Notas iniciais
OI pessoas!!! Desculpem mesmo não ter postado ontem TT O capítulo até ficou pronto, mas já passava da meia noite e aí aproveitamos pra arrumar umas coisas ;) Esperamos que gostem do cap!! Boa leitura ;)

{4 meses depois}

Sakura

Mais uma camada de maquiagem para cobrir as olheiras e mais alguns truques para não deixar os olhos inchados delatarem a noite que tive ao lado de Ino.

Despedidas são triste e eu nunca consigo me acostumar cedo com elas, mas é por uma boa causa e isso vai fazer bem à ela.

Me lembro do dia que ela abriu aquela porta feito um furacão, decidida a dar um basta em alguma coisa. Nem me deu tempo de ficar realmente surpresa e já saiu novamente com celular em mãos ligando para sua cabeleireira.

Voltou com o cabelo channel e uma mala em cada mão.

Ela me disse “Preciso andar pelo mundo, limpar minha cabeça destas pestes que me deixam maluca! Joga fora aquele buquê que o Gaara comprou para mim. Eu vou me auto conhecer… ai amigaaaa” e caiu no choro me abraçando.

Hoje ela estava partindo e o táxi já a esperava em frente a porta.

– Fica de olho na porcaria do fuso-horário, amiga, não quero saber de ligação no meio da noite ou muito cedo. Eu sei que a saudade é demais, mas… — Ela me olhou apertando os lábios e mais uma vez me abraçou. Eu chorei de novo. — Me desculpa, Sá. Me desculpa por tudo o que eu já te disse, por tudo o que você já passou comigo e… Droga…

– Não diga isso — eu respondo tentando não molhar a blusa dela. — Nós duas aprendemos muito… eu.. eu … só agradeço você. De verdade!

Muitas coisas foram ditas no meio de narizes escorrendo e soluços de saudades. Eu fiquei na calçada vendo ela olha para trás no banco do táxi. Acenar como uma criança e chorar.

As dificuldades nos fazem crescer, nos fazem mudar. Nos fazem enxergar coisas que não conseguíamos antes. Ino passou por muita coisa em sua vida, aprendeu a ser forte e deixar para o lado o que a atingia. Porém, a pilha de coisas ruim que ela jogava para debaixo do tapete uma hora explodia e ela não aguentava mais.

Ino era independente somente como fachada, ela precisava de pessoas ao redor dela, precisava que dissessem como ela estava linda, como ela era legal… eu sei dos traumas dela, mas nada que eu fizesse fazia ela mudar.

Mas ela mudou. De uma hora para outra e de forma súbita. Mas mudou.

Ela iria conhecer o mundo. Trancou a faculdade e foi se aventurar. Em dois anos ela retornaria.

Fechei a porta escutando meu celular tocar. Meu coração quase parava toda vez que recebia uma ligação de Sasuke, a possibilidade de algo ter acontecido com seu Fugaku me deixava aflita. Há poucos meses ele perdeu a habilidade da fala, suas coordenação motoras estavam praticamente toda comprometida e as lembranças vinham em flashes cada vez mais irregulares e distantes.

Sasuke estava acabado.

Não éramos namorados, mas eu estava sempre ali com ele. Tínhamos algo mais do que relação de carne, éramos amigos acima de tudo. Me lembro muito bem quando seu Fugaku teve um avc e quase não resistiu, Sasuke estava na minha porta chorando e me abraçando como se eu pudesse salvá-lo daquilo, como se eu pudesse fazer qualquer coisa para aliviar a dor que ele estava sentindo, mas tudo o que pude fazer era lhe consolar e tenar passar conforto.

– Sasuke? — atendi afoita depois de correr até o aparelho.

– Quero te ver. – ele respondeu fraco, sabia que sua cabeça deveria estar uma desordem.

– Em quinze minutos estou aí…

– Estou na sua porta.

Sasuke era forte em todos os sentidos. Havia segurado uma barra muito mais pesada que muita gente. Ele era um homem que carregava muitas responsabilidades nas costas, que se arriscava em lutas clandestinas para conseguir pagar o melhor tratamento para seu pai, que segurava as dores da mãe e deixava seu orgulho de lado para se deixar chorar quando os problemas mal empilhados, caiam por sobre sua cabeça.

E ali estava ele, os olhos cansados, os ombros caídos e a boca com um leve sorriso que ele sempre dava ao me ver.

