Segunda Chance

6 ♛ Pais e Filhos ♛


Notas iniciais
LEIAM, POR FAVOR! Pra quem leu esse capítulo, sim, eu estou postando novamente, mas queria dizer algumas coisas... eu sei que vocês acham ótimo várias atualizações por semana, ou que os capítulos sejam postados todos os dias, mas realmente algumas pessoas (que não escrevem) não tem noção do quão difícil é escrever... não quero ofender ninguém, nem mesmo chatear, mas é muito difícil escrever algo bom mesmo e não ter comentários. Eu fico mais de três horas escrevendo, apago, reescrevo, apago de novo, mudo isso, mudo aquilo, coloco o que muitas de vocês pedem, e em troca não tenho comentários algum. Tudo bem vocês não se sentirem bem para comentar, algumas realmente não tem tempo, mas vocês não tem noção de como um simples comentário faz a Autora feliz. É a forma de nós nos comunicarmos, vocês deixarem dúvidas, opiniões, então sem vocês não comentarem, eu nunca vou saber o que pensam. Muitas de vocês pensam que não faz diferença, mas faz sim, se eu não posto vocês ficam chateada, mas se vocês não comentam quem fica sou eu. Toda autora precisa de comentários. Todas mesmo. Não tem exceções. Eu acabei excluindo uma FIC porque não havia comentários, e sinceramente, estou prestes a excluir essa. Por qual motivo eu vou ficar postando sem vocês nem se importam em comentar? Me desculpem se estou sendo rude, mas é muito frustrante tentar fazer algo bom para vocês, e não ter comentários. Não vou ficar pondo meta de comentários, sei que muitas pessoas fazem isso. Nem vou ficar pedindo toda hora que comentem, mas se vocês não comentarem, eu não tenho por que postar... sinto muito. Boa noite garotas :( ♥

Três semanas mais tarde...

Encaro-me no espelho e ajeito uma mexa de cabelo atrás da orelha... eu estou... linda. Estou usando uma calça preta de cintura alta, camisa branca de ceda, saltos. Meus cabelos estão soltos em ondas e eu estou com uma maquiagem impecável que Katherine levou muito tempo para fazer.

—O que achou? —Kate pergunta sorrindo atrás de mim.

—Eu achei incrível. —Murmuro encantada com o meu próprio reflexo. —Eu nunca estive tão arrumada.

—Tão linda. —Kate fala segurando meus ombros.

—Você também está muito bonita.

—Claro, claro. Hoje é a nossa estreia, o trabalho de verdade começa hoje, e eu estou muito feliz que a Gia conseguiu finalizar o projeto tão rápido.

—Eu também. —Sussurro andando em direção a sala e Katherine me segue. Olho para Gabriela brincando enquanto Abigail segura Pietro.

—Mamãe. —Gabriela diz sorrindo e corre para os meus braços.

—Você vai se comportar, querida?

—Sim.

—Ótimo, eu venho te buscar para ir ao parque assim que chegar. —Murmuro dando-lhe um beijo e a coloco no chão. —Abigail, não esqueça de me ligar se precisar.

—Tudo bem, Srta. Steele.

—Eu preciso ir.

—Nós precisamos. —Kate diz enquanto enche Pietro de beijos. —Vamos logo, eu estou ansiosa.

—Vamos. —Digo rindo e assopro um beijo para Gabby que sorri.

♛ ♛ ♛ ♛

Encaro todas as pessoas paradas a nossa frente e viro para o lado encarando Katherine que sorri me encorajando. Dou um passo à frente e respiro fundo antes de falar. Um milhão de coisas se passam pela minha cabeça todos os dias desde que fugi, sensações diferentes, mas essa, essa sem dúvida parece ser a melhor. Isso aqui foi dos meus pais, eles dirigiram isso, e hoje eu estou aqui, em frente a diversas pessoas que eles trabalham, pessoas que nem sabiam da minha existência, mas estão aqui para me ajudar.

