Notas iniciais
Como prometido!!! Capítulo duplo pra vcs *--* Esperamos que gostem!!! Gostariamos de pedir desculpas pelo atraso nas respostas TT eu sei que não é problema de vocês, mas eu queria explicar. A Paula é gerente e eu ajudo meu namorado na loja dele, então temos um tempo curto pra entrar aqui TT sabe a quanto tempo eu não leio uma fic sem alguém me interromper? TT É triste viu kkk mas então, nos sobra a escolha: escrever ou responder, decidimos escrever e postar, pq sabemos como é chato quando demoram pra postar as fic né? Eu vou responder o último cap, aí se ficar alguma dúvida ou sugestão que eu não respondi, pode mandar por PM pra mim ou pra Paula. Lembrando que lemos todos os coments e agradecemos demais o carinho *--* Estamos perdoadas?? kkkk Boa leitura!!

Sakura se surpreendeu a princípio com o beijo, pensou em virar o rosto, mas, como estava de costas, não teve tempo de reagir ao senti-lo virá-la de frente para ele. As mãos dele seguraram os dois lados de seu rosto e beijava seus lábios com certa delicadeza.

Era um carinho bom, ela não resistiu. Abriu a boca e segurou os pulsos dele descendo as mãos até os ombros e correspondendo.

Sasuke respirou pesado e desceu as mãos pelas curvas sinuosas apertando o corpo da garota próximo ao seu, sentido o tecido molhado de suor de sua blusa.

O beijo foi ganhando intensidade e os dois perdiam o equilíbrio querendo ficar mais próximos.

Sasuke a apertou na cintura e arfou quando ela puxou o seu cabelo da nuca com pouca força. Não havia tempo para respirar. Ele a deitou no tatame, sem deixar de beijá-la. Ela acariciava o abdômen bem definido dele por baixo da camisa, enquanto Sasuke apertava sua coxa com vontade.

Sasuke impulsionou o corpo contra o da rosada, numa carícia tão tentadora que fez ambos gemerem baixo.

– Me peça pra parar Sakura. — foi o rosnado baixo próximo ao ouvido da garota. — Peça agora, antes que eu perca o controle.

Sakura soltou o ar com força. Sua mente estava nublada, há tempos não fazia aquilo. O corpo dele, suado e malhado, sua voz rouca e ofegante era tentador demais. Um aperto em seu bumbum a fez recobrar os sentidos e se assustar da forma que estavam entrelaçados.

– Sa-Sasuke! Pare! — pediu ofegante com o rosto queimando

O moreno jogou o corpo para o lado, deitando próximo a rosada de barriga para cima, a respiração ofegante, os olhos fechados, as mãos arranhando o tatame em um gesto involuntário de frustração. Sakura era uma garota bonita, não tinha curvas que chamassem tanta atenção, era basicamente uma garota normal.

Então porque toda aquela vontade de arrancar cada peça de roupa de seu corpo e tomá-la como sua no chão sujo da sala de treinamento?

Merda...Ele estava tão excitado que não conseguiu controlar o próprio tom de voz ao falar.

– Me desculpe Sakura.

Sakura respirou fundo, olhando pasma para o teto. Como foram parar ali? Estava com vergonha, por pouco teria deixado que fosse até o fim, mas seus dias de garota fácil e que transa em lugares nada convencionais havia chegado ao fim há muito tempo. Sentou-se ajeitando a blusa e o cabelo. — Está tudo bem — disse sem muita convicção — Er... bom, acho melhor sairmos daqui.

***

Naruto estava empolgado, tinha motivos de sobra para rir a toa e sair de casa naquela noite. Seu motivo tinha longos cabelos negros e seios...

– Naruto! — O grito estridente de Kushina o acordou de seu desvaneio, — Come logo essa comida, garoto. Você anda muito distraído.. — Comentou pensativa, a mão no queixo analisando o herdeiro. — Garoto, tu não anda usando drogas... Olha Naruto se eu achar um cigarro, algum pó estranho...

– Itaaaai, não é nada disso mãe. — Defendeu-se o loiro. — Eu estou pensando numa garota.

– Garota? — Minato entrou na cozinha com sua roupa de corrida e um sorriso de bom dia para a mulher — Quem é filho?

– Uma amiga... — desconversou a identidade da garota, ainda era cedo demais. — Pai ela curte as mesmas coisas que eu, ela tem um autógrafo do Stan Lee.

– Quem? — Kushina perguntou virando uma panqueca — é um daqueles roqueiros?

