Sei Lamor Della Mia Vita!
22 Persistenten confusão
Notas iniciais
OLAAAAAAAAAAAAAA
Afrodite ergueu a taça de champanhe e sorriu despudoradamente
–Um brinde, um brinde aos traidores do santuário, aos santos
pecadores, e aos aliados imprevisíveis...
–Um brinde- um coro de vozes foi escutado, de longe Saga observava o grupo, Kanon, Julian, Afrodite e por incrível que parecesse Milo Seferis, enchiam a cara como se o amanha não existisse. Os demais fingiam não ver os comentários sardônicos do andrógeno
–Ele não consegue ficar com a boca fechada- Saga se virou para
traz lentamente fitando a figura de pé na meio luz, Mascara da morte era um homem extremamente bonito, porem o que lhe sobrava em beleza lhe faltava em caráter, ele não se enganava, sim o canceriano podia ter sido ressuscitado, ajudado a derrubar o muro das lamentações, mais isso não eximira o mal caráter do italiano ou no caso a falta dele. Uma pessoa que nasce com um coração negro permanecera com a escuridão, esse era Mascarada da Morte.
–Você sempre teve a mania de me encarar por mais tempo do que pode ser considerado seguro Gêmeos.
–E você de aparecer nos momentos mais inconvenientes Morte.
O italiano sorriu, Saga sempre fora introspectivo mesmo na cama, e depois da guerra do santuário ele ficara ainda mais arisco.
–Saga por que você está sempre tão na defensiva.
–Será que é porquê eu nunca sei de estão os amigo ou os inimigos.
Mascara sorriu novamente
–Nos não estamos mais em guerra, Saga.
–Nos sempre estaremos em guerra Morte, eu sempre estarei você
sabe
O rosto bonito do mais velho se contorceu em uma expressão de dor
–Eu vivo na berlinda Câncer, aries pode voltar a qualquer momento, eu temo o que possa ocorrer dessa vez.
Um suspiro foi ouvido do italiano. Sabia bem o que o outro queria
dizer, havia presenciado as duas pessoalidade do Geminiano discutirem muitas vezes, Saga lutando pelo controle, não era uma coisa agradável de se ver.
–Quando você se matou, e depois retornou ele voltou junto com
você?
Saga encarou os olhos do italiano, sempre achara estranho essa
intimidade que tinha com o italiano, eles tinham personalidade completamente diferentes um do outro, porem o impressionante é que se sentia a vontade na presença do outro.
–Me diga Mascara da Morte, depois que você voltou a sua sede de
morte se acabou, o instinto assassino ainda está ai de dentro, você ainda se sente a vontade com todas aquelas cabeças em sua casa, os rostos retorcidos pela dor que você causou?
–Não, sim e sim- respondeu curto e grosso
–Então você tem a sua resposta- nos podemos ter voltado com ganas de proteger Atena, mais isso não altera quem somos, o que temos dentro de nos, você sabe, nos podemos evoluir adquirir outros conceitos, mais nossa essência permanece a mesma. — Saga olhou dentro do olhos de Mascara, frios como um bloco de gelo, os mesmo olhos de Camus de Aquário, a única diferença, é que a frieza do italiano era ameaçadora perigosa cruel, a do francês era indiferença.
–Mais você tem tentado insistentemente mudar sua essência Saga, outrás pessoas podem não perceber ou percebem mais você tem tentado se tornar outra pessoa não seria mais fácil, aceitar a vida como ela é?
Milo observou de canto de olhos os dois homens do outro lado do
salão, Saga estava de pé com seus lindos cabelos caindo em cascatas até abaixo do quadril emoldurando o rosto másculo seus olhos melancólicos, a camiseta branca com dois botões abertos, na sua frente estava o italiano com o rosto a poucos centímetros do outro, obviamente conversavam a sussurros.
