Notas iniciais
Boa Leitura!

Estava exausta depois daquela entrega apaixonada ao seu marido durante o banho e, por isso, Frederico lhe ajudou vestindo a bata de banho e levando-a até a cama, onde a depositou com todo o cuidado do mundo.

Fred: Está entregue, senhora Rivero (a mirava apaixonado).

Cris: Obrigada, senhor Rivero (sorriu resolvendo entrar no jogo).

Frederico estava sentado à sua frente na cama e, por alguns minutos, permaneceu olhando-a e admirando-a.

Fred: Bom, agora que já está cômoda, eu me retiro (deu-lhe um beijo rápido).

Naquele momento, Cristina sentiu como se o coração disparasse numa velocidade incontrolável. Havia algo em Frederico que... ela não sabia explicar. Sentia-se muito bem com ele, mas sabia que ele não tinha mudado por completo. Era Frederico Rivero e ela não podia evitar lembrar de suas maldades, mas não queria pensar nisso, não naquele momento.

Frederico, após o beijo, virou-se para retirar-se.

Cris: Frederico! (disse segurando em seu braço para impedí-lo de ir).

Fred: Diga.

Cris: Pensei que...(suspirou). Pensei que fosse ficar aqui essa noite.

Não precisava de mais nenhuma palavra. Frederico de imediato aceitou, pois estava adorando compartir a cama com sua mulher. Agora ambos conversavam deitados sobre a cama, enrolados no lençol com apenas a luz do abajur de mesa os iluminando junto com a claridade da lua que entrava pela janela.

Fred: Amo esse teu perfume de rosas (dizia enquanto afundava o seu nariz nos cabelos de Cristina que estava deitava sobre o seu peito).

Cris: Frederico... (suspirou)

Fred: Humm? (ainda embreagando-se do perfume de sua esposa).

Cris: Precisamos falar sobre a cirurgia...

Fred: Cristina, hoje não...(falava baixo). Não quero outro desentendimento entre nós.

Cris: Não quero adiar essa conversa.

Fred: Como queira (rendeu-se).

Cris: Eu pensei muito a respeito da cirurgia e...(suspirou) quero me arriscar, preciso me arriscar por minha filha e...(pausou) e por mim. Desejo tanto sair dessa escuridão e adoraria que me apoia-se nessa decisão.

Frederico tinha os seus receios quanto a essa cirugia. Não queria perder a Cristina e, caso ela enxergasse ele perderia todo o seu domínio sobre ela, mas não podia se opor.

Fred: Tudo bem. Te dou todo o meu apoio (fingiu uma tranquilidade que não sentia).

Cristina sorriu e lhe beijou como forma de agradecimento e, entre uma conversa e outra, dormiram.

Dia Seguinte

Frederico, como de costume, acordou cedo para iniciar suas atividades na Bananal, deixando Cristina adormecida sobre a cama. Todos acordaram segundo seus horários e seguiram, cada um, para suas tarefas diárias. Cristina contou para a sua mãe que faria a cirurgia e, aproveitando-se dessa situação, Consuelo sugeriu para Cristina contar isso pessoalmente ao doutor Robles.

Consultório — Robles

Cons: Obrigada por nos receber, Angelo Luís.

Robles: É sempre um prazer vê-las (disse olhando para Cristina).

Cons: Espero que não se incomodem, mas preciso ir por um café. Logo retorno.

Consuelo retirou-se do consultório de Robles deixando-o sozinho com Cristina.

Robles: E a que devo tão maravilhosa visita? (disse andando em direção a Cristina e pegando-a pelo o braço para guiá-la até uma cadeira).

Cris: Obrigada! (disse quando se sentou). Bom, vim porque decidi fazer a cirurgia (foi direto ao ponto).

Robles: Mas que felicidade, Cristina! Robles já estava sentado atrás de sua mesa e pegou na mão de Cristina que repousava sobre a mesma. Nesse momento, a porta se abriu.

Fred: Posso saber o que significa isso? (soltava fogo pelos olhos).

Cristina, ao ouvir a voz de Frederico, congelou e tratou de livrar suas mãos das de Robles, mas era muito tarde.

Robles: Frederico...(não sabia que desculpa dar).

Cris: Frederico o que faz aqui? (realmente não esperava tal surpresa).

Fred: Isso não importa agora! ( estava furioso). Vamos embora! (ordenou puxando-a pelo braço).

Casa de Debora

Deb: Ainda não posso crer que Frederico me rejeitou por causa de uma cega! (estava descontrolada).

Flora: Uma cega muito bonita, por sinal.

Deb: Dá para calar essa boca! (gritou).

Flora: Não está mais aqui quem falou.

