Notas iniciais
Boa Tarde meu povo! Aqui quem fala ( na verdade digita O.o) é a tia Paula, nem é domingo e já tem cap??? Pois é... a gente é tão legal que decidiu adiantar o capítulo pra vocês Ai gente, confesso que estava com uma vergonha do cacete de escrever Hentai... coisa dificil de escrever, ainda mais um hentai puxado para os sentimentos dos protagonistas dele...tem que ter jogo de cintura. Espero de coração que vocês curtam e aguardamos ansiosas os comentários. Nós vemos esse capítulo como um divisor de águas nesta fanfic. Capítulo dedicado a Brenda, nossa amiga carioca do wathsapp, que é apreciadora de hentais :P e fez aniversário! Nossos parabéns a ela!!!!!

{Sakura}

Eu andava tão perdida. Meus pensamentos estavam perdidos, minhas ações, meus sentimentos…

As coisas estavam tranquilas do jeito que eu levava. Eu me sentia bem, estava confortável, sentia que minha dívida estava sendo paga.

Mas ele acabou com as minhas bases. Um homem conseguiu me fazer entrar em um quase colapso.

Apertei os olhos com força tentando amenizar a angústia que me tomava. Eu estava sendo ridícula, sabia que não era certo me sentir daquela maneira. Eu não merecia!

Suspirei me sentando em frente ao túmulo da minha amiga. Havia tempo que algo estranho estava anunciando o sofrimento que eu iria sentir.

Todas as outras vezes que pensei que algo poderia acontecer, eu conseguia abrandar, mas dessa vez não deu.

Estava começando a me sentir possessiva, agarrando algo que não era meu e caindo numa ilusão bonita demais para mim.

Sasuke Uchiha estava me deixando louca.

Ai Mizumi, não acredito…

Eu ri amargurada olhando para a lápide fria que guarda o corpo da minha amiga. Estou confusa, revoltada, nervosa… Tudo por causa dele.

“ — Estava te procurando, Sasuke!

Sakura olhou para trás e viu o rapaz com o cenho franzido olhando para a ruiva como se estivesse tetando se lembrar dela. O peito de Sakura apertou vendo a cena. A ruiva era bonita, tinha corpão, um sorriso brilhante.

– É a Karin, Sasuke. — Sakura disse impaciente e no impulso. Estava incomodada com aquela cena, mas não entendia bem o porquê, só queria sair logo dali.

– Ka-Karin? — O queixo caiu em expressão de surpresa. — Oi.

– Quanto tempo, não? — a ruiva se aproximou dele dando um beijo ousado perto da boca.

Sakura abriu a boca indignada. Sasuke ainda estava de olhos arregalados com a surpresa. A rosada não sabia o que pensar, só não gostava do que estava acontecendo, não queria aceitar que era ciúmes o que sentia daquele rapaz. Bufou se levantando e saindo do lugar.

– Sakura, me espera. — Pediu Sasuke, sendo impedido pela ruiva. — Me solta Karin!

– Sasu… — a ruiva não teve tempo de terminar. Já havia passado por ela e corrido atrás da garota de cabelo cor de rosa.

Sakura correu sem saber onde estava indo. Aquela maldita sensação do passado estava tomando ela. Um sentimento egoísta que ela aprendeu a mascarar com o tempo, mas que agora havia surgido com força.

– Mas… que droga! — disse entre dentes sentindo-o perto de si.

A música e o barulho do bar estavam abafados, mas o coração soava forte.

– Vem, eu te levo pra casa. — Parou a garota ofegante. — Sakura?

– O que quer? — disse ríspida não se controlando — Não estava conversando com a sua amiga?

– A Karin? — Perguntou confuso. — Tem anos que eu não a vejo.

Sakura respirava ofegante. Estava mordida de raiva, e nem queria saber o porquê daquilo. Só queria que ele saísse dali e deixasse ela sozinha.

– Então vai matar a saudade e me deixa em paz! — disse sem noção do quão patética poderia parecer.

Sasuke ficou estático, aquilo tinha cheiro de ciúmes, mas preferia não pensar sobre aquilo, a possibilidade de que Sakura sentisse algo por ele agradava e disparava um alerta em seus sentidos.

