Sempre Existe Uma Réstia De Esperança
19 Eles aparecem
Notas iniciais
Deitada no seu colchão e acordada, a Inoue recordava-se da noite anterior. Mesmo já sendo uma mulher, a inocência continuava lá, bem como a sua cara vermelha e os batimentos cardíacos acelerados pelas recordações de prazer. Encontrava-se sozinha, já que o Byakuya havia saído antes dos primeiros raios de sol para não serem apanhados. Havia-lhe dito que uma empregada viria para a ajudar com o banho. Com o cheiro a sexo na sua pele e no quarto, iriam começar com questões e desconfianças. Antes, estas reações do Capitão, faziam-na pensar que ele tinha vergonha dela, mas mais tarde veio a perceber que é simplesmente para não levantar problemas entre os anciões e o líder do clã. Já que ele havia quebrado as regras duas vezes no passado, agora iria ser mais cauteloso e esperar que a ruiva fosse viver para a Soul Society. Sentou-se, quando ouviu uma empregada bater na porta e pedir licença para entrar.
− Pode entrar! Falou docemente. Quando a viu entrar, deu um sorriso caloroso que fez a servente corar um pouco e ficar sem reação, já que as pessoas naquela mansão não eram conhecidas pela sua gentileza.
− Estou aqui para a ajudar com o banho, minha senhora! Falou um pouco nervosa.
− Não me chames de senhora, por favor! Deu um pequeno riso pelo nervosismo da empregada. – Como te chamas? Tal pergunta deixou a jovem criada surpresa, normalmente os donos da mansão, não precisavam e nem queriam saber dos nomes dos seus serventes.
− Mikka, minha senhora!
− Eu chamo-me Inoue Orihime! Mas podes tratar-me por Inoue em vez de senhora, afinal eu não sou mais velha do que tu! A ruiva ficou contente quando viu a jovem acenar com um pequeno sorriso na cara. – Mikka, podes ajudar-me a levantar? Parece-me que estou com poucas forças esta manhã!
A Mikka ajudou-a a levantar-se e levou-a para outra divisão da casa para prosseguir com o banho. Depois de limpa e a cheirar maravilhosamente bem, foi conduzida para o local onde estavam os Capitães e a Tenente Matsumoto. Haviam decidido tomar o pequeno-almoço na mansão Kuchiki para poderem falar com a Inoue. Se bem que a Tenente estava lá, mais por companhia e ser bastante próxima dela.
− Bom dia Capitães! Ran-chan! Cumprimentou reverenciando. Obrigou-se a manter calma e a quentura na cara despercebida. Afinal de contas, quem não ficaria desconcertado por estar na presença do homem que a levou ao céu na noite anterior. Sentou-se no lugar já reservado para ela depois de feitos os bons dias. À sua direita ficava o Byakuya, e à sua esquerda o comandante.
− Orihime-chan! Chamou o Shinji. – Estás um pouco pálida! Está tudo bem?
− Sim! Não te preocupes Shinji-kun! O médico disse-me que era normal de vez em quando sentir-me mais cansada.
− De qualquer forma, mesmo pálida continuas a ser a mulher mais linda da Soul Society! Comentou o Capitão Kyoraku de forma galante.
− Obrigada! Agradeceu corada pelo elogio. Apesar de receber elogios e piropos a toda a hora na cidade de Karakura, nunca conseguia esconder a sua inocência.
− Comandante! Iniciou a Soi Fong. – Porque é que nos reunimos todos aqui? Para além disso, qual a razão da humana Inoue Orihime e a Tenente Matsumoto para estarem presentes? Perguntou na sua habitual frieza e desdenho pelo grupo dos humanos.
− Eu desejava conversar com a Inoue Orihime na vossa presença. A Tenente é bastante próxima dela e tem conhecimento de toda a situação presente. É essencial que esteja presente, alguém capaz de dar o apoio necessário à Inoue Orihime! Com a sua voz autoritária, mais ninguém ousou questioná-lo. – Inoue Orihime! Chamou.
− Sim! Respondeu sem hesitação e prontamente.
− Temos conhecimento de que em menos de um ano, virás para a Soul Society! Os teus poderes são grandiosos e é provável que uma das famílias reais irá querer adotar-te ou fazer-te esposa de algum dos herdeiros! Normalmente é uma honra entrar para uma das quatro famílias, no entanto, eles apenas teriam interesse nos teus poderes e como tal não vou permitir! Deu uma pausa. – Eu vou adotar-te e treinar-te pessoalmente!
Ficaram todos chocados com a revelação. Nunca pensaram que o velho comandante pudesse adotar um shinigami como seu filho ou neto. Aliás, até era o primeiro comandante a alguma vez fazer isso. O velho olhava para o grupo à sua frente e deu um sorriso quase invisível por os ver sem reação. A Inoue foi a primeira a recuperar-se e depressa desviou o olhar do velho para olhar para o chão. Como estava com a cabeça cabisbaixa ninguém conseguia ver as lágrimas que escorriam pela sua cara.
− Parece que quando vieres para ao pé de nós, já terás uma família! Comentou o Toushirou com um sorriso, que logo desapareceu ao ver lágrimas cair no chão. – Orihime? Chamou preocupado, atraindo a atenção dos outros para a rapariga.
