Senhor Do Prazer
20 Capitulo 18
Notas iniciais
A festa continuava e Edward notou que muitos dos convidados já estavam alterados por conta da bebida que corria solta, e o que estava lhe dando nos nervos era aquele frangote que não parava de lançar olhares lascivos para Isabella, ela parecia não notar o quanto estava tentadora naquele vestido e quantos homens a estavam comendo com os olhos, mas aquele garoto estava pedindo pra morrer e se ele não tirasse os olhos de sua submissa agora, ele seria um homem morto.
– Se você não relaxar vão pensar que não está se divertindo – disse Beatrice se aproximando dele e colocando seu braço em volta de sua cintura, Edward ficou tenso na hora, pois pelo o que havia conversado com Bella sua submissa não gostava de o ver perto de Beatrice, mas esta mulher era o mais próximo de uma amiga que ele tinha e antes de Isabella era sempre para Beatrice que ele corria quando tinha algum problema, não era nada sexual, na verdade nunca foi nem mesmo quando os dois tentaram ter uma relação.
– Eu estou relaxado e mesmo se não estivesse ninguém que aqui está se atreveria a falar nada a não ser você é claro – disse Edward se afastando um pouco de Beatrice e lhe dando um sorriso, ele gostava de Beatrice mas não queria problemas com Isabella, e por falar nela não a estava vendo, começou a procura-la com o olhar a encontrou em um outro canto do salão cercada por mulheres e com sua mãe ao seu lado ficou mais tranquilo e lhe dirigiu um sorriso que foi imediatamente retribuído mas que logo se transformou em uma carranca quando ela viu quem estava ao seu lado, Edward começou a se afastar de Beatrice com o intuito de ir até Isabella mas antes que conseguisse dar um passo sentiu dois braços enlaçarem sua cintura
– Já vai se afastar Edward? – perguntou – Tudo isso porque sua submissa está com ciúmes? Quem diria que o poderoso Edward Cullen seria comandado por uma mulher – riu e foi se afastando, mas Edward a segurou pelos braços e a fez se voltar para ele.
– Eu jamais fui comandado por ninguém e você melhor que qualquer pessoa deveria saber disso – disse ele, estava nervoso, pois nunca permitiria que alguém o dominasse de novo
– Então porque não dançamos? Estão tocando um tango e faz muito tempo que não consigo um parceiro a altura – Edward que neste momento estava perturbado aceitou sem titubear. Foram para o meio do salão, ele sentiu que as conversas diminuíram ao seu redor, mas não deu importância a isso, ainda estava com pensamentos conflituosos, enlaçou a cintura de Beatrice e começaram a dançar tinha que admitir que Beatrice era muito sensual e dançava divinamente mas ela não era sua Isabella, continuaram a dançar e ele estava até se divertindo um pouco, claro que preferiria que em seus braços fosse o seu cisne.
Isabella por sua vez fechou as mãos em punhos quando viu o homem que ama abraçando aquela mulher numa dança tão sensual. Há poucos instantes os dois estavam entregando-se ao prazer e ao sentimento forte que sentiam um pelo outro e logo depois ela vê tudo novamente ficar confuso, eles pareciam tão conectados e seu Mestre estava divertindo-se porque estava até mesmo sorrindo. Ele parecia não estar preocupado com seus sentimentos em relação a Beatrice, ele não devia estar dançando com ela daquela forma.
Porque Edward tinha que ser tão complicado? Ou melhor, por que não poderia ter se afastado daquela mulher que com certeza o desejava? Para ele Beatrice poderia apenas estar tentando provoca-la, causar-lhe ciúmes, mas Bella sabia que era mais que aquilo, havia desejo nos olhos verdes da loira que agora agarrava a cintura de seu homem com as pernas, e se esfregava despudoradamente nele, o que a fez indagar-se sobre que porcaria de dança era aquela que parecia que Edward estava fodendo com aquela vadia? Com certeza não era apenas tango.
– Os homens são tão volúveis. Rosálie passa por ela deixando o comentário ácido.
Bella não consegue responder ao comentário, pois Rosálie se afasta rapidamente com um sorriso zombeteiro nos lábios pintados de vermelho, Bella toma toda a taça de champanhe buscando coragem para assistir a cena a sua frente sem fazer nada, seu coração mais uma vez estava sendo pisoteado por Edward, o que a faz pensar no amor louco que sente por ele, será que todo esse sofrimento valia a pena? Ela já não tinha certeza, apenas sabia de seu amor incondicional por ele, e tinha a certeza de que mesmo que um dia se separassem ou Edward nunca viesse a ama-la da mesma forma, ela o amaria, e desejaria a felicidade dele mesmo que nunca encontrasse a sua própria.
– Querida há algo errado? Esme pergunta docemente ao notar que Bella não parecia estar naquele mundo, mais precisamente naquela festa.
– Não é nada Esme, estou apenas com vontade de dançar. Bella olha rapidamente para o casal que continua a dançar e percebe o momento em que Beatrice aproxima os lábios do pescoço de Edward como se fosse beija-lo lançando-lhe depois um olhar vitorioso e zombeteiro.
– Não se preocupe com aquilo querida, é apenas uma dança em que uma mulher tenta conquistar o coração ocupado de um homem. Esme acaricia o rosto de Bella lhe arrancando um sorriso. – Mas se quer mesmo dançar, tenho a pessoa certa.
Esme vai até o marido e o traz pedindo para que dance com Bella, Carlisle abre um grande sorriso ao tomar sua futura nora nos braços, ele já tinha um grande carinho por Bella, para ele a morena tinha sido um presente dos céus para sua família, seu filho Edward havia mudado tanto, parecia bem mais relaxado e feliz, e tudo por causa da presença de Isabella.
– Essa foi a melhor festa de aniversário que tive Isabella. Carlisle emociona-se ao notar a veracidade de suas palavras, toda a sua família reunida ali lhe dava uma grande felicidade, não poderia querer nada mais. – Edward nunca fez questão de participar, sempre foi tão fechado e tão triste, você não tem ideia do quanto ele mudou desde que você entrou na vida dele, eu ganhei um filho novamente Isabella.
