Notas iniciais
Oi pessoas!! Olha, capítulo fresquinho de Sem escape!!! Estou dizendo que o cap de hoje promete hein!!!! hehehehehehe Olha, estamos de capa nova!!!!! uhuuuul o/ Linda demais!!! Super agradecimentos pra lindona da GlitchLorde, que fez essa capa maravilhosa de presente pra nós *--* Capítulo dedicado à ti flor!!! Dedicamos este cap, também, à fofa da Mylla Verçosa *-* Sua linda esperamos que goste ;) Não sei seu nick hahaha dá um salve nos reviews pra eu saber, criatura!!! hahahaha Iremos respondê-los ok? ;) Espero que curtam ;)

Ele estava cego!

Chegou aquela casa sem perceber e já estava batendo na porta com força e inquietação.

– Konan! — chamou alto.

A morena atendeu assustada, esquecendo por um instante que vestia apenas sua fina camisola.

– Ah é você Itachi...

Itachi automaticamente analisou-a dos pés a cabeça engolindo em seco e voltando a encarar os olhos dela.

– Me deixa entrar. — pediu tentando olhar para dentro da sala.

– Pra quê?

Itachi se fez a mesma pergunta e a resposta veio com a imagem das pernas dela totalmente de fora.

– Quero conversar.

A morena suspirou e saiu para a pequena varanda que dava acesso a sua casa.

– Tudo bem.. vamos conversar.

– Por que não me deixa entrar? — perguntou olhando a minúscula peça de dormir e olhou para a rua vendo se alguém passava.

– Porque tanta cobrança Itachi?

– Desculpe — respondeu por fim passando as mãos no cabelo e respirando fundo — eu não sei o que dizer...

Konan olhou para a lua pensativa.

– Eu gosto de você Itachi.

O moreno ergueu a cabeça na mesma hora e fitou confuso a moça, que nem lhe encarava de volta.

– Gosta? Como? — perguntou parecendo um adolescente diante de seu primeiro amor.

A garota colocou as mãos no rosto frustrada.

– Eu acho melhor você ir embora Itachi.

– Por quê? Konan — segurou-a pelos ombros — me escuta.

A morena se desvencilhou do toque do garoto.

– Vai embora Itachi.

O rapaz não desistiu, ela virou de costas para entrar, mas ele começou a falar:

– Eu estou muito confuso. — confessou olhando para os próprios pés e depois para as costas dela. — Eu não sei como deveria ser nossa amizade colorida, mas sei que tem algo de muito errado.

– Tem algo muito errado mesmo. — concordou.

Konan sabia que no fundo Itachi gostava de Sakura e só não queria perder o vínculo com a garota que o desvirginou.

– A Sakura é uma ótima garota... a melhor! — Sorriu. — Conquiste ela, Eu vou te ajudar.

– Aí tá o problema — o moreno disse a olhando nos olhos — eu podia ir atrás de qualquer uma das duas, mas nem pensei duas vezes e já estava batendo na sua porta.

O coração da morena amoleceu um pouco.

Beijou a bochecha do Uchiha demoradamente.

– Você é perfeito Itachi.

– Queria ser — suspirou tomando as mãos dela — Sasuke levou ela embora, mas não senti nada... mas quando ele tocou em você... Konan, me responde. Como você gosta de mim? Me ajuda a entender.

– Eu acho melhor a gente dar um tempo. — Comentou triste. — Quando você descobrir o que sente... você me fala.

– Eu só preciso saber o que você sente. — sussurrou perto do rosto dela. — Me diz.

Konan o empurrou contra a mureta da varanda. Beijou Itachi como se sua vida dependesse daquilo. Um beijo cheio de significados ocultos em um coração apaixonado. Quando o ar faltou, os dois se olharam intensamente, sem se separarem por completo.

– Você compreende agora? — ela sussurrou.

Ele sorriu de canto e a puxou pela cintura a beijando com vontade. Passou as mãos pela cintura sentindo o tecido fino. Separou-se na hora olhando para a rua.

– Vamos entrar. — disse empurrando ela a sua frente.

– Essa é a amizade colorida mais maluca do mundo. — Riu permitindo a entrada dele.

– Não quero isso de amizade colorida. Quero você só pra mim. — disse já a pegando no colo e fechando a porta com o pé. — Aliás, o que você e o Deidara fizeram? — perguntou arqueando uma sobrancelha.

– Ele me deu uma carona e voltou pra festa. — Gargalhou vendo a cara de alívio dele. — Isso quer dizer que somos namorados?

Itachi sorriu gostando dos olhos esperançosos dela e do jeito que a palavra saiu de seus lábios.

– Namorados — concordou beijando-a — Depois faço o pedido formal. — disse rápido atacando o pescoço dela e a jogando na cama.

~ * ~

{segunda-feira}

Estúpida! Estúpida! Estúpida!

Era o que Ino gritava internamente.

Havia sido uma idiota.

