Semeando o Destino

3 Cap. 03 - Novos Rumos


Notas iniciais
Depois de muito, muito, muuuuuuuuuuito tempo .. finalmente um novo capítulo de Semeando o Destino. ^^ Infelizmente o período de ausência foi pelo principal motivo que influi muitos autores, falta de inspiração. Mas não vamos nos entreter com isso. Queria meeeesmo compensar os leitores que aguardaram todo esse hiatus com "O Capítulo", cheio de momentos seduzentes, enredo hot e tentar fazê-los ficar novamente de 'asa caída' pela fic, maaaas.. peço um pouquinho de paciência pois o capítulo é mais explicativo e situante (uma das razões que demorei tanto a escrevê-lo), porém garanto que é totalmente necessário. * Deixemos o blá, blá, blá e vamos a algumas notas importantes: — Apesar de haver informado anteriormente, vale lembrar que Viramundo chama-se Gabriel nesta história; — O trem era o principal meio de transporte a longa distância na época, e por se tratar de uma obra de ficção, dou-me a liberdade de descrever como um meio que funcionava bem e possuía trajetos para todas as regiões do país; ** Sugestões Musicais: — Ana Cañas - Esconderijo (parte professora Juliana) https://www.youtube.com/watch?v=4ZNVWYrC79A — Oswaldo Montenegro - Intuição (parte Gabriel Viramundo na estação de trem) https://www.youtube.com/watch?v=mIDoMmfwSkM *** Reservo os Agradecimentos para as Notas Finais.

— Olá família! Estou de volta!

Ferdinando, apesar da angustia que o consumia pela inevitável conversa que pretendia ter com o pai, estava feliz por finalmente retornar. Naquele instante, apenas queria desfrutar de um momento em família que nunca lhe foi proporcionado — pelo menos não da maneira que gostaria. Muitas vezes apenas usufruiu de sentimentos alheios, por meio das alegrias e comemorações que seus companheiros de curso partilhavam com os seus, em cada nova etapa alcançada. Invejava sim, mas não com rancor, e sim com um sentimento solidário, por não ter quem lhe incentivasse e respeitasse suas escolhas, o apoio bem vindo nas horas de dificuldade, a família ao lado para dizer, sabemos que é capaz.

— Menino Ferdinando, é ocê? – Amância saia esbaforida de sua cozinha, assustada com a inesperada gritaria que vinha da porta de entrada da casa grande – num pode ser!

— Mââââância minha querida, sou eu sim, Ferdinando Napoleão! – o rapaz ia ao encontro da cozinheira, cumprimentando-a com um caloroso abraço e depositando um beijo em seu rosto — Talvez um pouco mais alto desde a última vez que me viu e com barbicha e bigode!

— Ara, mai é o nhor mermo!? – Amância o olhava ainda receosa se era realmente o filho do coronel – Estranho, Madama Dona Catarina não me avisou nada que o menino chegaria hoje?! Será que ela se esqueceu?

— Não Amância, ela não esqueceu! Eu que quis fazer uma surpresa sobre a minha vind...

— Que barulhada é essa? Ieu posso saber o que está se assucedendo por cá? – Catarina descia as escadas, tremelicando os dedos, bem mais do que de costume, afoita com a movimentação que ocorria em sua sala e paralisou no último degrau ao se deparar com o motivo de tamanha balburdia – Não posso increditar, é ocê Ferdinando?!

— Catarina! Minha cara madrasta! – Ferdinando agora caminhava em direção a ela, fazendo uma breve análise visual da bela mulher paralisada no final da escada, mas com certa contenção, pois também lembrava se tratar da esposa de seu pai – Sou eu sim, minha cara! Quanto tempo não nos vemos! – parou frente a ela, pegando sua mão direita e fez uma mesura de beijar, num gesto de cumprimento.

— Estou espantada com sua chegada, por que não me avisou do seu retorno? Não recebi nenhuma carta avisando sobre isso – Catarina jamais admitiria, mas ver o belo rapaz que seu enteado havia se transformado, trazia calafrios involuntários – Ieu poderia ter mandado preparar uma festa de boas vindas!

— Ora minha cara madrasta, não se preocupe, pois não lhe escrevi avisando sobre o meu retorno! Queria surpreender a todos, inclusive meu pai! – Ferdinando já olhava todo o trajeto que levava a escada até o final dela, verificando algum indício da presença do coronel nele. – Preciso muito ter uma conversa com ele, sobre tudo que passei nestes últimos anos que vivi na capital!

