Notas iniciais
Kn não está nos contando alguma coisa... mas seria bom também saber o que está se passando pela cabeça do Kl... Enjoy... ^^

Kl POV

Não levou mais que meia-hora para que eu e meus irmãos estivéssemos prontos e com o pé na estrada. Morávamos um pouco afastados da cidade. Na verdade nossa casa ficava em uma região afastada de Forks, quase divisa com La Push e as compras deviam sempre ser feitas em Seattle ou Port Angeles e isso exigia um percurso razoável de carro por uma estrada de terra até alcançar a outra, que dava acesso a essas cidades. Em geral esse trajeto era feito rapidamente já que sempre íamos conversando e rindo um dos outros, mas hoje, não era o caso. Impossivelmente silenciosos Kn e Ks só davam mostras de estarem acordados quando eu ouvia o barulho de zíper de alguma mochila abrir e fechar ou a estação de radio ser trocada. Algumas vezes lancei olhares de lado e pelo retrovisor, sem acreditar que aqueles dois caras que pareciam filhotes de vuvuzela estarem silenciosos como túmulos.

-Ei pessoal, não podemos esquecer de comprar munição e novos equipamentos de caça.

-Ah, é... – foi tudo que obtive de resposta do Kn. Voltei a lançar um olhar inquisidor ao Ks, esperando alguma coisa menos monossilábica.

-Hum... E precisamos de um novo cooler para as bebidas e comidas...? – soltou o caçula, quase perguntando se era aquilo que eu queria ouvir.

Balancei a cabeça negativamente, como que desistindo de manter uma conversa e pisei fundo no acelerador do Jeepe Wrangler. Minutos mais tarde estávamos no centro de Seattle, nos dividindo para acelerar todo o processo chato de compras do lar. Ao meio-dia tudo estava feito e até nossos equipamentos de caça estavam guardados no carro. Já estávamos novamente juntos em algum restaurante barato da periferia, esperando nosso almoço e o sol ainda não tinha feito à gentileza de aparecer. Ninguém voltou a tocar no assunto do ocorrido com o Ks e assim tudo havia transcorrido milagrosamente sem ameaças nem tentativas de assassinato em família. Ainda.

-E então, saímos amanhã cedinho, abastecemos e vamos para o acampamento, esperar a abertura da temporada de caça. – Kl disse, a voz empastada de quem acabara a refeição e estava explodindo, satisfeito.

-Tudo bem. Vou terminar de arrumar nossas malas hoje. – era Kn, ainda amuado, embora não aparentasse raiva.

-Legal! Leva a sua namorada, lindão. Apresenta ela para... – Ks não perdia a oportunidade de provocar. Sério, esse cara era ligado no 220, 24 horas por dia. Lancei meu olhar de alerta e balancei minimamente a cabeça em negação. Ele viu e tentou consertar... no estilo dele, claro.

-Er, quer dizer... Eu disse namorada? Eu quis dizer apavorada... – era cômico ver Ks lançar olhares ao redor tentando se agarrar a alguma idéia. — Aquela garçonete parece apavorada com o quaaaaanto você comeu Kn. Não tem vergonha não? Como vamos te sustentar assim com a comida escassa de acampamento?

-Vai se fu... — Rosnou quase inaudível um Kn novamente enfurecido, inclinando-se sobre a mesa, as mãos estendidas como se fosse esganar nosso irmão. — Eu juro agora te mato e isso é legítima defesa. Seu...

-A conta!!! Rapidinho, por favor!!! — gritei uma oitava mais alta para uma garçonete muito sorridente. Levantei, dei um tapa na cabeça de cada um dos imbecis sentados comigo, sussurrando. — Espero vocês no carro, nenéns. Não me envergonhem. — me afastei, sorrindo meu melhor sorriso de covinhas para a loira que estava nos servindo antes. Paguei a conta e junto com o troco ganhei um número de telefone de bônus. É alguma coisa havia de salvar o meu dia da insanidade completa.

***

Tinha que ter alguma coisa errada comigo... Eu estava torcendo para os dois voltarem a ser irritantemente barulhentos. Como isso? Vinte anos e meio e os dois estão finalmente agindo como pessoas normais e ficando quietos por mais de cinco minutos por vez. E eu aqui querendo eles insuportáveis de novo... É... Tem algo de errado comigo.

Aliviado e preocupado ao mesmo tempo, apoiei a cabeça no volante para curtir minha paz temporária longe da dupla, rindo ao lembrar da tentativa de assassinato do Kn.

Meu sonho se esvaiu antes mesmo de começar, pois os dois crianções se materializaram no carro, berrando e rindo igual dois retardados... Igual não. Eles ERAM dois retardados.

- ANDA KL!!! PÉ NA TÁBUA! BORAAAAA!! VAI. VAI. VAI. VAIII!!

Pego de surpresa, instintivamente enfiei o pé no acelerador, saindo disparado do estacionamento com os pneus cantando, e dois retardados uivando de tanto dar risada. Eu mereço...

Depois de estar a alguma distância do restaurante, o carro ficou silencioso de novo, mas um silêncio diferente do anterior. Este era mais leve, como se os dois tivessem aprontado alguma e por um momento achei que tudo voltaria ao normal...

- Kn o que foi que vocês aprontaram? – disse olhando pelo retrovisor para o Kn, que estava confortavelmente esparramado no banco de trás.