– Eu não quero ficar com a Karin, ela é caso passado.

Sakura suspirou e balançou a cabeça. Teria rido se não estivesse tão nervosa. Havia muito mais que sentimento de possessão, havia algo que ela tinha guardado para si: Culpa.

Abraçou o próprio corpo e mordeu o lábio. Não sabia como agir, estava entrando em desespero por isso. Então, como forma de escape, ela fez o que mais odiava.

Fugiu.”

(...)

Sakura estava agachada e abraçando as próprias pernas em frente ao túmulo da amiga com o olhar vago. Era costume fazer isso quando queria escapar do mundo. Ela entrava em torpor que durava horas, presa nos próprios problemas tentando encontrar alguma solução que nunca achava. Estava do mesmo jeito, alheia a tudo, quando sentiu uma mão delicada pousar em seu ombro. Pulou assustada vendo a mãe de Mizumi a olhando com surpresa e depois com certa pena. Só neste momento ela percebeu que chorava.

– Sakura… — A bela mulher lhe sorriu pacífica. — Faz tanto tempo…

– Dona Shirue — Sakura se levantou enxugando o rosto rapidamente e dando um de seus sorrisos maquiados. Abraçou a mulher com força sentindo o peito doer com as lembranças. Ela ainda se lembrava de chorar e se esconder de culpa quando a via passar na rua.

– Quanta tristeza em seu olhar criança. — Alisou o rosto de Sakura, o olhar lotado de lembranças. — A Mizumi não gostaria de te ver assim.

Sakura deu um sorriso triste olhando o túmulo da amiga. Fazia 4 anos que aquela tragédia aconteceu, e pela primeira vez estava cara-a-cara com a mãe de sua melhor amiga.

– Eu sei que é tarde… — tentou dizer sem chorar, mas a garganta já fechava. Ela desviou os olhos para ao chão. Respirou fundo e os levantou para a mulher sem se importar de estarem marejados — Eu sinto muito. Eu tirei sua filha… eu… eu… — o desespero a tomou e os soluços vieram — eu não escutei… — desabou num choro cortante.

– Sakura. — Shirue cortou as explicações. — Não foi culpa de ninguém, só aconteceu.

A menina não parecia ouvir, cobriu o rosto com as mãos e deixou que a culpa a consumisse. A mulher não sabia o que fazer, não sabia que Sakura estaria daquela maneira, achou que depois de tanto tempo ela teria seguido sua vida, assim como todos os outros, mas ali estava a figura machucada que continuava a sangrar depois de tantos anos.

– Eu esperei por este dia ansiosamente. Eu sabia que você vinha visitar a Mizumi, eu via as flores recém colocadas em seu jazigo, mas nunca nos encontramos. — Comentou amarga. — Mas agora, o destino conspirou a seu favor, está na hora de você se livrar deste fardo Sakura, chegou a hora de você ouvir a Mizumi.

Sakura olhou para a mulher incerta do que ouvira, seu peito subia e descia com rapidez tentando se acalmar. Shirue era mais baixa que ela, mas Sakura se sentiu um criança sendo amparada por ela. Foi levada até o carro da mulher que ficou o caminho inteiro afagando suas costas, do porta-luvas ela tirou um envelope amarelado e entregou a Sakura com um sorriso triste.

– O-o que é isso? — a moça pegou o envelope mordendo o lábio ao reconhecer a letra que escreveu seu nome.

– Suicidas escrevem cartas, a Mizumi escreveu uma para você, eu deveria ter entregue depois do enterro, mas você sumiu e eu só pude fazer agora!

As mãos de Sakura começaram a tremer. Estava chocada demais.

Shiroe segurou ambas as mãos da garota e passou um sinal de conforto. Os olhos eram iguais ao de Mizumi, isso fez Sakura sentir um calma a atingindo e fazendo seus músculos relaxarem.

Sakura se sentou sozinha num banco do lado de fora do cemitério, respirou fundo tomando coragem para seguir. Abriu delicadamente o envelope e retirou o papel amarelado lá de dentro, o abriu sentindo a vista embaçar, ao ver a letra trêmula de Mizumi

“Eu não quero definhar, não quero ser um pedaço maltrapilho de mim. Eu sou vaidosa demais pra isso, então é aqui que nos separamos Sakura.

