Segunda Chance

27 ♛ Voltando À Rotina ♛


Notas iniciais
Meninas, olá, queria pedir mil desculpas pela minha demora, mas a falta de criatividade e inspiração ataca a todos. Bom, queria conversar com vocês, mas uma vez, e dizer o quanto é importante vocês comentarem, não quero ter que ficar pedindo comentário, é chato, mas queria pedir que deem sua opinião, que interajam com a FIC, porque se vocês não fizerem isso, não tenho motivos para continuar postando : Capítulo dedicado à Emmanuele Lobato ♥ Beijos :8

Anteriormente...

Jogo a cabeça um pouco para o lado quando ela passa o polegar pelo joelho de Gabriela, então... nesse exato momento, muitas cenas vêm, de forma distorcida, de repente eu sou uma criança com o joelho ralado e mamãe sara meu joelho com um beijo mágico na ponta dos dedos.

As lágrimas começam a cair e todos parecem notar minha presença.

—Ah, me desculpe... ela só... —Ela diz se levantando e ajuda Gabriela a levantar.

—Carla? —Pergunto e ela fica em silêncio. Surpresa. Mas parece emocionada. As lágrimas escorrem pelo meu rosto enquanto me aproximo dela. —Mamãe?

—Ah, Anastásia. —Mamãe sussurra enquanto as lágrimas tomam seus olhos.

Alguns Dias Depois...

Aproximo-me da janela e encaro meu marido e minhas filhas brincando na areia da praia. Suspiro ao lembrar da noite do meu casamento com Christian, especificamente o final. A volta da minha mãe não foi nada esperada. Eu... eu estava tão feliz quando a vi, e depois tudo veio à tona. Sobre Mabel, papai, ela me contou tudo, desde o primeiro momento. Contou-me que o casamento não estava indo muito bem, e que mesmo eu não lembrando eles discutiam, mas que ela ainda queria fazer isso dar certo, ela tentou, e quando tudo estava voltando ao normal, nós estávamos felizes, então um dia ela descobriu sobre Pablo.

Eu não fazia a menor ideia de quem era Pablo, por mais que tivesse uma lembrança destorcida dele, eu jamais suspeitaria que tinha um irmão, e que ele ainda estava vivo, e esse fora o motivo para mamãe ter partido. Eu era tão pequena que não conseguia lembrar dessas coisas.

Tudo começou em Pablo, quando ele tinha sete anos ele foi levado, mas todos acreditaram que ele havia se afogada em um lago, cujo íamos todo o fim de semana. Meses depois mamãe descobriu que ele estava vivo, com Mabel, então ela se foi, entregou sua vida para salvar Pablo, durante todos esses anos, enquanto ela procurava Pablo, Mabel se aproximava, e ela conseguiu conquistar meu pai, depois de alguns anos ela descobriu que ele ainda procurava por mamãe, e que ambos ainda eram casados, e que ela não poderia tirar nada de nós com esse casamento.

Foi aí que papai sumiu, supostamente morreu na guerra após descobrir todas as armações de Mabel. Ele me deixou na escola interna, acreditando que ela não chegaria até mim, a escola ainda recebia para me manter lá, mas Mabel tinha muitas cartas nas mangas. Tudo foi tranquilo nos primeiros anos, até a chegada de Christian, de alguma forma ela queria descontar em mim tudo que sentia pelos meus pais, então começou.

Papai não teve sucesso em achar mamãe, uma vez na França, ele foi descoberto pelo meu Padrinho George, e foi aonde ele soube que Mabel estava comigo. Papai ainda não poderia chegar até mim, então ele pediu a George para me buscar, e cá estamos nós.

Somente há duas uma ano mamãe encontrou Pablo, vivendo aqui mesmo na França, onde Christian decidiu passar as nossas férias de casamento, em meio a tudo isso, meu padrinho encontrou minha mãe, e logo ela soube de tudo.

Nós conversamos muito na noite que nos reencontramos, muito mesmo. Ela me contou sobre a falta que sentiu, as vezes que tentou voltar e não nos encontrou. Foi tanta informação, tantas coisas que tudo que eu pude fazer foi sair, ir para longe. As pessoas estão acostumadas a fazer isso, só pode, fingirem-se de mortas, deixarem-me de lado e depois voltar e dizer ‘Ei, eu estou aqui, e nossa, como senti sua falta”.

Isso é ridículo.

—Sonhando acordada?

Viro-me assustada e vejo Christian parado atrás de mim, coloco a mão sobre o peito acelerado e o encaro rindo.

—Desculpe, só... lembrando.

—Muita informação, Sra. Grey? —Sorrio ao ouvi-lo.