– Pesquisa no Google, mãe. — incentivou o filho.

– Me respeita, moleque!

Minato riu tomando seu suco.

– É loira? Ruiva? Morena? — perguntou conhecendo bem o filho, era igual a mãe, só apertar um pouco para espanar.

– Morena e... tem um corpão! — Falou baixo em tom de confissão ao pai. — Uns se...

–O QUE VOCÊ DISSE NARUTO?! — Gritou a mãe na ponta oposta da mesa.

– Nada não, mãe.

Minato segurou a gargalhada trocando uma piscada cúmplice com o filho.

– Bom traz ela aqui. Quero conhecer! — Kushina disse depreocupada.

– Tá muito cedo mãe...

– Cedo nada, antes cedo do que nunca, né querido? — Minato concordou só com a cabeça — Quero ver se ela é esquisita, se tem piercings, tatuagem, se tem filho... ela tem filho?

– Ela é bonita, estudiosa e se houver tatuagem ou piercings, estão muito bem escondidos.

Kushina fez cara de séria mas não aguentou o sorriso.

– Agora vou ter alguém pra falar de homem bonito comigo.... — comemorou de brincadeira e Minato fez uma careta pra ela. — Precisamos comprar camisinha pra esse cabeça oca, querido — disse com naturalidade.

– Mãe, não precisa...

– Ah, mas precisa sim! — declarou o pai. — Você nasceu graças a uma coisa chamada gozar fora, como podemos ver, não deu certo...

– Exatamente! — Kushina concordou apontando o garfo para o filho — Não tem dessa não, filho. Colocou a cabecinho no buraquinho, já dá pra nascer filhinhos.

– Cara, eu estou jantando. — fez uma careta enjoado. — Não dá pra manter meu pensamento que sou obra de um lindo romance.

– E você é... — concordou a mãe. — Um lindo romance no quarto do seu padrinho Jiraya... — gargalhou a ruiva.

– Depois de umas tequilas... lembra do luau amor?

– Eu estava tão bêbada que não lembro nem onde ficou meu vestido...Era tão bonito aquele vestido...

– Aff, tchau pra vocês! — Naruto levantou com nojo. — Vocês não podem ser pais normais?

– Claro, amor — Kushina riu dando uma piscada pro Minato — Mas traga a garota antes de dar um trato nela, ouviu?

– Mãe, dar um trato é gíria de jovem...A senhora tem que se lembrar da sua idade. — provocou correndo para porta antes que o chinelo da mãe o alcançasse.

***

Sasuke pagou o entregador e ouviu o próprio estômago roncar em antecipação ao almoço. Depois do modo desastroso como as coisas no treino terminaram, eles levantaram devagar do ringue e só então prestaram atenção ao estado lastimável em que se encontravam.

As roupas de Sakura estavam grudadas de suor e algumas manchas de poeira devido a queda no chão, então antes que ele percebesse, havia convidado a garota para almoçar em sua casa, que ficava a duas quadras do local onde estavam.

Sasuke fez um malabarismo ao fechar a porta com os potes da entrega em mãos e perdeu o ar por alguns segundos ao ver uma Sakura cheirosa, vestida com uma camisa sua, que nela parecia um vestido e de cabelos molhados...Tentadora demais.

– Hm, eu coloquei suas roupas na secadora.

Sakura havia se surpreendido com o convite, o "não" estava na ponta da língua para ser pronunciado, mas viu o quão sem jeito ele ficou, mesmo querendo passar o contrário com seu jeito durão.

O convite foi de repente, e ela não achava saudável ficar perto dele depois do que aconteceu. Mas, talvez, fingir que não aconteceu nada poderia amenizar o clima que ficou. Aceitou e agradeceu pelo banho que tomou. Achou fofa a atitude dele de se desculpar, mesmo não dizendo isso, e foi com esse pensamento que ela entrou na sala sentindo o cheiro dele na roupa e o vendo a olhar dos pés a cabeça e depois desviar os olhos pra outro canto.

– Obrigada... pela roupa também.. er, pode ir tomar banho que eu arrumo aqui. — disse com um tímido sorriso apontando para a comida.

Sasuke assentiu dando as costas a ela. Foi inevitável não olhar para o tecido colado naquelas costas definidas.

Sasuke voltou alguns minutos depois, agradecendo aos céus por sua casa estar vazia, agradecendo aos dois empregos de Itachi, e aos cultos na congregação religiosa que seus pais frequentavam, pois a cena que se passava em sua cozinha era como de um casal de amantes almoçando após uma seção de sexo selvagem.

