Notas iniciais
É a primeira vez que escrevo então peguem leve nos comentários!!!

Dia 6 de janeiro de 2012 (Sexta-feira):

Homicídio, duas pessoas mortas, local do crime: residencia das vítimas, hora do crime de acordo com a necropsia: entre 3 e 4 da madrugada, arma do crime: uma foice, evidências: frase escrita com o sangue das vítimas, “A vida é curta, não desperdice!”,testemunhas: não há testemunhas, identificação do assassino: sem pistas, codinome: Morte

Dia 13 de janeiro de 2012 (Sexta-feira):

Homicídio, uma pessoa morta, local do crime: chácara Bons Sonhos, hora do crime de acordo com a necropsia: entre 3 e 4 da madrugada, arma do crime: uma foice, evidências: frase escrita com o sangue da vítima, “Todos vamos morrer um dia, só não se sabe quando!”, testemunhas: não há testemunhas, identificação do assassino: sem pistas, codinome: Morte

Dia 3 de fevereiro de 2012 (Sexta-feira):

Homicídio, cinco pessoas mortas, local do crime: casa de festas A Disco Voltou, hora do crime de acordo com a necropsia: entre 3 e 4 da madrugada, arma do crime: uma foice, evidências: frse escrita com o sangue das vítimas, “Você vai morrer, e se quiser, posso adiantar isso para você!”, testemunhas: não há testemunhas, identificação do assassino: sem pistas, codinome: Morte

Esses não são os únicos casos que envolvem o Morte, mas esses foram os casos mais intrigantes que já vi, e todos os dias antes de sair do trabalho procuro eles no banco de dados para analisá-los. Me desculpe, esqueci de me apresentar, meu nome é Theophratus, mas todos me chamam de Theo, e eu sou policial investigativo.

Você deve estar se perguntando porque eu escrevi isso, mas você vai entender, só precisamos voltar ao início da história.Dia 6 de fevereiro de 2012 (Segunda-feira), me levantei da cama entusiasmado, era meu primeiro dia de trabalho, e eu sempre sonhei em ser policial.Me arrumei mais rápido que um raio e fui para a delegacia.

Quando cheguei à frente da delegacia falei para mim mesmo:

–Hoje é o início de um novo tempo na minha vida, hoje eu passo de um Zé Mané parauma pessoa importante e respeitada!

E entrei na delegacia. Mal pus os dois pés dentro da delegacia e um homem de alto, um tanto pançudo, branco, com cabelos grisalhos e bigode grande (mas ainda escuro) me abordou. Ele estava bem vestido, usava uma camisa social branca com as mangas dobradas até o cotovelo, a calça e os sapatos também eram sociais, mas eram pretos e não brancos, ele usava também um suspensorio onde repousava os polegares como quem quer ser visto. Logo vi seu crachá, seu nome era Joshua e ele era o delegado, ele parou de frente pra mim me observou de cima a baixo e disse:

–Julgando pelo uniforme, você deve ser o novo policial investigativo, – ele parecia não gostar de mim, e depois da próxima frase você vai concordar comigo – mas, fazendo a MINHA análise, você tem aproximadamente um metro e sessenta e cinco de altura, não aparenta ser forte e tem cara de frouxo, não va me ser muito útil em um combate.

–É por isso que escolhi ser da área investigativa senhor, muito provavelmente não terei de entrar em um combate tão cedo. – ele não pareceu ter gostado do fato de eu ter respondido ele, mas eu não ia deixar ele me chamar de frouxo sem falar nada.

O delegado virou as costas pra mim e foi para o escritório dele. Todos me olhavam com semblantes suspeitos, tentei ignorar e me dirigi a recepção. A recepcionista nem olhou pra mim, só me entregou um arquivo e disse:

–Esse é o caso que você tem que investigar, é o caso mais recente, mas existe uma pilha de casos com esse mesmo assassino lá na sala dos arquivos, nenhum deles está solucionado, todos acreditam que se solucionarem um, conseguiram solucionar todos, não acredito nisso, e também não acredito que você conseguirá solucionar o caso, boa tarde.

Fiquei tão intrigado com a incredulidade da recepcionista para comigo que nem consegui responder. Olhei ao meu redor e achei a sala de arquivos, e enquanto eu estava indo para lá resolvi abrir o arquivo que a recepcionista havia me entregado, era o caso do dia 3 de fevereiro de 2012 que citei anteriormente. Quando terminei de ler, eu já estava dentro da sala de arquivos, não acreditei no que acabara de ler, era um homicídio muito incomum e intrigante, procurei os arquivos de outros casos que envolviam o Morte mas não descobri nada útil, só fiz descobertas superficiais, descobertas como: todos os homicídios aconteciam entre 3 e 4 da madrugada, ele sempre atacava às sextas, sempre a arma do crime era uma foice, e nunca haviam testemunhas, e pra mim, essa parte das testemunhas que foi a mais intrigante por que eu vi um caso que aconteceu em uma discoteca que estava em horário comercial devido a uma comemoração. Como não tinham testemunhas em um lugar cheio de pessoas.

Por um momento eu parei de analisar os arquivos, estava desesperado, não tinha nada útil nas minhas descobertas, afinal, até uma criança conseguiria identificar um padrão como o que eu citei, respirei um pouco e vi um único arquivo que tinha uma evidência. Eu estava nervoso, era a única evidência que se tinha sobre o Morte, então resolvi abrir o arquivo devagar e pegar devagar a evidência. Respirei novamente e peguei a evidência, quando olhei, era só um papel de anúncio totalmente em branco, não entendi o que aquilo poderia significar. Coloquei luvas, abri o saquinho da evidência, e algo que eu não esperava aconteceu, o papel tinha um cheiro horrível de limão, e eu não suporto limão, mas logo lembrei que limão é usado para deixar mensagens ocultas, coloquei o papelzinho contra luz.

–Eureka! – letras estavam aparecendo, mas não gostei da mensagem.

No papel tinha escrito um trecho do livro Fausto, era a fala de Mephistófeles:

Acabou! Palavra tola!

Acabou por quê? Acabou

e depois nada. A indiferença plena! De que

adianta o eterno criar se a criação em

nada acabar? “Acabou” ! O que ler

desse verbo? É como se não tivesse

existido. E ainda assim gira em círculos, tivesse

ele sido. Pois o eterno vacúo eu teria preferido!

Aquilo me deixou irritado, era como se o Morte estivesse brincando com a policia. Tentei me acalmar o máximo possível e voltei a estudar os casos, fiquei o dia todo estudando os casos, parando apenas para me alimentar ou ir ao banheiro, mas não descobri nada. Quando faltavam apenas 15 minutos para meu turno acabar, acabei cochilando, estava muito cansado, mas quando acordei, tinha um papel em minha mão, e nele estava escrito:

“Você está me estudando e eu estou estudando você, a guerra começou, vamos ver quem morre primeiro.

Ass: Morte”

Notas finais
Espero que tenham gostado!!!