Sem Culpas, Apenas Amor.
17 Cap.16 — Isso é loucura demais até para mim — Hyunjin/Todos
Notas iniciais
Como haviam combinado na noite anterior o Hyunjin foi passar o dia na casa de sua amiga pois os dois queriam ficar de bobeira em suas folgas e era bem assim que estavam agora abraçadinhos no sofá confortável na casa da Annya.
— Maluquinho?
— Oi meu doce!
— Vamos maratonar Jogos Vorazes?
Aquele pedido o deixou em alerta, a Annya amava essa trilogia, mas quando ela queria assistir os filmes era por que algo estava a deixando aflita e ele sabia disso como ninguém.
— Podemos sim docinho, mas tem alguma coisa errada?
— Você me conhece bem né? — Ela sorria com o carinho que recebia em seus cabelos.
— Uhum, bem o suficiente para saber que tem algo rolando, pois, Jogos vorazes é seu filme de reflexão profunda.
— E você não está errado maluquinho, mas dessa vez não é nada tão preocupante assim, eu acho pelo menos.
— Não acha melhor conversar com seu anjinho colorido e pôr para fora seja lá o que for? Estou bem aqui e sou todinho seu! — Ele sorriu para ela tentando animá-la e ela sorriu de volta.
— Pode ser sim, mas vamos ver os filmes primeiro? Por favor anjinho?
— Aii Annya que golpe baixo, fazer manha deveria ser proibido pra você... — Ele sorria e seu rosto se iluminou ainda mais o que fez ela ir até seus lábios e os selarem com os dela.
— Por que proibido anjo?
— Por que você fica ainda mais irresistível quando faz manha.
Os dois sorriem e se abraçam.
— Eu te amo maluquinho, — Ele morde o lábio por conta da sensação gostosa que dá nele sempre que ele a ouve dizer que o ama — Vou preparar a pipoca.
...
O primeiro filme chegou ao fim e a Annya parecia já estar com os pensamentos mais organizados e para o Hyunjin era incrível como ele podia lê-la sem maiores dificuldades, quase sabendo com exatidão o que pensava.
— Meu docinho, antes de irmos para o próximo filme podemos conversar um pouco?
O semblante dele estava neutro, mas ela entendeu que era algo importante pelo tom usado por ele.
— Claro Jinnie, está tudo bem com você? Aconteceu algo?
— Na verdade meu amor eu preciso te contar uma coisa e acho que a hora é essa.
Ele a olhava com ternura, já na intensão de acalmá-la mas ela ficou tensa, o Hyunjin quando falava assim era sempre algo realmente sério e por isso ela temeu.
— Por favor meu amor, me diga seja lá o que for, você está me preocupando.
— Fique calma que não é nada demais está bem? Mas eu preciso que você fique calma.
— Hyunjin, por favor fala logo...
— Certo, lembra da noite que você reencontrou seu ex?
— E tem como esquecer? Eu quase surtei...
— Exatamente, naquele dia quando você me pediu para vir aqui pois estava em pânico eu estava com meus amigos na casa de um deles. — Ele para e a observa.
— Hum, seus amigos da facul né? — Ele acena que sim com a cabeça — Certo, e o que tem eles?
Ele acha engraçado o jeito que ela pergunta “e o que tem eles?” e sorri para ela, se ela soubesse, bom na verdade ela vai saber em breve.
— Anjinho me dá um abraço?
— Jinnie, você tá muito esquisito sério... Não precisa fazer rodeio pra falar comigo amor, eu tô do seu lado e você sabe disso.
— Aiin tão fofa, eu sei sim meu amor, mas antes de eu começar a falar o que tenho a dizer quero um abraço e um beijinho, é pra me dar coragem anjo.
— Nossa, agora eu tô com medo real, mas vem cá maluquinho. — Ela dá um abraço do jeito que ele tanto ama, deixando-o aninhado em seu peito e fazendo carinho em seus cabelos.
— Beijinho?
— Uhum, — ela dá uns selinhos nele e o encara, seja o que for ele está tomando coragem para falar e isso a preocupava. — Pronto maluquinho, agora por favor me diga o que há de errado sim?
— Em primeiro lugar maluquinha, nada de errado okay? Você precisa confiar em mim.
— Mas eu confio Jinnie.
— Ótimo, lembra que vi os nomes dos seus rolos na agenda de seu celular?
