Semideuses: A coroa Perdida.
7 Eu falo com meu pai pela primeira vez.
Notas iniciais
Capitulo sete: eu falo com meu pai pela primeira vez.
Saí da casa grande e comecei a andar sem rumo, acabei indo parar na floresta aonde eu vi varias ninfas. Acho que ouvi alguém gritar meu nome, mas eu estava tão atordoada que nem olhei para trás, podia ser qualquer um, não queria falar com ninguém. Parei de andar quando me joguei em um manto de flores em uma clareira longe de tudo. Nem sei se é área do acampamento aqui, mas quem liga?
Fechei meus olhos e tentei relaxar, mas cenas de varias coisas se misturavam na minha cabeça, vi Rick e aquela menina, vi Philip e Chie, querendo ou não aqueles dois tem algo entre si. Vi minha mãe, meu padrasto e meus irmãos, o que eles pensariam de mim se eu fosse embora em uma missão suicida para recuperar uma coisa que não tem nada haver comigo? Eles achariam que eu estaria louca, minha mãe concordaria com minha decisão, John falaria para cumprir meu dever, Cody ia gostar de ir junto... ah como sinto falta da minha vida normal.
– não chore – disse alguém. Eu abri meus olhos e eles se encontraram com um par de óculos escuros da Ray Ban, me levantei e tentei chutar a pessoa. Não era ninguém do acampamento, não usava a camisa laranja.
– quem é você?
– ah! Estou desapontado com você Deborah Hilton – falou o garoto, era um garoto, não aparentava ter mais de 16 anos, cabelos dourados como os meus, usava roupas bem bonitas, calças jeans meio coladas, camisa vermelha e uma jaqueta jeans por cima da camiseta.
– como sabe meu nome?
– sei de tudo minha querida – respondeu o menino – Deborah Hilton, filha de Suzy Hilton, seu pai é desconhecido, sabe que ele é um deus, tem seu padrasto, John Makenzy e três meios irmãos, Cody Makenzy, Gregory Makenzy e Jorge Makenzy. Tem 14 anos, louca por rock, belo gosto musical, mesmo que seja sombrio. louca para completar 16 e poder dirigir.
Minha boca se abriu como ele sabia de tudo isso? Ele andou me espionando? Era um monstro? Se fosse um monstro já teria me atacado, mas ele apenas sorria, podia o ver dar uma piscadinha com o olho por trás dos óculos. O que fazia parecer meio idiota, mas não queria dizer em voz alta.
– como sabe? – perguntei meio tonta.
– querida! Ainda não sabem que eu sou?
– não.
– sou seu pai! – ele imitou a voz daquele cara do filme que fala isso, o que o fez ficar engraçado, se fosse uma brincadeira eu ira rir, mas ele falava serio?
– só pode ser brincadeira – falei em voz alta – meu pai é um adolescente maluco!
– prefiro o termo descolado – disse Apolo.
– tanto faz! O que faz aqui?
– calma aí queridinha.
– me chame pelo nome!
Eu estava assustada, eu não sabia como reagir, meu pai estava ali parado na minha frente, cabelos dourados, usando roupas descoladas, sorriso perfeito, óculos escuros. Eu imaginava meu pai um tanto mais velho e menos descolado. Fiquei sem jeito de agir ou falar, quando percebi que estava gritando respirei fundo e andei em círculos.
– por...
– pelos deuses seria uma afirmação melhor – disse Apolo.
– como...?
– eu soube? Debby, querida, eu sou o deus do sol, da luz, da musica, da arte e da profecia. Sei o que aconteceu nesse encontro nosso. Você continua a mesma.
– estou ficando maluca. Primeiro, minha professora é um monstro, segundo descubro que sou semideusa, terceiro meu pai é Apolo, e agora você... como...? ah deixa para lá.
