Sem mais desculpas. Sem arrependimentos.

46 Capítulo quarenta e seis - Surpresa, baby!


Notas iniciais
"Benjamin recebe seus amigos em casa para comemorar seu aniversário, além da sua família. E recebê-los ali depois de descobrirem sobre ele e o Yuri acaba criando um obstáculo de início. Que ele deve fazer? Agir como se nada tivesse mudado? Ou aceitar a realidade?" — Olá, meus amores! Não sabem a alegria de poder publicar esse capítulo fresquinho para vocês. Queria estar ao lado de cada um para ver a emoção. Como havia prometido, essa história não morrerá sem um final. Afinal, são quase 2 anos já! — Me desculpem pela demora, espero não decepcioná-los novamente, mas andei muito ocupado com várias coisas além da faculdade que estava me consumindo bastante dedicação. * Não deixe de dar seu feedback sobre o capítulo. Sem dúvidas, ele me fará escrever mais para vocês e muito rápido, hahaha. (óia a chantagem, Pety) ♥

Benjamin já sabia que iria terminar aquela ligação com o pai sem ter coragem para contar o que escondia de toda sua família. Ele simplesmente travou no momento em que tinha decidido revelar seu amor pelo melhor amigo, foi como se alguém tivesse posto uma arma contra sua cabeça e lhe dado a ordem de não fazer aquilo.

O menino prometeu ao seu pai que contaria tudo pessoalmente para ele quando os dois ficassem a sós. Ele se deu a desculpa que seu pai entraria numa sala de cirurgia para salvar a vida de alguém e conseguiu escapulir pela tangente.

Já havia quase dez minutos que Benjamin Furlanetto encarava seu reflexo no espelho com respingos de pasta de dente. O rapaz já havia lavado o rosto pelo menos quatro vezes desde que escovara os dentes. Ele não sabia bem o motivo para se sentir preso a sua própria imagem, embora desconfiasse que a razão fosse por não reconhecer aquele jovem de dezenove anos em sua frente.

Quando se preparava para entrar na ducha finalmente, a sua mãe bateu na porta do quarto enquanto gritava:

— Ben, a sua melhor amiga já está lá em baixo, então se apresse no banho para descer e poder receber a todos.

O menino só se deu conta de que já se passava do meio dia e meia quando terminou a ducha e começou a se vestir. Aquele relógio digital, na cabeceira da cama, sempre parecia conspirar contra ele – seja na hora de levantar nas odiadas manhãs de segunda-feira ou na hora de ir dormir já passado das duas horas da madrugada após uma conversa quente com o Yuri em pleno dia útil.

— Relaxe, Benjamim, relaxe! É só um churrasco de aniversário, o que poderia dar errado? – sussurrou ele para si mesmo ao checar seu penteado de cabelo em frente ao espelho no corredor, em frente à porta de seu quarto.

Ele deu de cara com seus dois priminhos gêmeos, que brincavam de carrinho no topo da escada. Os dois eram as crianças mais lindas que você poderia ver, mas para Ben se tratava apenas de dois endiabrados loirinhos.

Ainda da escada, reparou que as coisas na varanda e no quintal já estavam bem organizadas. Sua mãe e tias haviam tirado as mesas de plásticos do porão e as montado ali fora para seus amigos se aconchegarem enquanto comiam e bebiam.

Bárbara estava na cozinha, ajudando a Marisa e a avó materna do amigo a temperarem as carnes. No píer, onde ficava a churrasqueira da casa, o marido da sua tia trabalhava com o carvão. Ele percebeu que todos estavam bem focados com o que aconteceria em breve, menos o próprio aniversariante.

— Oi, meu amor! Parabéns pra você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida— berrou Bárbara, vindo para cima do amigo, armando os braços para dar um abraço apertado.

Ben ficou sem jeito por sua mãe e avó estarem ali, mas mesmo assim retribuiu o abraço da amiga e a cobriu de beijos.

— Eu te amo para valer! Conte comigo para o que der e vier, ah, você já sabe bem disso, né?

— Sua palhaça, eu também te amo!

— Estes dois tem uma amizade tão linda, Mari. Me lembro bem dos dois no aniversário do Benjamin de dez anos... Como o tempo voa, meu Deus!

— Dona Zilda, o seu neto e eu temos a mais pura amizade e verdadeira de toda a terra – disse Báh, sem graça.

— Aquele japonesinho que sempre andava com vocês... qual é o nome dele mesmo?

