Notas iniciais
Olá! Tudo bem com vocês? Então, esta belezinha aqui só tem mais um capítulo antes de ser terminada. Sem leitor beta, então, qualquer erro é meu. Espero que gostem, boa leitura!

O Kings College, campus da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, estava fervilhando com alunos e professores, todos com suas ocupações de fim de ano. Um dos professores acabara de entregar suas últimas provas corrigidas, e agora caminhava pelo campus, aproveitando os últimos dias de outono na cidade.

Aqui e ali, alguns alunos o reconheciam e mandavam um breve alo ao professor William Graham. O homem respondia no mesmo tom, mas não parava para conversar. Apesar do professor sempre se preocupar em estar disponível para seus alunos, hoje ele só queria paz e sossego. Escolheu um banco mais afastado dos prédios e se sentou, somente com sua bolsa estilo carteiro e um copo térmico cheio de café. Embora o chá fosse a bebida cafeinada preferida da região, aquele professor transplantado das Américas não conseguia se adaptar.

De fato, havia pouca coisa com a qual William não conseguia se acostumar. Seu trabalho fizera questão disso. Até seu nome de batismo ele teve que se acostumar a esquecer. A última pessoa a chama-lo de Gilbert Grissom ficara em Washington, assim como sua verdadeira identidade. E o homem acreditava ser melhor assim, pois só de pensar em seu antigo amigo Grissom sentia o seu sangue ferver. Até aquele momento, mesmo com seis meses e alguns quilômetros de distância os separando, Grissom achava que não conseguiria perdoar Gustav pelo crime de separá-lo do amor de sua vida, como ele o fez.

Obviamente, ele não podia por a culpa toda em Gustav. Ele mesmo havia aceitado a separação, bem no início. Tudo em nome do “bem maior” que seria a segurança de seus compatriotas. Mas naquele momento em que encontrara Sara mais uma vez, em que pudera se deleitar em seus braços e , ainda mais, quando ouvira a morena implorar por ele... bem, ele não pode mais aceitar aquela vida.

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—Não se perdoe... só diga que volta para mim.

Gil suspirou e puxou Sara para seus braços... havia de ter uma maneira para os dois ficarem juntos.

Depois de um minuto com a mulher chorando em seus braços Gil tomou uma decisão. Beijou o pescoço dela e disse em seu ouvido:

— Eu volto... vou dar um jeito nisso...

Sara se virou nos braços dele e o encarou, os olhos cheios de lágrimas:

—Volta? Assim... sem mais nem menos... só porque eu pedi?

Antes que ela pudesse falar algo a mais Gil colou sua boca na de Sara. E a beijou com sede, como se não houvesse provado daqueles lábios por muito tempo.

— O que você me pede chorando que eu não faço sorrindo?- respondeu Gil, com um sorriso no rosto.

—Gilbert!- Sara bateu no peito do noivo, também com um sorriso dela- Estou falando sério!- isto ela disse se sentando na cama.

—Mas eu também!

Vendo que Sara já estava ficando exasperada com a brincadeira Gil assumiu a mesma posição da amada e agarrou-lhe as mãos.

—Honey... se eu consegui ficar esse tempo todo longe de você, foi porque nós fomos afastados à força... eu não sabia o que ia me acontecer quando me despedi de você no laboratório... e aí as coisas foram acontecendo, e sem você por perto, eu acabei me envolvendo e... aconteceu o que aconteceu... mas com você aqui comigo... eu vejo que me afastar de você... será como arrancar fora meu coração... como eu posso viver sem meu coração?

Com essa declaração Gil conseguiu não só acalmar sua amada novamente, mas acabou com ela chorando em seus braços.

Gil prometeu a Sara que sairia somente para pegar suas coisas em seu quarto, mas que já voltava para ela. Ele somente precisava de algumas coisas.

Sabendo o que sabia agora, Gil não teria abandonado seu quarto naquela hora. Fora traído por seu melhor amigo. Pois em vez de ajudar Gil , Gustav o apunhalou pelas costas.

Gustav entrou no quarto que dividia com Gil e encontrou o homem arrumando as roupas na mala rapidamente.

— O que está fazendo, Gil? Posso saber aonde vai com tanta pressa?

— Ela está aqui, Gus... nos encontramos ontem à noite e... eu não posso deixa-la ir!- e continuou a jogar coisas na mala, sem se importar que terminariam amassadas.

—Opa! Como assim? Quem está aí, Gil?

—Sara!