—Bom, isso é novo para mim. —Sussurro sorrindo e encontro alguns sorrindo. —Eu sei que muitos de vocês, ou a grande maioria deve estar se perguntando o porquê de estar aqui novamente, depois de tantos anos, e de terem sidos chamados para trabalhar aqui. Muitos de vocês, trabalharam com a minha mãe e o meu pai. —Fecho meus olhos em um breve momento quando as lágrimas chegam. —Eu creio que Carla e Reymond Steele comandaram muito bem isso aqui. E a maioria nem sabiam que eu, Anastásia Steele, estava viva e iria comandar isso aqui também. A empresa foi abandonada há muitos anos, e mantida aqui, fechada. Mas esse lugar, essas paredes, tudo tem as marcas de todas as coisas boas que vocês, e meus pais construíram, e justamente por isso, eu decidi que não havia equipe melhor. Por isso, sem vocês saberem que era realmente eu, ou aqui que trabalhariam, eu analisei cada perfil pelas descrições que meus pais haviam feito e guardado, e selecionei cada um com o mesmo amor que eles fizeram isso. E hoje, em homenagem a mulher e homem que eles foram, eu estou cortando essa faixa, reerguendo esse lugar com todas as forças que tenho, e eu estou contando com vocês para isso aqui funcionar, porque eu tenho certeza que não teria escolhido equipe melhor. Vocês fizeram isso acontecer, e eu acredito que podemos fazer novamente. Muito obrigada.

Dou um passo para trás e encaro Katherine que sorri amplamente, e pela primeira vez vejo seus olhos marejados. Viro-me para os funcionários, todos os tipos, entre segurança e chefe do RH. Um estalo se alastra e logos todos estão aplaudindo. Seco minhas lágrimas e sorrio curvando-me um pouco, gesto que presenciava mamãe fazendo constantemente.

—É isso aí pessoal. —Katherine diz dando um passo à frente. —Hoje uma nova etapa se inicia, então eu quero força de vontade, ok? Qualquer problema será resolvido pela nossa CEO, Anastásia Steele, e eu sei que ela fará isso da melhor forma, então, vamos trabalhar. Vocês receberam suas funções junto com um pequeno mapa que mostraram cada sala, cuidado com os crachás, ninguém terá acesso sem eles. Então, podem começar.

Todos começam a se espalhar em direção ao elevador ou escadas. Vejo uma garota morena baixinha ir para a recepção no hall, enquanto os seguranças ficam nas portas. Viro-me por um segundo, sorrio amplamente e depois encaro Kate.

—Hora do show. —Ela sussurra se virando e vai em direção a parte do estúdio.

—Sim, hora do show. —Murmuro e caminho para o elevador. Algumas funcionárias me acompanham na subida até a minha sala, e eu descubro que são minhas secretárias. Penélope, Márcia e Júlia. Assim que chegamos ao último andar, elas tomam seu lugar e eu vou para a sala da minha mãe... agora minha sala. Sento-me na cadeira e encaro a foto de meus pais na parede. —Mamãe, papai, eu prometo que cuidarei disso como vocês cuidaram. Muito obrigada.

♛ ♛ ♛ ♛

Seis horas depois...

Ana! —Kate grita sorrindo ao invadir minha sala. —Esse é o melhor emprego de todos.

—Nem me fale. —Murmuro sorrindo enquanto analiso alguns papéis. —Eu mal acredito que está funcionando mesmo.

—E por que não funcionaria? Você é ótima como a sua mãe.

—Obrigada. —Sussurro.

—Bom, já são quase cinco. —Ela diz colocando as mãos nos seios e eu dou risada. —Não ria, eu nunca fiquei tanto tempo sem amamentar meu bebê.

—Tudo bem, não chore tanto, ele deve estar chegando. Os seguranças foram buscá-los.

