Sei Lamor Della Mia Vita!

35 Meu passado, Nos dois e inconstâncias


Carlo depositou o filho na cama com cuidado, para não acorda-lo. Schiller parecia um pequeno anjo, era incrível como em tão pouco tempo já se sentia diferente com a presença do pequeno, talvez ele estivesse lhe devolvendo a vida que a muito lhe fora tirada quando imaginava que o filho estivesse morto, agora tudo iria mudar, seria mais difícil , porem não importava não mais.

É acabara virando um manteiga derretida. Foi impossível um sorriso bobo não aparecer nos lábios do italiano.

-Ele não se parece em nada com você!- Um concluiu se aproximando

-Não ele é a cara da mãe- disse passando os dedos pelos fios avermelhados

-O que houve, com, você com ele?- o lemuriano perguntou se sentando na cama e observando pequeno dormir encolhido e ainda enrolado na capa azul- Se você quiser me contar claro.

Mascara encarou Mú, realmente não sabia se estava certo se poderia se expor assim, afinal sempre guardar sua historia a sete chaves

-Ficara só entre no eu prometo.

-Não é uma historia Mú.

-Eu nem espero que seja mais acredito que você deveria se abrir com alguém, você é uma pessoa que guarda muito segredos mascara da morte, e segredos sufocam.

Tudo começou quando eu tinha cinco anos, nos campos floridos da Sicília, o cheiro das uvas invadindo meus sentidos, a brisa salgada na minha língua, minha vida parecia uma utopia, as lembranças ainda estão vivas na minha memoria como se fosse ontem, eu tive uma vida feliz conheci amor, eu ainda lembro daquele calor que eu sentia quando minha mãe me abraçava.

Porem nada dura para sempre e o fato de eu estar aqui é uma prova incontestável.

Não me lembro muito bem daquele episodio esta tudo embasado. Porem a uma única sena que nunca me saia da cabeça. Eu levantei a noite, estava chovendo minha janela estava aperta e a agua molhava minha cama, mais não foi isso que me despertou e sim os sons que vinha do lado de fora do meu quarto, minha mãe gritava, na voz dela eu podia sentir o medo. Como toda criança curiosa eu fui ver o que estava acontecendo, lá estava ele usando sua armadura, os cabelos escuros esvoaçando o rosto de anjo, mais eu senti medo tanto medo que não fui capa de me mover, minha mãe gritava algo que eu não entedia, o homem olhava pra mim e sorria, meu ouvidos borbulhavam com a pressão era difícil respirar talvez eu pressentisse o que estava perto de acontecer.

Tinha sangue por toda parte, no meu rosto nas minhas roupas, o sorriso maligno dele ecoava no meus ouvido eu estava em choque, com medo, mais não conseguia para de olhar, o corpo da minha mãe caído inerte na minha frende, esta flácido, esbranquiçado como de uma boneca, a cabeça aos meus pes os fios loiros tingidos de vermelho o rosto retorcido e uma careta, a boca aberta, as orbes saltando para fora, não sei quanto tempo fiquei ali em meio aquele sangue, junto ao cadáver dela.

E depois parece que os outros cinco anos da minha vida foram apagados porque não lembro de mais nada.

Ao dez anos como você se lembra eu já estava aqui, simplesmente acordei um dia. Eu era um bom garoto claro tinha meus traumas e personalidade meio bipolar, mesmo assim eu era um bom garoto, meus sonhos não eram vazios como minha vida parecia ser, não como hoje. Eu via como você era felizes, você mesmo cego sempre com um sorriso, Shaka aceitando um destino pré -concebido, Afrodite mesmo vitima de brincadeiras nunca deixou de ser quem era. Mais essa parte da minha vida não interessa você a conhece, o importante mesmo aconteceu quando eu estava próximo a me transformar em cavaleiro.

Um mordeu o lábio claro que lembrava, foi a época em que ele tinha se transformado em sádico, dentro os garotos que lutaram por armadura ele fora o única que matara seu oponente, aquilo havia chocado todos os cavaleiros

No festival de Artêmis eu conheci Isis, eu tinha quinze anos e ela dezesseis.

O lamuriano franziu a sobrancelha, Isis, se lembrava dessa amazona, não, não era possível, desviou o olhar para Schiller que dormia tranquilamente, a semelhança era absurda.

Ela era uma amazona de Artêmis, e como o mesmo nome sugere, ela era encarnação da deusa egípcia da colheita e fertilidade Isis. Eu me apaixonei a primeira vista, algo proibido sempre nos faz desejar mais, os dias em que ela permaneceu no santuário nos encontrávamos escondidos, como crianças apaixonadas, e o resultado daqueles encontros está aqui. Alguns meses depois ela apareceu com Schiller, não sei como ela conseguiu esconder, ou mesmo chegar até aqui, eu fiquei encantando com aquela criança de olhos azuis. Nós como adolescentes apaixonados que éramos, achamos que fugir para algum lugar, e vivermos apenas os três resolveriam todos os nossos problemas.