– Sr. Cullen.- Bella começa e recebe um olhar reprovador de Carlisle por chama-lo de Senhor. – Digo Carlisle, eu amo seu filho, eu faria qualquer coisa para vê-lo feliz, mesmo que isso signifique abrir mão da minha própria felicidade.- Bella fala enquanto seus os olhos enchem de lagrimas.
– Isso me faz ama-la como minha filha também Isabella, portanto conte comigo sempre que precisar, principalmente para dar uma surra em Edward se ele a magoar. — Carlisle beija a testa de Bella carinhosamente fazendo-a aninhar-se nos braços dele, aquele homem tinha o mesmo dom de Esme em fazê-la sentir-se protegida como nos braços dos verdadeiros pais.
Ele continua a conversar com Bella animadamente até que lhe apresenta outro Senhor que se diz sócio de Carlisle, que logo está levando-a para dançar. Bella olha para onde Edward e Beatrice estavam e nota o lugar vazio, então começa a procura-lo com o olhar encontrando-o perto da mesa de bebidas conversando animadamente com Beatrice, que morde sensualmente os lábios e toca descaradamente os braços de Edward. Novamente o sangue de Bella aquece e ela abraça-se ao velho Senhor que começa a contar-lhe piadas e coisas engraçadas que a fazem rir e esquecer um pouco da cena que foi obrigada a presenciar.
Edward estava tranquilo enquanto ouvia as baboseiras de Beatrice, até quando vê sua Isabella dançando com o sócio de seu pai, ela parecia muito à vontade com as mãos daquele homem passando por sua cintura enquanto ele lhe dizia algo e ela ria, o que aquele velho pensava que estava fazendo? E porque Isabella estava deixando que aquilo acontecesse? Enquanto ela estava dançando com seu pai para ele não havia problema, mas a partir do momento em que sua Isabella estava nas mãos de um estranho, tudo mudou.
– Quanto ciúmes Edward, parece até que vai arrancar os braços do pobre homem. — Beatrice comenta acidamente segurando-o no braço impedindo que ele vá até Isabella.
– Não me provoque Beatrice, para seu próprio bem, afaste-se de mim. — Edward fala de uma forma sombria até mesmo para ele, estava por um fio.
– Não confia em sua submissa? Ou ela é apenas uma vadia interesseira que não pode ver um homem rico que logo distribui sorrisos. — A loira logo arrepende-se do comentário, pois segundos depois Edward está lhe segurando os braços com tanta força que ela tem certeza de que estariam marcados depois que ele a soltasse.
– Se algum dia abrir essa porra de boca para falar mal de Isabella novamente eu me esquecerei da nossa amizade e a farei pagar, agora fique longe de mim. Edward a solta bruscamente indo em direção a Isabella que continua a dançar com o velho Senhor, porem quando vai se aproximando nota um homem mais jovem tomar a sua Isabella nos braços, enquanto ela abre um grande sorriso ao rapaz enquanto aceita um beijo no rosto do sócio de Carlisle, aquilo o faz querer atear fogo em toda aquela festa, além de reboca-la pelos braços e tranca-la numa torre para que nenhum homem faça isso novamente.
Edward chega mais perto dos dois notando o grande sorriso de Isabella, o homem parece deslumbrado com a beleza de sua submissa, e ela parece muito à vontade quando ele lhe toca os cabelos e faz algum comentário deixando-a vermelha e ao mesmo tempo fazendo-a sorrir.
– Isabella. — Edward chama a atenção de ambos, porém o rapaz não tira as mãos da cintura de Bella, muito menos ela tira as mãos dos ombros do homem. – Está na hora de irmos. — Edward puxa o braço dela mas, se surpreende ao sentir sua mão ser retirada por ela.
– É claro que sim, mas primeiro terminarei minha dança com este cavalheiro tão encantador. — Bella continua a dançar com o homem deixando Edward boquiaberto e com mais raiva ainda.
Bella sabia que aquilo erra errado, que estava agindo de forma infantil, mas estava com raiva de Edward, sabia que devia conversar com ele e exigir respeito, mas parecia que a bebida estava fazendo o efeito esperado, ela estava enfrentando-o, estava tentando mostrar a ele como se sentia quando o via com outra mulher. O homem com quem dançava era um perfeito cavalheiro além de galante, ele havia flertado com ela descaradamente enquanto dançavam, e mesmo não sentindo nenhum desejo por este homem Bella sentiu-se poderosa, e capaz de fazer qualquer homem apaixonar-se por ela, mas o único que desejava parecia não possuir essa capacidade, ou talvez não quisesse possuir.
Bella deu graças aos céus quando a dança terminou e ela pôde enfim encarar a carranca de Edward. Ela sabia que estava encrencada, mas ele também estava, não admitiria nunca mais que ele dançasse com aquela mulher daquela forma.
– Foi um grande prazer Srta. Swan espero que possamos compartilhar de mais danças em breve. — Ele beija a mão de Bella num gesto galante e educado.
– Eu também espero Sr. Herrera. — Bella sorri, sustentando o olhar no homem a sua frente, tentando ao máximo fazer Edward sentir-se desconfortável.
Bella ainda acena para ele que não consegue tirar os olhos dela, e direciona-se em seguida para Edward com a voz dura e com nenhum sorriso no rosto.
– Vou me despedir de sua família e nós podemos ir. — Bella não espera por uma resposta de Edward, apenas sai por entre a multidão em busca de Esme para despedir-se.
Bella tenta caminhar o mais rápido possível, não queria ter que enfrentar Edward no meio de toda aquela gente, tampouco queria discutir na frente de Beatrice que olhava todos os seus movimentos com um sorriso zombeteiro. Deu graças aos céus quando finalmente encontrou Esme sem que Edward a tivesse alcançado no entanto podia sentir o olhar flamejante dele em suas costas, sabia que seu Edward bipolar não deixaria nenhuma de suas atitudes sem explicações, porem ela também não estava disposta a abrir mão de explicações dele também.
– Esme a festa estava maravilhosa, eu me diverti muito esta noite e queria agradecer por ter me recebido tão bem. — Bella segura às mãos da mulher e beija cada uma delas em sinal de respeito.