Deb: Melhor assim! (disse com raiva). Frederico é meu e não vai ser essa cega inútil da Cristina que vai roubá-lo de mim. Eu sei como seduzir Frederico (finalizou com cara maliciosa).

Frederico e Cristina já haviam deixado o consultório e estavam agora no carro dirigindo-se para a fazenda. Consuelo não os acompanhou alegando que iria fazer compras para a casa.

Durante todo o caminho o silêncio reinava dentro da caminhonete de Frederico. O mesmo, não aguentando com tal situação, parou o carro no meio da estrada.

Fred: Cristina, perdoe-me...(pausa) perdoe-me por ter agido daquela maneira; por ter falhado contigo mais uma vez e... por ser um completo idiota.

Cris: É muito fácil para ti libertar o arbitrário FREDERICO RIVERO e depois vir pedir-me desculpas (disse fria).

Fred: Não fale assim comigo, Cristina, por que não vou permitir(disse exaltando-se).

Cris: Leve-me para a casa, Frederico! Não quero ficar mais nem um minuto aturando sua presença.

Fred: Como queira! (disse com raiva).

Frederico, apesar de ter concordado, não cumpriu com sua palavra. Ele não queria ganhar novamente o desprezo de Cristina e, por isso, achou melhor mudar os planos.

Era uma bela tarde de sol, todos caminhavam pela praça do povoado. Crianças corriam para todos os lados brincando, haviam alguns comerciantes no local, como de costume. Frederico passando por ali, resolveu parar.

Cris: Já chegamos?

Fred: Não, mas estou com fome. O que você acha de descermos e comprarmos algo para comermos?

Cris: Não creio que seja conveniente. Disse-lhe que quero ir para a casa, Frederico.

Frederico não deu muita atenção ao que Cristina falou. Desceu do carro e se dirigiu ao outro lado do carro para ajudá-la a descer.

Cris: Já disse que não quero!

Cristina resistiu no começo, mas, ao passo, cedeu.

Cris: Onde estamos?

Fred: Estamos na praça do povoado (sorriu).

Eles caminhavam de braços dados, isso chamava a atenção de muitos curiosos que ali encontravam-se. Frederico a levou até a uma barraca de algodão doce e lhe comprou um.

Cris: E você? Não vai me acompanhar? (dizia enquanto se deliciava com o doce).

Fred: Não... não tenho fome (sorriu).

Cris: Mas... mas você disse que tinha fome (disse indignada).

Fred: Eu sei, mas foi a única maneira de você aceitar (a olhou profundamente).

Eles seguiam caminhando entre as pessoas até chegarem ao banco mais próximo e, quando chegaram, sentaram-se.

Cris: Frederico... poderia descrever tudo que está acontecendo aqui.

Fred: Bom, existem muitas pessoas andando, conversando, rindo...; tem muitos comerciantes nas tendas e... (suspirou) tem crianças brincando... (disse triste).

Cris: O que houve? Porque entristeceu-se de repente ao falar das crianças?

Cristina notou a diferença na voz de Frederico.

Fred: É que... deixa! Não tem importância (mentiu).

Frederico não pode deixar de lembrar do filho que Cristina havia perdido por sua culpa. Imaginou por alguns momentos como teria sido se ela tivesse tido aquele filho; e, como seria a criança. Mas agora era tarde. Essa criança já não existia mais.

Cristina preferiu não insistir. Talvez não fosse o melhor momento. Haviam discutido e, ainda que estivessem tendo uma conversa amigável, ela seguia aborrecida com ele, ou, ao menos, era o que ela pensava.

De repente, Frederico começou a rir de uma maneira que só ele sabia. Cristina não entendia nada, pois até a alguns momentos ele aparentava estar triste.

Cris: Por que rir? (perguntou ainda confusa).

Fred: Perdão, mas agarrou algodão no canto da sua boca e eu não pude evitar.

Frederico tentou conter outra gargalhada quando viu a feição séria de Cristina. Ela ameaçou tentar limpar, mas foi impedida pelas mãos de seu marido que lhe agarravam os braços.

Fred: Permita-me.

Então ele retirou um lenço de seu bolso e o levou até a boca de Cristina. A intenção era limpá-la, mas não conseguiu resistir a aproximidade e a beijou delicadamente. Era um beijo lento que mais parecia um pedido de desculpas. Não era o objetivo de Frederico dar um espetáculo de demontração de carinho diante de grande parte do povoado, mas Cristina lhe tirava a razão e, sem se importar com nada, ele seguiu beijando-a até o cansaço.

Notas finais
Obrigado por alguns comentários e lamento por outros. Infelizmente, antes de postar essa fic, eu já tinha muitos capítulos adiantados o que levou a coincidir alguns detalhes com outras. Espero que compreendam. Até o próximo capítulo.