Sei Lamor Della Mia Vita!

38 Por que estou depositando meu coração em suas mãos


Carlo entrou na casa de escorpião a passos firmes, a conversa com Atena não tinha sido das mais fáceis, mais era uma saída tinha que confessar treinar Schiller como próximo cavaleiro de Câncer era uma saída, porem o fato de prender seu filho a uma vida que ele mesmo não queria para si, ser um cavaleiro de Atena a honra não compensava todo o sofrimento que viria pela frente, além do mais seu filho estaria na próxima geração da guerra santa, e as chances que ele tinha de morrer eram colossais tinha que ser realista, ele mesmo morrera, apenas tivera sorte de voltar a vida, mais Schiller não teria, essa era uma certeza, como poderia sacrificar o próprio filho e viver consigo mesmo depois de tudo, era a vida de seu filho que estava em jogo, no entanto também precisava protege-lo e a única maneira era treina-lo como cavaleiro e rezar para que ele pudesse sobreviver, e rezar mais ainda para que Ades não resolvesse interferir.

Milo mordeu o lábio se ocultando na sombra da coluna, enquanto o italiano passava por sua casa pensativo demais para sequer notar ele ali oculto, ah uma meia hora atrás sentira o cosmo do cavaleiro se acender na sua casa anunciando a sua entrada, ele preferia deixar que o outro passasse, não se sentia pronto para encarar o outro, não depois do que ocorrera a dois dias atrás, fora tão real a imagem do outro lhe violando, se lembrava claramente do perfume era tão real. A verdade é que tivera medo, que garantia tinha de que não fora o outro mexendo com sua cabeça apenas para tortura-lo por diversão, sim a ideia ficara em sua cabeça por muitos dias, Mú o aconselhara muito, e isso fora o principal motivo para dar o beneficio da duvida para o italiano.

O italiano balançou a cabeça se livrando dos pensamentos, o cosmo quase imperceptível de Milo estava ali, em algum lugar, e isso o incomodava o escorpiano se ocultando dele com temor não fazia parte do loiro.

-Milo- Mascara respirou fundo quando o loiro caminhou na sua direção a passos temerosos. Simplesmente lindo era como poderia descrever aquela criatura ali na sua frente, os grandes olhos azuis de Milo estavam reluzentes, no entanto havia cautela ao extremo.

Milo respirou fundo, tentando conter o temor que o fazia tremer.

-Eu sei o que ouve, Atena me contou, e eu quero que acredite que eu não tive nada a ver com o que aconteceu.

O loiro se condenou por não acreditar, talvez isso magoasse o outro, o que era loucura desde quando ele se importava com o que o canceriano sentia ou deixava de sentir sabe-se lá.

-Desculpa é que eu, estou meio abalado- sorriu amarelo tentando convencer o outro

Carlo segurou a mão de Milo e o puxou para junto de si, sentindo o corpo tenso do outro

-Carlo...- o escorpiano sentiu o corpo do maior tremer junto ao dele em um sorriso gostoso

-Eu já disse o quando amo quando você fala o meu nome?- Milo fechou os olhos se aconchegando, o corpo do outro era tão quente.

-Sim você já falou Carlo

-Eu também já disse que fico excitado quando você sussurra baixinho assim

Os pelos do copo de Milo se arrepiaram quando a voz rouca do outro invadiu os seus tímpano, causado uma sensação gostosa.

-Não, você não tinha dito.

-Então que bom que eu estou falando agora.

O italiano segurou o queixo do loiro, e sorriu

-Eu quero te beijar agora- Milo passou as mãos em volta do pescoço de Mascara e cobriu seus lábios em um beijo urgente explorando a boca do outro com a língua, a barba por fazer roçando em sua pele, causando um atrito gostoso, era tão bom estar ali, parecia que seu corpo esperava pelo do italiano nesses dias que se passaram. Por baixo do tecido uma ereção se formava latejante.

