Segurança Privada
23 XXI - Vigésimo primeiro.
Notas iniciais
Isto é um sonho, bem sei, mas quero continuar a sonhar.
—Friedrich Nietzsche
— E então, Sasuke, posso saber onde está me levando? – Sakura perguntou. Ela esperou longos minutos até sua curiosidade falar mais alto e soltar a pergunta em alto tom.
Ele, por outro lado, sorriu de canto enquanto olhava para a pista à frente. Seus cabelos esvoaçavam conforme o vento batia, o cotovelo estava apoiado na janela do carro e em sua face, óculos escuros escondia seus olhos. Sakura admirou a cena, e retirou de dentro da bolsa, a câmera para registrar aquele momento.
— Não vai me responder? – ela perguntou, atraindo a atenção de Sasuke, que a olhou de canto e se surpreendeu ao ver a câmera nas mãos da moça. – Acho que você pode ser o meu modelo. – ela falou, levando a câmera até seu rosto, apontando a lente na direção do moreno.
— Você não sabe usar. – ele disse, desafiando-a com o olhar. Sakura não esperou por mais palavras, girando manualmente a lente da câmera, apertando o botão, em seguida. Sasuke até tirou o cotovelo apoiado na janela para segurar o volante, enquanto a outra mão tentava tirar a câmera da mão dela.
— Me dê isso. – ele pediu, mas Sakura escondeu o objeto atrás de si, a uma distância que Sasuke não pôde pegar.
— Eu estou no comando, senhor Watanabe. Hoje irei registrar alguns momentos seu. Sasuke somente balançou a cabeça, em desaprovação. Na verdade, ele não estava irritado, muito pelo contrário, seu rosto ainda mostrava o mesmo sorriso que Sakura admirava segundos antes.
Ele prometeu-se deixar seus problemas em casa; ali, naquele momento, sua mente estava vazia de seus problemas, a única coisa que se permitiu pensar era na estrada, e na mulher ao seu lado.
— Não gosto de tirar fotos. – ele admitiu.
— Muito pelo contrário, você ama registrá-las.
Ele negou com a cabeça.
— Então, não gosto de ser o modelo das fotos, está bom assim? – assentindo alegremente, Sakura concordou.
— Ok. Chega de fotos suas por hoje. – ele pareceu gostar das palavras dela, agradecendo enquanto tornava a colocar o cotovelo apoiado na janela. Sakura recostou-se mais ao banco, sorriso travessa. – Mas eu gostaria de ser sua modelo hoje...
Franzindo levemente o cenho, ele concordou após alguns segundos; não com palavras, somente um leve manear de cabeça.
Passaram pelo centro da cidade, onde as ruas movimentadas com turistas davam ainda mais vida àquele lugar, porém, Sasuke continuou dirigindo. Sakura perguntou-se aonde estariam indo, visto que Sasuke não dissera para onde a levaria. Ainda permaneceram no carro por cerca de quarenta minutos, até Sasuke estacionar. Sakura percebeu que estavam no mesmo lugar que ele a levara dias atrás, “el camiño para cruzar la frontera”.
— Ótimo lugar para fotos. – tentou brincar, balançando a câmera na mão direita. – Pena que eu não estou de biquíni, pois você não me falou que iríamos à praia.
Sasuke puxou o freio de mão, retirando a chave da ignição. — Não tem problema, pode ficar pe- – não terminando a frase, ele a olhou, parando alguns segundos a mais nas pernas. – Bem, você decide como quer ficar. – concluiu.
Por outro lado, Sakura sentiu a face esquentar e olhou rapidamente para o retrovisor confirmando sua suspeita: estava com o rosto em tons vermelhos.
Sasuke acabara de sugerir que ela ficasse nua? Sem roupas? Pelada? Por Deus, ela não tinha palavras para responder, não depois de perder o fio da meada. Engolindo a seco e criando coragem, abriu a porta para acompanhar Sasuke, que havia saído do carro alguns segundos antes.
Ela percebeu que até mesmo ele ficara um pouco constrangido com a própria sugestão anterior, tanto que deixou o carro sem abrir, como de costume, a porta para ela.
Ela o olhou, os cabelos chacoalhando à medida que o vento batia. A maresia trazia consigo o cheiro de calmaria e Sakura suspirou fundo, fechando os olhos enquanto o cheiro de mar invadia suas narinas.
