Sempre Abraça-me
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Depois de dois beijos arrebatadores seguidos, Cristina e Frederico foram se separando lentamente. Seus corações batiam acelerados; suas respirações estavam ofegantes. Não sabiam o que dizer, mas Frederico resolveu dar o primeiro passo.
Fred: Cristina, sei que te fiz muito mal e...(pausa) e que despertei em você sentimentos ruins, mas eu quero começar de novo, quero provar para você que eu posso te fazer feliz... eee (foi interrompido).
Cris: Frederico, leve-me para a casa! (séria). Foram muitas emoções em tão pouco tempo. Preciso pensar (pausa)... talvez isso seja apenas uma confusão da minha cabeça. Não posso te perdoar; não posso esquecer todo o dano que me causou nesses 15 anos e... (foi interrompida).
Fred: Cristina... eu sei que te fiz muito mal, mas... (foi interrompido)
Cris: Mas... Mas o que? (alterada) A caso crê que posso esquecer que me fizeste mentir sobre a origem de Maria do Carmo? Que se hoje estou cega é por culpa sua... Aah ( riu irônica)... também deve achar que posso esquecer todas as humilhações e abusos que me submeteste todos esses anos. ( estava muito nervosa e sentia raiva de si mesma por estar sentindo algo bom por seu marido quando deveria odiá-lo).
Frederico achou melhor não dizer mais nada. Ela tinha razão! Ele não merecia o amor de Cristina, pois a havia magoado de mais. Talvez fosse muito tarde para arrependimentos. Arrependimentos? Não! Ele era FREDERICO RIVERO e jamais se arrependeria de tudo o que fez, pois tudo o que ele se tornou foi resultado de suas ações passadas. Hoje é o homem mais poderoso da região e não abriria mão disso nem pelo amor de Cristina.
Fazenda Bananal
Deb: Carlos Manuel, finalmente te encontrei (sorrindo sedutoramente).
CM: Estava apenas dando um passeio e encontrei Maria do Carmo aqui por um acaso (disse sério, pois não gostou da interrupção).
MC: Bom, se me dão licença, tenho que ir (disse sem jeito)
Deb: Então quer dizer que você anda de conversinha com a filha da criada (falava de forma provocante).
CM: Maria do Carmo. Esse é o nome dela. A conheço desde criança. É uma menina doce eee...(dizia com um sorriso bobo na boca).
Deb: E nada! Chega de falarmos da criadinha. Que tal darmos um passeio, humm? (falava enquanto passava a mão nos peitos musculosos de seu noivo. Debora usava da sua sedução para conseguir o que queria).
Carlos Manuel aceitou o convite e ambos montaram num mesmo cavalo e iniciaram um passeio.
Vila Hermosa
Já estavam no carro a caminho de casa, como sempre, em silêncio. Os dois pensavam no que havia ocorrido e no que ocorreria dali por diante. Cristina estava decidida a não retroceder, pois seria um absurdo envolver-se com seu marido depois de tudo o que lhe fez. Frederico, depois de muito pensar, havia tomado a decisão de não insistir mais, pois poderia ter a mulher que quisesse e não necessitava de Cristina.
O tempo começou a mudar. Era evidente que vinha um grande temporal, então, Frederico decidiu procurar um lugar para eles abrigarem-se, pois seria perigoso prosseguir em meio a um temporal. Não daria tempo de chegar em casa e por isso Cristina concordou.
Infelizmente, aonde em que estavam não haviam moradias, mas Frederico encontrou um estábulo onde se guardavam algumas ferramentas, palhas e também haviam alguns cavalos presos ali. Em torno do local só havia mato e mais mato; era um lugar muito deserto, mas, para se abrigarem por algumas horas, serviria.
Cris: Meu Deus, que chuva é essa? (dizia enquanto entrava no local).
Fred: Parece que durará a tarde toda (falou realmente preocupado). Vem! Vou lhe ajudar, aqui tem muitas ferramentas e pode se machucar (ele guiava a cristina). Sente-se aqui (colocando-a sobre as palhas amontoadas).
Cris: Obrigada, Frederico! (disse serenamente).
Casa Alvarez-Rivero
Cons: Ai minha Virgem santíssima, aonde estará minha filha? (estava angustiada).