O menino de olhos verdes olhou encabulado da avó para a amiga depois de ouvir a velha fazer a pergunta. Ele deu uma rápida coçada na sua franja de nervoso.

— É o Yuri, mamãe. Eles ainda são bons amigos, não é mesmo, Ben?

Ele nem sabe por qual razão tossiu, mas tossiu. A Bárbara percebeu o nervosismo aflorar no amigo.

— Ah... Uh... Arr...

— Eles são, sim, dona Marisa. Os dois são ainda mais inseparáveis hoje em dia pode acreditar em mim. – Benjamin apertou o braço da amiga sem medir esforços.

— Você não queria me mostrar uma coisa lá fora, Bárbara? – inventou o aniversariante, vermelho igual a um morango bem doce.

— É... É claro, Ben! Eu preciso de dar o presente de aniversário que eu e a minha mãe compramos para você.

— Por falar nela, não me diga que a treinadora deixará de vir ao churrasco do seu melhor atleta? – perguntou Marisa, jogando beijo para o garoto.

Ele achou a cena muito engraçada. Só que não riria da sua própria mãe.

— A minha mãe pediu desculpas, mas já tinha uma viagem marcada para Porto Alegre neste mesmo final de semana.

— Poxa, que pena, Bárbara. Adoro sua mãe e sinto falta da proximidade que tínhamos na faculdade. – Marisa trouxe à memória alguns momentos da sua amizade da juventude.

Finalmente, Benjamin conseguiu tirar a amiga da cozinha e sumir do alcance dos olhos da sua mãe e avó. Os dois amigos ficaram lá no quarto dele até o momento em que alguns amigos começaram a chegar.

Nesse meio tempo, ele pôde desabafar para ela o que tinha acontecido na UFSC com Yuri e como estava apreensivo por ver a Fernanda e o Josh, já que agora os dois sabiam de tudo. A Báh aconselhou para que ele agisse naturalmente como se nada tivesse acontecido e que se questionado por algum deles, que dissesse a verdade e pronto.

A ruiva também ficou furiosa com o Frederico e confessou não conhecer mais um dos seus melhores amigos de infância. Só que ela pediu mais tolerância por parte do menino de olhos verdes e do japonês em relação a devolver os ataques com agressão física.

Joshua e sua namorada foram os primeiros a chegarem depois da Bárbara lá pelas duas e meia. O tio do Ben já tinha assado alguns bons pedaços de filet e linguicinhas. O amigo foi totalmente discreto, não quis tocar no nome de Yuri ou fazer qualquer menção a briga dele com o Ed.

Logo, foi a vez do Arthur aparecer na festa acompanhado de sua nova ficante. A Bárbara tentou não se sentir acuada ao cumprimentar o ex-namorado e a menina que estava com ele. Uma menina de pele castanho-claro, cabelos pintados de azul-escuro.

— Ah, pessoal, esta daqui é a Helena. Helena, este aqui é o meu pessoal – apresentou o precoce assim que chegaram. – Ela estuda Educação Física na UNISUL e compete com natação também.

Os avós paternos do aniversariante chegaram acompanhados de uma tropa da família Furlanetto. Seus avós moravam na Serra Paulista desde que o filho-do-meio passou na residência de cirurgia cardiovascular no HU da UFSC e se mudou para cá.

O Ben não via-os há um ano e meio. Eles roubaram o menino por vários minutos, interrogando tudo que podiam, tanto sobre o sequestro relâmpago; sobre os estudos e finalmente sobre as namoradinhas do jovem rapaz. Outra vez, essas perguntas fizeram o de olhos verdes entender que talvez ninguém da sua família apoiaria seu romance com o melhor amigo.

Por falar no Yuri, ele demorou muito para chegar. Antes mesmo dele, a Fernanda apareceu acompanhada do novo namorado, um tal de Lucca Ferreira, que todos chamavam apenas por L, e a Beatrice, a irmã mais nova da garota.

Mesmo sem a aprovação da Marisa, os amigos do filho aumentaram o volume do aparelho de som, conectados ao Spotfy e ficaram responsáveis pela seleção das músicas. As caixas de som estavam conectadas ao Ipad da Fernanda via Wireless.

O Yuri chegou em torno das quatro horas acompanhado de sua irmã e de seu cunhado. O japonês cumprimentou todos os amigos antes de cumprimentar o seu namorado que estava todo sorridente ao ver o que ganhara dos três, um box de livros em inglês do Sherlock Holmes.

