Sei Lamor Della Mia Vita!
14 Recomeçar....
Notas iniciais
Amo Julian Solo.
Os tímpanos de Afrodite borbulhavam as batidas aceleradas eram a única coisa que escutava naquele momento, o olhar dourado de Leão continuava sobre ele esquadrinhando toda a sua imagem, o pisciniano esqueceu de respirar, seus membros estavam mole.
–Olhe por onde anda paria!- a voz de Aioros soou fria.
O mundo em volta dos dois outros dourados voltou a correr, e o leonino largou o andrógeno como se a pele sobre seus dedos queimassem. Afrodite cambaleou alguns passos até recuperar o equilíbrio, olhou para os irmãos e apertou os olhos
–Ora e você é grandes coisa não seu enrrustido – Afrodite provou gargalhando – Como se todos aqui não soubessem que você tem dado esse seu rabo arrogante para aquele afetado do Shura
Ao longe Mascara da morte apertou o maxilar, sabia que iria dar merda. Milo encarou o canceriano que se moveu alguns centímetros na direção do grupo, o escorpiano sabia que se ele chegasse até ali iria dar uma tremenda briga
–Se acalme Câncer – Milo repreendeu
–Saia da frente antes que perca minha paciência
Mú soltou a mão do loiro
–Não sai de perto dele até que eu resolva – e saiu sem esperar resposta
O ariano caminhou apressado na direção do grupos onde Afrodite despejavas ofensas em cima dos dois outros santos
–Como você ousa seu afetado, feche a sua boca pra falar de mim
–Fecho o caramba e você abaixe esse dedo antes que eu o quebre junto os outros ai você não terá como se consolar nas noites solitárias.
Mascara se precipitou para frente tentando ignorar o loiro na sua frente. Milo não se deu por vencido
–Parado Mascara – Milo espalmou o peito do moreno com ambas as palmas impedindo-o de continuar, o italiano encarou as mãos do escorpiano, sem entender o porquê de ter parado com um gesto tão facilmente partível, as mãos do outro pareciam queimar sobre sua pele. Milo piscou aturdido quando um arrepio percorreu sua espinha.
Mascara sentiu o coração acelerar seu peito subia e descia com as mãos acompanhando os movimentos sem ritmo, mirou o rosto do escorpiano que o encarou de volta. Isso era loucura o que estava acontecendo consigo. Era a única coisa que Milo podia pensar.
O canceriano pegou a mão do outro constatando que essa era bem menor que a sua
–É melhor sair da frente Seferis – apesar tom de escarnio acido do outro — A mão de Milo foi retirado deu seu peito com certa delicadeza, o que surpreendeu o escorpiano. Desde quando o sádico mascara da morte era delicado, não definitivamente estava tendo uma alucinação.
Mascara balançou a cabeça e passou pelo escorpiano esbarrando em seu ombro, não tinha tempo a perder, precisava tira aquela bicha desbocada dali antes que fizesse alguma besteira. Milo saiu de seu transe, percebendo mascara junto ao grupo.
–Chega Afrodite para- Mascara usou um tom que fez o pisciniano gelar – Vamos embora daqui
–Não se meta seu psicótico – Aioros cuspiu – O que foi está defendendo seu amante?
Ao chegar junto ao grupo Milo sentiu o cosmo do canceriano oscilar, os punhos fechados
–Calma Mask não vale a pena sujar as mãos com esses dois
–Assim ele so pode sujar as mãos com você seu lixo – Aioria sorriu
O pisciniano não se deixou abater
–Sabe o que eu acho eu acho Aioria, que você não passa de um enrrustido e está nesse estado por falta de alguém que te de uma boa comida, mais que saber de uma coisa não vai encontrar ninguém e eu sei por que, por que você Aioria de Leão é broxante.
E mais eu percebi que você está louco por esse afetado aqui, mais um coisa eu te digo pode continuar dentro do seu armário e com esse mal humor de que teve uma péssima noite de sexo, por que eu nunca na minha vou ser seu.
–Seu via....
–Já é o suficiente, se os machões já se ofenderam esta na hora de dispersar – Mú finalmente se pronunciou.
Aioria fechou o punho e virou as costas, que aquele afetado pensava que era falando com ele daquela maneira, nunca fora tão humilhado, aquelas insinuações sobre ele o davam asco ele e outro homem nunca, era um cavaleiro exemplar um dos poucos que não era dado a esse nojo que os cavaleiros praticavam, mais isso não iria fica assim de maneira algum iria dar um lição ao pisciniano de qualquer maneira. Iria deixar o aquele nariz empinado literalmente na lama, mais primeiro teria que se livrar dos dois guarda costas. Saga, Kanon e o afetado pareciam os três mosquiteiros não se largavam nunca.