- Não olha pra mim Kl... A idéia foi toda do Pirralho – disse ele de forma descontraída.

Olhei de relance para o cara ao meu lado, que não deixou sua postura relaxada, com o braço apoiado na porta e os óculos de sol colocados displicentemente entre os cabelos loiros que acompanhavam tranquilamente o movimento do vento. A personificação da inocência, se eu não conhecesse o diabo por trás da máscara.

- Ks...

- Sim irmãozão? – eu ainda me pergunto por que esse cara ainda está morando em casa... Ele deveria estar em Hollywood fazendo filmes, perfeito ator que ele é.

- Não me venha com essa de “irmãozão”. Desembucha! Ou vai pra casa a pé... – eu sei... Sou mal... Mas não se pode deixar um cara como eu curioso. Se bem que... Não se pode deixar nenhum de nós três curiosos (N/A: fikadik pra eventuais consultas)...

- Prefiro o conforto do nosso jeepe... – e de uma forma bem preguiçosa, como se isso exigisse um enorme sacrifício, Ks colocou o óculos de sol no rosto, e sem deixar de lado o sorriso de covinhas, nossa marca registrada, virou-se de lado e de uma forma bem descontraída começou a falar.

- Ah Kl. Você saiu, e duas mesas atrás de nós tinham duas amigas conversando. E eu e o Kn...

- Você me puxou de uma forma nada delicada...

- Que seja... Eu e o Kn fomos até a mesa delas, de uma forma bem despreocupada eu perguntei se não poderíamos pagar uma coca...

- Você disse um drink Ks...

- Enfim... Se não poderíamos pagar uma bebida...

- Drink. – na minha opinião o Kn estava querendo revidar as provocações do Ks e eu, a muito custo consegui conter o riso.

- Pagar um drink. Feliz agora? – como o Kn não se manifestou, Ks continuou com o relato. – Uma delas até demonstrou interesse... Mas a outra, sei lá, meio muito séria desconversou. Disse que já estavam acompanhadas... E eu olhei ao redor de uma forma desinibida e vi de relance dois caras saindo do banheiro... Dois jacús pra falar a verdade... Convenhamos, essas mulheres de hoje em dia não sabem o que querem da vida. Não me contive e dei uma tiradinha clássica... “Quando quiserem sair com um cara de verdade me procurem.” E saí levando o Kn comigo. Mas o estrago já estava feito... Os caipiras tinham visto a gente e estavam se lançando na nossa direção...

- Pra resumir... O Pirralho me empurrou porta a fora, com dois caipiras nos nossos calcanhares...

- Com classe Kn, sem esquecer da classe... – e o jogo está empatado em 2x2 senhoras e senhores... Me permitir dar um sorrisinho com esse pensamento.

- E por fim, pra evitar uma briga, cá estamos... – Kn terminou com simplicidade.

- Elas eram bonitas pelo menos? – se não fossem eu jurava que o Ks iria a pé pra casa.

- Uma palavra irmão... Escultural... Uma era Loira, dos olhos azuis... – bobo o caçula nunca foi... – e a outra era morena dos olhos verdes. Mas parece que a morena não foi muito com a minha cara...

Aquela última foi demais, até mesmo pra mim. Soltei uma gargalhada, Ks e Kn me acompanharam logo em seguida. As coisas finalmente pareciam estar se acertando.

***

A paz novamente se instalou no carro... Ks de braços cruzados e a cabeça tombada no peito e Kn fazendo os sacos de dormir de travesseiro e o CD Meteora do Linkin Park, o favorito do Ks, tocando pouco mais alto que som ambiente, e teria permanecido assim se o Ks não tivesse começado a sufocar justamente quando “Numb” começou. Não era bem suforcar, era mais com se o nariz dele estivesse tampado e ele não conseguisse puxar o ar.

Não podia acordar o Kn, senão os dois acabariam discutindo de novo. Então, sem pensar muito, dei um tapa em cheio no peito do Ks para que ele acordasse.

- Ks? Acorda cara, ta tudo bem? – alívio, ele acordou. – Vamos ter que te levar ao médico irmão, duas vezes no mesmo dia... mas fica sossegado que essa eu não vou contar pro Kn, senão ele surta de vez. – olhei pelo retrovisor pra ver se ele ainda estava adormecido. Ufa! Estava.

- Mas Kl, você sabe o quanto aqueles jalecos brancos e aquele cheiro de anti-séptico me dá nos nervos e...

- Sem “mas” irmãozinho. Vamos deixar o Kn em casa para que ele não fique pegando no seu pé e para que você o deixe terminar de arrumar as malas em paz.

- Eu não preciso de médicos, nem exames. Eu não estou doente e você sabe muito bem que “quem procura acha”. – disse ele na defensiva.

- Mas é melhor achar agora do que, Deus me livre, quando você desmaiar e não acordar mais.

Notas finais
N/A: Aqui... o capítulo 3... mas ainda tá faltando review... qualé galera... deixem reviews... façam autores felizes... ^^...

Beijos dos TriBear...

N/B: Me fala o endereço desse lugar ai. Quem sabe não consigo uns telefones também. Ta parei. É brincadeira. ^^

Esta ai amores mais um capítulo, sejam bonzinhos e comentem senão prendo o capitulo.

Beijos da Ravenna