—Sim, Sr. Grey. Eu estou tendo de lidar com tudo isso. É bem confuso. —Murmuro aproximando-me e o abraço. —Onde estão as meninas?

—A Aby está ajudando elas a tomarem um banho, provavelmente elas vão dormir em seguida.

—Certo. —Murmuro sorrindo. Solto Christian e caminho até a cama sentando-me na ponta.

—Você já decidiu o que vai fazer? —Christian pergunta sentando-se ao meu lado. —Em relação aos seus pais e irmãos?

—Bem... eu sei que eu quero conhecer meu irmão. —Sussurro. —Sobre meus pais, eu não tenho muito o que fazer. Eu não posso simplesmente manda-los embora da minha vida novamente, tudo que eu passei foi pelas escolhas deles, e, infelizmente eu não posso carregar mágoas para sempre. Eu tenho que ser um bom exemplo as meninas, que por sinal adoram meus pais.

—Realmente. —Christian fala sorrindo. Ele segura minha mão e dá um beijo na minha testa. —Sabe de algo? Eu tenho um certo orgulho extremo de você. Você é uma mulher muito forte, sabia?

—Obrigada, querido.

—Não agradeça. Você é. Todos veem, eu vou te apoiar, acredite, em qualquer decisão eu vou estar ao seu lado.

—Ah, Christian. Muito obrigada. —Sorrio com os olhos já marejados e o abraço de forma apertada.

♛ ♛ ♛ ♛

Por algum motivo as meninas estão bem agitadas hoje, até mesmo Abigail. Ela não saiu do celular, e Christian teve que chamar sua atenção na hora do café e almoço. Amanhã cedinho voltaremos para casa, depois de três semanas incríveis de férias. Quando eu chegar em casa vou finalmente ver Pablo, eu sei que poderíamos nos encontrar aqui, mas eu não quero estragar minhas férias, eu sei que pode não ser as mil maravilhas.

Entro na sala depois de um banho e vejo todo assistindo TV, sento-me ao lado de Abigail e pego seu celular lançando-lhe um olhar de reprovação. Ela ri e depois vai sentar no chão ao lado de Christian e Melissa. Gabriela e Clarissa correm para os meus braços e se aconchegam rapidamente.

—Aí. —Abigail grita e quando me viro vejo que Christian a acertou sem querer com uma cotovelada, ela ri enquanto o pai pede desculpas apavorado. —Tudo bem, papai, eu estou bem.

Christian em um gesto de desespero tenta ver se machucou a testa de Abigail, mas acaba batendo as costas da mão em seu queixo. Começo a rir ao vê-lo tão desastrado assim. Abigail não está se segurando, e tudo só piora quando Melissa levanta para defender a irmã da suposta agressão do pai.

Melissa começa uma discussão muito séria com o pai, falando coisas que nem em mil vidas eu poderia entender. Clarissa e Gabriela olham a cena gargalhando, até mesmo chorando de tanto rir.

—Melissa, você não tem nem dois anos e acha que pode discutir comigo? —Christian pergunta tentando se segurar enquanto Melissa briga com ele e gesticula com as mãos, extremamente brava.

—Aí, aí Mel, o papai está me batendo. —Abigail diz fingindo chorar e Melissa continua brigando seriamente com Christian que explode em gargalhada.

—Olha aqui mocinha, não fale assim comigo. —Christian diz tentando conter o riso, mas a filha não acha graça.

—Nã! Nã! Nã! —Melissa grita ficando ainda mais brava e eu decido intervir.

—Ok, brigona, chega. —Digo puxando-a para os meus braços e ela bufa de tanta raiva. —Ei, acalme-se, o papai não está batendo na Aby, vamos papai, dê um abraço e beijo na Aby.

Christian ri e puxa Abigail beijando sua bochecha enquanto ela ri vergonhosa e ruboriza.

—Ah, eu estou com tanta saudade da tia Mia. —Clarissa comenta depois que os ânimos se acalmam.

—Tudo bem, querida, nós vamos vê-la amanhã. —Christian diz calmamente.

—Nós deveríamos levar um presente para ela, papai. Ela está tão sozinha. —Clarissa sussurra fazendo o pai perder o humor.

—Está certo, o que você quer levar? —Christian pergunta encarando a filha.

—Nós podemos levar um salto, ela adora sapatos de paris. —Minha princesinha diz animadamente fazendo o pai dar um sorriso a contragosto.

—Ok. Nós compraremos amanhã antes de sairmos.

—Certo. Obrigada. —Lis fala sorrindo e dá um abraço no pai.