Eu venho escondida as seções de apoio as pessoas com Aids, eu vejo o nojo mascarado de lástima, daqueles que conhecem o meu diagnóstico. Não os culpo, pois a grande verdade é que eu sinto nojo de mim mesma.

Eu tomo os coquetéis de remédio escondida da minha mãe, eu odeio a forma com que eles agem, meus cabelos perderam o brilho, minhas unhas estão quebrando e minha pele escamando cada vez mais, eu me olho no espelho e sinto que estou me perdendo.

Eu me forço a viver um dia de cada vez, afinal esse é o mantra do grupo de apoio. Mas os dias pesam, cada segundo, minuto, hora, dia e semana passada, é como um pequeno martelo fechando a tampa do meu próprio caixão, me anunciando que falta pouco para a morte.

Eu estou enlouquecendo… esse cronômetro invisível que conta os meus últimos momentos está me desesperando. Eu me sinto afogada dentro dos meus sonhos, dos projetos que não cumprirei, dos filhos que não poderei gerar…

Uma vez eu ouvi alguém dizer que os sonhos são o combustível que nos move, pois bem... eu estou parada.

O motivo que me leva a te escrever, é bem simples, na verdade considere como um pedido de uma amiga moribunda. Viva Sakura, faça todas as coisas que eu não poderei fazer, se seu sonho é ter dois filhos, que tenha o terceiro em meu lugar. Não me esqueça pra que eu não suma, fazendo isso eu estarei sempre por perto, vivendo em você. Fizemos nossas escolhas, espero que as suas sejam baseadas no seu coração. Para não haver arrependimentos.

Não se culpe, e em nenhum momento ouse pensar que você não foi uma boa amiga… Em nossos valores deturpados, onde dinheiro vale mais que caráter, creio que conseguimos manter uma amizade sincera. E fique tranquila, sabendo que agora eu sou livre, eu faço as escolhas, eu escolho quando morrer, ser dona do meu caminho é libertador...então faça o mesmo Sakura...Trace seu caminho.”

Uma gota se uniu as outras que caíram durante a leitura. Ela conseguia ouvir a voz quase debochada de Mizumi falando diretamente para si. Deixou escapar outro soluço e mais lágrimas começaram a cair, mas diferente das outras, estas eram de alivio, como se as correntes invisíveis que a prendiam fossem tiradas de si e o peso da culpa sugada para dentro daquela carta. Seu coração voltou a bater como há muito não batia e sentiu-se viva, como há muito não sentia.

Abraçou a carta contra o peito conseguindo respirar aliviada.

– Obrigada amiga... obrigada!

Ergueu a cabeça ao céu,como se ali ela estivesse em forma de anjo a observando.

Pondo-se de pé, se sentiu desnorteada com o novo rumo que sua vida acabara de tomar. Havia tantas coisas... tantas... balançou a cabeça com força olhando as horas em seu relógio, o peito disparou na mesma hora.

Naquele horário, ele estaria lá.

Ela sabia para onde iria.

(...)

Sakura andava pelas ruas com a cabeça a mil. As palavras contidas na carta havia feito um efeito libertador em seu corpo e em sua mente. Corria sentindo o peso da culpa sendo deixado para trás. Não vivia por achar que estava sendo egoísta e por não se achar digna, mas era exatamente o que Mizumi queria que ela fizesse. Parasse de somente sobreviver...

“Fizemos nossas escolhas, espero que as suas sejam baseadas no seu coração. Para não haver arrependimentos…"

A garota sorria escutando o coração acelerar a cada passo que dava de encontro com a academia que ele treinava.

O sol já estava quase se pondo quando ela alcançou a entrada do lugar. Escutou ao longe o barulho de socos. O coração palpitou e, mais calma, pô-se a andar na direção do som.

– Sasuke? — chamou escutando os socos cessarem.

O viu de costas, sem camisa e com as mãos enfaixadas socando o saco de areia. Ele respirava ofegante e ela vislumbrou umas gotas de suor descerem pelas costas bem trabalhadas pelo treino.

Apenas deu uma olhada para trás sem virar o corpo, e ela se conteve olhando somente para seus olhos.

