Segunda Chance

16 ♛ Sozinha ♛


Notas iniciais
Meeeeeninas, oláaaa, MDS, me perdoem mesmo pela demora, mas a semana passada como eu disse, foi o aniversário da minha sobrinha, e eu estava ajudando em algumas coisas, no fim não deu para postar, espero que compreendam isso. Bom, aqui está o capítulo, e eu espero muito que goste, beijos, boa leitura ♥ ♥ ♥ ♥

Rapidamente Christian segura-me pelo ombro me empurrando, ele me olha incrédulo, até mesmo atordoado. Acabo rindo sem saber o que dizer. Sim, eu realmente o beijei. E sim, eu não ligo para essa história de amizade. Eu estava na minha bolha apavorada enquanto ele ficava me provocando ou fingindo que não via. Cansei de ouvir todos me empurrando para cima dele e ele dizendo que éramos amigos. Nós não somos amigos, e eu não tenho medo dele.

—Você me beijou? —Ele pergunta olhando-me seriamente.

—Sim. —Digo balançando a cabeça.

Seu rosto fica suave, um brilho toma seu olhar para logo depois um lindo sorrido de canto se formar, ele se aproxima e acaricia meu rosto com as pontas dos dedos. Minha pele pinica sobre seu toque, eu me sinto extasiada, como uma adolescente boba... me sinto como na primeira vez. Meus músculos abaixo da barriga se contraem fazendo um riso nervoso escapar. Eu... eu não tenho medo dele, não tenho medo do seu toque ou dos seus lábios dançando contra os meus.

—Isso foi bom. —Christian sussurro com a voz gravemente rouca. Seus lábios tocam os meus novamente, um arrepio sobe, as batidas do coração aumentam, enquanto ele apenas os move delicadamente. Solto um gemido baixo e descoordenado, sua língua invade a minha boca, buscado a minha desesperadamente, e claro, ele não leve tempo a acha-la! Afasto-me ofegante, da mesma forma que esse homem a minha frente. Ele me olha e ri. —Ah, Anastásia, eu esperei tanto por isso.

—É, e eu esperei por você. —Acabo falando muito alto, e ele me olhando rindo e balançando a cabeça. —O que nós vamos fazer agora?

—Bom... —Christian coça a cabeça e ri. —Acho que você estragou a nossa amizade me atacando de forma abusiva.

—Ah, eu o que? —Grito rindo e ele sorri me fazendo ruborizar.

—Vamos tentar, aos poucos. Ver aonde isso vai chegar, querida. —Christian diz calmamente. —Sem pressa, ok?

—Ok. —Sussurro encantada. Ele sem dúvidas é o homem que eu preciso.

—Tudo no seu tempo, Ana, minha Doce Ana. —Sorrio abobalhada quando ele deposita um beijo suave na minha testa, então beija meus lábios e ri. —Posso te levar para almoçar?

—Claro.

—Então até amanhã.

Sorrio amplamente quando Christian se vira para ir, mas vira de novo e me dá um beijo e um abraço apertado, em seguida corre para o elevador feito um adolescente bobo. Fico alguns segundos parada, vendo-o entrar o no elevador e me lançar um sorriso, depois as portas se fecham e eu ainda fico parada, extasiada.

Kate, Elliot, Ava, Clarissa, Gabriela e Abigail estão parados em frente a porta quando entro, olho para eles com vontade de rir, mordo meus lábios e explodo em gargalhadas com os olhares confusos.

—Ah, meu Deus! —Clarissa grita. —Vocês se beijaram?

Balanço a cabeça sorrindo feito criança, e claro, feito uma criança, Clarissa dá gritinhos e bate palmas animada, Gabriela me olha e faz uma careta, mas ela dá um sorriso torto e encolhe os ombros. Sim, ela gosta de Christian, aliás, nós gostamos dele, não é mesmo?

—Ah, meu Deus, meu Deus, meu Deus! —Kate repete animada fazendo Elliot rir.

—Conta tudo! —Aby ordena.

—Hm... acho que não. —Digo rindo e corro para o meu quarto.