— Lembro sim...
— Bom e se eu te disser que eu os conheço?
Ela cerrou seus olhos e franziu o cenho “como assim ele os conhece?” era o que pensava, “conhece todos os três?”, ela se sentiu curiosa com o rumo da história.
— Se me dissesse que os conhece eu ia achar estranho, engraçado talvez, mas bem estranho.
— Bom, no dia que você me chamou aqui pela primeira vez eu estava na casa do Changbin e junto a ele e o Minho estávamos tentando manter o Cris calmo pois ele tinha acabado de encontrar sua ex bem em frente ao condomínio do nosso amigo. — Ele soltou de uma vez e esperou pela reação dela.
Como quem não tivesse entendido nada ela começou a raciocinar e repetir os nomes deles baixinho e o Hyunjin se sentou melhor para abraçá-la com força se fosse preciso e depois de um tempo de silêncio ela se vira para ele como quem houvesse tido uma epifania.
— Pera aí anjinho, onde você estava aquele dia?
— No apartamento em frente ao seu; o 8B que é a casa do Binnie, ou Seo Changbin como preferir.
— E quem mais estava lá? — Ela se sentia trêmula, mas nada demais ainda.
— O Lee Minho, e o Christopher Bang, que são meus amigos da época de faculdade, aqueles que sempre quis te apresentar, mas por viver se escondendo você sempre negava.
Ele parou de falar e deixou que ela assimilasse tudo, mas não sem segurar firme em sua mão gelada.
— Não pode ser...
Seu olhar vagava em um nada imenso que por mais que tentasse o Hyunjin não conseguia enxergar e a mão dela que ele acarinhava estava tremendo ainda mais agora.
— Meu docinho fale comigo por favor.
— Jinnie isso é impossível, n-não tem como isso estar acontecendo.
— Amor, é tão ruim assim?
— Aãh? — Ela tentava se concentrar em seu amigo colorido, mas estava sendo difícil pois sua mente fervia. — Ruim? Jinnie meu amor isso é um desastre, meu deus é péssimo, eu vou acabar com amizades aqui? Não! Nem a pau, eu tô fora disso...
Estava acontecendo o que ele havia previsto; a Annya nem sequer pensaria nela nesse momento e sim nos quatro envolvidos consigo, sendo amigos isso poderia acabar mal e ela jamais se perdoaria por isso e o Hyunjin a conhecendo bem sabia exatamente tudo que passava por sua cabeça que nitidamente girava forte agora.
— Quer água? Posso buscar para voc...
Ela o abraçou com força e ele a afagou.
— Jinnie isso não é nada bom anjo, nada, nada bom mesmo.
— Posso falar agora? — Ele continuava afagando os cabelos de sua amada e ela apenas balançou positivamente a cabeça que estava encostada em seu peito para que ele falasse.
— Certo amor, bom você precisa saber que eu contei tudo a eles ontem, nós nos reunimos e eu contei, não contei antes a eles pois queria que você se entendesse com cada um primeiro, e não falei primeiro com você pelo mesmo motivo, mas ontem nos reunimos no Binnie e eu achei que era a hora de falar, afinal vocês todos precisavam saber disso.
Ela ia ouvindo, e ela entendeu a sinuca de bico que seu anjo se encontrava entendendo assim também seus motivos por fazer como fez.
— E eles anjo? — Ela levantou a cabeça o encarando — O que eles disseram disso tudo?
— Bom, nós conversamos e cada um expôs o que pensava sobre tudo isso e chegamos à conclusão de que somos sortudos.
Ela revirou os olhos e levou as mãos a cabeça, claro que eles pensariam algo assim, mas eles precisavam ver o tamanho do rolo que isso ia dar lá na frente.
— Jinnie, isso é loucura demais até para mim.
— Por que meu doce?
Ela respira fundo e fala seriamente com ele.
— Me ouve tá?
— Tá.
— Jinnie, vocês são amigos e no começo isso pode parecer ótimo, mas qualquer problema que der o estrago virá em grande escala. — Ela tentava buscar uma linha de raciocínio clara pra continuar — Quando todos vocês me diziam querer tentar mesmo tendo outros na minha vida eu vacilei e acabei aceitando pois eu realmente gosto muito de cada um de vocês, mas pensa comigo Jinnie, uma hora ou outra alguém ia desistir, ou se cansar sei lá, provavelmente só ficando um ou nenhum de vocês na minha vida porque uma relação assim não iria longe, hora ou outra alguém ia se chatear e eu até pensei em parar com isso tudo enquanto estávamos no início, mas agora? Agora tenho certeza que...
