Semideuses, A nova era
1 Um novo mito para a prosperidade
Notas iniciais
A cada cem anos, a formosa cidade de atlântica um torneio e formado para decidir a nova geração de heróis, homens e mulheres da Grécia toda se juntava para o título de herói de atlântica, e claro, ganhar o seu cobiçado prêmio, um dracma de ouro divino, a moedas dos deuses, com ela o herói que a tivesse poderia conseguir uma audiência com os deuses, o caminho mais rápidos para aqueles que querem uma arma do próprio Hefesto, um teste de habilidade com o próprio Ares, ou ate mesmo, para aqueles mais loucos, conhecer o próprio mundo inferior.
O sol raiava e a primeira légua de barcos com os diversos candidatos já se aproximava, o cais estava mais enlouquecido que o comum devido tanta agitação para receber os novos convidados, em meio a esse caos, alguém olhava se divertindo com a confusão
– esse ano promete – rio o atlante que logo se misturou a multidão aproveitando para afanara todos que desembarcavam no porto de atlântica.
Afoita ao roubo Allyssa admirava a gigantesca cidade, dividido em três ilhas em formato de anel a cidade do senhor do mar se dividia em áreas distintas, o primeiro anel era um caos, chamado de anel comercial ele era cheio de tabernas, lojas dos mais variados tipos, e gente das mais diversos lugares, como persas e egípcios, o anel do meio era chamado de anel urbano, onde os moradores viviam num labirinto de casas azuis decoradas com diversos tipos de conchas, algas, e crustáceos, esse anel era calmo e pacato comum ar familiar, o ultimo anel era um circulo com uma área maior q as duas outras q o envolviam, nela so existia uma única construção, um enorme castelo construído para q a torre principal pudesse ser admirada em todo mar mediterrâneo, centenas de quartos construídos para abrigar qualquer filho de Posseidon que a fome do deus do mar criasse, todos menos um.
O anel brilhava de alegria com a volta para casa, mas Lugo apenas queria vomitar por rever aquele lugar, usando uma capa de viagem para esconder o rosto ele sabia que seriam poucos aqueles que iriam o reconhece-lo, mais seu alvo não poderia escapar “mate-o, e a traga para mim num esquife de gelo, você receberá instruções quando chegar na cidade, se não ele saberá e fugirá antes que você possa reagir”, ninguém jamais tinha escapado dele, mais não era seu trabalho contrariar o cliente, era seu trabalho matar.
Quase todos já aviam descoberto o caminho para o castelo quando Helena finalmente adentrou o castelo, o hall de entrada era tão imenso que seu exército antigo caberia facilmente dentro daquele salão, mas essas lembranças as destruíram por dentro, ainda se lembrava da humilhação que recebera e que a forçaram procurar por esse torneio, redenção.
A noite caia quando a família real finalmente tinha descido de seus quartos para o salão principal receber os participantes, diferente das outras cidades em atlântica a família real eram filhos ou descendentes do grande Poseidon, quando maior a proximidade como sangue divino mais status teria na cidade, e quando um filho de dele nascia na cidade essa criança era elevada ao título de príncipe ou princesa, e quando tivesse idade poderia competir para se tornar rei. Atualmente existia dois príncipes, os gêmeos Orion e a atual rainha Safira, e era a rainha em pessoa que dava a boas-vindas aos competidores.
– sejam bem vindos heróis e heroínas da Grécia, sou a rainha Safira e estou aqui para explicar as regras do torneio – assim como seu irmão, Safira possuía uma pele branca, quase pálida, seus cabelos azuis eram ricamente ornamentados, sua voz encantava os homens e seu colar brilhava felizmente – apenas 16 de vocês iram gladiar um contra o outro para o titulo de herói de atlântica, e claro ganhará o precioso tesouro.
Safira ergueu o pequeno dracma que pareceu brilhar a luz da lua, todos pensaram em diversas coisas ao verem a moeda, uns fizeram uma oração, outros sonharam com a chance que tanto esperavam, e Alyssa apenas conseguia pensar em uma coisa “Pai”, esse pensamento atravessou a mente de todos que olharam confusos uns para os outros imaginando o porquê tinham pensado na palavra pai, Alyssa tratou de ajeitar seu tapa olho, ela tinha que aprender a se controlar ainda, ao longe fora do salão um jovem ladrão esperava o ultimo barco chegar a costa, dele só um único homem desceu
– estar atrasado, a diversão já vai começar.