Ele sempre fazia um carinho em meu rosto antes de me cumprimentar com um beijo e eu sempre sentia aquela mesma sensação gostosa na barriga quando ele me tocava daquele jeito. Carinhoso.

– Não consegui me despedir da Ino. — ele se desculpou entrando no meu apartamento quase arrastando os pés. Deveria estar exausto.

– Ela estava muito nervosa e nem se lembrou — eu ri, mas sentia-me triste pela partida dela. Suspirei me sentando ao lado dele no sofá e sorrindo ao sentir ele pegar a minha mão e brincar com meus dedos, isso havia se transformado em algo automático, já virara mania. Ele sempre começava dizendo em como minha mão era muito pequena e que parecia que iria quebrar a qualquer força, depois ficava pensativo em seu mundo.

Eu o deixava assim, até que decidisse falar. Sasuke era evasivo, calado, intenso. Ele dizia que um Uchiha sentia mais que as outras pessoas, eu sempre ria. Ele dizia que eles são mais possessivos, são mais ardentes e mais apaixonados.

Ele me olha curioso e sei que meu rosto está vermelho só de lembrar do dia que ele disse isso. Na verdade não dissera que estava apaixonado por mim, mas eu quero acreditar que ele deixou nas entrelinhas. Quero acreditar mesmo, pois eu estou apaixonada por ele.

– O que você tá pensando? — ele perguntou baixo e me puxou para dar um beijo em minha testa.

– Eu te faço a mesma pergunta. — respondi com um beijo em seu queixo.

Ele suspirou cansado e escondeu o rosto no meu pescoço. Encolhi as pernas e o puxei para se deitar comigo no sofá. Ele nem protestou.

– Kakashi anda desconfiando de mim.. — ele respondeu sussurrando e eu gelei. Sempre achei que Sasuke deveria sair daquele circo. Aquilo era clandestino, não tinha regras, uma estrutura decente para tratar da saúde deles… era um ninho de gente maluca que queria ver pancadaria. Eu não conseguia me acostumar com aquilo. Não conseguia! Mas não conseguia, também, deixar eles machucados.

– O que aconteceu?

– Ele tem feito perguntas no treino… sei lá, talvez tenha visto algum hematoma, eu achava. Mas ontem ele perguntou se eu estava envolvido em alguma coisa do Orochimaru…

– O que você respondeu? — Eu sabia que Kakashi não iria gostar nada de saber que Sasuke estava se metendo em lutas clandestinas, ele iria quebrar todo o circo, com toda certeza.

– Respondi que estava fazendo uns bicos como garçom junto do Itachi.

Sasuke se ajeitou ao meu lado no sofá e me abraçou ficando com o seu nariz quase colado no meu. Ficamos assim, quietos, pesando como estava a vida naquele momento. A mão dele puxou ainda mais minha cintura e fechou os olhos encostando sua testa na minha. Eu queria tanto poder ajudar. Queria tanto poder fazer algo para aliviar esse sofrimento dele.

– Falando em Itachi… — eu comecei, mas parei segurando o riso ao ver a boca dele semi aberta e a respiração ressonar profunda.

Fiz um carinho na cabelo dele e o escutei quase ronronar. Fechei os olhos também e fiquei agarrada a camiseta dele sentindo cheiro de sabonete e Sasuke em seu pescoço. Eu me sentia bem quando o tinha assim tão perto, queria sempre mais e daria qualquer coisa por mais dele. Eu estava viciada nele, irrevogavelmente apaixonada e totalmente perdida no que seria dali pra frente.

Eu não sei até quando eu seria sua válvula de escape.



***



Mikoto

Eu não estou preparada para te perder, sou fraca, você sabe.

Para os outros pode parecer que eu não te amei verdadeiramente, ou que eu quis maquiar a sua doença.

Mas eu não quis, não foi algo premeditado, algo que eu quis fazer.

Foi só o meu corpo rejeitando a ideia de que você vai partir antes de mim, pois esse conceito de perda é inaceitável demais.

Você é meu eixo, minha estrutura. Sempre foi.

Eu sou a fraqueza, a sutileza, enquanto você é força.

Eu sou uma leve brisa se comparada ao furacão que é você..

Sempre foi assim, você me consumia e eu me sentia mais do que satisfeita em ser envolvida em você Fugaku.