Catarina que sabia exatamente sobre quais assuntos Ferdinando se referia, tentou intervir, a sua maneira, a fim de alertá-lo que seria uma nova batalha que teria de enfrentar ao contar toda a verdade sobre suas escolhas. Não queria ser pessimista, mas já dava qualquer esforço ou explicação como perdido.

— Ferdinando, meu querido! Ocê deve de ta cansado da viagem... e acho que sereria mior que fosse tomar um banho pra relaxar! – tentava puxar Ferdinando de canto, longe do olhar curioso e ouvidos bem atentos de Amância, e dizer que por mais que a argumentação dele fosse totalmente convincente, seria bem difícil, até mesmo arriscado, seu pai aceitar o rumo que ele havia dado a sua vida. Então disse quase que sussurrando – mior ocê deixá essa cunversa com seu pai pra outra hora, quem sabe, alguns dias...

— Não Catarina! Preciso resolver minha situação o quanto antes, se possível ainda hoje! E seja qual for a decisão dele mediante a tudo que irei lhe dizer, tenho que dar um rumo a minha vida!

— Nando eu tentei sondá-lo, mas ocê sabe que seu pai é mais xucro que mula veia .. – Catarina segurava Ferdinando pelo braço e puxava ele de canto para tentar alertá-lo – ele não quer saber de cunversa, e sim do seu diploma de ‘dotor advogado’ enquadrado e moldurado na parede. Ocê tem?

— Bem Catarina, você sabe...

— O que está se assucedendo por cá? Tô ouvindo lá do escritório e.. – Epaminondas fica espantado no meio da escada ao se deparar com o motivo de toda aquela agitação – ..ocê!? Não pode ser quem estou pensando que é.. Nandinhooo! É ocê meu fio? – ele volta a descer as escadas agora com emoção pela chegada inesperada do filho indo ao seu encontro para abraçá-lo.

— Ora, meu pai, sou eu sim seu filho Ferdinando Napoleão! – abrindo um sorriso e o olhar lacrimoso, vai ao encontro do pai e seu tão esperado abraço.

— Meu fio! Ninguém me avisô que chegaria hoje! Ara, seja bem vindo!

— Ninguém sabia meu pai! Era uma surpresa! – Ferdinando o abraçava com uma necessidade de que aquele abraço poderia ser o último.

— Mais me diga, veio de visita ou tá retornando de vez?

— Estou retornando de vez e feliz!

— Ara, isso quer dizer que finarmente ocê se formou dotô advogado! Não imaginas o quanto fico satisfeito por saber disso! – o coronel demonstrava sua alegria dando alguns tapinhas nas costas do filho. – Mas cadê o diprôma? Me dê ele cá que vou mandar o Izidoro levar pra enquadrar e moldurar e vou colocar no escritório.. meu fio, dotô advogado! Que orgüio docê Nandinho!

— Veja bem meu pai precisamos conversar sobre meu diploma, melhor dizendo, a minha formação..

— Depois do jantar! – Catarina os interrompeu de súbito. Queria adiar aquela conversa entre pai e filho o máximo que pudesse, pois sabia que a reação do marido seria bem diferente daquela que presenciara a pouco – Ara Epa! O Nando acabou de chegar de viagem, de certo ele deve de tá cansado, querendo um bom banho, jantar! – ela tremelicava sem parar os dedos, fazendo todo esforço possível para desviar daquele assunto – tenho certeza que ocês não vão se incomodá de falar sobre isso outra hora.. amanhã depois do café, quem sabe?!

— Catarina eu preferiria..

— Que o jantar fosse servido em seu quarto? Ara, que desfeita Nando?! – Catarina simulava uma cara carrancuda para conseguir ganhar um pouco mais de tempo sobre aquela conversa dos dois – Nada disso, ocê vai jantar conosco a mesa, com toda a família reunida de novo e.. oh, Pituca! Esqueci de sua irmã no quarto, com toda esse agitório por cá!

— Pituca, é verdade! Não consigo imaginar como ela cresceu! – sem escolha, Ferdinando percebia o desespero de sua madrasta e em solidariedade a ela resolveu adiar, por um breve momento, a inevitável conversa que mais cedo ou mais tarde teria que ter com o pai, mas não queria demorar muito a fazê-lo – da última vez que a vi, ainda brincava de cavalinho com ela!