— Você vem ou não? – perguntou Sasuke, fazendo-a abrir os olhos rapidamente, não antes de sorrir com a boa sensação que lhe invadira. A mão direita dele estava estendida em sua direção, e no rosto um olhar diferente, mais avaliativo com até mesmo uma pitada de diversão. Ela anuiu, andando na direção do homem que, neste momento, ela teve certeza: estava completamente apaixonada.
Sakura pegou a mão dele, enlaçando à sua, sentindo a aspereza e delicadeza que lhe segurava. Depois disso, ela andou ao lado dele sem prestar muita atenção à sua volta, com o sorriso bobo em seus lábios. Ela nunca teve tanta certeza de algo como agora. Por vezes percebeu estar atraída por seu segurança, no entanto, algo dentro de si lhe dizia que era devido as circunstâncias em que o conheceu. Ela era uma mulher privada de muitas coisas, com a alma clamando por liberdade, e ele chegou lhe oferecendo tudo que ela sempre sonhou; era impossível não se sentir atraída por todas essas coisas que Sasuke prometia em segredo. E quando chegaram aqui, na Espanha, ela viu-se livre de todo o peso nas costas que seus pais vinham depositando em si. Sasuke era um andarilho e ela invejou isso com toda à sua alma.
Contudo, ela teve a mais absoluta certeza que os sentimentos não eram só físicos aqui, agora, segurando a mão dele enquanto seu coração acelerava freneticamente. Ela teve a mais absoluta certeza enquanto era guiada por ele e não conseguia desviar o olhar do rosto esculpido por mãos hábeis, em perfeita simetria.
Sakura só se deu conta que haviam chegado quando os passos de Sasuke pararam e ela imitou-o. Ela olhou à sua volta e percebeu que estavam na casa que haviam jantado dias atrás.
— É a sua casa, né? – ela perguntou, limpando o suor das mãos no jeans.
Sasuke murmurou um rápido “sim”. Ele percebera o silêncio da mulher durante o caminho, e estranhou tal fato. Ela era uma verdadeira matraca, e esse silêncio fê-lo sentir-se incomodado.
— Tudo bem? – perguntou ele, antes de caminhar até a residência. Ela assentiu com a cabeça, seguindo-o em seguida.
— Hoje temos tempo de fazer um Tour por essa casa. Sério, é lindíssima. – e, novamente, cá estava a mulher mais faladeira que Sasuke já conhecera; e ele sorriu com isso. – O que foi? Não pode ser meu guia turístico além de segurança?
— Posso ser o que a senhorita quiser. – respondeu em tom audível, e Sakura corou levemente.
— Hoje você será o meu fotografo, então. – seu baixo tom ao dizer as palavras, internamente estava em um impasse entre sua dignidade moral e seus desejos físicos.
Sasuke nada respondeu, e entraram, juntos, na casa que parecia estar vazia. Sakura tirou os calçados, deixando-os ao lado da soleira da porta. Sasuke, por outro lado, não fez qualquer menção de tirá-los, adentrando mais ao primeiro cômodo, uma ampla sala em conceito aberto. Ela até pensou em elogiar o cômodo, mais fechou a boca antes de deixar a primeira palavra escapar. Ela percebeu que ele nada respondeu sobre ser seu fotografo, e tentou ignorar a sensatez dentro de si que gritava “deixa essa loucura para lá”.
— Quer comer alguma coisa? Acho que Margareth deixou a dispensa cheia. – seu sotaque alterou um pouco ao dizer o nome da mulher, e Sakura percebeu, achando engraçado.
Não, estou ótima. – respondeu. – Já comi algumas besteiras antes de virmos.
Ele, então, pediu para que ela o seguisse até um cômodo no andar de cima. O lugar era arejado, com janelas de blindex por todo lado. Sakura agradeceu assim que ele a deixou em umas das suítes e disse que iria se trocar em outra, para que pudessem aproveitar aquela parte privada da praia.
Assim que ele saiu, Sakura trancou a porta com a chave e suspirou fundo, sentindo a coragem que há pouco se esvair. Ela olhou ao redor do cômodo, notando uma cama bem ao centro, e correu até lá, sentando-se e, em seguida, deixando o corpo tombar para trás. Ficou a observar o teto branco a girar, e teve que fechar os olhos até a vertigem passar.
“Vamos, Sakura, você precisa levantar daqui antes que Sasuke ache que você morreu dentro desse quarto”, ela disse a si mesma, repetidas vezes, respirando fundo e contando até dez antes de reunir toda a coragem e se levantar. Ainda suspirou profundamente duas vezes antes de caminhar até o banheiro.