Mú, se aproximou da mesa colocando o ponche na copo de vidro,
santo saco merecia mesmo ficar ali de cara pra cima, Milo o abandonara e agora enchia a cara com um bêbado Afrodite, que não parava de procurar confusão, deveria ir pra casa ganharia mais com isso.
–Entediado- Mú estremeceu pressionando o copo, respirou fundo e se virou encarando o loiro pedante a sua frente
–Shaka – Mú respondeu fazendo careta
–Minha presença é assim tão inconveniente Mú?
–Por Zeus Shaka você vai começar novamente, eu não estou disposto a entrar nesse assunto novamente.
–Eu não quero entrar em assunto algum, Mú, estou apenas tentando manter um conversa civilizado com alguém eu preso muito.
–Ah me faça rir, Shaka de virgem o homem mais próximo dos deuses, sagrado do céu até inferno, tentando se agradável com alguém, o que ouve recebeu uma visita transcendental loiro?
O indiano ignorou o tom de ironia vindo do outro
–Mú por favor eu deixei nossas desavenças de lado para vir até
aqui. Você faz ideia do quanto me custou deixar meu orgulho de lado, eu fiz isso por você, então me escute.
–Ah o grande Shaka de virgem, deixando o orgulho de lado devo me sentir honrado não?
O lemuriano colocou a mão no peito em um gesto teatral
–Por favor pare de ironia, o que ouve com você droga, estava tão
bem, você não era assim rancoroso.
Mú bateu palmas
–Parabéns você fez a descoberta do ano. Eu virei um maldito
rancoroso e sabe por que, por sua causa. Por que você é a maldita encarnação de um Deus e acha que é melhor eu os outros, grandes coisas, por que isso te faz melhor que eu que todos aqui nesse salão?
–Certo eu posso ter sido um pouco omisso...
–Um pouco omisso serio, não me diga que outra conclusão genial
você fez.
–Mú chega, eu não quero escândalo vamos conversar como pessoas civilizadas
Kanon observou o casal
discutindo em um canto distante, o lilás fazia gestos extravagantes e falava serio com o outro que apenas tentava conter a animosidade. Sabia do relacionamento dos dois por alto, Afrodite, claro havia feito um comentário maldoso sobre quem era o passivo e coisa e tal, quando chegara ao santuário o lemuriano já havia partido, e ele nunca imaginara aquele pedante, orgulhoso, egocêntrico e irritante, de Shaka, tendo um caso com quem quer que fosse, ele não parecia o tipo que gostava de compartilhar o que quer que fosse. Já conseguia ter uma boa ideia do por que daquele relacionamento ter acabado.
–Nos podemos por favor conversar em particular?
–Hum você esta tão educado – um sorriu depositando o copo sobre a mesa, olhou por sobre o ombro do loiro, para o grupo no meio da confusão que era aquela casa da mãe Joana Milo, Julian estava sentado na mesa junto com Milo e Afrodite, e Kanon estava de pé atrás da cadeira do amante com ambas as mãos sobre o encosto do assento, parecia mais um vigia, com a ponta do dedo Julian brincava com uma mecha da longa cabeleira do geminiano.
Kanon desviou os na direção oposta, encontrando as duas grandes orbes cor de jade que o analisavam com algum interesse, podia perceber a duvida no rosto do outro.
–Mú o que você decide essa é a ultima chance que eu estou nos
dando.
O lamuriano desviou o olhar para o loiro a sua frente,
sinceramente não tinha ideia do que fazer estava tão confuso, sim ainda amava Shaka, apesar de toda a magoa ainda havia restado as lembranças dos bons momentos.
–Tudo bem Shaka nos podemos conversar- o lilás suspirou se dando por vencido.
Kanon observou o loiro passar o braço envolta dos ombros do ariano e puxa-lo para si de maneira possessiva enquanto caminhavam para a saída. Ah mais não mesmo, não se dependesse de sí.
O grego se curvou levemente ficando da altura do namorado
–Julian querido eu vou dar uma volta e chego, você se importa em
ficar na companhia dos meninos um instante?