– Querida se não fosse por você nada disso seria possível. — Esme pisca lembrando-a do que falava.
– Espero que possamos fazer isso mais vezes. — Bella sente seu coração acelerar pela possibilidade de não só perder Edward, mas também toda a família dele, por isso abraça fortemente a mulher a sua frente ignorando mais uma vez o homem que continua a encara-la com o semblante carregado
– Querida o meu Edward é apenas um menino perdido em um sentimento que ele ainda desconhece, apenas tenha paciência com ele, nunca se esqueça disso. — Esme beija o rosto de Bella que controla-se para não chorar.
– Bella não acredito que Edward já vai leva-la embora. — Carlisle vem até a garota enquanto Esme vai despedir-se de Edward.
– Carlisle obrigada pela diversão dessa noite. Ela o abraça forte da mesma forma que abraçou Esme.
– Bella confesso que a noite só foi divertida pela presença de vocês dois, e devo acrescentar que meus sócios estão encantados com você e seu desempenho na dança. — Carlisle faz Bella corar e Edward sente sua raiva subir.
– Eles são muito gentis, e Carlisle poderia, por favor, reforçar aos seus sócios que eu adorei a dança. — Bella responde, quase levando Edward a um ataque de fúria.
– Não permitirei nunca mais que seus sócios dancem com minha mulher, acho bom que isso não se repita pai ou do contrário não virei a mais festas como esta. — Edward diz frio como gelo, dilacerando Bella por dentro, não queria que Carlisle ou Esme arcassem com as consequências.
– Tudo bem Edward, não quis aborrecê-lo quando levei Bella para dançar, tampouco quando a deixei dançar com meus sócios. — Carlisle percebe o ciúmes queimar o filho, por isso prefere não discutir com ele.
Já Bella engole sua ira para que não prejudique mais a relação de Edward com os pais, não queria que aquela aproximação se abalasse por causa dela por isso mais uma vez despede-se de Carlisle e Esme seguindo para a limusine sem esperar por Edward. Chegando ao carro ela entra sem nada dizer recostando-se no banco e fechando os olhos para que ele sequer ouse falar com ela.
– Isabella. — Edward a chama com a ira pingando em sua voz. Se Isabella não estivesse tão zangada ficaria com medo do tom que Edward estava empregando com ela,
– Se o Senhor me permite eu gostaria de ficar em silencio por algum tempo, pois minha cabeça dói e eu me sinto tonta. — Ela também fala de forma fria e nenhum pouco intimidada com ele Bella praticamente lhe dá as costas e recosta-se no banco continuando com olhos fechados pensando nos acontecimentos desta noite.
Já Edward fecha as mãos em punho quando percebe a frieza e a distância com a qual sua submissa acabou de lhe tratar. Ele tinha certeza de que Isabella estava chateada, porem desejava saber o porquê de tanto exagero, afinal tinha sido somente uma dança. Sua vontade agora era de quebrar algo e quem sabe aliviar suas frustrações, no entanto decide tomar um gole de sua bebida favorita e tentar relaxar até que os dois chegassem a sua cobertura. Ele precisava se acalmar e não agir da forma incorreta com Isabella, tudo o que queria agora era um pouco de paz com sua submissa porem parecia que o destino não queria assim.
Logo ele teve plena certeza de que brigariam esta noite, teve certeza disto quando Isabella não o esperou para que os dois subissem juntos para a cobertura, sua morena apenas lhe deu as costas e saiu em disparada pelo hotel até que entrou no elevador novamente lhe dando as costas. Ele controlou-se mais uma vez por causa da presença de seus seguranças junto aos dois, mas ao entrarem na cobertura Edward fecha a porta e prensa seu cisne nela, sua Isabella tinha muito o que explicar esta noite.
– Até quando vai ficar me evitando? Acha que vai ficar sem me dar nenhuma explicação sobre essa noite? Ele deixa que sua frieza tome mais uma vez conta de suas ações.
– O Senhor acha mesmo que estou evitando-o? Bella tenta ser o mais irônica possível.
– Não brinque comigo Isabella. — Edward prensa o corpo dela na porta enquanto Bella luta para não entregar-se como sempre acontecia, ela estava decidida a dar-lhe uma lição, ele precisava disso e ela também.
– Eu estou cansada, meus pés doem assim como minha cabeça, eu preciso mesmo descansar agora. — Bella tenta empurrar o corpo dele para longe do seu.
– Você não sairá daqui até eu estar satisfeito com suas explicações.
– Não me lembro de ter feito nada errado esta noite. — Bella continua com a ironia mesmo prevendo que Edward estouraria a qualquer momento, mas, a verdade é que não estava nem ai para o que aconteceria, ele a havia desrespeitado.
– O fato de ter dançado com tantos desconhecidos, de ter sorrido para eles, ter deixado que eles a tocasse, que a acariciassem, que a beijassem, e o pior de tudo ter me deixado esperando para poder encerrar uma maldita dança, que porra toda é essa Isabella? Diga-me de uma vez por que eu estou por um fio de perder o controle com você e lhe dar umas boas palmadas, porem dessa vez você não apreciará nenhuma delas. — Edward grita, não deixando de prensar o corpo dela com o seu, sua Isabella o acalmava portando manter contato com ela o fazia pensar melhor e não fazer algo pior da qual se arrependeria mais tarde.
– Não há nada de errado numa dança há Edward? Porque não parecia haver enquanto você se esfregava e praticamente fodia com aquela vadia que não faz a mínima questão de esconder os reais sentimentos de desejo por você. — Bella grita da mesma forma que ele, ela o enfrenta cara a cara. – Quem merece umas boas palmadas é você por ter me feito de idiota essa noite.
– Beatrice é apenas uma amiga com quem eu estava dançando, isso não tem nada a ver com o fato de você deixar que aquele velho e muito menos aquele rapaz a tocassem daquela forma. — Edward afasta-se de Isabella apenas para buscar um copo de bebida, precisava de álcool nas veias, como ele havia imaginado Bella estava com raiva e magoada com ele por causa de Beatrice, porem nada podia justificar o fato de ela ter dançado com aqueles homens.