— Já tem 10 anos! Estava tentando lhe ensinar argum argo, já que é tão dificir achar uma preceptora para ela! – segurando Nando pelo ombro, o tirava do foco do coronel enquanto subia as escadas com ele, se encaminhando ao quarto de Pituca – Soube que Seu Pedro Falcão em acordo com aquele prefeitin das Antas, contrataram uma professora para a Vila e que ela iria chegar por esses dias e..

— Catarina, já conversamos sobre isso e ocê já sabe que minha resposta é NÃO! – respondia o coronel em desagrado com o assunto que sua mulher relatava ao filho.

— Eu já sei Epaminondas e ocê sabe da minha opinião tumem sobre isso! – olhava carrancuda para o marido – mas não falemos sobre isso! Venha Nando, vamos ver sua irmã!

E se encaminharam os dois até o quarto de Pituca.

*******

“Prezado Sr. Viramundo,

Conforme nossos acertos, venho confirmar minha estadia de 3 semanas em sua fazenda para estudo dos meios utilizados no cultivo e extermínio das pragas em suas plantações.

Chegarei em dois dias a contar pelo envio deste telegrama,na estação de trem da cidade.

Att,

Falcão”

— Ara, esqueci que esse Farcão chegava hoje!

Senhor Almir Viramundo, era um dos fazendeiros mais ricos e respeitados da região sul-centro-oeste do país. Filho de imigrantes espano ciganos, mas nascido em terras brasileiras, não seguiu os mesmos caminhos de seus antecedentes, muito conhecido por ser um povo andarilho e não fincar raiz num lugar.

Desde que constituiu sua própria família, resolveu também construir sua própria história naquela região de terra boa e tornou sua casa, uma das melhores das redondezas, a princípio um ponto de chegava a sua gente que por lá passava, e anos depois, por sugestão de seu filho Gabriel, transformaram o local num ambiente de estudo e análise do solo, água e suas plantações. De início Seu Almir questionou receoso o filho se tal empreitada não seria uma loucura, entretanto Gabriel o convenceu com bons argumentos que seria um bom negócio para todos. Pois, teriam com frequência pessoas interessadas no plantio, no preparo da terra e buscas de soluções para pragas, ajudando e auxiliando os empregados, em troca de estadia e local adequado para estudo. Uma troca, com poucos custos e bons resultados.

— Preciso que argum arguem vá a estação de trem buscar aquele um! – o fazendeiro saia alvoroçado do seu escritório atrás de quem fosse buscar o novo estudante. Mal imaginava ele que tal viajante a chegar se tratasse de uma mulher.

Ao chegar à varanda de sua fazenda, avistou seu filho ao final dela, tocando sua viola com o olhar absorto no horizonte, que emoldurava um belo final de tarde. Com receio de deixar o jovem na estação de trem esperando, foi até Gabriel a encube-lo de tal tarefa.

— Oh fio.. tô carecendo de.. um grande favor seu!

Gabriel saiu do seu suave devaneio em meio a agitação do pai.

— Pois o sinhô me digue, meu pai! No que eu posso lhe ajudar?

— Esqueci.. completamente.. que o jovem Farcão.. chegava hoje! – Seu Almir falava ofegante devido a pressa que tinha em resolver a pequena pendência. – Ieu ia percurar o Zé Tuiuiu, mas o rapaz já deve di tá estourando na estação de trem! Oh fio, ocê pode ir lá buscar?

— Oh pai, é claro que vou! – Gabriel acalmava o pai afoito – Só vô lá no quarto guardar a viola, pego a charrete e em dois tempos tô lá na estação!

— Obrigado fio! Voismicê é mermo um fio de oro! – Sr. Almir respirava aliviado enquanto seguia o filho até o quarto. – O sobrenome dele é Falcão, se aprece para não deixar o guri esperando, ara!

— Já estou indo, meu pai! Já estou indo, inté!

