Segurança Privada
7 VI - Sexto.
Quem me dera, ao menos uma vez, acreditar por um instante em tudo o que existe. Acreditar que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes.
—Renato Russo
Nos fundos da enorme mansão, rodeados por canteiros de pétalas e pequenas árvores secas, Sakura e Sasuke caminhavam lentamente por entre o chão de pedras, trilhando um caminho até a área privada atrás da casa. Um longo jardim, com estátuas em miniatura esculpidas iluminadas pelo sol da manhã, abria passagem para o casal que pouco se importava com as coisas ao redor. Suas atenções voltadas unicamente para o outro, sorrindo e rindo vez ou outra com o que lhes eram ouvidos.
— Então, quer dizer que você já teve que pedir carona? — perguntou aos risos, desviando o olhar do chão, para o homem ao seu lado.
— Oh. Você pode ver... Essa situação foi realmente muito embaraçosa. — respondeu, ganhando novamente, em troca, risadas por sua confissão.
— Não consigo imaginar um homem como você passando por tudo isso... — confessou Sakura, mordendo o lábio inferior, pensativa. — Eu, com certeza, não te daria carona.
— Não? Achei que a senhorita fosse a primeira a me ajudar. — disse, fingindo estar ofendido. — Posso saber por que não me daria carona? — Sasuke parou, bloqueando a passagem de Sakura, que revirou as íris verdes.
— Ainda pergunta? Se eu estivesse numa estrada, caindo um temporal do lado de fora do carro e um estranho me parasse pedindo carona, logicamente eu não cederia. — respondeu convicta. Sasuke permaneceu alguns segundos encarando a mulher, até que finalmente deixou a passagem livre para que ela continuasse a caminhada.
— Tem razão... — disse pensativo. — Então acho que fiz mal em não agradecer a senhorita que me ajudou.
— Você não agradeceu? — Sasuke acenou negativamente com a cabeça, fazendo Sakura novamente gargalhar. — Você realmente é um cafajeste, Senhor Watanabe.
— Assim você me ofende, senhorita Haruno. Posso ser qualquer coisa, menos cafajeste.
— Então, me diga, há quanto tempo é comprometido? — Sasuke parou, olhando para o rosto da mulher. Sua sobrancelha levemente arqueada.
— Não sou. — dessa vez fora Sakura quem parou, analisando o rosto do homem à procura de quaisquer sinais de inverdade, porém não pôde identificar nenhum. Continuou encarando-o, seus lábios crispados.
— Achei que tivesse... — murmurou mais para si mesma. Jurava que seu segurança era comprometido... Na verdade, tinha quase certeza, pois havia escutado uma conversa dele com a suposta namorada ao celular. — Desculpe-me. — sussurrou encabulada.
— O que a fez pensar que eu fosse comprometido? — tornou a andar, sendo acompanhado por Sakura.
A mulher andava lentamente com as mãos uma na outra. Sentia-se uma idiota por pressupor que seu segurança fosse um homem comprometido.
Após um longo suspiro, respondeu.
— Um dia desses acabei escutando uma conversa sua ao celular... parecia bem íntima.
Sasuke surpreendeu-se com a resposta, sentindo-se um grande idiota por dar uma mancada dessas. Poderia ter sido uma conversa mais importante. E se a mulher, ou pior, e se Gaara tivesse escutado? Sentia-se extremamente incomodado por seu descuido, todavia relaxou tentando parecer imparcial.
— Foi impressão sua. — disse, dando de ombros e colocando as mãos nos bolsos da calça formal.
Seguiram andando em silêncio após o rumo em que a conversa tomara. Já chegavam perto dos arredores da extremidade da mansão, onde separavam à parte privada, do estatal. Desconfortável diante do moreno, Sakura, vez ou outra, alisava as mãos ou as colocava cruzadas ao peito. O sol matinal iluminava sua pele, contrastando com seus olhos verdes e dificultando a visão, fazendo-a semicerrar os olhos. Sasuke parou, retirando do paletó um maço de cigarros. Ascendeu o tabaco, levando-o a boca e inspirando a fumaça. A nicotina invadindo seus pulmões causava-lhe uma sensação de quietação... Leveza.
