Segunda Chance

17 ♛ Estar Presente ♛


Notas iniciais
Meninas, olá, desculpem minha demora, realmente não tenho me sentido bem nos últimos dias. Espero que gostem do capítulo, e já quero dedicá-lo a KatheSteeleGrey e JulietaCapuleto rs, obg por favoritarem. Beijos amores, boa leitura.

Acabei pegando no sono depois de passar a manhã inteira correndo de um lado para o outro. Hoje foi o primeiro dia de aula de Gabriela, ela estava nervosa, e eu tive que começar a acalmá-la duas horas antes. Ela chorou muito, pediu para ligar para Christian, e em ele atendeu. Já fazem oito dias que ele se foi. Ao menos ele conseguiu acalmar Gabriela.

Fora o primeiro dia da aula da monstrinha, hoje também está tendo uma festinha na sala de Clarissa, e nós tivemos que fazer cem cupcakes. Minha sorte é Gail, eu amo essa mulher. Ela ajuda tanto.

Quando acordei era por volta das três da tarde, já era quase hora de pegar as meninas na escola, então, para ter menos bagunça, resolvi guardar algumas roupas delas. Gail teve que dar uma saída e eu fiquei sozinha com os seguranças.

Penduro a última roupa no closet e ouço Gabriela e Clarissa. Clarissa está falando animada enquanto Gabriela parece chorar. Saio do closet e encosto as portas, ajeito os ursinhos caídos sobre a cama e vou ao encontro das minhas duas maravilhosas filhas.

—Olá pestinhas. —Sussurro sorrindo ao vê-las tirando os tênis.

—Mamãe. —As duas dizem juntas e sorriem, e eu percebo que Gabriela estava era gargalhando ao invés de chorar.

—Como foi o primeiro dia? —Pergunto para Gabriela e ela sorri.

—Muito legal. Eu fiz um amiguinho, mamãe. —Gabriela diz animadamente.

—O papai vai pirar. —Clarissa diz rindo. —Mamãe, todos adoram seus bolinhos.

—É mesmo? —Pergunto feliz e ela balança a cabeça.

—Nós podemos fazer mais quando o papai voltar? —Clarissa pede e eu apenas concordo com a cabeça. —Mamãe, o papai ligou?

—Não... —Sussurro triste.

—Por que ele não liga?

—Filha, é complicado. —Murmuro. —Lá há poucos postes de energia, pouco sinal de celulares, por isso o papai está lá, para mudar isso.

—O papai é um ótimo homem. —Clarissa afirma com orgulho.

—É sim. Bom, que tal as mocinhas irem para o banho?

—Ah, eu vou primeiro. —Gabriela grita e sai correndo, Clarissa me olha e sorri.

—Posso ligar a banheira, mamãe? —Ela pede ajeitando a mochila e o tênis da irmã.

—Claro que sim, querida. Mas você sabe, não é?

—Sim, abaixo da cintura, e cuidar da minha irmãzinha. —Sorrio com orgulho e balanço a cabeça.

—Eu vou lá ver vocês em cinco minutos, coloque o tapete de borracha.

—Tudo bem.

Clarissa me dá um beijo e sai da sala, fico olhando-a subir as escadas e depois suspiro. Abro as mochilas para checar as agendas e vejo que está tudo ok. Clarissa como sempre está indo muito bem, e Gabriela recebeu muitos elogios. A professora apenas descreveu o quanto ela foi gentil e cuidadosa com os coleguinhas. Fico abobalhada de tanto orgulho. Christian adoraria ver isso.

Balanço a cabeça suspirando. Eu tentei ligar, mas... ele simplesmente não atende, e isso realmente me deixa preocupada.

Sou tirada dos meus pensamentos quando ouço as meninas chamarem, vou ajudá-las no banho, depois seco, troco e arrumo os cabelos. Descemos para jantar, as meninas estão mais falantes do que nunca, elas conversam sobre tudo hoje, a escola, tarefas, a volta do papai em seis dias. Acho que elas estão muito animadas.

