Notas iniciais
Olá garotas e garotos. Hoje é quinta feira, e não é dia de Sem Escape, mas a gente resolveu postar. Aí você me pergunta... Porque vocês estão adiantando o capítulo Tia Paula????? A resposta é simples: Nós temos os melhores leitores do mundo , que comentam, favoritam e recomendam nossa história. É o nosso modo bobo de lhes dizer que somos gratas por cada um de vocês! Capítulo dedicado ao nosso leitor ( Que nos deixa constrangidas ao ler nossos hentais ) MARCOS MOREIRA

{segunda feira}

– Sasuke.... aqui… Ah! Aqui… não — Sakura já não estava mais em seu juízo perfeito.

Assim que Sasuke chegou no asilo, a puxou pela mão e praticamente a jogou no armarinho de produtos de limpeza e atacou a jovem. Os beijos quentes no pescoço e a mão atrevida mostravam a saudade que ele estava desde que não a vira no domingo anterior. Sakura não diria isso, mas ficou olhando para o celular de hora em hora.

Na noite passada ela havia pensado sobre o que estava acontecendo e se surpreendeu ao perceber que sua vida estava em velocidade máxima. Pegou-se pensando muito naquele cara chato que só abria a boca pra falar coisas egoístas e que… era charmoso pra caramba. Nossa, como ela pensou nele na noite anterior. Como pensou na complexa relação que formaram, na forma como ele completava ela, como conseguiam saber e sentir o que o outro sabia e sentia.

Como seus problemas sumiam só de estar na presença dele, como se os punhos dele livrassem o mal que queria cercá-la. Ele podia protegê-la.

Sentiu saudades da boca, do cheiro, dos braços, do peitoral… Se surpreendeu quando o viu entrando em passos rápidos e dando seu charmoso sorriso de canto a puxando de uma vez pelos corredores, a agarrando e não soltando mais. Agora não dava resistência ao clamor do corpo dele.

– É só uma rapidinha, ninguém vai nos escutar. — Sussurrou quebrando o clima. — Por favor Sakura, eu estou com saudades… — Passou as mãos calejadas pelo boxe nas alças da blusa fina da garota. — Por favor.

Sakura mordeu o lábio sentindo o sopro do pedido sussurrado fazendo seus pelos arrepiarem na nuca e nos braços.

– Droga Sasuke… — gemeu quando uma mordida na orelha a fez jogar a cabeça para trás enquanto mãos abusadas subiam por sua barriga. — Não faz tanto… ah… barulho. — se entregou passando a mão com gosto pelos braços musculosos.

Sakura tentou escapar, virando o corpo de encontro a parede, ficando de costas para o moreno, mas viu que a decisão havia sido um erro assim que o moreno colou seu corpo ao dela.

– Boa ideia, eu gosto dessa posição também. — escarneceu beijando o pescoço da Rosada.

– Sasuke — ela sussurrou sem muita convicção — Não podemos aqui...

– Quem disse que não? Eu não ouvi nenhum aviso de proibição. — Mordeu os lábios da garota de forma sedutora. — Um semana Sakura...Eu estou há uma semana.

– Sasuke… — ela gemeu quando a mão boba passou por partes que não deveriam naquele horário do dia — Você… Espera até a noite… — ela tentou negociar enquanto ele a beijava no pescoço.

– Não! — Apertou os seios por dentro da blusa da garota, satisfeito ao sentir a pele quente dela — Ninguém vai ouvir, vai ser rápido, quanto mais rápido você aceitar que isso vai

acontecer, mais rápido sairemos daqui, feliz e relaxados.

Sakura suspirou reprimindo o gemido enquanto a mão dele passeava possessivo por seu corpo. Não havia como argumentar mais, seu corpo a desmentia se jogando para trás tentando ter ainda mais contato contra ele.

– Droga, Sasuke! — ela sussurrou dolorosamente sentindo o volume dele prensado em sua lombar.

