Sei Lamor Della Mia Vita!
49 Vai ficar tudo bem
Milo piscou algumas vezes enquanto Camus continuava a exploração por seu corpo, de onde estava, ele pode ver a casa de câncer o teto alto as luzes apagadas.
Por Zeus o que ele tinha feito?
O que ele estava fazendo?
Com um movimento brusco ele empurrou Camus para longe, limpando os lábios com as costas da mão
–Isso não vai acontecer Camus
Camus piscou algumas vezes tentando entender a atitude de Milo
–Milo
–Milo o caralho Camus, o caralho. Voce acha que é so aparecer e me prensar contra uma coluna e me dar uns amassos que vai estar tudo bem? Você está muito enganado se pensa isso. Eu não esquecia as coisas que você me disse, aquelas palavras me feriaram e você não sabe o quanto, não sabe o inferno que eu passei por sua causa, o que aconteceu nesse meses, você quase me destruiu Camus.
–Milo por favor, eu achei que nos estávamos bem....
Milo sorriu escandalosamente jogando a cabeça para trás, isso so podia ser piada com toda certeza era uma piada
–Bem Camus você deve estar brincando, nos não estamos bem, nos nunca estivemos bem, nem antes e nem nunca, eu que fui idiota e virei um maldito fantoche nas suas mãos,.
–Do que você está falando?
–Do que eu estou falando, eu estou falando da forma como você me tratava e sempre me tratou seu filho da puta maldito, você sempre cortou minha asas me mantendo em uma coleira enquanto voce puxava, eu fui diminuído e nem se que percebei, mais que se foda eu abri meu olhos e não voltarei a fechá-los nunca mais.
Camus respirou fundo
–Por favor Milo fale baixo as podem te ouvir
–E que se foda todos eles, eu estou pouco me lixando para o que eles vão pensar, eu não me importo mais, ele que escutem que sempre odiei seus malditos filmes franceses, sua comida francesa cheia de idiotices, os seus livros detestáveis. E odiei mais ainda a forma que você subia sobre mim, me impondo deveres, regras, mando em mim como se eu fosse seu bichinho de estimação, Milo não beba, Milo não va as festas, não fale com aquelas pessoas, não use essa roupas, seja menos escandaloso, seja mais masculino, aprenda a cozinho, pense antes de falar, seja educado, aprenda cultura.
Que va para o inferno você Camus e todas as suas frescurites agudas, eu cansei, cansei de viver sobre a sua sombra, cansei de ser diminuído por você, cansei de ficar em silencio passando despercebido apenas pra você ser visto.
–Milo chega eu não sou obrigado a ouvir suas crises, se você quiser conversar vamos até sua minha casa e resolveremos isso como pessoas civilizadas.
Camus deu as costas a Milo e voltou para dentro do salão.
Milo apertou os punho, a não de jeito nenhum esse filho de uma puta iria se sair assim. A passos a acelerados ele adentrou no salão, todos os rostos se viraram na sua direção, bem obviamente todos tinha escutado seu showzinho, a alguns passos Camus caminhava orgulhoso ignorando os cochichou
–Você não vai fugir de mim Camus – Ele não gritou mais falou alto o suficiente para que o Frances pudesse ouvir, no entanto foi completamente ignorado- Você por acaso se sentiu bem todos esses anos me diminuindo apenas para se sentir melhor Camus, eu espero que sim, por que isso acabou
Milo caminhou depressa pelo corredor que as pessoas faziam para que ele passasse
–Dali nele Milo, mostra quem é que manda.
O loiro desviou o rosto rapidamente pra ver um Afrodite agarrado a Kanon, ou Saga, em dos dois, o loiro tinha um sorriso enorme no rosto. Milo acelerou os passos, até acompanhar Camus já no meio das escadarias, ele acelerou mais ainda até ficar lado a lado com o ruivo
–Voce não pode me ignorar Camus, não mais.
–Eu estou penas procurando um lugar adequado para que nos possamos conversar
Milo sorriu escandalosamente
–Conversar Camus nos não vamos conversar, eu vou falar e você vai me ouvir
–Isso não...
–Cala essa maldita boca antes que eu te parta a cara Camus. E não me olhe com esse seu jeito superior ele não me intimida, na verdade eu tenho asco quando você faz isso, você se acha muita coisa não é com esse seu jeito superior, mais você não é nada Cmaus você não é ninguém, não pra mim
–Eu sei que você está com raiva pelo que aconteceu Milo
–Com raiva, com raiva, eu não estou com raiva Camus eu estou com ódio. Voce não tem idéia do que fez comigo, quando me abandonou, quando me manipulava a as suas vontades.
–Eu nunca te manipulei Milo, e você sabe disso, você fez o que queria por sabia que teria que mudar para ficar comigo.
–Esse é problema Camus, você nunca me aceitou como eu era, estava sempre fazendo imposições, me diga alguma vez você amou meu verdadeiro eu.
–Deixe de sandices Milo você sabe que sim, que eu te amei no momento em que pus os olhos sobre você, mais nos crescemos, e precisamos mudar, nos somos cavaleiros de Atena e temos que nos portar de acordo eu estava apenas te ajudando
–Não você não estava me ajudando, você estava me fazendo infeliz Camus.