– Eles são amigos do seu pai, e foram muito gentis em me convidar para dançar. Bella responde simplesmente, deixando Edward cada vez mais furioso. – Ao contrário de você que optou por dançar com aquela vadia. Ela continua colérica fazendo Edward fechar os olhos em busca de controle.
– Você não precisava sorrir para eles Isabella, não precisava dançar com nenhum homem que não fosse eu. — Ele grita acertando a porta com os punhos fechados, assustando Bella que se afasta.
– Você também não precisava ter dançado com aquela mulher, era comigo que você devia estar dançando, mas não o fez, preferiu dançar tango com aquela mulherzinha, preferiu que ela o abraçasse e se esfregasse em você na frente de sua família. — Bella não se deixa intimidar pela fúria que ele demonstrava.
– Eu apenas assisti toda a cena como uma idiota esperando pela vez que você fosse me notar, ou me dar uma explicação sobre aquela coisa que você chamou de dança. — Ela continua a soltar sua cólera não obtendo nenhuma palavra dele, Edward apenas a olhava daquela forma fria.
– Quer saber chega disso Edward, eu não suporto mais isso, não suporto mais não entendê-lo. — Bella começa a andar em direção ao quarto, queria retirar-se da presença de Edward, ele só a magoava.
Mas, antes que pudesse chegar ao corredor é puxada pelo braço por um Edward enfurecido ao perceber que estava mesmo dando uma de homem comandado por mulher, ou pior que Isabella estava querendo dominar a relação dos dois, ele sente a raiva lhe subir à cabeça e fala o que não deveria.
– Eu não estou lhe dando luxo e sexo o suficiente para que possa ser uma submissa totalmente disciplinada como eu gosto? Está tentando procurar alguém melhor que eu Isabella, você quer mais luxo é isso? Ou quer que eu a fôda a todo o momento? Porque aquele velho e muito menos aquele rapaz podem lhe dar isso, talvez dinheiro, mas não saberiam satisfazer você como eu faço. — Edward não termina sua grosseria, pois é acertado em cheio por um tapa no rosto ele fica abismado com a reação de Isabella, depois que havia falado percebeu seu erro e ia desculpar-se mas, não esperava isto dela, sabia que tinha ido longe demais ambos tinham.
– Nunca mais diga isso, nunca mais me acuse dessa forma, pois não sou sua prostituta, aceitei ser sua submissa, aceitei vir morar em sua casa, assinar um maldito contrato prometendo várias coisas, mas nunca aceitei que me tratasse dessa forma, eu não permito você me entendeu? Nunca permitirei que ninguém me acuse de ser uma aproveitadora muito menos você. — Bella fala com a voz embargada de tristeza e magoa, Edward havia lhe ferido da pior forma possível.
Edward permanece paralisado pelo tapa que levou, fazia muito tempo que havia levado um tapa assim, lembrou-se então do dia em que Ângela fez algo parecido depois dele ter sido um perfeito idiota com ela, porem o tapa que levou de Bella foi bem mais doloroso, não pela dor física mas pelo que estava sentindo em seu coração ao ver os olhos dela onde havia tristeza e decepção, ele tinha sido um idiota inescrupuloso.
– Eu estou começando a achar que tudo isso foi um erro, que tudo o que fiz e faço por você está além de minhas forças, acho que seria bem melhor para nós dois que eu voltasse para minha casa, eu não sei o que pensar, eu só preciso ficar sozinha, porque estar perto de você nesse momento só me faz mal. — Ele sente toda a magoa dela em sua voz, e o que gostaria de fazer era voltar no tempo e mudar o que disse. Porem a verdade é que estava confuso com o que aconteceu esta noite, principalmente depois de sua discussão com Isabella, havia algo errado com ele, algo muito errado.
– Porque sempre deseja fugir Isabella? Porque sempre ameaça o que temos? — Edward teme por dentro pelas palavras dela ao dizer que iria embora de sua casa e talvez de sua vida.
– Como você mesmo disse, nós não temos nada, você apenas me fôde e eu gemo como uma vadia para você, não há sentimentos envolvidos não é? Eles não podem existir, lembra-se? Então não há nenhum respeito entre nós Edward. — Mais uma vez Bella deixa que sua ironia e sua magoa tome de conta de sua voz.
– Que droga Isabella, eu nunca disse isso. — Edward passa as mãos pelos cabelos cobre em sinal de nervosismo.
– Toda relação mesmo que feita por contrato merece respeito, e infelizmente na nossa eu não disponho disso, eu não estou fugindo Edward, estou apenas dando uma escolha a nós dois, porque nossos corpos se entendem na cama, mas não parecem se entender fora dela, e isso não me basta e sei que para você também não. — Bella fala de maneira cansada e sem nenhuma expectativa de que aquela relação mude, Edward sempre seria o ogro que a magoaria, e ela sempre seria a magoada da história, precisava mesmo de um tempo para pensar. – Acha mesmo que me sinto feliz com todo esse luxo que me rodeia? Já parou para pensar que estou aqui apenas por você? E que para mim seu dinheiro não importa? Mesmo que vivesse embaixo de uma ponte eu estaria com você, por um motivo bem maior Edward, algo que você parece não compreender ou talvez não queira ver. — Bella baixa a cabeça e morde os lábios impedindo que mais palavras de amor saiam por sua boca, ele não as merecia, pelo menos não naquele momento.
– Você sabe de onde exatamente vim, sabe o que passei, prometeu cuidar de mim, mas me fere da pior forma possível para então depois pedir desculpas, então Edward já parou para pensar que elas talvez não sejam o suficiente? — Bella tem novamente vontade de dizer a verdade sobre seus sentimentos, mas cala-se diante ao silencio dele, Edward parecia perdido em pensamentos e ela estava começando a achar que ele seguiria seu conselho e de vez a trocaria por outra, talvez ele nunca a amasse realmente, por isso resolve se retirar.
