Notas iniciais
Boa Leitura!

O grande susto já havia passado, agora tentavam acalmar os ânimos, porém, bastou que Cristina olhasse para Estela à sua frente, para que seu coração de mãe se enchesse de ira. Levantou e se dirigiu à Estela como uma fera jogando-a no solo, colocando-se em cima dela e dando-lhe uma sequência de tapas em seu rosto.

Est: Socorro! Tire essa louca de cima de mim! (gritava).

Cris: Isso é por ter tentado matar o meu filho! (enchendo-a de tapas) Eu vou acabar com você! (gritava com ódio).

Frederico, que ainda estava agachado com seu filho, ficou perplexo com aquela Cristina furiosa. Nunca a havia visto daquele jeito. Os peões o olhavam como se pedissem autorização para interromper, mas Frederico, entendendo a ira de sua mulher, resolveu deixar que ela descontasse toda a sua raiva um pouco mais, afinal, se ela não fizesse, ele faria.

Est: Solta-me! (gritava tentando se defender dos tapas).

Fred: Já chega, Cristina! (disse levantando-a de cima de Estela).

Cris: Deixe-me, Frederico! (gritava e tentava soltar-se dos braços de seu marido).

Fred: Não! Já chega! (gritou). Agora a justiça se encarregará de Estela.

Cris: Todavia, ainda defende essa mulher? (indignada).

Est: Ele me defende, porque me ama! (provocava).

Cris: Ah, sua... (tentou avançar novamente em Estela, mas Frederico a segurou firme).

Fred: Levem Estela daqui! (ordenou).

Os peões levaram Estela até ao delegado que já estava ciente do ocorrido, deixando seus patrões no local.

Cris: Solta-me! (disse soltando-se bruscamente dos braços do fazendeiro). Não volte a me tocar nunca mais! (o olhava com raiva).

Fred: Mas Cristina...

Cristina virou-lhe as costas e foi em direção de Miguel que apenas observava.

Cris: Vamos para casa, meu bebê. (pegando-o no colo).

Mig: Mas eu não sou um bebê! (disse muito bravo).

Regressaram para a casa e todos ficaram contentes por saber que Miguel estava bem.

Cons: Meu menino (abraçando-o), que susto você me deu.

MC: Quase morremos de tanta agonia, mas que bom que está tudo bem agora (olhando para Cristina e Frederico que estavam sérios).

Cris: Sim. Agora está tudo bem, mas acho melhor levarmos o Miguel para descansar.

Mig: Mas...

Cris, Mas nada, vamos subir e, em seguida, Vicenta levará um lanche para você.

Miguel e Cristina começaram a subir as escadas, até que...

Fred: Cristina, precisamos conversar.

Cris: Agora não! (disse fria e subiu).

Todos perceberam o clima ruim entre Cristina e Frederico, mas ninguém imaginava o motivo.

Anoiteceu, todos jantaram harmonicamente, mas Frederico e Cristina permaneciam sem trocar uma palavra.

Instantes depois...

I

Cristina estava de camisola em seu quarto, preparando-se para dormir quando entrou Frederico.

Cris: O que faz aqui?

Fred: Como assim? Não te entendo. Aqui é o nosso quarto. Não?

Cris: Não! (firme). Durma na sala ou, então, busque Estela na cadeia para te esquentar.

Fred: Cristina, por favor, entenda que eu não podia deixar que você seguisse agredindo-a ou pararia na cadeia junto com ela.

Cris: Não me importa! (gritou). Agora, saia daqui, pois ao meu lado você não dorme mais.

Fred: Como queira! (sério) Só que depois não reclame se eu buscar outra (deu-lhe as costas e saiu batendo a porta).

Cristina ficou paralizada com a reação e com as palavras de Frederico.

Cris: Realmente, seria capaz de procurar outra? (questionava-se). Pois ele que faça o que quizer. Não me importo! (tentava convencer-se).

Sala

Fred: Cristina está muito enganada se pensa que irei me humilhar implorando-lhe seu amor. Isso jamais! (furioso).

Todos já haviam se retirado para seus quartos. Frederico ajeitou-se como pode no pequeno sofá da sala. Enquanto Cristina rolava de um lado para o outro em sua enorme cama.

Cris: Frederico...(murmurava). Será que está durmindo na sala ou terá saído? (enciumada).

Não resistindo, Cristina desceu para procurar o seu marido entre a escuridão da casa. Ao chegar na sala, pôde vê-lo todo desajeitado no sofá. A luz da lua que entrava pela janela lhe permitia avistá-lo.

Cristina aproximou-se, lentamente, e deu um beijo suave em seus lábios, despertando-o.

Fred: Cristina... (sorriu imaginando que fosse um sonho).

Cris: Shiu! (botando o dedo indicador em sua boca para que ele não falasse nada).

Cristina se posicionou sobre Frederico beijando-o. Ele, de imediato, a correspondeu. Frederico subiu suas mãos pelas pernas de sua esposa e, ao chegar nas coxas, apertou-as e levantou sua camisola até a cintura. Cristina gemeu com as carícias de Frederico.