– Eu pedi comida tailandesa, espero que goste.- Comentou pegando um prato e se servindo.

– Gosto sim, obrigada — respondeu compartilhando do mesmo pensamento de Sasuke. Estava incomodada com o silencio — Olha, Sasuke... eu acho.. eu... — suspirou derrotada mexendo em seu prato — Desculpa...

– Escuta Sakura, a gente...

–OH MEU DEUS! — O grito de Konan e o som das caixas de papelão que a garota segurava indo ao chão interrompeu a conversa íntima. — Eu não acredito que vocês estavam se pegando e eu não percebi, Itachi, corre aqui amor!

Sakura olhou assustada para a direção da voz e depois para Sasuke, pedindo ajuda com os olhos. Ele franziu o nariz soltando uns palavrões.

Itachi apareceu boquiaberto ao lado de uma Konan sorridente, que já sacava o celular.

– Konan... nao é o que você está pensando.

– Uma porra que não é! — Respondeu enfática.

– Ah... er... nossa... — conseguiu gaguejar olhando de um para outro.

Sakura tentava se explicar, mas gaguejava igual e Sasuke apenas respirava fundo tentando se acalmar.

– O que está acontecen... — a voz de Mikoto morreu quando empurrou Itachi para o lado a fim de ver o que tinha acontecido com sua cozinha.

Na hora Sakura percebeu ser a mãe deles e isso a deixou roxa de constrangimento.

– Me leva embora, por favor — sussurrou desesperada.

– Pelo amor do Santo Cristo. — Foram as palavras da matriaca da família. — Meu filho mais velho indo morar com a namorada e meu mais novo fazendo sexo enquanto eu saio. Meus bebês estão saindo de casa.... — sussurrou baixinho. — Eu vou ficar sozinha.

– Mãe! — Itachi intercedeu por Sakura vendo a situação dela, vamos conversar em outro lugar...

– Não!- Mikoto foi enfática. — Eu sabia que vocês seriam bonitos, sabia que iam ser paqueradores, mas imaginei que demorariam a se firmar com alguém...

– Dona Mikoto. — Konan tentou ajudar.

– Calada! — Ordenou. — Você está levando o meu bebê embora.

– Sra. Uchiha, pelo amor de Deus — Sakura ergueu as mãos em forma defensiva — não fizemos... aquilo. Estávamos treinando...

– Treinando pra quê? Pra me dar netos?

– Santo Cristo! Não! — Sakura tentou se explicar, mas a matriarca parecia não ouvir, olhando incrédula para os dois filhos.

– Sasuke meu filho, pelo menos me console e diz que usou camisinha, meu filho é muito novo pra ser pai e eu mais ainda pra ser avó!

– Sasuke! — Sakura se virou para ele vendo-o esfregar o rosto — Explica pra ela...

Sasuke não sabia o que falar, qualquer coisa que ele falasse poderia complicar mais as coisas e por percebeu que pela primeira vez na vida, estava sem fala.

– Vou mandar essas fotos pro facebook, de repente a gente arruma uma grana com chantagem. — Konan sussurrou no ouvido do namorado.

Fugaku apareceu atrás de Mikoto olhando de Sakura para Sasuke, para a roupa de Sakura e depois para Sasuke de novo. Sakura havia se levantado para ir embora, não iria esperar Sasuke, mas o homem passou por todos e se sentou na ponta da mesa sob o olhar atento da família.

– Café? — ofereceu para a garota com um sorriso gentil. Sakura olhou para Sasuke, ele também não entendeu, mas respirou mais aliviada e se sentou novamente.

– Vou fazer companhia pro senhor.

– Olha dona Mikoto. — incentivou Konan. — O sogrão gostou dela!

Mikoto olhava incrédula, de Fugaku para Sakura. Ela não conseguia dizer nada, então Itachi fez um sinal com a cabeça para Sasuke e puxou a mãe pelo braço.

– Vem, vamos conversar.

***

Ino mexia no celular atenta, rindo quando a foto de uma Sakura com cara de assustada só de camisa masculina ao lado de Sasuke chegou pelo whatsapp. Ela riu até ver dois tênis pararem a sua frente. Desligou o celular e sorriu para o rapaz que chegou.

– Demorou, mas eu te perdoo. — Disse se levantando e dando um selinho no rapaz.

– Perdoar é?! — Sai perguntou com cara de poucos amigos, as mãos nos bolsos em postura reservada. — Precisamos conversar.

