Notas iniciais
Oi pessoas!!! Ficaram com medo de não ter capítulo hoje, né??? hahaha Mas por obra do destino, por um milagre divino, a Paulinha e eu tivemos tempo pra escrever muuuuuito!!!! E olha, tá saindo mais cedo!!! Uhuuuuul o/ Estão prontos para se emocionarem um pouquinho?? Boa leitura galera ;)

Sakura correu até a recepcionista, mas não precisou perguntar nada, ao longe viu sua amiga de cabelos azuis abraçando uma Mikoto desolada. Itachi estava sentado com as mãos na cabeça tampando seu rosto.

Não achou Sasuke a primeiro momento, até que, ao se aproximar, o viu no fim do corredor escorado na parede de forma dolorosa. Sua expressão era carregada de perguntas que sabia que não teriam respostas imediatas. Sakura se compadeceu e correu em sua direção.

Sasuke em seus quase um metro e noventa desmoronou no chão de joelhos ao ver a garota. Os ombros baixos, a postura derrotada. Aquela era a reviravolta do boxe, ali era o momento do vencedor conhecer a lona. Essa era a luta na qual ela sempre seria o perdedor.

Pontada em seu peito. Era destruidor vê-lo tão frágil daquele jeito. Sem saber como agir, ela o abraçou sem jeito quando o primeiro soluço surgiu. Seu coração estava em prantos. Sasuke estava sem forças, ela precisava ser a dele.

– Eu tô aqui... — ela sussurrou com a voz embargada, mas sem deixar uma lágrima cair — Eu tô aqui, meu amor.

Sasuke urrou de dor, um som tão triste, que nem quando Sasori o socou em uma de suas lutas ele emitiu tal som.

– Ele não fala mais Sakura. — segredou em meio ao abraço. — Meu pai vai virar um vegetal, eu não aguento isso Sakura.

Não tinha o que dizer para consolá-lo, a única coisa que podia fazer era abraçá-lo mais forte e dizer que estava ali. Deixou que ele desabafasse toda a sua dor, que agarrasse a ela com a pouca força que seus braços trêmulos tinham.

Lembrou-se do senhor magro e de aparência singela que gostava de seu cabelo, não conseguiu segurar as lágrimas, deixou que elas bainhassem seu rosto sem hesitar mais.

– Ele vai precisar de você — ela disse com a voz falha passando a mão nos cabelos dele num carinho amoroso — E você... você pode contar comigo, eu estarei aqui. Sempre.

– Eu odeio isso, eu tô cansado de toda vez que acontece alguma coisa boa na minha vida, logo em seguida vem algo de ruim. Eu tô cansado dessa merda de doença que destruiu a vida do meu pai e levou eu e o Itachi junto com ela. — esbravejou frustrado. — Era mais fácil ele ter morrido de uma vez só, eu odeio o modo como que ele tem ficado, eu odeio ver o meu pai virar uma coisa que ele não é. Ele não era assim, ele era um cara ativo, o melhor lutador… ele não era uma merda de um vegetal ambulante.

Sakura compreendia a revolta dele, mas sabia que quando a cabeça esfriasse ele se arrependeria do que havia dito.

– Não diga isso — ela sussurrou capturando o rosto dele e fazendo-o olhar direto em seus olhos — A vida nos da lições, Sasuke. Aprenda com ela, se fortaleça. Seja o orgulho que você sempre foi para ele, mas não repita isso...

Sasuke sabia que ela tinha razão, ali naquele corredor ela era sua tábua de sustentação, uma peça importante para que ele não perdesse a sanidade. Mas a dor não o deixava ficar acomodado.

– Você não entende Sakura, o Fugaku que eu conheci odiava ser dependente dos outros, ele era um lutador, um policial que colocava a vida dos outros antes da dele. — Limpou as lágrimas e prosseguiu a explicação. — Agora ele vai ter que usar fralda, meu pai nunca aceitaria isso, é humilhante demais, ele não merecia isso.

– Ele está vivo, Sasuke. Essa é só mais uma das lutas que ele vai ter que vencer. — ela disse confiante passando o polegar pelas bochechas molhadas dele — Ele ainda é um lutador e você pensar assim dele faz com que pareça que ele desistiu, só que lutadores não desistem, não é mesmo?

– Me explica como se vence uma luta onde não há cura? — Perguntou amargurado. — O Itachi vai ser pai e o meu sobrinho não vai conhecer o avô, ele não vai saber quão incrível ele foi…

– Se vence não deixando de desistir — ela disse e apertou os lábios quando o rosto dele se contorceu em tristeza — Há vezes em que a derrota é certa, nestes casos o que você faz?

