Segurança Privada

20 ESPECIAL - Feliz aniversário, Sasuke!


Notas iniciais
Eu prometi que postaria segunda-feira, mas estive completamente atolada e sem tempo pra escrever, e só hoje consegui um tempinho livre e tentei escrever algo bacana pra vocês. Não sei se sabem, mas ontem foi aniversário do nosso amado, Uchiha Sasuke, 23/07, e eu, como fã incondicional do personagem, decidi dedicar um capítulo a esse dia especial. O capítulo se passa na época em que Sakura ainda estava em casa. Mostrarei um momento "íntimo" entre eles durante o dia do b-day do Sasuke. O próximo capítulo retornará ao presente, ok? Espero, sinceramente, que esse capítulo agrade todos vocês! E quero agradecer a todos os comentários do capítulo passado. Eu fiquei tão feliz por cada um deles. Sem mais delongas, uma boa leitura!

As possibilidades de felicidades são egoístas, meu amor.
Viver a liberdade, amar de verdade, só se for a dois, só a dois.
— Cazuza.



Sakura desvencilhou-se dos lençóis, erguendo os braços, espreguiçando-se.

Bocejando, levantou-se da cama marchando até o banheiro, realizando suas higiene. Após, pôs-se diante do espelho da penteadeira. Seu reflexo era razoável nada diferente do habitual, e suas madeixas começavam a desbotar para o loiro natural. Em breve, teria que retocar os fios.

A cor rosa lhe caíra bem, incrivelmente melhor após o elogio que recebera de seu segurança.

Ela se importava mais do que devia com o que Sasuke pensava, e isso chegava a assustá-la de uma maneira absurda.

Gaara, que era seu noivo; que ela realmente deveria se importar se gostou ou não, era banalizado diante o consenso de seu segurança particular. Ora, ele a elogiou à primeira vista, diferente do crápula que deveria ser o primeiro a lhe elogiar.

Com isso, Sasuke tinha um ponto a mais. Ou melhor, pontos absurdos a mais.

Sorrindo para o seu próprio reflexo, ajeitou uma mecha desbotada atrás da orelha.

Hoje, estava particularmente mais leve que os outros dias. Todo sábado era assim, sentia-se mais leve, ainda que nunca livre. Isso se dava a ausência de seu querido noivo.

Respirando profundamente após estar devidamente arrumada, deixou seu aposento em busca daquele que vinha dominando sua mente, constantemente.

A luz solar matinal adentrara pela janela do hall da casa e iluminava o cômodo, de modo que a sombra da Sakura se fez presente assim que ela desceu à escadaria, destacando sua fina silhueta.

Uma das empregadas, Margareth, perguntou-lhe se desejava alguma coisa, e ela negou afirmando estar tudo bem, educada. Lançou um olhar na direção em que Margareth seguiu, perguntando-se do porquê de todos insistirem em lhe recepcionar como se todos os dias fossem de plena alegria.

Ela sabia mais do que ninguém que isso era a mais pura mentira. As pessoas nem sempre estavam felizes, principalmente quando trabalhavam numa casa como aquela, tendo Mebuki e Kizashi como patrões. E, se não bastasse, tendo Gaara constantemente atazanando suas vidas. Impossível algum empregado sentir-se feliz com isso. Sakura, era a prova viva que felicidade dentro daquela mansão era banalizada pela futilidade dos Haruno.

Suspirando, deixou os pensamentos triviais para trás e tornou a andar. Provavelmente, Sasuke estaria encostado ao carro.

Pensar nisso fê-la lembrar-se que deveria registrar aquele momento. Sasuke apoiado ao carro, com as mãos nos bolsos da calça social e o cigarro preso aos lábios. Sem contar, é claro, no olhar fixo em algum ponto qualquer.

Era digno de capa de revista, ela pensava, e não abriria mão de ter algo assim em seu criado-mudo para vislumbrar-se todas às noites antes de dormir.

Ela sorriu de si própria, mordiscando o interior dos lábios.

Será que Sasuke tinha plena consciência do efeito que lhe causava? Será que ele tinha, pelo menos, consciência que metade das mulheres arrastava caminhões por ele?

Oras, Sakura reparara enquanto andavam em algum local público a quantidade absurda de mulheres que suspiravam assim que o moreno passava por elas.

E ver por si própria deixava-a menos preocupada com sua mente perversa, que fantasiava incontáveis vezes o toque das mãos másculas.

Sua decepção fora se aproximar do carro que Sasuke usava para lhe conduzir e não encontra-lo lá.

Suspirou, indignada.

