Notas iniciais
Boa Leitura!

Estavam todos sentados à mesa, tomando o café da manhã. Cristina e Frederico trocavam olhares apaixonados enquanto estavam tomados pelas mãos sobre a mesa. Carlos Manuel e Maria do Carmo também trocavam olhares, porém discretos. Consuelo apenas observava tudo enquanto Miguel falava sem parar.

Cris: Miguel, quantas vezes já lhe disse que não se pode falar com a comida na boca? (falava tranquila).

Mig: Mas meu pai já falou com a boca cheia de comida (tentando transferir a responsabilidade).

Fred: Nossa! Com um filho assim, quem precisa de inimigo? (brincando).

Cons: Seu pai é um homem das cavernas, por isso, age assim (provocando).

Fred: Também te amo, minha sogra (irônico).

MC: Mas que anel mais lindo, mamãe (sorrindo). Nunca te vi com ele.

Cris: É porque Frederico me deu ele essa manhã (olhando-o).

CM: Hum... que romântico está se tornando Frederico Rivero (provocando).

Fred: Não exagere! Apenas fiz o que tanto desejava (olhando para Cristina). Em um mês eu e Cristina voltaremos a ser marido e mulher diante dos homens e de Deus (sorriu).

Mig: Vai casar com a minha mãe?

Cris: Sim, meu amor. Eu e seu pai nos casaremos (feliz).

Mig: Mas eu sou seu filho homem, então, tem que me pedir permissão (sentindo-se um homenzinho).

Todos acharam graça daquela cena. Miguel era uma figura de menino.

Fred: Pois bem, campeão. Me concede a mão da sua linda mãe em casamento? (entrando na brincadeira).

Mig: Hum, não sei...(fazendo-se difícil). Claro que sim! (dando um salto da cadeira).

Parecia um sonho! Finalmente estavam sendo felizes a cada instante que passava, com cada detalhe que compartiam juntos. Estavam formando a família que tanto desejavam. Cada um seguiu para as suas atividades. Miguel foi para escola; Cristina e Frederico saíram para passear à cavalo; Maria do Carmo e Carlos Manuel ficaram conversando no jardim.

MC: Por que ficou tão calado, de repente?

CM: Tem uma coisa que eu preciso te dizer (abaixou a cabeça).

MC: Pode falar. Aconteceu alguma coisa? (preocupada).

CM: Não! Digo, sim (suspirou). Eu terminei com a Débora.

MC: Terminou? (incrédula). Mas por que?

CM: Por você! Eu te amo, Maria do Carmo e já não posso ocultar esse sentimento.

MC: Carlos Manuel, eu...Ela não pode concluir, porque Carlos Manuel se apoderou de seus lábios preenchendo-os com um beijo arrebatador e mais que esperado por ambos.

Casa de Débora

Estava revoltada quebrando tudo que encontrava em sua frente. Não se conformava em ter sido rejeitada. Precisava encontrar uma solução para tudo aquilo.

Flora: Se continuar desse jeito, vai quebrar a casa toda.

Deb: Pouco me importa! Será que você não entende que eu perdi o Carlos Manuel para aquela mosca morta da Maria do Carmo? (gritava).

Flora: Já entendi, mas quebrar as coisas de nada vai adiantar. Mesmo assim, você só estava com esse rapaz por sua fortuna e para ficar perto de Frederico.

Deb: Frederico...(pensou alto). Já perdi Carlos Manuel, não posso perder Frederico. Ele eu não aceito perder!

Fazenda Bananal

Haviam amarrado o cavalo em qualquer árvore e, agora, estavam deitados sobre as folhas em meio aos bananais.

Cris: Ainda não consigo crer que estamos juntos, felizes e que daqui a uma semana eu voltarei a ser a senhora Rivero.

Fred: Nem eu. As vezes penso que estou sonhando, pois sinto que não mereço tanta felicidade.

Cris: Não fale assim. Você me faz a mulher mais feliz do mundo (o beijou).

Fred: Te amo, Cristina!

Se beijaram lentamente e Frederico pôs as mãos de Cristina sobre a cabeça da mesma, deixando-a sob seu domínio.

Cris: Frederico... não podemos.

Fred: Só há nós dois aqui (beijando-a).

Cristina resolveu deixar-se levar por seu desejo. Não havia ninguém ao redor e lhe excitava a ideia de fazer amor ao ar livre.

Cris: Te amo! (sussurrou-lhe ao ouvido).

Enquanto trocavam intensos beijos, Frederico levantou-lhe o vestido; Cristina lhe rodeou as cadeiras. Optaram por não ficarem completamente desnudos, apenas o suficiente para se tocarem. Cristina gemia, se contorcia enquanto Frederico a possuía entre os bananais. Cristina mirava o céu e, por muitos momentos, tinha a impressão que podia tocá-lo. Se entregaram de corpo e alma naquela linda tarde, onde a natureza e Deus foram testemunhas daquele amor.

Um mês depois...