Sasuke sorriu, encontrando em Sakura um apoio, pela primeira vez ele não sentia a fúria se apoderar dele, Sakura era um escape maior que o próprio boxe.

– Obrigado… Por tudo.

Sakura sorriu para ele e deu um beijo em sua testa.

– Seu sobrinho, vai ter as melhores historias sobre o avô. — terminou pousando a mão lado do rosto dele com um tom gentil — As de um campeão que lutou e não foi fraco para desistir. E não precisa agradecer, eu estou aqui.

– Não faz mais do que sua obrigação. — Brincou tentando desanuviar sua tristeza. — Afinal, promessa é dívida.

Sakura sorriu mais abertamente dando um selinho breve nele e se levantando para que ele a seguisse.

– Sua mãe precisa de nós.

(...)

Pouco menos de uma hora havia se passado. Mikoto estava entre os dois filhos segurando as mãos deles buscando a força familiar. Ao lado de Itachi, Konan abraçava o braço desocupado fazendo carinho. Ao lado de Sasuke, Sakura apertava a mão grande com força. Mikoto estava mais calma, mas desolada. Parecia que um mundo havia caído em cima de si.

Não aceitava que seu Fugaku estava doente, era algo inadmissível se tratando daquele homem forte que aceitara como marido. Se negou de todas as formas, mas os sinais gritavam em sua cara. Os remédios, as percas de memória, o peso que ele foi perdendo... fechou os olhos com força deixando mais lágrimas escorrerem.

O clima era mórbido, era pesado, mas eles se sustentavam como podiam. Como uma família.

A neurologista de plantão olhou a ficha de Fugaku e os convidou para conversar em um consultório.

– Meu nome é Shizune, eu sou a neurologista e diretora chefe do hospital. — Se apresentou. — Vocês devem ser a família do senhor Fugaku Uchiha.

– Somos — foi Itachi quem respondeu amparando a mãe a seu lado — Como ele está, doutora?

Shizune sentou atrás da mesa e começou a ver os exames e medicações que o paciente havia tomado.

– Ele está controlado. — Foi a resposta obscura. — Na verdade ele teve um colapso mental, foi medicado com Diasepan e agora já está controlado. Vocês devem ter se assustado, pois pelo fato das funções congnitivas dele estarem comprometidas, o surto aparentou ser algo um pouco mais sério do que realmente era.

Sasuke se mexeu inquieto e Itachi olhou para a mãe com um sorriso simples.

– O que pode... ter acontecido? Digo, pra ele ter... ficado assim... — Mikoto perguntou se sentindo desnorteada.

Shizune estreitou os olhos.

– Vocês não perceberam as mudanças? — Perguntou com estranheza. — Olhem, o alzheimer tem quatro estágios básicos.O inicial que é difícil de diagnosticar, pois as mudanças são pequenas, esquecimento dos nomes, ansiedade, mudança pequena na personalidade. Depois dele vem o intermediário, que pelo que consta no prontuário é o estágio onde se encontrava, os sintomas são fala repetitiva, sono, perder-se em ambientes conhecidos, dificuldade nas atividades motoras. Lamento informar, mas o Senhor Uchiha se encontra no início da fase final, nesse estágio vai ser cada vez mais raro ele usar a fala, ou se lembrar efetivamente de alguém, mas o que me espanta é o fato de ninguém ter percebido as diferenças, a mudança é devagar e gradativa, mas se há convívio com o portador da doença não é assim tão difícil perceber a doença se agravando.

Sasuke e Itachi se entreolharam. Sakura apertou o braço livre de Sasuke. Ele já sabia, Itachi também.

Mikoto pareceu paralisada olhando para o rosto da doutora, mas como se fosse além daquilo. Seria mentira dizer que escutava o que Itachi contava a doutora, ela estava com os sentidos bagunçados, com o corpo travado e e a cabeça em desordem.

Eram claros os sinais, claros.

– ... eu comprava toda a medicação. — Itachi disse se defendendo do olhar incrédulo da médica — eu segui a receita, não entendo...

Shizune suspirou, triste por ter de dizer palavras não muito agradáveis.

– A medicação só ajuda a postergar os sintomas, não o cura da doença. — Explicou. — E de qualquer modo, a mudança de estágio seria percebida pela pessoa que costuma ficar com ele, eu acredito que há algumas semanas ele tenha esse problema na fala… Mas o que me surpreende é que ninguém percebeu… E isso me faz perguntar se vocês estão cuidando bem dele.