O arfar dele em seu ouvido a fazia ficar mais excitada, precisando dele ainda mais. O coração descompassava enquanto tentava se manter num ritmo saudável, mas sempre sendo pego de surpresa a cada mordida em sua orelha e cada aperto mais forte em seu corpo.

– Sakura, você está de vestido… — Sussurrou no ouvido da garota, os dedos traçando rota no corpo da garota. — Não teremos nenhum trabalho em…

Sakura não percebeu, mas de forma sutil os dedos do moreno se encontravam próximos de sua lingerie.

Sakura mordeu o lábio sentindo sua calcinha ser colocada de lado e um corpo másculo a prensar mais na parede arfando em seu ouvido obscenidades enquanto a estimulava, sentindo que o ato não era tão preciso.

A garota rebolou sobre o dedo dele suprimindo os gemidos que queriam escapar.

– Você ainda me mata…. Uchiha — ela sussurrou de forma sôfrega.

Sasuke não respondeu, estava ocupado demais abrindo o fecho da própria calça.

– Eu até vou te matar… — A sugestão de uma “morte” bem prazerosa indicada em sua fala. — Mas quando estivermos numa cama e com bastante tempo, por enquanto eu só quero te deixar relaxada… Só isso, nada demais.

– Aah! — ela deixou o ar escapar quando sentiu a mão dele enlaçar sua cintura a puxando para que se empinasse para ele. — Me fala… que trouxe a droga da camisinha, Sasuke!

O moreno sorriu em sua orelha, não esqueceria jamais, na verdade já estava com o pacotinho em mãos.

– Isso responde a sua pergunta? — Pressionou o órgão já protegido em direção à garota. — Abre mais as pernas…

Sakura apertou bem a boca sentindo ele entrar. As mãos seguraram bem o seu quadril e começaram a ditar a velocidade dos movimentos. O medo de serem flagrados ali só deixava a experiência ainda mais deliciosa.

O moreno ofegou, sentindo um prazer tão distinto, algo que só achava em Sakura.

– Nossa. — Não conseguia formular nenhum fala e se sentindo chegar mais perto, se sentindo um adolescente de merda sabendo que iria durar muito pouco, mas aquilo de certo modo era culpa dela também, ela o havia colocado naquele jejum de uma semana.

– Mais rápido — ela pediu num fio de voz sendo atendida por um rugido rouco enquanto os dois enlouqueciam juntos.

Ela não conseguiria descrever, mas estar com Sasuke era como quebrar as barreiras, fazer as coisas erradas mas do jeito certo. Sua vida estava fazendo sentindo, seus pensamentos não a machucavam e seus sentimentos a acalentavam. Ela se sentia completa com aquele homem. Plena.

– Sakura, eu não vou aguentar muito…

O sussurro rouco e doloroso cheio junto com estocadas mais intensas. Sakura mordeu o punho fechado para não gritar e sentiu seu ápice chegar. Arfava satisfeita sentindo-o sair enquanto a alisava com a mão suada.

– Delícia… — ela deixou escapar encostando a cabeça na parede a sua frente enquanto recuperava o fôlego. — Estamos atrasados… — ela começou a reclamar ainda sentindo as pernas trêmulas e com a cabeça apoiada, mas Sasuke a virou para a sua frente dando um beijo faminto nela.

– Você é muito gostosa, só queria deixar isso claro. — Comentou arfando.

Sakura mordeu o lábio inferior o vendo de cima em baixo, feliz com o elogio safado dele e tentada a retribuir.

– Você sabe o poder que tem, Sasuke… — ela disse passando a mão pelo peitoral definido escondido pela camiseta.

Sakura abriu a porta dando as costas para ele como provocação, mas travou no lugar quando viu que tinham companhia no corredor.

A figura franzina se encontrava escorada na parede em frente a porta. Mei apertou os olhos ao ver Sakura e Sasuke saírem do armário de limpeza e viu na rosada sua grande rival.

