Sempre Abraça-me
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Depois daquelas palavras de amor, Frederico e Cristina voltaram a fazer amor até ficarem totalmente saciados e o sono os vencesse. A chuva, ao longo da madrugada, foi diminuindo dando espaço a um lindo amanhecer. A janela ficava sobre a cama, a luz do dia entrava iluminando o casal que ali encontrava-se. Cristina estava dormindo deitada de costas para o teto, enquanto Frederico, também deitado, porém de lado, estava acordado alisando as costas desnudas de sua amada.
Cris: Hum... (despertando).
Frederico aproximou-se mais e substituiu sua grande mão por seus lábios, preenchendo as costas de Cristina com beijos curtos e suaves.
Fred: Bom dia, minha vida (seguia beijando).
Cris: Bom dia, meu amor (suspirando).
Mas, de repente, como se despertasse de um sonho, Cristina levantou agitada da cama enrolando-se em um lençol e procurando suas roupas.
Fred: O que houve, Cristina? (sem entender).
Cris: Como o que houve? O Miguel não pode nos ver assim (ainda agitada).
Frederico, entendendo a aflição de Cristina, sentiu-se mais tranquilo, pois, por um momento, pensou que ela estivesse arrependida.
Fred: Meu amor, não precisa ficar assim (levantou e a abraçou). Acabei de vê-lo e está dormindo como um anjinho (deu um selinho).
Cris: Mesmo assim é melhor nos vestirmos e depois do café teremos que conversar com o Miguel (abraçando-o e deixando o lençol cair).
Fred: Sim, meu amor, mas antes (olhando-a dos pés à cabeça), que tal tomarmos um banho juntos? (sorriu).
Cris: Acho maravilhoso (sorriu).
Banharam-se enquanto amavam-se. Parecia que nunca estavam satisfeitos. Queriam recuperar cada segundo, minuto, hora perdida.
Cristina preparou o café da manhã e acordou Miguel. Alimentaram-se harmonicamente, em família. Para Cristina, apenas lhe faltava sua mãe e Maria do Carmo, mas a ultima, já era uma mulher e muito em breve conheceria o homem de sua vida, embora ela soubesse que Maria do Carmo era apaixonada por Carlos Daniel.
Cristina ligou para a fazenda Bananal e avisou sua mãe que estava bem e que havia dormido na casa de Frederico junto com Miguel, para o espanto de Consuelo, mas quando chegasse lhe contaria tudo.
Vice: A menina Cristina dormiu na casa de seu Frederico? (surpresa).
Cons: Sim, Vicenta. Ela não quis me dar muitos detalhes, mas tenho certeza que reataram.
Cand: Se Deus insiste em juntá-los, só nos resta aceitar.
Cons: Mas espero que dessa vez, Frederico não faça minha filha sofrer.
Fazenda Olho D'Água
Sala
Mig: Vamos ficar aqui, mamãe?
Fred: Sente-se aqui, Miguel (disse sereno).
Cristina estava sentada ao lado de Frederico e Miguel sentou-se em frente a eles.
Cris: Sem colocar os pés sobre a mesa! (séria)
Miguel olhou para Frederico esperando que ele falasse algo, mas o mesmo apenas concordou com Cristina. Então, muito contrariado, Miguel retirou os pés da mesa.
Cris: Filho, lembra que a mamãe te disse que seu pai se chamava Frederico?
Mig: Sim, igual que o tio Frederico (contente).
Cristina estava nervosa, não sabia como contar-lhe a verdade. Nesse momento, Frederico segurou sua mão para dar-lhe segurança.
Cris: Filho, Frederico não é seu tio...
Mig: Eu sei, mãe, que ele não é meu tio, mas eu gosto dele e, por isso, o chamo assim...
Cris: Miguel, Frederico não é seu tio, porque é seu pai (confessou angustiada).
Casa da Débora
Deb: Qua raiva! (tacando um vaso na parede). Por que Cristina e a ridícula da Maria do Carmo tinham que voltar?
Flora: Cristina e Maria do Carmo voltaram? (surpresa).
Deb: Infelizmente, sim.