Sasuke se surpreendeu ao avistar Sakura, após o incidente com Karin e o princípio de discussão entre os dois, não esperava ver a garota tão cedo, na verdade imaginava que a garota queria distância, e o pior, ele não sabia o que havia iniciado briga.

Lembrava vagamente de ver ao longe ambas, rosada e ruiva se esbarrarem no corredor e Karin erguer o tom de voz. Não havia a reconhecido de imediato, mas mesmo depois de se dar conta de quem era não deu atenção, queria falar com Sakura ignorando a outra.

– Sasuke — ela deu um passo a frente e não conseguiu não olhar para o peito dele, estava um pouco tímida, mas determinada. Respirou fundo e sorriu contida — Eu… preciso conversar com você.

– Ah, agora você quer conversar? — Replicou ainda irritado. — Me explica Sakura, que loucura foi aquela?

– Calma, ok? — ela colocou as mãos a frente dando mais um passo. — Exatamente sobre isso que quero falar com você.

– Então fale, sou todo ouvidos…

Sakura olhou ao redor e respirou fundo vendo-o cruzar os braços por cima do peito largo e a encarar com seriedade. Mordeu o lábio pensativa e ergueu os olhos em seguida dando um sorriso sem graça.

– Conhece algum lugar… mais calmo?

Sasuke permaneceu no ringue, alguma coisa em Sakura estava diferente, ela parecia mais leve.

– Espera, eu conheço um lugar…

Sakura assentiu sentindo as mãos começando a suar. Observava ele pegar a garrafa de água e jogar na nuca e depois pegar uma toalha e ir para um cômodo nos fundos do lugar onde havia um chuveiro gelado.

Ele saiu secando os cabelos, usando uma camiseta preta com estampa de uma banda de rock e uma bermuda jeans, segurando a mochila nas costas com suas roupas de treinamento e girando uma chave nas mãos.

(...)

Sasuke pegou a caminhonete de Kakashi emprestada e Sakura pulou para dentro do banco do carona, dirigiu por cerca de meia hora até por fim chegar ao mirante da cidade, local onde conseguiam ver com nitidez toda a extensão da cidade, alguns levavam seus telescópios e avistavam as constelações, outros iam ao local para se acalmar vendo a cidade na quietude da natureza, por sorte em dias de semana o local ficava vazio. Sakura saiu do carro, parando por uns segundos para analisar o final da tarde e o sol se pondo.

Sasuke achou dois cobertores na parte de trás da caminhonete e estendeu por sobre a caçamba do veículo, o moreno se sentou em um lado e esperou a garota também se sentar, para só então iniciar diálogo.

– E então?

Sakura balançou as pernas um pouco olhando para o horizonte. O sol acabava de se pôr e ela não se lembrava da última vez que havia parado para observar um cenário tão bonito. Ela não olhava para Sasuke, mas sentia os olhos dele sobre si.

– Há 4 anos, Mizumi descobriu que estava com AIDS — disse de uma vez vendo pela visão periférica Sasuke se ajeitar para escutá-la — ela me procurou, sabe? Acho que era pra me contar, mas… — suspirou não sentindo mais aquela pontada que sempre sentia ao se lembrar — mas eu não a ouvi, ignorei pelo fato de não querer conversar naquele momento por algum motivo fútil.

Ela se virou para Sasuke e cruzou as pernas em cima da caçamba torcendo uma ponta do cobertor.

“Eu era uma pessoa diferente, Sasuke. Eu bebia demais, saía com homens que eu não conhecia, já usei drogas, humilhei as pessoas… — Sakura desabafava sentindo a atenção dele, teve coragem de finalmente erguer os olhos e encarar os levemente surpresos dele. — Mizumi me seguia, e em uma dessas nossas aventuras, ela contraiu a doença. Ela tentou ir me dizer, eu sei disso… bom, recebi o telefonema de uma de suas primas naquela mesma noite e… — ela suspirou se relembrando da cena como se fosse há poucos dias — encontrei minha amiga, minha melhor amiga — as lágrimas vieram só pela lembrança — enforcada na árvore onde costumávamos brincar… ela se matou, Sasuke.

– Você tem que se livrar de toda essa culpa Sakura. — Aconselhou sem saber das mudanças que se seguiram à carta de Mizumi. — Não foi sua culpa.