-Eu...- O loiro descolou os lábios do outro- eu... eu preciso de você agora]

Mascara gemeu contra o lóbulo do outro, também podia sentir o desejo de Milo contra seu abdômen. Se afastou alguns centímetro e fitou o rosto corado do outro, os lábios inchados.

Sabia no momento em que beijara o loiro pela primeira vez que estaria perdido para o resto da sua vida, e não importaria quantas vezes possuísse o loiro, o desejo nunca acabaria, céus ele estava completamente ferrado!

-Voce vai me fazer implorar?- Milo gemeu mordendo a orelha do moreno

-Eu sinto muito mais não posso, não agora- Carlo impôs com relutância.

Milo se afastou com a cabeça baixa, claro que idiota ele era se oferecendo dessa maneira, que ridículo ele era.

-Tudo bem eu entendo.

Um sorriso imperceptível surgiu nos lábios do moreno

-Eu tenho uma visita.

O rosto de Milo adquiriu uma coloração mais vermelha ainda não pela vergonha mais pela frustação, apertou o punho com força tentando controlar a raiva que sentia de si mesmo.

-Tudo bem não deixe que sua visita fique esperando

O moreno sorriu então seu loiro estava com ciúmes seus.

-Não é nada disso que você esta pensando acredite- Carlo abriu um sorrio maior ainda

-Como assim?

-Por céus Milo você acha que eu sou algum imbecil de esfregar algum amante na sua cara, eu não sou do tipo que faz isso humilhar as pessoas, eu sou adulto sabe e além do mais eu não tenho um amante, a não ser que você se encaixe- um sorriso se formou nos lábios do italiano- É uma pessoa muito especial pra mim, e eu quero que você o conheça.

-Então é uma visita de um homem?

-Quase, não é uma visita, e não é bem um homem.

Carlo estendeu a mão para Milo

-Você vem?

Milo entrou a passos lentos na quarto de Carlo. Foi inevitável as lembranças da ultima vez em que estivera ali não invadirem sua mente, seu rosto corou, cristo nunca tinha sido tão vadio. A tinha feito muitas coisas nesse cômodo, naquela cama. Seu olhar percorreu o cômodo parando sobre a cama onde era possível ver alguém repousada.

A pergunta era por que a visita do canceriano estava em seu quarto e na sua cama?

-Vamos- Mascara acelerou um pouco o passo puxando o loiro na direção da cama.

O escorpiano encarou a pessoa deitada sobre os lençóis de seda negra, era um garoto não deveria ter mais que oito anos, os cabelos castanhos avermelhados se espalhando sobre travesseiro, a pele naturalmente bronzeada possuía uma lucidez perolada. Os olhos de Milo fitaram o italiano que estava sentado ao lado do garoto afagando os cabelos cheios.

-Quem é?

-Esse é Schiller o próximo cavaleiro de câncer.

Milo arregalou os olhos

-Eu não sabia que você tinha solicitado um pupilo.

-E não solicitei- Carlo sorriu se levantando- Schiller é meu filho

Ok, isso era inusitado, desde quando ele tinha um filho e desde quando cavaleiros de ouro tinha filhos.

-É uma longa historia- Carlo sorriu segurando a mão de Milo- foi antes da armadura de Câncer, na verdade ele foi o motivo pelo qual eu quis virar cavaleiro.

-E a mãe dele?

-Morreu pouco tempo depois do parto, é uma longa historia.

Milo olhou para Carlo, o canceriano estava serio o rosto não demonstrava muita coisa.

-Tudo bem eu entendo que não queira contar.

Carlo respirou fundo

-Milo, eu sei que tudo muito repentino, mais vivi o suficiente para saber o que eu quero, não sou um garoto com expectativas românticas, já fui um dia a muito, não quero perder tempo pensado em expectativas, no que vai dar errado ou não, pensar em ‘se’, não faz parte de mim, desistir não é melhor que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. Sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito. E o que eu quero é você, não importa que não me ame, se ainda pensa naquele bloco de gelo, sou eu quem estou aqui com você, e vou estar amanha e depois e depois, enquanto eu puder fazer as coisas dessa maneira, eu só preciso que você me responda se que fazer parte da minha família- Carlo olhou para o filho que ainda dormia calmamente- por que eu não quero um amante para esquentar minha cama nas noites frias, eu quero alguém a quem eu posso mostrar para todos que eu estou apaixonado, uma pessoa que aprecie meus defeitos, que não são poucos, alguém para amostras de carinho em publico. Por que eu não temo o que eu sinto e não me vergonho de por que eu sinto. Eu quero que você seja essa pessoa.