Sakura observava o homem a frente, sentindo-se ignorada a partir do momento em que abrira a boca minutos atrás. Suspirando longamente, desviou seus olhos para a fronteira, observando os pássaros fugirem dos raios solares. Caminhou até uma árvore, parando bem abaixo de um galho sombreado enquanto olhava de soslaio para seu segurança que continuava tragando o cigarro virado na direção oposta a sua.
Apoiou as costas na árvore, fechando os olhos; sentindo a fraca brisa chacoalhar seus cabelos longos. Novamente, amaldiçoou-se por fazer a pergunta que fizera ao Watanabe. Não queria deixá-lo ressentido por nada, ao contrário, sua curiosidade foi maior e não resistiu em perguntar. Era mesmo uma idiota, pois ao invés de estar agradecendo-o por salvar-lhe à vida, ficava o enchendo de perguntas vagas.
O dia anterior havia sido longo e graças a Watanabe, pôde desfrutar do dia corrente. Em hipótese alguma cogitou a possibilidade do rumo desta conversa. Significativa ou não, suas palavras causaram desconforto a Watanabe, e sentia-se extremamente incomodada por tal.
Assim que o moreno terminou de tragar completamente o cigarro em mãos, jogou a guimba no chão e pisou com o pé esquerdo, apagando os resíduos. Olhou de esguelha para a mulher, que estava recostada na árvore. Ficou a observar a jovem, reparando nos traços delicados do rosto venusto. Graciosa. Sim. Essa palavra definia perfeitamente sua patroa. Já vira na vida muitas mulheres belíssimas, mas Sakura realmente era um caso à parte. A pele alva nitidamente consonando com as íris verdes, abundantemente perfeita.
Gaara... Homem de sorte. Maldito Gaara, era realmente um ominoso sortudo por ter aquela beldade ao seu lado. Sakura, sentindo o olhar sobre si, enrubesceu levemente. Desviou os olhos flagrados para o chão, repuxando os cantos dos lábios para cima num sorriso fraco.
— Desculpe, senhor Watanabe. — e, automaticamente, Sasuke sorriu intrigado, olhando diretamente para a face ruborizada de Sakura. Os dentes incrivelmente brancos, alinhados perfeitamente.
Divertido.
Sentia-se ligeiramente divertido pelas ações da moça, esta que acabara de lhe pedir desculpas quando na verdade não fizera absolutamente nada. Piscou, fascinado pela pureza da jovem.
— Está se desculpando pelo quê?
Sakura ergueu o olhar, seus orbes diretamente apontados para Sasuke, e sua testa franzida plenamente.
— E-Eu falei... Quero dizer... — e não conseguiu completar a frase. Sua mente não conseguia alinhar uma frase sequer. Seus lábios minimamente abertos. O fio de raciocínio se esvaiu, deixando-a extremamente desnorteada. Sasuke esperava pacientemente por uma resposta. Não elaborando falas coerentes para responder, apenas desviou o olhar do dele. — Eu não sei... — sussurrou quase inaudível. Fitou o chão por alguns segundos.
Não soube definir o que sentira. Pôr em palavras era sufocante demais para expressar. O olhar de Watanabe a fazia sentir-se extremamente atordoada. Passou a língua pelos lábios, umedecendo-os. Sasuke permaneceu parado, seus olhos semicerrados, ínfimo, fitando as mínimas reações da mulher. Soube no exato momento em que a viu, o quanto tinha a personalidade forte e o quanto isso serviria perfeitamente para os seus objetivos.
Gaara... Maldito Gaara...