Ela despiu-se de frente para o espelho, analisando seu corpo a cada peça de roupa que tirava. Era uma mulher, seu corpo havia mudado durante os anos de adolescente na puberdade, para adulta. Não tinha peitos ou bunda grandes e tinha plena consciência disso, porém sabia que era uma mulher com um belo corpo, genética materna.
Assim que pensou ter reunido toda a coragem para deixar o banheiro, a vertigem lhe invadiu fortemente. Correu até a pia, jogando água em seu rosto e nuca, se olhando no espelho acima da pia. Por Deus, estava mais branca que o teto do quarto. Precisava se acalmar ou se sentiria a maior covarde.
Fechou os olhos e contou mentalmente até dez antes de reabri-los. Seu rosto estava ganhando pigmentos novamente, e isso fê-la sentir melhor. Não era uma mulher de inseguranças; não mais. Deixou suas inseguranças para trás, quando até mesmo sua testa lhe incomodava. Mas teve que conviver e aceitar isso, os pequenos detalhes que não mudariam. E quando olhava para Sasuke enquanto ele lhe olhava tão intensamente, a fez perceber que esses pequenos detalhes não eram importantes. Que o homem a desejava e não se importava com seus medos fúteis.
Pensar nisso fê-la reunir toda a coragem que há pouco quase perdera. Não precisava ter medo, ela estava apaixonada e queria experimentar mais do sentimento, que mal há?
Pegou a tolha enrolada ao lado da pia, cobrindo-se com ela e deixou o banheiro e depois o quarto, não antes de pegar a câmera dentro da bolsa que deixou sobre a cama. Seus passos ganhavam firmeza à medida que avançava pela casa, em direção à saída. Ela esperaria por Sasuke lá fora. No entanto, ao chegar à porta principal, viu Sasuke voltar do mar todo molhado. Sua perna tremeu levemente antes de se firmar ao chão e ela não quis pensar em desistir, continuou avançando enquanto olhava para Sasuke, que voltava para a areia com os cabelos pingando. Deus, ele era o homem mais lindo que ela já vira.
Seus pés tocaram a areia e seus cabelos voaram bagunçados, mas ela somente endireitou-os atrás das orelhas e só parou quando passou por Sasuke, ficando poucos metros dele, mais próxima do mar.
O mar estava calmo, poucas ondas. A água cristalina refletia o céu ou o céu refletia a água, Sakura não soube dizer. Ela admirou tudo, até mesmo as miniaturas de barcos que podia ver dali.
Sasuke segurava uma toalha que ele trouxera consigo, secando os cabelos nela.
— Um dia você me disse que eu poderia ser sua modelo... – ela hesitou, e ele esperou que ela terminasse a frase. – Eu gostaria de ser sua modelo agora, Sasuke. – ela terminou de falar olhando-o nos olhos.
Sasuke ficou alguns segundos olhando-a nos olhos. O rosto alvo em perfeita harmonia com os olhos que estavam ainda mais verdes devido aos raios de sol e os cabelos rosa desbotado. Ela não era só linda. Ela era perfeita.
—Sim, sim. Claro. – respondeu ele, percebendo que a encarava mais tempo que o necessário. Pigarrando duas vezes, tornou a falar. – Como você quer as fotos? – ele olhou para o mar. – Pode ser perto da água ou você pode andar enquanto eu-
Mas Sakura fora mais rápida, interrompendo-o.
— Nua. – ela disse em alto tom, sua mão apertando um pouco forte demais a câmera. – Eu quero posar nua.
Sasuke franziu o cenho levemente até que as palavras fizeram sentido para si, fazendo-o pigarrar ainda mais vezes. Em seguida, ele sorriu de canto e tornou a olhá-la.
— Eu estava brincando quando sugeri que ficasse... pelada, Sakura. – ele conseguiu terminar a frase, um pouco constrangido, talvez, mas nunca deixando de encará-la ou deixando o sorriso de canto desaparecer. Havia terminado de secar os cabelos e jogou a toalha na areia, tremendo um pouco com as próximas palavras de Sakura, estas que fê-lo olhá-la de novo.
— Mas eu não.
E ele engoliu em seco. Suas mãos começando a transpirar assim que seus olhos abaixaram para olhá-la de toalha. Só de toalha.
Sakura percebeu o olhar de Sasuke abaixar até seu corpo coberta apenas pelo tecido da toalha, no entanto, ignorou este fato.