♛ ♛ ♛ ♛

Dois meses depois...

O sol está brilhando forte no céu, e reflete sobre todo o mar dando um tom alaranjado na água. Estou sentada na areia com Kate e Abigail ao meu lado. Clarissa e Ava estão um pouco mais a frente, brincando com alguns baldes e pás de areia; Elliot está na beira do mar molhando Pietro que está adorando, aliás, ele ama o ‘papá’. Kate pirou completamente quando Pietro começou a chamar Elliot de papai, mas eles se amam, e pelo que Christian me contou, ele comprou um anel.

Falando em Christian, acho que essa é a cena mais linda que vou ver hoje. Gabriela nunca tinha vindo à praia, ela me pediu isso de presente de aniversário, mas... Christian já tinha planejado tudo. Ela ainda corre dele as vezes, mas por puro charme. Adora falar sobre ele e receber todos os carinhos. Agora, ambos estão fazendo meu coração bater muito forte.

Christian está andando com ela, pela parte rasa da água, ajudando-a a ter confiança, e isso não poderia ser melhor e mais bonito.

—A Gabby está realmente encantada. —Abigail comenta sorrindo.

—Com o Christian ou o mar? —Kate provoca.

—Ah, ela parece o Pietro com o Elliot. —Provoco e ela me mostra língua. —Muito adulto da sua parte.

—Obrigada, meu bem. —Kate diz rindo. —Quando é que o Christian vai?

—No aniversário da Gabriela. —Sussurro não muito contente. —A Gabby deve estar pensando que ele vai passar o dia com ela, mas ele precisa dessa viagem. É importante para a empresa dele.

—Acho que ela vai entender se ele conversar com ela. —Abigail diz olhando para eles. —Ela gosta quando ele conversa com ela, e eu acho que ela pode entender.

—Espero que sim. —Sussurro suspirando.

—Eu acho que o sol está ficando muito forte. —Kate diz mudando o assunto.

—Eu também acho. —Concordo, nós estamos aqui há horas e já está tarde.

—Quer voltar para o hotel?

—Não, vocês podem ir. —Digo calmamente. —Kate, você pode levar a Lis? Ela não comeu nada.

—Claro. Vamos Aby. —Kate diz levantando.

Fico olhando-a chamar Elliot e as meninas, minutos depois eles estão recolhendo tudo e atravessando a rua da praia para o hotel. Continuo sentada, vendo de longe Christian e Gabriela brincando na água. Sorrio abobalhada. Abobalhada. É assim que me sinto perto dele todos os dias, é tão... assustador o que sinto que eu nem se quer sei nomear. Mas... é algo tão absurdamente bom. Eu me sinto a mulher mais feliz do mundo ao lado dele. Eu tive tanto medo por tudo que passei, achei que jamais poderia superar, mas hoje, hoje eu sei que as coisas aconteceram porque tinham que acontecer, e nenhuma dor dura para sempre. Você pode sim ter uma ferida aberta, causada por alguém, mas sempre vai existir alguém que trate suas feridas. Christian é essa pessoa na minha vida.

Afasto meus pensamentos felizes e volta a encarar Christian, mas... sinto toda felicidade pelos pensamentos irem embora quando vejo Christian conversando com uma mulher. Ela está com um biquíni super cavado e parece se atirar em cima dele. Eu não sei o que ele pensa que está fazendo! Levanto-me sentindo o ódio subir, mas conto de um até três, caminho pisando firme na areia, e então percebo como Gabriela está incomodada com a presença da mulher. Ela me olha quando estou perto e arqueia uma sobrancelha parecendo me desafiar.

Vadia!

—O que está havendo? —Pergunto parando ao lado de Christian, encaro a vadia de cima a abaixo, depois percebo que Christian não está nada feliz também. —Posso ajuda-la senhorita?

—Eu só estava... conversando com o senhor... —Ela diz com uma voa enjoada e fina.

—Ah, e você não tem vergonha?

—Como assim? —Ela diz ofendida.