Caminhou devagar, com ajuda de sua bengala, lhe dando um ar austero, estreitando o olhar para enxergar as roupas amassadas da garota. Mas por capricho decidiu se voltar primeiro para Sasuke.

– Vem aqui meu filho. — Pediu para o garoto abaixar sua cabeça, ficando em seu nível de altura. — Vocês homens são um bando de safados. — Aproveitou a distração dando um cascudo na cabeça de Sasuke e uma bengalada no meio de suas pernas.

O moreno urrou de dor, caindo de joelhos em frente a senhorinha, que sorria ao ver o Uchiha se contorcer.

– E você minha filha? Eu esperava isso de mim, não de você! — Recriminou a seu modo. — Eu vou contar pra Tsunade que a amada sobrinha dela anda fornicando pelos armários. Que pouca vergonha!

– Dona Mei… — Sakura mexeu as mãos apavorada em frente ao corpo, olhou para Sasuke pedindo um auxilio, mas o coitado estava escorando na parede sentindo a dor da bengalada — Por favor, não é o que a senhora está pensando… nós estávamos apenas… apenas…

– Transando, se comendo, gemendo, fornicando, virando os olhinhos, dando vazão ao fogo da juventude… Eu sei bem o que vocês estavam fazendo!

Sakura estava de boca aberta, atônita demais e assustada demais olhando a senhorinha enumerar nos dedos o que ela com certeza estava fazendo.

– Por favor, não conte à Tsunade… Por favor — Sakura implorou angustiada. Viu o olhar desconfiado da senhora em si e depois em Sasuke e teve um ideia — Se ela souber, ele nunca mais vai poder colocar o pé aqui… — apontou para Sasuke que resmungava e xingava baixo segurando seu amiguinho.

A senhora entendeu o que Sakura queria dizer e pensou onde a garota queria chegar, não queria perder seu colírio.

– Meu silêncio tem seu preço…

– Diga… — Sakura disse como incentivo tendo medo do brilho que cintilava daqueles olhinhos enrugados.


(...)

Ino havia acabado e chegar da faculdade. Jogou a bolso no chão e se jogou na cama, deixando seu rabo de cavalo pendendo da cama. Pegou seu celular para ver as notificações, e nenhumas elas fez o sorriso de Ino aparecer.



No facebook e no Instagram ela via as fotos de casais sorridentes, as amigas curtindo vidas em que ela não era inserida. Não tinha como.

Sentiu aquele buraco dentro de si e a solidão começou a cercá-la. Não gostava de se sentir sozinha, sempre que passava por isso pensava do porquê estar assim. As pessoas não gostavam tanto assim dela? Ela não era tão importante quanto elas eram para ela?

– Porra! Até a Tenten arrumou homem! — Reclamou frustrada.

Odiava a sensação de estar perdendo algo e não sabia nem o que estava perdendo. As amigas? Os passeios em casal? Sua fama de pegadora? Sua dignidade?

Odiava essa sensação latente de que para ser feliz é necessário estar amando. É possível ser feliz sozinha!

– Eu não preciso de homem pra ser feliz! — Falou alto pra si mesma.

O celular tocou o som de notificação no whatsapp e lentamente ela desbloqueou o aparelho para ver que a chamava. A surpresa não poderia ser maior. Até se sentou para ler novamente.

Visualizou a mensagem, não sabia o que responder. Sua luta por aceitação, por chamar atenção, por ter as pessoas a seus pés estava deixando-a deprimida. Gaara era a prova maior disso, depois de tudo o que fizera por ele e do que recebera em troca… Deveria estar radiante pelo pedido dele, mas não estava.

Ele estava online e logo um ponto de interrogação apareceu na tela, ele estava impaciente por uma resposta.

Ino respirou fundo e clicou no teclado para começar a responder. Mas responder o que? Ela não queria falar com ele. Não naquele momento.

Bloqueou o celular e pegou sua bolsa. Precisava limpar sua cabeça.