–Claro que não Kanon pode ir eu não nasci grudado em você- o grego sorriu depositando um beijo na testa do amante e caminhou até a saída, ainda podia ver os dois cavaleiros de ouro descendo as escadas, bom muito bom, agora só precisava concentrar o cosmo e poderia se passar facilmente por Saga.
Kanon sorriu enquanto abotoava as mangas da camiseta, passou as mãos no cabelo abaixando o volume e ajeitou a camiseta, adorava fazer isso, era tão fácil se passar pelo irmão, se lembrava da vez que descera a até a vila fingindo ser o gêmeo mais velho furtara algumas lojas, e a culpa ficou para Saga que não poderia se defender posi ninguém deveria ficar sabendo da existência de um gêmeo, e outra que estourara o cartão de credito em festas, ainda se lembrava da expressão do mais velhos, bons tempos aqueles. Já fazia questão de foder com a vida do irmão naquela época, nunca fora uma pessoa descente essa era a verdade.
Mú estancou no meio da sala da casa de virgem esperando que o outro se propusesse a falar
–Então Shaka, o que você tem pra me dizer.
–Será que não podemos conversar em outro lugar.
–Tipo onde, seu quarto, estou indo pode esperar virgem, eu não vou ser seduzido, você disse que queria conversar então estou aqui, agora trate abrir essa sua boca antes que resolva que não quero mais escutar.
–Eu senti sua falta, ainda sinto Mú – Shaka se aproximou do lilás afagando a face- eu te quero comigo aqui
Mú prendeu a respiração com a proximidade, mesmo depois tanto tempo seu corpo ainda reagia ao do loiro tão intensamente como se nunca houvessem se separado.
Kanon parou diante da casa de virgem e sorriu consigo mesmo.
Adentrou na casa de lentamente, acendendo o cosmo.
Shaka se afastou bruscamente de Mú ao sentir o cosmo queimando em sua casa.
–Permissão para passar Shaka de virgem?
O indiano mordeu o lábio, Saga o geminiano sempre fora o algoz do seu amor, seu primeiro homem.
Mú apertou o maxilar, e olhou para o ex-amante e Saga, seu olhar passava de um para o outro, Shaka parecia não ver mais nada na sua frente, nem o próprio Mú, e pensar que um toque quase caíra na dele, será que tinha esquecido que os momentos ruins foram em maior quantidade que os bons momentos, que merda, Shaka não podia ver Saga que ele já se derretia.
–Que saber Shaka vai para o inferno pra mim vá deu- Mú bufou com raiva finalmente chamando a tenção do outro
Shaka desviou o olhar para o ariano depois para Saga sem saber o que fazer, a linda face aveludada do lemuriano estava vermelho de raiva
–Mú...
–Mú o caramba Shaka, vai se ferra por que eu já estou caindo fora e não ouse falar comigo novamente.
O ariano desapareceu no ar deixando os dois santos sozinhos na casa de virgem. Kanon olhou para o embaraço de Shaka como tinha imaginado o loiro ainda estava arriado por seu irmão. Foi impossível evitar um sorriso de satisfação surgir nos lábios.
Shaka trincou os dentes quando viu a o rosto do outro se
transformar em uma expressão de deboche.
–Kanon seu filho de uma puta.
O grego jogou os cabelos pra tras.
–Qual o problema Barbie eu não fiz nada foi você quem confundiu, se está tão cego de amor pelo irmão que não consegue diferenciar nos dois a culpa não é minha. Quem estragou a conversa com Mú foi você não eu. Por Zeus é tão inacreditável que até o homem mais próximo de deus vira um completo idiota por causa do primeiro amor. Que patético.
O loiro ergueu a sobrancelha
–Então você o quer não, por isso fez esse teatro ridículo?
–Eu não fiz nada você quem fez- Kanon respondeu saindo pela porta a fora e sorrindo, seu trabalho ali estava acabado.
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