Assim que colocou os olhos sobre Sakura soube que seus planos poderiam sair melhores do que planejou. Nunca fora do tipo de pessoa que se aproveitava de pessoas inocentes, porém esta seria uma ocasião à parte. Interrompeu seus pensamentos percebendo o desconforto de Sakura.
— Pois bem, senhorita Haruno, não precisa me responder. — disse tentando mostrar simpatia. Sorriu de canto, falsamente.
— Estou me sentindo uma tonta... — admitiu Sakura. Suspirou longamente, olhando para o céu ensolarado, colocando a mão direita sobre os olhos para proteger a visão. — Vamos mudar de assunto, certo?
— Como quiser. — Sasuke andou, parando ao lado de Sakura. — Vamos? — ergueu o braço para a moça, que entrelaçou ao seu prontamente. Andaram por todo o jardim. Seus passos lentos e despreocupados, suas vozes alegres e em bom som. O sol, naquele momento, nada era importante. Os assuntos surgiam naturalmente, sendo sempre explorados por ambos, e o final sempre acabava com alguma piada. Pararam próximos a piscina. Sakura sentou-se na cadeira branca, protegendo-se do sol quente com um guarda-sol rente a mesa. Sasuke permaneceu em pé com as mãos no bolso.
— Pode se sentar também, senhor Watanabe. — sem delongas, o moreno sentou-se na cadeira ao lado de Sakura.
— Posso pedir uma coisa? — perguntou, ganhando um aceno positivo em troca. — Me chame apenas de Sasuke. — essa coisa toda de Watanabe deixava-o realmente irritado. A todo o momento a mulher insistia em chamá-lo por esse sobrenome e isso era muito incomodo.
— Tudo bem, Sasuke. — disse Sakura, ganhando um sorriso satisfatório. — Conte-me: como ganhava a vida antes de trabalhar aqui?
— Sempre me virei sozinho, nunca tive um emprego fixo. — Sakura, estreitou os olhos olhando-o curiosa.
— E como ganhava a vida? Quero dizer... As pessoas precisam de um emprego, certo?
Oh. Como duvidava disso. Exemplo perfeito era si própria, que nunca trabalhou e nem sequer lhes cogitavam essa hipótese, todavia não significava que não quisesse, afinal, sempre quis ser independente e trabalhar por conta própria, tendo seu próprio salário como contribuição.
— Digamos que eu viajei muito por esse mundo... Quando se está sozinho, senhorita Haruno, aprendemos a nos virar mais rápido. — ambos se olharam por alguns segundos após a declaração de Sasuke. O som da água cristalina da piscina aliviando quaisquer sentimentos de impureza, assim como retratado em sua visão incolor. Calmaria. Leveza. Alivio.
— Então... Você costuma viajar bastante, senhor-digo, Sasuke. — Sakura, mordeu levemente o lábio inferior, hesitante. — E o que acha de me levar em uma dessas viagens? Quero dizer, você seria o meu guia turístico. — sorriu ao completar a frase.
— Está mesmo falando sério? — perguntou Sasuke. Sakura anuiu. — Se a senhorita quiser, é claro que eu poderia ser seu guia turístico.
— E onde poderíamos ir? — pensativo, Sasuke apontou com o indicativo para o céu.
— Lá é o limite. — os olhos esmeraldinos brilharam com as palavras.
— Poderíamos começar nosso tour pela América do Sul. Exploraríamos todo o Brasil, seguindo da Argentina e Colômbia. Ouvi dizer que o Amazonas Colombiano é um encanto. — Sasuke olhava com interesse, atento a cada palavra proferida por Sakura, que falava com um encanto jamais visto.
Vez ou outra, Sasuke assentia ou simplesmente usava interjeições como: aham, uhum.
Diante do turbilhão de informações, Sasuke pôde concluir que a mulher à sua frente realmente era diferente das dondocas que já vira por aí. Ela sonhava com liberdade, radiante em imaginar-se realizando suas fantasias.