O jantar se passa, eu levo as meninas fazem o dever, brincam um pouco, assistem TV e depois caem no sono. Tomo um banho quando estou sozinha, deito-me, levanto, deito-me novamente. Tento ler, tento ouvir música ou assistir algo, mas nada de o sono chegar. Tento ligar para Christian pelo menos três vezes, mas ele não atende. Eu sinto tanta falta dele, e hoje por algum motivo a saudade está maior.

Já são três horas da manhã, e eu me levanto, decidi a tomar algo quente, está frio, eu estou usando apenas um casaco de moletom de Christian. Entro na cozinha e deixo meu celular no balcão enquanto esquento um pouco de chá. Assusto-me quando o celular toca, mas largo a xícara na pia e corro para atender.

—Baby, olá. —Christian sussurra com a sua voz suave e meu coração simplesmente explode de emoção e vontade de chorar. —Eu sei que não estamos nos falando muito, e eu sinto muito por isso.

—Tudo bem. —Sussurro chorosa.

—Por favor, meu bem, não chore. —Ele pede e eu acabo sorrindo. —Olha, não conte as meninas, eu quero fazer uma surpresa, mas eu estou voltando agora.

—O que? —Meu coração dispara e um sorriso absurdo se forma em meus lábios.

—Sim, eu terminei mais cedo, e estou voltando para casa, para vocês, querida.

—Ah, meu Deus! —Grito e ouço Christian sorrir. —Ok, eu vou.... eu vou arrumar tudo e...

—Ana, eu amo você.

Paro de boca aberta. Meu coração dispara e eu fico em silêncio, sem saber o que responder. Ele... ele disse que me ama. Ah meu Deus! Ele disse que me ama. Ele disse que me ama. Esse homem fodidamente lindo disse que me ama.

—Christian... —Murmuro ainda incrédula.

—Sim querida, eu te amo. —Ele diz sem me deixar dizer nada. —Eu estou chegando.

—Eu estou esperando. —Sussurro sentindo as lágrimas de felicidade descerem pelo meu rosto.

—Até logo, querida.

—Até, Christian.

Desligo o telefone, abobalhada. Eu nem consegui dizer que sinto o mesmo. Ele é um idiota! Como ele pode simplesmente dizer isso assim? E nem me deixar responder... ah meu Deus! Ele está voltando. Ele está chegando e disse que me ama. Meu Deus, meu Deus. Eu tenho que me arrumar, aliás, eu preciso arrumar as coisas, mas que coisas? Tudo é sempre tão arrumado aqui. Já sei, eu posso preparar um jantar, ele vai chegar à noite mesmo. Isso, eu vou preparar um jantar.

Ah, Christian.

♛ ♛ ♛ ♛

Estou com Kate, Pietro, Ava e Aby quando minhas filhas chegam da escola. As duas ficam super animadas ao ver Ava e Pietro, e claro, levam os dois para brincar no cantinho da sala só delas. É todo forrado com EVA rosa e há vários tipos de brinquedos. Enquanto as crianças brincam nós ficamos colocando o assunto em dia, até Elliot e Mia chegara com umas caras não muito contentes.

—Baby, aconteceu algo? —Kate pergunta preocupada.

—Sim, Kate, eu preciso falar com a Ana. —Elliot diz me olhando e eu acho que a notícia não é muito boa. —Ana, por favor, venha até a cozinha comigo.

—Tudo bem. —Sussurro com a voz tremula e me levanto. Olho para as meninas e sigo Elliot até a cozinha. —O que houve?

—Ana... —Elliot sussurra com a voz baixa e parece chorar. —Eu sinto muito.

—Sente? —Pergunto deixando as lágrimas rolarem. —Elliot?