"É Ino, você deve ser uma fácil mesmo. Uma sem conteúdo que só sabe falar de marca de esmalte e bolsa."

A cena deplorável se desenrolava às sete da manhã.

Seus cabelos estavam fedendo a álcool, as roupas da noite anterior suadas. A maquiagem borrada pelo choro à transformou em uma espécie de noiva cadáver.

Mas ainda assim mantinha seu caminhar imponente, na chamada caminhada da vergonha.

Seu salto preferido estava machucando seus dedos do pé.

Mas uma Yamanaka não desce do salto nunca, jamais.

Ino sempre teve a certeza de que era uma pessoa um tanto quanto superficial, e isso nunca lhe importou.

Uns falam de arte contemporânea, outros de Mozart. Ela falava do corpão da Beyoncé e da fofoca do momento, que mal há nisso?

Ser assim nunca lhe trouxe problemas, muito pelo contrário, lhe trouxe uma fila de namorados e presentes em datas comemorativas.

Sim ela tinha orgulho de ser uma "material girl".

Sem remorsos.

Se a vida lhe deu longos cabelos loiros, seios grandes e boca carnuda, isso era algo que não podia controlar. Ela era uma garota de sorte, só isso.

Mas naquele início de dia, depois de uma noite de sexo tórrido na casa de Gaara (seu-quase-namorado ) as coisas mudaram de figura.

De certo que em um dia "normal" ela acordaria às nove, faria seus rituais de beleza e iria pra faculdade arrasando os corações por onde passasse.

Mas a voz risonha de Kankuro à acordou num estalo.

– Porra Gaara, nós temos uma irmã. Não traga sua namoradinha para essa casa, ou a Temari vai se achar no direito de fazer o mesmo.

A loira se manteve quieta na cama, achava graça do jeito protetor dos garotos. Sua cunhadinha estava ferrada.

–Me deixa Kankuro. A Temari gosta da Ino. E ela não é minha namorada...

"Ok... essa doeu." – Pensou ar mexendo desconfortável na cama king size.

– Então define aí maninho. Se a Ino não é sua namorada, então ela é o que?

Ouviu a gargalhada rouca de Gaara, e sentiu um arrepio em sua própria espinha.

– A Ino sabe o lugar dela e isso é bom. Me polpa o joguinho chato de flerte. Você sabe tão bem quanto eu que é muito chato paquerar uma garota e ganhar confiança, e só depois da confiança vem o sexo. — A risada afirmativa de Kankuro foi o energético para Gaara continuar seu discurso. — E o pior, depois de todo o esforço a garota nem tenta agradar. Aí rola aquele sexo papai e mamãe chato. Com a Ino não tem isso, ela é vadia e gosta do título... Uma delícia na cama. Quando eu cansar, de repente empresto ela pra você.

Um choque à atingiu, ouvir a sinceridade masculina tão crua a chocou.

Então ela levantou a toda, caçando suas roupas na semi escuridão que a cortina grossa do quarto causava.

Vestiu seu short e calçou os saltos alisando o cabelo com os dedos.

Os irmãos ainda papeavam quando ela abriu a porta num rompante e saiu sem nem olhar na cara de Gaara.

– Ino.

Ela ouviu a voz dele e num rompante de raiva se virou para analisar pela última vez o ruivo mas filho da puta do mundo.

– Tá vendo isso aqui Gaara?! — Gritou apontando com os dedos para o próprio corpo. -Dê adeus, porque a vadia aqui, vai arrumar alguém novo pra flertar...

E desde de então ela fez sua caminhada rumo a seu doce lar.

Fazendo um lembrete mental de nunca mais esquecer suas chaves e carteira em casa.

Sentiu o cheiro forte de café vindo da padaria e seu estômago roncou.

Talvez se ela fizesse algum charme pro padeiro...

Talvez se ela desse seu sorriso mais brilhante...

O destino lhe deu um beijo de sorte, e ela agradeceu aos céus ao ver o esquisito que havia lutado com Gaara.

Sai era até bonitinho, mas seu jeito estranho, sinceridade absurdamente brutal e a falta de melanina, eram algo que fariam o branquelo continuar morando com os pais por um bom tempo.

– Oi Sai. -Disse sorridente, numa postura ensaiada que fazia seus seios ficarem empinados.

Sai não se dignou a dar uma mínima olhada, o que deixou sua diva interior irritada.

– Então fofinho... — Alisou o bíceps malhado em círculos. — Eu tive um pequeno problema e... Eu estou precisando de um cara forte e bonito como você, pra ser meu herói.

Sai se afastou pegando os pães da mão da atendente.

– Em que posso ser útil? — Perguntou em seu sorriso assustadoramente mecânico.

– Eu preciso de uma carona e um gole de café...

Então ele a conduziu em seu humilde carro, que com toda certeza não era dos mais novos e fedia à gasolina.

Ao chegar na porta de sua casa a loira sorriu encantada, pronta a dar um selinho em agradecimento ao feioso.