Eu não consigo aceitar, eu não vou aceitar, eu não posso me despedir da sua sanidade, pois se assim eu o fizer, então estarei dando adeus a minha própria paz de espirito.

Eu sei que está longe de ser correto, deixar toda a responsabilidade nas mãos dos nossos filhos, eu mesma me culpo a cada instante.

Eu jurei em meus votos de casamento que cuidaria de você, me desculpe querido.

Eu vejo nossos garotos se tornando homens, em breve o Itachi será pai.

O Sasuke sempre foi mais fechado, mas até ele enfim e aquietou e encontrou uma moça descente.

Quando você se for — e acredite eu já começo a aceitar essa verdade absoluta — eu vou ficar só.

E desde dos meus tempos de escola, desde do dia em que eu me declarei pra você, eu nunca mais fiquei sozinha.

Mas hoje, enfim eu percebo.

Entendo que te prender aqui, te pedir pra ficar comigo, tendo em vista sua condição atual, é de extremo egoísmo. Hoje eu consigo ser racional quanto a isso. Mas não me peça pra dizer em voz alta, e nem peça pra que lhe diga adeus.

Olhe nos meus olhos e ganhe seu passaporte de ida.

Entenda que aqui, nesse quarto onde tantas vezes nos amamos, nessa cama onde hoje você se encontra deitado, debilitado, numa sombra do homem que um dia já foi, que eu te liberto…

Ache um pouco de sanidade, e leia na minha alma a resposta que você tanto precisa.

Seja livre meu amor.

Eu fico aqui com a lembrança, e ela vai me consolar.

Piegas não é?

Mas essa sou eu… Simples, sem dramas, pateticamente caseira.

E não não mudaria nada, afinal, foi desse mesmo jeito que nos apaixonamos.

Nem todas as histórias são dramáticas, a nossa não foi…só o final, mas isso é um pequeno detalhe se comparado a toda nossa trajetória.



***



Ino apertava a passagem para Roma com força nas mãos. Não havia dito à seus pais sobre sua decisão, diria assim que chegasse, pois senão não teria forças para partir. Precisava se desapegar de tudo o que a prendia naquele lugar e ser uma nova Ino. Já estava sentindo falta do cabelão batendo nas costas, mas as lágrimas que vertiam não tinham nada a ver com isso, e sim com a saudade.

– Ino?

A loira ergueu a cabeça assustada e quase tropeçou em suas malas quando viu Gaara a olhando de boca semi aberta e olhos curiosos em sua nova aparência.

– O que quer? — perguntou limpando os olhos e desviando-os para a passagem nas mãos.

Gaara se empertigou e arrumou o casaco de forma nervosa.

– Fui até sua casa e a vi saindo, eu a segui….

– Pra quê? Já disse que não quero mais te ver! Eu to seguindo em frente, você deveria fazer o mesmo! — ela aumentou um tom de voz sem se importar com as pessoas que observavam perto deles.

– Olha loira…

– Ino. Meu nome é Ino! — corrigiu sentindo um gosto amargo na boca.

– Olha Ino, eu queria… pedir desculpas e… não vá embora. — Gaara ergueu os olhos para as malas e suspirou.

– Não tem o direito… — Ino disse segurando as lágrimas que decidiram se mostrar em má hora — Você perdeu o direito de pedir qualquer coisa à mim quando me chamou de vadia.

– Eu sei… quero recomeçar… eu…

– Eu vou embora, Gaara. Eu vou esquecer toda a merda que eu fiz e que fizeram comigo. Então, saia daqui antes que chame um segurança e lhe…

Gaara segurou as mãos dela e Ino se calou com o toque gentil e rápido dele. Ela esperou que ele falasse algo, mas os olhos dele estavam perdidos olhando para o nada enquanto o rosto ficava vermelho. Ele engoliu em seco e deixou o ar sair com falha. Ino achou ter visto os olhos dele brilharem, mas ele se virou antes que ela confirmasse.

– Quando voltar, espero que os dois tenham maturidade suficiente para conversar… eu… estarei por aqui.

Ele saiu. Ela ficou assustada olhando as costas do ruivo se perder no meio de um grupo de pessoas que corriam pegar seus voos. Sentiu o coração apertar e deixou que mais lágrimas deixassem seus olhos.



***



– Vai se ferrar Kabuto! — Gritou Konan saindo apressada da farmácia.