Sakura sorriu fracamente e tirou a carta do bolso.

– Hoje a mãe dela me entregou isso — ela disse entregando a ele — eu sempre achei que não tinha o direito de ser egoísta, que não deveria sabe… viver. Mas ela me libertou, Sasuke. — terminou num sussurro vendo as primeiras estrelas aparecerem.

Sasuke sorriu ao ver o vento descabelar a garota, deixando-a incrivelmente mais linda.

– Eu posso ler?

– Claro — disse acenando positivamente. Ela sorriu contida e voltou seus olhos para o céu. — É libertador.

Os olhos corriam pelas linhas e as sobrancelhas arqueavam ao ler as palavras fortes e aflitivas de Mizumi, ao final da leitura, Sasuke não sabia o que dizer. Ficou parado, contemplando a vista do pôr do sol, aproveitando os breves instantes de calmaria em sua vida tipicamente agitada.

– Eu… eu fico feliz por você Sakura.

– Obrigada — respondeu baixo olhando para seu colo e guardando a carta que ele lhe entregava de volta. — Eu pensei em várias coisas, sabe? Em coisas que que gostaria de fazer…

– E o que você quer fazer Sakura? — perguntou bem humorado. — Qual a primeira coisa que você fará em sua recente liberdade?

Sakura mordeu o lábio segurando o sorriso nervoso. Pensou por um momento se estaria sendo atirada, mas se tratando dele sabia que era algo recíproco.

Um leve vento bateu e ela levantou o rosto na direção dele vendo o sorriso maroto dele em sua direção. Tão inocente de sua decisão.

Se aproximou aos poucos vendo a expressão dele passar para uma certa surpresa. Roçou o nariz no dele e fechou os olhos sentindo o seu aroma. O beijou e foi correspondida sentindo a mão dele passar por seu pescoço e parar em sua nuca.

O gosto daquele beijo era diferente de todos que ela já provara.

Ele começou com hesitação, mas logo tomou as rédeas da situação e esquentou a puxando para mais perto de seu corpo. Sakura encostou as mãos no peito masculino e sentiu os músculo rígidos do peitoral. O beijo se tornou afoito, como algo necessário para os dois, as mãos dela já estavam em volta de seus pescoço e as dele indo para sua cintura a puxando com mais força para junto dele.

O fôlego foi acabando e o beijo foi sendo interrompido.

– Eu não vou mais parar.- As pontas dos dedos traçaram rota pela pela fria de sua barriga, deixando o rastro quente por onde a tocava.

Mordeu o lábio inferior da garota e ouviu o gemido baixo.

– Faz isso de novo… — Pediu rouco. — Faz isso de novo Sakura.

Sakura empurrou o tronco dele de leve para os cobertores da caçamba e colocou metade do corpo sobre ele o beijando com suavidade e malícia, como se provasse todos os cantos da boca dele de modo sensual. Seu corpo a guiava de modo instintivo depois de muito tempo.

Sasuke se deixou guiar e foi sua vez de ouvir o próprio gemido ao sentir o corpo de Sakura se colar ao seu, agarrou as coxas fartas com um pouco mais de força que o necessário.

– Porra Sakura...

Sakura soltou um leve riso beijando abaixo da orelha dele e subindo por inteiro no corpo deitado e musculoso. Os dois ofegavam se entregando ao prazer.

Sakura voltou sua atenção ao lábios dele e aproveitou para tirar a camisa sentindo o abdômen bem trabalhado por onde seus dedos passavam.

O aperto em sua coxa aumento e ela gemeu mais uma vez contra a sua boca.

Sasuke inverteu as posições, seu corpo cobrindo o da garota por completo, tinha pressa e desespero em cada toque, os dedos experientes abrindo o fecho do sutiã da garota e a livrando da peça desnecessária. Gemeu mais alto ao sentir a pele aveludada de seus seios e quase xingou ao ver a fileira de botões intercalado.

– Foda-se, eu compro outra blusa. — falou com voz abafada.

– Sasuke! — ela o repreendeu rindo, mas recebeu um sorriso bonito e um olhar intenso. Ela sorriu de volta mordendo o lábio inferior e passando as mãos pelo corpo dele enquanto ele a olhava com desejo.