— Annya, amor para. — Ele segurou seu rosto e a fez o encarar. — Sua cabecinha está fervendo, mas para um pouco está bem? — Ela deixou uma lágrima rolar e ele a beijou por onde ela descia. — Você se lembra que eu já tive um relacionamento poliamor?
— Lembro sim, você me contou foi na época da sua facu... péra, foi com eles?
— Não amor — ele ria alto pela carinha que ela fez — Meu deus que imaginação fértil, mas não, foram com outros quatro rapazes, mas não eles, o que estou querendo dizer é que eu já vivi isso e sei que pode dar super certo se todos estiverem dispostos para fazer funcionar, e meu bem eles estão mais que dispostos, eu estou mais que disposto e você precisa confiar em mim.
Ela não sabia o que dizer, nem menos o que pensar, agora tudo ainda girava e ela estava a ponto de colapsar.
— Vocês já pensaram que isso pode acabar com essa incrível amizade que tem a tanto tempo? — Ela sempre o ouviu falar de seus amigos, não com detalhes, mas sempre com muito carinho vindo de seu anjo e mesmo sem saber quem eram ela meio que os adorava só pelo que ouvia deles. — Eu não posso acabar com mais isso Jinnie, é sério.
— E se não acabar amor? — Ele deposita selares nos lábios dela para acalmá-la — Se nos organizarmos e fizermos tudo de acordo com o que concordamos vai funcionar, acredite em mim, e nos dias atuais relacionamentos assim são mais normais do que parece.
— O negócio é que nenhum de vocês vai desistir dessa loucura não é mesmo?
— Nop! Nenhum de nós, estamos cientes de tudo, estamos de acordo e agora só precisamos de você com a gente nessa.
— Meu senhor, eu tô mais que perdida... — Ela jogou uma almofada nele que riu da cara de desespero dela. — Não ri não maluquinho eu vou fugir e vocês nunca mais vão me ver isso sim.
— Nem fodendo Annya, e eu to falando sério agora, confie em mim e nos seus outros parceiros, todos nós vamos fazer o possível e o impossível por essa relação e não é só por que amamos você, mas também por que queremos ser felizes, merecemos isso, todos nós cinco merecemos.
— Aaaah que coisa! — Ela levou a mão no rosto. — Vou ter que conversar com todos vocês juntos Jinnie, olhando no olho de cada um de vocês, que merda! — Ela respira fundo como se tivesse lembrado de algo — A família do Chris vai matar todos nós agora, pensa no escândalo o filho perfeito deles em um relacionamento poliamor, ou poligâmico que seja; droga Jinnie eu vou chorar.
De fato, ela começou a chorar e ele a envolveu novamente em seu corpo para acalmá-la.
— Docinho, você gosta da gente, não é? — Ele ignorou de propósito a fala dela sobre a família do Chris, ele já sabia que ele estava os enfrentando, mas deixaria que ele mesmo falasse isso para ela.
— Sim, eu gosto amor.
— Então por que não tentamos? Precisamos tentar meu doce e é como eu te falei, nós saímos do apto. do Binnie ontem nos achando sortudos demais pois pelo menos sabemos exatamente quem são os envolvidos com a mulher que amamos a tanto tempo, sempre soubemos sobre as histórias de amor uns dos outros e sempre torcemos por nossas felicidades, olha — Ele se afasta minimamente apenas para encará-la — Eu sei que vamos ter que nos acertar bem para que isso funcione, mas também sei que somos todos adultos, estamos dispostos e faremos o que for preciso, só precisamos agora que você nos dê uma chance.
Ela funga soltando o ar de forma pesada e olhando para ele meio perdida ainda.
— E se eu disser não?
— Se prepare para a fúria e a insistência do Lino! — Ele sorri e ela o acompanha lembrando de seu gatinho, e imaginá-lo furioso foi engraçado por um momento — Estou brincando, mas se disser não teremos que respeitar, e seu não seria para todos nós certo?
— Claro! Eu não ficaria com só um de vocês depois disso tudo, magoaria os outros três, e pior me colocaria em posição de escolha e você sabe que sou péssima em escolher seja lá o que for.