– Claro. — Ino disse com menos animação pedindo pra ele se sentar a sua frente. Quando eles queriam conversar, nunca era algo bom.

Sai permaneceu em pé. O rosto mostrando sinais de cansaço.

– Escuta Ino, o Gaara fala muita merda, mas me parece ser um cara legal. Eu não entendo a dinâmica de casal de vocês, nem os seus motivos pra continuar com isso, mas quero deixar algo bem claro. Eu não sou o Gaara, e muito menos o Kiba, não vou servir de instrumento de ciúmes, que fique bem claro.

Ino ficou congelada. Sai parecia inexpressivo a sua frente. Se sentiu ultrajada, irritada, nervosa e conformada. Suspirou pensativa e depois o olhou nos olhos.

– Eles pedem para serem usados.

– Objetos são usados, pessoas não. — Disse em tom explicativo. — Eu tento entender, mas não consigo, definitivamente você é um quebra cabeça. — puxou os próprios fios de cabelo em frustração. — Eu só quero deixar bem claro que não serei usado, acho melhor eu ir embora.

– Você não entende, porque não é como nós... — ela comentou estranhamente séria

– Pelo que me lembre, eu sou um ser humano, como você. Qual seria a minha diferença?

Ino respirou fundo, não sabia que era tão difícil conversar com Sai. Passou a mão nos cabelos loiros e olhou novamente para ele. Não conseguia entender porque tinha caído tão fácil naquele rostinho inocente.

– Olha Sai, a gente quer simplificar as coisas e acabamos deixando tudo mais complicado, não tente entender, só viva o momento...

– Então é melhor que eu vá pra casa. — Deu por encerrada a conversa. — Eu gosto de você, mas não vou ser um qualquer na tua mão, Adeus Ino.

– Sai... espera — ela chamou e o viu parando. — Não vá, vamos conversar...

– Fica longe de mim Ino, — Pediu seguindo caminho oposto a loira.

Ino ficou estática na rua sem saber o que dizer, se sentiu mal, sozinha. Abraçou o próprio corpo e soltou o ar pela boca. O celular vibrava, mas ela já não estava mais no clima pra isso, só queria beber muito e esquecer, como sempre fazia. .

***

– Meninos.... — Mikoto se segurou na parede do corredor olhando pra os dois tentando entender o que estava acontecendo. — Por Deus, querem me deixar doente?

– Mãe, não é nada disso. — Sasuke se lamentou por ter chamado Sakura para jantar em sua casa. — Só o Itachi que vai sair, eu continuo aqui.

– Continua aqui, mas com uma mulher! Logo você vai também...

Sasuke tentava ser paciente com a mãe, mas era complicado demais para seu gênio forte. Olhou para o irmão mais velho, na esperança de que ele o ajudasse.

Itachi estava com cara de quem não sabia mais o que fazer. Respirou fundo e acenou com a cabeça para Sasuke.

– Mãe, entenda que eu vou para ajudar vocês... Vai sobrar mais dinheiro. Um dia isso iria acontecer de qualquer forma...

– Mas, não tão cedo! — Mikoto disse pasma — eu nem conheço elas!

– Mãe, você e o papai se conheceram cedo também... — Sasuke tentou argumentar.

– Mas os tempos eram outros! Uma tem cabelo azul e a outra rosa! — ela respondeu na lata em tom baixo.

– Nós gostamos de garotas exóticas. — Sasuke riu ao perceber o que a mãe havia dito.

Mikoto olhou furiosa para o filho que murchou o sorriso recebendo um peteleco de Itachi.

– Mãe, deveria saber que não se julga alguém pela aparência...

– O papai gostou da Sakura e a Konan perdeu o emprego na farmácia por querer nos ajudar! — Sasuke defendeu ligeiro.

Mikoto abriu a boca para rebater, mas quando as informações fizeram sentindo em sua mente ela ficou sem palavras.

– Além do mais, quando o pai surtou, foi a Sakura quem o achou e o ajudou. — Sasuke se lembrou daquele fatídico dia quebrando as defesas da mãe. Itachi olhou sem entender para Sasuke, não sabia daquela história, mas depois perguntaria. Olhou para a mãe que olhava para todas as direções parecendo derrotada.

– Bem... eu não queria que fossem embora. — confessou triste.

– Olha pro Itachi mãe, eu já nem reconheço o viciado em trabalho que ele era, a Konan faz bem a ele.