Durante o resto da noite ficamos na sala em frente à TV, a agitação das meninas não durou pouco, e elas ficaram acordadas até duas da manhã, e no fim, todos acabamos dormindo juntinhos na sala. Por volta das seis, Christian sai com Abigail e Clarissa, para comprar algumas coisas, e eu fico as mais novas.

Quando eles voltam, oito horas, tudo já está pronto para voltarmos, então Taylor nos leva até o aeroporto, onde o avião de Christian já nos aguarda. A viagem é cansativa, como sempre. As mais novas vão dormindo, ou assistindo algo, Abigail no celular, Christian se atualizando sobre a empresa em seu Macbook, e eu lendo um livro.

É Mia, Kate, Ava e Pietro quem nos recebem em casa. Clarissa fica super animada ao ver as tias, e logo está nos braços de ambas, contando tudo e entregando os presentes. Abigail corre para o quarto, e imagino que vá avisar Jordan sobre sua volta. Christian se tranca no escritório, e eu fico com as minhas amigas e as crianças por horas.

Por volta das seis, Kate e Mia me ajudam a dar banho nas crianças e prepara-las para o jantar que vamos ter, para conhecer Pablo... ou revê-lo.

—Você não parece muito animada. —Mia sussurra enquanto prendo os cabelos de Melissa.

—Eu não estou. —Sussurro e ela ri.

—Ah, Ana, você tem um irmão, o que pode haver de mal nisso? —Mia pergunta com seu humor de sempre.

—Ah, sei lá, psicopata? —Kate sugere nos fazendo rir.

—O que é um psicopata? —Ava pergunta curiosa.

—Não queira saber. —Digo rindo e Kate faz uma careta.

—Não é que eu não esteja animada. —Sussurro suspirando e ponho Melissa no chão. —Mas, sabe? É um irmão. Uma pessoa que tem o mesmo sangue que eu, que me conheceu, e que eu não conheço realmente. Eu não tenho lembranças dele.

—Culpe seus pais. —Kate provoca e eu gargalho.

—Eu não faria isso. —Digo calmamente. —É só estranho. E se ele for casado? Tiver filhos? Se ele for um idiota?

—Sendo seu irmão ele só poderia ser idiota. —Mia provoca e eu a encaro boquiaberta.

—Mamãe, não pode falar idiota. —Gabriela diz nos reprovando.

—Desculpe. —Sussurro rindo.

—Ei, meninas. —Christian fala entrando no quarto. —Elliot e meus pais estão aí.

—Papá. —Pietro diz animado e sai andando de forma desengonçada do quarto, enquanto Ava tenta ajuda-lo.

—Traíra. —Kate sussurra balançando a cabeça e vai atrás dos filhos.

Gabriela e Clarissa ajudam Melissa a descer da cama e a leva para fora do quarto. Sorrio para Christian que se aproxima abraçando-me.

—Ansiosa, Sra. Grey?

—Acho que sim. —Digo rindo e fico na ponta dos pés para beijar seus lábios rapidamente.

—A vovó está aqui! —Gabriela grita com felicidade que podemos ouvir daqui.

Olho para Christian nervosamente e deixo um riso escapar. Ele segura firmemente minha mão, e nesse momento eu sei que nada pode me machucar, sei que quando ele está por perto, ninguém pode me ferir. Ele vai estar comigo, e não há nada melhor.

Saímos do quarto e quem eu vejo quando entramos na sala é meus sogros, as crianças, Abigail e Jordan conversando perto da janela. Kate e Elliot com Pietro. Meus pais sentados no sofá onde Fadinha e Floquinho se espreguiçam sem vergonha, e um homem que eu sem dúvidas não me lembro.

Aproximo-me e todos parecem esperar pela minha reação, ele levanta e todos fazem o mesmo. Meu irmão. Meu irmão que eu não conheço. Ele está aqui. Seus cabelos são castanhos e enroladinhos, ele tem olhos azuis como os meus, mandíbula quadrada, ombros largos... por um segundo tenho uma recordação de um garoto de cabelos cacheados que me dava beijinhos de boa noite depois de escapelar minhas bonecas..., mas isso era divertido, eu acho.

—Como você cresceu. —Ele diz com um sorrido doce, parecido com o de Gabriela. Sorrio e olho para Christian, depois para o meu irmão. Aproximo-me mais um pouco e aceito sua mão estendida.

Uau. É estranho, cumprimentar alguém da sua família, apenas com um aperto de mão. Eu sei... eu sinto que não deveria ser assim, mas ele é tão... estranho. Eu não sei absolutamente nada sobre ele. Meu pai nunca me falou sobre ele, nem mesmo mamãe. Eu tinha quatro anos quando ela foi embora, e com quatro anos eu já não lembrava muito dele.