—Ah, querida, até a nossa filha que tem dois anos percebeu como você é atirada. —Digo sorrindo falsamente, percebo Christian sorrir e imagino que seja pelo ‘nossa filha’. Reviro meus olhos e encaro a mulher. —Se você não quiser problemas, eu sugiro que você dê meia volta e vá embora.

—O que você quis dizer com isso?

—Que se você não sair de perto do meu namorado, eu vou fazer questão de esfregar a sua cara na areia. —Digo sem um pingo de paciência e isso parece assustá-la. —Volta para o mar, lindinha.

A mulher me olha incrédula, então se vira sem dizer nada e praticamente corre para perto de umas mulheres que devem ser suas amigas. Fico encarando-as até que elas me olham horrorizadas depois de ouvirem a amiga, então praticamente saem de lá correndo. Viro-me para Christian e ele explode em uma gargalhada me fazendo rir a contragosto. Gabriela prende o riso e apenas balança a cabeça.

—Não teste me paciência. —Murmuro rindo. —Vamos embora. Vocês dois.

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Dois Dias Mais Tarde...

Christian abaixa na frente de Gabriela depois de prender o colar em seu pescoço. Nós estamos em sua casa, ele pediu que eu ficasse aqui pelo tempo que ele estiver fora, e eu não pude recusar, até mesmo por Clarissa. A festa de aniversário de Gabriela foi hoje, mas nem isso pode impedir de deixá-la triste pela ida de Christian.

—Você plecisa ir? —Gabriela pergunta tristonha.

—Infelizmente querida. —Christian murmura acariciando o rostinho dela.

—Mas é meu aniversário. —Ela diz prendendo as lágrimas.

—Eu sei... e sinto muito, mas eu prometo voltar correndo para ficar com você, e aí eu vou te recompensar, nós podemos voltar a praia, ou ir comprar seu cachorrinho. —Christian diz abraçando-a. —Eu vou voltar mais rápido do que você pensar.

—Está bem. —Gabriela abraço-o e fica assim por minutos. —Volte logo.

—Eu volto.

Gabriela balança a cabeça e solta Christian, ela vai para o sofá e fica encarando Clarissa vir se despedir.

—Eu vou sentir muito sua falta, papai. —Clarissa diz abraçando o pai. —Não demore muito.

—Eu não vou querida, quando você menos esperar eu vou estar aqui. —Christian diz beijando-a. —Se comporte, e cuide da mamãe e da Gabby.

—Está bem, eu te amo.

—Eu também te amo, gatinha.

Clarissa dá um beijo na bochecha de Christian e o solta, ela vai ficar com Gabriela e eu vou levá-lo até o elevador. Abraço-o apertado e nós ficamos assim por alguns minutos, é a primeira vez que ele vai para longe mesmo, eu sei que serão só duas semanas, mas... eu vou sentir tanta falta dele.

—Se cuide, por favor. Eu te quero inteira quando voltar. —Christian diz ainda me abraçando, ele fica em silêncio, como se tivesse algo a mais para dizer, mas não diz, apenas continua me abraçando.

—Eu vou estar bem e inteira. E vou sentir muito sua falta. —Seguro seu rosto entre as minhas mãos e deposito um beijo demorado em sua boca. —Volte logo.

—Eu vou, querida. —Christian diz sorrindo e me solta, ele entra no elevador com Sawyer e Ryan. Aceno e sorrio.

Ah, Christian, eu vou sentir muito sua falta.

♛ ♛ ♛ ♛

Hoje já fazem três dias que Christian foi viajar. Nós não conseguimos nos falar muito. Ele só ligou uma vez. Pelo que parece, o lugar onde ele está não há muita comunicação, é uma parte pobre da África, e ele quer expandir uma pequena parte da empresa para lá, para que a população possa ter métodos de comunicação mais eficazes.

Confesso que eu fiquei encantada quando ele me contou sobre tudo isso, porém, eu fico preocupada por não saber onde ele está, ou se está bem, é muito pouca a nossa comunicação, eu nem sei quando ele vai ligar novamente.