Aquilo foi um soco no estomago dos três. Itachi se sentiu perdido, sair de casa não havia sido a melhor coisa no fim das contas, Sasuke estava bestificado, era fato que não conversara muito com o pai, aliás, Fugaku nunca fora de muitas palavras. Mikoto, estava inconsolável. O corpo começou a tremer em soluços que não se dissolviam em lágrimas. Ela estava em choque. Escutara resmungos, escutara, ela tinha certeza, mas... ela ignorou. Aquele não era seu marido. Era coisa da mente dos seus meninos... não era seu marido.

Itachi preocupado com o estado da mãe a abraçou longamente deixando que ela chorasse em seu ombro. Sasuke não sabia o que fazer, estava perturbado demais. Sakura tomou a frente para mudar o assunto.

– Doutora, ele é um homem jovem — argumentou atraindo atenção da médica que olhava empática para a família. — Como pode ter ficado doente tão cedo?

– Realmente… — concordou a médica. — Era pra ele estar no estágio inicial nesta idade. Mas há casos raros onde a doença se manifesta cedo. Há outra possibilidade, mas...

– Mas... — Sasuke perguntou ansioso — Qual possibilidade?

– Não entenda isso como algo que cure a doença, há outra doença parecida com alzheimer, mas o tratamento é o mesmo e a doença também não tem cura. — Shizune foi enfática para não dar falsas esperanças.- Ele pode ter adquirido demência pugilística.

Sasuke abriu a boca em espanto, Sakura apertou sua mão de forma mecânica e Mikoto pô-se a soluçar. Itachi olhou assustado para o irmão e Sasuke sabia muito bem o que aquilo significava.

– Então… o que podemos fazer, doutora? — Sasuke perguntou para tirar aquela sensação desconfortável que os olhos de Itachi lhe passavam.

– Eu conheço o pai de vocês, eu trato do caso dele há tempos e infelizmente não há nada a ser feito, a doença vai seguir seu fluxo. — Explicou triste pela família Uchiha. — Eu lamento profundamente…

Mikoto se retirou com Itachi e Konan na mesma hora. A dor da perda era demais pra ela. A perda que ainda não havia chegado mas que batia à porta daquela família. Sasuke continuou sentado e Sakura se preocupou com aquilo.

– Sasu…

– Quanto tempo, doutora? — ele perguntou com a voz firme mas as mãos em punho diziam que ele não estava tão firme — Quanto… tempo ele tem?

– Não posso dizer ao certo, ele está no terceiro estágio, ainda há um pior, chamado fase terminal. — Explicou atenciosa. — Não conte os dias Sasuke, só os aproveite. É o mais sábio a fazer.

Sasuke assentiu e se levantou, Sakura segurou seu braço, mais para dar o seu apoio do que para se apoiar nele. Ela afagou o braço que poderia levar alguém ao chão em poucos segundos, mas que naquele momento não dava forças suficientes para se sustentar.

– Ele é um herói. — Sakura disse em voz baixa — Nunca se esqueça disso.

***

Temari entrou no apartamento do namorado se jogando no aconchegante sofá. Estava cansada, estressada e com fome. Shikamaru tinha a incrível percepção de saber a hora de ficar calado, ele conseguia pegar no ar quando ela não estava de bom humor, ele lhe dava espaço e não forçava nenhuma conversa, mas se ela quisesse conversar então ele era todo ouvidos, e por vezes até afagava seus cabelos ao ouvir suas palavras. De certo que um vez o pegou dormindo em meio ao seu falatório, mas nada que tirasse a doçura do gesto.

Estava tremendamente satisfeita ao sentir que a cada vez que entrava na casa do Nara o cheiro de cigarro já não se fazia tão presente, ela estava tão orgulhosa por ele.

– Eu estou de saco cheio deles…

– O que aconteceu dessa vez? — perguntou atencioso. Sabia que deveria perguntar, as prováveis brigas que poderiam vir por tão pouco eram problemáticas demais.

– Eles não me respeitam, levam mulher pra casa e tem vezes que eu não consigo dormir, porque a casa parece um puteiro. — Reclamou tirando os tênis. — Mas hoje foi o fim da picada, um colega de bar deles dormiu lá em casa, eu fui tomar banho e estava o garoto lá no bem bom, peladão e usando a minha toalha.

Shikamaru engasgou e Temari teve que bater — brutamente — em suas costas para ajudá-lo a se recuperar.

– Tinha um… homem pelado na sua casa? — ele perguntou sem acreditar e com uma vontade louca de socar aqueles dois irmãos idiotas dela.

– Pois é, não é incrível? — Sorriu falsamente. — E o “bonitão” ficou lá se exibindo, enquanto eu precisava tomar banho pra não chegar atrasada pra faculdade, olha eu estou falando… Eu vou acabar surtando.

