Notas iniciais
Boa Leitura!

Depois de haver mentido para Frederico, Cristina trancou-se em seu quarto para chorar e pensar melhor no que tinha feito. Havia tomado um caminho sem volta. Sabia que não devia ter mentido, mas sentiu tanta raiva de ter sido ofendida que agiu por impulso.

Cris: Como posso amar a um monstro que tanto mal me fez? (questionava a si mesma). Frederico não merece as minhas lágrimas. Não merece! (gritou tentando ser forte).

Enquanto Cristina lutava contra seus sentimentos; Frederico tentava aceitar que havia perdido. Cristina havia deitado-se com outro, ele pensava, e ainda teria um filho fruto dessa traição.

Fred: Te odeio Cristina! Assim como te amei, agora te odeio.

Nesse momento, Frederico, que se encontrava na sala da casa Alvarez-Rivero, tacou sua taça de tequila na parede, sentindo muita raiva em seu interior. Seria capaz de matar o primeiro que aparecesse em sua frente.

De repente, o telefone tocou, ele não queria atender, mas, devido a insistência, resolveu atender.

Fred: Sim. Frederico Rivero! (disse de mal humor). O que? Sofreu um acidente? (surpreso) E em que hospital está? Como está? (falava preocupado). Sim. Já estou indo a caminho!

Frederico desligou o telefone e saiu apressado. Ligou sua caminhonete e acelerou o máximo que podia.

Casa Alvarez-Vila Hermosa

Já era noite e Diego havia se retirado. Agora só encontravam-se na casa: Consuelo, Cristina e Maria do Carmo. O telefone tocou e era Robles querendo falar com Cristina.

Cris: Sofreu um acidente de carro? (assustada). Meu Deus! E, é grave? Sim. Chegaremos o mais rápido possível. Obrigado por nos avisar (desligou).

A estrada era de barro e isso dificultava a passagem de Frederico, mas precisava chegar o quanto antes e por isso seguiu seu trajeto. Estava desesperado como nunca antes. Agora percebia o quanto aquela pessoa era importante para ele.

Fred: Onde está meu filho? (disse ao chegar na recepção do hospital).

Recepcionista: Desculpa, mas qual o nome do seu filho?

Fred: Carlos Manuel de Rivero! (disse firme, o que menos lhe importava, naquele momento, era o que pensariam).

Cris: Carlos Manuel... (disse pensativa). Carlos Manuel é seu filho? (perguntou parada atrás de Frederico).

De imediato, Frederico reconheceu aquela voz. Era inconfundível. Virou-se para olhá-la.

Fred: Sim. Carlos Manuel é meu filho! (disse com indiferença até Cristina e deu-lhe as costas).

Cristina ficou parada no mesmo lugar sem reação, pois Frederico mostrou-se frio e não lhe deu explicações. Enquanto Consuelo e Maria do Carmo as amparavam.

Carlos Manuel havia perdido muito sangue e precisava de um doador com urgência, mas Frederico não era compatível e nem ninguém que ali estava, pois o sangue de Carlos Manuel era um tipo raríssimo.

Tanto a notícia do acidente quanto a revelação da paternidade de Carlos Manuel espalharam-se por todo o povoado e chegaram aos ouvidos dos avós de José Maria.

Avô: Creio que chegou a hora da verdade, minha velha.

Avó: Tem razão. Não podemos deixar que um rapaz tão bom como o seu Carlos Manuel morra.

JM: Quem vai morrer? (disse entrando na choupana, surpreendendo seus avós).

Avô: Filho, sente-se aqui. Eu e tua avózinha temos algo muito importante para lhe contar.

José Maria sentou-se e ouviu toda a história. Sua primeira reação foi de raiva por terem ocultado essa verdade. Depois teve nojo de si mesmo por saber que carregava o sangue de Frederico Rivero em suas veias, o homem que mais odiava. No entanto, sabia que não era o momento para se revoltar, pois seu irmão estava entre a vida e a morte. Dirigiu-se para o hospital junto com seus avós, mas não foi bem recebido.

Fred: O que esse peão está fazendo aqui? (disse arrogante).

JM: Vim por Carlos Manuel.

Fred: Pois suma daqui você e esses velhos! (gritou).

Maria do Carmo estava sofrendo preocupada com Carlos Manuel enquanto presenciava junto com sua mãe e sua avó aquela briga.

JM: Agora também é dono do hospital? (disse irônico).