Solto um longo suspiro ao encara a parede, com quadros que antes eram apenas de Christian e Clarissa, mas agora também contém fotos minhas e de Gabriela. Nós realmente nos damos muito bem, e eu fico feliz por isso, mas... eu ainda tenho tanto receio. Por mais que haja seguranças por todas as partes eu conheço Mabel, e sei do que ela é capaz. Ela tirou tudo de mim, minha mãe... até mesmo meu pai, é claro que ele se afundou na própria mentira, ele me deixou, e escolheu isso, mas eu sinto que ela causou tudo isso.

Ainda me magoa o fato de que meu pai não aceita minhas filhas. Elas são... partes de mim... tudo que eu sou. Deito-me no sofá e fecho os olhos começando a lembrar de algumas coisas, e por minutos, me lembro de como eu concebi Gabriela.

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Flashback On

Três Anos E Nove Meses Antes...

Sento-me na janela encarando a lua grande e brilhante no céu. Ela está mais bonita hoje, seu brilho está tão forte. Eu queria poder estar lá, no alto da colina, só eu e meus pensamentos... e a lua. Seria tudo tão lindo, mas... eu não posso sair, eu sei disso. Minha mãe me encontraria. Ela não me deixou comer hoje, por ter saído ontem, mas, eu realmente não conseguiria jantar. Jack, o filho de Bob está aqui, ele veio passar uns dias, e assim como seu pai, sua presença não me agrada um pouco.

Olho para o relógio, é tarde, e é melhor eu me deitar. Ainda está frio, muito, e eu sei que o frio vai piorar, Mamãe levou minhas cobertas também. É tão triste saber que ela me odeia assim, eu não consigo entender o porquê de tudo isso, nós sempre fomos amigas... e agora... agora tudo é apenas uma nevoa escura e dolorosa.

Encolho-me na minha cama, com frio, a pele arrepiada e o queixo tremendo. Eu queria... queria tanto que minha mãe... minha mãe de verdade estivesse aqui comigo, eu sei que as coisas seriam diferentes, mas ela se foi, eu tinha só quatro anos, ou três, não me lembro ao certo. Mas algo que eu lembro com força é o seu rosto, seu sorriso doce. Eu nunca vou esquecê-la, e isso parece deixar Mabel mais furiosa, ela odeia que eu lembre da minha, eu não posso falar sobre ela, nem sobre papai. Às vezes que acho que Mabel ficou assim pela morte de papai, ele se foi quando eu tinha oito anos, fui lutar e morreu em combate.

Fecho meus olhos afastando os pensamentos quando percebo a presenças das malditas lágrimas. Eu não quero me prender a coisas que não vão voltar. Eu já perdi muitas coisas, mas do que qualquer um poderia pensar. Minha vida não é nada.

Não levo muito tempo para pegar no sono, cinco ou sete minutos, mas eu não durmo muito tempo. Por volta das duas eu acordo assustada, a janela aberta, o frio invadindo todo meu quarto enquanto as cortinas dançam suavemente sem preocupações. Encolho-me, com a pele gelada. Um arrepio me percorre e eu decido fechar as janelas. Tenho um pouco de dificuldades para fechar, confesso, está ventando muito e o vento está balançando as janelas, mas eu consigo. Por algum motivo, quando estou fechando as cortinas, tenho a leve impressão que não estou sozinha, e eu não estou.

Apavoro-me quando vejo a sombra de alguém, apenas a silhueta masculina parada ao lado da porta. Fico com mais medo ainda quando eu vejo que há uma chave na porta, que deve estar trancando-a. Não há chaves no meu quarto. Dou um passo para trás, atordoada com a figura horrenda do homem, esbarro na parede, sem ter para onde fugir. Ele dá um passo, então um pouco da luz da lua bate em seu rosto e eu posso vê-lo. Jack!

Meu coração acelera ainda mais, e eu sei que ele não veio simplesmente conversar. A sua figura me faz temer tanto, e eu sinto vontade de chorar, de gritar e pedir por ajuda, pedir que o tirem daqui, mas quem vai fazer isso? Quem vai me ajudar?