O abraço que Benjamin trocou com o melhor-amigo-namorado foi um típico abraço discreto, mas cheio de tesão e amor, e para provar isso, o aniversariante teve uma ereção após deslizar algumas vezes sua mão pela cintura esbelta do oriental, escondida pelos shorts de pano escuro.

— Eu me atrasei porque tive que ir ao aeroporto com a Yumi para buscar o Camilo – explicou o japa, surrando no ouvido do namorado, ainda quando se abraçavam. – Feliz aniversário mais uma vez! Eu quero que saiba que te amo muito e que pretendo passar todos os vários outros aniversários seus juntinho de você, meu amor.

— Japa, eu também te amo. Queria poder te dar um baita beijo aqui e agora mesmo.

O outro apenas respondeu arrastando sua bochecha com barba por fazer na do Furlanetto. A Yumi acreditou mesmo que os dois ousariam e selariam aquele abraço com um beijão, que só aconteceu na sua mente.

— Pensei que você não viria, japa – comentou o Arthur no momento em que os orientais se juntaram aos amigos no gramado.

— Achou mesmo que o Yuri iria perder a festa do Benzinho? Bem capaz, né, Thur – provocou Fernanda sem nenhuma maldade mesmo assim o japa já ficou irritado, entendendo aquilo como uma provocação.

— Ben, eu não me lembrava mais que sua família era tão imensa assim – disse Yumi assim que o menino de olhos verdes puxou uma cadeira para ficar com os amigos.

— Pra te falar a verdade, nem eu, Yu, nem eu me lembrava mais disso. Já tinha uns quatro anos desde que eles todos não se reuniam e nem todos estão aqui graças a Deus – respondeu ele, olhando para os lados e vendo quanta pessoa havia reunido mesmo contra a sua vontade.

— Quem está no comando das músicas?

— Eu, Yumi, por quê? – A Bárbara sorriu para a menina esperando algum julgamento.

— Ah, pra colocar aí aquela música nova da Anitta...

Bang, Bang? – emendou a Fernanda.

— É pra já! – concordou Báh, procurando essa música no Spotfy. Depois que encontrou e deu o play, a garota ruiva soltou: – Bora dançar, garotas!

Os rapazes começaram a dar muita risada e a provocá-las enquanto tentavam criar passinhos para a coreografia da música. As duas primas do aniversariante que acompanhavam a Cora, a mãe do Manuel, se juntaram as quatro meninas.

— E como está o curso, Precoce? – indagou Benjamin. Fazia um bom tempo desde que os dois se viram pela última vez.

— Pra te falar bem a verdade, odiando. A primeira fase da Medicina é um grande bosta e nossos professores são os piores possíveis. Poucos se preocupam de verdade com a saúde mental e física dos seus estudantes.

— Precoce, tais tolo? Assim vai desanimar o Benjamin antes mesmo de ele entrar na faculdade – praguejou o Arthur, socando a coxa do amigo, que estava sentado ao seu lado.

Os meninos começaram a rir muito alto tamanho foi a espontaneidade daquela agressão. Obviamente o Joshua ficou com cara de bravo, mas logo também começou a rir.

— Ué, eu precisava ser honesto. Não sei como o japa ainda não tinha avisado ele – continuou o mineiro.

— Vocês está se esquecendo que sou japonês? A minha raça nunca reclama de porra nenhuma, mesmo que as coisas estejam à deriva – brincou Yuri, sem parar de gargalhar.

— Seus jegues, eu não vou mais prestar vestibular para Medicina. Vou fazer Direito agora.

O Arthur e o Joshua entreolharam-se incrédulos. Os dois sabiam que o menino de olhos verdes desde a infância repetia que seguiria a profissão de seus pais, aliás, até o início daquele mesmo ano, ele repetia aquilo.

— Caralho, Ben. A gente ter cortado nossos futebóis quase que semanais é o culpado por esta desconexão – aproveitou Arthur, tentando incentivar o grupo de rapazes a voltar com tudo.

— Galera, vamos marcar um futebol nesta semana que vai entrar? Eu consigo a quadra do meu condomínio – sugeriu Yuri, vendo o irmão do Benjamin se aproximar por trás da Bárbara e beijando-a no cangote. Ele ficou preocupado com a reação do Arthur, que também assistiu a mesma cena, mas que pareceu nem se importar. Depois, o Miguel veio em direção ao grupinho dos rapazes sentados perto da piscina coberta por tapumes.