Frederico, como já estava exaltado devido as inúmeras emoções ruins que havia vivido, partiu para cima de José Maria armando seu punho, mas um grito o impediu.

Avó de José Maria: Por Deus! Ele é teu filho! (gritou).

Cristina, mais que surpresa, ficou indignada. Afinal, quantos filhos Frederico tinha? A caso teria engravidado todas as mulheres da região? Perguntava a si mesma em pensamento.

Fred: O que disse?

Avó de José Maria: Que ele é seu filho.

Frederico gargalhou o mais alto que podia. Achava que a vida estava lhe cobrando por todo o mal que havia feito.

JM: Não precisa se preocupar, pois não quero nada seu. Nem esse seu sobrenome! (disse orgulhoso).

Os exames foram feitos e José Maria era, realmente, compatível com Carlos Manuel. A transfusão foi feita e agora Carlos Manuel encontrava-se em observação, mas fora de perigo.

Robles: É bem provável que ele só acorde amanhã.

Fred: Ele vai ficar bem? Meu filho vai ficar bem? (repetiu com agonia).

Isso não passou despercebido por Cristina. Ela passou todo o tempo observando Frederico e se surpreendeu com o desespero que ele demonstrava. Não pode deixar de imaginar ele na figura paterna cuidando do filho de ambos que crescia em seu ventre.

Robles: Sim. Ele ficará bem, mas terá que permanecer alguns dias internado. Portanto, se alguém quiser acompanhá-lo...

MC: Seu Frederico eu... (não pode concluir).

Deb: Eu ficarei com o meu noivo! (disse ao entrar no local).

Maria do Carmo não disse mais nada, virou a costas e saiu correndo com lágrimas nos olhos seguida de Cristina e Consuelo.

Dia Seguinte

Após ter passado a noite toda pensando em Frederico, Cristina decidiu que o melhor era contar-lhe que teriam um filho. Não podia lutar contra o que sentia, o amava. Sabia que ele havia errado e muito, mas queria arriscar, queria tentar mais uma vez. Depois de ter visto o quão preocupado que ele esteve com Carlos Manuel, percebeu que existe algo de bom dentro de seu marido.

Casa Alvarez-Rivero

Estava na sala descansando no sofá, pois não havia conseguido conciliar o sono. Pensava em tudo o que lhe estava acontecendo. Quando alguém entrou e sentou sobre o seu colo

.Fred: Mas o que é isso? (abriu os olhos, assustado).

Deb: Bom dia, meu amor! (se esfregava nele toda provocante).

Fred: O que faz aqui? Não deveria estar com Carlos Manuel? (questionava).

Deb: Vim buscar umas roupas para ele, mas não estou afim de falar dele agora...

Débora o beijou pegando-o desprevenido. Cristina entrou na sala e ficou horrorizada com o que via. Seus olhos encheram de lágrimas e ela saiu o mais rápido possível dali sem que eles percebessem. Dessa vez, tomaria uma decisão radical.

Casa Alvarez — Vila Hermosa

Cons: Mas para onde vamos, Cristina? (perguntou sem entender nada do que acontecia).

Cris: Vamos para qualquer lugar desse país, desde que eu nunca mais tenha que olhar para a cara de Frederico Rivero (dizia enquanto fazia as malas).

Maria do Carmo, como seu amor não era correspondido por Carlos Manuel, não exitou em concordar com Cristina. Também queria fugir de tudo e de todos. Consuelo, apesar de não concordar, apoiou sua filha nessa decisão. O que Cristina não esperava era que Diego se oferecesse para ir junto. Diego não estava em seus planos, mas era o pai de sua filha, então, não podia afastá-los. Foram viver na capital.

Casa Alvarez-Rivero

Fred: O que disse? (perguntou exaltado).

Est: Que Cristina foi embora. Dessa vez ela conseguiu fugir com seu amado Diego e sua filha Maria do Carmo, assim como há 15 anos atrás ela havia tentado. Ah! E com a velha caduca da Consuelo (disse rindo e ironizando).

Fred: Cale essa boca, Estela! (gritou com raiva).

Num ataque de fúria, Frederico começou a chutar os móveis, quebrar os objetos e tudo que via pela frente. Queria matar Diego por ter se colocado, mais uma vez, entre ele e Cristina, mas agora era tarde. Havia perdido!

Notas finais
Obrigada pelos seus comentários, eles são minha motivaçâo. Obrigada aos que favoritaram, recomendarame aos que acompanham. Não percam o próximo capítulo, estará emocionante. Até!