Selinho esse que ele não quis. Olhares cobiçosos que ele não lhe prestou.

Saiu do carro irritada e parou ao ouvir a suave voz do garoto.

– A propósito Ino...Quando você precisar de um favor, não finja que gosta de mim e muito menos que quer fazer sexo comigo. Eu entendi suas indiretas, mas garotas fáceis demais nunca serão valorizadas. Tem gente que gosta de ajudar e não precisa de retorno. São poucos, mas existem... Tenha um bom dia, Ino.

O calhambeque voltou a andar e a loira parou estática, olhando o carro sumir numa curva.

–Esse garoto é gay, só pode.



***

Sasori tentava se esquecer daquela fatídica noite.

Como pôde perder em uma luta que parecia estar ganha?

Seus óculos escuros escondiam os hematomas e se encolheu ao ver o Uchiha pegar um saco plástico e juntar as folhas.

– Hei... Pare de ser viado. — Gritou Sasuke pedindo com as mãos que o ruivo se aproximasse. — Foi uma boa luta...

– Cala a boca — resmungou sentindo a dor no corte que tem na boca — Cuzão.

– Tá de TPM?! — Riu o Moreno. — É sério coisinha vermelha... Você é um bom lutador.

Sasori olhou o Uchiha de esguelha e não conseguiu conter o sorriso.

– Sou mesmo. Você deu sorte. — disse mais humorado. — É impressão minha ou você tá bem humorado hoje?

– Os vitoriosos se sentem assim. — Gargalhou lembrando da luta.

"Ele sentiu os olhos de Itachi fixos em si, mas chacalhou o corpo e começou a aquecer os músculos pulando de um lado pro outro e sacudindo as mãos.

No ringue, Sasori e ele não eram amigo. Pareciam nem se conhecer tamanha a intensidade da competitividade que emanava deles.

Os dois se encaravam enquanto o público gritava eufórico.

Sasori sorriu convencido tirando a jaqueta e mostrando o dorso nu e definido. Sasuke fez o mesmo.

Pareciam dois leões mostrando quem tinha mais poder somente pelo porte antes de partirem pro ataque.

– Eu vou te dar o troco, Uchiha.- sibilou o ruivo deixando os punhos enfaixados em frente ao corpo em posição.

Sasuke não se sentia totalmente pronto, algo dentro de si o deixava hesitante e sabia que era a presença de Itachi que o estava desconcentrando, mas ele não tinha escolha, só havia um caminho para Sasuke aquela noite.

Vencer.

Sasori adiantou-se com um sorriso e o soco armado. Sasuke desviou e tentou acertar o estômago do ruivo que bloqueou e acertou o cotovelo no queixo do Uchiha fazendo-o cambalear para trás.

Os gritos do público ecoaram por seus ouvidos e ele sentiu o sangue esquentar.

Sasori se aproximou com passos felinos e sorriu esperando o Uchiha voltar ao normal.

– Já está entregando a luta, viado?

Sasuke bufou e o acertou em cheio no supercílio fazendo-o abrir e jorrar sangue.

Sasori afastou-se surpreso e fez uma careta de dor e raiva.

Sasuke não conseguia nem dar um sorriso presunçoso. Não estava nos seus 100% e a todo momento encontrava os olhos de Itachi. Exasperado e... confuso.

Outro soco e Sasuke caiu na lona sentindo o gosto de sangue tomar-lhe a boca.

Cuspiu e tossiu vendo as pessoas ao redor como se fossem borrões.

– Levanta molengão! — Sasori chutou a perna do Uchiha.

Sasuke engoliu o sangue e fez uma careta.

Lutar bem era estar em equilíbrio físico e mental, mas não conseguia. A cada soco que acertava, era surpreendido por mais 3.

Estava perdendo e não conseguia arrumar um jeito de reverter isso.

– Perdedor.

Sasuke congelou no lugar e seus músculos retesaram. A palavra ecoou por sua mente repetidas vezes e ele não aceitou-a.

Ergueu a cabeça decidido a derrubar o Akasuna e acabou dando de cara com dois olhos verdes e apavorados.

Sakura o encarava assustada e com a boca um pouco aberta. Devia estar parecendo um espantalho sangrento para a ver daquele jeito.

Se aprumou ainda olhando-a e Sakura não desviou. Limpou a boca com o braço e estralou o pescoço mostrando estar bem. Ela balançou a cabeça de modo repreensivo e divertido sem conseguir conter o sorriso aliviado.

E então, o sorriso de sangue.

Sasori preparou o soco assim que viu Sasuke se levantar, mas o rapaz se virou tão rápido que o ruivo nem viu o que o acertou.

O soco foi em cheio no estômago e outro na têmpora. Sasori cambaleou para trás tossindo e viu Sasuke se aproximar exalando uma presença altiva e perigosa com aquele sorriso vermelho.

Tentou reagir, mas o último golpe foi decisivo e, inconsciente, caiu na lona."