Bora marcar para essa semana, sim. Assim o Camilo e o Lucca também podem jogar com a gente – concordou o Ben em nome de todo o resto e querendo incluir os dois rapazes.

— Jogar o que, rapaziada? – intrometeu-se Miguel, puxando uma cadeira de praia para se sentar.

Benjamin odiou a ideia de ter seu irmão jogando com eles, mas seus amigos não lhe deixaria mentir para o irmão. Então ele respondeu:

— Queremos jogar uma bolinha esta semana no condomínio do japa.

— Massa! Se precisarem de um atacante no time, estou aqui – convidou-se ele para o descontentamento do Arthur e do Ben.

O irmão do doutor Manuel se aproximou deles com uma caixa de isopor.

— Vai uma geladinha aí, marmanjada?

Eles ficaram eufóricos com as latinhas geladas de cervejas.

— Não tem ninguém de menor aqui, né? Não quero incitar o uso de álcool com os menores.

— Só tem o precoce – caçoou o japa para a surpresa do grupo. Todos sabiam que o Yuri era o mais centrado do grupo e o que menos puxava brincadeiras.

Todo mundo riu da provocação, menos o Joshua.

— Vai tomar no meio da sua buceta, filha da puta, eu completei dezoito anos em abril – retrucou em tom de brincadeira e caindo na provocação. Foi aí que a algazarra só se intensificou.

— Que balbúrdia é essa, molecada? – perguntou Bárbara saindo da roda de dança das meninas e sentando-se no colo do Miguel.

O Yuri apertou a coxa do Arthur, tentando atrair sua atenção e puxando um assunto paralelo com ele.

— Ronsoni, volta imediatamente para cá, sua ridícula— berrou Fernanda, se aproximando deles só para puxar a melhor amiga pelos punhos.

Aí, vaca! — urrou a ruiva ao ficar de pé por força.

O namorado da Fernanda deu um tapa na bunda da garota a tempo antes de ela voltar para onde as outras meninas estavam se acabando com uma playlist da Anitta.

— Estas gurias tão de avacalhação com a nossa cara, né? – gritou o Joshua para que elas ouvissem. – Só vai tocar Anitta, porra?

— Cala a boca, precoce – retrucou Fernanda, mostrando o dedo do meio para ele em resposta.

Benjamin viu sua mãe chamando ele com um gesto de mão. Ela estava sentada à mesa com sua mãe, sogros e outros da família no píer da casa. De onde podia ver tudo que estava acontecendo lá em baixo, perto da piscina.

Ihh, fodeu. A dona Marisa vai dar uma mijada no Ben — provocou o Arthur quando o amigo se levantou e foi até sua mãe.

A médica encontrou o filho na escada que vinha da grama para o píer e o puxou para um canto da sala. Não queria que sua família a ouvisse reclamar:

— Benjamin, já deu, peça por favor aos seus amigos para que parem de gritar tanto palavrão e que se comportem mais como crianças que foram educadas. Seus avós e tios estão aqui comigo, eles não precisam ouvir tudo isso, né?

— Mãe, pra começar esta festa foi ideia toda sua – retrucou sem perceber no corte que havia dado nela. – Então não tenho como evitar que eles bebam, comam carne e se divirtam. O papai disse que isso lhe daria dores de cabeça, agora, vai ter que aguentar.

A mulher engoliu aquilo tudo com desprezo, mas sabia que ele estava certo. Foi tudo sua ideia.

— Tá, mas peça para que eles falem mais baixo pelo menos. Não estou pedindo nada demais. Nós também queremos conversar aqui em cima e sem muitas interferências.

Antes de ele voltar para a roda dos amigos, Marisa deu uma bandeja com vários pedaços de Filet e linguiças assadas. As meninas se juntarem a eles depois que o japa foi lá na roda delas para dizer que o Benjamin estava lá em cima conversando com sua mãe. Elas ficaram bastante preocupadas, então também trocaram as músicas e baixaram um pouco o volume das caixas de som.

— Vamos nos comportar, Benzinho – prometeu a Báh assim que o aniversariante voltou. Ele começou a rir da atitude delas.

— Porra, também não era para tanto. Minha mãe não é um demônio como parece...

— Vai nessa, Benjamin. Sabe bem que quando ela quer, ela ganha um Oscar de melhor intérprete... – corrigiu Miguel com convicção, e todos voltaram a gargalhar bem alto.