—Ana, o avião do Christian caiu. Nós descobrimos isso quando ele sumiu do radar. Não conseguiram achar o corpo dele ou dos seguranças, eles ainda podem estar vivos, mas... nós não temos certeza.

—O que? —Viro-me par ao lado vendo Clarissa paralisada na porta da cozinha, com o rosto contornada por lágrimas.

Não abro a boca, minha visão escurece e eu dou um passo para trás antes de cair entregando-me a uma névoa preta. Christian, não.

♛ ♛ ♛ ♛

Aconchego-me no sofá com Gabriela e Clarissa nos meus braços. Todos estão aqui. Meu padrinho, Kate, Elliot, as crianças, Aby, Mia, Carrick e Grace, todos... menos Christian. Ele deveria estar aqui, mas não temos notícias dele. Já são nove da noite, ele provavelmente já teria chegado, mas ele não chegou, e eu nem sei se ele chegará.

Deixo um soluço escapar e todos me olham aflitos. Grace abaixa a cabeça e começa a chorar sendo consolada por Carrick que me olha sussurrando um ‘sinto muito’, mas que culpa ele tem? É o filho dele.

Começo uma oração baixinha, pedindo para que ele volte. Nós precisamos dele, por favor.

—Mamãe, o papai não vai mais voltar? —Clarissa pergunta chorando e eu a encaro, sem saber o que dizer.

Gabriela me olha e suspira, ela se levanta e sai da sala indo para as escadas. Aby se levanta e vai atrás dela. O silêncio na sala continua, ninguém é capaz de responder à pergunta de Clarissa. Aliás, eu acho que ninguém sabe responder isso. Gabriela volta a sala minutos depois. Olhinho vermelhos, nariz rosado. Ela está segurando seu pijama de bichinho, o mesmo que Christian comprou há alguns meses e ela não quis deixá-lo vestir nela.

Aby se senta com ela no sofá, e o silêncio continua, minutos, horas e dias...

Seis Dias Mais Tarde...

São duas da tarde, as meninas estão na aula, e eu estou apenas com Gail e Aby. Eu pedi para Kate tomar conta da empresa hoje. Eu simplesmente não consegui fazer nada nos últimos dias. Ninguém sabe o que houve com Christian. Até mesmo o piloto não foi encontrado. Todos acham que eles saíram para pedir ajuda, e é isso que nos tem dado esperanças. Eles estarem vivos.

Sento-me no sofá, com Aby ao meu lado. Ela me abraça e fica mexendo nos meus cabelos. Fecho os olhos e as lágrimas veem. Eu deveria ter tido. Deveria ter falado que o amava. Eu sinto tanta sua falta. As meninas sentem. Eu queria tanto que ele estivesse de volta.

Ouço o elevador abrir e imagino que deve ser Kate, ela disse que viria aqui para almoçar conosco e saber como estou.

—Ana... —Abigail diz com a voz tremula. —Eu acho melhor você olhar.

Abro meus olhos rapidamente e me levanto. Meu coração para com a visão. Ryan, Sawyer e Christian. Os três parados na porta do hall, Taylor e Elliot estão junto. Eu pisco várias vezes, sem saber se a visão é um sonho, mas acho que eu não sonharia com Christian e um braço enfaixado. Até mesmo os seguranças têm alguns curativos.

—Olá querida. —Christian murmura e eu fecho os olhos, sentindo as lágrimas caírem. —Sentiu minha falta?

—Christian. —Abro meus olhos sorrindo e corro para abraça-lo. Pulo e ele consegue me equilibrar segurando-me apenas um braço. As lágrimas vêm mais fortes e duras, o peso da saudade e da aflição dos últimos dias saindo em forma de lágrimas e eu sinto meu estado emocional muito abalado. —Ah, Christian. Eu tive tanto medo. Eu pensei... pensei que não fosse voltar.

—Ei, eu estou aqui, meu bem. —Christian murmura e sua voz é o meu calmante. Ele me põe no chão e eu vejo que estamos a sós.