Ele sorria vez ou outra quando a mulher insinuava algo inusitado. Seus olhos se prendiam diante do fascínio das bargas esverdeadas. Jurou levá-la para pular de paraquedas, saltar de bungee jumping, montar a cavalo, acampar numa praia deserta e, até mesmo, andar de montanha-russa.
— Quando os carrinhos descerem, acho que terei um treco. Imagina só aquela coisa rodopiando nos ares comigo nela.
— Ou, simplesmente, você pode vomitar assim que o brinquedo parar. — Sakura revirou os olhos.
— Não sou tão fraca assim. Com certeza seria você a vomitar até as tripas. Quando você estiver agachado no chão do parque, vou lembrar que eu te avisei! — exclamou.
— Não seja tão convencida... Eu posso te culpar por não me ajudar.
— Eu não disse que não ajudaria... — Sasuke a encarou, seus olhos fitando divertidamente a mulher. — É sério, eu não sou tão má assim. — e Sasuke continuou olhando-a sem sequer piscar. — Oh. Você realmente consegue persuadir as pessoas. Tenho que confessar, eu deixaria você se engasgar até que dissesse que eu estava certa.
— Você é má, senhorita Haruno. — acusou-a num tom falso. Sakura gargalhou, levando as mãos até a barriga. — Quem diria que logo você fosse assim. Então quer dizer que me deixaria morrer só por que eu não a pedi perdão? — fingiu desapontamento. Sakura fechou a mão direita em punho, dando um leve soco no braço de Sasuke, que novamente fingiu ser a vítima, esfregando o local com certo drama.
— Para com isso, Sasuke, isso realmente não doeu. — balançou a cabeça divertida pelas caras e bocas de seu segurança. Suspirou. Um sorriso brotando em seus lábios. Sasuke ergueu a cabeça fitando o céu. O silêncio se estabeleceu entre ambos.
— Você acha que um dia eu possa realmente fazer essas coisas? — ela perguntou. Sasuke demorou alguns segundos até dirigir o olhar para a mulher. As íris trêmulas. Hesitantes. Diferentes de minutos antes onde pôde ter certeza do encanto interno em que a moça estava. Pensou em lhe dizer a verdade, que esses planos ficariam apenas nos sonhos dela e que a realidade era oposta a tudo aquilo, entretanto, olhando para aquela jovem; que demonstrara sem arrependimentos e dúvidas todas as emoções de seus mais profundos sonhos, não conseguiu dizer a verdade.
— Se você realmente quiser... tudo é possível. — proferiu com pesar. A viu sorrir fracamente, talvez acreditando em suas palavras, talvez não...
Minutos silenciosos se estabeleceu entre eles. Sakura recostou a cabeça no encoste da cadeira, fechando os olhos em seguida. Sua respiração calma, levemente ritmada, e suas mãos sobre o colo das pernas. O homem fitava a piscina, a água balançando levemente em pequenas ondas. Vez ou outra, olhava de soslaio para Sakura, analisando os traços e movimentos que ela fazia. Suspirou. Colocou os braços atrás da cabeça, reclinando no encoste da cadeira. A primeira vista poderia ser até mesmo confundindo com um dos donos da residência. Sakura chamou o nome de Sasuke, que abriu os olhos calmamente, continuando na mesma posição anterior.
— Obrigada. — agradeceu com um sorriso singelo.
— Hm. — e tornou a fechar os olhos. Sakura continuou olhando-o, observando cada traço do rosto firme e másculo. Diferente de Gaara, Sasuke não tinha quaisquer traços exóticos. Os cabelos ébanos, olhos tão escuros quanto à noite e a pele alva. Nada que uma mulher descreveria em um homem deslumbrante e, ainda assim, aquele homem, que no exato momento permanecia relaxado diante de si, conseguia ser lindo. Sim, Sasuke era lindo. Um toque diferente de fascínio misturando-se com a curiosidade de desvendar mais sobre aquele ser. Sentou-se ereta. Seus olhos não deixavam Sasuke um segundo sequer.
