Notas iniciais
Pessoal não me matem eu tive essa ideia meio louca so pra apimentar as coisas, espero que gostem.
Amo Julian Solo.

Os tímpanos de Afrodite borbulhavam as batidas aceleradas eram a única coisa que escutava naquele momento, o olhar dourado de Leão continuava sobre ele esquadrinhando toda a sua imagem, o pisciniano esqueceu de respirar, seus membros estavam mole.

–Olhe por onde anda paria!- a voz de Aioros soou fria.

O mundo em volta dos dois outros dourados voltou a correr, e o leonino largou o andrógeno como se a pele sobre seus dedos queimassem. Afrodite cambaleou alguns passos até recuperar o equilíbrio, olhou para os irmãos e apertou os olhos

–Ora e você é grandes coisa não seu enrrustido – Afrodite provou gargalhando – Como se todos aqui não soubessem que você tem dado esse seu rabo arrogante para aquele afetado do Shura

Ao longe Mascara da morte apertou o maxilar, sabia que iria dar merda. Milo encarou o canceriano que se moveu alguns centímetros na direção do grupo, o escorpiano sabia que se ele chegasse até ali iria dar uma tremenda briga

–Se acalme Câncer – Milo repreendeu

–Saia da frente antes que perca minha paciência

Mú soltou a mão do loiro

–Não sai de perto dele até que eu resolva – e saiu sem esperar resposta

O ariano caminhou apressado na direção do grupos onde Afrodite despejavas ofensas em cima dos dois outros santos

–Como você ousa seu afetado, feche a sua boca pra falar de mim

–Fecho o caramba e você abaixe esse dedo antes que eu o quebre junto os outros ai você não terá como se consolar nas noites solitárias.

Mascara se precipitou para frente tentando ignorar o loiro na sua frente. Milo não se deu por vencido

–Parado Mascara – Milo espalmou o peito do moreno com ambas as palmas impedindo-o de continuar, o italiano encarou as mãos do escorpiano, sem entender o porquê de ter parado com um gesto tão facilmente partível, as mãos do outro pareciam queimar sobre sua pele. Milo piscou aturdido quando um arrepio percorreu sua espinha.

Mascara sentiu o coração acelerar seu peito subia e descia com as mãos acompanhando os movimentos sem ritmo, mirou o rosto do escorpiano que o encarou de volta. Isso era loucura o que estava acontecendo consigo. Era a única coisa que Milo podia pensar.

O canceriano pegou a mão do outro constatando que essa era bem menor que a sua

–É melhor sair da frente Seferis – apesar tom de escarnio acido do outro — A mão de Milo foi retirado deu seu peito com certa delicadeza, o que surpreendeu o escorpiano. Desde quando o sádico mascara da morte era delicado, não definitivamente estava tendo uma alucinação.

Mascara balançou a cabeça e passou pelo escorpiano esbarrando em seu ombro, não tinha tempo a perder, precisava tira aquela bicha desbocada dali antes que fizesse alguma besteira. Milo saiu de seu transe, percebendo mascara junto ao grupo.

–Chega Afrodite para- Mascara usou um tom que fez o pisciniano gelar – Vamos embora daqui

–Não se meta seu psicótico – Aioros cuspiu – O que foi está defendendo seu amante?

Ao chegar junto ao grupo Milo sentiu o cosmo do canceriano oscilar, os punhos fechados

–Calma Mask não vale a pena sujar as mãos com esses dois

–Assim ele so pode sujar as mãos com você seu lixo – Aioria sorriu

O pisciniano não se deixou abater

–Sabe o que eu acho eu acho Aioria, que você não passa de um enrrustido e está nesse estado por falta de alguém que te de uma boa comida, mais que saber de uma coisa não vai encontrar ninguém e eu sei por que, por que você Aioria de Leão é broxante.

E mais eu percebi que você está louco por esse afetado aqui, mais um coisa eu te digo pode continuar dentro do seu armário e com esse mal humor de que teve uma péssima noite de sexo, por que eu nunca na minha vou ser seu.

–Seu via....

–Já é o suficiente, se os machões já se ofenderam esta na hora de dispersar – Mú finalmente se pronunciou.

Aioria fechou o punho e virou as costas, que aquele afetado pensava que era falando com ele daquela maneira, nunca fora tão humilhado, aquelas insinuações sobre ele o davam asco ele e outro homem nunca, era um cavaleiro exemplar um dos poucos que não era dado a esse nojo que os cavaleiros praticavam, mais isso não iria fica assim de maneira algum iria dar um lição ao pisciniano de qualquer maneira. Iria deixar o aquele nariz empinado literalmente na lama, mais primeiro teria que se livrar dos dois guarda costas. Saga, Kanon e o afetado pareciam os três mosquiteiros não se largavam nunca.


