Sempre Abraça-me
6 Capítulo 6
Notas iniciais
A chuva começava a passar, mas, para o casal que se encontrava abrigado em um estábulo qualquer na enorme fazenda Bananal, aquilo era o que menos lhe importava. Permaneciam deitados em meio as palhas e ainda nus. Cristina repousava sobre o peito de seu marido enquanto ele a envolvia com seus braços fortes e lhe acariciava as costas.
Fred: Cristina, sei que ainda é muito cedo, mas preciso saber o que será de nós dois depois de...
Cris: Frederico, por favor, não quero pensar nisso. Não agora. Não nesse momento (dizia enquanto se aconchegava mais nos braços de seu marido).
Fred: Mas eu preciso saber Cristina. Eu te amo! Sempre te amei, mas nunca aceitei o fato de você amar outro homem e por isso...
Cris: Shiuuu... Não diga mais nada. Apenas vamos viver, sentir... Estou disposta a tentar (sorriu docemente).
Fred: Te amo, Cristina! Prometo não falhar dessa vez (a beijou).
Casa Alvarez-Rivero
Cons: A chuva já passou e até agora nem sinal deles (estava muito aflita).
Nesse momento entrou Frederico e Cristina na sala de braços dados.
Fred: Por que tão nervosa, minha sogra? Sabe que quem está com Frederico Rivero está com Deus (deu aquela gargalhada forte).
Cons: Não seja estúpido (queria matá-lo). Cristina, minha filha, como você está? O que aconteceu? Aonde estava?
Cris: Mamãe, por favor, uma pergunta de cada vez (sorriu).
Cristina contou-lhe tudo o que ocorreu, mas claro, omitiu determinadas partes. Não achava que era o momento para isso.
Quarto de Cristina
Estava banhando-se, mas sua mente não estava ali. Cristina não conseguia parar de pensar no que havia acontecido naquela tarde. Ainda podia sentir os toques, os beijos, o cheiro de Frederico em sua pele. Havia sido maravilhoso tudo o que eles viveram por algumas horas. Será que o amava? Estaria segura de seus sentimentos? Bom, isso só o tempo lhe diria.
Quarto de Frederico
Estava deitado em sua cama com um sorriso bobo em seu rosto. Claro! Estava pensando em Cristina. A amava e agora mais que nunca, pois ela havia se entregado a ele. Estava decidido a lutar pelo amor de sua esposa a todo custo.
Na manhã seguinte, estavam todos sentados a mesa (Frederico, Cristina, Consuelo, Carlos Daniel e Maria do Carmo).
MC: Madrinha, madrinhaa... (insistia)
Cris: Sim, filha. O que disse? (falou saindo de seus pensamentos).
MC: Estava falando com a senhora sobre a a festa da Virgem do Carmo que haverá mês que vem, mas você parecia não estar aqui e sorria (dizia rindo de sua madrinha, pois estava estranha).
Frederico sorriu ao ver essa cena, pois sabia o motivo da distração de sua esposa e aproveitou-se para segurar uma das mãos de Cristina sobre a mesa.
Estela que estava em pé, fazendo o seu papel de criada, observou a maneira que Frederico olhava para Cristina e odiou o fato dele ter pego na mão dela. Algo havia ocorrido e ela descobriria.
Todos se retiraram para suas obrigações, permanecendo na casa somente Cristina, pois Consuelo foi à igreja.
Cristina resolveu passear pelo jardim sozinha, pois conhecia bem aquela casa. Estava cantando enquanto tocava e cheirava as rosas. Estava evidentemente feliz.
Est: A que se deve tanta felicidade? A caso viu um passarinho verde? (irônica)
Cris: Não é da sua conta, Estela! (séria)
Est: Aii... não precisa ser grosseira. Isso não combina com a doce e refinada Cristina Alvarez (sorriu).
Cris: De Rivero! (não sabia o porquê de ter dito, mas já não podia voltar atrás).
Est: De Rivero? (riu bem alto debochando). Faz-me rir Cristina. O que ele fez? O que ele te prometeu? Fique sabendo que Frederico Rivero é meu homem e que perde o seu tempo tentando conquistá-lo, pois ele jamais vai querer uma cega inútil como você. (sentia raiva)
Cris: Isso é o que você pensa (percebia-se que sentia ciúmes). Por que não me deixa em paz? Já não suporto mais sentir esse teu perfume barato.