– Sei que hoje é sexta e nós ainda temos um contrato valido nos fins de semana, mas eu gostaria mesmo de ficar sozinha e pensar um pouco em nós, quem sabe pela manhã eu não tenha achado uma solução ou você talvez tenha uma. — Bella fala e não dá espaço para que Edward diga alguma coisa, ela apenas vai para seu quarto escutando ao longe coisas sendo quebradas, sabia que era ele que estava fazendo isso, mas não tinha nenhuma força ou coragem para voltar a sala e conversar, sabia que só sairiam palavras de rancor de ambos os lados aquela noite, estava cansada demais de tudo aquilo.
Bella fechou a porta do quarto com o rosto repleto de lagrimas, não segurou mais seu grito de desespero, muito menos segurou o choro agudo que lhe acometeu, não podia mais continuar assim, não poderia mesmo levando uma vida dupla, muito menos fugindo de seus sentimentos, estava decidida a sair daquela casa na manhã seguinte, nem que fosse por alguns dias, mas ela precisava pensar com clareza sem o risco de sucumbir ao amor que sentia por Edward.
Ela deu um beijo em spok e chorou mais um pouco abraçada ao bichano que apenas ficou quieto em seu colo, até mesmo ele parecia entender que ela necessitava de carinho e compreensão. Depois de chorar mais um pouco Bella resolveu tomar um banho e quem sabe esfriar a cabeça e colocar suas ideias no lugar. Enquanto a água fria caia sobre si ela se deixava levar pelas lembranças, tinha poucos meses que estava ao lado de Edward, mas estes foram suficientes para que ela tivesse várias experiências, muitas delas foram boas e outras conflitantes, assim como a de esta noite.
Enquanto fechava os olhos ela podia novamente ver a cena de Edward e Beatrice, os dois pareciam felizes com aquela dança, ele parecia estar gostando do corpo dela junto ao seu, mas a pergunta que não saia de sua mente era até quando Edward aguentaria viver com várias mulheres. Bella no fundo sabia que seu tempo ao lado dele era bem curto, Edward não parecia ser daqueles homens que se arrependiam de uma decisão tomada, no entanto ele já havia dito muitas vezes que ela era diferente de qualquer uma que ele já teve, mas Bella não se permitiria imaginar que os dois pudessem um dia ser mesmo um casal apaixonado, ou que viessem a casar e ter filhos, ela não teria uma família feliz como sempre sonhou, não ao lado daquele Edward com quem discutiu esta noite.
Deixou mais uma vez que as lagrimas a acometessem enquanto retirava o resto da maquiagem, e vestia um dos roupões brancos dos quais dispunha, usou uma das toalhas para secar o cabelo e voltou ao quarto deparando-se com Edward cabisbaixo sentado na cama, seu coração acelerou e sua vontade era abraça-lo e não soltá-lo nunca mais, mas devia se controlar afinal ele a magoou o bastante para que ela só queira distância.
Assim que ele notou a presença de sua Isabella, levantou-se em desespero e a tomou em seus braços, num abraço apertado e cheio de sentimentos que ele não sabia identificar, talvez soubesse, mas não queria admitir que podia enfim senti-los, amor ainda era um sentimento forte demais para ele ou talvez não fosse mais, porem tudo o que sabia era que não deixaria Isabella sair de sua vida, muito menos por uma discussão que ele mesmo provocou, a verdade é que não estava nem ai para o que Beatrice achava sobre ele ser dominado por Isabella, que se danasse ela e qualquer pessoa que pensasse a mesma coisa, isso já não importava mais para ele, tudo o que queria era aquela mulher em sua vida.
– Você não pode me deixar Isabella. — Ele coloca todo seu desespero para fora e continua, dessa vez fazendo-a encarar-lhe nos olhos. – Você não vai me deixar vai? Eu nunca permitirei você está me entendendo meu pequeno cisne? Eu não posso deixar você ir, por favor me perdoe e não me deixe aqui. — Edward segura o rosto dela entre suas mãos e suplica com o olhar para que ela o compreenda.
– Eu não disse isso Edward. — Bella não consegue segurar sua emoção diante daquilo, ela amava aquele homem e naquele momento ele parecia corresponder aos seus sentimentos, no entanto não podia deixar que seu coração fantasiasse mais. – Mas sou eu quem deve decidir sobre a atitude que devo tomar, nós dois precisamos de um tempo, eu preciso pensar em tudo e para isso talvez eu necessite desse afastamento, eu te desejo demais Edward e não posso sempre sucumbir a esse desejo.
– Eu não quero que isso acabe Bella, eu quero você aqui me desejando da mesma forma que desejo você, eu necessito disso. — Ele continua a aperta-la em seus braços. – Necessito de você como uma droga, porque sou completamente dependente de você.
– Mas eu necessito de mais Edward, é este o problema. — Bella também o abraça mais apertado, talvez aquela fosse mesmo uma despedida, estava praticamente gritando que o amava. – Eu não quero apenas desejo ou dependência.
– Me diga o que quer Isabella, eu lhe darei. — Ele segura o rosto dela com as mãos e Bella pode agora ver o rosto preocupado de seu Mestre, na verdade Edward parecia desesperado. – Qualquer coisa Isabella, apenas peça e eu lhe darei.
– Eu quero o que todas as pessoas querem Edward. — Ela responde e analisa o homem a sua frente esperando que ele entenda a que ela se referia.
– Diga-me de uma vez Isabella, não fique com rodeios. — Ele pede com sua famosa impaciência.
– Eu quero respeito, confiança e acima de tudo eu quero sentimentos, não admito mais ser tratada como uma prostituta por você, não admito que me difame da mesma forma como fez na sala. — Bella engole a seco ao notar o olhar dele endurecer devido a sua confissão.
– Eu vim aqui implorar o seu perdão pelas coisas miseráveis que insinuei a seu respeito esta noite, sei que nada disso lhe interessa. Ele refere-se ao luxo. – No entanto você sabe que não sou capaz de ter sentimentos Isabella, não assim, eu já lhe disse isso. Ele responde
– Isso não é verdade Edward, você sabe que é capaz de sentir. — Bella toca o peito do lado esquerdo sentindo os fortes batimentos do coração dele.
– Não consigo Isabella. Ele tenta convence-la da verdade ou pelo menos do que ele acha que é.