− O que foi Orihime? Passa-se alguma coisa? Perguntou o Byakuya preocupado. Algo que surpreendeu os restantes, exceto o Toushirou, a Tenente e Comandante, que já havia chegado à conclusão de que os dois ao seu lado gostavam um do outro.
− Eu… Levantou a cabeça e todos puderam ver o enorme sorriso na cara, apesar das lágrimas. – Eu vivo sozinha desde que o meu irmão morreu, e nunca mais consegui perceber o conceito de família!
− Então, porque é que estás a chorar Orihime-chan? Perguntou confuso o Capitão do 13º Capitão.
− Eu estou a chorar de felicidade!
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O festival já estava bem animado, e como sempre a Rangiku já se encontrava bêbeda, o Ichigo, O Ishida e o Sado riam-se com os seus amigos shinigamis, muitos casais dançavam juntos, incluindo aquele que mais atraia atenção. O Byakuya e a Orihime.
− Achas que serei uma boa shinigami, Bya-kun?
− Bya-kun? Repetiu surpreso com a alcunha que a ruiva acabara de lhe dar.
− Ah! Desculpa, eu não queria ofender-te, é que simplesmente saiu! Fez uma carinha tão inocente que o Capitão até riu.
− Não te preocupes! É uma alcunha bastante engraçada. E sim, eu acho que vais ser uma boa shinigami! Aliás, tu és boa em muitas coisas. A que eu mais prefiro… Abaixou-se para lhe poder falar ao ouvido. – É a atividade noturna! Disse sedutoramente. A ruiva ficou vermelha da cabeça aos pés e com o coração a palpitar que nem louco, porque assim que ele lhe disse aquilo, ela lembrou-se da noite anterior. – Tão mulher e no entanto tão menina! Essa é uma das qualidades que mais gosto em ti!
Sem que eles percebessem, os outros pararam de dançar para os observar. Pela primeira vez, viam o líder Kuchiki mostrar afeto e carinho a alguém. As mulheres sentiam-se invejosas e os homens deprimidos por não terem oportunidade para conquistar o coração da Orihime. O Ichigo e a Rukia estavam estupefactos e decidiram falar com eles sobre o que se estava a passar. O Ishida e o Sado seguiram logo atrás por pressentirem problemas. Óbvio que o Renji, o Ikaku e o Yumichika também os seguiram. O casal estavam a dançar e no seu próprio mundo quando ouviram alguém a pigarrear.
− O que foi Kurosaki-kun?
− Eu queria saber porque razão vocês os dois parecem tão… tão… Iniciou com uma cara fechada, que indicava confusão.
− Próximos e íntimos! Terminou a pequena shinigami de cabelo preto, curiosa com o comportamento dos dois.
− Kuchiki-san… A ruiva começou.
− Nós não temos razão para dar explicações! Interrompeu o Byakuya.
− Inoue! Tem alguma coisa que ainda não me tenhas contado? Perguntou o Ichigo impaciente. Quando a resposta não veio ficou ainda mais nervoso. – Eu sou teu amigo Inoue! Porque é que não contas?
− Kurosaki! A Orihime não é obrigada a contar-te o que ela faz fora da escola! Intrometeu-se o Quincy.
− Nós todos somos amigos, dentro e fora da escola! Não faz sentido ela contar-vos tudo e esconder tudo de mim! Gritou furioso com o amigo.
− Ichigo! Acalma-te! Não é hora para te exaltares! Aliás, ela tem as suas razões para não te contar nada! Explicou o Sado.
− E que razões são essas, que a impedem de me contar algo? Interrogou já demasiado irritado.
− Eu estou a morrer!
− O quê? O Ichigo encarou a ruiva de novo. – O que disseste?
− Eu estou a morrer!
Ele até se assustou com o tom calmo e descontraído dela. Simplesmente abria a boca mas não saiam palavras. A Rukia estava da mesma maneira. O Renji, O Ikaku e o Yumichika estavam bastante chocados pela revelação. Os shinigamis que apenas a conheciam de vista apenas estavam um pouco surpresos, já que ela era muito novo para morrer. Os Capitães que também estavam a ouvir a conversar, estavam com um olhar triste. Nestes últimos meses, ficaram a conhecer os relatórios do Capitão Kuchiki e as conversas do Toushirou e da Tenente em relação à Inoue. Nestes dois dias, puderam conhecê-la um pouco melhor, aqueles que pouco contato tiveram com ela anteriormente, e afeiçoaram-se a ela rapidamente.
− Como assim estás a morrer? Perguntou a Rukia sem querer acreditar nas palavras que ouvia.
Antes que a Inoue pudesse responder, uma grande quantidade de reiatsu foi sentida por toda a Seireitei. Os shinigamis de baixo nível, depressa desmaiaram. E os restantes pararam tudo o que estavam a fazer para verem o que se estava a passar. Olharam todos para o céu, para verem uma Garganta aberta de grande tamanho.
Com um sorriso na cara, o Grimmjow estava à frente de um grupo de Vasto Lordes, preparados para derrubarem a Soul Society.
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