– Viado — disse jogando uma garrafa de água em cima do Uchiha e gemendo pela dor no braço.

– Tá mais quebrado que as velhas do asilo. — Riu sentindo dor nas costelas.

– Ah, vai se ferrar, Uchiha. Vai ter revanche, seu... — o ruivo parou de falar e Sasuke seguiu o olhar dele. Sakura passava com flores nos braços e usando seu jaleco branco. Andava apressada de um lado pro outro. O ruivo suspirou — Eita rosadinha, ainda te pego.

– Boa sorte... Ela beija bem. — Gabou-se.

– Que? — Sasori virou-se para o Uchiha com o rastelo na mão — Você pegou a rosada? — perguntou incrédulo.

– Ainda não trepei com ela... — Riu sacana.

– Filho da puta! — Sasori gritou pulando por cima do Uchiha numa fingida luta.

– Nem todos tem a sorte de ser Sasuke Uchiha. — Riu voltando a tarefa de catar folhas.

– Puta merda. — Sasori amarrou um saco com brutalidade — Mas, diz aí... como pegou ela?

– Não vou te contar nada Akasuna. — limpou o suor das mãos nas calças. — Saber que eu senti os peitos da rosada já é o suficiente.

– Filho da puta sortudo! — Sasori olhou no Uchiha balançando a cabeça incrédulo.

– Já acabaram de fofocar sobre a novela? — Tsunade apareceu olhando os dois do alto — Vão puxar os vasos de flor do hall que faremos uma festinha ali.

– Tô fudido. — Sussurrou pro ruivo.

Sasori riu baixo vendo a loira olhado feio e desconfiada para os dois.

– Acho que ela não escutou, mas a rosinha é toda sua mermão. Eu não encaro a madrinha Godzilla.

(...)

Sakura estava observando atentamente a arrumação do hall, teria uma festinha para os familiares dos idosos e os mesmos fizeram algo artesanal para decorar com a supervisão de Sakura. Ela observava tudo feliz por ter uma desculpa pra não ficar perto daquele abusado.

– Sakura. — Gritou Tsunade que trazia a tiracolo dois suados. — Venha aqui Sakura.

Sakura virou o rosto fazendo uma careta de desgosto e virou-se com um sorriso forçado.

– Sim?

Tsunade apontou para o vaso que queria trocar de lugar e os garotos se foram.

– Então minha menina... Tenho te achado estranha. Aconteceu algo?

– Tô normal, dinda. — a menina disse displicente mexendo as mãos. — Por quê?

– Você costumava ser mais falante. — Gritou a posição certa do vaso para os garotos. — Você está quieta demais.

– Estou ocupada demais — respondeu desviado os olhos das costas suadas e definidas do Uchiha.

– Escute Sakura, eu tenho um conselho pra você...

Sakura desviou os olhos rapidamente para sua madrinha.

– Conselho? — repetiu confusa.

– Sim. Está vendo aquelas duas pestes ali? — Apontou para os lutadores. — Não se misture com eles.

– Tsunade, acho que esta ficando caduca — disse num bom humor nervoso.

– Longe disso. Já tive sua idade Sakura, eu sei bem com a combinação músculos suados pode fazer.

– Tsunade! — Sakura repreendeu rindo — Sabe que precisa de muito mais que isso pra me prender atenção.

– Sei... — A loira não acreditou. — Conselho dado.

– Conselho ouvido! Agora com licença que preciso preencher relatório do estagio pra senhora assinar.

– Juízo Sakura... Juízo.

Sakura riu saindo de lá, até que o sorriso desapareceu e ele bateu na testa irritada. Devia seguir mesmo o conselho de sua madrinha. Via aquele rapaz vezes demais fora dali...

– Droga!

– Oi garota que ama mesas da direção. — Comentou no ouvido da rosada.

Sakura pulou olhando para trás com o rosto em chamas.

– Uchiha! Droga, que susto! — arfou voltando a andar pelos corredores. — Tá me seguindo? Não tenho nada pra você.

– Por decreto judicial, eu trabalho aqui.

– Mas não é grudado comigo.

– Relaxa.. aqui a polícia não vai nos parar.

Ela sentiu um arrepio, mas ignorou.

– Idiota, quase tive um ataque ontem. — disse chegando na sala e separando os papeis.

– Você é muito certinha. — Reclamou. — Reviva a Sakura que faz sexo na mesa do diretor.

Sakura parou o que fazia e olhou para o nada. Suas mãos deram uma breve tremida. Ela respirou fundo e resolveu ignorá-lo.

– Me deixe em paz.

– Não adianta fugir. Infelizmente não encontramos um escape pra tudo. — ela sussurra suavemente — A vida é como uma luta, não é? Aprenda com o que ela tenha a ensinar e não desista. Vença.

Sakura reconheceu suas próprias palavras e se surpreendeu. Suas mãos tremiam e ela sabia que ele estava vendo. Decidiu segurá-las com força e continuar mexendo nos papeis, agora sem o foco inicial.