*******

As bolhas que emergiam da banheira, tornaram-se cúmplices a divagação da moça que se banhava em suas águas. Com o dedo indicador formava pequenos redemoinhos em sua espuma, enquanto seu pensamento insistia em trazer-lhe um pequeno compacto dos reais motivos que a levaram a tomar tal decisão de se esconder, esquecer e tentar recomeçar. Havia feito uma grande mudança, no rumo que planejara para sua vida. Precisava ocupar a mente com novas esperanças antes que as lembranças a consumisse, assaltando os pensamentos em momentos inoportunos.

— É Juliana, vida nova! – falava pensativa consigo mesma – Pare de ficar revisitando tais lembranças! Cumpra a promessa que fez ao embarcar naquela estação de trem! Deixe o passado lá... sua vida é de agora em diante!

Ainda sentia o peso de suas decisões. Mas tentava aliviar sua consciência com o novo cenário e os personagens que agora fariam parte da nova página de sua história.

Foi totalmente providencial a oportunidade de lecionar num vilarejo distante, desconhecido e totalmente alheio as pessoas da cidade grande. Um bom esconderijo caso uma certa pessoa resolvesse ir ao seu encalço. Arrepiava a pele alva e delicada ao pensar em tal possibilidade.

Poderiam talvez censurá-la por não sentir falta de seus pais, mas sentia-se perdoada toda vez que lembrava que os mesmos encerrara boa parte de sua vida atrás das paredes de um convento; “Você terá os melhores estudos! A melhor formação e quem sabe, será uma futura boa esposa!” Eram sempre as mesmas justificativas que lhe davam, quando a solidão teimava em reivindicar um pouquinho de atenção de seus genitores. Amor este que viera de bom grado da freira que praticamente a criara e Deus talvez por ciúmes a levara, para iluminar ainda mais céu com sua luz, deixando-a novamente no caminho solitário.

— Mãezinha Ana.. como a senhora faz falta! – uma terna lágrima descia em seu rosto ao lembrar da querida senhora – Não tenho mais ninguém para desabafar minhas aflições!

~ TOC TOC TOC ~

Alguém batia a porta. Mas Juliana permanecia em seu mundo alheio.

~TOC TOC TOC ~

— Dona Juliana?

A segunda batida a despertou de seus devaneios.

— Desculpe.. Dona Tê! Acho que fiquei tão relaxada que perdi a noção do tempo, mas já estou terminando meu banho!

— Ieu que peço descurpas, fia! Não queria lhe atrapaiá.. espero que o banho esteja de seu agrado! – Dona Tê percebia a descompostura ao bater precipitadamente a porta para avisar a professora que o jantar estava quase pronto. – Só quiria dizê que a janta tá quase pronta! Mas pode continuá o seu banho com carma! Di certo ajuda a relaxar da viage longa!

— Owm Dona Tê, não há o que se desculpar! Pois eu já terminei o meu banho e devo lhe agradecer, pois fazia muito tempo que não tomava um banho tão relaxante como este! Obrigada! – A professora respondia enquanto se enrolava na toalha.

— Ara, Dona Juliana... num foi nada demais!

— Irei me vestir e depois ajudarei a colocar o jantar à mesa!

*******

Logo o trem chegaria ao seu destino, mas uma de suas passageiras estava aquém daquele vagão. Nem mesmo as tentativas de ocupar seus pensamentos, primeiro com suas anotações que mal tocara e fora posta na maleta novamente, ou as diversas pinturas que aquarelavam sua janela durante a viagem, nem mesmo a divertida e atrapalhada família que viajava no mesmo espaço, constituída por pais que tentavam conter seus dois filhos – imaginava ela que as crianças haviam transformado o lugar em um espaço de diversão, pelo menos durante o tempo da viagem – fora uma boa distração momentânea, lembrava seu tempo de garota arteira e suas traquinagens mas, por mais que tentasse, não conseguia esquecer e entender por que razão, não tirava aquele rapaz que havia visto na estação de Santa Fé!

— Diacho! – Se recriminava baixinho por causa disso – Por que ainda fico pensando naquele um?!.. – o coração batia descompassado só em mencionar qualquer fragmento dele. – Gina Falcão, você deve estar ficando maluca.. para de pensar nele!

Baixou a cabeça por um instante e a repousou sobre os braços cruzados e apoiados em seu colo. Mas logo percebeu ter sido uma péssima escolha. As lembranças que tentava esquecer e todas as sensações que sentira no momento do encontro com o rapaz se intensificaram. Lembrava daquele olhar intenso que a hipnotizara, daquela carnuda boca que a levava a ter pensamentos impróprios e seu cheiro que imaginava ter impregnado nela. Não era o tipo de moça sonhadora de contos de fadas, por isso se surpreendeu ao idealizar aquele homem como a descrição perfeita de um príncipe.