Dirigiu achando estar sem rumo, mas era óbvio a cada curva que estava indo para a casa de Sai. E tentava entender o porque daquilo.

Tocou a campainha e foi atendida por um garoto de dez anos, o menino era claramente irmão de Sai, o mesmo tom de pele pálido.

Ele a olhou curioso e torceu a boca de um jeito mal criado.

– Você é…? — ele perguntou desconfiado bloqueando a porta.

– Ino… quero ver o Sai. — Respondeu numa tentativa falha de sorriso.

O garoto sorriu de canto como se pensasse em algo maquiavélico, ele ia abrindo a boca quando Sai apareceu para ver o que estava acontecendo na porta de sua casa. Ino sorriu minimamente e deu um aceno curto e sem jeito para o rapaz.

– Sua namorada é gostosa Sai! — O garoto levou um tapa no nuca no mesmo instante.

– Cala a boca Hideki! — Brigou com o irmão. — Vai ver tv, ou jogar video game, sei lá… só me deixa conversar com a Ino.

O garoto resmungou um “tá” entrando na casa. Ino acompanhou o garoto com o olhar como uma tentativa para não olhar para o rapaz a sua frente.

– Er… podemos conversar num lugar mais confortável? — ela perguntou fingindo bom humor mostrando os saltos em seus pés.

Sai liberou a passagem na porta e a loira entrou envergonhada. A casa era simples e limpa, exceto pela bagunça no sofá, onde jogos eletronicos e restos de pipoca e refrigerante no chão. O som alto dos personagens do jogo de luta encheram o ambiente e Sai coçou a cabeça envergonhado.

– Desculpe a bagunça…

– Imagina — Ino balançou a mão olhando o ambiente familiar com curiosidade. Para ela, era gostoso aquele ar doméstico. Segurou as mãos em frente ao corpo tentando pensar no que exatamente fora fazer ali.

– Eu vou subir pro quarto Hideki, qualquer coisa me grita.

O garoto pausou o jogou e olhou para os dois.

– Vocês vão fazer sexo? Eca que nojo!

Ino olhou assustada para o garoto que fazia caretas e riu quando Sai jogou um objeto na direção dele dando as costas e apontando para o corredor para que ela o acompanhasse.

– Sai, se não puder falar agora… eu posso voltar outra hora e… — ela tentava falar enquanto o seguia.

– Calma Ino, ele é só um garoto e de certo modo, é até engraçado ver a inabalável Ino, ficando corada por um comentário bobo.

Abriu a porta do quarto dando passagem para a loira. Ino riu contida e balançou a cabeça deixando o rosto voltar a cor natural. Realmente naquele dia ela não estava preparada para aquele tipo de de piadinha. Ela observou o pequeno quarto com atenção e viu que o ambiente definia bem o dono: simples, prático, organizado e cheio de mistério. Havia uma cama de solteiro, um guarda roupas simples, uma escrivaninha com muitos livros que ela jamais viu, paredes limpas e um telescópio montada num canto.

Sai sentou na cadeira de madeira e fez um gesto com a mão, permitindo a loira a sentar na cama.

– E então? Em que posso ser útil?

Ino encarou o rapaz depois de se sentar na ponta da cama. Ah, ele poderia ser útil de várias maneiras, maneiras que ela logo espantou da mente. Ele estava sendo solícito, não estava olhando para suas pernas quando ela as cruzou, não estava a olhando com julgamento apesar do beijão que dera nele umas semanas atrás. Ela respirou fundo e deu uma risada sem graça.

– Desculpa te incomodar mas… — ela engoliu em seco, Sai dava a impressão de ser alguém confiável e sua sinceridade absurda fazia com que ela quisesse compartilhar seus pensamentos sabendo que teria uma resposta dele — Eu… só queria conversar com alguém. — confessou com a voz baixa.

Sai sorriu amigável, conseguia ver a solidão estampada nos olhos da garota. Pegou o porta retrato em sua escrivaninha e ficou a analisar o mesmo olhar, só que em outra mulher.