— Quero fotos profissionais, Senhor Watanabe. E não quero parecer aquelas bonecas de porcelana como nas outras fotos que tenho. – terminou de falar sentindo orgulho de si mesma por não gaguejar uma vez sequer. Andou até ele, depositando a câmera na mão máscula, depois deu meia volta andando até onde seus pés tocaram à água gelada. – Sabe, Sasuke, eu finalmente me sinto livre. – disse isso olhando para além do mar, onde só se via o céu tocando a água. E sem olhar para trás, desfrouxou o aperto da toalha, em seguida, soltando-a. O pano caiu na areia com um baque surdo, bem aos pés de mulher despida.
Sasuke não conseguiu desviar sua atenção, e não por estar vendo-a nua de costas para si, mas por tamanha perfeição. O corpo alvo sendo iluminado pelos raios solares ao passo que as ondas do mar quebravam bem aos seus pés, era a visão mais deslumbrante que ele já vira em todo à sua existência.
Pensando e não pensando ao mesmo tempo, ele levou a câmera até seus olhos, ligando-a e ajustando a lente. Sakura ouviu o primeiro clique e sentiu os pelos da espinha se arrepiarem.
Foi então que Sasuke sorriu de canto ao capturar a segunda imagem dela. Ele agora olhava para o bumbum arrepitado da moça, subindo até a cintura fina.
— Se me permite dizer, tem um belo traseiro, Senhorita Haruno. – ele disse mais com a intenção de quebrar qualquer clima estranho. E como previu, Sakura relaxou, soltando um riso abafado.
— Não está sendo profissional... – ela o repreendeu, no entanto, seu tom deixava claro que não passava de uma brincadeira.
— Estou sendo sincero.
Sakura abaixou o olhar, respirou fundo e virou-se para ficar de frente para Sasuke, que engoliu seco enquanto seus olhos percorriam por todo o corpo nu.
— Profissional... ok! – murmurou mais para si mesmo, levando a câmera, novamente, até os olhos.
Passaram pouco mais de 1h entre poses aleatórias, pequenas broncas vindas de Sasuke e pequenas sorrisos vindos de Sakura. Ela conseguiu se sentir mais confortável, de modo que se deitou na areia para algumas fotos. Sasuke era extremamente profissional; em momento algum ela sentiu algum duplo olhar senão o olhar profissional e sério que ele lhe lançava, somente rindo quando era provocado ou criticado por ela.
Quando terminaram a sessão de fotos, ele prontamente lhe ofereceu sua toalha, a qual ela usou para se cobrir. A sua própria toalha perdeu-se no mar e ela nem se deu conta.
— Obrigada. – agradeceu num soprar.
Juntos, andaram até a casa e Sasuke não se incomodou de entrar sujo de areia. O silêncio envolveu-os até chegaram ao andar de cima, de frente para à porta do quarto que Sakura esteve mais cedo.
Ela abriu a porta e parou antes de entrar, olhando-o.
— Então, obrigada novamente. – disse, segurando a tolha fortemente ao peito.
— Não tem de quê. – respondeu ele, as mãos no bolso do short já seco.
— Então... eu vou trocar de roupa. – Sakura não sabia bem o que dizer ou como agir depois de tudo.
Ele concordou, não deixando o local ainda que ela fizesse menção de entrar. Seus olhos estavam presos aos dela e ele podia jurar que viu seu próprio reflexo neles. Ele apertou a mão no bolso e se permitiu desprender-se da força magnética que o empurrava para Sakura, girando com as pernas para deixar o local pelo corredor extenso, mas parou assim que ouviu a voz dela chama-lo. Virou-se para ouvi-la dizer sabe-se lá o quê, mas foi surpreendido com a presença dela avançando e jogando os braços em seu pescoço, cobrindo boca à sua.
Tudo em Sakura era uma atração para si, desde as sardas no rosto, até o balançar dos quadris ao andar. Ele até tentou negar no início, contudo acabou deixando de lado após algum tempo. Essa mulher mexia consigo de formas ilógicas, como nenhuma outra sonhara antes.
E ele nem soube quando prensou o corpo dela na parede, apalpando cada parte despida, subindo as mãos até chegar no traseiro. Seus lábios deixaram os dela para experimentar outras partes do corpo feminil, traçando um caminho até o pescoço onde sua língua fez contato com a pele quente. E o som que saiu da boca da mulher foi melodia para os seus ouvidos, fazendo-o arfar em contemplação.
Deus, ela era sua perdição, e ele não se importava em se perder quando quer que fosse.
