Uma semana havia se passado e Alícia pedira um dia de folga no trabalho, pois há muito tempo gostaria de visitar a cidade vizinha. Todos diziam que era muito linda e desde então ela ficara curiosa por conhecê-la.

Alícia se dirigiu à rodoviária para pegar um ônibus para a cidade. Era uma viagem de duas horas. Chegando lá, ela foi a todos os lugares. A paisagem era linda. Realmente era um lugar perfeito, mas tinha que voltar à sua cidade. De repente começou uma chuva muito forte e Alícia correu para a rodoviária para comprar sua passagem.

– Boa tarde. – disse Alícia olhando seu relógio de pulso. Eram apenas 17:00 horas, mas o céu estava escuro como breu. – Eu gostaria de comprar uma passagem para São Paulo.

– Sinto muito. – disse a atendente. – Todas as viagens foram canceladas por causa da chuva. As pistas estão muito escorregadias. – Alícia suspirou frustrada. O que faria? – Eu aconselharia a senhorita a procurar um hotel. – Alícia concordou.

– Obrigada. – ela saiu e procurou vários lugares, mas não achou nenhum quarto. Finalmente encontrou um lugar que parecia ter vagas.

*~O~*O*~O~*

– O senhor tem quartos? – perguntou um homem moreno ao recepcionista de um hotel.

– Mas que sorte o senhor tem. – disse o recepcionista sorrindo. – Só temos mais um quarto.

– Eu vou ficar com ele. – respondeu o homem pegando o dinheiro na carteira. Uma mulher toda ensopada entrou no hotel.

– O senhor tem quartos? – ela perguntou sem reparar no homem à sua frente.

– Desculpe senhorita. – o recepcionista falou. – Esse senhor acaba de pegar a última vaga. – finalmente ela reparou no homem que estava ali.

– Paulo? – ele sorriu e ela o fitava com os olhos arregalados.

– Alícia. – ele beijou o rosto dela. – O que faz por aqui?

– Vim visitar a cidade. – Ela se afastou um pouco dele corada. – E você?

– Eu também. – Paulo também estava encharcado. Seus cabelos molhados caiam no rosto, deixando-o mais bonito. Ele não podia acreditar na sua sorte em tê-la encontrado ali.

– Bom... – falou Alícia se dirigindo à porta. – Vou procurar outro hotel. – Paulo segurou seu braço.

– Pode ficar com o meu quarto. – respondeu Paulo muito próximo a ela. – Eu procuro outro.

– Não. – Ela se soltou dele e alcançou a porta. – Eu já sei onde vou ficar. – Paulo tentou segurá-la.

– Alícia, espera! – Ele gritou, mas ela não voltou.

– Aqui está a sua chave, senhor. – disse o recepcionista.

– Obrigado. – Paulo falou enquanto pegava a chave.

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Alícia rodou a cidade novamente, à procura de um hotel, mas não achou nada. Mentiu para ele, dizendo que sabia onde ia ficar só para não dever nada a ele. Por orgulho. Acabou voltando para o mesmo hotel.

– Oi. – disse ao senhor, que ficava na recepção. – Eu estive aqui ainda há pouco procurando um quarto. Tem certeza que não tem mais nenhum?

– Tenho sim, senhorita. – respondeu o homem. – Nessa época do ano sempre fica lotado, ainda mais hoje, com essa chuva.

– Não tem nenhum cantinho em que eu possa ficar até amanhã de manhã? – ela perguntou cansada. O homem sacudiu a cabeça negativamente. Alícia se voltou para a porta. – Bem, obrigada. – Mas Paulo já estava atrás dela.

– Até quando vai continuar com isso, Alícia? – perguntou Paulo, já com uma roupa seca e os cabelos ainda um pouco molhados.

– Paulo, eu... – Alícia começou a falar.

– A senhorita está com ele? – perguntou o recepcionista interrompendo-a. Ela ia responder, mas foi interrompida novamente.

– Há sete anos. – respondeu Paulo querendo sorrir, mas fingindo estar sério. – Estamos casados há sete anos.

– Por que a senhora não disse logo? – o recepcionista indagou sorrindo. Alícia fitava Paulo perplexa.

– Sete anos? – ela perguntou a ele. "Como ele podia ser tão mentiroso?" Paulo suspirou.

– Tá bom. – ele respondeu jogando os braços pro alto, como se ela tivesse dito uma besteira. – Seis anos e meio. – ela sorriu de lado, sem acreditar naquela situação. – Além disso ficar andando nessa chuva. Vai acabar ficando doente. – o recepcionista concordou.

– A senhora devia ouvir o seu marido. – disse o senhor. – Afinal sete anos não são sete dias. – Alícia não se agüentou mais e teve que rir.

– Aqui está meu amor. – Paulo lhe entregou a chave do quarto sorrindo. – Vai lá tomar um banho quente. – ela pegou a chave.

– Obrigada, querido. – Alícia se dirigiu à escada para subir ao quarto.

– Não tá esquecendo nada, querida? – Perguntou Paulo ao lado dela. Ela franziu o cenho sem entender. – Meu beijinho. – ele falou e ela mais uma vez corou.

– Depois eu dou. – respondeu sem graça, pois estavam na frente do recepcionista.