— Prefere nos magoar do que escolher entre nós? — Ele falou rápido para pegá-la de propósito e fazê-la responder por indução.
— Sim, NÃO! Meu deus Jinnie não faça mais isso. — A risada gostosa dele ecoou no apartamento o que acabou fazendo ela rir sem jeito. — Você não vale nada maluquinho.
— Claro que valho meu amor, e muito tá.
— Não, não vale nada mesmo. — Ele começou a fazer cócegas nela sabendo bem que era um de seus pontos fracos. — Meu deus Jinnie pare, pare por favor — risadas altas e gostosas saiam dela — por favor pare...
— Você se rende?
— Sim, eu me rendo, agora pare por favor, eu vou morrer.
Ela já estava ofegante, mas ele amava vê-la assim, descontraída.
— E quanto eu valho?
— Muito Jinnie, muito mesmo, você vale o mundo todo.
— E você vai aceitar tentar com a gente?
Ela ainda ria pelas cócegas e para ela entender que a última pergunta era séria ele foi parando aos poucos.
— Podemos conversar primeiro?
— Todos nós?
— Sim.
— Certo, acho que não falei antes, mas eles estarão no Binnie mais tarde e nós vamos lá falar com eles ou eles podem vir para cá já que é uma porta de distância. — Ele fazia uma cara dissimulada para ela, cara que ela já conhecia bem afinal aquele era seu anjinho debochado.
— Vai ficar de gracinha né?
— Sempre anjinho, mas relaxa que eu sei que a coisa é séria.
— É você sabe, aliás, como foi para você quando descobriu tudo? Sei que não me falou nada por que eu estava tendo um treco por conta do princip... do Chris, — ela se corrigiu rápido e ele sorriu ao notar — e sei que quis me proteger, mas como você se sentiu?
— Pânico por conta da rapidez que tudo ficou claro na minha frente, mas em seguida cético e por fim achei divertido a peça que o destino estava pregando na gente, e amor não se corrija mais, chame eles como os chama sempre, eu sou seu anjinho, maluquinho, seu amor... — Ele pisca para ela que revira os olhos e sorri para ele — E assim com os demais, seu príncipe sim, seu gatinho sim, seu fofinho sim e quer saber? Chame o Binnie de bebê ele finge que não, mas no fundo ele adora.
Ela leva as duas mãos ao rosto.
— Céus, isso vai ser um caos completo.
Ela ainda achava tudo muito arriscado, se fossem desconhecidos iriam continuar assim pois ela não tinha a menor intenção de os apresentar uns para os outros, e como ela no fundo achava eles começariam a enjoar e a abandonar e no fim ela iria morar com o pai dela em outro lugar bem escondido e nunca mais os veria, sim, isso era o que ela pensava que aconteceria, ela viveria esse amor com cada um deles até onde desse e depois que todos enjoassem de si ela sumiria novamente.
— Você vai ficar aí pensando demais é? Se continuar assim serei obrigado a te dar um banho.
— Nem a pau! — Ele a olhou curioso — Você vai manter essas mãos longe de mim até resolvermos tudo isso.
— Aaaah Annyaaah qual é?
— Sem vantagens Jinnie, vamos começar do zero isso aqui, e será assim com todos.
— Nem vamos poder ver o próximo filme agarradinhos?
— Nem isso, você fica pra lá e me deixe aqui, enquanto assistimos eu me organizo melhor.
— Mas eu sou seu amigo colorido docinho.
— Talvez a partir de hoje não seja mais Jinnie.
Ela soou sério e ele se encolheu um pouco, “será que ela está pensando mesmo em negar isso?” ele pensava.
— Amor, você disse que não me abandonaria...
— E quem disse que eu vou? — Ela olhou para ele determinada — Se vamos mesmo fazer isso Jinnie, você não será só meu amigo colorido mais, será meu... — Ela ponderou fazendo um breve suspense — Meu namorado? Vocês quatro seriam meus namorados?
O Hyunjin parecia uma criança que acabou de ganhar o que pediu o ano todo para o papai Noel.
— Sim meu docinho, os quatro seriam seus namorados.
— Então talvez a partir de hoje você não seja mais meu amigo colorido maluquinho.
Ele iria explodir de alegria, sua amada estava ponderando tentar e isso era perfeito demais pois pelo tempo que ele a conhece se ela der a palavra que vai, ela vai mesmo até o fim, e isso era exatamente o que todos eles queriam.