Kanon fechou os olhos enquanto a brisa marinha passava por sua pele deixando o gosto de sal em seus lábios, o cheiro de flores de lótus, inundando duas narinas, esse cheiro era único do mundo marina, não consegui mais ficar longe do lugar, era como se fosse tragado. Estava eternamente dividido, o irmão e seu lar, mesmo que por muito tempo houvesse sido sua prisão.

Uma segunda rajada de vento o atingiu novamente esvoaçando seus cabelos, porem com um cheiro diferente flor azul, eu conhecia bem aquela fragrância eu conhecia um único ser que o possuía

–Julian! – Kanon girou sobre os calcanhares, e encarou o outro homem, parado.

Julian sempre tivera um ar de mistério que o atraia era tão aberto mais algo nele permanecia obscuro, talvez a sua pequena parte Deus, o rosto austero, ferino, como de um gato arisco, os lábios cheios, os cabelos ondulados emoldurando o rosto caindo como cascatas de ondas sobre os ombros, em sua impressionante coloração azul, usava uma túnica branca até os pés com um tecido azul sobre os ombros e enrolado no braço direito, o homem sorriu gentil, se aproximando, até a forma que o outro andava lembrava um felino.

–Kanon a quanto tempo.

O geminiano continuou parado avaliando a figura, a muito tempo não via Julian, na verdade desde aquele fatídico episodio, sentia receio da reação do outro ao encontra-lo o passado de ambos era tão intricado arame. Ele assim que sairá de Cabo Súrion, estava corrompido pelo ódio, fora procurar Julian e o convencera a aceitar-se como Deus e o ajudara a ascender seu cosmo, e foi inevitável que durante esse processo ambos não se envolvessem emocionalmente, bom o outro emocionalmente ele carnalmente, na época o que menos lhe importava eram os sentimentos, so queria vingança, e não dera o mínimo aos sentimentos de Julian, na verdade os manipulara da pior maneira possível, usada do fascínio e confiança que o mais novo tinha por si e o convencera a raptar Atena. E no fim fora aquilo o traíra sem receios.

A vergonha tinha ao encarar o outro transparecia em seus olhos junto com o arrependimento.

Julian sorriu diante de sua constatação, sabia exatamente sobre o que divagava o Geminiano, o passado. A sim o passado de ambos era tão conturbado, assim como o grego ele tivera receio desse encontro e o evitara por muito tempo, principalmente quando soubera de seu relacionamento com a sereia Téstis, a verdade é que mesmo dizendo para si que o odiava o outro, o sentimento que sufocara dentro de si por todo esse tempo continuava vivo, para seu desespero. Essa era a chance que precisava para tentar recomeçar e acabar com aquela agonia.

–Kanon – o mais novo sorriu novamente – a quanto tempo.

–Sim.... – as palavra morreram nos lábios do outro, agora se lembrava por que de evitar o outro por tanto tempo, era aquelas sufocantes emoções – E melhor eu ir embora sei que não me quer aqui no seu lar.

O geminiano desviou o olhar para o horizonte, estava ali desde que sairá do santuário após a discussão com irmão, não tivera coragem de ir até a cidade pois sentira o cosmo de Julian no palácio, então ficara ali no farol até o amanhecer vendo as estrelas desaparecerem com o nascer do sol, no lugar em que vivera antes de se tornar general marina.

–Você se engana Kanon, eu não o desejo longe de Marina – Kanon ergueu fitando dentro dos olhos do outro, eram tão intensos, tão insuportável, baixou olhar para o mosaico no chão, onde havia uma figura do Deus Posseidon, que patético.

Julian segurou o rosto do outro e o obrigou a encara-lo. Kanon teve uma sensação de D´javú, horas antes tinha repetido o mesmo gesto com Saga

–Eu não o desejo longe de Marina Kanon, assim como não o desejo longe de mim.

Kanon prendeu o ar enquanto seu cérebro processava as palavras de Julian

–Eu não quero que você me diga nada agora, eu posso esperar Dragão Marinho – um sorriso amável se formou nos lábios do outro – Eu só quero que você me ame, agora aqui.

O marina segurou a mão do outro e olhou para o horizonte onde finalmente o sol aparecia em seu esplendor, Kanon segui imitou o gesto do deus.

–Todos nos precisamos de uma segunda chance para seguirmos com nossas vidas, e eu estou cansado de fingir, omitir e me enganar, eu desejo apenas voltar a viver – voltou a encara o Geminiano – e quero tentar ao seu lado Kanon, mesmo que não de certo, eu desejo tentar.

Kanon sorriu segurando o outro pela cintura e cobrindo seus lábios com um beijo.

Notas finais
então vai ter Yaoi no proximo cpaitulo posto ainda hoje, agora vou almoçar.
beijoooooo