—Como? O que houve? —Pergunto conduzindo-o para o sofá.

—O avião... eu não sei ao certo. Ele simplesmente deu pane. O piloto conseguiu fazer um pouso de emergência, mas nós ficamos muito machucados pela queda. —Christian diz numa lembrança dolorosa.

—Onde você esteve? —Pergunto chorando e ele me abraça. —Eu senti tanto sua falta.

—Eu também, Ana. —Christian diz com uma voz extremamente dolorida. —Esses foram os piores dias da minha vida. Nós fomos acolhidos por uma tribo, eles cuidaram muito bem da gente.

—É mesmo? —Pergunto enquanto acaricio seu braço enfaixado. Tento conter as lágrimas, mas ele está aqui. Comigo.

—Não chore. —Christian pede. —Eles cuidaram de nós por esses dias, até nos sentirmos bem para buscar ajuda. Então nós caminhamos até uma estrada onde um caminhoneiro nos ajudou. Taylor e Elliot foram encontrar conosco.

—Sua mãe... as meninas... —Um soluço escapa e as lágrimas voltam.

Esses foram sem dúvidas os dias mais agonizantes da minha vida. A incerteza. O medo. O pavor de perdê-lo. Sua ausência foi tão... tão dolorida. Eu fiquei apavorada por não o ter por perto. Ver as meninas chorando e não saber o que fazer. Não ter certeza se ele voltaria para ela... para mim.

—Ana, eu estou aqui, baby. —Christian diz me aconchegando em seus braços. —Eu já falei com a minha mãe, e quanto as meninas... eu quero tanto vê-las.

—Elas sentiram sua falta.

—Só elas? —Christian pergunta e eu me afasto. Encaro-o por segundos e suspiro.

—Eu amo você. Não me deixe.

—Ah, eu precisava ouvir isso. —Ela fala sorrindo e se aproxima beijando-me, toda a incerteza e medo se vão nesse momento, ele está aqui, comigo. —Eu amo você, Anastásia Steele, minha doce Anastásia.

—Ah, Christian.

Ficamos em silêncio por algum tempo. Apenas nós dois. Tendo certeza que estamos aqui, juntos, e nós nos amamos. Aby volta um tempo depois, e corre para abraçar Christian, ele repete a história para ela, e acho que ainda vai ter que contar isso para muitas pessoas. Depois de conversarmos, ele pede para tomar um banho, e eu o faço companhia para ajuda com o braço. Não está quebrado, mas dolorido e o médico sugeriu que usasse isso.

Christian decidi buscar as meninas na escola, e é isso que iremos fazer.

O prédio já está cercado por jornalistas. Nós precisamos da ajuda dos seguranças para passar, e quando conseguimos vamos ao colégio de Clarissa e Gabriela. Quando chegamos vamos falar com a diretora, que parece feliz com a volta de Christian, e ela topa nos ajudar a fazer uma surpresa para as meninas. Com a ajuda de professores, elas reúnem as salas das meninas no ginásio da escola, onde em alguns minutos a sala de Clarissa vai começar uma partida de futebol.

Como é de costume os pais veem assistir. Então há alguns sentados na arquibancada. Entro no ginásio sozinha, para não levantar suspeitas, mas minha vontade é sair gritando no meio desse lugar que Christian está de volta. Meu Christian.

Clarissa está com as amigas num canto do ginásio, ela acena ao me ver, e parece não estar muito feliz, mesmo fazendo seu esporte favorito. Eu entendo seu desespero. É o pai dela que está sumido. O mesmo homem que a criou desde que ela nasceu.

Sento-me em um espaço mais vazio da quadra, e vejo a professora de Gabriela entrar com a classe dela no ginásio. Gabriela me vê e dá um sorrisinho fraco. Ela sai correndo e vem me abraçar. Clarissa nos olha e parece estar triste. Imagino que ela deva estar pensando em Christian, mal ela sabe que o pai está tão pertinho.