—É, acho que sim. —Sussurro soltando sua mão.

—Ana, querida. —Mamãe fala se levantando e por um segundo lembro que ela voltou. Sua presença ainda é tão... estranha. —Esse é o Pablo, seu irmão.

Sorrio forçadamente, e por... por um segundo, por mais que ele seja meu irmão, o pensamento de que mamãe e papai se foram por causa dele, me traz um pouco de amargura, mas acho que ele é tão vitima como ele.

—Pablo. —Sussurro sorrindo. —Que bom finalmente conhecer meu irmão, que eu nem sabia que existia.

—Estranho. —Pablo diz de um jeito descontraído e eu acabo ficando mais leve. —Isso é... horrível. Deve ser absurdamente estranho e desconfortante.

—Um pouco. —Concordo rindo.

—Eu falei ao nossos pais, era melhor só nós dois conversamos primeiro, mas parece que tudo é mais complicado para eles, por isso estamos aqui. —Pablo diz rindo, mas noto sua amargura.

Agora entendo. É claro. Foi difícil para ele também, muito.

—É, acho que eles gostam. —Digo sorrindo e me sinto mais tranquila com sua presença. —Bem, posso te apresentar todos?

—Claro, claro. —Pablo diz sorrindo e parece empolgado.

—Aqueles ali. São meus sogros, como pais, Grace e Carrick. —Digo sorrindo para os pais de Christian que sorriem com carinho.

—Seja bem-vindo, a família, querido. —Grace diz com carinho e Pablo sorrindo.

—Aquela ali é... —Começo, mas Pablo me impedi.

—Katherine Kavanagh. —Pablo diz surpreso. —Você... está grande.

—Nós nos conhecemos? —Kate pergunta surpresa.

—Sim... eu... eu destruía suas bonecas e a da Ana. —Pablo diz coçando a nuca e todos riem.

—Bom, então eu já posso te odiar. —Kate diz levando todos a rirem novamente.

—Certo. —Murmuro mais descontraída. —Ao lado da Kate é Elliot, seu marido, a loirinha é filha deles, Ava, e o menino é Pietro, também filho deles.

—É um prazer. —Pablo diz apertando a mão de Elliot.

—Seja bem-vindo, irmão. —Elliot diz me fazendo sorrir. Seguro firmemente a mão de Christian e encaro Pablo.

—Esse aqui é... Christian Grey, meu marido.

—Pablo, é bom tê-lo em nossa família. —Christian diz apertando a mão do meu irmão.

—Obrigada, Christian. —Pablo sussurra sorrindo. —E obrigada por cuidar dela, papai disse que ela é muito feliz ao seu lado.

—É um grande prazer. —Christian sussurra sorrindo.

—Bom, agora sobrou as meninas. —Digo sorrindo e logo minhas filhas estão paradas a nossa frente, em ordem de tamanho. —Essa é Abigail, Clarissa, Gabriela e Melissa, nossas filhas. E o garoto ali atrás é Jordan, supostamente amigo de Abigail.

Abigail ruboriza junto com Jordan enquanto todos riem.

—São lindas meninas. —Pablo diz fazendo as meninas sorrirem.

—Ei, onde está a Tia Mia? —Clarissa pergunta e todos viram procurando por Mia.

—Atendendo o telefone. —Carrick explica ao mesmo momento que Mia entra na sala.

Nesse exato momento, enquanto ela entra com o celular ainda ao ouvido, ajeitando os cabelos, posso ver o olhar de Pablo congelar sobre ela. De forma encantada ele a olha, enquanto ela ri ao telefone, mas para ao ver que todos estão encarando-a. Ela desliga o telefone e cruza os braços rindo.

—O que eu fiz agora? —Mia pergunta e todos começam a rir. Ela olha para o meu irmão e dá um sorriso leve. —Imagino que você seja Pablo.

—Imagino que eu seja. —Pablo diz aceitando sua mão.

—Seja bem-vindo. —Mia diz soltando a mão do meu irmão, e o seu... não interesse por ele parece chateá-lo. —A Gail pediu para vocês irem para a mesa.

—Por favor, Pablo, eu te mostro o caminho. —Christian diz e meu irmão balança a cabeça seguindo-o.

Olho para Kate e depois nos olhos para Mia, todos saem para a sala de jantar e nós três ficamos. Mia semicerra os olhos quando percebe que estamos encarando-a.

—O que foi? —Ela pergunta confusa.

—Você não viu? —Kate pergunta incrédula. —Ele estava babando em você.

—O que? —Mia gargalha incrédula.