– Essa é a minha mãe, e o homem abraçado com ela, é o meu pai. — Entregou o retrato a loira.

Ino pegou a foto não entendo onde ele queria chegar, talvez estivesse tão sem assunto quanto ela, mas deu corda para ver no que aquilo ia dar.

– Você se parece bastante com ele — ela disse simpática vendo o homem de expressões sérias e cabelos escuros como o filho.

Sai concordou e prosseguiu a explicação.

– Você me faz lembrar a minha mãe, ela adorava ser o centro das atenções, vestia roupas que deixavam o meu pai cheio de ciúmes, encantava todos. — Os olhos vagavam pela foto, sem em nenhum momento olhar para Ino. — Mas era uma casca sem conteúdo…

Ino quase soltou a foto pela surpresa que as palavras dele a fizeram sofrer. Estava atônita e seu peito doeu. Não era aquela sinceridade que ela esperava, não queria ouvir aquilo.

– Você não tem o direito de falar isso de mim! — disse tentando recuperar seu tom agressivo e confiante.

– E o mesmo gênio irritadiço. — Riu como em uma piada interna. — Eu não estou te julgando Ino, só estou te contando a minha história, conversar… Não é isso que viemos fazer?

– Você está me… — ela iria dizer que ele estava a destratando, mas olhando para ele não viu que ele estava brincando, e no fundo sabia que era verdade. Respirou fundo e devolveu a foto para o rapaz — Continue…

– Minha mãe casou com o meu pai bem nova, meu pai era coronel reformado, um cara bonito, segundo a minha mãe, todas as garotas morriam por ele, e ela logo mostrou interesse nele, não por gostar realmente dele, até porque meu pai era uma pessoa, digamos, de difícil convivência. — Passou os dedos pela foto antiga com ar cansado. — Minha mãe casou com ele, pois ele era um bom partido, e o mais desejado, e a minha mãe gostava de ter o melhor, consegue perceber as similaridades?

Ino assentiu deixando suas defesas caírem para absorver o que ele queria lhe passar.

– E então? — ela perguntou erguendo os olhos da foto nas mãos dele e tentando capturar os olhos perdidos dele.

– Eu...Eu só percebi aos onze anos, eu nunca entendia a mania estranha que ela tinha de se maquiar, doses e mais doses de base, corretivo. Eu achava que era vaidade feminina, mas era pra cobrir os hematomas, meu pai agredia a minha mãe Ino, dia após dia. E ela aceitava…

Ino engoliu em seco olhando chocada e com pena para o garoto a sua frente. Ele estava inexpressivo, não mostrava nada em seus olhos, mas ela sentiu vontade de apertar sua mão e mostrar apoio para ele, e assim o fez.

– Eu sinto muito… — ela disse com a voz baixa — Ela largou ele?

Sai suspirou,era mais complicado do que parecia.

– Eu entrei nas aulas de boxe pra proteger ela, eu dormia pouco de noite, tentando ouvir algum som no quarto deles, até que um dia eu consegui intervir. Eu dei um soco de direita bem no queixo do velho, e sorri triunfante pra minha mãe, eu estava pronto pra dizer: “ Hei mãe, eu vou te proteger agora e para sempre”. — Um som anasalado foi ouvido, no claro desgosto do garoto. — Naquele dia ela me puxou pelo braço e mandou eu não me meter em seus assuntos. A minha mãe tinha a necessidade de que as pessoas acreditassem que ela vivia uma vida perfeita, um casamento perfeito. Ela adorava ser centro das atenções, a ponto de aceitar, a ponto de servir de capacho pro meu pai. A imagem dela era algo que ela levava mais a sério que a própria vida. Você consegue entender agora Ino? Consegue entender onde eu quero chegar?

Ino olhou para o chão quando os olhos inquisitivos acertaram os seus. Sua cabeça estava em guerra, muitas coisas passavam por ela, ela se identificava sim com a mãe de Sai, mas jamais se submeteria ao que ela passou. Olhou com certeza para o rapaz.

