Sempre Irmãos...
4 Internado?
Notas iniciais
Kl vai conseguir manter essas crises mais graves em segredo?
Tá aí... Capítulo 4... Desculpa a demora pessoal...
Enjoy... ^^
Ks Pov:
Quase uma hora depois estávamos em casa novamente, deixando toda a parafernália dividida em dois grupos. As compras da mamãe na cozinha, nossas compras de caça no meio da sala. Kl parecia irredutível quanto a essa história de me levar no médico. E o Kn parecia inconformado por ter de ficar sozinho em casa...
-Mas por que é que eu tenho que ficar? — será que a cara de gatinho do Shrek que o Kn estava fazendo ia amolecer o Kl?
-Você vive reclamando que o caçula não te dá paz, Lindão... então, vou levar ele pra brincar na pracinha enquanto você termina de arrumar as malas. — eu acho que não foi dessa vez...
-Brincar na pracinha, Irmãozão? Forçou a amizade.
-Tá bom irmãozinho, eu te levo pra tomar sorvete pode ser? – eu vou bater no Kl... e no Kn também se ele não parar de dar risada...
Aproveitei que os dois se distraíram, rindo de mim, e subi correndo as escadas, direto para o meu quarto. O plano era ficar lá quieto, silencioso como um ninja e fazendo uma figa, torcendo para que o Kl esquecesse da minha existência e arrumasse alguma coisa melhor pra fazer com seu tempo livre. Às vezes eu me odeio por ser tão iludido... É claro que meu irmão não ia esquecer de mim e não passaram-se 5 minutos para que batidas surdas se fizessem ouvir na porta.
-Ks, vamos, está na hora. – era o Kl, como o previsto, chamando em voz baixa.
Sem opção, abri a porta e um par de mãos gigantes me puxaram para fora, provavelmente temendo que eu voltasse à me esconder e me conduziram escada abaixo, direto para o Jeepe, estacionado em frente à porta de casa. Não ofereci resistência e permaneci mudo nos primeiros minutos do trajeto, não por ter enfim concordado com essa consulta inútil, mas porque novamente o ar estava me faltando e a visão escureceu. Para não deixar Kl ainda mais alarmado, baixei o vidro e virei o rosto, fingindo observar a paisagem.
-Ks, tudo bem? — a voz ao meu lado estava tranqüila, aquele tom carinhoso que era sempre usado quando um de nós dava um conselho.
-Sim, tudo bem. Estava pensando na viagem... ansioso, sabe? — sorri, virando para encarar meu irmão. Me espantei ao perceber que ao mencionar a viagem, o sorriso saiu sincero. Viajar, sim, era o que eu precisava.
-Ouch, man, vai ser demais! Você viu aquela *PUMP CBC 12? Aquilo é poder de fogo policial, brother... deu um trabalhão pra conseguir importar ela......
Quando o assunto era bélico, Kl adorava. Aficionado em carros e armas, ele era capaz de trocar a mãe ou até mesmo eu e o Kn pelo **Mustang 1967 com motor Nissan que aparece em um filme sobre corridas... Ok ok ok, eu exagerei, mas que ele era viciado, era.
O fato é que ouvir aquele falatório interminável de meu irmão me distraiu e por breves momentos eu me esqueci de para onde estava indo e porque ia. Só voltei ao eixo quando o carro parou e olhando para fora divisei a placa luminosa do consultório do doutor Gregory House, o famoso médico, um tanto excêntrico para o meu gosto.
Relutante, saí do Jeepe e junto de Kl, atravessei as portas de vidro, mas, ao entrar e sentir o forte cheiro de anti-séptico, parei de chofre, tenso, nunca entendi porque tenho tanta cisma com esse cheiro, mas relaxei ao sentir a mão do Kl em meu ombro, tanto me estimulando a chegar até a recepção quanto me impedindo de correr que nem um louco e me refugiar no carro.
- Gostaríamos de falar com o Doutor House. – apesar do forte cheiro que me incomodava, não pude deixar de me juntar ao Kl e lançar um lindo sorriso de covinhas para a recepcionista.
- Vocês têm hora marcada? – calma... Para tudo... Ela realmente estava séria? Olhando pra gente? Essa é nova... Fiquei um pouco assustado, será eu estava tão doente que estava perdendo o charme? Será que estava tão abatido que minhas covinhas tinham sumido? Mas se era assim por que ela olhava da mesma forma pro Kl?
E o mais engraçado era que ele estava com a mesma cara que eu, olhando para ela como se fosse algo do outro mundo, decidi tentar.