Certamente, ele estaria no quarto. Talvez estivesse tomando banho e ela pudesse, inocentemente, vê-lo só de toalha...

Não pôde ocultar o sorriso travesso formando em seus lábios, tampouco suas pernas de seguirem na direção um tanto quanto proibida. Ignorou novamente os olhares dos empregados. Um dia, os perguntaria o que tanto olhavam quando ela passava por eles. Era tão proibido assim visitar aposentos de empregados?

Sua surpresa fora se aproximar da porta ao fim do corredor e encontrá-la minimamente aberta. A fresta deixava à vista metade da cama e, por lá, Sakura pôde ver a sombra do homem que fazia seu coração acelerar-se veemente.

Permaneceu parada por longos minutos escutando um pouco da conversa que ele tinha ao aparelho celular. Ainda que quisesse dar a privacidade que ele precisasse e o esperasse terminar a ligação para então entrar no quarto, sua audição se aguçou ao tom rouquenho.

Mordendo o canto do lábio inferior, ergueu a mão para bater na porta. Não queria ser pega em flagrante e ser taxada como bisbilhoteira. No entanto, parou assim que ouviu uma pequena frase que poderia ser insignificante para todos que moravam naquela casa, mas não para ela.

"Eu não ligo se hoje é meu aniversário", ele dissera em alto tom.

Então... Hoje era aniversário do Sasuke?

Ela não se lembrava de ter sido avisada da data. Ela tinha certeza que Sasuke ocultou isso, ignorando o dia que deveria ser tão especial para qualquer pessoa.

Sabia que ele estava longe de sua casa. Ele era Americano, e devia sentir-se solitário por estar tão longe de sua terra nativa.

Ela, no mínimo, deveria fazer com que ele se sentisse um pouco melhor quanto a isso, e foi com esses pensamentos que teve a brilhante ideia de fazer uma surpresa para seu guarda-costas.

Sem pensar duas vezes, marchou até a cozinha a fim de pedir ajuda a algum cozinheiro. Não era boa quando o assunto envolvia culinária, muito pelo contrário, era péssima na cozinha e tinha sã consciência disso.

Ignorando seus horrendos dotes culinários, pôs-se a começar uma massa assim que recebeu a ajuda da simpática cozinheira.

Essa devia ser a terceira vez, no máximo, que usava aquele cômodo e isso fê-la sentir-se envergonhada. Porém, tentaria fazer o melhor bolo para alegrar Sasuke, e comemoraria com ele.

Quem sabe não ganharia um beijo como recompensa...

Balançou a cabeça freneticamente, desvencilhando-se dos pensamentos errôneos com a bochecha levemente ruborizada.

Por sorte, Sasuke não saiu do quarto em nenhum momento, e a surpresa ainda permanecia de pé.

Não fez qualquer questão de decorar o bolo. Sabia que o moreno não ligava para essas coisas e ver o bolo simples era mais a cara dele.

Quando enfim terminou, agradeceu a cozinheira pela grande ajuda, sorrindo-lhe casta. Mordeu a ponta do dedo indicador, pensativa. Agora, precisava apenas comprar um presente adequado e não queria fazer feio.

Compraria algo que valesse a pena, que deixasse Sasuke realmente feliz. Mas o quê? O que o faria satisfeito?

Como num flash, lembranças do dia em que visitou os aposentos do homem e descobriu o fascínio dele por fotografias passaram por sua mente, e a ideia surgiu instantânea.

Como era surpresa e ela fazia questão que fosse, precisou pedir para o motorista particular da família lhe levar até o primeiro estabelecimento comercial.

Ainda que não trabalhasse, fazia uso do cartão de créditos do noivo. É claro, quando ganhou aquele mimo, não quisera aceitar prontamente. Mas, em seguida, acabou ficando com o cartão e agora agradecia por tê-lo. Esta seria a primeira vez que faria uso do pertence.

Ela tinha plena consciência de que Sasuke tinha uma boa câmera fotográfica, mas dá-lo-ia uma ainda melhor.

Chegou a loja com um entusiamo pleno, consultou um vendedor, e ficaram longos minutos conversando a respeito da qualidade das máquinas fotográficas. Quando, enfim, escolheu a que compraria, sorriu satisfeita consigo mesma.

Era um modelo de última geração, que não saiu menos que UK£: 25.000 mil.

O valor era o de menos, visto que a intenção era que contava.

Após a compra, retornou para casa. O bolo, a essa altura, estava devidamente esfriado, no grau certo para ser consumido.

