Sem Direção
8 A torre
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Suzan me esperou na porta da suposta fortaleza gigante, pegou meu pulso e me puxou para dentro, fechando a porta violentamente. Ryan subia as escadas mancando, segurando o braço com a outra mão. Olhei para o alto e vi um lance único de escadas até o topo, em mais ou menos cinco minutos poderíamos estar lá encima. Alguém começou a bater na porta, chutando e rosnando, pelo menos percebi que era revestida de ferro, falava uma linguagem esquisita, mas gritava como uma pessoa sendo surrada.
Ryan não aguentou e novamente caiu, e desta vez bradou loucamente, liberando toda a agonia presa dentro do peito, se remexeu e se contorceu nas escadas, sua espinha dorsal estralou, se avolumando com rapidez para o lado esquerdo e depois subindo para a nuca. Seus olhos escorriam lágrimas, mas logo em seguida um líquido vermelho começara a acompanhar o choro repentino.
Suzan segurou a camisa de Ryan, penetrou um olhar caótico nos olhos dele e disse:
— Deixa de ser mulherzinha, não se renda! Não se renda cara! – aumentou o nível da voz ainda mais – Fica comigo, você vai sair dessa, não se entrega!
Ryan segurou a cabeça de Suzan e puxou seu cabelo, a porta fora arrombada, e além da mulher do esgoto ter entrado, mais algumas pessoas se juntaram a ela. Corriam como se fossemos seus almoços, levantei Ryan e logo disse:
— Vamos cara, nos ajude a chegar lá encima, não vamos partir sem você. Suba – levantei uma perna dele – isso, vamos subindo.
Conseguimos chegar até a metade do lance de escadas, Ryan me derrubou e me afastei com medo, a mulher do bueiro pegou a perna de Ryan puxando com toda a força para baixo, o mutirão que acompanhava ela o devorou ligeiramente, brigavam por um pouco de sangue, arrancaram seu braço e suas pernas não existiam mais, Suzan chorava incontrolavelmente, se agarrou nas paredes da torre e tentava não ver a cena.
Realmente era muito forte olhar tudo aquilo, eram monstros, canibais, criaturas perturbadas, seja lá o que sofreram antes para se tornarem assim deveria ter sido horrível a transformação. Minha sede de vingança aumentou e parcialmente se elevou ao grau extremo da situação. Peguei Suzan pela mão, agarrei forte e subi sem parar até o topo da torre, com o fôlego a flor da pele, havia mais uma porta. Entrei e fechei logo em seguida.
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