Sei Lamor Della Mia Vita!
50 E se for apenas isso?
Notas iniciais
Saga desceu as escadas do templo em direção a sua casa em completo silencio, a alguns minutos ele havia se despedido de Afrodite na casa de peixes, e seguiu seu caminho sozinho, a sua volta tudo quieto, apenas os tilintar de sua armadura contra a pedra era audível, não havia vento essa noite, nem o cheiro de mar areia da costa próxima, se fechasse os olhos ele tinha certeza de que poderia facilmente pensar estar em outro lugar, um lugar, onde quem ele era não importava, onde o que havia feito jamais poderia ocorrer.
Muitas vezes ele amaldiçoava o próprio destino, amaldiçoava os próprios deuses, poderia ser uma honra servir a deusa Atena, mais essa era uma honra que ele não mais desejava, quando era jovem e seu espírito queima, desando mostrar sua força, quando ele imaginou que poderia mudar o mundo. Era um pensamento tão imensamente tolo. Mais jovens costumam ser tolos, assim como os cavaleiros de bronze ainda eram, ele ainda iriam aprender a duras penas que a grande Deusa não era tão justa quanto imaginavam, e que toda essa guerra não era para destruir a humanidade e sim para distrair os deuse de sua imortalidade tediosa, a guerra santa era um ciclo constante e nunca acabaria. Tolos os que imaginavam que poderia ser de alguma forma diferente...
–Saga
O grego estancou no lugar, reconhecendo a voz de imediato. Ele estava na casa de Sargitario e nem se que havia notado. A sua frente Aioros estava parado as mão nos bolsos, o cabelo desgrenhado, os ombros caídos, os olhos profundo doloridos. Céus ele não suportava nem olhar vara o sagitariano, ele era a encarnação de seus erros
–Aioria
Saga soltou o nome em um murmúrio, o outro cavaleiro encarou seus olhos de forma abatida, ele não gostava de estar na presença do homem ele sempre tinha aquele olhar magoado, parecia um animal ferido, acuado. E isso so fazia com que sentisse mais culpa, e ele não sabia se era capaz de mais um peso sobre seus ombros.
–Permissão para passar por sua casa cavaleiro de sagitário.
Sem esperar por uma palavra Saga caminhou de cabeça baixa tentando passar o mais longe que pudesse de Aioria. Seu corpo se retraiu automaticamente enquanto deixava o garoto de pé no meio do salão de Sagitario.
–Sabe eu te amei.
O geminiano mais um vez naquela noite congelou aturdido pelas palavras do outro, seu coração batia acelerado no peito. No entanto ele não teve coragem de se virar para encarar Aioria.
–Eu teria te dado minha vida, naquele momento. Eu te venerei Saga, você por muito tempo foi o centro do meu mundo. Eu não me importava que você amasse Shaka, eu estava feliz em ser seu compaheiro de treino, em ver como você era poderoso, altivo, mais ao mesmo tempo era tão sábio e bondoso com próximo. Talvez até acreditasse que um dia você olharia para mim, afina o tempo era longo. E foi por isso que te amei. Eu quese não suportei quando descobri a verde sobre você, sobre sua traição, eu passei dias em negação não podia acredita que meu amor havia sido capaz de tal atrocidade, mais eu abri meu olhos, e foi tão doloroso, um buraco no peito se abriu naquele dia, e eu soube que nunca mais seria o mesmo. Mais o que eu nunca saberia é que minha vida não seria tão longa.
Quando eu estava no fim, quando vi o rosto de Shura pela ultima vez eu apenas podia pensar em você, na dor da traição, e eu parti tão cheio de ódio, de rancor, eu nunca pensei que um dia tais sentimentos seriam to forte em mim, logo em mim.
Aioros soltou m sorriso amargo e caminhou na direção de Saga.
–Olhe pra mim Saga, não seja covarde.
O geminiano fechou a mão em punho trincando os dentes, e lentamente se virou para encarar o cavaleiro de saritario, o maxilar do garoto estava tenso os lábios apertados, os olhos vermelhos e as maçãs do rosto molhadas, ele conteve o ímpeto de estender a mão e limpar as lagrimas.
–Eu te odeio Saga...
O mais velho baixou a cabaça, ele sempre soube disso, apenas nunca quisera ouvir
–...Mais eu me odeio mais ainda....
Saga picou algumas vezes sem entender o que o mais novo quis dizer
–... Eu me transformei nessa coisa que você está vendo, nessa sombra de cavaleiro, eu não tenho nada de bom aqui dentro – Aioros levou a mão ao peito – nada do que deveria estar, eu era uma pessoa boa, eu gostava de longos passeios na praia, de ver o por do sol, conversar com meus companheiros, mais eu não sei nada disso, não sei côo voltar viver. Eu odeio Atena, Odeio Zeus, olha a que ponto eu cheguei, desprezar quem eu mais deveria amar, respeitar...
–Voce é apenas humano Aioros assim como todos aqui...
–-...Eu queria estar morto – Saga etentou manter a postura quanto mais lagrimas começaram a descer do olhos dourados de Aioria – Nos deveríamos estar mortos, mais nem isso nos podemos, nos somos peças nas mãos do Deuses, e eu odeio isso, não posso ter paz, agora eu tenho que manter minha cabeça erguida fingir que eu amo tudo isso que estou feliz com essa nova chance para viver, mais isso não é uma chance para viver isso é mais uma chance para servir Atena para treinarmos mais crianças e aliená-las fazendo-as acreditar que serão heróis que salvarão ao mundo, quando tudo não passa de diversão para os deuses. Nos treinamos assassinos e vitimas aqui e eu não suporto isso não suporto a pessoa que me tornei.
Eu te odeio por isso no fundo eu sei que você me matou, mais não foi sua culpa não foi você, foi Ares, mais minhas emoções não podem com isso. De alguma forma eu preciso culpar alguém pela que tornei, por que não vou suportar saber que essa pessoa horrível apenas responsabilidade minha...
Saga desviou o olhar de Aioria e se concentrou na saída, ele poderia ir embora nada iria dete-lo, poderia esquecer era simples. Mais ao invés disso ele se aproximou de Aioros e passou os braços e volta do corpo menor. Por um momento ele sentiu a postura do mais novo ficar rígida, e depois disso o Sagitariano apenas envolveu sua cintura com os braços escondendo seu rosto, em seu ombro e fico assim com as lagrimas molhando sua camiseta branca e penetrando através do tecido a até sua pele.
–Voce não tem culpa Aioros, nos somos humanos, e não importa o quanto fazemos estamos sempre sujeitos a tais sentimentos, não se culpe por isso, pois é isso que mostra que você não é invencível diante de tudo que ainda tem um coração queimando dentro de você. Eu o julgaria um tolo se não sentisse nada, isso não faria sentido.
–Voce é um tolo Saga
O sagitariano resmungou. Seu corpo ao poucos pesando em direção ao chão frio de pedra, Saga escorregou junto com Aioros e acomodou o mais novo entre sua pernas não foi difícil o homem estava encolhido em uma bola.
E foi assim que ambos ficaram, em completo silencio, sentado juntos no corredor da casa de Sagitário, com seus medos e inseguranças, cada com seu peso, com sua cruz apenas desejando que o amanha fosse melhor com todos eles.

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