No instante seguinte, ele jogou-a na cama sem ao menos saber como chegaram ali, percebendo que estavam em seu quarto. O atrito com a cama fez com que a toalha se soltasse o mostrasse todo o corpo nu diante de si.
— Porra, Sakura.— rosnou, um tom Diabolicamente sensual que fez Sakura morder o lábio inferior em contemplação.
Ele avançou num segundo, colando seu corpo ao dela, sentindo os seios tocarem seu peitoral. E, por Deus, ele quis gozar só com esse toque.
Sua mão tocou o rosto, os ombros e chegou até um dos seios, que coube perfeitamente em seu palmo. Pequeno com a aréola rosada; ele alisou o bico enquanto olhava fascinado para ele e para ela e de volta para ele. Sakura remexeu-se sob si.
Seu rosto se aproximou da onde sua mão tocava, dando espaço para sua língua fazer o primeiro contato com o mamilo.
— Sasuke. – ela gemeu, jogando a cabeça para trás assim que sentiu a língua tocar seu mamilo, fazendo movimentos aleatórios. – Deus.
Eles permaneceram nas preliminares; Sasuke tocou cada parte do corpo dela, e levou a boca e a língua junto com seus toques, deixando brasa em cada pedacinho que Sakura jamais imaginou que pudesse queimar.
Quando ele tornou a beijá-la, suas mãos massageando a intimidade lubrificada com misturas do próprio líquido dela e da sua saliva, Sakura empurrou-o levemente para olhá-lo nos olhos.
— Eu sou virgem. – ela disse assim, sem mais nem menos. Seu tom fora firme, porém baixo.
A mão que antes fazia círculos no clitóris, parou.
Sasuke franziu o cenho e esperou que ela gargalhasse para que voltassem aos finalmente, mas ela permaneceu séria esperando por qualquer palavra dele. Não que fosse um problema esse detalhe. Todo mundo já foi virgem um dia, certo? E ela nunca havia transado com Gaara. Só de pensar nisso, enojava-a.
Percebendo que Sakura não diria mais nada e que o clima não havia quebrado, porque, porra, o pau dele estava tão duro quanto rocha, ele só conseguiu sorrir enquanto regulava sua própria respiração.
— Está brincando? – não esperou que ela respondesse, beijando o rosto até chegar no pescoço, fazendo-a gemer seu nome de maneira sexy.
— Não.— sua voz saiu mais como um gemido, e ela teve que se repetir, tentando ignorar os beijos em sua pele. – Não estou brincando.
Ele parou novamente, olhando-a sério nos olhos. Ela realmente, realmente estava falando sério e, sinceramente, ele não viu qualquer problema nisso. Muito pelo contrário, isso deixou-o ainda mais excitado – se é que era possível – e ele só conseguia pensar que essa mulher linda, sexy e gostosa para caralho seria tocada, única, por si. Algo dentro dele gritou em deleite, e fê-lo sorrir ainda mais sacana.
— Então teremos que resolver isso. – pôs-se a dizer, beijando-a nos lábios.
Naquele quarto, alguns gemidos eram abafados pelo travesseiro, enquanto outros eram altos o suficiente para que fosse ouvido há metros de distância. Eles se amaram, tocando-se, conhecendo um ao outro, tanto físico como internamente. A cada estocada funda e precisa, Sakura gemia agarrando as costas másculas com suas mãos, ajudando a pressionar mais e mais profundo em si.
A cama batia freneticamente na parede, e Sasuke grunhia, deleitando-se dos prazeres que aquela mulher fê-lo experimentar.
Os segundos se tornaram minutos, que se tornaram horas para os amantes, que não se preocuparam com nada mais do que àtenção dada um para o outro; em descobrir e redescobrir cada pedacinho do corpo e memorizar e sentir a explosão do clímax.
Em algum momento, Sasuke caiu sobre a cama, de barriga para cima. Ele respirava com dificuldade, sua testa e corpo cobertos pelo suor. Sakura, não diferente, olhava para o teto extasiada. Jamais imaginou que pudesse sentir tamanho prazer, que pudesse se entregar tão intimamente para alguém.
Eles transaram três vezes seguidas, com intervalo de, pelo menos, trinta minutos, e ela ainda se via querendo mais. Por mais que a primeira e a segunda vez tivessem sido um pouco mais desconfortável, principalmente a primeira, ela queria muito mais de todas essas sensações. Era uma maníaca sexual agora?
— Isso foi... – ela começou, mas foi Sasuke que concluiu sua frase.
— Incrível.
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