Cris: Te amo! (disse entre beijos).

Fred: Não mais que eu a ti (beijando-a).

As carícias tornavam-se cada vez mais íntimas. Cristina balançava-se sobre Frederico estimulando-o. Suas respirações estavam pesadas. Frederico sentia-se em desvantagem naquela posição e, ainda agarrado à Cristina, levantou com ela e a deitou sobre a mesa de centro. O fazendeiro se posicionou entre as pernas de Cristina e ela o rodeou pela cintura. Com suas pequenas mãos ela abriu alguns botões da camisa de Frederico e o ziper de sua calça. O clima estava quente, o casal não parava de trocar beijos, carícias, arranhões, etc. Estavam a ponto de fazerem amor, porém, devido aos movimentos bruscos, a mesa de madeira quebrou fazendo um grande barulho.

Cris: Meu Deus, Frederico! (assustada).

Fred: Shiu... eu comprarei outra (seguindo com as carícias no pescoço de Cristina).

Cris: Mas alguém pode ter escutado (rendendo-se novamente).

O casal prosseguiu com seu desejo incontrolável até que acenderam a luz da sala.

Cons: Cristina!!! (gritou).

MC: Mamãe! (surpresa).

CM: Papai! (sem jeito).

E, para completar aquela cena, chegaram os empregados da casa alarmados pelo barulho. Todos ficaram perplexos enquanto Frederico e Cristina permaneciam na mesma posição com os olhos arregalados, encarando-se.

Fred: Podemos explicar...(saindo de cima de Cristina, esquecendo que estava com a calça aberta e um grande volume por dentro).

Cons: Oh! Por Deus! (virando-se e tapando os olhos ao mesmo tempo que as demais mulheres). Recomponha-se! (espantada)

.Frederico, rapidamente, fechou o ziper da calça e a camisa enquanto Cristina já havia se ajeitado, pois ainda não tinha tirado nenhuma peça e dava graças a Deus por isso, ou estaria mais envergonhada do que estava.

CM: Creio que ninguém precisa de explicações. Melhor todos irmos dormir. Boa noite! (entedendo a situação e querendo aliviar a vergonha do casal).

Todos se retiraram para seus quartos, incluindo Cristina e Frederico.

Cris: Não, Frederico... não tenho mais clima depois dessa vergonha que passei.

Frederico a abraçava por atrás na grande cama e lhe enchia o pescoço de beijos.

Fred: Esqueça isso. Hum? Somos marido e mulher, nada mais comum que...

Cris: Não somos marido e mulher. Ou você esqueceu que nos separamos (disse melancólica).

Fred: Não vamos falar mais disso (a apertou).

Frederico começou a beijar as costas de Cristina causando-lhe arrepios por todo o corpo. A alisava com carinho e apertava seus seios fazendoa-a gemer de prazer.

Cris: Ai, meu amor... (gemia).

Frederico tirou a camisola e as peças íntimas de Cristina deixando-a nua. Depois também se desvestiu. A deitou novamente na mesma posição e se colocou atrás dela enquanto sua mão acariciava a íntimidade feminina. Ele beijava o corpo dela e depois retornava para a sua boca e a beijava como podia. Ela jà estava preparada para ele, então, invadiu lentamente sua feminilidade. Cristina mordeu o travesseiro para não gritar. Frederico iniciou um vai e vem incessante até ficarem plenamente saciados.

Dia Seguinte

Haviam acordado e, ainda deitados enrolados no lençol, trocavam beijos apaixonados e juras de amor.

Fred: Es linda Cristina (acariciava o rosto dela com as pontas dos dedos). Me encantam seus olhos, sua boca, sua pele, tudo (olhando-a profundamente).

Cris: Te amo, Frederico! Te amo como nunca amei ninguém (devolveu-lhe o beijo).

Fred: Tenho que te dar uma coisa (levantou, pegou a calça que estava ao lado e retirou uma caixinha de dentro). Para você! (sorriu).

Cris: O que é isso? (curiosa).

Fred: Abra!

Ao abrir, Cristina deparou-se com um lindo anel de ouro branco que tinha uma pedrinha de esmeralda em cima que brilhava contra a luz do dia.

Cris: Frederico... (sorrindo) é lindo!

Fred: Não mais que você! Deixe-me pôr em ti (delicadamente, Frederico deslizou o anel no dedo de Cristina). Cristina, quer casar comigo?

Cristina se emocionou com aquelas palavras e aquele gesto. Suas lágrimas rolavam sobre sua face.

Cris: Frederico... (emocionada) Sim! Claro que sim! É tudo que eu mais desejo, meu amor (o beijou).

O que, inicialmente, seria um beijo de agradecimento, intensificou-se e induziu a uma nova entrega. Frederico e Cristina fizeram o amor novamente, esquecendo todos os compromissos que teriam com a fazenda, empregados e filhos. Naquele momento, eram apenas um homem e uma mulher se amando loucamente.

Notas finais
Obrigada por seguirem acompanhando e participando deixando a opinião de vocês. Até o próximo capítulo!