– Só unzinho, vai? – ele segurou a cintura dela e lhe deu um beijo de tirar o fôlego e foi prontamente correspondido por ela. Alguns segundos depois ela se soltou dele e subiu as escadas. Paulo ficou sorrindo.

– É. Não dá pra entender as mulheres. – o recepcionista falou a Paulo.

– Eu sei. – Respondeu Paulo se fazendo de indignado. – Eu já desisti de tentar.

*~O~*O*~O~*

Alícia tomou banho e colocou um roupão. Logo em seguida sentou-se na cama e ligou para alguns os hotéis da cidade.

– Não tem nenhum quarto mesmo? – Alícia já havia ligado para todos, esse era o último. – Obrigada. – assim que desligou o telefone, alguém bateu na porta e ela foi abrir. Era Paulo com uma bandeja.

– Bom... Eu trouxe o seu jantar. – Disse Paulo colocando a bandeja em cima de uma mesa. – Eu acho que o seu orgulho não ia deixar você descer de roupão para jantar, né? – perguntou ele sorrindo.

– Obrigada. – ela respondeu sorrindo um pouco sem jeito, se lembrando do beijo de poucos minutos atrás. Paulo se dirigiu à porta. – Aonde vai? – ele parou e virou para ela.

– Vou jantar. – ele disse simplesmente.

– Por que você não janta aqui comigo? – ela perguntou olhando a comida. – Você trouxe comida pra um batalhão. – ela olhou bem a bandeja. – E trouxe talheres, partos e copos pra duas pessoas. – Paulo fez uma cara de desentendido.

– É mesmo? Eu nem percebi. – respondeu ele cinicamente. – Mas eu aceito jantar com você. – eles jantaram conversando e já estavam na sobremesa: Mousse de Maracujá.

– Hummmmmmmmmm... – disse Alícia. – Eu não sei se esse mousse é delicioso desse jeito ou se sou eu que estou morrendo de fome.

– Não. – respondeu Paulo. – Está muito boa mesmo. – eles terminaram de comer e ficaram se encarando.

– É... – Falou Alícia. – Eu não consegui achar nenhum hotel com quartos vagos na lista telefônica.

– Por que você está procurando? – ele perguntou sem entender. – Nós podemos dividir esse aqui. – ele continuou. – Você dorme na cama e eu durmo no chão.

– Não acho isso justo. – ela respondeu. – Nós podemos dividir a cama. Ela é bem grande.

– Tudo bem. – ele concordou. Eles se levantaram para ir em direção à cama e ficaram se encarando. Num impulso Paulo a puxou pela cintura colando seus corpos. A respiração de Alícia estava ofegante. Paulo aproximou sua boca do ouvido dela.

– Você é linda. – Disse Paulo beijando a orelha dela. Ela prendeu a respiração, nervosa. – Eu preciso muito de você. – ele a beijou nos lábios de maneira suave e carinhosa e começou a andar junto com ela para a cama.

Paulo começou a tirar o roupão dela e ela tirou a camisa dele. Paulo tocou os seios dela, ainda a beijando. Ela correspondia a todas as carícias. Ele a colocou na cama e ficou por cima.

– Você tem certeza? – ele perguntou sorrindo e beijando-a. – Se eu continuar, não vou conseguir parar depois. – ela lhe beijou.

– Eu quero você. – ela respondeu e ele sorriu mais ainda.

– Seu desejo é uma ordem. – Paulo falou antes de voltar a beijá-la.

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Na manhã seguinte, Alícia acordou relaxada e feliz nos braços de Paulo. Infelizmente essa felicidade não duraria. Paulo acordou sorrindo e beijou-a nos lábios suavemente.

– Eu gostaria de vê-la de novo. – ele falou ainda sorrindo. Alícia suspirou triste.

– Eu sinto muito Paulo, mas não vou poder. – ela respondeu parecendo magoada. – Acho que foi um erro ter feito isso.

– Você se arrepende? – ele perguntou engolindo em seco.

– Não. – Alícia disse sentando-se na cama, enrolada num lençol. – Só que daqui a dois dias eu vou pra Paris. Fui transferida para ser a editora da revista lá. – Paulo a olhou surpreso e um pouco triste.

– Não vá. – ele pediu.

– Não posso deixar de ir. – ela respondeu tentando fazer com que ele compreendesse. – Eu estive esperando isso por muito. Não posso abrir mão dessa oportunidade.

– Pra você foi só uma noite? – Paulo perguntou. Entendia ela, mas precisava saber se não havia significado nada pra ela.

– É claro que não foi só uma noite. – ela disse com vergonha de encará-lo. – Mas não posso deixar essa chance de lado.

– Eu entendo. – Paulo falou tentando sorrir. Ela lhe deu um selinho e foi tomar banho. Ela se arrumou e foi para a porta.

– Adeus Paulo. – Disse Alícia saindo e fechando a porta.

– Até mais, Alícia. – Paulo respondeu depois que ela saiu. Após alguns minutos ele teve uma idéia e sorriu. – Eu não vou te perder Alícia. Irei sempre te encontrar.

Notas finais
Uaall, como sou má (sqn rssrss). Terão muitas surpresas em breve ....Mereço reivews??