—Ainda bem. —Kate diz fazendo beicinho. —Eu tenho que voltar ao trabalho. Tchau.

—Tchau. —Digo rindo e a vejo sair balançando seus longos cabelos loiros. Balanço a cabeça e sorrio. —Ah, Katherine.

Volto minha atenção ao computador. Eu estou há cerca de uma hora vendo minha conta. Há muito dinheiro aqui, sem falar todos os outros pertences. Casas... apartamentos... há tantas coisas. Ontem, eu finalmente decidi o que fazer com a casa onde morei com Mabel, que era do meu pai. Eu pensei seriamente em vender, mas... há tanta dor ali, nas paredes, nos chãos, no porão. Ninguém merece morar no sofrimento. Foi por isso que hoje eu agendei uma demolição. Ela não terá mais nada. Com a ajuda de George e Kate, eu bloqueei todas as contas, troquei as senhas. Ela está sem dinheiro algum. Eu não sei como ela chegou ao Brasil, mas eu realmente espero que ela não possa sair de lá.

Pela minha distração, assusto-me quando o telefone começa a tocar.

—Penélope? —Pergunto ao atender.

—Sim Srta. Steele. —Ela diz com sua voz angelical. —A imprensa ligou novamente. Eles estão muito curiosos para saber quem está a frente da empresa.

—Tudo bem, fale com a Júlia. Diga que ela pode agendar uma entrevista para daqui um mês.

—Está bem senhorita.

—Mais alguma coisa?

—Sim. Há uma senhorita. Clarissa Steele lá embaixo. —Penélope fala e eu sorrio amplamente. —Posso liberá-la?

—Sem dúvidas. —Murmuro sorrindo. —Eu quero que você mande preparar um cartão para ela, ok?

—Ok, senhorita.

—Obrigada Penélope. —Digo e desligo.

Levanto-me ansiosa e pego a caixa com o presente de Clarissa. Minutos se passam e a porta se abre, Márcia sorri para mim e dá lugar para Mia e Clarissa entrarem, abaixo-me e minha pequenina vem correndo me abraçar.

—Mamãe. —Ela diz me apertando. —Eu senti sua falta.

—Eu também, gatinha. —Falo e ela sorri ruborizando. Estendo a caixa e ela encara. —É um presente.

—Obrigada. —Clarissa diz sorrindo e começa a abrir, revelando a boneca de porcelana toda vestida de vermelho. —Ah, mamãe, ela é tão linda.

—Assim como você. —Sussurro batendo a pontinha do dedo em seu nariz.

—Obrigada, eu adorei, muito.

—Não agradeça, eu ainda vou te dar muito mais presentes.

—Eu te amo, mamãe. —Clarissa fala em abraçando e meu coração explode de amor.

—Eu também te amo querida. —Sussurro fechando meus olhos e inalo seu cheirinho.

Depois de acalmar as emoções. Eu deito Clarissa sentar na minha cadeira e chamo Kate, sento-me com ela e Mia e ficamos conversando até Gabriela e Pietro chegarem. Katherine fica babando no filho pela saudade e enchendo-o de beijinhos. Gabriela como sempre só tem olhas para a irmã, e eu fico conversando com Mia sobre os novos projetos do Bistrô.

—Olha mamãe, dá para ver a empresa do papai. —Clarissa diz ganhando a atenção de todos. Encaro-a encostada na janela d vidro e sorrio. —Será que ele pode ver a gente?

—Acho que não. —Murmuro sorrindo. —É um pouquinho longe.

—Que pena. —Ela diz saindo da janela e vai brincar com Gabriela.

—Ela está preocupada. —Mia diz baixinho. —O Christian anda muito desconfiado, e a enche de perguntas.

—Eu sinto muito. —Sussurro encolhendo os ombros.

—Não é por mal, Ana, mas ela quer mais tempo com você, sem ter medo de ser vista. —Mia diz e uma ideia me surge.

—Como... um passeio no parque? —Pergunto e ela sorri.

