Sempre Existe Uma Réstia De Esperança
20 A segunda libertação
Notas iniciais
− Parece que finalmente resolveram aparecer! Comentou o Ishida, enquanto ativava o seu arco.
− Eu sabia que ele ia voltar, mas nunca pensei que fosse trazer um grupo de Vastos Lordes! Falou a ruiva sentindo receio que a situação seja mais grave do que eles esperavam.
− O que vocês estão a falar? Perguntou a Rukia.
− O Grimmjow apareceu há uns meses atrás e tentou matar a Orihime! Retorquiu o Quincy.
− Vocês estão a querer dizer que ele atacou-vos e vocês esconderam isso de mim? Gritou o Ichigo furioso. Estava magoado com os três amigos da sua cidade. Ele detestava quando lhe escondiam coisas e sentia alguns ciúmes do Sado e do Ishida, porque estes sabiam de tudo o que se passava com a Orihime. “Depois de tudo o que fiz para a salvar é assim que me retribui”. Era o que passava no momento na cabeça do Ichigo.
− Encontramo-nos outra vez! Falou a pantera azul, que já havia saído da Garganta e estava agora a uma distância segura deles. – Kurosaki Ichigo! Finalmente vou ter a minha revanche! Virou-se para o Byakuya e a Orihime. – E tu também vais ter de morrer Orihime-chan! Falou o seu nome com veneno e desdenho. – Infelizmente não posso deixar alguém de grande poder como tu viver!
Antes que pudesse continuar a falar para ela, o comandante ordenou que os capitães e tenentes lutassem. O Byakuya colocou-se à frente da Inoue para a proteger, enquanto os demais lutavam com os Vasto Lorde. O Grimmjow teve como oponente o Ichigo, mas não esperava que o ruivo estivesse ainda mais forte, e estava com dificuldades para lhe acertar uma única vez.
− Byakuya! Chamou a Orihime. – Não precisas de me proteger. Sabes bem que eu consigo defender-me. Para além disso, os outros capitães estão com dificuldades com os seus adversários. Eles precisam de toda a ajuda possível!
− Tens a certeza? Apenas recebeu um aceno de cabeça da ruiva. Hesitantemente foi para a batalha e ajudar o Capitão que no momento tinha mais dificuldades, o Hitsugaya, enquanto a ruiva tentava ajudar a Capitão do 4º Esquadrão com os feridos.
− Parece que precisas de ajuda Toushirou! Falou o Kuchiki, impedindo um ataque que poderia ter sido fatal para o rapaz de cabelo branco.
− É a primeira vez que estou a lutar contra um Vasto Lorde! Está a ser difícil de lhe acertar. Quando eu tento, ou esquiva-se bastante depressa ou coloca uma barreira com a sua própria reiatsu!
− Entendo! Temos de trabalhar em conjunto e descobrir a sua fraqueza.
Com os Capitães Kyoraku e Shunsui a situação era a mesma. Apesar de não ativarem as suas Bankais como de costume, estava a ser complicado combate-los sem o poder totalmente liberto.
− Porque é que vocês estão a atacar a Soul Society. O nosso problema é apenas com a pantera azul! Falou o Capitão que normalmente está doente. Tentava tirar informações do inimigo para mais tarde poder tirar algo importante disso.
− Apenas queremos a destruição da Soul Society! Desviou o seu olhar para a Inoue que no momento se encontrava a curar ferimentos no Tenente Kira e na Rukia. – Vocês não param de crescer em poder! Os capitães seguiram o olhar e ficaram um pouco mais sérios na sua pose de batalha. Não iriam deixar que a Inoue fosse morta. Já se sentiam afeiçoados à jovem e sabiam que quando ela se tornasse uma Shinigami, iria ser bastante poderosa. – A razão pela qual o Aizen Sousuke se interessou foi porque aquela humana detém um poder que ultrapassa o território de Deus!
O Shinji e o Rose que também estavam a combater um deles, conseguiram ouvir o que havia sido dito. Eles já sabiam desse detalhe e os próprios até ajudaram com o treino da Inoue. Naquele momento sabiam que deviam acabar com aquilo o mais rápido possível, antes que o inimigo conseguisse realizar os seus objetivos. Acabaram por se precipitar um pouco e um dos louros acabou ferido no ombro.
O Kensei estava a lutar sozinho e já tinha alguns cortes na cara e nos braços. O Kenpachi lutava ao lado do Capitão com cara de lobo e já se apresentavam ofegantes. A Soi Fong, devido à sua rapidez conseguia manter o combate empatado.
− Vejo que ficaste mais forte Grimmjow! Comentou o ruivo, enquanto fazia força na sua zampakutou para puxar o Espada para trás.
− Tu também Kurosaki Ichigo! Esperei mais de um ano para poder te enfrentar e agora vou poder matar-te! E aquela ruiva também! Ela vai pagar pela morte dos meus companheiros!
− O que tu queres com a Inoue? Perguntou seriamente.
− Oh! Tu não sabes? Se calhar ela não te contou! Afinal, tu não estavas lá quando eu a tentei matar! Deu um sorriso malvado. – Se bem que ela teve uma espada atravessada no peito! Se não fosse pelo Capitão meia tigela, que se acha maior que todos, ela já estaria morta! A última frase foi dita num tom de raiva e com desejo de sangue.
− E porque razão é que a tentaste matar? Gritou furioso, empurrando para trás, fazendo-o voar contra uma parede.
