois falava, o homem tinha sex appeal difícil de resistir, é claro que nada comparado ao seu Mestre mas, mesmo assim era um homem muito bonito e educado. Bella desviou o olhar do Dr. Lois e se voltou para Edward o que viu em seus olhos a deixou temerosa, ele parecia furioso mas Bella não deixaria que isso a impedisse de chegar perto de seu Mestre, aproximou-se da cama e apertou as mãos dele entre as suas dando-lhe um leve beijo nos lábios, no mesmo instante Edward substituiu a expressão de raiva por uma cheia de carinho

– Meu doce Cisne – acariciou os cabelos de Isabella a puxando para um beijo cheio de paixão – Senti falta dos seus lábios meu cisne, nunca mais vou deixa-la ir eu prometo – falou a encarando Bella não podia acreditar no que estava ouvindo será que estava sonhando? Discretamente beliscou o dorso de sua mão mas só sentiu dor, e Edward continuava ali, olhando para ela com tantos sentimentos doces transparecendo que Isabella sentia-se nas nuvens

– Desculpe por favor me desculpe – disse Bella o abraçando – Foi minha culpa você ter sido ferido eu não deveria ter saído para aquela maldita varanda você me pediu tanto que eu tomasse cuidado e mesmo assim eu não lhe dei ouvidos e por causa da minha teimosia é que está aqui nesta cama de hospital, por favor me perdoe – falou chorando, suas lágrimas abundantes lavando seu rosto.

– Pare Isabella, pare com isso agora mesmo – disse seu Mestre com o tom de voz que usava quando eles estavam no quarto de jogos – Eu quero que entenda uma coisa meu cisne, primeiro levante seus lindos olhos eu quero falar isso olhando para eles – Bella então encarou o homem que era dono de sua alma e o que viu fez falhar uma batida do seu coração — Eu não poderia deixar que nada acontecesse a você, mesmo se isso significasse atravessar a linha escura para a morte. – Ele levantou a cabeça e ficou sério, enquanto a olhava com intensidade. – Eu não tenho vida sem você. Não tenho futuro. Não tenho mundo. Não tenho lar. Você é tudo no mundo para mim. E eu a amarei até o dia de minha morte. Até mesmo depois disso. Lágrimas inundaram os olhos de Isabella.

– Eu o amarei dessa maneira, também. Para sempre.

Mais alguns dias se passaram, Edward se sentia cada vez melhor, e sua Isabella estava sempre perto dele, e apesar de se sentir chateado por não poder ainda ficar com seu doce cisne do jeito que queria o importante era que estavam juntos, só o que ele não estava gostando nada era daquele tal Dr Lois, ele parecia muito íntimo da sua submissa, e cada vez que ele entrava no quarto piscava para Isabella, Edward queria arrancar os olhos dele a cada vez, porém sabia que ainda estava muito fraco.

Mas, finalmente tinha chegado o dia que sairia deste hospital, e logo colocaria o doutorzinho em seu devido lugar, ele iria aprender que ninguém mexia com o que era seu e Isabella pertencia a ele e nada mudaria isso.

Seu doce cisne estava o ajudando a colocar a camisa já que ele não conseguia fazer isso sozinho, era um maldito incapaz! Mas nem mesmo a sua incapacidade momentânea fazia seu desejo por Isabella diminuir, ela estava ali o vestindo e o que ele mais queria neste momento era que o despisse e desse alívio para seu pau traidor que bastava sentir ela perto e levantava em posição de sentido, isso era até mesmo um pouco constrangedor, mas o que ele poderia fazer? Não conseguia mais dominar esta parte de sua anatomia, pelo menos não quando Isabella estava por perto.

Ela terminou de colocar a camisa e estava o ajudando com os sapatos quando um Jasper esbaforido entra no quarto, imediatamente Edward deixa seus pensamentos lascivos de lado e encara o agente

– O que aconteceu Jasper? – pergunta Edward, tentando levantar-se, Bella percebendo sua intenção o ajuda, e ele fica de pé encarando Jasper que parece estar tentando achar palavras adequadas para falar, mas Edward não tem paciência para isso, e diz

– Fale logo Jasper ou então dê o fora daqui – disse ele já perdendo a paciência, o rapaz o encarou e disse

– Lizbeth fugiu da cadeia e não conseguimos encontrá-la até agora, ela simplesmente evaporou

Ele mal terminou de dizer isso e Edward sentiu Isabella vacilar ao seu lado, quando virou-se para olha-la já era tarde demais ela simplesmente caiu desmaiada aos seus pés.

Notas finais
Reviews??? recomendações???