—Como isso. —Mia fala calmamente. —Eu preciso ir ao Bistrô, minha mãe vai pegá-la, você pode entregar?

—Você quer que eu conheça sua mãe? —Pergunto apavorada e Mia ri.

—Não se preocupe, ela sabe de tudo, e não vai contar nada ao Christian. Eu peço para ela te encontrar no parque daqui meia hora.

—Você tem certeza disso?

—Absoluta. —Mia diz rindo e vai dar um beijo em Clarissa e Gabriela. —Tchau gatinhas.

—Tchau titia. —As duas dizem juntas e Mia sorri toda boba. —Tchau, Kate, Ana, Pietro.

—Tchau tia Mia. —Kate diz balançando a mãozinha de Pietro que dá um largo sorriso.

Mia sorri e acena saindo da sala. Kate me olha e ri. Ela se levanta e ajeita Pietro em seus braços.

—Eu vou finalizar minhas coisas. —Ela diz. —Eu levo a Gabby para casa, fique tranquila.

—Tudo bem. —Sussurro.

—Peça ao Marco e ao Charlie que te acompanhem.

—Peço sim. —Falo calmamente.

—Gabby, hora de ir. —Kate fala e Gabriela faz beicinho.

—A Lis vai também? —Ela pergunta olhando para a irmã.

—Não, eu tenho que ir para a minha casa. —Clarissa diz triste. —Mas nós vamos nos ver amanhã.

—Tudo bem. —Gabriela diz chateada. Ela abraça a irmã e depois me dá um beijo, então vai com Katherine.

Encaro Clarissa e me levanto, caminho até a minha mesa e bloqueio o computador com senha, depois pego a mochila da minha filha e a minha bolsa. Ela ainda está de uniforme e está ficando um pouco frio. Saio da sala com ela e passo o cartão na porta trancando-a. Por segurança, eu sou a única que tenho acesso aqui.

Despeço-me de Penélope, Márcia e Júlia, depois chamo meus seguranças, Marco e Charlie para me acompanhar. Eles me escoltam até o carro, onde coloco minha filha na cadeirinha e depois entro, e aí eles vão para um carro atrás de mim e me seguem até o parque.

—Lis, será que sua avó já chegou? —Pergunto quando estou estacionando.

—Chegou sim, eu estou vendo-a. —Clarissa diz olhando pela janela e parece animada com isso. Sorrio e desço do carro tirando-a. Ela corre em direção a uma mulher muito bonita; logo percebo de onde Christian herdou tamanha beleza. Pego a mochila da minha pequena enquanto vejo a mulher vesti-la com um sobretudo bege e colocar um gorro em sua cabeça. Começo a me aproximar e posso ouvir Clarissa dizer. —Olha vovó, minha mamãe.

Encho-me de orgulho e amor ao ouvir isso. Sim, eu sou a mamãe de uma garota linda.

—Srta. Steele. Eu sou Grace Grey. —Ela diz levantando a mão.

—Me chame de Ana, por favor, Sra. Grey. —Sussurro apertando sua mão.

—Ana, Grace apenas. —Ela diz e eu balanço a cabeça. —Olha só vocês duas, como são parecidas.

—Está vendo como ela é linda, vovó? —Clarissa diz e eu ruborizo.

—Estou vendo sim, e agora eu sei a quem ela puxou. —Grace diz sorrindo. —A Mia me mostrou uma foto da Gabby, ela também é bem parecida com a Clarissa.

—É sim. —Sussurro sorrindo.

—A Lis fala muito sobre você e a irmã. —Grace diz se sentando e eu me sento ao seu lado. —Eu confesso que fiquei muito surpresa, e com muita raiva quando Mia me contou tudo.

—Eu sinto muito.

—Não querida. —Grace pega Clarissa no colo e suspira. —Não tenho raivas suas. Imagina, você me parece ser tão doce. Eu estou com raiva e ódio da louca que te prendeu, ninguém merece viver assim.