Quando todos já estavam com várias conversas paralelas, a Fernanda sem derrubou sua latinha de cerveja no colo do Yuri. Ela estava distraída e conversando com Bárbara, Lucca e Melanie quando isso aconteceu.

Caralho, Fer – se irritou o japa, que foi interrompido da sua conversa com Camilo, sua irmã e Joshua. Eles estavam falando sobre o trancamento do semestre da Yumi para ficar com seu irmão. – Tu achas que moro aqui para ter várias calças para vestir, né?

— Relaxa, japa... mas eu moro, te empresto uma calça minha – disse Benjamin, saindo da sua conversa com o Arthur e Helena.

— Eita, Yuri, quanta grosseria. Não fiz de propósito – protestou Fernanda.

— Vamos lá no meu quarto que tu escolhes o que quiser – sugeriu Benjamin, saindo na frente. A Bárbara fez uma cara de safada para o menino de olhos verdes, que sorriu antes de afastar.

— Que aconteceu, filho? – perguntou Marisa quando viu seu filho e o amigo encharcado dele entrando na sala. Ela estava saindo da cozinha bem naquele momento.

— Ah, a Fernanda derrubou sem querer cerveja nele.

— Quem nunca fez isso, né, Yuri? – comentou ela. – Ben, antes de subir avisa seus amigos que daqui a vinte minutos o almoço já será servido.

Ele foi até a porta de vidro da sala e gritou:

— Ô, cambada de morto-de-fome, o rango vai ser servido daqui a pouco, então se controlem na quantidade da cerveja aí. – Seus amigos vibraram como se fossem uma torcida de futebol no estádio de futebol após seu time do coração marcar aquele gol suado. Ben viu seus avós e tias acharem graça daquilo.

— Benjamin, és um imprestável mesmo, hein... se fosse para gritar eu teria feito isso daqui – reclamou Marisa após ele voltar para dentro. – Yuri, olha só o amigo que você foi arranjar – brincou.

O japonês riu.

— Eu já vi ele fazendo coisa bem pior, dona Marisa. – E eles voltaram a rir.

Quando o Yuri subia a escada na frente do aniversariante, Benjamin agarrou suas nádegas redondas e carnudas.

Tais, louco, Benjamin? Sua mãe estava ali na sala.

O guri riu, achando graça.

— Relaxa, ela nem viu nada, meu samurai gostoso.

Quando entrou no quarto, fechou a porta e empurrou o quadril do namorado contra a parede, mordiscando seu queixo e bochechas.

— Estava que não me aguentava mais em ficar longe dessa boquinha perfeita – sussurrou Benjamin. – E você ainda ficou bravo com a Fer. Eu tenho é que agradecê-la por essa escapadinha.

— Estou percebendo mesmo – concordou Yuri, pegando no pênis já em plena ereção do garoto. – Me beija, porra.

Os dois trocaram um beijo bem delicioso, que enrijeceu todos os pelos no pescoço do Furlanetto e nos braços do Takashi.

— Eu te amo tanto, caralho— confessou o de olhos verdes, repousando em um abraço bem forte. Queria sentir todos aqueles músculos bem treinados do namorado enquanto se espremiam no canto do quarto.

Yuri girou o corpo do Ben, pressionando ele agora naquela mesma parede. Só que o rapaz deixou o namorado de costas para ele, assim conseguiria beijar sua nuca enquanto atritava seu pau naquela bundinha macia.

Seu desejo foi atendido mesmo sem precisar dizer nada: Ben baixou seu shorts e cueca, desnudando seus glúteos brancos e em formato de pera. Aquilo encheu os olhos e as mãos do oriental, que continuou molestando aquela bunda sem tirar seu pênis para fora.

Cansado de esperar, Benjamin forçou-o a baixar a calça molhada e a cueca, rebolando sua bunda a fim de sentir a pele quente do pênis do japa. Quando foi penetrado pela primeira vez, soltou um gemido de dor e prazer, porém logo relaxou aquela musculatura para aproveitar cada socada gostosa que o outro dava nele. Yuri começou a chupar o lóbulo da orelha do Ben ao mesmo tempo em que masturbava-o deliciosamente.

Os dois sem dúvidas estavam curtindo aquela rapidinha enquanto o mundo continuava a todo vapor lá em baixo.

Notas finais
O que acharam do retorno da Fic? Ansioso para saber como o Ben se abrirá com sua família? ♥