Estava tão envolvida em seus pensamentos, que só percebeu que havia chegado ao seu destino quando o trem enfim parou na estação. Notara também que todos os passageiros que estavam no mesmo vagão haviam descido, apressou-se a pegar seus pertences e fazer o desembarque. Supunha ter alguém da fazenda do Sr. Almir a aguardando e não queria o deixar esperando.

—____ * _____

Fazia pouco tempo que Gabriel havia chegado a estação e agradeceu mentalmente ter chego antes do trem. Sempre o animava quando um novo aprendiz se propunha a conhecer e aprender novas formas de cultivo em suas terras. Oportunidade mútua de troca de conhecimentos, novas amizades e algumas futuras parcerias, pensava ele. Sentia-se orgulhoso por ver nesta uma forma de ajudar a família, contente por ter realizado o sonho do pai, vê-lo formado engenheiro agrônomo, embora sentisse uma pequena frustração ao ter abdicado do seu próprio, ser músico, levando melodia e poesia a todo o país, guardava apenas para si este descontentamento, não queria que os pais se sentissem culpados por abrir mão de algumas de suas vontades.

Ao chegar a estação se deu conta que não tinha nenhuma informação além do sobrenome do rapaz que fora buscar. Procurou um pedaço de papel e escreveu em grandes letras forma o nome referido: F A L C Ã O.

Logo que o trem parou, se posicionou próximo a porta de saída, segurando a placa improvisada a frente do peito e observou o passageiros que desembarcavam. Por se tratar da última viagem do dia, tinha muitos viajantes, procurou se atentar nos jovens rapazes que desciam e começou a ficar um pouco impaciente pela demora de encontrar o estudante. Nisto desceu uma moça ruiva que chamou-lhe a atenção e começou a subir uma certa tensão ao percebê-la vindo em sua direção. Parou em sua frente, leu a placa que segurava e abriu um sorriso e falou:

— Acredito que seja eu quem está esperando! – Gina olhou-o nos olhos e estendeu a mão para cumprimentar e se apresentar. – Prazer, sou Falcão! Gina Falcão!

Gabriel ainda hipnotizado com a linda visão daquela mulher exuberante a sua frente, não percebeu quando deixara cair a placa que segurava e involuntariamente abriu a boca em deslumbre e surpresa.

— F-Falcão?! – Ainda estava surpreso por descobrir que Falcão era uma mulher, uma linda mulher e falou sem pensar. – Falcão é uma mulher?

Notas finais
*** AGRADECIMENTOS Agradeço a todos os leitores que gostaram da leitura, dispuseram de um pedacinho do seu tempo e deixaram um comentário, com críticas, sugestões, palpites, mensagens fofas e incentivantes a fic. Tenho um agradecimento ESPECIAL, aliás dois, a duas leitoras autoras e grandiosas amigas ... quero tê-las pra sempre como parte da minha vida! *-* ♥ *Primeiro a esta querida Amiga Portuguesa, que mesmo a um oceano de distância, percebeu meu desânimo, dispôs de um tempinho a ouvir minhas lamentações, me deu valiosos conselhos, com um olhar sensitivo e cuidadoso me trouxe novos ânimos, me incentivou com seus preciosos comentários a não desistir de SOD. Isa obrigada de verdade, pelo carinho, pelas conversas e principalmente pela amizade, saiba que já se tornou totalmente essencial em minha vida! ♥ * A segunda e tão importante quanto a primeira, é você Melpomene. Assim como a Isa, sua amizade é primordial e necessária. Mesmo que os corres da vida, contribuam para os longos períodos que ficamos sem nos falar, a cumplicidade que temos, compensam qualquer ausência, pois vc é aquela menininha que quero sempre ter por perto, que quero ter como inspiração, modelo e orgulho. Preciso também relatar que seus comentários e principalmente a recomendação foram fundamentais para a retomada desta fic, veio não só complementar a injeção de ânimo da Isa, mas deu uma nova euforia de inspiração. Obrigada de ♥ por me dar o privilégio de suas amizades! Amo muito vocês! ♥