A cena presenciada por Itachi parecia um flashback de algum tempo atrás. A diferença é que agora Itachi não era mais um virgem, Sasuke não estava na farmácia com ele e Konan apresentava uma barriga redonda da gravidez, até um pouco maior que o esperado para os quatro meses de gestação.

– Algum problema com o gerente? — perguntou dando um selinho na namorada.

– Nenhum amor. — Konan sorriu sapeca. — É que o Kabuto é um mal comido, o fornecedor de medicamentos tem que vir mais vezes e te comer direito Kabuto… você pensa que a gente não ouve?! — Gritou em direção à porta do estabelecimento.

Itachi corou ao ouvir o escândalo de Konan, certos hábitos nunca iriam mudar. Sentaram-se na carro satisfeitos, hoje seria a primeira ultrassonografia de Konan, e se tivessem sorte, conseguiriam ver o sexo do bebê.

– Ansiosa? — Itachi ligou o carro vendo de relance a namorada abrir uma barra de chocolate com velocidade recorde.

– Hmm... um pouco. — comentou mordendo o doce. — Nossa, eu estava com um desejo de comer chocolate, eu sei que vou me arrepender e ter de malhar muito pra voltar pro meu peso, mas vale muito a pena. Minha menininha merece um agrado.

Itachi parou de dirigir, assimilando a fala da namorada.

– Menino, você quis dizer que vai ser um menino…

Konan gargalhou mostrando os dentes sujos de chocolate.

– Não, óbvio que não. É uma menina! Nossa garotinha!

Itachi fez uma careta contrariado, toda vez era a mesma discussão boba, ela queria menina, e ele queria menino. E enfim hoje iriam descobrir a verdade.

Chegaram na clinica rapidamente e Konan pulou do banco do passageiro com desenvoltura, dando calafrios em Itachi, que achava a namorada espevitada demais em sua atual condição. Mas não conseguiu recriminar a mulher, pois ela já andava alguns metros à frente dele. Konan já dava seus dados no guichê de atendimento as mãos batendo no tampo em sinal de nervosismo.

Itachi chegou atrás de si e juntos aguardaram, como coração à mil e a ansiedade como companheira, receberem a confirmação de sua menina ou menino.



***



A cama de Sakura batia na parede com o movimento dos dois corpos.

As roupas estavam jogadas fazendo um caminho da sala para o quarto. Os dois amantes estavam cobertos com um lençol cor de rosa, se beijando com calma enquanto os corpos se chocavam suados e gemidos entrecortados saiam das bocas unidas.

Sasuke estava por cima segurando seu peso com os braços apoiados ao lado da cabeça dela. Sakura prendia o rosto dele com as duas mãos enquanto o beijava e sussurrava palavras desconexas.

A perna dela foi levantada enquanto a mão dele apertava firme sua coxa. A velocidade começou a aumentar e Sasuke sentiu que seu ápice chegaria.

Ela gemeu mais quando as bocas se separaram e os olhos se encontraram. Os ombros dele foram apertados com força e a cabeceira da cama começou a bater com violência na parede do quarto.

Sasuke se perdia naqueles momentos, ele se perdia naquele sorriso safado dela, no morder de lábios que ela dava quando estava em êxtase, com o corpo macio e delicado que ele tinha em suas mãos, e na falta que ela fazia quando não estava perto.

A beijou com fervor, sentindo as duas pernas grossas cruzarem em suas costas.

O braço treinado no boxe, enlaçou a cintura dela, e sem desfazer o beijo e com agilidade, a levantou fazendo-a sentar em seu colo. Sakura gostava quando ele fazia isso, quando mostrava o quão forte era, como se ela não pesasse nada. O lençol escorregou e a nova posição fez ela estremecer de prazer.

– Sasuke… ah… isso….

Sasuke grunhiu com os dentes apertados vendo-a jogar a cabeça para trás e usar seus ombros como base para seus movimentos. Sasuke a apertou com as duas mãos e ajudou no sobe e desce dando mais força.

O pescoço branco dela foi atacado com beijos lascivos e famintos e as mãos masculinas subiam pelas costas suadas enquanto sentimentos eram trocados naquele ato carnal.

Sakura deixou um grito escapar e o corpo vibrar sentindo o clímax chegar. Ela apertou os braços de Sasuke com força rebolando enquanto sentia-se esquentar.