Estava tudo pronto para o casamento; os noivos estavam nervosos, pareciam dois jovens se casando por primeira vez. Cristina estava ajustando os ultimos detalhes do vestido enquanto seu futuro marido a esperava na Igreja. Já haviam se casado no cartório mais cedo, agora se preparavam para oficializar diante de Deus. Estavam felizes, ou melhor, radiantes.

Cons: Filha! (a olhava dos pés à cabeça). Está linda!

Cris: Ah, mamãe, a senhora é suspeita para falar.

Mig: Que bonita estas, mamãe! (disse quando entrou no quarto). A mulher mais linda do mundo!

Cris: Assim eu vou acreditar (sorriu).

MC: Mas a senhora está deslumbrante!

Cristina não parava de sorrir e imaginar o rosto de seu marido quando a visse daquele jeito.

Cris: Temos que ir! Já me atrasei por de mais.

Vice: O que é totalmente normal numa noiva (sorrindo).

Igreja...

Cada segundo que passava para Frederico era como uma eternidade. Estava nervoso e muito ansioso. Havia acordado com um mal pressentimento e só se sentiria bem quando visse sua Cristina entrando pelas portas da igreja. E, de repente, se houve a marcha nupcial e ali estava ela, linda com o seu maravilhoso vestido branco. Ficou encantado, admirado, não conseguia parar de olhá-la. O mesmo acontecia com Cristina, estava emocionada ao ver Frederico em trajes formais. Era, sem dúvida, o homem mais atrativo da região.

A cerimônia ocorreu normalmente, mas cheia de emoção por parte dos noivos. Miguel entregou as alianças, fizeram os juramentos e o padre abençoou.

Estavam todos do lado de fora da igreja, naquela linda tarde, inclusive os noivos. Estavam todos se cumprimentando e comemorando aquela união, depois seguiriam para a fazenda, onde seria a festa. No entanto, alguém aguardava o melhor momento para aproximar-se.

Deb: Cristina Alvarez de Rivero (gritou entre os que ali estavam). Vim trazer o seu presente de casamento.

Débora que estava a poucos metros de Cristina, retirou de sua bolsa um revolve e apontou para a noiva. Ouvia-se, naquele momento, um som de espanto que saiu, involuntariamente, da boca dos que presenciavam.

Fred: Está louca? Baixa essa arma agora! (disse desesperado).

Mig: Mamãe! Ela vai matar minha mãe (assustado).

Cris: Vicenta, leve o Miguel daqui.

Deb: Que comovente! A mamãe não quer que seu filhinho veja o seu fim (rindo).

Fred: Estas enferma! Larga essa arma se não... (tentou avançar).

Deb: Mais um passo e eu atiro em Cristina (séria).

Frederico preferiu não arriscar. Débora era capaz de tudo e ele não estava disposto a perder Cristina.

Deb: Te odeio, Cristina Alvarez! (gritou).

Após de declarar o seu ódio por Cristina, Débora puxou o gatilho e atirou contra Cristina, mas, para a sua infelicidade, Frederico foi mais rápido e se jogou na frente de sua amada.

Cris: Fredericoooo! (gritou desesperada enquanto caia com o corpo de seu marido sobre o seu colo). Nãoooooo... (chorava).

Débora, vendo que havia atirado em Frederico, ficou desesperada.

Déb: Nãooo... essa bala não era para você, meu amor! Por que se colocou na frente? Por que? (gritou e saiu o mais rápido possível dirigindo o seu carro).

Carlos Manuel tentava dar os primeiros socorros, após ter chamado uma ambulância.

Cris: Frederico, por favor, seja forte! (chorava).

Fred: Cristina, não sei se posso (falava com dificudade). Sinto que... sinto que já chegou a hora de pagar por todo o mal que eu fiz (estava fraco).

Cris: Não, meu amor, não diga isso! Eu não poderia viver sem você (chorava). Miguel te necessita!

Fred: Ele é um bom menino (respirava agitado). Diga... diga a ele que o pai dele o ama e sempre o amará. Ele foi o melhor presente que recebi depois de você. Te amo, Cristina! (derramou uma lágrima).

Cris: Frederico, você precisa ser forte, precisa lutar.

Fred: Lamento ter participado tão pouco da vida do meu filho, dos meus filhos (se corrigiu). Queria ter tido o privilégio de estar com eles nos seus primeiros anos de vida (chorou), perdi (cada vez mais fraco).

Cris: E perderá novamente se não lutar. Frederico, estou grávida (chorava). Vamos ter outro filho. Você não pode me abandonar. Não pode!

Fredericou sorriu, mesmo sentindo dor, com a notícia. E, essa foi a ultima expressão que Cristina viu em Frederico, porque, em seguida, ele apagou ficando inconsciente.

Cris: Nãoooooo... Frederico! (gritou apoiando sua cabeça no peito ensanguentado de seu marido).

Notas finais
O que passará agora? Obrigada por acompanharem. Até o próximo capítulo!