Sei Lamor Della Mia Vita!
37 Brincando de seduzir
Mú entrou desceu as escadas na direção de sua casa a passos calmos, estava feliz pelo que fizera mesmo que por chantagem, mais a verdade é que mesmo que o outro houvesse se recusado a contar a ele, ele teria ajudado, mais a verdade é que fora estranho não que sentisse atração pelo italiano, de maneira alguma ele e Milo se gostavam mesmo que não tivessem percebido, seus destinos estavam entrelaçados, era apenas questão de tempo para que a historia de ambos realmente começasse .
Ainda haveria muita dor na vida dessas pessoas, e muito amor e ele não estava presente tinha a própria vida a seguir seu papel era de espectador, aquele beijo não deveria ter acontecido, sim não havia desejo ou conotação sexual naquele ato, porem ele não devia ter ficado com o sabor dos lábios do moreno nos seus, não devia se lembrar do perfume, da textura macia, não deveria de maneira alguma ter gostado ou simplesmente querer repetir o beijo, Mascara não lhe pertencia, isso era errado em todos esses anos mesmo que não houvesse julgado o italiano, não tinha se aproximado dele ou sentido afinidade para com ele, e por que agora quando ele estava com Milo ou quase, ele tinha que sentir isso, era errado muito errado.
–Um milhão por seus pensamentos- o lamuriano levantou o olhar encontrando o grego de longos cabelos revoltos e sorriso fácil nos lábios bonitos
–Kanon- Mú sorriu gentil.
–Uma distração que não é típica de você Mú- o outro cavaleiro baixou a cabeça respirando fundo.
–Até eu tenho meus dias Kanon- o mais velho sorriu sacana
–Sabe eu adoro o som do meu nome saindo dos seus lábios- Mú retrocedeu alguns passos quando o outro avançou
–Fique longe Kanon eu não sou suscetível a seus encantos
–Você sabe se arisco quando lhe convém, mais não há problema eu prefiro assim, geralmente pessoas dóceis são muito maleáveis.
–Eu nunca serei maleável diante de você Kanon nem muito menos serei seu amante ou seja lá o que pretende, eu não passos de um passa tempo para você, um desafio, se eu houvesse excedido você provavelmente já teria me descartado.
Kanon sorriu tocando o rosto do lamuriano.
–Eu gosto de você Mú, nunca senti isso por ninguém, você tem que acreditar.
–Não Kanon você não sente mais que um mera atração pela minha aparência, eu não quero isso, não quero um outro Shaka na minha vida, que ama o meu corpo e olha apenas para o externo, que não deseja conhecer o que eu sou quem eu sou, você não me conhece o suficiente para me amar, ou se quer se apaixonar, eu cansei disso, eu quero ser visto por olhos humanos, olhas que me enxergam como eu sou, não quero ser visto por pedras.
–Mú, você esta errado- o moreno enterrou os dedos nos cabelos lilases – você precisa confiar mais.
–Eu já confiei muito Kanon não posso me permitir ao erro.
–20 segundos de pura loucura, é tudo do que precisa.
–O que você que dizer com isso?- Kanon sorriu discretamente, e cobrindo os lábios do mais novo, com um beijo suave.
Mú se aquiesceu porem não se afastou, Kanon envolveu a cintura delgada com as mãos sentindo a frieza da armadura em contato com sua pele quente. Ficaram ali de pé nas escadarias por um tempo, que para ambos roubava o folego, queimava seus corpos.
–Kanon- Mú murmurou baixinho se afastando do outro- Chega, isso não vai dar certo.
–Por favor .
–Seu 20 segundos de pura loucura acabaram....
Aioros caminhou pela costa apreciando a brisa gelada que atingia seus cabelos, estava sozinho, não só agora mais por muito tempo, se sentia tão deslocado ali entre os outros cavaleiros muitas vezes se sentia um completo estranho, bom ainda tentava se adaptar a esse período, passar tanto tempo morto naquele inferno de gelo e depois voltar da maneira que voltou e depois morrer era meio traumatizante.
No horizonte o sol nascia lentamente indicando um novo dia que estava chegando, isso era uma loucura, sua vida, seu tempo, não tinha evoluído não tinha andado para a frente, quando morrera tinha quatorze anos, passara treze anos morto em tese deveria ter vinte e sete anos, mais estava com dezesseis, um adolescente era tão confuso e louco. Era irmão mais velho de Aioria, no entanto era mais novo.
O loiro parou de caminhar quando viu a figura parado a uma boa distancia de si, os cabelos compridos revoltos pelo vento, estava de branco observando o horizonte perdido. Saga o se carrasco, o homem que destruíra sua vida, odiava aquele homem profundamente, mesmo sabendo que não fora ele em seu próprio domínio que o mantara matar, mais de certa forma ele foi o responsável pois foi fraco para resistir a Ares. Ele foi traído por um companheiro e isso doeu mais que tudo, a dor da traição. Que idiota ele fora por acreditar que um dia Saga veria o quanto gostava dele, o mais velhos desejava ser o mestre do santuário e não hesitara em tentar descarta-lo para conseguir isso. Ridículo. Sabia que naquela época o geminiano tinha um caso com Shaka de Virgem, fora tolo em imaginar que os olhos do mais velho se voltariam para si.
lentamente na direção do outro não que tivesse a intenção de confronta-lo ou algo do gênero, mais não iria se desviar do seu caminho por causa do traidor, era um nobre cavaleiro de Atena, o mais fiel morrera, por ela e morreria mais de uma vez não possuía motivos para desviar sua caminhada.
O sagitariano apertou os punho ao se ver diante do homem que outrora fora o algoz de seu amor.