– Diga onde quer chegar com isso, eu posso ser tudo o que você disse e pensa de mim, mas nunca me deixaria passar por… tudo isso. — ela disse um pouco irritada.

– Você já faz e não percebe! — Foi curto e direto. — Você se impõe essa imagem de garota fútil, de mulher decidida, uma menina que pega todos os caras e não se importa com a opinião alheia. Você está atuando a tanto tempo nesse papel, que já não percebe mais quem é você! Minha mãe trocou sua saúde por uma imagem, por padrões idiotas estabelecidos por ela mesma. Você trocou sua liberdade, sua personalidade e virou uma Ino caricata.

Os olhos azuis estavam banhados em lágrimas, a boca entreaberta e as sobrancelhas juntas em sinal de tristeza. Doía muito, como se fossem facas lhe acertando o peito. Ele não demonstrava arrependimento do que havia falado, ela não conseguia responder. Não se importou com seu lápis borrando naquele momento, deixou que as lágrimas caíssem, como se para limpar a mágoa que sentia.

– Eu não quero Sai… — ela disse com a voz entrecortada — Mas eu preciso… Você não sabe o que eu já passei. As pessoas são cruéis, não se importam com quem você é, não querem saber sobre sua “beleza interior” — ela despejou ácida em meio as lágrimas do passado que a assombravam — Essa… casca, foi feita para não sentir o que eu senti. Para nunca mais ter que sofrer por não ser aceita, por ser feia aos olhos dos outros e ser excluída… Dói Sai — ela disse olhando fundo nos olhos dele — Eu não sou forte, nunca fui. Para pessoas como eu, como sua mãe, é mais fácil criar um personagem e depositar nele a confiança que você não tem. — terminou deixando os soluços escaparem.

Sai sentou ao lado da garota na cama e passou o braço pelos ombros dela, permitiu que a loira chorasse e se achegasse a ele, molhando sua blusa com lágrimas.

– Se fosse assim tão fácil, você não estaria chorando, você não estaria destruída!

Ino se segurou a ele em todos os sentidos. Sua cabeça estava escondida no peito do garoto e os dedos agarravam o tecido da blusa com força enquanto o corpo convulsionava pelo choro. Sua defesa enfim havia desmoronado. Toda a solidão que sentia, toda a tristeza que passara, todas as lágrimas que guardara… ela se desmanchava em frente a ele.

– Eu não quero… ficar sozinha, Sai. Não quero. — ela disse com a voz abafada — Quero que gostem de mim… que me amem…

Sai afagou os cabelos da garota, pensando em um modo de fazer Ino perceber que não estava sozinha. Suas mãos tocaram o rosto da garota que levantou os olhos para ele, em uma expressão terrivelmente triste. E Sai não teve mais dúvidas sobre o que teria de fazer.

Em meios as lágrimas e maquiagem borrada ele a beijou.

Ino não teve tempo para se surpreender. Os lábios quentes se separaram do seu tão rápido quanto os prenderam. O choro cessou de súbito e os olhos marejados procuraram por uma resposta naqueles negros perdidos.

– Sai…? — ela não sabia o que dizer, não sabia o que pensar. Mas conseguiu sentir algo que não conseguiria sentir se fosse dito em palavras: Ela não estava sozinha.


(...)

Mikoto fazia o almoço lembrando com certo nervosismo a conversa com o filho mais cedo. Lembrava bem de quando os garotos eram apenas crianças, tudo parecia ser bem mais fácil.

Mikoto sorriu ante a lembrança e se assustou ao ouvir o som de algo se quebrando no quarto do casal, subiu as escadas de dois em dois degraus e parou no batente da porta recuperando o ar, o vaso de flores antigo, que ficava ao lado da cama estava quebrado, Fugaku se encontrava em uma posição estranha, quase como uma criança encolhida em sua cama, de sua boca saíam sons estranhos, quase como e estivesse agonizando. Mikoto o chamou, tentou fazer com que o homem voltasse a si, mas para seu desespero, Fugaku não conseguia falar. A respiração tão descompassada que de longe ela conseguia ouvir seus ofegos cansados e ruidosos.