— Aaah que se dane, eu vou assistir ao filme abraçadinho a você sim! — Ele foi até ela e a envolveu em um beijo e ela em seus braços riu pequeno se deixando envolver. — Juntos, todos nós vamos fazer dar certo docinho.
— Espero mesmo que tenha razão anjinho.
E abraçados eles começam a assistir “Jogos Vorazes – Em chamas”.
...
— Esse filme me faz querer chorar, é sério docinho.
— Eu sei, fico assim também, ele meche com valores tão reais...
Nesse momento o celular do Hyunjin vibra e ele vai olhar.
Binnie Bebê —
Jinnie o Channie e o Lino
Acabaram de chegar
Então quando quiser vir
Me —
Certo bebê, vou falar para ela tomar um
Banho e já vamos.
Binnie Bebê —
Porque insiste em me chamar assim?
Pare com isso Jinnie
Me —
Não paro, agora mais do que nunca você é meu bebê
E eu sei que no fundo você gosta quando te chamo assim
Binnie Bebê
Você não tem jeito.
Estamos esperando.
Me —
Já já chegamos
— Vamos ver o próximo filme? — Ela pergunta em um tom mais descontraído.
— Pode ser amanhã à noite? Ou outro dia?
— Quem era no celular?
— O Binnie amor, eles já estão nos esperando.
A Annya gelou por completo, todos os outros três em sua vida estavam no apto. à frente, eram apenas poucos passos de distância e ela sentiu vontade de correr dali.
— Caramba isso não vai ser fácil não.
— Seguinte, vou tomar um banho rapidinho e me trocar, depois vou sair e deixá-la em paz para se arrumar e ir até nós o que acha?
Ela sentia o quanto ele estava preocupado consigo e mais, o tanto que aquele lindo anjo em sua frente a conhecia, pois ela de fato prefere um tempo sozinha antes de ir até todos eles e encarar isso.
— Você me conhece tão bem que me dá medo anjinho — Ele beija a sua mão e ela sorri pequeno e sem jeito. — Vai lá amor tome seu banho.
Ele a beija nos lábios com todo o carinho.
— Não fuja! — Ele fala com os lábios ainda colados aos dela.
— Não vou...
— Promete?
— Prometo.
Ele salta para fora do sofá, mas antes de ir de vez para o banho ele a beija com carinho novamente.
— Respira fundo amor, vai ficar tudo bem.
Ele se foi e ela respirou fundo ficando sentada ali e se lembrando de como toda essa história começou, como ela se conectou a cada um deles, como se reconectou com seu príncipe de forma tão automática depois de tanto tempo, e de como sempre pertenceu ao seu anjinho pois mesmo que apenas na amizade ele era tudo o que ela teve por anos e com seus pensamentos a mil ela apenas desejava ter a coragem necessária para fazer o que era preciso.
...
Ela nem viu o Hyunjin sair, apenas o ouviu quando ele disse “estou indo e espero você lá” e agora uns vinte minutos devem ter passado e ela estava pronta, mas não conseguia se mexer.
— Vamos Annya, você nunca foi covarde pois até quando fugiu foi apenas para tentar salvar seu bebê.
Ela falava consigo mesma para tentar se encorajar, mas ri da própria cara.
— Cara que desespero! Eles estão todos juntos, e bem ali a poucos passos.
Ela respira fundo, balança seus braços tentando relaxar e sem pensar mais em nada ela sai de seu apto.
...
O toque da campainha deixa os quatro que conversavam calorosamente sobre suas vidas amorosas em comum petrificados.
— Binnie bebezinho, a casa é sua; — Ele acena com as mãos encorajando-o a ir atender. — Vai lá!
Tudo foi muito rápido, o dono do apto respira fundo e encara seus amigos se virando em seguida e indo sem demoras até a porta.
...
— Oi pequena.
— Oi grandão.
— Por favor entre, fique à vontade está bem?
— Obrigada.
Eles se abraçam em um cumprimento acanhado e ele logo dá espaço para ela entrar e assim que o faz ela avista os outros três sentados um ao lado do outro de maneira extremamente a vontade entre eles e quando a veem eles sorriem juntos.
— Oi gatinha!
— Oi gato.
— Oi princesa.
— Oi príncipe.