Algumas nuvens remexiam-se no céu, tapando o sol e ocultando os raios solares, escurecendo a paisagem. Sakura levantou, parando em frente ao moreno. Colocou as mãos na cintura. Sasuke, percebendo o olhar sobre si, abriu os olhos encarando a jovem que o fitava com uma careta nos lábios.
— Hora de levantar, Sasuke. — disse, erguendo o braço para ajudá-lo a se levantar. Sasuke, um pouco a contragosto, estendeu a mão, sendo puxado por Sakura.
— Logo agora que estava começando a relaxar.
— Você está ficando muito mal acostumado. — disse, repreendendo-o falsamente.
— Hm. — bufou.
— Meu amor, o que faz aqui? — Sakura, assustou-se com o som da voz de Gaara, soltando a mão de Sasuke. Mal percebera que permaneceram com elas juntas. Afastou-se de Sasuke, caminhando alguns passos para o lado. Um pouco sem jeito, arrumou o vestido no corpo, sendo completamente observada por Gaara. Cada movimento. Cada gesto.
— Ainda não me respondeu o que faz aqui, Sakura? — permaneceu intacto com o olhar sobre a moça. Vez ou outra desviara para Sasuke, que mantinha as mãos no bolso com a postura relaxada.
— Watanabe e eu estávamos conversando. — Sasuke, percebendo o clima tenso entre eles, resolveu se manifestar.
— Senhor, a senhorita Haruno estava apenas me contando sobre alguns dos empregados. — disse falsamente. Ganhando a atenção de Gaara, tornou a falar. — Acabei perguntando algumas coisas, fiquei um pouco curioso. Desculpe-me.
— Que seja. — respondeu com a arrogância que lhe provinha. Sakura revirou os olhos diante da insolência de seu noivo.
— Poderia tratar melhor aquele que salvou a vida de sua noiva! — afirmou com a voz carregada de sarcasmo. Gaara lhe sorriu de canto.
— Está ressentida por Watanabe? — virou-se para Sasuke, colocando a mão sobre o ombro do homem. — Então minha querida Sakura acha que devo tratar melhor aquele que a salvou?
Sakura, novamente revirou as íris. Mordeu a língua para não ofender o maldito pretensioso do seu noivo.
— Acho que o senhor Watanabe merece agradecimentos sinceros.
— Bem interessante... — murmurou com um sorriso de canto que em momento algum deixou sua face. Ainda com a mão sobre o ombro de Sasuke, Gaara virou-se para ele. — O que acha de nos acompanhar no jantar desta noite? Tenho certeza que minha querida Sakura adoraria sua presença. — deu ênfase no sujeito. Sasuke, atordoado com a situação em que se encontrava, mirou Sakura, esperando que ela dissesse algo. Todavia a mesma permaneceu calada esperando por sua resposta.
— Então, Watanabe, vai nos dar a honra da sua presença? — Gaara, tornou a perguntar, pressionando fortemente o ombro do moreno.
— Pode ter certeza que irei. — respondeu, olhando para Sakura e Gaara, respectivamente. Em sua mente, apenas sorria com toda essa encenação. Na verdade, gargalhava com a maré de sorte em que estava. Comunicaria seu tio assim que a oportunidade surgisse e tinha certeza que o mais velho o aplaudiria de pé.
Após todo o teatro anterior, Sasuke foi dispensado pelo resto do dia, tendo como pretexto Sakura ir aflorar sua beleza para o jantar de mais tarde. Era tanta falsidade que Sasuke sentia-se constantemente enojado. À tarde passou se repuxando nos não afazeres. Assim que teve oportunidade e total certeza que não estava sendo observado, Sasuke ligou para o tio, comunicando que hoje jantaria não como empregado, mas como convidado especial da família Haruno.
Fale com o autor