– cale-se ou realizarei o sonho da Safira e te degolarei
– você pode ate mesmo fazer isso — o ladrão o desafiou – mas qual seria a diversão sem a mim para conseguir os melhores lugares do massacre?
Lucas riu do desafio, o ladrão continuava o mesmo, com uma língua que o fazia todos que o conhecesse querer sua morte, mais ao mesmo tempo sempre dava uma razão para n faze-lo.
– ela vai joga-los mesmo no buraco?
– e a tradição, 16 moedas foram colocadas la embaixo todos os monstros que o exército atlante conseguiu capturar também, vamos logo os perderemos os gritos.
O ladrão estendeu a mão e Lucas colocou um saco moedas de ouro, mesmo sendo amigos o ladrão nunca fazia nada sem seu devido pagamento, as vezes era apenas algo simbólico alguns dinheiro para ele gastar, um objeto que o dono n use mais, uma noite caprichada com uma mulher, coisas que ele mesmo poderia arrumar facilmente, e as vezes ele poderia pedir coisas mais difíceis, únicas e desconhecidas, apenas para alimentar sua coleção.
Ambos desceram por um bueiro ao mesmo tempo que a rainha puxou uma alavanca deixando todos que estavam presente só salão cair num vão que existia embaixo do castelo, um pouco supressos mais sem se importar muito todos foram atrás das moedas que a rainha tinha alertado, cada uma representava uma vaga no torneio, o resto apenas morreria ou sobreviveria sonhando com a gloria que ganharia se tivesse escolhido um caminho diferente.
Embaixo da cidade uma junção de cavernas criam um labirinto submerso único ligando a cidade de atlântica ate o mais profundo ponto do mar mediterrâneo onde o seu Deus patrono redizia e controlava os mares, lugo caminhava tranquilo, mesmo todo o labirinto em centenas de anos nunca tinha sido mapeado completamente, deste sua infância ele andava por aquela parte do labirinto, pois aquele castelo também pertencia a ele, afinal, ele era um príncipe.
– vocêeeee – um espectro cercado de fogo disse quando encontrou o Lugo – ela prescissa sabeeeeer.
– não por você espectro.
O anel brilhou quando uma lança de gelo se criou na mão de Lugo, ele a lançou acertando o coração da criatura que se dissolveu, uma moeda o compensou sua vitória
– típico seu minha irmã.
Ele partiu voltando para a saída.
Nem sua armadura protegeu Helena da dor do encontro do seu corpo com a parede da caverna, um golen de metal a socava sua placa com brutalidade transformando seu peitoral em lata velha, ela já tinha tentando atacar de todos as formas possíveis mais a mostro era indestrutível “odeio esse tipo” ela pensou, usando sua própria força ela conseguiu jogar o golen para longe e aproveitou para recuperar o folego, o golen logo se levantou e se dispôs a atacar, cansada do seu inimigo Helena empunhou sua adaga especial, esperou seu inimigo chegar e mirou no único lugar que encontrou uma abertura, os olhos da criatura, o golen usou de dor caído no chão, normalmente um golpe desses era suficiente apenas para cegar aquela criatura, mais o veneno que a lamina produzia o fizera sentir uma dor mortal, vendo a moeda que o mostro carregava cair no chão ela não pensou duas vezes, ela tinha que ser a primeira a voltar para impressionar a rainha, sua vida dependia disso.
– uma armadilha.
Alyssa se suprendeu com a voz do garoto que estava ao lado dela sem ela perceber.
– como assim?
– um buraco escondido quase interminável, se cair nele nunca mais voltará, me siga, eu lhe mostrarei o caminho.
O garoto seguiu por uma direção oposta da qual alyssa estava seguindo, ela já tinha conseguido sua moeda depois de quase morrer enfrentando um Letrigre, fora a primeira criatura que ela matou, e estava satisfeita com seu trabalho.
– por que devo confiar em ti?
– porque você tem o mesmo cheiro que eu, o cheiro da morte.
Alyssa sabia que aquelas palavras eram muito mais do que o animal que ela matou, o que será que ele sabia dela?
Depois de seguir o estranho sem uma palavra sequer ela chegou ate a saída onde a rainha parabenizou ele por se classificarem, o garoto partiu para seu quarto no castelo reservado para os participantes e como estava sozinha e sem nada o que fazer foi para o dela descansar, amanhã uma luta a aguardava, e ela tinha certeza que o garoto a estaria
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