— Certo- Gustav sabia muito bem de quem seu amigo estava falando. Afinal, ela era a única razão de os dois estarem ali. Gil tinha necessidade de saber se Sara estava bem, e Gus sabia disso. Ele então arranjara para os dois frequentarem algumas dessas conferências, para que Gil pudesse ao menos ver sua amada. Mas dessa vez seu amigo tinha levado o jogo a outro nível. Quando Gustav não pode encontrar Gil em lugar nenhum da conferencia ele soube bem onde ele estaria. Querendo ser um bom amigo, e evitando ao máximo causar um constrangimento ao casal, Gustav deixou os dois a sós. Ele só não previra que somente uma noite pudesse revirar a cabeça de seu amigo a ponto de ele se esquecer de tudo o que estava em jogo ali.

—Nós nos encontramos e...- Gil fechou a mala com um estalo e se virou para o amigo- Eu não consigo novamente... não posso abandoná-la, Gus... certamente tempo o suficiente se passou para que...

—Para o que, exatamente? Para você sair da tumba e assustar metade de Vegas?

— Ora, não precisamos ir a Vegas!

— E onde vocês iriam? Não era você mesmo quem não queria mexer na vida dela desse jeito?

—Mas aí é que está a questão... eu não ouvi o que ela tinha a dizer antes... e embora ainda ache que nossa motivação não estava errada... bem, agora a situação é diferente, não é? Não corro mais perigo, e logo ela também não correrá.

Infelizmente Gustav não poderia desfazer essa lógica. Tampouco poderia deixar Gil fazer o que ele queria.

— Amigo, por mais que eu fique feliz com esse reencontro... você entende que isso não pode acontecer, não é?

— Claro que pode. Eu me demito. Agora. Não quero ter mais nada a ver com o FBI, nem com qualquer necessidade de vocês.

— E vai fazer o que? Você não tem identidade, não tem um trabalho sem nós. Não vai conseguir ir a lugar algum sem nada disso. O que você pode oferecer a Sara, sendo um indigente?

— Só o que ela me pede... meu amor...

— Quero ver até onde esse amor vai levar vocês dois, Gil...

— Sabe Gus?- Gil respondeu, dando as costas para o amigo a fim de recolher seus pertences- Eu já arrisquei muitas coisas na vida em nome de alguma coisa... um amigo, a pátria... mas eu nunca arrisquei nada por amor... e no fim- Gil encarou seu amigo novamente- nada me parece mais certo do que arriscar tudo por ela. Adeus, meu amigo.

Gustav observou embasbacado o seu amigo sair do quarto que eles dividiam. Aquele não era o homem que ele conhecera. O homem racional que era Gil teria ponderado suas palavras e teria feito o que era certo. E somente um encontro com uma mulher provocara aquela mudança drástica nele. Ele nunca vira Gil tão emotivo quanto naquele momento. Nem quando recebera a notícia da morte da mãe Gil modificara seu comportamento.

Gustav não conseguia entender qual a força que movia o amigo naquele momento... talvez porque ele mesmo nunca tivera uma paixão avassaladora. Amor não era a palavra favorita em sua profissão, e a prova estava saindo de seu quarto naquele exato momento. Gustav nunca se arrependera disso, até aquele momento... e o pior era saber que Gil não conseguiria ir longe com seu plano, pois sair do hotel sem estar acompanhado por um agente do FBI seria impossível para aquele homem...

William suspirou profundamente. Não gostava de lembrar daquele tempo, nem daquele homem. Pois que ele nem conseguiu fazer o caminho de volta ao quarto de Sara. Assim que saiu do elevador no andar certo, ele foi abordado por 2 agentes do FBI, que o escoltaram à força para uma de suas viaturas. Gilbert ficara com tanta raiva daqueles homens, de seus chefes e de Gus que quase foi preso por desacato a autoridade. Sua salvação foi Gus ter intercedido por ele, embora isso ele não sabia. O escritório lhe fizera uma oferta que não podia recusar. Ele não trabalharia mais como agente, mas também não poderia por os pés novamente nos EUA. Se ele quisesse trabalhar fora do FBI, teria que fazer em outro país, com outra identidade. Foi uma decisão difícil, pensar em abandonar seu país daquele jeito...abandonar Sara... mas também, ele não via muita saída. Sua amada Sara devia odiá-lo agora, por mais uma vez ter feito uma promessa que não cumpriu. Ele não via como poderia pedir perdão a ela após mais uma “traição”.

Como toda vez que lembrava de seu passado, um gosto amargo tomou conta de sua boca, e o café já não era tão apetitoso quanto antes. Tomou o último gole rapidamente e amassou o copo, jogando-o na lata de lixo ao lado. Levantou-se e apalpou os bolsos do seu casaco, procurando por seu celular. Como não o achou olhou em direção ao prédio que abrigava o Departamento de Ciências Naturais da Faculdade. Ele tivera uma reunião mais cedo com o reitor e provavelmente deixara seu celular na sala. Respirando profundamente, William refez o caminho de volta, torcendo para não encontrar nenhuma alma interessada em conversas. Ele só queria naquele momento sua cama e a solidão.