As mãos tremiam em busca do telefone, tentando acertar o número de telefone dos filhos, se odiando por ter pedido a Shisui que comprasse algumas coisas no mercado para ela.

– Fugaku. — Ela chamou com medo. — Por favor meu amor, pare com isso.Está me assustando.

O homem não respondia ao chamado de esposa. Seu corpo tinha espasmos enquanto caído e o cheiro forte de urina fez Mikoto quase tropeçar nas próprias pernas bambas quando viu seu chão se encharcar. Ela estava em panico, não lembrava mais o numero de ninguém, sua cabeça entrou em colapso, e num impulso, ela se jogou ao lado dele chorando convulsivamente tentando inutilmente levantá-lo.

– Alguém me ajude... — ela balbuciou vendo os olhos sem foco do marido — ALGUÉM ME AJUDE!

(...)

Sakura não trabalhava às terças, mas estava com medo. Os olhinhos indiscretos de Mei a perseguiram durante todo o dia no asilo. Sasuke não aguentou o assédio e teve que ir embora depois de ter a bunda apertada diversas vezes pela senhora tarada. O pior é que Sakura não sabia se ria ou se tentava colocar ordem no lugar.

Pois bem, a ameaça ainda estava em pé, e só tinha uma coisa que Mei queria para que não contasse tudo para Tsunade.

– Eu consigo uma dele sem camisa, mas de calça… — Sakura tentava desesperadamente barganhar com a senhora que mexia o chá de forma preguiçosa em sua cadeira de balanço.

– Sem camisa eu tenho. — A senhorinha sacou o celular e lhe mostrou fotos de Sasuke e Sasori sem camisa enquanto capinavam. — Quero nudes!

Sakura passou a mão na cara em desespero.

– A senhora percebe que ele está comigo né? Como eu posso dar uma foto dele… pelado? — Sakura argumentou mas a senhora deu de ombros — Ok, ok. E se for uma dele de cueca ou sunga? — tentou já pensando em como faria aquilo sem Sasuke saber.

– Agora você falou a minha língua, uma foto dele de cueca e a cueca também. Eu quero a cueca dele pra guardar de lembrança!

– Ai misericórdia!!! — Sakura ofegou passando a mão pelo cabelo de forma pensativa. Ela ia se arrepender disso, tinha certeza. — Ok, eu tiro a foto e… te dou a cueca. — suspirou derrotada.

Mei apertou as bochechas de Sakura satisfeita.

– Foi muito bom fazer negócios com você menina!

Sakura gemeu no grau máximo do arrependimento e saiu de perto da senhora que já murmurava seus planos doentios com a foto e a peça íntima do rapaz, quando o celular de Sakura tocou.

– Konan? Tudo bem? — atendeu estranhando a ligação da amiga àquela hora.

– Não amiga, não está nada bem. Eu preciso que você venha ao hospital! — foram as palavras rápidas da garota.

– Hospital? — Sakura desesperou-se correndo até sua bolsa e pegando-a para correr até onde sua amiga estava — Meu Deus! O que aconteceu?

– O seu Fugaku surtou, eu estou tentando consolar o Itachi e a dona Mikoto, o Sasuke está sozinho e com uma cara perdida. Vem logo pra cá Sakura…

Não precisou de mais nenhuma informação. Já estava correndo para a avenida a procura de um táxi. Ele precisava dela e ela prometeu que cuidaria dele.



Notas finais
O drama nosso de cada dia nos dai hoje... Teve Ino se debulhando em lágrimas, teve Fugaku piorando :( Teve nudes para a Mei, e teve até Hentai.... Curtiram o presente?? Eu espero que sim! Bjos da Pan e da Paula