– Você é muito gostosa. — Falou alto, de certo modo para si mesmo, memorizando as curvas da garota.

Sakura umedeceu os lábios contornando o peitoral dele com o dedo e vendo ele arrepiar e tomar seus lábios novamente. As mãos passavam pelos corpos um do outro num carinho fogoso. Não queriam se separar, queriam sempre mais.

– Você é lindo — ela disse quando ele atacou seu pescoço em beijos molhados até base de sua orelha. Arfou quando ele deu uma leve mordida em seu lóbulo. — Sasuke…

Os lábios apressados desceram por seu pescoço, sugando ávido, revezando entre um seio e outro, torturando-a pouco a pouco, se perdendo nos toques de sua boca.

Sakura não se lembrava a quanto tempo havia privado-se de tal desejo. Estava sedenta por ele desde o treino que tiveram. Nunca algo que parecia errado lhe pareceu tão certo como agora.

Ela sentia as mãos fortes dele a apertando de forma possessiva e exalando testosterona. Ele era forte e sabia o que fazia. A acariciava com vigor e ela se entregava a cada toque chamando por ele.

As mãos foram ágeis para a bermuda dele, desabotoando-a e sorrindo ao vê-lo se levantar um pouco para tirar inteira jogando num canto qualquer ali.

O Uchiha sorriu agraciado ao sentir quão molhada ela estava, os dedos entravam e saiam do centro de sua feminilidade. Se sentia um adolescente ao perceber que estava tão desesperado que não ousou tirar a roupa de baixo da garota, pouco se importava com a calcinha que Sakura estava usando, empurrou a peça para o lado e se importou em dar prazer á garota.

– Sakura… — gemeu ao sentir o corpo da garota se contrair em prazer.

– Ah — arfou jogando a cabeça para trás e sentindo ele sugar um de seus seios novamente. — Você… é muito apressado… — ela soltou uma risada sendo interrompida por mais um dedo entrando rápido em seu interior.

Os gemidos começaram a ficar mais altos, Sasuke não aguentava mais. Retirou os dedos e tirou a saia dela com rapidez passando a mão por seu membro duro por cima da cueca enquanto a olhava de corpo inteiro a sua mercê.

Ela respirava ofegante o olhando com desejo. Ele retribuía soltando um de seus sorrisos de canto com os olhos nublados de excitação.

Os dois sentiam que era algo completamente diferente do que já tinham provado. As bocas se encontraram mais uma vez, agora com mais calma e mais intensidade. Os braços de Sakura rodearam o pescoço dele, e Sasuke puxou a cueca para os pés se livrando da peça.

Os corpos agora estavam se tocando em toda extensão. Ele sentia cada pedaço do corpo dela grudado ao seu. Ela sentia a excitação dele tocando-lhe ansioso para entrar.

Sakura parou o beijo mordendo o lábio dele e erguendo a perna esquerda para que ele se encaixasse melhor. O olhar dela foi o convite que ele esperava para começar.

Lentamente ele entrou nela e viu o rosto dela se contorcer em tesão, aquilo era uma das mais belas cenas que ele viu.

Aos poucos ia aumentando o ritmo escorando um braço ao lado dela e olhando-a diretamente nos olhos verdes que brilhavam enquanto o encarava de volta.

As mãos se uniram, incentivando-o a continuar, a ir mais fundo e mais forte, sussurrando seu nome como uma prece, seus olhos se fecharam instintivamente, o corpo formigando anunciando ápice de seu prazer.

– Sakura… eu… — Não precisava terminar a frase, ela entendia bem o que ele queria, ela queria tanto quanto ele. — Sakura...

A garota gemeu alto apertando a mão dele contra a sua sentindo ele explodir de prazer dentro dela. Ela apertou os olhos quando o sentiu ir ainda mais rápido e forte, queria que ela chegasse no ápice também. O peito forte encostou no seu e ela abriu os olhos soltando o ar de forma prazerosa quando se sentiu chegando no clímax.

Sasuke saiu de dentro dela arfando, deitou-se a seu lado jogando um dos cobertores em cima dela e a abraçando perto de seu peito. Ela sorria, ele não conseguiu se conter e a acompanhou.