– vou cortar a parte que te explico como eu e sua mãe nos conhecemos, pois não temos muito tempo, se não sair daqui em 10 minutos um cão infernal descontrolado vai pular em cima de nós e você vai morrer, mas não queremos que isso aconteça, você tem muito o que fazer ainda.
– uma missão suicida.
– não digo que é suicida vocês vão voltar vivos em segurança.
– como pode ter tanta certeza? – eu olhei bem para o rosto do meu pai. Tentei estuda-lo, mas acho que é impossível fazer isso com um deus.
– eu já disse que sou o deus das profecias? Pois bem, eu vejo o que pode acontecer, em um futuro distante ou próximo, e essa missão vai ser bem sucedida.
– ótimo – pensei alto. Eu não posso acreditar que minha mãe teve mesmo uma filha com esse cara. Quer dizer, ele não é feio, é muito bonito, cabelos dourados que parecem ser de ouro, se veste muito bem, mas, tipo, ele é um deus, fala coisas sem pensar e é estranho – o que quer falar comigo?
Apolo me olhou de cima para baixo e depois sorriu e aí está... o motivo para que minha mãe tenha ficado caidinha por ele, aquele sorriso, nossa, se não fosse meu pai diria que ele é um ótimo partido. Aquele sorriso perfeito, dentes bem brancos e alinhados, uau, minha mãe tem bom gosto, primeiro Apolo, depois John. Ela realmente tem uma queda por sorrisos bonitos.
– quer um presente? – perguntou.
– como assim?
– um presente.
– que tipo de presente?
– isso – respondeu o deus me entregando uma pulseira de ouro puro nela havia um pingente em forma de um sol, muito bonita, mas quando eu toquei nela, a corrente ficou esticada e cresceu virando um arco, dei um grito e deixei o arco cair no chão. Era todo de ouro com detalhes feito de bronze em formato de um sol.
– o que é isso? – perguntei assustada pegando o arco de novo. Era leve, quando toquei naquilo senti que podia confiar nele o tempo todo.
– confie nele e sua flecha nunca vai lhe desapontar – disse Apolo como se lesse meus pensamentos. Eu não duvidava muito de que ele poderia fazer isso.
– um arco – falei – mas está sem flechas.
– para que flechas se pode fazer isso aqui.
Apolo girou um anel em seu dedo o que me lembrava uma aliança. De repente um arco aparece em suas mãos, igual ao meu, só que mil vezes mais bonito e brilhante. O deus passou o dedo pela corda do arco e a balançou. Ele parecia feliz em tocar naquilo, era como se tivesse passado umas centenas de anos sem poder usa-lo. Então puxou a corda e ficou na posição de tiro, percebi que não havia flechas, mas quando o arbusto atrás de mim se mexeu e dele saiu um cão infernal, bem eu acho que era um. Uma criatura negra de olhos vermelhos parecendo uma sobra pulou em cima de mim, mas antes de me acertar uma flecha de luz o transformou em pó e desapareceu junto do monstro.
– o que foi isso? – perguntei olhando para Apolo.
– flecha de luz – respondeu abaixando o arco. Ele já não parecia um adolescente qualquer, estava com a aparência mais velha, sem óculos escuros, usando uma túnica branca e uma lira de ouro na cabeça que quase não aparecia em seus cabelos – você foi abençoada com esse dom.
– tudo bem – falei mesmo não acreditando – como vou fazer uma flecha de luz aparecer do nada.
Apolo riu. Seu rosto mudou de forma, para ele mais novo, depois voltou para ele mais velho, fiquei tonta com isso. Seus olhos eram tão amarelos como o sol, o que me deixou com medo.
– use a cabeça minha filha – respondeu – use o seu dom natural.
Eu olhei para o arco em minhas mãos. ele foi diminuindo, voltando a ser uma pulseira que se prendeu em meu pulso. Olhei para o sol depois olhei para aonde Apolo deveria está, o deus havia desaparecido. Ótimo. Me diz tudo, mas não diz.
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