—Claro que estava. —Digo empurrando-a. —Ele quase chorou com seu desinteresse.

—Vocês são loucas. —Mia diz rindo e vai andando enquanto a seguimos.

—Ele gostou de você. —Kate insiste.

—Aposto que não. —Mia sussurra entrando na sala de jantar e vai sentar ao lado da mãe.

Olho para Kate e nós suspiramos juntas, e começamos a rir assustando todos que nos olham sem entender. Continuamos rindo e vamos tomar nossos lugares ao lado dos nossos maridos. Christian me olha curioso, mas acho que imagina o motivo de estarmos rindo tanto.

O jantar se inicia, e logo começamos a conversar sobre nossas profissões. Fico surpresa ao descobrir que meu irmão já é médico há oito anos, e que nunca teve um relacionamento sério. Nós começamos a conversar sobre várias coisas, mas em um certo momento, quando percebo, vejo que a atenção de Pablo é toda sobre Mia, ele não para de fazer perguntas sobre ela, sobre o Bistrô, sobre sua temporada na França. Todos ficam em total silêncio, deixando os dois conversarem.

Carrick parece encantando ao ver a filha sorrindo tanto, e eu imagino que seja por tudo que ela passou com seu antigo namorado.

Pablo está ganhando toda atenção de Mia também, eles não param de falar, aliás, só param quando o jantar acaba, e é claro que eu e Kate ainda temos tempo para zoar Mia pelo seu novo admirador.

Infelizmente logo todos têm que ir, e eu fico triste com isso, eu realmente adorei meu irmão, ele é simplesmente incrível.

—Ana, foi... um grande prazer. —Pablo diz me dando um breve abraço e eu sorrio. Ele cumprimenta Christian e depois as nossas filhas. —Eu realmente espero fazer isso mais vezes. Vocês são uma linda família.

—O prazer foi nosso. —Sussurro sorrindo. —Vamos marcar.

—Ótimo. —Pablo diz lançando um olhar para Mia que finge não ver.

—Christian, Ana, nós vemos amanhã. —Grace diz nos cumprimentando, junto com Carrick e Mia.

—Vão com cuidado. —Christian diz cumprimentando os pais e a irmã.

Mia revira os olhos e segue para o elevador com os pais, Kate e Elliot também se despedem e vão com ele, e Pablo acaba indo também.

—Ana, querida, você foi ótima com seu irmão. —Minha mãe diz se aproximando e eu sorrio. —Obrigada por fazer isso por nós.

—Não foi por vocês. —Digo rindo surpresa. —Foi pelo Pablo.

—Claro, querida. —Papai sussurra beijando minha mão.

Sorrio para papai, segurando sua mão. Eu não sinto nada por ele, nenhum sentimento de raiva, mas toda vez que olho para minha mãe, sinto o receio, ela destruiu a nossa família, desaparecendo sem dar notícias, ela poderia ter feito qualquer coisa, avisado papai, eles poderiam encontrar Pablo junto, mas ela preferiu fazer escolhas egoístas.

Papai esteve comigo mais tempo, e quando ele se foi, eu entendo que ele pensava que era o melhor. Ele já estava destruído, mas estava tentando trazer mamãe de volta, mesmo sem saber onde ela estava.

—Christian, meninas. Até logo. —Papai diz saindo com mamãe.

Sorrio para Christian e nós voltamos a sala, onde Jordan está aguardando seu pai vir busca-lo. Nós ficamos conversando com ele e Abigail um pouco, coisas sobre escola e faculdade, logo os pais dele chegam e ele se despede de Abigail com um abraço e um beijo tímido na bochecha.

Esses dois... não sei não.

Christian me ajuda a colocar as crianças na cama e depois nós vamos nos arrumar para dormir.

—Sabe, eu percebi. —Christian diz puxando o lençol e eu sou risada. —O Pablo realmente pareceu gostar de Mia.

—Sim, e ela pareceu gostar de toda atenção. —Digo me deitando ao seu lado.

—Será?

—Claro que sim, Christian. Ela estava encantada.

—Eu não sei, Ana, eu não quero que ela sofra.

—Christian, a Mia não é uma criança, e talvez, só talvez, o Pablo seja a pessoa a mudar tudo.

—Certo. —Christian murmura acariciando meu rosto. —Você é incrível, sabia?

—Sou? Por quê? —Pergunto rindo.

—Porque você é, e eu te amo, Sra. Grey, minha Sra. Grey.

—Eu também te amo, Christian. —Murmuro me aconchegando em seus braços. —Boa noite, Christian.

—Boa noite, Anastásia, minha doce, Anastásia.

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