—Foi difícil, Grace, eu confesso. Eu estive privada de fazer muitas coisas, mas hoje eu sou livre, e tudo está se encaixando.

—Eu imagino. —Ela sussurra segurando minha mão. —E eu quero te dizer que você tem todo o apoio que eu poderia dar. Eu nem sequer te conheço, mas você é quem nos deu essa bonequinha aqui. Ela e a Ava são as nossas alegrias. E a Lis tem andando tão sorridente e feliz, que eu mal sei como agradecer.

—Não agradeça. Ela é quem me faz feliz, eu só retribuo.

—Vovó, olha só. —Clarissa diz tirando sua boneca da bolsa. —A mamãe me deu.

—Ah, ela é muito linda. —Grace diz sorrindo.

—Desculpe, você falou sobre...

—Ava? —Grace pergunta e eu balanço a cabeça. —Ela é minha neta, filha do Elliot meu filho mais velho. Ele era um menino muito levado, e teve uma filha com uma moça qualquer. Hoje ele cuida dela sozinho, mas ela é um amor.

—Ela é minha prima. —Clarissa diz sorrindo. —Mamãe, ela tem seis anos.

—É mesmo meu amor. —Sussurro sorrindo e Lis balança a cabeça.

—Eu acho que você deveria ir lá em casa almoçar conosco.

—Grace, eu não sei...

—Não se preocupe, o Christian nunca almoça conosco. Ele não vai muito lá pelo trabalho, apenas fins de semana. Você pode ir lá amanhã.

—Eu vou adorar. —Sussurro ao ver a expectativa nos olhos de Clarissa.

—Tudo bem, então está combinado, nós esperamos você a Gabby. —Grace diz se levantando e eu me levanto. —Dê adeus a sua mãe, Lis.

—Tchau mamãe. —Clarissa diz com os olhinhos marejados, como em todas as nossas despedidas.

—Ei, gatinha, nós vamos nos ver amanhã. —Sussurro abraçando-a. —Eu te amo muito, muito, muito.

—Eu também te amo. —Ela diz me soltando e sorri.

Dou um beijo em Clarissa e me despeço de Grace. Fico parada enquanto as duas se afastam em direção a um carro. Clarissa vira para trás e acena, e então se vai. É tão difícil lidar com isso. Eu já enfrentei tantas coisas, mas enfrentar Christian parece a mais apavorante de todas. Eu me sinto péssima por não poder dormir com a minha filha, ou passar um dia inteiro com ela..., mas por enquanto vai ter que ser assim.

Caminho até meu carro e vou em direção a minha casa. Eu realmente preciso tomar uma atitude, mas sempre que o nome de Christian surge eu me apavoro, eu ainda me pego imaginando como ele iria reagir ao me ver. Se ele me odiaria, se afastaria minha filha, ou se me entenderia como antes. Ele foi o único que já entendeu minha dor. É tão difícil, mas difícil do que qualquer um poderia imaginar.

♛ ♛ ♛ ♛

No dia seguinte...

Toco a campainha da casa de Grace e posso ouvir o gritinho de Clarissa, e ao meu lado Gabriela grita animada. Katherine me olha e ri como sempre.

—Ana, Katherine. —Grace diz sorrindo ao atender. —Que bom que chegaram.

—Mamãe, Gabby. —Clarissa grita animada atrás de Grace e corre para abraçar Gabriela e puxá-la para dentro da casa.

—Entrem, por favor. —Grace pede sorrindo e nós entramos.

—Ah, olha, meu bebezinho chegou. —Mia diz vindo em nossa direção e praticamente rouba Pietro de Katherine.

—Garota abusada. —Kate diz fazendo Grace e Mia rirem.

—Olha mãe, eu quero um assim. —Mia diz fazendo beicinho.