– Isso foi incrível — ela disse depositando um selinho nele. — Você deve estar me achando uma louca, né? — comentou rindo afagando o queixo recém barbeado. — Mas, eu queria…. muito.

– Eu não te acho louca Sakura, você é única, singular. — Elogiou. — E eu também queria, desde de sei lá quando… Eu acho que você me cativou aos poucos. — Comentou corado, mas sem esconder o grande sorriso em seu rosto. — Estou me sentindo idiota, acho que é assim que o Itachi se sente, e olha que eu sempre ria da cara de bobo apaixonado dele.

Sakura segurou a respiração enquanto escutava a declaração sem jeito vinda dele. Ela o olhou se atentando aos detalhes de sua simplicidade e do constrangimento. Ele estava sendo sincero e isso fez o coração dela saltar.

Haviam se conhecido em momentos adversos. Haviam discutido e logo se deram conta do quanto podiam ser diferentes. Cada um conheceu o ponto fraco do outro, cada um deu sua ajuda sem esperar pelo retorno, sem segundas intenções. Beijos foram roubados por diversos motivos, farpas foram trocados sem hesitação.

Haviam se tornado a válvula de escape um do outro.

No fim, já sabiam que um completava o outro, só não era fácil admitir.

Mas ele admitira, e ela estava neste processo de aceitação.

Escondeu o rosto no peito dele sorriu bobamente contra ele.

– Eu também gosto de você, Sasuke.

O rapaz soltou o ar aliviado a abraçando contra o peito. O coração acelerado batendo em um mesmo ritmo. Ele se sentia completo, estava estranhamente relaxado e feliz, como há muito não se sentia. As estrelas que apareciam no céu eram testemunhas do casal de amantes que haviam descoberto algo maior para compartilhar.

O momento era único, era especial.

Até que as luzes de uma sirene fez Sasuke dar um salto e cobrir Sakura até a cabeça com o cobertor.

– Sasuke… — Sakura se apavorou se encolhendo por baixo do cobertor.

– Shiiu — o garoto disse nervoso vestindo a cueca e vendo a viatura parar ao lado da caminhonete.

Kakashi saiu de lá balançando a cabeça e olhando para o afilhado de forma debochada. O homem viu o montinho encolhido por baixo das cobertas e o rosto sempre impassível de Sasuke se tingindo de vermelho. Não sabia se de vergonha ou de raiva.

– Pego com as calças na mão, Sasuke…

***

{Sasuke}

Eu vejo seu perfil iluminado pelo fim de tarde, o vento brincando com seus cabelos rosados.Eu ouço sua voz embargada me revelando detalhes escuros de sua vida.

Cada revelação movida a remorso lhe deixando mais bela, e nesse instante eu percebo. Estou terrivelmente encrencado.

Seus lábios tocam os meus em uma lenta tortura.

Eu não sei bem ao certo quando, ou como aconteceu. E me sinto estranho em admitir, mesmo que para mim mesmo, a existência desses sentimentos.

O Itachi vai rir de mim...

O Naruto vai se acabar na gargalhada...

É... parece que fui pego.

Eu tentei escapar, mas a Sakura é o meu destino, não importam quantas curvas eu faça, quantos retornos e atalhos eu tome, todos os caminhos me levam a ela, eu estou sem escape!

Essa sensação de impotência que eu conheço tão bem, a sensação de não poder fazer nada e ser obrigado a seguir o fluxo. Em minha vida, algo sempre esteve muito claro, não importava quantas braçadas eu desse, quão forte eu nadasse contra a correnteza que era a doença de meu pai, eu sempre seria tragado e levado de volta a margem.

O boxe me deu um escape.

Mas com Sakura...

Com Sakura eu me sentia quase do mesmo jeito, sem opções.

Mas de certo modo, eu percebo que a sensação é boa. Eu não quero escapar disso, eu quero me permitir ser pego pela correnteza que é a ela e ser levado por quanto o tempo me permitir.

Afinal, não é nenhum sacrifício, na verdade, é deveras prazeroso.

Notas finais
E então? foi bom pra vocês? kkkkkkkkkkkkkkkk XD Queremos opiniões hein.... bjos e até o próximo domingo Bjos da Paula e da Pan