Est: Sim, eu já vou. Mas saiba que essa noite o teu marido estará na minha cama aonde é o lugar dele ou eu não me chamo Estela Campusano!
Depois de ter dito isso ela se retirou sentindo-se vitoriosa, pois notou, pela expressão de Cristina, que havia conseguido o que queria: envenená-la com suas palavras.
Cris: Não pode ser! Frederico não pode deitar-se com Estela. O que farei, meu Deus? (estava desesperada)
Fazenda Bananal
Frederico caminhava entre os piões sorrindo e de muito bom humor. Todos estranhavam, pois parecia outra pessoa.
Ern: O que aconteceu, patrão? Bateu com a cabeça?
Fred: Do que se refere Ernesto? (sorria)
Ern: Nada de mais, apenas o senhor está muito estranho hoje. (disse temeroso)
Fred: Estou feliz, Ernesto! (gargalhou) Um homem não pode estar feliz? (sorriu)
Ern: Claro que sim, patrão.Fred: Hoje a rodada de bebida será por minha conta na tenda do juancho (gritou para todos os piões).
Casa da Debora
Deb: Aaah, mas que droga! Desde que cheguei Frederico não veio me visitar (estava jogada no sofá de qualquer jeito).
Flora: Talvez ele tenha enjoado de você e...
Deb: Cala essa boca, velha estúpida! Frederico jamais esqueceria de mim, por que ele me ama (riu alto).
Havia anoitecido e todos os piões marcaram presença na tenda do Juancho. Todos riam, brindavam, falavam de mulheres, etc. Frederico bebeu só a primeira rodada, pois não queria embriagar-se, não tinha motivo para fazê-lo. Então, retirou-se sem que percebessem. Queria ver sua Cristina, mesmo que fosse só para dizer boa noite.
Casa Alvarez-Rivero
Cristina estava inquieta em seu quarto. Frederico não chegava! Será que estaria com Estela? Não! Ele havia dito que a amava. Passavam-se mil coisas em sua cabeça e não podia conciliar o sono. Escutou a porta de seu quarto abrir.
Cris: Quem está aí?
Fred: Sou eu, Cristina. Apenas vim desejar-lhe boa noite.
Fechou a porta e aproximou-se de sua esposa que estava sentanda na cama. Depositou um terno beijo na testa de Cristina e em seguida virou-se para sair.
Cris: Não! Por favor, não se vá. Quero que durma essa noite aqui comigo (disse vermelha de vergonha, mas não podia permitir que Estela conseguisse o que queria).
Frederico ficou surpreso com o convite, mas aceitou de imediato. Era tudo o que ele mais queria. Retirou-se para o seu quarto e tomou um banho, colocou seu pijama e retornou ao quarto de Cristina. No caminho foi agarrado pelo braço por Estela.
Est: Aonde vai, meu amor? (queria seduzí-lo falando docemente).
Fred: Vou dormir com minha esposa (disse sorrindo e cantando vitória).
Frederico soltou-se bruscamente dos braços de Estela e seguiu até o seu destino.
Fred: Aqui estou! (disse enquanto entrava no quarto, após trancar a porta).
Cris: Estava lhe esperando (sorriu).
Frederico deitou-se na cama abraçando sua esposa e a enchendo de beijo em seus ombros e pescoço.
Fred: Te desejo, Cristina (suspirando).
Cristina preferiu não falar nada, era muito cedo para qualquer declaração. Não estava certa do que sentia.
Em poucos minutos já estavam despidos e enrolados no lençol. No quarto só ouvia-se os gemidos de ambos; as respirações ofegantes; o atrito de dois corpos. Criou-se uma atmosfera de desejo, paixão, amor... Estavam suados e abraçados ansiosos por chegarem ao nível máximo do prazer. Era um vai e vem incontrolável e cada vez mais intenso. Cristina alcançou primeiro o auge do prazer e em seguida Frederico. Cansado, ele caiu sobre ela e ali permaneceu por um tempo. Ela lhe acariciava as costas. Depois que acalmaram suas respirações se acomodaram melhor na cama e adormeceram. Frederico a abraçava pelas costas e ela respousava seus braços sobre os dele em sua cintura.
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