Milo sentiu o coração bater mais rápido e endorfina correr seu corpo e anestesiá-lo.

-Você está me pedindo em casamento?- não conseguia entender o que estava acontecendo seu cérebro simplesmente não processava as informações. Por muito anos espera por um pedido como aquele uma declaração mais vinda de Camus o amor da sua vida, o único homem com quem se deitara o primeiro da sua vida, o ruivo pedante por quem era apaixonado desde que se entendia por gente. Por Camus não era como Carlo, um louco que se jogava de cabeça em tudo sem pensar, por que não era quente apaixonado.

Mais e ele teria coragem de se jogar na vida dessa maneira arriscar tudo. Se bem que o que tinha não poderia ser considerado lá grandes coisas, a única coisa que considerava importante tinha partido, mais agora ali diante dele estava uma chance de recomeçar.

-Não você é muito imaturo para isso- Carlo debochou- eu estou te convidando a entrar na minha e casa e ficar nela, estou te pedindo para ficar comigo.

-Então você esta me pedindo em namoro?

-Sim eu estou.

-Nos nem nos conhecemos direito....

Carlo sorriu

-Milo nós nos conhecemos a mais de dez anos, eu sempre estive você é quem nunca notou, eu sei de você o que preciso saber não preciso saber de mais nada e nem quero saber, so quero nos dois juntos, aqui hoje agora, o depois é o depois.

Milo sorriu

-Você já me falou isso antes.

-Sim e te convenceu da ultima vez, espero que funcione agora.

O loiro encostou a cabeça no peito do moreno e se ninou

-Você esta apelando sabe- Mascara sorriu gostoso passando os braços pelos ombros do menor

Milo respirou fundo erguendo o rosto e dando um selo demorado, no moreno.

-Isso pode ser loucura eu sei, e não poderia existir uma pessoa pior pra mim nesse santuário, ou em qualquer outro lugar do mundo. Mais que saber que se dane. Sim, sim eu quero ser parte da sua família.

-Então, você sabe que depois disso vem um pedido de casamento não é?

-É claro que sei, pode ser loucura afinal nos só transamos um vez.

-Ah Milo não se trata de sexo se trata de companheirismo e um monte de outras coisas das quais eu não sei.

-Ah sim eu achei que você tinha virado um profissional em casamento.

-Não eu virei apenas um viciado em você

-Ó Zeus quando você virou um romântico incurável, cadê aquele homem másculo, bruto, selvagem que eu conheço o que você fez com Mascara da Morte de Câncer, quem é você algum gêmeo bonzinho.

Mascara sorriu mais ainda, tinha a impressão de que se sorrisse mais sua boca iria se rasgar.

-Eu fui abduzido noite passada e me fizeram uma lavagem cerebral.

-Olha eu não sabia que o carcamano podia ser tão engraçado. Mais mudando de assunto, a gente vai fazer de acordo com os conformes, ou só vamos juntar as escovas de dente?

-Eu já disse que adoro sua praticidade.

-Não, então o que mais você adora em mim?

-Eu prefiro mostrar- Milo sorriu sacana com a sugestão do outro

-Huuum prefere é?- o loiro atracou na cintura do outro, mordendo o queixo áspero.

-No outro quarto- Carlo sussurrou.

-Só uma pergunta, onde nos vamos morar?- mascara se separou do loiro

-Aqui em casa.

-Mais tem que tirar as cabeças, elas são broxantes- o escorpiano sorriu escandaloso, e voltou a beijar o moreno.