– Porra…. Sakura… — Ele grunhiu jogando-a na cama e segurando a cabeceira para se mover o mais rápido possível dentro dela. Estava a ponto de explodir, e foi o que fez quando sentiu que não conseguiria mais segurar.

Suado, ele se deitou não deixando que ela fugisse para qualquer lugar. A jogou por cima de seu corpo e cobriu os dois com o lençol mais uma vez. Sakura pousou o queixo no peito dele acompanhando a respiração se normalizar. Observava o queixo, a pele lisa recém barbeada, a boca vermelha e fina, o nariz reto e então os olhos que a encarava de volta.

Sakura queria dizer tanta coisa que parecia certa para o momento, mas talvez imprópria para as circunstâncias. Ela queria expôr o que estava sentindo e saber se ele sentia o mesmo, mas tinha receio de estar aproveitando de um momento delicado na vida dele para tirar algo que talvez não fosse tao real. Sasuke viu os olhos dela implorando por algo que ela já tinha dado, mas pelo jeito era lenta demais para perceber. Suspirou passando uma das mãos no cabelo dela e a outra pegando o celular para ver as horas.

– Melhor eu me arrumar… comentou baixo deixando o aparelho no criado mudo. Sakura respondeu com um bico infantil agarrando-o pelas laterais do tórax. Ele se contorceu pelas cócegas e conseguiu colocá-la a seu lado.

– Prefere socar alguém a ficar comigo? — perguntou manhosa se sentando e vendo-o mexe em suas gavetas atrás de uma toalha e uma peça de roupa que ele deixava ali.

Sasuke virou-se para ela com uma sobrancelha erguida e deu um pequeno sorriso voltando a sua busca.

– Não me tenta…

Ela riu deixando-o tomar uma ducha tranquilo. Até que seu próprio celular vibrou diante de uma notificação. Abriu o aplicativo do celular e quase teve um parada.

“ Eu não irei mas controlar o que possa sair da minha boca! Fui muito paciente e por isso te dou até amanhã por aquela foto e a cueca do gostosão! Esteja avisada.”

– Oh, Deus! — Sakura passou a mão pelos cabelos em quase desespero. Mei estava ameaçando contar para Tsunade.

A loira somente desconfiava do envolvimento de Sasuke e Sakura e mesmo assim já dizia o porquê de ser contra a aproximação dela com aquele tipo de marginalzinho. Não queria nem saber o que aconteceria se Tsunade ouvisse que eles estavam transando no armário do asilo, em plena luz do dia e com uma senhora de testemunha.

Gemeu batendo na própria testa maldizendo, pela primeira vez, aquela senhora sem vergonha e chantagista.

Sasuke entrou no quarto de cueca azul para Sakura ver que era a sua oportunidade. Se ajeitou melhor na cama e fingiu estar digitando algo enquanto Sasuke secava o cabelo com a toalha. Várias fotos foram tirada sem que ele sequer notasse. A moça olhou para as imagens e não conseguia escolher qual a menos exposta.

Decidiu por uma que estava quase de perfil e olhava para o chão com a toalha na mão. No outro dia iria revelar e entregar junto de uma peça dele. O que a senhora faria com aquilo, Sakura tinha medo de saber, mas o medo era maior do que Tsunade faria.

– Fiquei te esperando… — ele disse com um sorriso de canto tentado olhar por baixo do lençol que a cobria.

– Oras, você vai lutar, não pode ficar se cansando assim. — Ela disse maquiando sua aflição com descontração.

– Vou dormir aqui. — Ele sentenciou dando de ombros.

– Folgado… — ela brincou dando um tapa na bunda dele ao passar para o banheiro.

– Não demora que quero chegar cedo. — ele disse mais alto vestindo uma camiseta de banda — A aposta vai estar alta contra o Akasuna.



***



O sol ainda estava se pondo, mas ele já estava ali. A camisa cinza estava meio aberta e uma corrente fina e prateada era visível desparecendo em seu peito. Ele aguardava do lado da porta para os funcionários com um baseado apagado bem enrolado entre os dedos. Ninguém havia chegado e por isso estava tão relaxado. Algo em seu ouvido incomodava, ma ele não iria se incomodar com aquilo, não naquela hora, pois Orochimaru estava se aproximando com Kabuto logo atrás e uma caixinha preta nas mãos.