– Preciso ficar sozinha e acabar isso...

– Engraçado.- Riu em tom de zombaria. — Você me disse uma vez que eu uso a luta como escape... E quer saber, é verdade. Socar me faz fugir da merda de vida que eu tenho. Mas você garota... Você foge por um motivo pior que o meu. Eu fujo do dia à dia. Você foge de você mesma. Você não é essa pessoa certinha, mas se esconde na capa de garota altruísta e boazinha.

Sakura sentiu suas pernas perderem as forças, segurou na mesa sentindo o peito apertar. Os olhos estavam arregalados e as palavras soavam incessantes em sua cabeça.

– Você não sabe nada sobre mim. — disse num murmúrio carregado de amargura. — Eu não.. fujo... — a voz falhou.

– Meu pai dizia que quando uma pessoa mente, ela não olha nos olhos. — Disse erguendo o queixo da rosada para que o olhasse. — Você consegue se olhar no espelho Sakura?

Olhou-o nos olhos e sentiu os seus queimarem. Nunca alguém havia a confrontado daquela maneira. Não precisava disso. Fazia tudo certinho, ajudava o próximo... Não queria ser pressionada a ver a verdade.

– Eu... — a voz saiu embargada e os lábios tremeram. Ela abaixou a cabeça e segurou o soluço.

– Você não precisa ser perfeita. — Sasuke limpou a lágrima que teimava em correr. — Seja você mesma Sakura.

Ela o havia beijado por pena.

Ele à beijou no carro para mostrar seu ponto de vista.

Mas o terceiro beijo foi por um motivo bem diferente.

Sasuke à beijou para desnudar sua alma.

Sakura retribuiu por um segundo até cair na real sobre o que estava acontecendo.

Empurrou-o com força e correu para fora da sala sem olhar para trás.

***

Itachi havia acabado de chegar em casa e já tinha que sair novamente para seu segundo emprego. Já estava pregando o ultimo botão da camisa branca que fazia parte de seu uniforme do barzinho quando viu Sasuke entrar de cenho franzido em casa.

– Sasuke, algum problema? — perguntou baixo para que a mãe não ouvisse.

O irmão mais novo ficou pensativo.

– Acho que estou apaixonado pela Konan. — Comentou sério tentando manter a farsa.

– O quê? — Itachi engasgou tentando bater no próprio peito e agarrar a gola da camisa do irmão ao mesmo tempo.

– Aquele cabelo azulado. — Suspirou tentando não cair na gargalhada. -Tá decidido! Ela vai ser a mãe dos meus filhos.

Itachi passou do branco pro vermelho em segundos e puxou Sasuke pela gola da camisa para dentro do quarto o empurrando com uma brutalidade que não tinha, na parede.

– Tira o olho dela. Escutou? — disse entre dentes olhando ameaçadoramente para o irmão. — Não é porque você é meu irmão que não quebro tua cara...

Sasuke não se aguentou e gargalhou a plenos pulmões.

Riu tanto que esqueceu parcialmente de Sakura e sua bipolaridade. A santa e a devassa num só corpo.

– Tu é muito trouxa mesmo! — Riu se jogando na própria cama. -Se apaixonou pela primeira. Não vai nem aproveitar uns dias de solteiro. É o chamado amor de pica... Bate e fica.

Itachi olhou atordoado para o irmão e só agora percebeu que estava com o cabelo solto e despenteado, resultado de seu momento de semi-fúria.

– Você tava brincando? Tava me zuando?

– Relaxa Itachi... Ela é toda sua. — Deu um cascudo no mais velho e depois voltou a ficar pensativo. — Itachi, você já conversou com alguém e teve a impressão de que ela está encarnando um personagem?

– Você — Itachi respondeu simplesmente amarrando os cabelos — sempre tive essa impressão. Alias, vou cortar essa mão assanhadinha.

Sasuke riu.

– Eu tô falando sério idiota!

Itachi voltou a ter o semblante sereno e sorriu.

– Conta o que tá acontecendo.

– Quando eu entender, eu juro que te conto irmão. — Balançou os cabelos rebeldes. — Não quero manter mais nenhum segredo.

Sasuke se lembrou da luta e da reação de Itachi...

" (...) Sasuke passou a mão no cabelo assim que viu Itachi aparecer por aquele corredor. Havia se refugiado naquele lugar depois de nocautear Sasori.

Sasuke sentia todo o corpo dolorido e a cabeça latejando e agora teria mais essa. Sabia que boa coisa não ia sair visto o jeito que Itachi vinha andando. Rápido e com o rosto contorcido.

Sasuke suspirou quando irmão chegou perto já preparando-se para o sermão e as palavras de desgosto. Se levantou e ficou o mais ereto que pode encarando Itachi com a firmeza que conseguia naquele momento.

Itachi aproximou-se já crispando a boca e com a respiração ofegante.