Tento correr, é a primeira coisa que eu faço, corre desesperadamente em direção a porta, mas com apenas uma mão ele me empurra contra o chão. Minha cabeça lateja quando bato contra o pé da cama. Meus olhos ardem prendendo lágrimas de horror. O medo me invade fazendo-me dar solavancos. Viro-me, arrastando-me pelo chão, mas meus pés são puxados, e novamente minha cabeça colide, agora contra o chão.

Chacoalho as pernas, os gritos já saem pela minha garganta involuntariamente. Então eu levo o primeiro golpe, direto na cabeça, bato o queixo no chão e sinto o gosto do sangue quando mordo a língua.

—Não, por favor. Não me machuque. —Imploro entre gritos desesperados. —Não me machuque.

Ele não diz nada. Seu rosto é uma pedra sem demonstrar qualquer emoção. Quando ele me vira posso ter um vislumbre dos seus olhos frios e escuros. Tento me soltar, uma, duas, três, quatro vezes. Até mais, mas sua puxada, jogada, agredida sem piedade alguma. Por que ele está fazendo isso? Mabel e Bob o mandaram? Por que ele está me machucando assim? Eu fiz algo de errado? Por que eu mereço isso? O que eu fiz contra ele?

Paro de gritar quando ele rasga minha camisola. Aperto meus olhos desesperadamente, orando baixinho, implorando até. Por favor, não. Não faça isso comigo. Isso não.

Sua boxa, fria, e imunda começa a percorrer pelo meu colo, ele toca meus seios com os seus lábios, e eu sinto nojo, sinto repulsa de mim mesmo. O que ele está fazendo comigo? Não, eu não mereço isso. Não mereço. Nenhuma mulher merece. Ele não pode me tocar assim. Ele não pode me violar assim. É meu corpo.

Um grito alto escapada da minha garganta, tanto algo que até mesmo ele e assusta, soltando-me. Tento me levantar e correr, mas novamente sou lançada contra o chão. Minha cabeça colide contra a parede e eu sinto tudo se esvair. Minhas forças. Tudo se vai. Ele vem, com fúria e me bate, um soco no rosto, seguido por tapas incontáveis.

—Não fuja de mim, Anastásia! Você é minha, agora! —Ele diz. Ele diz como se eu fosse um pedaço de carne. Um animal. E eu tenho nojo, eu tenho nojo de mim.

Então ele continua me tocando, me tocando como se eu estivesse gostando. Eu encontro minha voz, e grito. Grito chamando meu pai. Chamo-o por diversas vezes, implorando que ele venha me salvar, mas ele não vem. Então eu imploro por ele, eu sou violada, tenho meu corpo roubado e usado como algo descartável.

Há um homem em cima de mim. Ele está me tocando. Ele está me violando. Ele está sentindo prazer nisso. Eu estou implorando para que não. E ele está sentindo prazer na minha dor. O que foi que eu fiz para merecer isso? O que foi que eu fiz de tão errado para ser violar de tal forma?

Eu sou apenas uma garotinha. Uma garota que perdeu a mãe, em seguida o pai. Uma garotinha que achou que era forte, que amou por três dias com todas as suas forças. Uma garotinha que teve a filha levada pela morte. Uma garotinha que está sendo violada, da pior forma possível. Ele está roubando o meu corpo, de mim mesma.

Eu sou a mesma menina que conheceu o melhor do amor, e agora tem vivido as piores dores possíveis. O que eu fiz de errado? O que foi que eu fiz?

♛ ♛ ♛ ♛

Arrasto-me pelo chão, sozinha. Suja. Abusada e sozinha. Completamente sozinha. O homem que me violou se foi, depois de se saciar com a minha dor ele me olhou com nojo, repulsa e me largou aqui, sozinha nesse chão gelado. Como um copo velho de plástico sem valor algum.

Minha mãe não veio. Meu pai não veio. Ninguém. Eu estou sozinha.

Flashback Off

Notas finais
Meninas, quem puder, me segue lá no Wattpad, comecei a postar Amor Oculto lá, e ficaria felizes em vê-las por lá também ♥