Foi quando meu pai apareceu pela segunda vez, Isis não teve chance nem muito menos eu, e novamente aquela cena se repetiu, eu me vi em meio ao sague, o rosto do meu amor contorcido aos meus pés, o choro de Schiller e a risada sádica, tudo misturado. Eu nunca consegui entender por que ele me perseguia. Mais não cheguei a ter tempo de pensar sobre o assunto.

Saga já estava dominado por Ares, e foi tudo uma confusão, eu estava em choque, minha cabeça parecia que iria explodir, Saga apareceu, disse que se eu não matasse Schiller, ele mesmo matéria, por que eu tinha cometido um crime, além de matar uma amazona de Artêmis e desobedecera as leis do santuário, era tanta preção, eu só me lembro que estava com Schiller no colo, e meu cosmo queimou eu não tinha controle, tudo diante dos meus olhos estava vermelho, eu me desesperei.

Então acordei algum tempo depois na enfermaria, e la estava ele o mestre do santuário, a prova de que nada daquilo fora um sonho, disse que eu o tinha obedecido e tinha matado meu filho, e por isso eu merecia perdão, e condescendência, e como forma de mostrar sua bondade, ele me contaria um segredo da armadura de Câncer. Saga disse que se eu me tornasse o herdeiro da armadura poderia trazer Isis e Schiller de volta dos morto, e eu estava tão destruído, dentro de mim tinha uma dor tão grande que eu me agarrei a isso.

Depois que eu me tornei o cavaleiro de câncer, meu pai apareceu novamente destruindo minha esperanças.

Ares tinha me contado uma mentira para que eu quisesse a armadura de câncer, pois se ele assassino da minha família contasse sobre o pacto dos deuses minha obrigação para com a deusa Atena, eu me recusaria a ser um tributo, eu fui manipulado na minha dor, e aquilo acabou com o bom garoto que eu ainda era.

“Eu tinha que mata-los, ninguém pode interferir no seu destino no nosso destino”

Foram as palavras que ele usou para justificar. Depois disso eu não me importei mais com nada, so queria ser mais forte.

Em meio a tudo isso, houve a tentativa de assassinato a Deusa a traição de Aioros, não demorou muito para meu pai vir até mim e me contar tudo sobre Saga, me mandou ir até ele e usar a informação a meu favor para que eu pudesse me tornar mais forte.

Por muito tempo eu fiquei ao lado do falso mestre, mais nada diminuiu aquela dor nem mesmo a minha perversidade. Então quando os cavaleiros de bronze invadiram o santuário, eu encontrei uma maneira de acabar com a dor se eu morresse tudo estaria acabado.

Mú desviou os olhos para o italiano no final do relato, não se surpreendia que ele tivesse ficado louco, com tudo o que tinha acontecido. Mia o impressionante é como toda essa historia ficara em segredo

-Você ficou pensativo- Mascara falou sem encara-lo

-Eu estou ponderando sobre isso tudo, você é muito forte por aguentar tudo isso

Mú sorriu, o rosto do Italiano permanecia lívido, não havia do ou magoa, assim como não houvera enquanto ele relatava sua historia. Um homem admirável.

O lamuriano retirou os dedos do fios ruivo do pequeno, e tocou a face do Italiano, como um rosto podia esconder tanta dor, tantos segredos, o que se passava no interior de um homem como Mascara da Morte.

Carlo encarou os olhos cor Jade, eram brilhantes, tão ternos, acolhedores.

O lemuriano acaricio os cabelos do italiano com suavidade, sentiu o cheiro de ferrugem vindo do sangue.

Mascara não se afastou quando o roto do Ariano se aproximou do seu, os lábios macios cobriram o seu, eram doces, delicado, como pêssego. Mú segurou a nuca do Italiano aprofundando o beijo, tão calmo, terno. A mão do moreno envolveu a cintura fina, a oura se enterrou no fios lilases.

Aries e Câncer.

Mú e Mascara da Morte.

Dois homens tão adversos.

Em um beijo tão profundo que tocava as duas almas, acamando a fúria que vinha de dentro do mais velho.

Os dois ficaram nesse ato, até que o ar se fez necessário, interrompendo o ato.

Carlo nada falou, não sabia palavras.

Um sorriu encostando sua testa na do moreno acariciando o rosto.

-Não foi nada, não foi nada.- disse entre folego

-Obrigado, Lilás- Carlo sorriu .

Mú se afastou do moreno levantando-se da cama

-Eu tenho que ir, mais lhe desejo toda a sorte do mundo. E no que precisar eu estarei aqui.

Notas finais
Eu sinceramente não consegui não fazer isso, foi rolando rolando e aconteceu, e agora eu não sei mais quem é que vai ficar com quem nessa bendita fic, eu estou mais rodada eu que um cego em tiroteio procurando a bengala.
kkkkkkkkkkkkk