– Então me diga quando ele bate tão forte assim? Tem alguém que o faz ter a mesma reação? — Ela pergunta mesmo com medo da resposta, pois se fosse positiva ela sabia que morreria por dentro, afinal um coração acelerado daquela forma não poderia significar nada menos que sentimentos.
Já Edward baixa a cabeça para olhar a deliciada mão que permanece em seu peito e nota que realmente seu coração estava disparado, e que só quando estava com Isabella podia sentir aquilo, ela estava mais uma vez provando que era diferente de qualquer uma.
– Ninguém conseguiu isso Isabella, nem mesmo Ângela a única mulher com a qual me permiti ter um relacionamento fora do BDSM. — Ele confessa deixando Bella triste pela lembrança da ex-submissa que agora sabia que fora bem mais para ele, no entanto seu coração queimou de felicidade por saber que Ângela nunca fora capaz de causar tal reação nele.
– Então diga-me o que acontece entre nós Edward, porque se você teve um relacionamento com Ângela, o que então me diferencia dela? Porque você sempre faz questão de me dizer que sou apenas sua submissa, mas e ela o que foi para você? — Bella pergunta na expectativa de ter uma resposta para seu questionamento.
– O que aconteceu entre Ângela e eu não importa mais Isabella. — Edward diz enquanto afasta-se de Bella.
– Importa para mim. — Bella vai até ele e continua a falar. – Porque se você tinha uma relação digna de respeito com ela, quero entender porque não a tem comigo, porque sempre dá uma de arrogante e mandão, porque me deixou sozinha esta noite para poder dançar com aquela mulher? Porque dançou com ela daquele jeito Edward? O que queria provar? Ou queria apenas me magoar e me desrespeitar na frente de sua família?
– Eu só estava sendo um idiota Isabella, estava sendo eu mesmo entende? Estava sendo o mesmo arrogante no qual me tornei quando perdi as únicas pessoas que me permitir amar. — Edward segura o rosto tentando-a fazer entender a realidade, porque não poderia nunca corresponder ao que ela queria, porque não podia perdê-la, não podia correr o risco de deixa-la ter esperanças e depois ter que esmaga-la com sua arrogância e frieza.
Já Bella sente as lagrimas vindo a seus olhos por ouvir a confissão vinda dele, agora ela sabia que ele amou Ângela e que talvez nunca fosse ama-la.
– Sinto muito pelo que aconteceu com Ângela, eu sei o quanto deve ter sido difícil para você. — Bella deixa que uma grossa lágrima role por seu rosto sendo amparada pela mão de Edward.
– Não é a Ângela que estou me referindo Isabella. — Edward explica e continua. — Não vou ser hipócrita e dizer que não senti a morte de Ângela, mas não porque a amava, e sim porque ela era uma garota cheia de vida e o fato é que eu fui o culpado pelo que aconteceu com ela.
Bella sente um grande alivio ao saber que ele não amou Ângela, podia ser doentio de sua parte, mas estava a ponto de gritar de felicidade por isso.
– Você não pode se culpar por algo que não pode controlar Edward. — Bella diz e toca o rosto dele.
– Direta ou indiretamente eu fui o culpado Isabella, mas não desejo falar disso esta noite. — Ele encerra o assunto de Ângela, por não estar preparado para contar o que realmente houve com a moça para Isabella.
– Então de que sentimento está falando? Quem você tanto amou Edward? — Bella tem medo da resposta, por imaginar que teria que concorrer com outra mulher.
– Dos meus pais. — Edward começa a divagar quanto ao acidente dos pais.
– Eles não morreram num acidente? Então como pode ter sido você o culpado? — Bella tenta imaginar o tamanho da culpa que ele carrega por cada acidente que envolve os familiares de Edward.
– Eu quero pensar que não tenha culpados Isabella, mas eu os amava, e então eles morreram e eu fui condenado ao inferno naquele dia. — Ele diz e Bella tenta conforta-lo com uma caricia no rosto que agora tinha uma expressão de dor. – Se existe inferno, foi o que passei nos anos em que não vivi com Esme e Carlisle, você não tem ideia do quanto quis morrer Isabella, e do quanto esqueci que a felicidade e o amor um dia existiram em minha vida. — Edward diz enquanto sente a dor lhe dilacerando por dentro, não havia como ter sentimentos depois de tudo o que passou, seu coração fora arrancado no dia em que seus pais se foram, porem ao sentir os braços de Isabella lhe rodeando ele sentia algo renascer, talvez um coração seco pudesse novamente encher-se de sentimentos aos quais ele estava desacostumado em sentir.
– Você pode me contar qualquer coisa Edward. — Bella beija demoradamente o peito dele.
– Quanto a Ângela eu não a amava, mas gostava dela e isso acabou matando-a. — Edward baixa a cabeça pela tristeza que lhe acometia toda vez que lembrava-se da pobre garota que sofreu pelas consequências de suas escolhas. – Eu não desejo que aconteça o mesmo com você, nunca Isabella, porque eu não posso perdê-la, eu não suportaria. Ele termina com a voz sufocada.
– O meu coração só bate assim quando estou perto de você, eu sinto uma grande paz quando estou ao seu lado, e se você me deixar meu coração se tornará uma pedra novamente. — Ele diz, mesmo assustado com a veracidade de suas palavras, Edward se deixa levar pelo que sente por ela e a beija serenamente buscando o alivio para suas feridas e a certeza de que ela nunca o deixaria.
– Me perdoe por ter sido um idiota arrogante esta noite, perdoe-me anjo por não saber portar-me corretamente com você, por ter dito coisas que você não merecia ouvir e por ser um ogro sem sentimentos, por eu não conseguir distinguir o que sinto por você, só sei que eu a adoro minha Bella e não consigo viver sem você. — — Ele diz e Bella sorri sentindo as lagrimas caindo descontroladamente por seu rosto, parecia que aquilo era um sonho, em que mais uma vez podia sentir o amor emanando de Edward, por isso não hesitou em puxa-lo para um beijo cheio de amor antes que gritasse que o amava e talvez estragasse o clima dos dois.