Kanon fechou os olhos enquanto a brisa marinha passava por sua pele deixando o gosto de sal em seus lábios, o cheiro de flores de lótus, inundando duas narinas, esse cheiro era único do mundo marina, não consegui mais ficar longe do lugar, era como se fosse tragado. Estava eternamente dividido, o irmão e seu lar, mesmo que por muito tempo houvesse sido sua prisão.
Uma segunda rajada de vento o atingiu novamente esvoaçando seus cabelos, porem com um cheiro diferente flor azul, eu conhecia bem aquela fragrância eu conhecia um único ser que o possuía
–Julian! – Kanon girou sobre os calcanhares, e encarou o outro homem, parado.
Julian sempre tivera um ar de mistério que o atraia era tão aberto mais algo nele permanecia obscuro, talvez a sua pequena parte Deus, o rosto austero, ferino, como de um gato arisco, os lábios cheios, os cabelos ondulados emoldurando o rosto caindo como cascatas de ondas sobre os ombros, em sua impressionante coloração azul, usava uma túnica branca até os pés com um tecido azul sobre os ombros e enrolado no braço direito, o homem sorriu gentil, se aproximando, até a forma que o outro andava lembrava um felino.
–Kanon a quanto tempo.
O geminiano continuou parado avaliando a figura, a muito tempo não via Julian, na verdade desde aquele fatídico episodio, sentia receio da reação do outro ao encontra-lo o passado de ambos era tão intricado arame. Ele assim que sairá de Cabo Súrion, estava corrompido pelo ódio, fora procurar Julian e o convencera a aceitar-se como Deus e o ajudara a ascender seu cosmo, e foi inevitável que durante esse processo ambos não se envolvessem emocionalmente, bom o outro emocionalmente ele carnalmente, na época o que menos lhe importava eram os sentimentos, so queria vingança, e não dera o mínimo aos sentimentos de Julian, na verdade os manipulara da pior maneira possível, usada do fascínio e confiança que o mais novo tinha por si e o convencera a raptar Atena. E no fim fora aquilo o traíra sem receios.
A vergonha tinha ao encarar o outro transparecia em seus olhos junto com o arrependimento.
Julian sorriu diante de sua constatação, sabia exatamente sobre o que divagava o Geminiano, o passado. A sim o passado de ambos era tão conturbado, assim como o grego ele tivera receio desse encontro e o evitara por muito tempo, principalmente quando soubera de seu relacionamento com a sereia Téstis, a verdade é que mesmo dizendo para si que o odiava o outro, o sentimento que sufocara dentro de si por todo esse tempo continuava vivo, para seu desespero. Essa era a chance que precisava para tentar recomeçar e acabar com aquela agonia.
–Kanon – o mais novo sorriu novamente – a quanto tempo.
–Sim.... – as palavra morreram nos lábios do outro, agora se lembrava por que de evitar o outro por tanto tempo, era aquelas sufocantes emoções – E melhor eu ir embora sei que não me quer aqui no seu lar.
O geminiano desviou o olhar para o horizonte, estava ali desde que sairá do santuário após a discussão com irmão, não tivera coragem de ir até a cidade pois sentira o cosmo de Julian no palácio, então ficara ali no farol até o amanhecer vendo as estrelas desaparecerem com o nascer do sol, no lugar em que vivera antes de se tornar general marina.
–Você se engana Kanon, eu não o desejo longe de Marina – Kanon ergueu fitando dentro dos olhos do outro, eram tão intensos, tão insuportável, baixou olhar para o mosaico no chão, onde havia uma figura do Deus Posseidon, que patético.
Julian segurou o rosto do outro e o obrigou a encara-lo. Kanon teve uma sensação de D´javú, horas antes tinha repetido o mesmo gesto com Saga
–Eu não o desejo longe de Marina Kanon, assim como não o desejo longe de mim.
Kanon prendeu o ar enquanto seu cérebro processava as palavras de Julian
–Eu não quero que você me diga nada agora, eu posso esperar Dragão Marinho – um sorriso amável se formou nos lábios do outro – Eu só quero que você me ame, agora aqui.
O marina segurou a mão do outro e olhou para o horizonte onde finalmente o sol aparecia em seu esplendor, Kanon segui imitou o gesto do deus.
–Todos nos precisamos de uma segunda chance para seguirmos com nossas vidas, e eu estou cansado de fingir, omitir e me enganar, eu desejo apenas voltar a viver – voltou a encara o Geminiano – e quero tentar ao seu lado Kanon, mesmo que não de certo, eu desejo tentar.
Kanon sorriu segurando o outro pela cintura e cobrindo seus lábios com um beijo.
Notas finais
beijoooooo
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