Sem Dó Nem Piedade

4 Cap 4: Uma nova Pista e um Recomeço


Notas iniciais
Ficou meio curto, mas os próximos capitulos estam maiores e melhores! Divulguem a história se tiverem gostado!

Dia 2 de março de 2012. Acordei um pouco indisposto, no dia anterior havia perdido minha melhor pista, mas, disposto ou não, eu tinha que continuar a investigar, e algo me dizia que eu daria um passo a mais na investigação, então me arrumei e fui rumo à delegacia.

Quando cheguei na delegacia não me surpreendi, eu estava certo, havia tido mais um homicídio, o arquivo era assim:

Dia 2 de março de 2012:

Homicídio, duas vítimas, local do crime: um beco, hora de acordo com a necropsia: entre 3 e 4 da madrugada, arma do crime: uma foice, evidências: frase escrita com sangue das vítimas, “ Não sei se você é burro ou otário, em uma delegacia existem camêras, seu quadro de suspeitos devia ser bem maior. É vergonhoso ser investigado por alguém como você Theo.”, identificação do assassino: sem pistas, codinome: Mephisto

Aquele arquivo me deixou um tanto preocupado, o Mephisto citava claramente o meu nome, para a maior parte dos investigadores isso é uma evidência preciosa, e isso poderia acabar se tornando um problema pra mim, mas o importante é que Mephisto havia deixado mais uma pista, ele me dizia que ele poderia ser um dos policiais que fiscalizam as camêras, aquilo poderia ser um avanço, ou não, por que ele me daria uma pista? Ele queria ser descoberto? Essas perguntas nunca foram respondidas, mas resolvi focar no caso e recomeçar, e para voltar para o caso com toda a força a primeira coisa que eu tinha que fazer era montar uma nova lista de suspeitos.

Os suspeitos que eu consegui foram apenas dois policiais, Tobby e Dobby, mas eu não poderia chamá-los de suspeitos, os dois eram irmãos e ambos usavam cadeira de rodas, a única função na policia que podiam e conseguiam desempenhar era a de fiscal de camêras.

Perdi os meus suspeitos de novo, aquilo estava começando a me aborrecer, sempre que eu chegava perto de um resultado ele estava errado e eu tinha que recomeçar, aquilo estava destruindo minha paciência, e eu nunca fui uma pessoa muito paciente, mas eu me acalmei.

O dia estava quase acabando, o meu turno estava quase acabando e eu estava acabado. Naquele dia eu não fiz nada, nem uma análise, o fato minha investigação estar sendo um fiasco me deprimiu e eu não consegui movimentar nem um dedo naquele dia. Então meu turno acabou e eu fui para casa.

Quando cheguei em casa comecei a refletir, algo me dizia que aquele caso logo seria resolvido, mas eu não conseguia acreditar nisso, não tinha nem um suspeito, como eu resolveria o caso? Eu conseguia sentir a presença do Mephisto, sabia que ele estava por perto, e sabia que ele estava brincando comigo, mas isso me intrigava, porque brincar comigo? Porque não me matar?

Com o tempo eu não tinha mais dúvidas e sim sono, não conseguia pensar em mais nada, eu estava meio zonzo, por um momento tive a impressão te ter visto o rosto sombreado do Mephisto em cima de mim, isso me assustou, o sono foi embora depois dessa cena, meus batimentos aumentaram, mas quando percebi que tinha sido só impressão deitei novamente e dormi.

Dia 3 de março de 2012. Acordei muito mal, não tinha dormido bem, tive um dia longo e ruim, não lembro bem o que aconteceu, só lembro que nesse dia eu não evolui no caso, nem lembro se eu fui para delegacia, mas eu lembro de ter estado num hospital e um médico me dizer que eu estava doente. Outra coisa que eu lembro desse dia foi que teve mais um homicídio, mesmo sendo sábado, e o assassino era quem? O Mephisto.

Dia 4 de março de 2012. Desse dia eu lembro bem, acordei mais disposto do que no dia anterior, me arrumei rapidamente e fui para a delegacia. Chegando lá, não me surpreendi, tinha mais um arquivo de homicídio em mãos, o do dia anterior, pensei em abrir o arquivo mas logo esqueci essa ideia, todos os homicídios seguiam um padrão indecifrável, pra quê me aborrecer com mais um caso sem pistas? Bem, no final não abri o arquivo, até hoje não sei o que tinha nele, mas suspeito de que era uma informação importante.

Estudei um outro caso naquele dia, só para descontrair, deu certo, o meliante foi preso ao findar do dia, aquilo me tranquilizou, tinha completado pelo menos um caso desde que comecei a trabalhar para a policia. Mas algo me aborreceu.

Quando meu turno acabou, eu notei algo diferente, tinham pelo menos três policiais investigativos me analisando enquanto eu saia da delegacia, me senti desconfortável, e até um pouco culpado, pelo que senti culpa? Eu ainda não sabia, mas, aconteceu, só que eu queria saber porque aqueles policiais estavam me investigando, porque me analisavam? Eu era suspeito de algo?

Notas finais
Obrigado pela leitura!