Cand: Calma, dona Consuelo! A menina Cristina está com patrão.
Cons: Isso é o que mais me preocupa. Minha menina está sozinha com aquele monstro! E essa chuvaa... essa chuva que não passa. (estava desesperada)
Vice: O melhor que podemos fazer nesse momento é pedir para que a Virgem proteja nossa menina.
MC: Vicenta tem razão. Temos rezar pela minha madrinha.
Fazenda Bananal
Estavam deitados sobre a palha ouvindo o som da chuva e dos trovões que se faziam cada vez mais fortes. Cristina estava assustada e num impulso abraçou Frederico.
Fred: Calma, calma... não precisa ter medo. Estou aqui com você. (queria confortá-la).
Cris: Não sei porquê, mas, nesse momento, me sinto protegida por você (desabafou).
Frederico apoiou-se em seu cotovelos para poder olhá-la e admirá-la. Era linda! Tão linda, mesmo assustada. Aqueles olhos verdes eram encantadores. Naquele momento tudo o que ele desejava era que ela enxergasse. Queria aqueles olhos só para ele assim como os dele eram só para ela. A amava e agora tinha certeza.
Cris: Frederico...
Fred: Shiuu...! Não diga nada!
Aos poucos Frederico foi inclinando-se até encontrar com os lábios de sua esposa. De início, ela não correspondeu, mas depois deixou-se levar pelo clima do momento. Beijavam-se como se nada mais os importassem. Era como se só existissem os dois. Suas linguas bailavam-se. Cristina enroscou seus braços sobre os ombros de seu marido. Frederico se posicionou sobre ela e passeava com suas mãos no corpo de sua mulher. Estavam cada vez mais excitados. Cristina começou a despir Frederico como podia e ele a ajudava. Tirou-lhe a camisa enquanto Frederico levantava o seu vestido até a cintura passando a mão sobre as coxas de sua mulher e apertando-as. Ele desceu seus beijos até o pescoço de Cristina a fazendo-a gemer de prazer e arranhar suas costas. Frederico terminou de levantar o vestido de Cristina tirando-o por cima de sua cabeça. Agora ela estava apenas com suas peças íntimas e Frederico de calça, mas sem a camisa. Beijavam-se; esfregavam-se um no outro. Cristina começou a passa as mãos sobre o peito de seu marido, queria sentí-lo. Aos poucos ela desceu suas mãos até as calças de seu marido e começou a abri-la. Entendendo o que ela queria, Frederico parou de beijá-la e se afastou o suficiente para terminar de tirar as calças e a cueca para depois deitar-se novamente sobre ela. Cristina espantou-se ao sentir que ele estava completamente nu e tão excitado quanto ela. Frederico, enquanto beijava Cristina, abria o seu sutiã e quando conseguiu o jogou em qualquer lugar. Estavam ofegantes e Cristina mais ainda, pois ansiava o próximo passo de seu marido. Ele tomou seus seios e ela gemeu.
Cris: Aaah... Frederico (gemia)
Fred: Te machuquei? (preocupado)
Cristina buscou sua boca e o beijou. Frederico terminou de despí-la e continuou acariciando cada detalhe do corpo de sua esposa: beijava seu pescoço, seus seios; sua barriga; sua intimidade enquanto suas mão passeavam apertando as coxas de Cristina. Frederico tinha uma certa brutalidade, pois era um homem do campo, mas não era violento; não dessa vez. Tudo era diferente, pois ela também queria e correspondia cada carícia. Frederico não podia mais se conter e, sem pedir permissão, penetrou em sua esposa com muita vontade. Cristina gemeu alto, mas era de prazer, fazia muito tempo que não se sentia tão amada como naquele momento. Frederico seguiu com movimentos contínuos. No local só se ouvia o som da chuva mesclado com o do trovão e os gemidos de Cristina e Frederico. Seus corpos suados colidindo.
Cris: Aaah...Fredericoo! (gemia)
Fred: Te...te amo Cristina! Te desejo. (falava com a voz roca)
Seus corpos se tensaram e chegaram a um climax maravilhoso. Sentiam que podiam tocar nas nuvens. Amaram-se!
Fale com o autor