Por sorte, o caminho até o escritório do reitor foi rápido, mas ao chegar lá a secretaria o avisou que o Dr. Kats estava em reunião com um novo professor de graduação. William resolveu então não esperar. Pensou que seu celular não faria tanta falta assim em duas semanas de férias. Mas antes que pudesse sair da sala a porta do escritório se abriu. Abrindo um novo mundo de possibilidade para duas pessoas.

William não podia acreditar em seus olhos. Ali, conversando despreocupadamente com o reitor Kats estava a única pessoa no mundo que podia causar tanta emoção para ele. Sara... sua Sara, sua amada... como poderia isso?

—William, que surpresa vê-lo ainda por aqui!- exclamou o reitor- Achei que só o veria depois do recesso.

Sem conseguir tirar os olhos da morena, William se recompôs um pouco para responder.

—Ah... sim... eu já estava de saída mas acredito que esqueci meu celular em sua sala...

Kats não pode deixar de reparar na maneira peculiar que as duas novas contratações do departamento se encaravam.

—Bem, fique à vontade para procurar na minha sala. Mas antes, eu devia apresentar nossa nova professora, mas pelo visto...

—Sim, já nos conhecemos- William completou, e achou providencial que o encontro surpresa tenha deixado Sara muda... ele precisava salvar seu disfarce com uma história convincente. Optou então por uma meia verdade- Nos conhecemos em Harvard, para falar a verdade. Ela foi minha aluna por um tempo. Uma aluna brilhante, diga-se de passagem....

Kats achava que havia mais nesse conto, pelo simples fato de Sara ainda parecer em estado de choque com o encontro. Os dois homens ficaram em silêncio por um minuto, como se esperassem que Sara falasse alguma coisa. Como ela nada fez, Gil achou melhor intervir.

— Como tem passado, Sara? Tudo vai bem, eu espero?- ele disse enquanto pegava uma das mãos dela em um gesto cordial, esperando tira-la do transe que parecia ter sofrido.

—Ah... sim, bem... William.

— Will, vamos buscar seu celular. A senhorita Sidle não se importa de esperar um pouco, não é? Eu prometi a ela uma visita pelo Campus, para que ela se ambiente.

—Eu espero.

Kats abriu a porta de seu escritório e Gil o seguiu, encontrando rapidamente o aparelho sumido na cadeira que ele ocupara mais cedo. Antes de ele sair, porém, o reitor precisou atender uma ligação de alguém importante, e Gil resolveu aguardar lá fora.

Quando os olhares dos dois se encontraram novamente, Sara parecia ter se recomposto. Sob os olhares curiosos da secretária, a morena se aproximou de seu antigo amor e falou muito baixo.

—Eu não acredito que você está aqui... de todos os lugares no mundo para onde você poderia ter desaparecido...

— Parece que não importa aonde eu vá... você sempre está lá.

Kats reapareceu naquele momento, pedindo mil desculpas pelo atraso.

—Não tem com o que se preocupar. Eu e ... William estávamos pondo o papo em dia.

—Que bom, que bom. É sempre bom ter alguém conhecido quando se muda para outro lado do mundo não é?

—Com certeza.

—Bom, vamos indo, srta Sara, temos muito o que ver e... ah droga! Com licença, preciso atender.

Gil viu uma oportunidade de ouro ali.

—Ah reitor, se estiver muito ocupado eu posso mostrar o Campus a Sara...

—Ah, William... seria uma gentileza... esse pessoal do Conselho de Diretores está querendo me tirar do sério... a senhorita não se importa, então?

—Não.

—Ótimo, então....- mais uma vez o telefone de Katz tocou e o cortou. Com o reitor entrando mais uma vez em seu escritório, Gil colocou sua mão nas costas de Sara e a guiou para fora da sala, desejando um feliz natal a secretária, que continuava a encara-los com curiosidade.

Somente quando estavam a uma distância considerada safa que Sara se desvencilhou de Gil.

— Você quer mesmo me apresentar o Campus, é isso mesmo?

—Bom, se vai trabalhar aqui é bom que conheça...

—Não me venha de gracinhas, Gilbert!

—Sara!- ele repreendeu a mulher- Se você prefere, então vamos a um local mais seguro para conversar.

E guiou a morena até o banco que ocupara mais cedo. Com o frio que fazia ele estava seguro que os alunos fossem escolher ficar dentro dos aposentos mais quentes do campus.

— Então.... honey....

—Gil, desculpe se fui rude antes- aquilo surpreendeu o antigo perito. Ele imaginava raiva vindo dela, e não aquela contrição- Eu... sei que você escolheu ficar comigo naquele dia...

—Mas como? Eu não tive chances de falar com você, de explicar.

— Seu parceiro fez isso por você. Ele disse que você teve que ser levado embora a força. Que era importante que ficasse com o FBI, e blá,blá,blá....

