Semideuses: A coroa Perdida.
8 Primeira noite fora de casa.
Notas iniciais
Capitulo oito: primeira noite fora de casa.
O ar livre é uma coisa muito boa, do alto da colina podia respirar um ar muito limpo. Eu estou de volta ao acampamento, quando desci a colina percebi que havia uns campistas procurando alguma coisa ou alguém. Cheguei perto deles.
– o que aconteceu? Alguém se perdeu? – perguntei para Will que liderava o primeiro grupo, ele virou-se para mim e levou um susto.
– pela lira de Apolo, você está viva! – exclamou me envolvendo em um abraço apertado.
– e porque não estaria? – perguntei depois que ele me largou.
– você desapareceu der repente! Ficamos preocupados! – respondeu – aonde estava?
– longa historia – respondi – explico quando der. Agora tenho que arrumar as coisas para uma missão.
– já fizemos isso – falou Bianca aparecendo no meio deles segurando uma mochila preta nas mãos – vê se volta tudo bem? – ela atirou a mochila para mim.
Eu a segurei, estava pesada, tudo bem, o peso é o mesmo que eu carrego na mochila da escola, mas tipo, era uma missão curta, não tinha porque ter muitas coisas aqui dentro, ou tinha? Eu não sabia como sobreviver em alto mar.
– obrigada, mas o que tem aqui dentro? – perguntei abrindo a mochila.
– coisas necessárias para uma missão – respondeu Will – claro que falta isso aqui.
Ele tirou o arco e o aljava que estava preso nas costas e me deu. O arco dele, uma coisa que pelos poucos dias que eu fiquei aqui, nunca vi Will tirar isso, de acordo com Bianca ele ate dorme com isso, não podia aceitar.
– Will, não precisa – falei segurando a alça da aljava – é seu arco, sei que gosta muito dele...
– escute – ele segurou no meu ombro – eu sou seu irmão mais velho sei de tudo que diz respeito sobre você – ele se aproximou do meu ouvido e sussurrou – isto é para te proteger nessa missão – e se afastou com um sorriso no rosto.
Segurei as lagrimas. Cody cuidava assim de mim, parecia um amigo, pude vê-lo em Will, senti que podia confiar minha vida a esse meu meio-irmão. Sorrir e dei um soco de leve no seu braço.
– eu sei me cuidar – comentei, ele sorriu – obrigada.
Fechei a mochila depois de ver rapidamente o que tinha ali dentro, pude ver duas garrafas térmicas e duas camisetas laranjas e minha jaqueta de couro. Me dirigir ate a casa grande aonde Quíron em sua forma de cavalo, juntamente de Chie que segurava uma mochila e tinha uma faca presa na cintura e Rick que também estava com uma mochila, estavam a minha espera.
– desculpe o atraso – falei sorrindo timidamente – é que eu tive uns contratempos.
– está tudo bem criança – disse Quíron sorrindo. Não sei porque, mas esse sorriso me passa uma sensação de paz – estávamos a sua espera, não iam partir sem você.
– obrigada por me esperarem – olhei para Rick e para Chie que não soltava o cabo da sua espada.
– e eu! – gritou uma voz que eu reconhecia. Olhei para trás e correndo e abrindo espaço entre os campista avistei o treinador Hedge, ele estava usando sua típica calça de ginastica, só que desta vez era preta e uma camiseta laranja do acampamento, seu boné da Adidas e uma mochila – esperem por mim!
– porque ele vai? – perguntou Chie olhando para Quíron.
– termos do acampamento, precisam de um acompanhante superior – respondeu o centauro.
– mas ele é...
– nojento? – completei a frase de Chie que concordou.
– deixem disso crianças – Quíron riu – creio que ele será de extrema necessidade durante sua viagem.
– ótimo – disse Chie – um sátiro maluco, uma coisa que você precisa sair com ela, se não estará morto.
Eu não segurei o riso, comecei a gargalhar, Rick também riu, Quíron tentou, mas no fim riu também. Quando o treinador se juntou a nós ele sorriu. Apesar de velho e resmungão, eu não conseguiria partir sem ele.
Todos os campistas presentes se despediram de nós e nos desejaram boa viagem. O senhor D, diretor do acampamento, acenou da sacada da casa grande para nós que já entravamos na floresta rumo ao mundo perigoso lá de fora.
Quando chegamos na entrada, Quíron sorriu para nós e pediu para que voltássemos logo. Antes disso ele deixou nas mãos de Rick um pergaminho, o menino guardou no bolço da mochila e seguimos para o lado de fora.