—Você veio assistir a Lis, mamãe? —Gabriela pergunta e eu balanço a cabeça. —O Chlis ligou?

—Não... —Sussurro encarando seu rostinho. —Sinto muito.

Gabriela suspira e se aconchega ao meu lado. O jogo começa e eu fico ansiosa, eu quero ver a reação dessas mocinhas quando Christian entrar. Clarissa não está jogando bem, ela já teve duas quedas, e eu estou me preocupando muito. Eu não quero que ela se machuque. Em todas as quedas eu quis sair correndo e socorrê-la, mas ela levantou, respirou fundo e disse para o juiz que estava tudo bem.

Sinto meu peito se apertar quando vejo Clarissa cair de novo ao tentar fazer o gol. O juiz apita e ela não se levanta. Ela explode em lágrimas no meio do ginásio assustando todos, levanto-me apavorada e vejo Gabriela fazer o mesmo, mas eu não me mexo. Christian entrar na quadra e grita pela filha que para de chorar no mesmo momento. Ela se levanta, mancando e encara o pai, seca as lágrimas, mas elas voltam.

—Papai. —Clarissa grita e corre para os braços do pai que a pega. Olho para os lados e percebo que não sou só eu que estou chorando, muitas mães e até coleguinhas de Clarissa estão.

Christian olha para nós e sorri. Ele fala algo no ouvido de Clarissa e ela balança a cabeça indo ao chão, então ambos nos encaram. Olho para Gabriela e a vejo congelada no lugar. As mãozinhas levantadas na frente do peito, boquinha aberta e os olhos cheios de lágrimas.

—Gabby, ele está aqui... seu Chlis está de volta. —Sussurro, mas ela nem sequer me olha. Ela apenas move a mão segurando a minha e a aperta com força. —Vamos, querida, é ele mesmo.

Dou um passo e Gabriela repete o gesto, começo a descer da arquibancada com ela, e vamos andando devagar até Christian e Clarissa, Christian abaixa e estende a mão para Gabriela que congelou novamente há alguns passos de distância. Ela o encara, sem conseguir falar, então as lágrimas começam a sair mais frequentes.

Olho para ela com o rosto todo molhado. Christian sorri e a chama, então ela sai correndo e pula nos seus braços apertando-o em um abraço que parece muito apertado. Caminho até Clarissa e pego-a no colo, ela me abraça e sorrio encarando o pai e a irmã.

—Ele está aqui, mamãe, o papai voltou. —Clarissa diz sorrindo.

—Sim, querida, o papai voltou. —Sussurro sorrindo.

Ah, Christian, meu querido Christian.

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Atravesso as portas duplas sozinha, pois Gabriela e Clarissa não desgrudaram de Christian desde a saída do colégio. Sorrio ao entrar na sala e ver todos presentes. Caminho até Aby e sento ao seu lado. Christian olha para todos nós e sorri emotivo, ele balança a cabeça e grita que está de volta fazendo todos rirem, nesse momento Gabriela o solta e sai correndo, todos olham sem entender, até ela voltar usando a roupinha que Christian deu.

Christian abaixa e ela caminha envergonhada até ele, então o abraça e o que ouvimos em seguida faz quase todos chorarem.

—Eu te amo, papai, não vá mais embola. —Gabriela diz manhosa e eu vejo os olhos de Christian marejarem.

—Ah, querida, eu amo você, minha filha. —Christian diz todo boba enquanto a abraça. —O papai nunca mais vai embola.

Clarissa me olha e sorri, depois encara o pai e a irmã assim como eu. Acho que esse era um dos maiores sonhos dela. Enquanto Christian viajava ela estava insistindo para Gabriela o chamar de papai, e acho que ela conseguiu, agora nós estamos aqui, todos juntos.

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