Camus suspirou baixando a cabeça, não era assim que ele tinha imaginado as coisas, ele não esperava toda essa explosão de Milo, mais tudo bem, ninguém disse que seria fácil, ele amava Milo e iria te-lo de volta
–Milo eu não sabia e se soubesse, você sabe que eu nunca teria feito nada que te magoasse
–Nunca, pelo amor de Zeus, a única coisa que você fez foi me magoar Camus, eu te entreguei meu coração e você pisou sobre ele, e depois quando não restava mais nada de mim, você fez questão de pisar sobre a minha carcaça, de me humilhar da forma que você fez.
–Milo será que você não é capaz de me perdoar, por tudo que vivemos, nos podemos tentar novamente.
–Como eu posso te perdoar se você nunca me pedia perdão Camus, desde que você chegou você esta sempre falando em perdão no entanto você nunca me pedia para que te perdoasse, você nunca me explicou por que me abandonou por uma mulher, por uma maldita vagina.
Mais que droaga, não era pra isso acontecer, Milo trincou os dentes enquanto as lagrimas desciam pelo seu rosto, ele não devia estar chorando, ele prometeu nunca mais chorar por Camus, céus será que ele era tão fraco assim, tão patético.
–Milo- Camus enxugou as lagrimas do loiro- Eu sinto muito, me desculpe, eu nunca soube como fazer isso como reagir com meus sentimentos, mais eu realmente quero te explicar, que você me perdoe. Por favor eu preciso tanto te você.
Milo deu um tapa na mão do francês
–Eu não sei se vou ser capaz de te perdoar um dia Camus, eu tenho tanta magoa em mim. Mais se eu for capaz você será o primeiro a saber
Camus não pode evitar o sorriso, ele sabia que Milo era uma boa pessoa e que não era capaz de ter ódio de ninguém.
–E eu não quero suas explicações já não preciso delas. E quanto a voltar pra você eu temo que seja impossível
O aquariano piscou algumas vezes
–O que, por que você esta me dizendo isso
–Por que já tenho alguém Camus, alguém que me ama e me aceita pelo que sou. Você chegou muito tarde.
Os olhos de Camus se arregalaram, como assim Milo tinha outro.
Milo não esperou pela reação de Camus apenas desceu as escadas na direção do templo de câncer esperando que não fosse tarde demais.
O escorpiano caminhou pelo corredor da casa de câncer, seus passos eram lentos e temerosos, ele ainda não sabia se era capaz de enfrentar Carlo, por Zeus esperava que o italiano não lhe chutasse para fora, ou pior arrancasse sua cabeça, ou lhe mandasse para o monte Yatsumoto. Não isso não seria o pior. Se Carlo o desprezasse, ele não seria capaz de continuar.
O loiro parou diante das portas duplas de madeira, o mogno negro entalhado com desenho de deuses gregos em gravuras tão reais que pareciam se mover diante de seus olhos, fechando os dedos envolta da maçaneta Milo rezou para que não estivesse trancada. Com um clic a porta de abriu, e um escorpiano reticente adentrou no grande espaço, seu coração parou por alguns segundos esperando as palavras acusadoras do italiano, no entanto elas não vieram. Seus olhos focalizaram o moreno deitado na grande cama, o rosto escondi no travesseiro, as costas musculosas, o lençol de seda preta enroscado no corpo bronzeado.
Milo suspirou cansado e caminhou na direção do banheiro, fechou a porta e acendeu a luz na tentativa de não acordar o canceriano, por alguns instantes observou a própria imagem no espelho, sua roupas amarrotadas, o cabelo desgrenhado, os lábios inchados, e a parte de seus pescoço próximo ao trapézio com uma gritante macha vermelha, o loiro ignorou a marca, e retirou as roupas entrando no chuveiro, o jato de água tão quente que quase queimava sua pele, segurando uma esponja Milo se pos a esfregar a pele até que estivesse completamente dolorida, ele não queria senti Camus em seu corpo, não queria sentir seu cheiro nem lembrar de seus toques, não podia, ele não podia ter cedido, como voltaria e se deitaria na cama com Carlo sabendo o que tinha feito, sabendo que quebrara a confiança e as expectativa que o italiano havia depositado em si. Droga Carlo lhe dera uma família, um motivo para seguir em frente, nunca lhe contraria apenas amando e nada pedindo e era assim que ele agradecia, agindo como uma prostitua. E novamente as lagrimas caíram por seus rosto, o desespero tomando conta de seu coração, ele não sabia o que faria se perdesse Carlo, e Schiller, por Zeus ele amava tanto esses dois. Sim ele amava Mascara da Morte de Câncer, e so agora percebera isso, apenas rezava para que não fosse tarde demais.
Pegando a toalha, Milo enxugou a pele ardida de seu corpo e caminhou até a cama, constatando que o italiano continuava na mesma posição, ele se sentou na cama fazendo uma rápida oração para que não fosse chutado dali ao amanhecer, e então se deitou de costas para o amante, seu olhos se fecharam com dificuldade, os pensamento invadindo sua mente.
–Milo
O loiro congelou no lugar seu peito acelerou.
–Eu...eu- Lagrimas começaram a correr pelo seu rosto -Eu estou saindo não se preocupe.
Milo fez menção de se levantar, no entanto o braço pesado do canceriano envolveu sua cintura e colou ambos os corpos juntos.
–Questo non importa vita mia. Você voltou pra mim e isso e o que importa.
–Mais.
–Amanha, amanha pensaremos nisso.
Milo fechou os olhos e se permitiu embalar o sono nos braços do italiano.
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