Notas iniciais
Boa Leitura!

Os meses foram se passando. A barriga de Cristina não parava de crescer. Ela havia dado entrada nos papéis do divórcio assim que chegou na capital. Queria romper qualquer vínculo com Frederico. Grande Estupidez! O maior vínculo já estava sendo gerado. Tudo ocorreu dentro dos conformes. Frederico assinou o divórcio que um representante legal havia levado até ele. Concordou em ficar apenas com a fazenda Olho D'água enquanto Cristina permaneceria com a Bananal. O fato é que ambos sairam ganhando, pois as duas fazendas eram produtivas. Frederico deixou tudo e retornou para a sua antiga casa na Olho D'água. Havia acabado! Estavam, legítimamente, divorciados.

Carlos Manuel não conseguia entender os motivos para Maria do Carmo ter ido embora sem se despedir. Ele não sabia onde encontrá-la. Sentia medo de nunca mais voltar a vê-la.

CM: Por que foi embora? Parece que fugiu... (falava sozinho em seu consultório).

Cristina havia comprado varias coisas para o seu bebê, apesar de ainda não saber o sexo. Diego fazia questão de se manter por perto, mas isso era algo que a incomodava. Não queria criar falsas esperanças em Diego, pois ele era um bom homem. Estava com seis meses de gestação e tinha ido fazer uma ultrassonografia para descobrir o sexo da criança.

Doutor: Meus parabéns, mamãe! Terá um varão! (sorriu).

Cris: Um menino? (perguntou emocionada).

Doutor: Sim (afirmou).

Os meses seguiam. Maria do Carmo estava indo bem na nova escola, havia feito novos amigos, mas sentia falta do campo, da sua amiga joice e, principalmente, de Carlos Manuel.

MC: Será que ele já casou com a víbora da Débora Falcão ou estará me esperando? Não! Não seja tonta, Maria do Carmo (se recriminava). Carlos Manuel não teria porquê esperar por você. Nem se quer sabia de seus sentimentos (disse com pena de si mesma).

José Maria, com a ausência de Maria do Carmo, pode enxergar melhor à sua volta. Estava amigo de Joice e gostava de compartir momentos com ela. Estava se apaixonando sem perceber.

JM: Você é encantadora (disse olhando Joice nos olhos).

Joi: José Maria... (beijaram-se).

Frederico havia se tornardo mais frio que nunca, além de mais mal humorado. No entanto, naquele dia, estava inquieto. Sentia que algo estava acontecendo, mas não sabia o que ou com quem. O que Frederico não sabia era que, distante dali, Cristina estava dando à luz.

Cris: Aaaaaah... (gritava dentro da sala de parto).

Doutor: Força Cristina! Força! (a motivava).

Cris: Aaaaaah... (gritou fazendo o seu ultimo esforço).

Doutor: Nasceu! (disse com a criança nos braços ainda ligada a mãe).

Cristina chorou emocionada ao ouvir o choro de seu bebê. Havia sido um parto complicado e quase o perdeu, mas isso já não importava. Ali estava seu filho (sorriu entre lágrimas e suor).

Frederico, depois de tanto andar pela casa preocupado sem saber com o que, deitou-se na cama e pegou no sono, mas acordou assustado ao ouvir um choro de bebê. Ele estava suando frio. Sabia que havia sido apenas uma impressão, pois não haviam crianças em sua casa e, muito menos, recém nascidos. Levantou e serviu-se de uma bebida qualquer.

Fred: Estela! (gritou)

Est: Ai, o que foi? (resmungando).

Fred: Trouxe algum bebê para esta casa? (perguntou sério).

Est: Mas é claro que não. Sabe que não suporto criança (a criada disse de forma ignorante e retirou-se).

Frederico suspirou e pensou que, realmente, tivesse sido apenas uma impressão.

Enquanto isso, na capital, Cristina seguia emocionada, mas agora com o seu filho sobre o seu peito.

Cris: É lindo! (sorriu enquanto acariciava o recém nascido).

Enfermera: E qual será o nome desse lindo bebê?

Cris: Miguel, assim se chamará, pois é um anjo que Deus me enviou (falava emocionada).