Bella pensou que nunca mais fosse beija-lo daquela forma, muito menos depois do que passaram naquela noite fatídica, estar sentindo os lábios quentes e urgentes dele junto aos seus era como um frenesi, a língua quente em contato com a sua enquanto os dois duelavam por ainda mais.
Era estranho pensar nisso enquanto tinha o corpo dele prensado no seu depois de tantas palavras cheias de sentimentos doces vindas dele, Edward havia dito que gostava dela, que até a adorava e que para ele Bella era uma deusa que venerava a cada dia mais, no entanto ele não disse que a amava, mas ela enfim pode enxergar nos olhos verdes o amor que gostaria que ele pudesse sentir.
Bella segurou ainda mais nos cabelos cobre e procurou pelo corpo dele com o seu, deixou a boca dele para poder beijar-lhe o pescoço e poder sentir mais forte o perfume másculo que Edward tinha, nada poderia ser comparado as sensações que só tinha ao lado daquele homem. Bella na ânsia de poder logo senti-lo sem nenhuma barreira e poder enfim ter seu corpo penetrado pelo dele resolve retirar sua toalha e ficar completamente nua na frente dele. Ela nota os olhos verdes cheios de desejo encarando-a por isso busca pela blusa social que já não estava mais fechada e a arranca do corpo dele beijando assim os pelos claros de seu peito fazendo-o gemer e ficar ainda mais excitado. Ela beija o peito forte de Edward demorando ainda mais em cima de seu coração que já lhe pertencia, em seguida sorri, tirando o cinto e abrindo zíper da calça social que ele ainda vestia.
– Isabella por mais que eu queira você, não podemos fazer isso esta noite. — Edward a para com certo sacrifício, estava louco de vontade de fodê-la até o raiar do dia, mas tinha que provar a ela que os dois se entendiam fora e dentro de um quarto, sua Isabella merecia mais que um fôda.
– E porque não? O Senhor me parece tão excitado e eu estou tão molhada de desejo. — Ela diz e Edward fecha os olhos imaginando o aroma da excitação dela.
– Quero provar a você que nós não nos entendemos somente na cama, você merece bem mais Isabella, e eu fui ogro demais esta noite, não quero correr o risco de perdê-la. — Edward pega a toalha do chão e tenta cobri-la, porém Bella está resolvida a tê-lo agora a completando.
– Os nossos corpos se desejam agora Edward, nós dois queremos essa intimidade nesta cama não pelo ato sexual, mas sim pela confirmação do que sentimos um pelo outro, não nos negue isso. — Ela novamente joga a toalha e o abraça sentindo seu corpo arrepiar-se junto ao dele.
– Tudo o que eu quero agora é que me perdoe e me prometa que não irá embora, que não me deixará Isabella. — Ele diz enquanto sente os choques de excitação em seu corpo.
– Eu não irei, porque eu te adoro Edward. — Bella o beija lentamente e continua. – Porque eu sei que nós dois daremos certo, que nos entenderemos e teremos uma relação diferente de agora em diante.
– Eu tentarei Isabella, eu a farei feliz. — É a vez dele de beija-la lentamente, mas para Bella aquilo não era o suficiente, ela queria mais, queria a prova que os dois pertenciam um ao outro por isso não evitou de pular no colo de Edward e rodear sua cintura com as pernas. Ele não conseguiu resistir ao seu cisne por isso a deitou na cama, retirou sua última peça de roupa subiu em cima de corpo dele fazendo os dois gemerem pelo atrito dos corpos completamente nus e excitados.
– Quero que me prometa que nunca mais dançará com aquela mulher, e com nenhuma outra daquela forma. — Bella mexe o corpo provocando-o.
– Droga Isabella, você está me levando ao limite mexendo-se assim. — Edward morde o pescoço dela buscando não perder o controle.
– Me prometa, e nós dois passaremos de todos os limites conhecidos esta noite, nesta cama Edward. — Ela revida as mordidas.
– Eu prometo, agora me deixe entrar de uma vez em você. — Edward segura as pernas dela e lhe rodeia a cintura abrindo-a totalmente para ele, e penetrando-a fortemente.
– Deus, isso é muito bom. — Bella fecha os olhos sorrindo pela melhor sensação que já havia sentido com ele, parecia que Edward mesmo não estando fazendo amor com ela, estava colocando mais emoção no sexo, ele estava sendo mais carinhoso e mais cuidadoso e isso já era bem mais do que ela podia imaginar.
– Eu não usarei de sacanagens esta noite Bella, mas não sei fazer sexo normal, mas prometo tentar aprender ao seu lado desde que não me deixe. — Ele diz fazendo-a abrir os olhos chocolates que agora estão demonstrando o amor que ela sente por ele. – Nós podemos tentar.
– Eu quero tudo com você. Ela diz entre gemidos.
– Você tem os mais lindos olhos que já vi, é uma pena que eu não consiga entende-los. — Ele beija os olhos de Bella fazendo-a sorrir e movimentar-se mais junto a ele.
– Você se engana tanto Edward. Bella diz aos arquejos pelo prazer. – Você é o único que consegue entender o que meus olhos dizem, porem prefere pensar que não os compreende. — Ela geme no final sentindo as emoções tomarem conta daquele momento tão mágico para ela.
– Diga-me o que isso quer dizer Isabella. — Edward está tão perdido diante das coisas que sente que sequer percebeu que a poucos instantes estava declarando-se para ela, e que agora estava fazendo isso novamente, mesmo que numa linguagem corporal.
– Os meus olhos dizem o que sinto por você Edward, tenho certeza que sabe disso. — Bella beija os lábios dele e novamente recosta-se no travesseiro continuando. – Há sentimentos Edward. — Bella espera que ele não saia de cima de seu corpo naquele instante, ela deseja que ele diga de uma vez que ama e que aquilo não acabe nunca, que aqueles movimentos não acabem nunca.
Edward olha para os olhos dela mais uma vez e percebe que existe sim algo transbordando deles, e sabia exatamente que tipo de sentimento era, mesmo desconhecendo-o totalmente ele podia sentir algo esquentando dentro de si, além de seu coração disparando pelas diversas possibilidades, por isso beija os lábios doces de seu cisne, buscando sentir mais daquilo ele a suga como se aquele beijo fosse o último, o sabor de Isabella tinha o poder de leva-lo a lugares que ele desconhecia, mas que adorava estar.