Aquilo foi estranho, e difícil para ela que só queria se esconder então o braço forte do que estava ao seu lado passou por seu corpo lhe dando certa firmeza, mas ainda mais timidez, mas a levando a se sentar no outro sofá extremamente confortável que tinha em sua sala.
— Sente-se pequena, quer alguma coisa? Água pra começar?
— Por favor Binnie.
— Vou pegar.
Ele se vira e vai e o clima tenso vai se dissipando aos poucos.
— Oi anjinho, não vai falar comigo também?
— Maluquinho você estava comigo até agora. — Ela fala sem pensar e quando nota que o chamou de maluquinho ela ruboriza.
— Aaarrgh que fofaaaa chamando o Jinnie de maluquinho, meu deus eu não vou resistir. — O Minho se levanta e vai até ela para deixar um selar em sua testa e ela congela no lugar. — Desculpe gatinha, mas isso foi fofo demais.
— Eu concordo com o Lino — O Chris fala e o citado volta ao seu lugar batendo sua mão na dele. — E só para não ficar de fora, — Ele se levanta e vai até ela, pega em uma de suas mãos e beija com carinho. — Precisava fazer isso, me desculpe.
— Não se desculpe príncipe, eu entendo.
— Aqui está sua água — Ele entrega a ela e em seguida vai até os outros três se sentando por ali também.
— Sorte que seu sofá é enorme Binnie, senão você teria que ficar no colinho e nós três aqui íamos brigar por isso.
— Cala a boca Lino!
Ela os observava, ali realmente exalava anos de um excelente convívio, eles eram carinhosos entre si, tinham uma intimidade palpável e em sua cabeça ela só iria estragar aquilo tudo se continuasse com aquilo.
— Gente, sem querer estragar o clima aqui, mas se a gente deixá-la pensar demais ela levanta e vai embora.
Touché; seu anjinho realmente a conhecia, ela estava prestes a fazer isso quando ele falou aquilo, ela sairia e depois comunicaria a cada um deles sua decisão, ela sumiria em seguida e eles se ajudariam a superar essa maluquice toda.
— O Jinnie tem razão rapazes, vamos começar logo com isso ou eu juro que desapareço daq...
— Gatinha você não iria chegar nem na porta, eu não deixaria que fugisse.
Todos sorriam por saber que aquilo era verdade, inclusive ela.
— Sem enrolação rapazes, o que vocês pretendem com tudo isso?
Ela decidiu falar firme com eles, pois se não for assim isso não vai fluir.
— Na verdade docinho nós por hora queremos mesmo é ter a certeza que podemos estabelecer uma relação séria e firme entre nós cinco, poliamor, poligâmica ou seja o que for, vamos definindo aos poucos.
O Hyunjin a olhava firme, ela entendia que ele estava louco para ir abraçá-la pois ele era assim com ela, super protetor o tempo todo, mas ela também sentia isso dele com os outros amigos ali vendo que ele não deixava de acarinhar as pernas do Christopher e os ombros do Minho, e fora que sempre que cruzavam os olhares ele dava uma leve piscadela para o Changbin passando a ele a segurança necessária, o Hyunjin era de fato um anjo.
— Vocês entendem mesmo que dizem amar a mesma pessoa? E o que isso pode causar a longo prazo?
— Mas pequena, mesmo com as variáveis não seria pior se nem tentássemos? — O Changbin falava de uma forma tão doce que ela sentia vontade de abraçá-lo. — Nossa amizade é sólida o suficiente para aguentar o que vier, mas principalmente é especial o bastante para crescer e aprender com o amor, e tenho certeza que nenhum de nós poupará esforços para fazer funcionar e vamos te amar de todo coração, vamos conquistar nossa própria felicidade do jeitinho que ela nos couber e eu não duvido de forma alguma que será menos que perfeito para cada um de nós e para todos ao mesmo tempo.
Ali estava o doce e romântico Seo Changbin por quem ela estava se apaixonando mais a cada dia.
— Certo Binnie.