SEIS ANOS se passaram. Cristina seguia vivendo com seus filhos, Miguel e Maria do Carmo, na capital junto com sua mãe. Diego, pouco depois do nascimento do filho de Cristina, faleceu após ser atropelado. Foi um sofrimento para todos, mas, principalmente, para Maria do Carmo.

Durante todos esses seis anos, a fazenda Bananal era administrada por um representante que Cristina havia contratado, mas o mesmo teve graves problemas de saúde que o obrigou a se afastar de tudo. Cristina não conhecia ninguém mais de confiança e não podia deixar a fazenda sem um administrador. Pensou em vendê-la, mas era herança de seu pai. Não tinha mais escapatória, teria que voltar para aquele lugar e assim o fez.

Cris: Lar doce lar (disse quando entrou na sala).

Vice: Menina Cristina! (correu para abraçá-la). Mas você não mudou nada. Continua tão bela quanto antes).

Cand: Senhora Cristina! (gritou contente ao entrar na sala).

Cris: Vicenta, Candelária senti tanta falta de vocês! (emocionada).

Cons: Olá! (entrou sorrindo junto com Maria do Carmo e Miguel).

Patroa! (disseram ao mesmo tempo as empregadas enquanto abraçavam Consuelo e Maria do Carmo).

Cand: Imagino que esse lindinho seja o Miguel (disse olhando para o menino).

Cris: Sim. Esse é o meu menino! (sorriu).

Mig: Mamãe, posso ir brincar?

Cris: Sim, mas não vai para longe, meu amor, pois pode se perder e nada de falar com estranhos (o advertiu).

Miguel concordou e saiu correndo. Havia ficado muito encantado com o tamanho da fazenda e com todo aquele verde que ele nunca tinha visto antes. As mulheres prosseguiram sua conversa.

Vice: Virgem Santíssima, ele é a cara do pai (espantada).

Cons: Tem toda a razão. Miguel é a cara de Frederico Rivero.

MC: Mas é doce como minha mãe. Um menino de ouro.

Cand: E ele sabe quem é o pai dele?

Cris: Não. Apenas lhe disse que se chama Frederico e que ele não fazia parte das nossas vidas (abaixou a cabeça).

Na fazenda Olho D'água, estava Frederico preparando o seu cavalo quando escutou um barulho e viu uns galhos se moverem.

Fred: Quem está aí? (perguntou enquanto sacava a sua arma, pois ele tinha muitos inimigos). Anda, responde! (gritava enquanto andava até a direção dos galhos que se moviam).

Quando Frederico chegou ao local, abriu a moita com o seu revolver apontado, mas teve uma grande surpresa.

Mig: Por favor, não me mate! (suplicou assustado).

Frederico, vendo que era uma criança, imediatamente abaixou o revolver e o guardou.

Fred: O que faz aí? Estava me espionando? (disse bravo).

Mig: Não senhor. Apenas passava por aqui e o vi, mas minha mãe disse que não devo falar com estranhos e por isso me escondi (chorava).

Fred: Saia já daí! (ordenou). E pare de chorar, homens não choram! ( disse sério).

Frederico percebeu que aquele menino não era da região, pois estava vestido todo engomadinho. Parecia um boneco. Riu para dentro sentindo pena do menino, por o vestirem assim.

Fred: Vejo que não é daqui.

Mig: Não Senhor! (disse com medo).

Fred: Percebi! (olhando o menino de cima a baixo). Pois saiba que eu sou Frederico Rivero e que você está sobre minhas terras, portanto, retire-se. Não gosto que crianças venham arruinar a minha tranquilidade. Anda! (gritou)

Miguel correu por entre os matagais desesperado. Estava morrendo de medo daquele homem. Frederico, ao ver a cena, soltou sua maravilhosa gargalhada.

Fred: Mas que menino medroso! Desse jeito vai virar uma florzinha! (gargalhou mais uma vez).

Notas finais
Se gostam do que eu escrevo, não esqueçam de favoritar ou recomendar. Obrigada pelos seus comentários e por acompanharem. Até o próximo capítulo.