Itachi se sentiu ofendido por um instante, mas relaxou os ombros sabendo que o irmão tinha razão. Konan fez sua vida ficar mais leve e mais divertida.

– E veja o Sasuke, todo rebelde e estava dançando dança de salão com a garota um dia desses... — retribui na mesma moeda.

– Pra finalizar, acho que todos estamos felizes. — Quis terminar a conversa antes que Itachi soltasse mais alguma coisa. — Ta tudo bem mãe?

Mikoto olhou para os dois e apertou os lábios em derrota. Num súbito, pegou os dois grandões num abraço fraterno.

– Vocês cresceram tão rápido...

(...)

– ... eles eram bem pequenos, mas tinham coragem. — Fugaku dizia quando eles se aproximaram da cozinha.

Mikoto, num ato involuntário, parou os filhos e continuou escutando sem se fazer perceber.

– Tirei as rodinhas e eles eram os únicos que sabiam andar de bicicleta na rua.

Konan e Sakura ouviam tudo com atenção e sorrisos bobos.

– Que fofos — Konan comentou apertando o nada com os olhos apertados.

– Eles tinham caras de sapecas. — Sakura riu olhando um porta retrato. — São uma mistura do senhor e da dona Mikoto.

Fugaku sorriu assentindo e depois parou o olhar no cabelo da garota. Franziu a testa pensativo.

– Eu te conheço... você é a namoradinha do Sasuke? — Sakura sentiu o rosto ficar vermelho e a voz sumiu de vergonha.

– Ela é seu Fugaku, fazem um casal bonito, né? — Konan disse dando uma piscada para Sakura.

– Não seu Fugaku, somos amigos, ele estava me ensinando uns golpes e depois me chamou pra jantar, eu só tomei um banho e...

– Tudo bem — ele riu um pouco — ai essa juventude.

– A Sakura tem um compromisso, daqui a pouco e vai precisar ir embora. — Sasuke a salvou de ficar mais constrangida. — Sua roupa está seca Sakura...

– Isso! Tenho que ir — se apressou levantando-se e cumprimentando Fugaku.

– Foi um prazer conversar com o senhor, prazer conhecer a senhora, Sra. Uchiha.

– Mikoto, pode me chamar de Mikoto. — a mulher disse indo para trás do marido com um sorriso pequeno no rosto

***

Um dupla inusitada descia do ônibus próximo ao bar de Orochimaru.

O homem de cabelos esbranquiçados olhou para a placa e sorriu mostrando seus dentes estranhos e pontiagudos.

– Cara, essa viagem de ônibus me matou, quatro horas sentado naquele banco duro é castigo pra corno. — Reclamou esticando as articulações à seu modo. — Parece que o lugar é esse, mas eu esperava um pouco mais de glamour, sofisticação, a Karin daria um fígado por causa desse tio estranho dela. Eu disse a ela: Karin ,teu tio é estranho, é uma mistura estranha de cosplay do Michael Jackson com a Cher, se afasta dele...Mas ela me escuta? Claro que não! E não pensou duas vezes em trocar a gente, é uma ingrata mesmo.

– Ela precisava de um emprego, Suigetsu — Juugo disse calmo também olhando para a fachada do lugar. — Ela vai ficar feliz em nos ver.

Suigetsu deu língua, num gesto infantil ao comentário do ruivo.

– A gente morava em cidade pequena, mas havia emprego disponível. Ela veio atrás de homem Juugo, H-O-M-E-M. — Explicou. — Essa ruiva está me saindo um belo projeto de pirigueti.

– Ciúmes? — o ruivo indagou rindo da careta de Suigetsu e balançando a cabeça. — Afinal, o que viemos fazer aqui?

– Ciúme? Daquela faísca mal formada? Não obrigado! — respondeu rápido. — Nós, Juugo, vamos aproveitar os prazeres da cidade grande!

– Claro... — o ruivo revirou os olhos ajeitando as duas mochilas, uma dele e outra de Suigetsu, nos ombros.

– Vejamos. — Caçou seu celular na mochila. — Ah, achei o número novo dela.

Alô?– a voz de Karin saiu tão alto que até Juugo fez uma careta — Quem é?

– Não desligue! — Suigetsu mudou a voz para não ser identificado, o número novo ajudando na farsa. — Sequestramos o seu tio, vá para o lado de fora da loja, tem uma foto dele próximo a lixeira, eu quero um milhão de dólares, ou ele morre. — Desligou o telefone morrendo de rir.