Sakura deixou o presente sobre a cama dentro de uma caixa branca com laço azul, e tratou de tomar banho e se arrumar devidamente. Queria que Sasuke a visse propriamente arrumada e, para isso, usou um vestido curto, largo ao corpo, e passou uma leve maquiagem. Também não queria parecer uma idiota e se arrumar mais do que o necessário, então, após olhar-se no espelho, se agradou com o próprio reflexo.

Não conteve a risada que deixou sua boca, esta que denotava sua felicidade por querer ver Sasuke feliz.

Podia ser considerada a pessoa mais idiota do mundo ou o que quer que fosse, mas estava inteiramente satisfeita consigo mesma e isso bastava para animá-la e encorajá-la a seguir em frente, sem olhar para trás, enquanto usava a mão direita para segurar o bolo, e a esquerda o embrulho do presente.

Ao chegar ao quarto do moreno, usou o pé para bater na porta, pois suas mãos estavam ocupadas, e não se importou em esconder sua felicidade assim que a porta fora aberta revelando Sasuke sem camisa.

Por um triz não deixou o bolo se espatifar no chão. Tinha um claro motivo para perder-se em seu segurança, ainda mais quando este esbanjava sensualidade com seus músculos abdominais à mostra.

Corando absurdamente, Sakura tentou manter-se imparcial a sua visão.

— Feliz aniversário... Sasuke. — sussurrou em baixíssimo tom, se não fosse pelos olhos que a sondavam, ele não teria entendido.

Ele franziu o cenho, observando a dificuldade de Sakura em equilibrar as coisas em suas mãos e, sem pensar duas vezes, ajudou-a, adentrando ao quarto, deixando à porta aberta para que ela o seguisse.

Pôs o bolo sobre a cômoda e se virou para ela, que lhe estendia o presente.

Antes de pegá-lo, questionou como ela soube da data.

— Eu ouvi, sem querer... — ela se explicou um tanto envergonhada, e ele não demorou em pegar a caixa das mãos femininas e sentar-se na borda da cama.

Sem rodeios, abriu a caixa e ficou um tanto quanto surpreso com seu conteúdo. Uma máquina fotográfica profissional. A exata máquina que vinha cobiçando há algum tempo estava ali — inteiramente para si.

— Está de brincadeira? — perguntou com a voz embargada em entusiasmo. Sakura o acompanhou, sorrindo tão quanto ele.

— Eu imaginei que pudesse gostar...

— Está brincando? — repetiu, retirando a máquina da caixa, abrindo-a como uma criança que ganhara um doce. — É perfeita. — continuou remexendo na máquina, fascinado.

— Fico feliz que tenha gostado.

Ele permaneceu por longos minutos remexendo no objeto, admirando cada milímetro.

— Mal posso esperar para usá-la.

— Eu posso ser sua modelo. — ofereceu-se sem pensar, corando em seguida.

— Adoraria. — respondeu, observando a face corada dela. — Deixo você escolher a paisagem.

Pensando nas diferentes fotografias que vira, todas que traziam à tona o verdadeiro eu dos modelos, Sakura corou ainda mais.

— V-Você faz fotos de todos os tipos? — perguntou, acanhada. Após Sasuke assentir, ela prosseguiu. — Eu já sei como gostaria de ser fotografada...

— Como? — perguntou curioso, nunca deixando o sorriso de canto. Ele estava realmente feliz pelo presente.

Sakura balançou as mãos, tentando fugir daquele assunto, por enquanto. — E-Eu. — engoliu a seco. — Assim que eu estiver pronta, eu falo. — concluiu.

Desconfiado e curioso, infelizmente, ele deixou de lado os gagueiras da mulher e tornou a admirar o presente.

— Deve ter sido bastante caro...

— Não se importe com isso, posso afirmar que não foi nada. — o tranquilizou, admirando a preocupação dele.

Além de ser lindo, ainda se importava por ter ganhado algo caro. Por Deus, de onde esse homem saiu?

— Além do mais, eu tive um trabalhão pra escolher um presente. — fingiu indignação por tamanho trabalho. Uma repleta mentira, é claro, e Sasuke percebeu.

— Me sinto honrado, Senhorita Haruno. — debochou, franzindo o cenho.

— Acho que mereço um beijinho. — soltou sem pensar, escancarando os olhos e a boca em um digníssimo "o". — Q-Quer dizer...

Sasuke quis gargalhar com a petulância dela, chegou a estalar a língua em repreensão até dirigir a mão até a dela, erguendo-a e levando as costas aos seus lábios.

— Obrigado. — soprou com os lábios ainda pressionados as costas da mão feminil.