Sasuke podia ter pensado em muitas reações do irmão mais velho e nenhuma delas foi o que aconteceu.

Os braços de Itachi apertaram Sasuke num abraço forte e cheio de significado.

Sasuke ficou imóvel de surpresa por uns segundo ate senti-lo apertar mais e ser obrigado a retribuir.

A quanto tempo não se abraçavam assim? 10? 15 anos?

Um abraço longo que fez muito peso sair dos ombros de Sasuke. Um abraço que fez Itachi transpor muita coisa sem dizer uma palavra. Um abraço que uniu dois irmãos num mundo novo.

Itachi se afastou e Sasuke sentiu-se um pouco constrangido com o sorriso do irmão.

– Esse era seu segredo, moleque? — perguntou divertido — o pai fez ensinou bem. Ficará orgulhoso. — Sasuke sorriu sem jeito e Itachi o encarou — Não precisa ter segredos comigo. Estamos nessa juntos, esqueceu?"

– É o nosso trato — Itachi ergueu um dedo com um sorriso bondoso e ajeitando a camisa para sair.

Itachi gritou um tchau apressado sendo respondido pela mãe na cozinha. Ao abrir a porta dá de cara com Kakashi.

– Yo.

– Boa Noite, Kakashi. Entre. Fique à vontade. Desculpe, tô com pressa. Tchau. — disse rapidamente saindo da casa e deixando o policial com feição surpresa e divertida .

– Esse menino vive trabalhando. — Riu vendo Sasuke sentar-se no sofá da sala. — Você devia aprender com ele.

– E você devia ser menos fofoqueiro. Isso é coisa de garota. — Se ajeitou nas almofadas para ver o jogo de basquete.

Kakashi deu um tapa fraco na cabeça de Sasuke.

– Não tô de farda, mas ainda é desrespeito, moleque. — disse falsamente bravo.

– Kakashi? Olha, que maravilhosa surpresa! — Mikoto apareceu enxugando as mãos no guardanapo — Fugaku, venha cá ver quem veio jantar conosco.

Fugaku apareceu cumprimentando o antigo companheiro de forma confusa.

– Kakashi. Er... Tudo bem com você?

– Tudo ótimo, Fugaku. — Kakashi respondeu solene apertando-lhe a mão.

Entristeceu ao vê-lo lhe com os olhos confusos e meio desfocados, sem aquele brilho jovial que tinha.

– Hã... novidades? — Questionou com a pergunta que se faz para iniciar uma conversa com um desconhecido.

Kakashi olhou de esguelha para Sasuke, o rapaz olhava fixamente para a TV, mas prestava atenção na conversa. O maxilar estava trincado enquanto passava um comercial de bebidas.

– Tenho muitas novidades — Kakashi bateu as mãos bem humorado — Sasuke, aqui, tem evoluído bastante nos treinos e ontem... — começou vendo os olhos do rapaz se arregalando um pouco e olhando para ele. Kakashi riu — Ontem acabei interrompendo uns amassos dele no carro.

– Que merda... — Irritou-se ouvindo os rumos da conversa.

Mikoto olhou surpresa para o filho e acompanhou Kakashi na gargalhada.

– Venham para a mesa. — chamou a mulher levando o marido, que tinha um sorriso contido nos lábios. — A garota era bonita, Kakashi? — perguntou sorrindo.

– Eu vou jantar no meu quarto. — Sasuke pegou o prato sendo impedido pela mãe.

– O Sasuke está muito novo para namorar. — Disse a voz baixa de Fugaku.

– Senta Sasuke, não vai fazer essa desfeita — Mikoto sussurrou olhando feio para o filho. — Ele já tem 22 anos, querido, já era sem tempo. — Mikoto disse meigamente.

Fugaku olhou para o filho por uma boa quantidade de tempo. Seus olhos lacrimejaram e a boca secou.

Levantou-se bruscamente com a desculpa de que iria ao banheiro.

Kakashi olhou, sem saber o que fazer, para os dois que sobraram na mesa.

– Vou... ver se ele está bem. — Mikoto diz se levantando rapidamente.

Sasuke não se pronunciou, continuou a colocar arroz em seu prato, tentando ficar alheio ao acontecido.

– Sasuke — Kakashi o chamou com cuidado na voz.

– Sim, tem sido frequente. — Respondeu sua pergunta velada, sem tirar o olho da comida.

Kakashi respirou fundo olhando Sasuke cutucar a comida sem vontade.

– Como está sua mãe? Com tudo isso?

– Não sei... Pergunte a ela e ela dirá que está tudo bem. — Soltou o garfo no prato com um ruído. — Então direi o mesmo que minha mãe diria. Vai ficar tudo bem, está tudo perfeito.

– Sasuke, não precisa ser sarcástico comigo. — Kakashi disse olhando o corredor vazio — Você tem que ajudar ela, não deve ta sendo fácil....