– Ai meu Kami! — ela gritou — moço, pelo amor de Kami, não faça nada com ele, eu não tenho esse dinheiro, mas... SUIGETSU! — ela apareceu na porta pegando a sandália de salto e jogando na direção do garoto que gargalhava da cara vermelha dela.

– Você tinha que ver a sua cara. — Comentou sem fôlego. — Meu Deus Karin... Continua a boboca de sempre. — Desviou da outra sandália.

– Idiota! Retardado... O que fazem aqui?? — indagou arrumando o óculos e colocando o sapato de volta no pé.

– Não é óbvio? — Redarguiu Suigetsu. — O time taka vai brilhar na cidade grande.

– Eu sai daquele ovo pra fugir dos caipiras e você me aparece? — Karin apontou para Suigetsu que fez cara de coitado — Claro, adorei te ver Juugo, você sim eu senti saudades. — disse mais calma dando um abraço no grandão

Suigetsu analisava a decoração do bar. As mesas de madeira, as cadeiras em cima delas, o chão um pouco sujo, os baldes ali perto.

– Quem diria... Karin trabalhando num barzinho de cidade grande. — Desdenhou .

– Cala a boca, água viva! Então Juugo, como ta o pessoal?

– Estão bem, estão com saudades de você... — o ruivo respondeu vendo a garota pegar um paninho que usava e limpar umas mesas.

– Ai, lá era pequeno demais para mim... — ela suspirou e colocou as cadeiras em cima da mesa. — Precisava de novos ares e rever velhos amigos...

– Tu tem é que aquietar esse fogo no rabo! — aconselhou Suigetsu.

– Eu já mandei calar a boca! — ela jogou o pano na cara dele.

– Algumas coisas nunca mudam... — Juugo comentou segurando o riso.

***

{sexta-feira}

Havia fugido dele a semana toda. De longe o via sentado na mesa junto de Naruto e Hinata. Ele não havia perguntado diretamente por ela, mas ela o via olhando ao redor de vez e quando. Era discreto, mas ela sabia que ele a procurava. Achava-se idiota por ter aquela atitude, mas não sabia como agir. Sua cabeça girava e ela se sentia uma adolescente, pelo menos uma que nunca foi. Ela esteve na biblioteca e ele não apareceu nenhuma vez. Ela agora sabia o porquê.

– Sakura, primeira luta em 10 minutos, fica atenta que o Gaara tá doido — Ino avisou saindo correndo em seu short curto. Respirou fundo guardando seu material de primeiros socorros e caminhou até fora do quartinho. Ele lhe deu espaço na faculdade, não foi atrás de si, pois sabia que teria um lugar que ela não conseguiria fugir. E ali estava ele, sem camisa, com as mãos enfaixadas e os braços cruzados. Estava concentrado em algo que via do outro lado e não a viu a princípio. Sakura não conteve o olhar no dorso definido e nos braços fortes que a abraçou daquela vez... Balançou de novo a cabeça e agora ele a viu.

Ela passou rápido por ele sem dar chance para que ele dissesse algo e acabou esbarrando em alguém.

– Desculpa, eu...

– Ai cara,meu pó compacto preferido! — a ruiva reclamou vendo o resto de sua maquiagem no chão.

– Nossa, desculpa mesmo. — Sakura se abaixou para ajudar.

– Droga... — reclamou mas para si mesma. — Era importado...

Sakura sentiu uma presença atrás dela, mas preferiu ignorar. Abriu sua própria bolsa correndo e tirou uma nota lá de dentro.

– Me desculpe, aceite... — deu a nota para a moça a fim de sair dali sem problemas.

–Querida... isso não paga nem 5 gramas desse pó. — A ruiva riu desinteressada. — Pode ficar com o dinheiro.

Sakura abriu a boca para responder, mas a ruiva paralisou olhando para as suas costas e deixando um sorriso escapar.

– Eu estava te procurando. — ela disse se levantando e deixando o pó no chão. — Sasuke.

Notas finais
Uii teve amassos gente!!!!! E a Karin encontrou o Sasuke!!! Affff!!!! E agora? Ino recebendo uma dose de realidade... ela tava merecendo, não?? Bom, posso dar um spoiller pra vcs? Assim, beem de boa... hihihihi Pois bem, vou dizer mas não contem pra ninguém tá? Chega mais perto, isso, mais perto. Então, no próximo cap vai ter hentai, mas não conta pra ninguém! shiiiiu kkkkk Até o próximo gentee!!! Beijos da Pan e da Paula!