—Minha filha, por favor, case primeiro, depois filho. —Grace diz e todos acabam sorrindo. —Já não basta a Ana, a Kate, Elliot e o Christian, meninas, não se ofendam.

—Tudo bem. —Dizemos rindo.

—Venham, vamos até a sala.

Seguimos Grace e Mia até uma ampla sala com duas portas. A sala é muito bem decorada, e muito clássica. Sento-me com Kate e Mia senta do lado de Grace que acaba pegando Pietro, então iniciamos uma ótima conversa antes do almoço.

—Mamãe, mamãe! —Ouço Clarissa chamar antes mesmo de entrar na sala, então ela entra com Gabriela e uma linda menina morena com olhos iguais aos de Katherine. —Olha a minha prima.

A menina é muito linda, e está mais linda ainda usando um vestido de flores que vai até a canela, ela está de meias brancas e sapatos sociais branco. A menina sorri para nós envergonhada, mas sorri principalmente para Pietro.

—Ah, um bebezinho. —Ela diz encantada e eu vejo Kate sorrir. —Como é o nome dele.

—Pietro. —Katherine diz sorrindo encantada com a menina.

—Meu gatinho se chamava Pietro. —Ava diz fazendo todos sorrirem. —Mas eu tive alergia e o papai doou ele.

—Ele fez certo, o Pietro também tem alergia. —Kate diz calmamente.

—Eu posso segurá-lo? —Ava pede sorrindo.

—Claro.

Kate se levanta e caminha até Mia pegando Pietro. Ava se senta no sofá animada e logo recebe o pequeno bebê babão em seus braços. Pietro abre os olhinhos e encara Ava, ele faz uma carinha de choro e até mesmo beicinho, mas ao contrário do que pensamos, ele começa a rir animado.

—Acho que alguém arrumou um amiguinho. —Grace diz sorrindo.

—Quem?

Todas nós viramos ao ouvir a voz grave, assusto-me, mas fico tranquila ao ver que não é Christian. Um lindo homem, com cabelos escuros e olhos verdes entram na sala. Ele tem um pouco de Grace, parece Mia no olhar, mas é mesmo Ava que é a sua cara.

—Olha papai, que bebê fofinho. —Ava diz sorrindo.

—É uma graça. —Ele diz calmamente e não esboça emoções.

—Meninas, esse é meu filho Elliot. Elliot, essas são Katherine Kavanagh e Anastásia Steele. —Grace diz e Kate vira encarando-o. Os dois se olham por segundos, então ele caminha até Kate e aperta a sua mão.

—Srta. Kavanagh. —Elliot diz calmamente e eu vejo que abalou Kate um pouquinho, ele solta sua mão e se vira me encarando. —Você deve ser a famosa, mamãe da Lis.

—É, acho que sim. —Sussurro apertando sua mão.

—Bom, senhoritas, se me dão licença...

—Nada disso, você vai almoçar conosco. —Grace diz encarando-o.

—Mãe, o papai vai chegar logo do trabalho, e eu quero deixar os papéis prontos.

—Seu pai e a empresa podem esperar. —Grace diz. —E a menos que você queira uns bons tapas, vá lavar as mãos e vá para a mesa.

—Tudo bem, dona Grace. —Elliot diz abrindo um leve sorriso. —Ei, gracinha, já lavou as mãos?

—Sim, papai. —Ava diz sem tirar os olhos de Pietro.

Elliot balança a cabeça e vejo-o encarar Gabriela e depois Clarissa. Todos fazem isso?

—Acho que não há dúvidas que elas são irmãs. —Ele diz calmamente e sai da sala.

—Não se assustem, por favor. —Mia pede. —Ele tem um ótimo humor, mas passou duas noites em claro porque a Ava esteve doente.

—Nós sabemos como é. —Kate murmura e eu prendo um soluço.

—Bom, vamos jantar? —Grace diz se levantando e nós nos levantamos.

Elliot e Ava

Notas finais
Boa noite ♥