− Para chegar até ti! Se eu a capturasse, tu irias tentar recuperar os teus poderes! Falou, limpando o sangue que lhe escorria pela boca. – Mas ao que parece ela não te contou nada! Riu de maneira louca. – Parece que deixaste de ser assim tão importante para ela, cabeça de cenoura!
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− Inoue, cuidado! Gritou a princesa Shinigami, atraindo a atenção dos outros shinigamis. Quando eles viram o que estava a acontecer, o medo até se sentiu nos seus ossos. A poucos metros dela, estava um dos Vasto Lorde com uma espada em direção ao seu coração. Este havia conseguido distrair os dois capitães com que estava a lutar e aproveitou o momento para a matar.
− Shiten Koushun! Ela havia sentido a reiatsu atrás de si e sabia perfeitamente o que era. E sem se virar chamou os seus poderes. Para aqueles que sabiam do seu treino, ficaram aliviados quando viram a barreira e a ruiva sem um arranhão. Aqueles que foram mantidos no escuro, ficaram surpresos pelo novo escudo e pelo fato de não ter-se partido ou rachado. Antes que o Vasto Lorde pudesse atacar outra vez, o Rose e o Shinji conseguiram entrevir a tempo de impedir o ataque.
− Inoue, quando é que conseguiste esse novo poder? Perguntou a Rukia.
− Eu treinei nestes 17 meses, Kuchiki-san! Não poderia ficar quieta quando eu era uma das pessoas que podia proteger a cidade! A Rukia ficou estupefacta de novo. A rapariga à sua frente mostrava estar completamente diferente. Mais madura, responsável, séria.
A Inoue olhou para o campo de batalha, e ficou apreensiva e receosa com o que viu. Este inimigo era muito forte e os Capitães mostravam-se em bastantes dificuldades para os eliminar. Alguns deles já estavam com ferimentos graves. Alguns tenentes estavam em estado muito grave porque não eram páreo para ele. Pesquisou pelo campo de guerra até encontrar uma cabeça loira, encostada a uma árvore com uma mão na barriga. Correu imediatamente para o pé dela, e mesmo antes de lá chegar ativou o seu escudo para curar.
− Ran-chan!
− Hime! Falou ofegante. – Tens de ter cuidado. Eles querem matar-te também! Nós temos conseguido empatá-los, mas eles são demasiado fortes para nós Tenentes!
A ruiva não disse nada, apenas se concentrou em curar a amiga-irmã o mais rápido possível. A Inoue estava séria e pensativa, algo que não passou despercebido pela Matsumoto. “Parece que os meus instintos estavam certos. Ainda bem que escrevi aquela carta e a entreguei para a Ran-chan!” Antes que pudesse pensar em mais alguma coisa, as suas fadas acabaram de curar a Tenente a voltaram para as presilhas.
− Estás muito pensativa Hime! Passa-se alguma coisa? Perguntou preocupada e com atenção aos combates que aconteciam à sua volta.
A ruiva não respondeu, simplesmente levantou-se e ofereceu-lhe a mão. A Matsumoto aceitou-a de imediato e pôs-se em pé rapidamente. Antes de dar um único passo, foi surpreendida pela amiga, que lhe um abraço e sussurrou-lhe ao ouvido.
− Quero que abras a carta que te dei assim que eu começar a minha dança! Deu-lhe um beijo na cara e um último sorriso e dirigiu-se para o meio da batalha, deixando para trás uma Tenente surpresa e sem reação. A Inoue havia-se decidido. A partir do momento em que os intrusos apareceram, ela soube que havia chegado a hora. Por isso iria partir, salvando aqueles que mais gostava e lhe eram importantes.
− Orihime!
A loira tentou ir atrás dela, mas já era tarde demais. A ruiva já se encontrava no meio da batalha. Os outros que estavam a combater ficaram nervosos e chocados ao vê-la ali. Mas antes que pudessem tirá-la dali, ouviram a voz dela.
− Podem empatá-los por um momento? Pediu-lhes bastante séria. – Eu vou terminar com isto de uma vez por todas! Sem mesmo esperar a resposta dos Capitães, começou a fazer o que pretendia e chamou as seis fadas. – Estão preparados?
− Sempre! Disseram os seis. Surpreendentemente o Tsubaki não reclamou e nem os restantes tentaram pará-la. Simplesmente seguiram as suas ordens. – Adeus Orihime! Disseram em conjunto de novo.
− Adeus não! Até já! Deu-lhes um sorriso e preparou-se para utilizar pela primeira e última vez a segunda libertação do seu poder. – Abre as tuas asas e ergue-me aos céus. Dança comigo e leva a minha alma com o vento. Concede-me o teu poder. Rikka!
Os combatentes pararam para observar o que ela estava a tentar fazer. Ficaram confusos quando apenas viram as suas fadinhas a rodearam-na e a conversar com ela. No entanto, essa confusão depressa passou a choque e surpresa quando sentiram a enorme quantidade de reiatsu que ela estava a reunir. Tiveram de tapar os olhos quando a energia envolveu-a e tornou-se brilhante demais para se conseguir olhar. Quando puderam ver claramente, ficaram sem reação para aquilo que estavam a ver. Até mesmo o Grimmjow estava de boca aberta. Ali no meio deles estava uma das criaturas mais bonitas que já haviam visto. Um Anjo. A ruiva encontrava-se com a forma de Rikka, ou pelo menos semelhante, já que a única coisa que tinha dela, era as suas asas brancas e puras.
A ruiva abriu as suas asas e levitou até ficar a alguns metros de distância do chão. Como últimas palavras, todos os que estavam presentes apenas ouviram um sussurro.
− Esta vai ser a minha última dança!
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