Shikamaru levantou-se irritado do sofá e olhou ferozmente para ela. Jamais fora um homem que agia por impulso ou instinto, ele racionalizava, e muito. Mas escutar aquele tipo de comentário, mesmo sendo sarcástico e saber que ela passava por esse tipo de coisa em casa o deixava enraivecido.

– Vamos para sua casa agora. — ele disse com um tom que jamais usara.

– Tá ficando maluco? Eu estou querendo fugir e você quer que eu vá pra lá? — Resmungou aborrecida. — Dá um tempo nesse ciúmes Shikamaru, você era milhões de vezes mais bem dotado que ele.

Shikamaru não esboçou reação ao último comentário. Foda-se quem é mais bem dotado, ele não queria que sua mulher tivesse que ser obrigada a ver o dote de ninguém!

– Vamos pra lá pra fazer suas malas — disse pegando as chaves do carro — Você vai vir morar comigo.

E então foi a vez de Temari tossir.

– O que você disse?

Shikamaru olhou-a por cima do ombro e deixou um sorriso mínimo aparecer.

– Vai morar comigo. Anda logo, antes que eu mude de ideia e comece a me arrepender… — disse brincalhão.

– Shika...Isso é um passo muito grande. Não tome atitudes regidas ao sangue quente do ciúmes...

– Não é só ciúmes — ele disse parando no batente sem olhar para ela — Quero cuidar de você. Deixe de ser cabeça dura… — terminou cortando o clima que si próprio havia criado.

Temari sentiu o coração acelerar, afinal desde de pequena era ela a cuidar, raras as vezes que foi cuidada, vezes essas em que sua mãe ainda era viva. A escolha de palavras de Shikamaru a deixou mais balançada. Levantou contente dando um beijo estalado nas bochechas do namorado.

– Na maioria das vezes você é um preguiçoso de uma figa, mas em vezes como essa, você é maravilhoso... Eu, eu te amo Nara.

Era a primeira vez que ouvia isso dela e não pôde esconder a cara de espanto. Usando a lógica ou não, sabia e sentia que devia responder.

– Também te amo, Sabaku.

***

– Itachi, não é necessário. — resmungava com o irmão.

Há algumas horas estavam naquele impasse, Itachi já estava procurando outro emprego e Konan havia aceitado o emprego na farmácia outra vez, tudo para conseguir mais dinheiro, pois as miligramas dos remédios que seu pai fazia uso aumentaram e seria um rombo e tanto no orçamento da família.

– A Konan está grávida Itachi, você acha saudável ela trabalhar em dois empregos? Você está colocado a vida do filho de vocês em risco. — Explicou irritadiço.

– Foi uma escolha dela — Itachi disse fechando o jornal em com força — E é começo de gravidez, não tem problema. Além do mais eu não sou idiota de fazer ela trabalhar num serviço de risco. — ele estava nervoso e sem paciência. Algo raro para o temperamento sempre calmo de Itachi.

– Eu vou conseguir mais lutas, não precisa se meter nisso Itachi, você já ajudou demais, agora é hora de você dar prioridade pro seu filho. — Esbravejou.

Os irmãos Uchiha viraram em direção a porta, vendo a figura de Shisui entrar calmamente no quarto. Estavam com os nervos a flor da pele e não iriam aturar as piadinhas do primo.

– Olá priminhos. — Se jogou na cama de Sasuke cansado.

Itachi olhou de esguelha para o rapaz e fitou-o sério.

– Se vai ficar por aqui mesmo, deveria ajudar também. Seu desocupado. — Disse de forma raivosa segurando a vontade de jogar o primo problema para fora de casa.

Sasuke rangeu os dentes ao perceber a tranquilidade de Shisui, franziu o cenho ao perceber os pequenos hematomas roxos próximo as veias do braço primo. Uma estranha coloração em torno de um pequeno buraco, Sasuke já havia visto aquele padrão de hematoma, ele mesmo ficava assim ao tomar alguma injeção, mas a quantidade de picadas no braço dele, definitivamente não era normal.

– O que é isso — Puxou o braço do primo com força. — Quem merda você anda fazendo Shisui?

O rapaz puxou o braço fechando a cara com o movimento brusco. Itachi apertou os punhos olhando sério para o primo que parecia pensativo.

– Shisui… — Itachi disse em tom de alerta — Que merda você anda fazendo?

– Eu caí… — Explicou na cara dura, ciente de que os irmãos não iriam acreditar nele. — Vocês tem problemas demais, não se metam nos meus. Eu posso ajudar, eu posso conseguir um emprego.