– Eu já ajudo o suficiente, levando porrada pra ganhar uma grana legal. Não estou com saco pra aguentar o mundo fantasioso de dona Mikoto. — Empurrou a cadeira decidindo não comer. — Acho melhor eu ir pro meu quarto, bom jantar pra vocês.

Kakashi suspirou sozinho na cozinha. Passou a mão pelos cabelos grisalhos.

– Corpo e mente, Sasuke. Corpo e mente.

– Me faça um favor Kakashi? — Pediu Calmo. — Enfie suas palavras no...

~ * ~

{terça-feira}

Sasuke e Naruto andam lado a lado no corredor da faculdade enquanto o loiro sonha com sua garota.

– Garota? — Sasuke perguntou guardando um livro em seu armário. — Que garota?

– Oxi, que garota — Naruto mexeu os ombros com uma indiferença forçada e exagerada. — A minha cor de rosa... Aliás, ainda não acredito que o Itachi foi atrás da Konan e não da Sakura... Tem certeza que você só deu carona pra ela, teme? — perguntou desconfiado.

Sasuke era dos que odiava o bom humor excessivo de Naruto. Toda sua impulsividade alegre o deixava irritado e enjoado. Não estava no seu melhor humor depois do surto da noite anterior. Mas preferia entrar na brincadeira pra ver se esquecia um pouco os problemas.

– Com medo de perder, baka?

– Perder? Pff — Naruto abanou o ar recomeçando o caminho até a cantina — ela aceitou sair comigo... no seu caso foi mais um socorro, ela não tinha opções.

– Continue pensando assim. — Disse de caso pensado sorrindo internamente ao ver o sorrisinho se desfazer nos lábios do amigo.

– O que você... Argh! Você tá querendo me deixar bolado né? Mas não vai funcionar! Eu confio no meu taco! Hey, olha ela lá com amiga dela, vamos lá pra você conhecer a garota... — Naruto disse já andando na direção da mesa da Haruno e da Hyuuga.

Sasuke fez um som irritado e seguiu o amigo. Naruto que se preparasse, seria o pior encontro de sua vida.

(...)

Sakura estava com uma dor de cabeça terrível, queria ficar na sala, sozinha, quieta, mas HInata ficaria sozinha no intervalo e não queria que a amiga se sentisse pressionada à ficar com ela lá. Sentou-se em uma mesa isolada e passou a ouvir os problemas familiares de Hinata.

– Então, Sá, eu não sei o que faço. Meu pai já me apresentou à uns arquitetos, mas...

– Hina, já disse, você tem que se impor amiga. — Sakura disse pela milésima vez com toda a paciência do mundo.

– Ai, será? — Hinata mordeu a unha do dedão pensativa.

Sakura tombou a testa na mesa torcendo pro intervalo acabar logo.

– Boa tarde garotas!

Sakura gemeu sem erguer a cabeça. Péssima hora para Naruto aparecer.

Sasuke sentou quieto à sua frente. Degustando seu macarrão com queijo sossegado. Alheio às investidas de Naruto.

Sakura ergueu os olhos enxergando o moreno a sua frente. Ela gemeu de novo e deitou a testa na mesa novamente.

– Oi amiga da Sakura — Naruto cumprimentou a Hyuuga virando-se novamente para Sakura com seu melhor sorriso. — Então, Sakura... Estava pensando em que podemos fazer depois do barzinho.. sabe, as vezes um cineminha...

Sasuke fingiu tosse e sussurrou de forma sutil:

– Cinema... bar... mesa do diretor...

Sakura fez uma careta, mas não ergueu a cabeça. Continuou firme vendo as pernas de Hinata tremerem por baixo da mesa.

– Então... — Naruto olhou estranho para Sasuke e continuou — Sasuke também está ansioso para o encontro, né Sasuke? — Naruto disse sem dar tempo do moreno responder. — Vai ser bem divertido, vamos dar um jeito de nos conhecer melhor... — o loiro viu que a Haruno não se manifestava e entrou em desespero — Er.... Sabe, Sakura — comentou reparando nas sobrancelhas dela — Loira? Nossa! Então você sabe do que loiros são capazes... — riu da própria piada.

Sakura chutou de leve a perna de Hinata fazendo uma careta, mas a menina fez sinal para a amiga esperar mais um pouco.

– Qual é? — Sakura choramingou baixo fazendo um sinal desanimado de positivo para Naruto, na inocência de achar que isso o faria se aquietar, mas surtiu efeito contrário.

– Vamos nos dar muito bem Sakura! Você é toda quieta e nerd, mas eu vou te ensinar umas coisas bem legais e... ah não pense besteira! — o loiro apressou-se dizer ficando sem graça com sua própria colocação.

– Naruto — Hinata o chamou com a voz baixa. O loiro olhou-a como se só agora tivesse reparado em sua presença. A garota ficou rubra, mas continuou — eu também irei, espero que nos divirtamos... — Arregalou os olhos ao ouvir aquelas palavras terem saído de sua boca e ainda mais quando ele lhe sorriu de volta. — Meu pai tá ligando! — quase derrubou a cadeira ao se levantar correndo.