—Eu nunca devia ter confiado em Gustav, Sara.... se não fosse isso...

—Mas não adianta se arrepender, não é? O que está feito está feito...

O silêncio foi a única resposta que Gil poderia dar àquela pergunta. Mesmo tendo escolhido ficar, ele logo quebrara a promessa explícita que fizera à Sara. Ele não sabia como ela ainda conseguia olhar para ele. Em seu lugar, Gil não saberia se faria o mesmo... Em meio a seus devaneios, Gil foi surpreendido pelo toque suave da mão de Sara em seu rosto. Ele queria muito estar em algum lugar quente agora, onde pudesse retirar a luva da mão da morena e lhe beijar o dorso, e sentir aquele maravilhoso cheiro de lavanda que parecia sempre emanar de sua pele.

— Não posso, não podemos mais viver no passado, Gil... eu me prometi isso, quando aceitei fazer essa mudança- como sempre, Sara tirava palavras do silêncio de Gil. Quando ele não sabia o que dizer, ela vinha e lhe dava uma oportunidade de recomeçar.

—E falando nisso, por que está aqui? Além do óbvio, é claro...- Gil perguntou, um meio sorriso no rosto.

— Mudanças, como disse anteriormente. Eu... não podia mais ficar em Las Vegas, sabe? Era como se todo o lugar que eu fosse, você estava lá, sabe? E depois que eu descobri que você estava por aí,sabe... vivo... mas que não podia estar comigo...bem, ficou pior. E eu decidi que era melhor vir para um lugar que não me lembraria você... o que ironicamente...

O casal trocou um sorriso... era irônico pensar que eles se reencontrariam do outro lado do continente, quando o que Sara só queria era se afastar dele.

— E quanto a você?

—Bem... eu estou aqui porque também queria me livrar do passado. Melhor, porque fui obrigado a me livrar do passado. Quando o pessoal do FBI me arrancou à força do hotel exigi que eles me levassem para o chefe da minha divisão. Naquela época eu estava trabalhando na sede em Washington, na academia do FBI. Treinando novos recrutas para fazer o que eu fazia.

— Não entendo por que você faria isso, Gil. Voce não disse que foi o pior erro de sua vida? Por que estava ajudando a formar mais pessoas em algo que você detesta?

— Pois por pior que a experiência tivesse terminado para mim, Sara, ainda há pessoas que tem o perfil para isso. Jovens como Gus... que precisam da adrenalina e do senso de importância que trabalhar numa organização como aquela proporciona. E também não posso dizer que o trabalho foi de todo ruim para mim... eu só descobri tarde demais que aquela vida não me traria felicidade... então, trabalhando como professor, pensei que pudesse ajudar aqueles jovens idealistas, como eu fui um dia. Ajudá-los a entender como era aquela profissão realmente...

— Então ao menos você estava fazendo algo para aliviar sua consciência...

—Sim, e aquilo funcionou para mim, até você aparecer. Você tem noção que é a única pessoa capaz de mudar minha visão de mundo, Sara? Toda vez que você reaparece na minha vida... eu quero largar tudo e te dar tudo o que eu tenho... Então, quando mais uma vez eles ficaram no nosso caminho... se eu não podia ter você... bem, eu também não queria mais ter nada a ver com eles... Então eu fui até o meu chefe, preparado para comprar a briga do século. Exigindo que eles me mandassem embora, e , sem nem mais nem menos, ele concordou. Assim, depois de cinco anos fodendo a minha vida... ele me liberou.

—Mas por quê?

—Não faço ideia... talvez ele tenha crescido uma consciência... não sei... mas então, eles criaram um professor pós-graduado em criminologia. Toda a papelada que eu precisaria, eles me deram, e me enviaram para cá... do outro lado do oceano, pensando que assim teria menos chances de eu encontrar alguém conhecido...

Sara balançou a cabeça, pela primeira vez se divertindo com a situação.

—Eles não teriam ideia de que, ao que parece, nosso destino é estar juntos...- Sara falou encarando a Gil. Ela queria ver qual a reação que suas palavras trariam naquele homem, e não se desapontou. Se até aquele momento ele levava no rosto uma expressão séria, ela pode ver um sorriso surgir no canto de seus lábios, acompanhado por um brilho diferente em seus olhos. Um brilho que ela vira havia uns 6 meses, no quarto de um hotel em Washington.

—Sara... será que eu posso te levar para um outro lugar?- quando ele falou, foi com a voz em um tom mais baixo, que fez uma onda de calor passar por seu corpo .

Sem condições de falar, Sara simplesmente assentiu com a cabeça e os dois se levantaram rapidamente. Gil passou um braço pelos ombros de Sara e a guiou pelas ruas até sua casa, que ficava bem próxima ao Campus. Depois disto o casal não foi visto por muitos naquele recesso de natal.