Camus sorriu. Quando os grandes olhos verdes de Milo se arregalaram, a imagem era simplesmente adorável, ele nunca teria imaginado que iria apreciar tanto ver aquelas pupilas se dilatando, se querido, nunca mais iria permitir que Milo saísse da sua vida, ele o teria de volta nem que para isso precisasse mover céus e tarra

-Voce está bem mon cherrie?

O loiro o encarou por alguns segundos, ele pareceu perdido

-Eu...Sim eu estou bem

-E bom saber disso – seus olhos estudaram Milo por alguns segundos, ele tinha emagrecido alguns quilos, seu cabelos tinham sido violentamente cortado, mais fora isso ele continuava o mesmo

Suavemente Camus tocou a pele de Milo.

O escopiano tentou resistir, dentro dele sua mente gritava para que ele se afastasse, que gritasse, que chorasse, no entanto seu desejo foi mais forte. Ele sobre fechou os olhos, entrando nos sonho que outrora faziam parte de sua vida antes de Camus partir. Os dedos percorreram meu rosto bonito. Milo não sabia dizer por que não se mexia, por que cedia tão facilmente. Era como se ele estivesse sobre um encanto delicado que nem o maior dos gestos seria capaz de quebrar. Ele queria que o ruivo o pegasse em seus braços, e possuísse sua boca. Camus sorriu e o puxou para um abraço apertado, Milo encostou a cabeça no peito do aquariano estava perdido entre o sonho e a realidade. Seu coração acelerasse mais depressa ele tinha certeza que não seria capaz de respirar, sua pernas estavam moles feito gelatina, a única coisa que o matinha de pé era Camus.Camus ele tinha voltado, seu peito estava tão apertado que ele poderia morrer, ainda estava guardado, seu amor por esse homem ainda existia, tão forte como fora outrora,

-Nos podemos conversar.

Os olhos de Camus estavam cheio de promessas e palavras não ditas, e por mais que algo em seu interior gritasse para ele se afastar, seu corpo simplesmente não era capaz, ele não era capaz de se lembrar do que o motivava entes de Camus, ele estava ofuscando tudo, e ele apenas queria saber o que tinha acontecido queria respostas.

-Por favor

Algo no fundo de sua mente gritou para que ele se negasse, que deveria simplesmente se lembrar de algo que ele sabai que era importante, mais ele não sabia o que?

-Eu..Eu não sei

-Por favor

Os dedos delgados de Camus desenharam seus lábios delicadamente, como fizera tantas outras vezes

-Tudo bem

O canceriano observou Milo desaparecer entra a multidão seguindo-o como se nada nunca tivesse existido, como se nada mais existisse. Pela prieira vez em muito anos ele sentiu vontade de chorar e gritar, dentro dele parecia que algo o rasgava lenta e dolorosamente.

-Eu sinto muito Mascara.

Ele desviou o olhar para Saga que o observava sereno

-Não sinta Saga nos sabíamos que isso iria acontecer

-Não não sabíamos, não depois de tantas coisas que aconteceram

Saga observou um sorriso mórbido se formar nos lábios do italiano,

-Bom cada um faz a escolha que lhe aprouver.

O geminiano piscou algumas vezes tentando entender e mais ainda assimilar a frieza com que ele tratava disso, Milo era o amor da vida dele, e por que ele tratava isso como se fosse irrelevante

-Eu não entendo você o ama por que não vai atrás dele?

-Por que Saga, a escolha é única e exclusivamente dele. Quando Camus deixou Milo ele estava reduzido a nada, eu fiz o que eu pude, o ajudei, o amei e lhe entreguei meu coração, se ele acredita que isso não foi o suficiente ele não merece que eu va atrás dele.

-Se você o ama, tem que lutar por ele.

-Por que Saga qual o sentido dessa luta, no final nos dois sabemos que isso não influenciara na decisão dele. Como eu disse ele tem que escolher.

Mais o que ele faria se Milo escolhesse Camus, como ele iria catar os cacos de seu coração?

Afrodite ficou parado observando a expressão fria e inflexível de Mascara, mais ele era o único ali que sabia o que estava acontecendo, o amigo estava sofrendo e muito, no entanto ele nunca desmontaria isso a ninguém, ele iria morrer antes de falar a respeito para qualquer um até mesmo ele.

-Milo seu idiota, como você bode ser tão boco?- ele mataria aquele loiro idiota quando o encontrasse como ele ousava

-Voce esperava mesmo que ele ficasse o maluco do Mascara da Morte? Eu não sabia que você era tão iludido

Afrodite girou os olhos claro era so o que faltava Aioria enchendo sua paciência, isso era o que uma espécie de complô para enche-lo de rugas?

-Vai procurar alguém que queira te comer leão? Ah já sei por que ninguém te quer, por que todas sabem que você é um frigido.

Afrodite sorriu quando viu a expressão de fúria do mais novo, assim era sempre divertido brincar com o garoto.

-Bom ao menos eu não sou uma vadia. Todos aqui sabem que você está tão rodado peixinho que não consegue nem que um mendigo coma sua bunda.

-Saber a vagabunda aqui vai aproveitar a deixa, já que o Milo resolveu cair fora, ela relembrar os velhos tempos e vai se deliciar com uma foda gostosa com o italiano, ou talvez com o gostoso do Saga- Afrodite se aproximou do leonino, seu dedo magro desenhando as curvas da armadura- quem sabe serão os dois essa noite, sabe eles fodem muito bem, é duro, rápido, quente.

Afrodite sorriu diante do olha de choque do outro, sem dar tempo que ele falasse, deu as costas e caminhou na direção de MDM e Saga.

De onde estava Saga bebeu mais um gole do vinho, Mascara da Morte caminhava na direção do filho, que Afrodite carinhosamente havia vestido em uma túnica branca, trançado os cabelos com fitas, sinceramente ele parecia um garotinha. O porte do italiano era invejável, não importava a situação ele sempre aia assim friamente, mesmo agora com as pessoas o encarando e cochichando, sobre o seu provável pé na bunda, ele simplesmente ignorava as pessoas era como se elas simplesmente não existissem.

-Voce deveria tentar investir.

Saga se virou para Afrodite que estava encostado em uma coluna atrás de si, com copo com alguma bebida verde dentro.

-Voce está delirando ou é a bebida? – ele indicou o copo com um aceno de cabeça. Afrodite sorriu

-Eu me lembro que você é o Mask se davam muito bem antigamente

-Por que não era eu, era Ares.

-Não me enganar Saga, nos dois sabemos que em muito momentos você conseguia o controle, e uma vez que o italiano gostosão vivia enfurnado no templo do mestre, devemos supor que você dois tiveram um lance.

Saga sorriu ao se lembrar, claro que sim que ele tiveram sua noitadas, ele ainda se lembrava da primeira vez que acordara ao lado de Mascara, tinha ficado desesperado, tinha tentado explicar. O italiano apenas tinha ignorado. O agarrou o jogou na cama e ele tinha simplesmente aproveitado o sexo quente.

-Isso nunca daria certo

-E por que não, qual o problema, agora que o Camus voltou ele vai estar livre.

-Assim o casal mais odiado dentre os cavaleiro, os dois maiores traidores do santuário.

-Você está inventando desculpas.

-Eu ainda vivo de ilusão tolas.

Afrodite franziu o cenho, e olhou na mesma direção de Saga. Aioros estava parado, usando sua armadura brilhante conversando com Aldebarã.

-Esses irmãos causam muitos problemas não?

Saga sorriu terminando o seu cálice.

-Sim eles causam muitos problemas.