–Saga- cumprimentou rígido. Um sorriso escapou dos lábios do moreno, Aioria franziu cenho.
–Pode deixar essa postura firme e irada de lado Aioros, eu não o Saga- O grego apenas girou os olhos, evirou sobre os calcanhares- Sabe eu me pareço cm Saga mais não sou ele nem de perto Sagitário, porque você me detesta?
Por que seu infeliz você é a cara do homem que eu ameia e que me traiu da forma mais covarde possível.
Aioros pensou
–Eu não te detesto Dragão Marinho, não me dou ao trabalho- Kanon sorriu escandalosamente
–Eu não te detesto Dragão Marinho- Kanon tentou imitar o tom de voz do outro- relaxe o fato de meu irmão ter sido um idiota com você no passado não significa que eu serei até por que eu nem tenho a capacidade ser tão burro.
O loiro ergueu a sobrancelha
–Eu acho que não entendi.
–Ah você entendeu, eu lembro que quando trocava de lugar com Saga e ia até o rodorio vadiar, ou quando enchia o saco de vocês eu percebia como você me olhava, não sou cego eu reconheço uma pessoa apaixonada quando a vejo, sei por que as vezes Shaka me olha assim.
Aioros bufou
–Me esquece
–Ah você é muito estressado Oros. Sabe naquela época se houvesse chegado em mim eu teria aceitado suas investidas, você era bem bonito e eu detestava aquele metido do Shaka.
–Eu não pedi sua opinião Dragão Marinho.
Kanon sorriu e se aproximou do outro
–Ora por que você esta tão na defenciva meu amor.
–Eu não estou na defensiva.
–Ah você esta sim e sabe por que esta com medo de cair nos meus braços.
Aioros sorriu sonoramente.
–Serio que você acha que é capaz de me seduzir, sonhar não faz mal
Kanon ergueu a sobrancelha direita, aquilo era um desafio. A sim era um desafio então o garoto achava que era tão inalcançável assim?
Aproximou-se do mais novo com um sorriso sedutor, se inclinando levemente tocando o lóbulo com a ponta da língua
–Você tem certeza que, não me deseja nem um pouquinho?
O sagitariano sorriu consigo mesmo então o gêmeo malvado queria brincar de seduzir. Então veríamos quem seduzia quem. O loiro sorriu segurando o mais velho pela cintura, e enrolando a outra nos cabelos compridos puxando o suficiente para que o outro gemesse de dor.
–O que está tentando fazer garotinho me seduzir?- Kanon fez gracejo. Aioros sorriu em seguida cobriu os lábios do grego com um beijo, não se importou com as tentativas do outro de assumir o controle. Segurou mais forte na cintura do outro e o empurrou em direção a areia, Kanon se remexeu tentando sair dos braços do outro, porem sua pernas estavam imobilizadas assim como os braços, e o mais novo praticamente tentava estupra sua boca com a língua ao menos essa era impressão que estava tendo, o garoto não lhe dava tempo de respirar. Aioros forçou mais a passagem pela boca do outro, ele era resistente mais até que ponto?
O mais novo forçou passagem com a língua mais uma vez, abrindo espaço por entre os lábios cheios, explorando a cavidade quente do outro o sabor de conhaque , a língua do mais velho se entrelaçava na sua com ardor. Kanon desistiu de lutar abrindo as pernas na tentativa de acomodar o outro melhor em cima de seu corpo, enterrou ambas as mãos nos cabelos e aprofundou o beijo se rendendo. Aioros gemeu entre os lábios do mais velho, movendo o quadril em movimentos de vai vem de maneira lenta, Kanon gemeu incentivando o jovem a continuar.
O sagitariano interrompeu o beijo, e olhou para o moreno, os olhos ainda fechados os lábios entreabertos em busca de ar. Se perguntava se o gêmeo mais velho era tão passional, fervoroso, e quente. Não pode evitar o sorriso de satisfação.
Kanon abriu os olhos, encontrando as íris douras tomadas pelo negro das pupilas.
–Quem é o seduzível agora Kanon de Dragão Marinho? – o loiro não pode evitar o tom de deboche, sim estava ótimo ficar ali, porem mesmo que seu corpo se encaixasse perfeitamente no do moreno, como se ali sempre fosse seu lugar, não iria chegar a tanto. Se levantou limpando a areia das roupas.
O rosto de Kanon queimou enquanto ele se levantava tentando controlar a vergonha
–Cuidado da próxima vez eu não serei tão condescendente, afinal você nasceu para ser passivo, o que eu posso fazer se alguém abre as pernas tão facilmente- Aioros piscou o olho e saiu caminhando com as mãos no bolso.
–Ora, seu, seu pirralho quem você pensa que é para me tratar assim, seu moleque vê se cresce.
O loiro sorriu jogando a cabeça para trás.
–Não brinque comigo, eu não sou o Saga, não me confunda com ele seu filho da mãe, você não sabe do que eu sou capaz.
Aioros sorriu novamente e chutou a areia e fechou os olhos respirando a brisa salgada.
–Não se vingue daquele filho da puta de Saga em mim, eu não tenho nada a ver com isso estendeu.
O mais novo se distanciou ainda escutando os gritos de revolta do mais velho, É os gêmeos realmente não se pareciam em nada Kanon era uma criança grande.
Aioros deu uma olhadinha para trás, o moreno continuava de pé no mesmo lugar a camiseta aberta, não sabia quando tinha acontecido aquilo mais a imagem diante de seus olhos era encantadora, os cabelos compridos estavam revoltos pelo vento dançando de maneira descoordenada, o rosto meio oculto pelos fios e o jogo de sombras, o amarelo do sol formava uma espécie de aura ao redor da figura, a roupa branca parecia brilhar, era uma figura extremamente exótica.
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