— Também gatinha tem o fato de que mesmo sem saber quem eram os outros envolvidos com você nós já havíamos aceitado essa relação na verdade nós pedimos a você por isso, uma chance; e claro que talvez se fossemos desconhecidos isso tudo rumaria de outra forma, mas quer saber? Ficamos felizes por sermos nós os futuros donos do seu coração — Ele falava buscando sempre o olhar de todos ali na sala o que fazia todos o admirarem por ele estar expondo o que sente de forma tão aberta a todos o que não era comum ao Lee Minho. — Todos nós já sabíamos o quanto cada um aqui amava a pessoa de suas histórias, no caso você gatinha, nós apoiávamos, torcíamos um pelo outro e agora só queremos estar nessa juntos, te dando todo amor que você ao contrário do que diz e pensa merece em abundância.
E ali estava o corajoso e determinado Lee Minho por quem ela estava se apaixonando mais a cada dia.
— Certo Lino.
— E princesa, não há nada que nenhum de nós não faríamos para vê-la sorrir, vê-la bem e feliz; é claro que teremos que aprender juntos, vamos criar nossa rotina, nossas regras, vamos ver o que vai ser bom e o que não, mas estaremos sempre dispostos, sempre evoluindo, mas o mais importante: sempre juntos e princesa, é tudo o que mais queremos, eu conheço eles a tanto tempo e eu te garanto que nenhum deles está mal intencionado ou fala da boca para fora, acredite em mim, Changbin, Hyunjin e Minho são as melhores pessoas que eu conheço nessa vida junto a você que é excepcional em tudo e todos nós sabemos disso e valorizamos demais — Ele a olhava intensamente passando a si toda a segurança em suas palavras. — Eu sei que você está com medo, nós também temos medos em relação a isso, mas nosso maior medo de todos é não tê-la com a gente, então por favor vamos tentar isso?
E bem ali estava o homem, leal, justo e cavaleiro Christopher Bang, por quem ela sempre foi e sempre seria perdidamente apaixonada.
— Certo Christopher.
Ela respondeu a eles de igual forma para que eles entendessem que ela estava os ouvindo com atenção e ponderando tudo que lhe fora dito por eles.
— Quanto a mim, você sabe bem tudo o que penso sobre isso anjinho, e vocês também — ele encara aos demais com ele no grande sofá — e a minha opinião não mudou um centímetro, muito pelo contrário agora que nos vejo aqui e juntos tenho ainda mais certeza de que isso é o certo, vai dar certo e seremos nós apenas e nosso grande amor por você que mesmo que ainda esteja aprendendo a nos amar, já sabe que estamos gravados em seu coração. — Ele a olhou com ternura — Estaremos ao seu lado amor, e tudo que queremos de todo coração é que você também esteja ao nosso lado, e fora isso também tem o amor que temos uns pelos outros, somos amigos a muitos anos e não há nada que eu não faça por esses chatos aqui. — Ele fala e todos eles sorriem — E também sei que eles faiam qualquer coisa por mim e agora sabemos que todos juntos faríamos qualquer coisa por você então é isso.
E sem dúvida alguma ali estava seu brincalhão, objetivo e protetor anjo e amigo por quem se apaixonou perdidamente sem nem se dar conta.
— Certo Hyunjin.
Ela ficou calada por um tempo, seu coração estava quase saindo pela boca, uma decisão estava sendo esperada por eles e ela não iria os deixar sem resposta, mas independente do que dissesse ela não voltaria atrás e eles sabiam disso.
Ela os olhava vez ou outra e cada um deles esperava por ela, por qualquer coisa vinda de si e então ela decidiu encerrar a tortura deles.
— Antes de mais nada eu preciso que saibam de coração que vocês todos são muito importantes para mim, o que cada um me faz sentir é muito especial e eu antes de qualquer coisa sou muito grata por isso, e me sinto completamente lisonjeada por receber os corações de vocês aqui hoje livre de qualquer proteção, apenas expostos pelo que sentem. — Ela fez uma pausa e pensou mais um pouco esperando que tenha tomado a decisão correta e antes de continuar sentiu uma lágrima descer em seu rosto. — Eu realmente sinto muito rapazes, mas eu não farei isso.
Os quatro estavam no chão, perdidos e os pensamentos ali eram iguais “o que fizemos de errado?” “ela não pode estar falando sério” “nós nos amamos”
— Pequena, não!
— O que? Mas porquê gatinha?
— Anjinho por favor não faz isso, pense melhor...
— Princesa?
Enquanto eles falavam ela cautelosamente pegou seu celular e mandou rapidamente a mesma mensagem para todos eles.
Me —
Eu precisei fazer isso
Eles estão nos ouvindo
Eles pegaram meu pai.
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