Notas iniciais
Boa leitura.

Prólogo.

Suas mãos entrelaçadas apertavam uma à outra em busca de refúgio enquanto corriam perante àquela rua escura. Sakura, que antes usava um de seus saltos agulha favoritos, agora sentia o solo úmido e gélido tocar-lhe os pés. Suas pernas tentavam, inutilmente, acompanhar o ritmo do homem que lhe puxava pela mão. Era inevitável não se atrapalhar em seus próprios pés, estes que lhe traiam miseravelmente, mostrando que ali, diante de ambos, era ela quem retardava à fuga. Viraram à primeira esquina, fazendo-a tropeçar numa caçamba que estava bem ao lado da curva.

O homem olhou para trás, tentando averiguar que nada de grave acontecera a ela. Sakura suspirou alto, alisando o calcanhar e olhando, em seguida, para Sasuke, que lhe ergueu a mão novamente. Voltaram a correr.

Volta e meia, o moreno olhava para trás, constatando que ninguém os seguiam.

Pararam num beco escuro, sucumbido pelos mofos que a umidade causara. Sasuke se inclinou para frente, uma mão em cada joelho, respirando pesadamente. Sakura, ignorou o gélido contato da parede em suas costas, queria apenas descansar e apagar tudo que havia acontecido minutos antes.

Suas respirações saíam em arfadas curtas, demonstrando o quão ambos estavam exaustos. Não havia nada, não havia ninguém no local além dos dois fugitivos, que permaneceram calados tentando apenas regularizar suas respirações. Um som alto fez-se presente, assustando o casal, que olharam para à mesma direção em que o barulho se ouvira.

— Precisamos sair daqui. Rápido! — Disse Sasuke. Sakura, que agora se encontrava de olhos fechados e a boca levemente aberta, olhou-o de soslaio.

— Eu-Eu ainda estou sem ar...

— Vamos, precisamos ir. — ele ergueu a mão para a mulher pegar. Assim que ela o fez, voltaram a correr, dessa vez num ritmo mais lento.

Sakura não entendia o que estava acontecendo. Era loucura pensar que minutos antes estava admirando os quadros de um museu e, no instante seguinte, estava correndo, incoercivelmente, de mãos dadas com seu segurança.

Não sabia o motivo de estarem sendo seguidos, tampouco imaginara que aqueles homens estavam ali, única e exclusivamente, para executá-la. Ainda correndo sem rumo, saíram dos becos à procura de um local seguro. A mulher deixou-se ser guiada por ele. Nada fazia sentido. Esperava que o homem a quem entregou sua segurança, soubesse o que estava fazendo, pois ela estava mais perdida que cego na mata. Não soube quando, mas em algum momento, Sasuke havia trazido seu corpo para si, tapando sua boca com a mão enquanto a outra lhe segurava pela cintura.

Estava de costas para ele e podia sentir seu corpo prensado ao corpo másculo do moreno. Ficaram assim por algum tempo. Sakura, queria argumentar, lhe perguntar o que havia acontecido, entretanto quando olhou para trás, Sasuke lhe lançou um olhar que dizia para calar-se e confiar nele. Assim o fez.

— Precisamos sair daqui. — Ele sussurrou, quase inaudível, em seu ouvido. Sakura apenas assentiu, sem tirar os olhos dos dele.



A dúvida é o principio da sabedoria.
— Aristóteles

Notas finais
No próximo começa a estória :)