– Você tem uma boca deliciosa Isabella, ela está me levando ao melhor lugar que já estive, parece que estou em um paraíso quando a beijo. — Ele a beija novamente deixando-a com os lábios inchados.
– Então beije-me mais assim, me faça sentir Edward, me leve a este lugar com você. — Ela fala ofegante.
– Grite o meu nome enquanto goza porque é o seu que sempre quero gritar toda vez que chegar ao meu limite. — Ele investe mais nela sentindo que os dois estavam mesmo chegando a um lugar só deles, um lugar onde não haviam marcas do passado, tampouco tristezas e ciúmes, só havia amor e foi assim chamando um pelo nome do outro que conseguiram chegar ao ápice.
Depois de ter ficado com Isabella daquela forma tão intensa, Edward não conseguia dormir, seus pensamentos o perturbavam, um em especial não saía de sua mente aquilo que Beatrice lhe disse sobre estar apaixonado por sua submissa, ele achava que isso era impossível, ele não tinha sentimentos seu coração era oco, tudo o que ainda restava nele que o fazia humano era o desejo sexual, e Isabella foi a mulher que despertou sua libido com maior intensidade, mas estar apaixonado? Não!
Edward estava muito agitado para ficar parado deixou Isabella dormindo e foi até a biblioteca, seus sentimentos estavam tão confusos que não conseguia se concentrar em nada nem mesmo a presença do seu lindo cisne o acalmou, precisava pensar colocar em ordem seus sentimentos, nunca foi do tipo de se deixar levar por emoções, e muitas vezes foi taxado de ser um homem frio, mas a entrada de Isabella em sua vida mudou tudo, agora estava confuso não entendia o que sentia, queria ter alguém com quem conversar, se seus pais fossem vivos poderia desabafar com eles, ouvir seus conselhos, há muitos anos não sentia tanto a falta deles, aprendeu com o tempo a camuflar suas emoções, mas agora ele queria tanto que sua mãe estivesse aqui, ela certamente colocaria sua cabeça em seu colo e acariciaria seus cabelos sussurrando no seu ouvido que tudo ficaria bem, e seu pai com certeza estaria lhe dando sábios conselhos, Edward levantou- se do sofá e foi até a prateleira de livros, no meio de muitos exemplares estava um muito velho e usado, era este que Edward estava procurando, o pegou e voltou a sentar-se abriu- o e foi como se seus pais estivessem ali com ele, aquele havia sido o primeiro presente que seu pai dera a sua mãe se tratava de um livro de poesias que Anthony Masen havia escrito para a sua amada Elizabeth.
Começou a ler, o primeiro poema era sobre o encontro de sua alma gêmea, lendo o que estava escrito ali Edward perguntava-se se algum dia conseguiria se entregar a um amor do mesmo jeito que seu pai fez, alguns dos sentimentos descritos ali eram um retrato do que sentia por Isabella, recomeçou a leitura se concentrando nas palavras que ali estavam
ALMA GEMEA
Alma gêmea de minha alma
Flor de luz de minha vida
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão .
Quando eu errava no mundo
Triste e só, no meu caminho ,
Chegaste, devagarinho ,
E encheste-me o coração.
Vinhas na benção das flores
Da divina claridade ,
Tecer-me a felicidade
Em sorrisos de esplendor !
És meu tesouro infinito .
Juro-te eterna aliança
Porque sou tua esperança ,
Como és todo meu amor !
Alma gêmea de minha alma
Se eu te perder algum dia...
Serei tua escura agonia ,
Da saudade nos seus véus...
Se um dia me abandonares
Luz terna dos meus amores,
Hei de esperar-te , entre as flores
Da claridade dos céus .
Depois de ler aquelas frases foi como se uma luz acendesse em seu cérebro, tudo o que estava escrito naquele poema descrevia em parte o que ele sentia por Isabella, o mero pensamento de perde-la o deixava angustiado, como se uma faca perfurasse seu coração, um coração que até este momento pensava ser inexistente agora sofria por este mero pensamento.
Mas, ele se perguntava o que significaria isso, ele estaria apaixonado por sua submissa como Beatrice insistia? Não sabia o que pensar, ficou ali mais um tempo pensando, folheando o livro a esmo, quando um bilhete caiu do meio das páginas. Edward o pegou lendo-o em seguida
15 de Maio 1990
" Meu adorado filho, hoje enquanto me arrumava para sair com seu pai você ficou ali encantado me olhando, e você me perguntou porque eu estava sorrindo tanto, eu te expliquei que eu estava feliz pois eu amava muito seu pai, então com toda sua inocência infantil me perguntou se um dia amaria alguém como eu amo seu pai, e eu lhe respondi
– Filho um dia uma linda jovem vai conquistar seu coração e nesse dia o meu príncipe vai saber o que é o amor
Edward você é o bem mais precioso que tenho , você é a prova do meu amor pelo seu pai, não sei porque estou escrevendo isso, mas eu tenho um pressentimento ruim e simplesmente precisava que você soubesse disto, então meu filho se por acaso eu não estiver ao seu lado quando esta linda moça de sorte aparecer eu só lhe peço que se lembre de uma coisa, você é a pessoa mais especial deste mundo pois sua vinda só trouxe alegrias, você é a prova do meu amor por seu pai e eu quero que quando o meu menino se apaixonar entregue-se ao amor assim como sua mãe fez, não tenha medo, viva intensamente e ame meu filho ame muito porque você merece"
Sua Mãe que te ama
Elizabeth
Edward tinha lágrimas nos olhos quando terminou de ler, aquele bilhete foi escrito no mesmo dia em que seus pais tinham sofrido o acidente que os matou, sua mãe o amava tanto, ele já sabia disto, mas com o passar do tempo afundou estes sentimentos em um lugar obscuro de seu coração, e agora ela vinha em seu socorro lhe dando este precioso conselho, seu coração que não batia há tanto tempo estava acelerado pois finalmente tinha entendido, estava completamente e irrevogavelmente apaixonado por Isabella.....
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