– Como vai Shisui? Chegou cedo. — o homem cumprimentou sem ao menos dar muita atenção, seus olhos estavam na caixinha preta que ele movimenta de um lado ao outro num movimento falsamente distraído.

– Irei lutar hoje — Shisui respondeu guardando o cigarro de suas mãos vendo o olhar de Kabuto atentamente — Preciso de mais…

Deixou no ar o que precisava, mas o sorriso de Orochimaru deu a entender que havia compreendido necessidade do rapaz.

– Acabamos de vir do laboratório — o homem sibilou virando os olhos amarelos para o rapaz — Vai pegar uma remessa fresca. — riu entrando no bar e sendo seguido pelos dois.

– Eu conheço uns caras que estão interessados…

Orochimaru parou de andar e levantou a mão para calá-lo. Shisui engoliu em seco, não sentia medo de Orochimaru, mas não podia negar que a presença dele incomodava.

– Não é você quem deve fazer anúncio… Não abra essa sua boca, moleque. Meus clientes sabem onde me encontrar, portanto é melhor falar menos para poder viver mais.

Shisui deixou o ar escapar olhando somente para as costas do homem que voltou a se movimentar. Kabuto passou a seu lado quase esbarrando em seu ombro.

Ele viu Orochimaru cochichar algo no ouvido de Kabuto mais a frente e ogo o segundo rapaz saiu. O homem se virou para trás com um sorriso indecifrável e o chamou com um aceno.

– Venha, quero que experimente uma fórmula nova.



***



O bar estava lotado. Pessoas se espremiam enquanto a porta para os fundos do lugar eram abertas. O ringue das lutas ilegais estava montado e as apostas começavam a fervilhar. Num salinha, Sakura verificava se tinha ataduras suficientes depois de ser roubada pelos leitores para enfaixar as mãos para lutar.

– Depois se quebram e vem chorando pro meu lado atrás de curativo… — ela resmunga sozinha fazendo uma contagem rápida para pedir para Orochimaru comprar mais no outo dia.

– Olha, que bela visão.

Sakura se assusta e olha para trás vendo Sasori sorrir e lhe encarar descaradamente. Sakura ajeitou-se deixando o ar escapar de forma impaciente.

– Posso ajudar em alguma coisa? — ela perguntou em tom profissional.

Sasori olhou para fora do corredor e fechou a porta atrás de si. Sakura deu um passo para trás tateando até encontrar a maleta de primeiros socorros atrás de si. Segurou a alça com firmeza, pronta para atacá-lo.

– Tô sabendo que ainda está com o Uchiha… — disse andando de forma lenta e despreocupada na direção dela.

– Isso realmente não é da sua conta…

– Mas é claro que é… — respondeu de modo predador mordendo o lábio para olhá-la dos pés a cabeça. — Ele nem curtia você e agora não consegue largar… sabe que me deixou curioso.

– Não estou inclinada à brincadeiras, por favor saia daqui, Sasori… — Sakura falou mais forte mostrando não estar contente com sua presença.

Sasori sorriu e escorou na parede cruzando os braços sobre o peito nu. As mãos já estavam enfaixadas e ele já usava o calção para lutar. Sakura não se impressionou, comparando a Sasuke, Sasori não tinha nenhuma graça.

– Sabia que tem um olheiro aí pra me ver?

– Que bom pra você..

– Posso te dar muito mais do que você ganharia daquele pobretão…

– Com certeza você não me daria. — Sakura riu deixando Sasori confuso por um instante e se recuperando em seguida.

O rapaz deu um passo sendo repelido por um passo para trás dela. Ele inclinou-se para frente olhando direto nos olhos dela.

– Você é linda demais e parece ser muito boa em… — sorriu de canto olhando para o corpo dela. Sakura revirou os olhos enojada — não vou deixar o Uchiha ganhar essa.

Notas finais
Ino vai embora!!! Qual o sexo do bebê??? Oq acham? Hentaizinho básico pq vcs e eles estavam merecendo hahahaha Sakura conseguiu a foto e agora no fim é cercada pelo Sasori!!!! Quanta coisaaaaa!!!! hahahaha POrém, temos uma notícia triste TT O próximo capítulo será o último antes do Epílogo TT Passou tão rápido, não é?? Mas bola pra frente, que a vida segue e novas fics devem surgir kkkk Até a próxima semana!! Muito obrigada pelo carinho!!!! Beijos da Pan e da Paulinha!