Sakura ergueu a cabeça e riu baixo vendo a amiga ficar atrapalhada com o aparelho na mão.

– Sua amiga é engraçada, Sakura — Naruto se voltou para a rosada que agora se animava um pouco para conversar com Naruto.

– O nome dela é Hinata, Naruto.- Sakura o corrigiu levando uma tira de cenoura a boca.

– Hinata... — o loiro pronunciou e depois olhou com malicia para Sasuke — Se deu bem, hein! Sabe, Sakura, ele gosta de meninas com... — fez conchas com as mãos em frente ao peito mostrando o tamanho dos seios da Hyuuga — bem grandes.

Sakura não conseguiu desviar os olhos de Sasuke um pouco chocada, ele ficou surpreso com o que Naruto disse, mas não tinha entendido a reação de Sakura até que ela se levantou com tudo e saiu correndo.

– O que acon.... — Naruto começou, mas a boca continuou aberta quando viu que Hinata estava roxa e Sakura falava algo para ela e depois olhava feio para Naruto.

– Ela ouviu.... — murmurou o loiro num sussurro.

***

[Sakura]

Droga! Droga! Droga!

Tinha que levar os papeis do estagio na faculdade, mas eu esqueci eles na mesa da Tsunade ontem!

Droga! Droga de Uchiha!

Tenho que comprar um carro urgentemente, é muito ruim ter que depender de táxi!

Corro para que consiga chegar a tempo e quase tropeço no meio fio! Cuidado, Sakura!

Meu celular começa a tocar...

Ai mãe! Justo quando tô com pressa?

– Alô?

– Filha, onde está?

– Indo no lar de idosos e depois...

– De novo? Sakura! Vai viver! Estou no shopping e...

– Mãe, é assunto da faculdade.

– Faculdade– ela imita a minha voz — blá blá blá.... Quando tiver minha idade vai se arrepender de...

Essa é a hora que a ignoro.

Minha mãe veio de família rica, casou-se rica, mas a crise afetou meu pai e perderam mais da metade do dinheiro que tinham. Mesmo o coitado tentando refrear, é inutil parar Mebuki Haruno com um cartão nas mãos. Já a acompanhei nessa vida quando mais nova, mas uma hora nós amadurecemos... menos minha mãe. Já cogitei diversas vezes a possibilidade dela ter algum distúrbio...

– ... uma velha pobre e cheia de rugas, é isso o que você vai virar, Sakura!

– Ok, mãe. Terei rugas e serei feliz. Tenho que desligar. Tchau mãe.

– Sak..

Odeio ter que desligar na cara, mas não consigo correr e falar ao mesmo tempo.

Só mais uma quadra...

– Vai passando o celular!

Deus!

Um cara me puxa pelo braço pegando meu celular com tudo. Ele me olha feio e meu corpo todo entra em estado de choque.

Estou sendo assaltada. Meu Deus!

Ele olha para os lados afoito e ergue a barra da camisa me mostrando a arma na cintura.

– Passa a bolsa e fica quietinha, vadia. Anda!

Eu concordo tremendo e me atrapalho ao pegar minha bolsa, ele fica inquieto e puxa a minha alça com tudo e sai correndo.

Não acredito.

Sinto meus pulmões doerem pela força com que puxo o ar pra me acalmar.

Aquela sensação que vou desmaiar.... droga.

Me escoro no muro sentindo o corpo inteiro tremer e me dá vontade de chorar.

Preciso de ajuda... rápido

Consigo me firmar e começo a correr em direção ao asilo, irei contar a Tsunade e ligar pra policia...

Corro enxugando os olhos e deixando os soluços escaparem. Corro sentindo minhas pernas como gelatinas e parece que nunca chego lá.

Sinto alguém me segurar pelos ombros firmemente e começo a me debater com medo.

– Me solta! Por favor, não me machu...

– Sakura! SAKURA!

Abro os olhos vendo Sasuke a minha frente.

– Sasuke.... me ajuda... polícia.

– O que aconteceu? — pergunta sério.

– Ladrão... arma. — digo arfante ainda sem controlar o tremor do meu corpo.

– Ladrão? Te machucou? — pergunta mais preocupado me olhando e olhando para trás de mim. Eu faço que não com a cabeça. — Ok — ele me olha sem saber o que fazer.

– Preciso ligar pra policia! Meus documentos, meu dinheiro, as minhas coisas estavam todas....

– Calma, vou te levar pra casa ai depois te levo na polícia.

– Não, Sasuke...

Quando vi já estava no carro dele

Notas finais
Curtiram??? Esperamos que siiim!!!! Muitas coisas rolaram né???? Hummm, Sasuk então a salvou do assaltante, maaaas, será ele à acalmar a rosada??? hehehehee Beiijos da Pan e da Paula!