Sakura admirou cada centímetro do rosto impecavelmente belo. Desde o olhar acentuado, até os lábios esculpidos.

Sua garganta incendiara, seu corpo inteiro queimara ao simples toque dele.

— Não tem de quê. — forçou-se a responder, sentindo sua voz sair num fio rouco.

Por longos minutos, permaneceram entreolhando-se mutualmente. Era irremediável a química entre ambos e Sakura sabia que o caminho era perigoso. Contudo, não conseguia mudar este rumo que seguia, não conseguia desvencilhar-se dos olhares de Sasuke. Tudo era tão intenso com ele. Tudo era tão... Sasuke.

— Eu fiz um bolo pra você. — cortou o clima, percebendo que se arrependeria depois. Levantou num pulo, andando até a cômoda onde Sasuke deixara o bolo.

— Eu não gosto de doces. — ele respondeu, simplesmente. Assim, direto, sem se importar se a magoaria ou não.

Sakura estreitou os olhos, olhando-o por longos segundos. — Está de brincadeira, né?

Ele negou com a cabeça, os lábios numa linha reta.

Ela mostrou-se surpresa por um instante, depois sorriu para ele.

O que ela estava pensando? Ele não gostava de doces! Ao menos foi sincero ao responder.

A maioria dos caras mentiria deslavadamente só para agradá-la. No entanto, Sasuke não era assim. Ele era diferente, isso era claro, e fora essa diferença que vinha fascinando-a com frequência.

— Não tem importância. Pelo menos acertei no presente. — gabou-se.

— Você acertou. — ele concordou, sua mão passeava pela câmera e Sakura notou o quão satisfeito ele estava.

— Me diz, Sasuke, o que gostaria de registrar em primeiro lugar com sua nova câmera? — cruzou os braços ao peito esperando pela resposta, enquanto seu corpo se apoiou na cômoda de frente para ele.

Ele pensou e repensou, parecia relutante em responder.

— A sua calcinha, minutos atrás. — finalmente despejou na maior cara lavada possível. Se não fosse pela cômoda que a sustentava, Sakura, certamente, estaria ao chão — literalmente.

Com um sorriso de canto femeeiro, ele lembrou-se de minutos antes quando Sakura estava sentada em sua cama de uma maneira um tanto quanto... peculiar. A moça estava tão à vontade que não percebeu o fino pano que lhe cobria às partes intimas sendo observado pelos olhos negrumes.

Uma ótima visão para ser registrada, Sasuke pensara.

— Você não presta, Senhor Watanabe. — repreendeu-o, indignada. No fundo, sua voz soou zombeteira.

No fundo, só no fundo, ela poderia realizar aquele pedido...

X

Abrindo os olhos minunciosamente, Sakura sentou-se na cama, ainda sonolenta. Num rápido momento de reflexão e lembrança, os cantos dos lábios se curvaram para cima, revelando um sorriso ínfimo.

Sendo desperta dos pensamentos quimeras com o baque da porta se chocando no batente, olhou na direção a que o som se atribuiu.

— Te acordei? — perguntou Sasuke, sussurrando.

Azoretada, Sakura olhou por longos segundos até compreender que sua mente trabalhava — ainda — em torno do sonho. Sonho este que retratava memórias vividas.

Ele permaneceu esperando uma resposta, ainda que soubesse que havia, de fato, a acordado.

Negando com um balançar fraco da cabeça, Sakura percebeu o sorriso em seus lábios que também não passou despercebido por Sasuke.

Ele ergueu minimamente a sobrancelha esquerda, intrigado.

— Eu sonhei. — ela explicou-se. Percebendo o olhar de Sasuke, que mudara para curioso, ela acrescentou. — Sonhei com o dia do seu aniversário.

Sasuke anuiu. Notando que o olhar femíneo permanecia sobre si, ele rapidamente emitiu um chiado com os lábios para então pedir licença.

Sakura, por outro lado, sentia-se patética por cogitar que Sasuke pudesse lembrar-se daquele dia. Ela fez toda e qualquer questão de guardar as lembranças no fundo da sua alma, mas, ao que parece, ele as esqueceu durante o percurso até aqui, Espanha.

O mínimo sorriso que transparecia em seus lábios fora apagado assim que Sasuke tornou a abrir à porta pronto para deixar o cômodo sem proferir qualquer palavra.

Contudo, antes de deixar o quarto, ele murmurou em baixíssimo tom. — Eu me lembro.

Notas finais
Gostaram do especial happy Birthday, Sasuke? Nos vemos domingo, pode ser?