- Não vejo seus nomes aqui. – ela disse com a voz monotona, me olhando como se eu fosse um pirralho qualquer – Mas acho que teremos um horario daqui duas semanas.
- Duas semanas? – Kl explodiu e eu interiormente suspirei de alívio, afinal nem queria estar aqui mesmo – Isso é um absurdo, ele pode estar morto em duas semanas.
Kl continuava em seu discurso interminável do quanto o descaso daquela mulher poderia me matar, eu já não ouvia mais nada, minha visão foi ficando turva, fui ficando com as pernas moles, novamente aquela sensação de estar sendo sugado. Me escorei no braço de Kl com uma das mãos e com a outra no balcão de atendimento e ali foi o momento que simplesmente apaguei.
Com o corpo dolorido, abri meus olhos e me vi em uma cama de hospital, Kl estava na porta conversando com um homem de bengala, eles cochichavam. Pigarriei, afinal queria fazer parte da conversa.
- Podemos ir agora? – perguntei esperançoso.
O excêntrico médio saiu do quarto, achei estranho aquilo, se eu era o paciente porque não veio falar comigo? Acho que estou ficando paranóico ou filosofo, afinal não apro de falar comigo mesmo, acho que é efeito do hospital. Eu disse que odiava esses lugares.
- Mas não voltaríamos daqui duas semanas? — falei olhando para meu irmão com cara de abandonado, quem sabe o convencia.
- Nem vou te responder. – Kl quase rosnou.
Suspirei cansado, afinal não adiantaria discutir com Kl, ele estava preocupado então era normal que agisse assim. Mas mesmo assim me sentia aliviado por não ter nem o Kn e nem a mamãe aqui, porque ai sim eu estaria com problemas.
Quando já pensava em cochilar uma enfermeira entrou no quarto, sem dizer nada parou ao meu lado.
- Boa tarde, meu nome é Mary e estarei de plantão hoje. O braço, por favor. – ela disse entediada.
Estendi o braço olhando, passando a acreditar que tinha alguma coisa estranha com as mulheres daquele lugar, nem me dignei a sorrir. Kl estava ainda sentado na poltrona, olhava para o traseiro da enfermeira, tive de me segurar para não rir.
- Pronto, não doeu nada viu? — ela ainda falou como se estivesse no automático — Os exames básicos ficaram prontos em duas horas.
- Duas horas? – falei indignado – Temos uma viagem por fazer ainda.
- Viagem? – ela arregalou os olhos – Acredito que nem saia hoje daqui.
Naquela hora quase entrei em pânico, aquela enfermeira estava dizendo que eu ia ter que esperar duas horas dentro daquele hospital, aguardando a chegada do resultado dos meus exames, isso se não tiver que fazer uma bateria de testes sob a supervisão do Dr. House, sem contar a possibilidade de ter que passar a noite aqui...
- Como assim? – Kl falou, me tirando de meus devaneios.
- Como assim o que senhor? – Mary se virou para Kl, falando com a voz calma.
- Como assim "Acredito que nem saia hoje daqui."? – Kl falou exasperado.
- Isso é... ah... não pode... a gente tem uma viagem marcada! – eu tentava argumentar.
Aquela conversa toda estava me cansando, será que eles não viam que devia ser só uma anemia, um mal estar. Que eu não precisava estar ali, era só tomar umas vitaminas e pronto, não podia perder a caçada, senão teria de esperar até o próximo ano.
Mas que merda.
Quando dei por mim Mary já havia se retirado, me deixando com um Kl extremamente nervoso com tudo aquilo, ele estava saindo do quarto.
- Onde vai?
- Ligar pra mamãe. – ele disse cansado – Vai precisar de roupas e outras coisas.
- Mas temos de contar Ks. – Kl disse cansado e saiu do quarto me deixando sozinho com meus pensamentos
Fiquei ali naquele quarto todo branco imaginando o que teria de errado comigo e o que a mamãe saber disso e ficar histérica iria me ajudar.
Notas finais
**Modelo usado no filme 'Velozes e Furiosos – Desafio em Tóquio
N/A: E é isso... Comentem... ^^...
Beijos dos TriBear...
N/B: Gente desculpa ter segurado o capítulo, dessa vez juro que foi sem querer. Mas comentem e se possivel recomendem, senão prendo o outro por mais tempo. (cara de malvada)
Sério, comentem a história esta muito boa, merece comentários.
Beijos da Ravenna
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