Itachi e Sasuke se entreolharam e assentiram numa conversa muda.

– Estaremos de olho, Shisui — Itachi apontou o dedo indicador na cara do primo — aceitamos sua ajuda, por nosso pai, mas se sair da linha um dedinho… — ameaçou mostrando que a situação o fazia um homem assustador — O que sabe fazer?

– Não me ameace Itachi, eu não tive e nunca terei medo de você, de vocês. — Foi em direção à porta confiante. — Até porque se me lembro bem, eu sempre metia a porrada em você e no Sasuke nas aulas de boxe do tio Fugaku.

– É isso… — Sasuke deixou escapar pensativo. — Você também sabe lutar, é uma mentira deslavada que você ganhava de nós, mas até que sabia lutar direitinho, eu posso comentar com o Shikamaru e colocar ele no circuito de lutas.

Itachi bufou se contendo. Sua cabeça parecia que ia explodir. Saiu da casa sem dizer nada, deixaria os problemas d o primo para Sasuke, ele tinha muito o que fazer.

Shisui sorriu arrogante, aparentando um confiança tipicamente Uchiha.

***

Já passava das duas da manhã e Kakashi estava longe de sair do escritório, revirava folhas, olhava fotos e memorizava nomes. Ele estava perto, ele sabia, todo criminoso deixa rastros, e Orochimaru não seria diferente. Levantou para exercitar a coluna, afinal estava a tempos sentado, e sentiu o alívio na mesma hora. Andando em círculos Kakashi tentava traçar uma linha de raciocínio, mas estava realmente difícil.

Voltou ao começo da investigação e pegou um pequeno saquinho com um pó colorido, havia sido encontrado junto ao corpo de um garoto, nas margens da represa da cidade, o caso havia sido abafado, o garoto não era conhecido e por algum tempo Kakashi imaginou que seria um caso em isolado, que o garoto havia passado pela cidade e encontrou um fim graças ao seu próprio vicio.

Mas aos poucos mais casos apareciam, nenhum tão fatal quanto o do garoto. Mas uma serie de jovens haviam dado entrada nos hospitais próximos com sinais de overdose, o teste da perícia mostrou uma droga mais potente e fatal que cocaína, uma mistura de elementos que deteriorava o sistema do usuário e o matava aos poucos, assim como o fazia ser dependente da droga.

Kakashi sabia que o criador do “pó mágico” estava muito feliz, afinal havia criado uma droga mais forte que as outras e devia estar vendendo para a cidade. Com esse pensamento ele sorrateiramente investigou, contou com a ajuda da divisão de narcóticos para enfim, após meses de árduo trabalho chegar ao fornecedor.

Orochimaru era astuto e usava seu investimento em bares para jovens como um emprego seguro que o fazia um cidadão de bem e escondia seu verdadeiro trabalho com facilidade.

Por mais que houvessem fotos do manuseio da droga dentro de suas dependências, Orochimaru iria se safar rápido, alegando que não sabia das práticas em seu bar e mesmo que fosse provada a sua culpa, ele poderia alegar outras milhões de brechas na lei, coisa que para um advogado bem remunerado não seria de nada difícil.Então Kakashi sabia que tinha de dar cada passo com cautela, investigar e provar cada função de Orochimaru no crime.

A porta foi batida algumas vezes e uma mão segurando um cigarro entre os dedos abriu-a lentamente. O homem estava com muitas olheiras e um copo de café forte na outra mão.

– Acabei de receber mais uma ligação do hospital. Dois garotos deram entrada há 5 minutos, 20 e 22 anos, o mais novo está em estado grave. — disse monótono se sentando na cadeira em frente ao policial de cabelos brancos. — Ele não está mais sendo tão discreto…

– Merda! — Bateu na mesa em sinal de frustração. — Ele é esperto demais, ele sabe que estamos investigando e não liga a mínima, está rindo as nossas custas.

– E mesmo assim não deixa uma brecha… — Asuma deu uma tragada em seu cigarro ignorando a careta de Kakashi — Temos que pegar logo esse cara, senão teremos problemas com a mídia em breve. — alertou o homem pegando uma das fotos em cima da mesa de seu colega.

– Que a mídia se exploda! Eu quero ele! Eu vou pôr o Orochimaru na cadeia, ele não tem escapatória dessa vez ou não me chamo Kakashi Hatake!

Notas finais
Gente, a demência pugilistica realmente existe, e é muito comum em ex-boxeadores, como no caso da Maguila que sofre dessa doença :( Tadinhos né? mas no meio tivemos um momento cute ShikaTema *--* Bom, o que será daqui pra frente????? Até a semana que vem galeres!!!