Flora: Eu te disse para engravidar de Carlos Manuel para obrigá-lo a casar, mas você não quis para não perder seu lindo corpo. Agora aguente as consequências! Tanto perderá Carlos Manuel quanto Frederico Rivero.
Deb: Cala a tua boca, velha estúpida! Frederico, ninguém me toma! Ele é meu e somente por ele eu engravidaria (sorriu maliciosa).
Flora: A que se refere, Debóra? (fingindo não entender).
Deb: Você verá!
Fazenda Olho D'Água
Cristina esperava qualquer reação de seu filho após aquela revelação, exceto a que presenciou. Miguel, depois de assimilar o que tinha ouvido, olhou para Frederico e abriu um amplo sorriso, em seguida o abraçou eufórico. Ele era uma criança e não fazia questões de muitas explicações. Na verdade, aquilo havia sido o melhor presente da vida dele.
Fred: Filho! (retribuindo o abraço, emocionado). Meu campeão! (sorriu).
Cristina também estava emocionada. Finalmente formariam uma família.
Mig: Meu pai! (olhando-o). Eu tenho o melhor pai do mundo (disse contente). Vamos andar à cavalo, nadar na cachoeira, brincar de guerra de travesseiros...
Fred: Guerra de travesseiros? (perguntou curioso).
Cristina sorriu, pois sabia do que se referia seu filho.
Mig: Sim. Eu e minha mãe sempre brincamos disso.
Frederico colocou Miguel no chão e pegou uma almofada do sofá.
Fred: Pois, então, corram... (gritou tacando-lhes o travesseiro).
Estavam os três no quarto de Frederico fazendo uma grande bagunça causada pela tal brincadeira, mas alguém chegou para arruinar aquele momento tão agradável.
Est: O que está acontecendo aqui? (abrindo a porta). Cristina? (ficou surpresa com o que via).
Mig: Já tomamos café, criada! (disse imitando a maneira que Frederico falava).
Est: O que disse, fedelho? (com raiva).
Cris: Miguel, não foi essa a educação que lhe dei.
Mig: Mas meu pai disse que assim falam os machos! Não foi, pai? (olhando para Frederico).
Fred: É... (não sabia como se explicar para Cristina).
Cris: Depois, nós dois conversaremos sobre isso, Don Frederico! (séria).
Estela, observando aquela cena, entendeu tudo. O menino era filho de Cristina e Frederico, por isso a semelhança. Não podia ser! Mais uma vez Cristina estava entre eles, e pior, com um filho ao seu favor.
Est: Então quer dizer que esse bastardo é seu filho (olhando para o menino com ódio).
Fred: Miguel não é nenhum bastardo! Ele é meu filho, um legítimo Rivero (disse orgulhoso tocando os ombros do menino).
Est: Francamente, Frederico, achei que fosse mais esperto, mas vejo que agora acredita na primeira vadia que lhe aparece (olhando desafiante para Cristina).
Cristina ameaçou avançar sobre Estela, mas Frederico a impediu. Não queria que seu filho presenciasse aquilo.
Fred: Não! (disse para Cristina). Leve o Miguel para a casa e deixa que eu resolvo tudo (a beijou).
Mig: Eca! Não se beijem na minha frente (disse fazendo expressão de nojo).
Cris: Vamos filho!
Mig: Mas não vamos morar aqui? Somos uma família.
Frederico abaixou para ficar na mesma altura que seu filho.
Fred: Mas é claro que viveremos juntos, campeão. Agora eu cuidarei de vocês.
Assim que Cristina e Miguel sairam, Frederico acertou as contas com Estela colocando-a em seu devido lugar. Cristina havia pedido para que ele se afastasse de Estela e voltasse a viver na fazenda Bananal e o mesmo aceitou.
Fred: Agora que já sabe toda a verdade e que voltarei a viver com Cristina, pegue suas coisas e volte para a sua casa. Já não preciso dos seus serviços.
Est: Claro que não! Agora você tem a Cristina para te saciar todas as noites (disse sarcástica).
Frederico apenas limitou-se a olhá-la e deu-lhe as costas saindo do quarto.
Est: Aah! (gritou com raiva). Isso nâo vai ficar assim, Frederico! Não vai! (seguia gritando). Você me paga, Cristina! Você e esse bastardo que Frederico chama de filho.
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