Nossa caminhada ate a estrada não foi fácil, na verdade foi, mas aquela tensão sobre todos nós com a probabilidade muito alta de um monstro nos atacar, deixou todo mundo cansado quando chegamos no posto.
Eu mantinha o arco de Will nas mãos e nele preso uma flecha do aljava que estava preso na minha cintura, um ajuste de um filho de Hefesto para mim, já que tinha uma mochila na costas, não poderia usar o aljava preso ali.
– o que vamos fazer agora? – perguntou Chie devolvendo a espada para bainha. Percebi que, quando ela tirou a mochila das costas, estava com uma espada comprida presa ali, era uma espada muito comprida, deve ser pesada, mais o peso da mochila, como é que ele consegue carregar isso?
– Quíron te deu a profecia, meu jovem? – perguntou o treinador para Rick.
– sim – respondeu o menino tirando do bolço lateral da mochila o pergaminho que Quíron tinha dado – está aqui.
– procurem um lugar quieto para escutarem isso – disse o treinador segurando as nossas mochilas – eu não posso ouvir.
– porque não? – perguntei.
– a profecia é feita especialmente para os semideuses que participaram da missão – explicou Rick – ele não pode ouvir, como o nosso tempo é curto o Oraculo, meio que escreveu para nós, em geral vamos para o sótão e escutamos o que ele tem a dizer.
– porque no sótão? – perguntei. Porque uma divindade que vê o futuro está guardada lá.
– ele não sai de lá a séculos – respondeu Chie jogando a pesada espada no chão, quando a bainha bateu no chão pude sentir a terra vibrar – é uma múmia.
– múmia? Não é de se assustar, minha vida agora se resume a monstros e missões – comentei revirando os olhos – vamos logo ouvir o que esse Oraculo tem a dizer.
– vamos – concordou Rick.
Andamos ate uma área atrás das ruinas de uma loja de conveniências, uns 100 metros distante do treinador. Rick segurava o pergaminho como se segurasse sua vida, ou a de Belle. Enfim, abrimos o pergaminhos no chão e dele pulou uma nevoa verde que nos rodeou.
Uma voz veio na minha cabeça. Era uma voz áspera e calma, como se estivesse dormindo ainda, ou estava com a garganta ruim, ou era uma velha múmia de mais de não sei quantos mil anos.
“No mar antigo devem navegar, a coruja, o raio e a lira, afim de encontrar o que se perdeu por lá. O caminho é cheio de pedras e perigos que devem juntos enfrentar para no final devolver a coroa para o lar”
A nevoa baixou, era como se nunca tivesse acontecido aquilo. Antes de sermos devorados pela estranha nevoa verde, eu escutava os pássaros e as cigarras cantando, quando a nevoa nos engoliu era como se o tempo tivesse parado e voltou ao normal agora.
Pisquei varias vezes para digerir o que acabou de acontecer, aquelas palavras ainda martelavam a minha mente, olhei para ver se havia algo escrito no pergaminho, mas ele estava em branco e se queimando.
– o que foi isso? – perguntei para Chie e para Rick.
– a nossa profecia – respondeu Rick apagando o pequeno fogo com os pés – vamos não temos muito tempo.
– no mar antigo... – recitou Chie – já sabemos que é o mar de monstro.
– e sabemos que a coruja, o raio e a lira somos nós – falei.
– temos que encontrar a coroa que se perdeu, na ilha de Hera – disse Rick.
– foi roubada de acordo com a nossa rainha – corrigiu Chie – temos que trabalhar juntos contra os nosso futuros inimigos pelo caminho que sabemos que vai ser muito ruim.
– e devolver a coroa para o lar – falei – o lar seria o monte olimpo, aonde a rainha mora? Isso?
– isso – respondeu Rick – agora vamos, já está ficando escuro, temos que pelo menos dormir em New York essa noite.
Concordei, nós três voltamos para junto do treinador que brincava de atirar facas, que estava presas dentro de seu casaco, na parede. Quando nos viu fechou o casaco e recolheu as que estavam presas na parede as enfiando dentro de sua mochila.
– qual o nosso destino? – perguntou para Rick.
– primeiramente New York – respondeu o menino pegando suas coisas.
– ok, New York city – confirmou o treinador antes de fazer sinal para um taxi. A nossa primeira noite vai ser em New York, beleza, melhor do que eu podia imaginar. Espero que não vamos dormir em papelões nos becos da cidade já que não temos dinheiro o suficiente para um hotel para dormir 4 pessoas.
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